Help
Home Just In Communities Forums Beta Readers Dictionary Search
: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Books » Harry Potter » Nunca Mais

Vampira-Pan
Author of 14 Stories

Rated: T - Portuguese - Drama/General - Ginny W. & Draco M. - Reviews: 18 - Updated: 06-18-04 - Published: 10-17-03 - Complete - id:1563389

Capitulo 1- Nunca mais

- NÃO! - Grita Harry.

- Nem isso você pode me dizer calmo que já fica nervoso, mas quer saber de uma coisa? Eu também tenho orgulho! Só falo mais uma vez, me de uma chance e você não se arrependerá!

- Gina, PARA! Chega! É impossível!Eu não posso! Você é a irmã caçula de Rony!E ainda é minha aluna!

- O que isso tem haver com meus sentimentos? Eu já lhe disse! Eu te amo, não nego... Agora se você quer me dar um fora desta maneira tudo bem... Já suportei coisas piores antes, e pode ter certeza Harry Potter, eu vou sobreviver!

Sim...

Ela havia contado ao menino que sobreviveu o quão ela o amava.

Estava a menos de três meses de acabar Hogwarts e para sua infelicidade, só tinha se passado apenas um dia da 'briga' que teve com Harry.

Gina chorava muito, não comia e nem bebia nada.

Estava no seu quarto.

E por muito tempo ficou lá, dando graças a Deus que hoje não era dia de aula, se não teria levado vários pontos a menos para sua casa...

Mas isso parecia tão insignificante diante do que ela já passou...

Diante de tudo que ela já sentiu...

Diante do que ela sentia agora...

Fechando os olhos, se lembrou de tudo, desde quando entrou nessa escola, e principalmente do ultimo ano, quando seu irmão, Harry, e Hermione...

Harry? Hermione? Humpf! Como posso ainda chamá-los por estes nomes?”

Chamá-los pelo nome de batismo, parecendo ser intima deles?

Coisa que não era verdade, nem nunca foi!

Ela, de agora em diante, os odiava!

Mas nem esse ódio que agora era nutrido pode evitar o pensamento no ultimo ano deles... Antes de eles irem para as férias e Gina acreditar que estava sendo “observada” por Potter...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Flash Back On

- Mas um ano acaba... E agora temos novos concludentes, que estão exercendo, agora, a maior idade...

Todos aplaudiam... Era a festa de formatura de Harry e Cia. Sirius, agora com sua ficha limpa no ministério, assistia tudo. Remo Lupin, também estava lá, assim como a família Weasley em peso. Todos estavam felizes por eles.

- Todos sabemos que já podemos respirar aliviados. Sim! E todos sabem o por que!

Logo os murmúrios estavam pelo salão...

Repórteres do ‘Profeta Diário’ e muitos outros repórteres de diferentes jornais bruxos estavam ali. Tudo por que Harry Potter, o menino que sobreviveu a tantas investidas de Lord Voldemort agora estava completamente livre! Ele havia derrotado o Lord para sempre, causando na comunidade bruxa muita felicidade.

Isso tudo em um único ano. No ano de sua formatura!

Muitos o ajudaram, Hermione e Rony, assim como Dumbledore.

Aquele – Que – Não - Se – Deve - Ser – Nomeado foi destruído completamente.

- Como ainda não arranjei um substituto à altura para ensinar DCAT – Continua Dumbledore depois dos murmúrios terem parado - Depois de ter tido uma conversa de bom agrado com o mesmo, quero anunciar que Harry Potter, por este ano, será o mais novo professor de DCAT!

Palmas ecoaram pelo salão. E Flashs também.

– Depois - Continua Dumbledore quando tudo cessa - Ele seguirá a carreira de auror, conforme conversamos.

Como era de se esperar para uns Harry Potter ainda continuaria no castelo. Péssima noticia a muitos sonserinos.

- Também quero anunciar que nossa querida Professora Vector estará tirando uma licença para umas férias, e por intermédio desta, me foi pedido encarecidamente que Hermione Granger fosse sua mais nova substituta.

Mais palmas ecoaram pelo salão. Os Grifinórios, Corvinais e Lufos-lufos não se cabiam de tão felizes. Mione foi pega de surpresa. Não esperava por essa nem em sonhos. Já os sonserinos amararam a cara. Depois das palmas cessarem mais uma vez, Dumbledore continuou:

- Creio que a Srta ira pensar antes de dizer sim ou não, mas abro a você a vaga para ser nossa nova professora de Aritimancia.

Todos abraçavam Hermione, e Rony, que era seu namorado, a abraçava mais que nunca.

- Que grande noticia, não é? - diz Rony olhando para Hermione e esta cora.

Dumbledore pede mais uma vez silêncio, e se põe a falar novamente:

- Creio que o professor de Estudo dos Trouxas também quer tirar umas férias. E em nome deste eu também peço que o Sr. Ronald Weasley pense na proposta de ser o novo professor de Estudo dos Trouxas.

Desta vez Arthur Weasley e Molly Weasley quase sufocaram seu filho. Ele estava exatamente como todo Weasley ficaria quando estava morrendo de vergonha.

- Nem pense em dizer não! – Diz Molly.

- Vamos ver mamãe...

Dumbledore se põe a falar pela última vez antes do banquete.

- E nosso professor Severo Snape me pediu para que Draco Malfoy continuasse na escola, já que no próximo ano, ele também irá tirar uma folga, talvez um pouco prolongada. Sr. Draco Malfoy, se estiver interessado, o Sr será, no próximo ano, o Professor de Poções, e neste ano acompanhará as aulas do professor Snape, que lhe passará toda e qualquer instrução. Peço que o senhor pense também se irá aceitar a proposta.

Olhos de medo passaram pelo salão e palmas de muitos sonserinos começaram.

Finalmente uma benção a casa da cobra.

De uma forma Draco gostou da idéia de não voltar à mansão Malfoy e ficar lá sem ter nada o que fazer. Seu pai estava em Azkaban junto com outros Comensais e Narcisa, sua mãe, estava bem longe depois de ter se separado de Lúcio, então, Draco viveria sozinho no castelo.

"Pelo menos só ficarei lá por dois meses, antes de começar as aulas..." Pensa ele.

A festa correu normalmente e no dia seguinte todos voltariam para suas casas, onde seria um verão inesquecível...

Flash Back off

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- E realmente foi... - diz Gina, deitada na cama, se relembrando. - Foi inesquecível... Eu te odeio Harry Potter! Por ter ido na conversa do meu irmão e da Granger! Eu te odeio! Poderia ou custaria você não me espionar e me dar uma chance? Ah! Você verá uma nova Weasley nascendo... Para depois sumir deste local! Nunca mais Harry Potter, você verá um riso meu... Nunca mais!

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Gina Weasley agora conversava friamente com todos. Por uma semana se pegou

chorando, sozinha entre os cantos, quando via Harry Potter, uma semana inteirinha...

Mas também foi só! Passada essa semana, Gina mudou completamente.

Suas amigas de quarto não lhe falavam mais nada, nem lhe dirigiam a palavra. Desde a briga com Potter, Gina ficara tão fria, que chegava assustar mais que o olhar do professor Snape.

Das vezes alguém tentava falar com ela, está só faltou usar uma maldição imperdoável...  Se qualquer um perguntasse ou sequer ousasse falar de Harry Potter na frente dela era isso que acontecia, ela revidava e ameaçava, como se fosse um leão indomável.

Hermione havia tentado falar, saiu com o rosto marcado, por lágrimas... Gina havia ameaçado-a, e além de tudo mais, chamado-a de sangue-ruim.

Rony foi tirar satisfações, e também saiu pior do que entrou. Ela havia jogado a varinha do irmão pela janela e apontado a própria varinha no coração dele, quase falando uma maldição imperdoável... Avada.

Não recebeu punição maior do que detenções, nem o por que ela sabia. Mas pegará três meses de detenção, exatamente os três últimos meses em Hogwarts, limpando a biblioteca, caldeirões sujos, separando bichos mortos em vidros, ou partes de bichos, limpando o chão de algumas salas... Mas foi só. O que ela mais fez foi limpar livros na biblioteca! Tanto que pegou uma habilidade de limpá-los com mais facilidade e ficar estudando o restante do tempo.

Bem...

Desde o ocorrido com seu irmão, ninguém mais sequer ousou falar sobre Harry Potter na frente dela, nem sequer perguntado se ela estava melhor...

Nas aulas de DCAT, Gina passava a maior parte lendo o capitulo que Harry estava explicando. Muitas vezes, ele na posição de professor, teve que chamar atenção dela, mas se arrependia sempre quando o olhar castanho batia no seu. Parecia que de tão frio os olhos de Gina haviam se tornados meios cinzentos. Castanho-cinzentos...

Ela estava com ódio, e esse ódio, que um dia fora amor, estava aumentando a cada dia.

Em todas as matérias ela subiu de nota consideravelmente. Até Poções, que era a material em que menos gostava, Gina conseguiu superar-se. E ultimamente poções estava sendo a que ela mais gostava.

Sempre ficava sozinha na bancada e fazia tudo o que o professor mandava na aula, e sempre acertava. Snape sabia que a pequena Weasley sempre fora apaixonada pelo famoso Potter e sabia do fora que ele havia dado a ela que também era visto, na noção do professor, nos olhos dela. Ela havia mudado, do dia para a noite, da água para o vinho, não para pior, mas para melhor.

Snape parara de atormentá-la, por algum tempo, mas já estava querendo ter uma conversa, há muito tempo, mas guardou-a para um momento mais propicio. Sabia que seria uma ótima conversa.

No final da aula, Malfoy que monitorava a sala, saiu para resolver umas coisas da viajem do professor a pedido do mesmo, então Snape, antes de todos saírem, começada a conversa. Ele chama atenção de Gina.

- Srta Weasley... - começa Snape

Gina levanta a cabeça e olha ao professor.

- Gostaria que me dissesse como tem se mantido tão bem nas aulas... Sozinha...

Não que ele se arrependesse da pergunta, mesmo dando dois passos para trás ao encontrar o olhar frio e sem nenhum pingo de emoção que ela dava que era diferente daquela garotinha que odiava a matéria de poções, longe disso. Ele apenas sentiu que a conversa seria bem mais prazerosa do que ele pensará anteriormente. E a resposta dela, o fez sorrir…

- Talvez, professor, seja por causa do tempo. Não é... Um clima tão agradável (N/A: detalhe, o clima estava insuportável, era verão) que talvez fez seu cérebro derreter e seus neurônios se estapearem para passar poções tão fáceis, se não estou enganada...

Não um sorriso bondoso, mas sim um sorriso de desdém. O mesmo que Snape sempre fazia quando olhava para todos da Grifinória.

Todos os Grifinórios olhavam para Gina com desaprovação. Com certeza ele ia tirar uns 200 pontos da Grifinória por conta desta resposta, mas o que aconteceu depois foi surpresa para todos.

- Acho que está ficando crescida e entendendo que a vida não é apenas 'Harry Potter'. Fui informado do que aconteceu... Não só eu, toda a escola… - disse e a olhava com mais frieza do que nunca.

Qualquer um que tivesse visto aquele olhar teria se afundado na cadeira com um medo mortal, como se dos olhos de Snape saíssem maldições imperdoáveis e pudessem matar a qualquer um. Mas Gina se mantinha fria… Seja o que tinha acontecido com ela, ela não se assustava com esse olhar tão penetrante que Snape dava.

- A vida não gira só em torno do Potter professor. - O jeito em que ela pronunciou o sobrenome de Harry fez que todos se assustassem. Ela não poderia ser a Gina! - A vida gira em tono do que você acha que é estupidamente importante e acaba fazendo com que sua própria vida se resuma àquilo que você infantilmente pensa! Potter é só um homem qualquer, como qualquer outro... Até mesmo o senhor... Professor Severo Snape!

Essa foi à gota. Ela ia ser expulsa na frente de todos, Severo nunca engolia essas respostas. Nunca mesmo.

- Muito bem. Já me deste o que estava atrás! Pelo menos não me arrependerei quando souber certas noticias… Vinte pontos para Grifinória. Srta Weasley, vou lhe dar esse presente, desta vez. – Da forma que Snape enfatizou estaria claro que da próxima essa resposta seria muito errada… - Se precisar de algo é só pedir.- respondia com um olhar de quem tinha adorado a conversa.

Ninguém... Ninguém mesmo acreditava no que ouvia... Ele? Dando pontos por respostas malcriadas? Isso seria assunto por três dias na torre da Grifinória, mas para manter a pose, assim que ele olhou para os Grifinórios da outra aula que tinha:

- Menos vinte pontos para a Grifinória! Agora vamos começar a aula...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Os alunos da Grifinória que tiveram aula com o Snape, logo depois da aula de Gina, não entenderam o por que dos 20 pontos a menos em uma aula sem terem feito nada!

Só mais tarde é que eles puderam entender…

No mesmo dia, Rony, Harry e Hermione souberam do acontecido e acharam que ela tinha sido totalmente descontrolada...

- Você é louca, Gina? - Começa Rony assim que ela aparece pelo retrato da torre da Grifinória, agarrando o braço dela. Muitos aplaudiam pela coragem dela, outros reprovaram totalmente.

Gina apenas o olhou com desdém.

- Se quer arruinar a Grifinória, pense nos outros antes de fazer uma idiotice que nem a que você fez hoje! - começa Harry.

O olhar de Gina fez com que Harry se arrependesse de falar com ela.

Mas…

Ela era apenas uma aluna…

“Não é uma aluna apenas, Harry, é alguém que, você foi estúpido o bastante para não perceber, se iludia a cada vez mais nas ferias de verão! E a culpa é sua por ela esta assim agora!” Esbravejava mentalmente Harry.

- O que o menino que sobreviveu tem com isso? – A voz dela era gelada, assim como o olhar. - Além do mais, são apenas míseros pontos! Porcarias de competições que vocês impuseram sobre as casas... Que vocês sustentam a vida toda... Poupe-me de seu falatório Professor Potter!

Paft!

Pronto!

Harry sem pensar fizera o que queria fazer desde que Gina quase lançara uma maldição imperdoável em Rony.

A Gina de antes de falar com ele, de antes de se declarar, era carinhosa, e meiga, essa que estava em sua frente tinha alma sonserina!

Por causa de um simples “não” ela havia mudado completamente.

Tão absorto nos pensamentos, Harry mal percebera o que havia acabado de fazer.

Os cochichos foram que o trouxe a realidade novamente.

Ele, o Professor de DCAT, Harry Potter, batendo em uma garota? E a irmã mais nova do seu melhor amigo...

- HARRY! O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO? - Grita Rony e vai ao encontro de Gina. - Você está bem?

Eles ouvem uma gargalhada seca, fria... Que chegava a arrepiar a espinha de todos. Vinha de Gina.

- Isso por acaso foi um tapa, Potter? Pois para mim não passou de uma brisa suave. – Ela olha para o irmão. – Não me toque, imundo! Você mesmo não disse que não era mais nada meu? Por que agora se preocupar. Volte para os braços de sua sangue-ruim nojenta sabe-tudo que é o melhor que você fará! Ainda não sei como o Lord das Trevas, Voldemort, morreu nas mãos de vocês... Mãos indignas de matar um Lord com tamanho poder como ele foi! Mas foi muita sorte, ou melhor, foi pura sorte!

 Desta vez todos olharam chocados para ela. Como ela poderia ter dito aquilo?

Se fora Ele que, no primeiro ano de Gina, quase a matou...

Ele...

O Lord das Trevas.

Aquilo pesou no coração de Rony, ele não acreditava que sua irmã estivesse dizendo aquilo. Foi aí que Harry se deu conta do que tinha feito com ela. Ela simplesmente havia transformado o amor que sentia em puro e mortal ódio...

Até aquele instante ele só tinha dúvidas do por que dela ter mudado tanto. Mas agora ela não era quem ele conhecia…

Era outra.

- Alguém está controlando ela! - diziam alguns em sussurros

- Ela nunca foi assim!

Os sussurros foram crescendo, até que eles olharam bem para ela. Ela olhava para cara de cada um.

O medo do nome havia crescido, não só pelo nome em si, mas pelos olhos da garota. Rony, que havia saído de perto de Gina, teve medo...

- Como pode dizer isso do Harry? - Começa Hermione já não agüentando aquilo. - Ele lhe salvou a vida duas vezes!

- Se eu soubesse do que poderia acontecer. – Ela, que agora olhava dentro dos olhos de Harry, se vira para fitar Hermione. - Preferia ter dado a minha vida ao Lord das Trevas! Pelo menos seriam dois atrás do Potter e não só um! - Ela volta o olhar dela para Harry. - Acho que sua amiga sangue-ruim - nojenta - sabe-tudo deveria se manter no local dela... Assim como o Weasley...

- Se você se esqueceu, você também é uma Weasley... - diz Rony que agora estava começando a ficar com raiva daquilo. Aquela com certeza não era sua irmã.

- Não para sempre! Não mesmo!

Ela lança um olhar mortal e se dirige ao quarto. Ninguém mais falava com ela, até mesmo suas amigas de quarto tinham ido dormir no quarto de outras, deixando Gina sozinha.

Três meses depois da briga de Gina com Harry, Hermione e Rony, ela ainda continuava fria! E não acabou ai só não...

Até os últimos dias de aula isso continuou.

Os olhos frios, o ódio emanando desses olhos, que antes eram meigos e carinhosos.

Mione não agüentando mais foi até a professora Minerva contar tudo o que estava acontecendo, mais detalhadamente possível.

Antes, só tinha ficado entre Harry, ela, Rony e Dumbledore, e chegado aos ouvidos dos outros professores por meio de fofocas, mas não a historia completa. Desde as ferias de verão.

Minerva ficou muito assustada e pediu que a própria escrevesse aos pais de Gina, contando tudo detalhadamente.

E Hermione manda a carta a Molly, contando tudo, desde o começo.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Agora faltava um dia para o baile de formatura e menos de um dia para o plano de Gina se concretizar.

Ela, que até então não tomava mais café na mesa da Grifinória e sim na cozinha com os elfos, alimentando ainda mais a raiva deles para com a professora Granger, voltava à mesa e todos os grifinórios faziam de tudo para ficar bem afastado dela.

O dia parecia bem calmo na concepção dela até que todos se viram para a correspondência. Ela não olha, pois sabe que não vai ganhar nenhuma carta, mas então escuta… A respiração de muitos alunos foi presa, e ela olha para cima, visto que ainda era muito curiosa.

Ela vê entrando pela janela um pontinho vermelho e preto que vem em direção a ela. Era Píchi, com um envelope... Um berrador...

“Minha chance de conseguir o que queria…” Pensa. Antes de abrir a carta, com uma mão no bolso, segura a varinha e coloca no lado de seu prato. Então ela abre e a voz estridente da senhora Weasley furiosa ecoa pelo salão.

 - VIRGINIA WEASLEY! QUE HISTORIA É ESSA DE QUE NÃO SERÁ MAIS UMA WEASLEY?

De uma certa forma, Gina tentou se manter fria diante o berrador, mas a voz era muito estridente. E ela teve que conjurar um abafador e colocá-lo no ouvido para amenizar o grito.

- E POR QUE VOCÊ VEM TRATANDO HERMIONE E O RONY DESSA FORMA?

Ela olha para a mesa dos professores, diretamente para os olhos de Mione.

Gina tinha um ar de desdém, e de “não-ligo-pro-que-você-disse-a-minha-mãe”.

Mione abaixa o olhar pro prato, e uma lagrima lhe cai…

Depois Gina para Rony. Com a cara de “Weasley-nogento-nunca-mais-tere-que-te-olhar-na-cara!”

Ele fica vermelho. E abaixa a cabeça. Poderia explodir só com o olhar dela! Ele mesmo já havia dito que não era mais irmão dela.

- E O HARRY? – Agora sua mãe tocou na ferida. Gina ficara branca, e seus olhos, ficaram completamente cinzas, diga-se de passagem, o ódio apareceu mais do que deveria. Ela olha diretamente aos olhos de Harry, e este fica bastante constrangido.- ONDE JÁ SE VIU, TRATAR O HARRY A QUEM LHE SALVOU A VIDA DUAS VEZES? 

Ela pega a varinha, já se preparando para fazer algo.

“E dai se o Potter me salvou? Eu quero que ele morra!”

- ONDE ESTA SEUS MODOS? O QUE ESTÁ PENSANDO...

- Destruere - a carta ainda ameaçava a falar, mas estava sem forças. - Incêndio!- A carta pega fogo.

“Pronto! Agora é esperar que algum professor fale sobre o feitiço e me chame em particular…”

Os professores viram tudo, Minerva olhava incrédula a Dumbledore. Este, apenas fechava os olhos e se virava para a comida.

Ela ainda era aluna! Será que ela não havia aprendido?

Nem se arrependido?

Por que do feitiço?

Ele era um dos poucos, talvez o único para destruir um berrador, mas era de um nível de magia mais avançado. Bem mais do que ela poderia imaginar.

“A coisa é mais seria do que pensei!” Minerva se levanta.

- Srta Virgínia Weasley... - começa Minerva

Ela olha com desdém para a professora...

- Quando acabar a refeição, na minha sala, por favor. - E nisso ela senta, mas sem tirar o contato visual de Gina.

Esta olhava para professora sem nenhum sentimento, o que a fazia ainda mais assustadora. Seja o que for, que tenha acontecido, era sério o caso. Gina simplesmente se voltou para seu prato de comida e continuava comendo, como se nada tivesse acontecido. Alguns olhavam-na com medo.

- Perderam alguma coisa no meu rosto? – Ela diz e todos se viram.

Na mesa dos professores, quem estava gostando muito dessa brincadeira era Malfoy.

Tentava não se importar muito, mas a cada nova fofoca que falavam sobre a garota que levou um fora e depois um tapa do professor Potter, mais ele se interessava nela, mesmo não admitindo para ninguém.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Senhorita Weasley, porque do feitiço que a Srta fez?

- Como assim?

- Esse feitiço esta um nível a mais que a senhorita poderia fazer. Pelo menos a meu ver. Está mais alto do que ensinamos aqui em Hogwarts. Mesmo sendo aluna do ultimo ano! É mais para alguns cargos do ministério, de complexos movimentos, mas a Srta o fez de forma sutil e graciosa. Como? Quem anda lhe ensinando? Desde que a Srta quase aplica uma maldição imperdoável em seu irmão que venho estado muito preocupada. Harry Po...

- O Potter não tem nada haver com isso. É problema meu se eu estou estudando mais que qualquer outro e é problema meu se eu não quero que outros escutem uma conversa que é pra ser discutida entre a família Weasley e eu. Não devo e nem vou deixar que um berrador idiota espalhe seja lá que a senhora soube e que agora minha mãe sabe... Desculpe-me, mas todos temos problemas.

- Ter problemas é uma coisa, ameaçar de maldições imperdoáveis é outra! Xingamentos também! Falar como a Srta falou a Srta Granger, mesmo ela sendo agora uma professora, ela antes era sua amiga...

- Ah. Deveria ter imaginado... A Granger. Amiga não é o termo apropriado para que ela se refira a mim, nem eu a ela! A distancia que quero ter com aquela que não pronunciarei o nome deve ser mais de cinco kilometros de distância! Ela e o namoradinho, hoje, me enojam profundamente! Como eu poderia ter um irmão como aquele… - E com isso ela se controlou de falar o palavrão. – Mas isso não importa mais! Não se preocupe comigo. A vida sabe mudar as pessoas, e eu mudei. Não tenho medo, mas de falar sobre o Lord das Trevas. Pra falar a verdade, não tenho medo de dizer que preferia que ele estivesse vivo ao Potter! Amanhã sairá os resultados dos exames, no dia seguinte sairei de Hogwarts, formada! Por isso, não devo satisfações a mais ninguém...

- Mas ainda é aluna! E com isso receberá uma detenção. Pode já esta se formando, mas ainda esta aqui dentro como aluna! E não será limpar a biblioteca! Ira para a floresta proibida! Vamos ver se assim você volta ao normal, passando por um perigo mais real do que simples detenções! Se aqui dentro estas desta forma, lá fora temo que vire uma coisa que desonraria sua família inteira!

Gina só faltou pular de felicidade!

“Eu to com mais sorte do que esperava!”

Ela tentou segurar o riso, mas não conseguiu! Logo estava com um sorriso de lado… Estava tudo indo as mil maravilhas! Conforme ela queria!

Se fosse outro aluno ia começar a chorar, mas Gina estava decidida. Não temia nada.

- Hoje à noite, a senhorita cumprirá sua detenção. Esteja pronta as oito em ponto. Alguém lhe levara a sua detenção. Agora vá.

Gina se vira e sai da sala. Visivelmente contente.

- Por que essa alegria Weasley? - Pergunta uma voz arrastada.

- Malfoy... Como sempre.

- Sinto seu cheiro a quilômetros de distancia. Cheiro não, fedor.

- Que bom... Assim você percebe e não chega perto. Pois o cheiro do teu perfume me faz querer vomitar em sua cara. A propósito, em que esgoto você costuma tomar banho? Pelo menos eu não passarei por perto quando for tomar o meu.

Ela sorri, friamente e cinicamente. Malfoy ficou com um ódio...

- Sabe Weasley, acho que o Potter fez bem em ter lhe dado um fora! Acho que ele não ia suportar um beijo de uma boca tão fedorenta...

Draco se assusta com o olhar frio dela. Estava tão cinzento quanto o do próprio.

- HAHAHA Professor Malfoy, com certeza, você deve estar com parafusos a menos na cabeça! Acho que as aulas em que você está ajudando o professor Snape não estão fazendo bem para seu cérebro, assim como não estão fazendo bem para o cérebro dele!

- Quer jogar sujo, né Weasley?

- Quero sim! Aposto que você está doidinho para beijar essa boca suja aqui... Como no baile do ano passado.

- Não provoque garota!

- Sim, provoco! E farei da forma mais divertida... Seducere!

Um jorro de luz rosa saiu da varinha de Gina e Draco ficou zonzo...

- O que você... - Ele olha para Gina e fica encantado, como se nunca a tivesse visto antes. - Você não deveria está andando sozinha por este castelo... Eu adoraria te acompanhar. Melhor... - Ele segura Gina na cintura - Posso lhe dar um beijo? - Dizia aproximando seu rosto ao de Gina e esta não fez nada para impedir. Os olhos de Gina voltaram ao tom castanho, normal. Draco estava a centímetros da boca de Gina, mas uma voz impediu.

- MALFOY! TIRA AS MÃOS DE MINHA IRMÃ! - Rony havia chegado com Hermione e Harry e viam a cena, Malfoy estava ‘arrastando a asa’ sedutoramente para Gina, quase beijando-na.

- O que você quer Weasley? Não estou falando com você! Portanto tire seu...

- Professor Malfoy. - Começa Gina e quando este olha para ela, todas as palavras lhe somem da boca.- Creio que você não deveria se importar com ninguém, se eu te pedisse para se ajoelhar...- Em menos de cinco segundos ele estava ajoelhado em frente a ela... - E beijar o chão por onde eu passo? - sem a menor sombra de duvidas Draco começa a beijar o chão - Já chega. Finite incantatem! Agora... - Começa Gina pegando na face de Malfoy e este começa a se levantar olhando-a nos olhos castanhos que agora haviam voltado ao tom acinzentado... - pense duas vezes antes de me desafiar, ouviu, meu bem... - ela solta um beijinho e sai rindo com desdém...

- VOCÊ ME PAGA! - Grita Malfoy...

- É claro. Quanto você quer... Ah! Esqueci-me. Sou uma pobretona. Desculpa! Não dou gorjeta para poupar o dinheiro...

E sai. Os quatros ficam estáticos. Malfoy apenas se levanta e sai dali...

- Harry, o que foi que você fez com minha irmã? - pergunta Rony.

- Nem mesmo eu sei... - responde.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Malfoy, já no seu quarto, olhava para o teto de sua cama, estava com ódio. Como uma Weasley poderia brincar com ele daquela forma?

Ele nunca quis admitir, mas sempre teve uma queda muito grande pela caçula da família Weasley.

Mantinha esse segredo consigo, mas ao vê-la hoje, seus temores estavam confirmados.

Depois do fora que o Potter havia feito, com certeza ela iria fazer algo estupidamente burro para se vingar! De alguma forma ele havia lido isso nos olhos dela.

De todas que ele havia ficado, nunca nenhuma garota o fez se sentir como Gina fazia com apenas um olhar.

"Potter idiota! Olha o que você fez a ela!”

Ele fecha a cara.

“Lá vai. DRACO MALFOY PARA DE PENSAR NELA!" Retalhava em pensamento...

No baile do ano passado…

Seus pensamentos voaram até o dia de sua formatura, quando após saber que não iria ficar na mansão sozinho, ele, já mais para lá do que para cá (N/A: Lea-se: Bêbado XD), foi conversar com Gina, sem que ninguém visse, já que ela havia saído para ir ao banheiro.

Flash back on

Gina estava muito bela, mesmo com aquele vestido de segunda mão.

A cada passo, Draco se amaldiçoava por aquela Weasley fazer o que ela fazia sem nem ao menos perceber!

Quem era ela para lançar qualquer feitiço nele? Se é que ela havia lançado algo.

Ela não teria lançado e fingir que nada tinha feito!

Lá estava ela...

Cabelos grandes, muito vermelhos, alisados com um feitiço e nas pontas cacheado...

Branca, com as sarnas aparecendo visivelmente. Mais um toque Weasley.

Ela vinha se aproximando... Aproximava-se cada vez mais...

Cinco metros... Três... Dois...Um...

Agora ela estava emparelhada com ele...

Era sua chance, ou então, nunca mais iria dizer nada!

Ela começava a se afastar...

Um metro... Dois... Três.

- Weasley! – Malfoy fala, mas Gina continua... – Virginia Weasley!

Ela para... Vira-se... E encara Malfoy.

Achava que seria alguma brincadeirinha de mau gosto...

- O que é?

“O que é? Como uma grifinoria falava assim com ele! Draco Malfoy!”.

- Venha cá...

- Eu não!

- Estou pedindo.

- Um Malfoy pedindo?

“Droga Weasley! Por que você me olha assim?”

Gina parecia perceber que estava mexendo com Malfoy, e muito.

- Gina...

- Gina??? – Diz a própria. – Não sabia que você conhecia meu apelido!

- Isso não vem ao caso! Eu preciso falar com você. Agora. Será que pode me acompanhar?

“Diga que não, saia, chame seu irmão! Mas pare de me olhar assim!” praguejava Draco em pensamentos.

- É sobre o que?

- Me siga é saberá!

“Ela é mais curiosa do que dizem! Ela vai me acompanhar?”

- Pois vamos logo! Se Rony ou um dos meus irmãos me pega, nem sei o que pode acontecer!

- Você vai? – Perguntava incrédulo.

- Você não ta chamando?

- Mas seu Potter não lhe preveniu sobre mim?

- Nem precisa! Só o seu sobrenome já me diz para me manter longe de você! Mas se não é nada, então estou indo!

- Você iria me acompanhar?

- Não sinto que ira fazer nada de ruim. É só uma conversa...

Draco se vira... “Tá tão na cara assim!?” Se perguntava.

- Me siga...

E com isso Gina o segue até uma sala.

- Diz logo Malf... – Draco cala a boca de Gina com um beijo...

No começo ela resiste, mas se entrega ao beijo... Quando eles se separam Gina o olhava com raiva.

- Que idiotice é essa?

- Não é idiotice... Équeeugosgostodedevovocê. – Draco fala quase que resmungando.

- Como?

- Eu gosto de você! É isso! – Diz Draco de uma vez

Por uns minutos o silencio pairou.

- Gosta? Malfoy’s não gostam!

- Mas você me lançou algum feitiço!

- Eu???? Eu mesmo não Malfoy! Você está enganado!

A cada vez que Malfoy olhava para Gina, seu corpo estremecia. E era bem visível...

Como essa paixonite foi aparecer, talvez por causa do grandioso Potter. Ele sempre tinha tudo!

Tá, Draco Malfoy também tinha, mas a maioria foi ganha por medo! Potter ao contrario, ganhou respeito! Era um fraco, isso sim. Mas por que logo por uma Weasley!

E o que diabos ele estava ali fazendo? 

Se declarando?

Um Malfoy nunca se declara!

- Sim, vai ficar me olhando com essa cara de... – Novamente Gina foi calada com um beijo.

Desta vez os dois se olham durante o beijo... E Gina vê... Os olhos cinzas de Malfoy estavam azuis... E um azul límpido. Muito belo...

E através dele poderia ser ler a alma de Malfoy...

Quando o beijo quebra, o contato visual permanece.

- Malfoy... Eu... Eu não gosto de dar foras, mas...

- Então não de! Fique comigo!

- Primeiro. Você esta bêbado! Segundo, meu coração pertence a outro!

Foi um balde de água fria em cima de Malfoy.

Com isso ele a vê saindo da sala. Mas não antes de seu orgulho reaparecer!

- O Potter não é? Potter é um inútil! Pode ter conseguido derrotar Voldemort! Mas nunca vai lhe olhar! Ele só te olha como a garotinha casula de uma família pobretona! É o que és! Não sei como fui fazer esse papel ridículo! Ah! Já sei... – Dizia se aproximando! – Eu apostei que lhe arrancaria um beijo... Arranquei dois! Rapazes!

Gargalhadas vieram do fundo da sala.

- Só podia ser uma Weasley mesmo! Hahuahuahuahuaua – dizia uma voz masculina!

- Como são ingênuas as Grifinória! Hahuahuahua - diz outra voz masculina.

Gina olha para os olhos de Malfoy, novamente estavam cinzentos. E nada mais podia se ver.

- Você não presta Malfoy!

E com isso ela sai da sala batendo a porta.

Na hora que ela o faz, Draco aponta a varinha para a escuridão.

- Finite incantaten - E o som das risadas cessa, e as vozes também.

- Não me humilharei na sua frente de novo, Weasley! Mas não deixarei barato! Você me paga! – E ele da um riso. – Mas você beija muito bem, pequena.

E lá ele fica, até se casar e se acalmar, se tornando mais uma vez o Malfoy que todos conheciam.

Flash Back off

Aquelas lembranças eram amargas, e de uma certa forma gostosas de serem recordadas. Principalmente pode causa do beijo! Mas depois do que aconteceu mais cedo em frente à sala da Professora Minerva, ele se amaldiçoou por gostar dela.

Hoje ele queria tê-la agarrado e dado um beijo nela. Aquele Feitiço conhecido como ‘Feitiço de sedução’ funcionava quase parecido com uma poção do amor, mas não chegava a tanto! A pessoa que recebesse o feitiço cairia de amores pela que enfeitiçou, mas o efeito, se a pessoa não o tirasse depois de quatro horas, saía por si só... E outra, o numero mínimo para se fazer este feitiço por mês era cinco. E graças ao maldito feitiço ele havia mostrado a pequena Weasley o quanto ele queria beijá-la...

Mas ainda bem que nada aconteceu. Mas o Feitiço fez com que aquele antigo amor, ou melhor, paixonite, voltasse à tona.

Até aquele momento Malfoy poderia ter fingido que nada havia acontecido e continuaria a desprezar a família dela, mas o feitiço o fez com que ele sentisse e visse através dos olhos dela.

"Aquele olhar frio... Não é típico da garota que adorei intensamente e escondido". Pensa. "Mas naquela hora que eu ia beijando-a, eu vi, em seus olhos, que haviam voltado a ficar castanho, que ela estava com medo e estava aprontando alguma..."

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Penúltimo dia em horas antes da detenção de Gina.

A maioria dos alunos foi a Hogsmeade. Gina havia ficado. Estava na biblioteca quando sentiu ser observada.

Sem muita vontade, Gina levanta a cabeça e encontra Draco Malfoy, escorado na parede, olhando diretamente para ela. Ela sem querer da um sorriso de lado, cínico.

- O que queres? – Pergunta.

- Nada Weasley... Apenas pensei que tinha ido como todos para o vilarejo. Ultima visita.

- Então, o que queres?

- Weasley, eu quero conversar com você! - Olhava-a friamente, e ela retribuía o olhar.

- Não tenho nada a falar com você... E outra... Você está atrapalhando minha leitura!

- Por que você está lendo livros de poções? Essa é a matéria que você mais odeia!

- Eu odiava, não odeio mais. E quer dar o fora daqui e me deixar em paz?

- Não enquanto você não me dizer o que está te perturbando.

- E desde quando você fica preocupado?

- Eu não disse que estava preocupado, eu disse que você estava tramando algo!

- Se eu estiver, não é da sua conta...

Malfoy se desencosta da parede e se aproxima de Gina. Quando ele passa os olhos pelo livro Gina coloca um pergaminho no meio.

- Cadê seus amiguinhos que nem naquele dia? Escondidos no meio desse livro?

- Weasley!

- Ué, pra você vir ver o que estou lendo, é bem capaz deles estarem dentro do livro...

Realmente essa não era a Virginia que ele sempre viu.

- Hum, poção complicada essa... – Dizia Draco, olhando a pagina em que Gina não tinha coberto, sem muito interese. A parte importante, do nome da poção ela tinha coberto rapidamente.

Com um baque surdo, Gina fecha o livro, se põe de pé e começa a sair da biblioteca, mas antes que saísse completamente Malfoy a segura pelo braço.

- Você não vai fugir!

- Escute bem Malfoy, você nada é meu, nem eu sou nada sua! E com essa explicação, eu não lhe devo satisfações nenhuma!

- E por que é que eu vejo nos teus olhos isso: "Eu vou fazer besteira hoje na hora da detenção?”

Gina fica visivelmente perturbada, seus olhos que até então estavam cinzentos, voltam à cor normal. Draco sabia, ele tinha acertado! Ela ia fazer algo de muito estúpido...

O quê, não sabia muito bem... Se ele pudesse ter visto melhor o nome daquela poção.

- No dia que você conseguir ler minha mente, você endoidou Malfoy! E não pense que só por que você tem parentesco com Veela que vou cair nos teus pés e dizer o que seja que eu tiver tramando! - Gina tapa a boca. “Sua burra! Você vai acabar falando!” Se xinga mentalmente.

- Viu como você está aprontando alguma?

- Já disse, desde quando você esta preocupado comigo? Alias, não sou apenas uma “pobretona com roupas de segunda mão”? O que o príncipe nórdico quer saber sobre uma plebéia...

- Deixe de infantilidade, Weasley! Quero conversar!

- Como no dia de sua formatura?

Gina atingira a ferida. Malfoy ficou visivelmente perturbado. Gina percebendo que o deixara sem ação rápido acrescentou:

- Levou um fora! Isso mesmo! Um fora de uma Weasley! Da raça que você mais odeia... Uma pobretona de cabelos de fogo, vestes de segunda mão, sardenta... E ai Malfoy? O que você diz?

- Acho que você esqueceu de dizer apaixonada por Harry Potter, não é mesmo, Weasley?

- Apaixonada? – Gina soltou um riso seco. – Apaixonada? – Outro riso seco. – Não me faça rir!

- Apaixonadasim. Não mais por que levou um fora do testa rachada! E que fora, heim! Toda Hogwarts sabe da briguinha!

Gina ficava branca a cada palavra. Mas estava agora sem ação. Malfoy se aproveitou! Ela feriu o orgulho dele duas vezes, e agora era vez dele!

- E o que foi aquilo tudo? A sangue-ruim sabe-tudo também estava no meio da briga, e o seu irmão pobretão também. Mas que coisa feia, querer soltar um avada sem mesmo saber soltá-lo! – Malfoy cruza os braços levando uma mão a tempora e depois balançando um dedo em um ‘tsk, tsk’ – Ora, a meiga Weasley, incapaz de matar uma mosca, quase mata seu irmão e quem foi que lhe separou dessa tentativa? Lógico... O salvador dos fracos e oprimidos: Harry Potter, o menino que sobreviveu. E um detalhe importante, ele quase lhe joga pela janela! Mas que belo cavalheiro ele foi...

Gina estava muito branca. Os olhos dela se contraíram e ele pôde ver a fúria que ela estava. De castanho-cinzentos, seus olhos novamente foram para um cinza escuro, como que por magia. Ela estava colocando todo seu terror, ódio, pânico, e tudo de pior na expressão do olhar.

- Creio que você esta perguntando, como eu soube... Em Hogwarts, nada é segredo...

Idiotice dele... Ele sabia que estava magoando-a a cada segundo, mas seu orgulho Malfoy falava mais alto

Mas ele percebeu o quão perigoso ela estava representando.

Ela estava formada, e agora era adulta.

“Matar-me será sua ida a azkaban.” Pensava, mas sem convencer-se. Ele viu que aquilo era a gota. Deslizando a mão para a varinha dentro do bolso da capa e retirou, pronto para qualquer ataque. Mas o que acontece o surpreendeu.

Jogando o livro na cadeira acochada, em menos de cinco segundos, Gina estava próxima a ele segurando a varinha dele e a sua própria. Não forçando nada, apenas tirando do meio, para que as faces deles estivessem cinco milímetros de distancia.

Esse ato o assustou e ele caiu sentado na cadeira. Desta vez, eles estavam realmente cara a cara. Ele pode ver o olhar dela próximo, e o hálito dela no seu rosto. Se ela fosse um dragão, já teria o matado pela respiração entrecortada e mortal que ela dava...

- Potter isso, Potter aquilo... Potter pra cima, Potter para baixo... Vem cá, você acha que eu sou aquela garotinha que se envergonhava todinha quando o todo poderoso Harry Potter a olhava? Pense bem! Não sou igual à antes, e se quiser tocar no nome dele para eu te matar, vá em frente! Mas pode ter certeza, você irá se arrepender!

Nisso ela se vira, apanha o livro que estava lendo olha para Malfoy novamente e sai da biblioteca.

Malfoy vendo que ela saia, respirou aliviado.

- Essa foi por pouco. Ainda morro por causa da minha língua. Nossa!

Respirava depois da demonstração de rapidez da Weasley.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A noite já chegava e o horário da detenção também se aproximava.

Gina no quarto onde ela dormia, agora sozinha, preparava tudo para sua ida... De manha, sem os alunos, ela pode esconder umas coisas exatamente no local onde aconteceria. Conseguiu não ser vista por ninguém, inclusive pelos centauros.

- Tomara que à noite de tudo certo.

E arrumava mais uma mala, pequena, para a entrada na floresta, já com tudo pronto.

Malfoy, no seu quarto onde dormia na sonserina, pensava em como ele iria impedir que ela fizesse o que quer que fosse de alguma forma. A única que ele encontrou para fazer foi se pondo de pé e sair à procura dela.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Era oito horas e todos os alunos já estavam em suas casas. Gina descia as escadas. Assim que ela apareceu no andar de baixo, todos pararam e olharam para ela. O silencio mórbido pairou pela casa.

- O que foi? Perderam alguma coisa? – Perguntou, com um sorriso cínico. Ninguém respondeu, tão pouco voltou a fazer o que quer que fosse.

- Você vai sair? – Perguntou uma primeirandista.

- É da sua conta?

- Você vai acabar colocando nossos pontos mais a baixo do que já estão!

Com isso muitos concordam.

- E quem é que vai me impedir de sair? – Ninguém respondeu.

- Eu...- E nisso Harry Potter, junto com seus amigos parecem.

Gina da uma gargalhada seca.

- Voc? Mesmo sendo professor não ira me impedir...

- Já chega Gina! – Começa Rony. – Mamãe me autorizou em lhe deixar inconsciente se você saísse da linha por um só segundo! – e saca a varinha.

Gina cruza os braços.

Com essa reação, muitos prendem a respiração. Até Hermione acha estranho.

- Se você diz assim, irmãozinho querido eu fico parada aqui e não vou a minha detençãozinha, não é mesmo, Filch?

Todos se viram...

Do buraco da porta do retrato aparece o zelador, Filch e sua gata inseparável.

- Detenção? – Repetem ao mesmo tempo Harry, Rony e Hermione.

- Sim... – Diz Filch.

-Mas ninguém avisou a ninguém sobre a detenção. – Começa Hermione.

- E era pra saber? – Pergunta Filch. – Essa ai só vai aprender uma lição na Floresta... Agora vamos! – Diz, se virando pra sair pelo buraco do retrato.

Gina da um aceno de “adeuzinho, idiotas.” E ri da cara em que os três fazem, saindo e acompanhando o zelador...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Malfoy sai do quarto também. Eram oito e quinze, no maximo.

Desde que havia ganhado de Potter um ano antes de Voldemort morrer completamente, seu pai havia lhe dado uma capa de invisibilidade e a vassoura mais nova do mercado, A Firebolt 3000. Com essa capa ele se cobre e vai andar por Hogwarts. Mesmo sendo um professor, ele ainda tinha o habito de andar por Hogwarts por de baixo da capa.

Quando escuta a voz dela, ele vai para perto.

Filch e ela começavam a quase se estapear. Ela havia usado termos como 'aborto' e 'imprestável'

- Se você morrer na floresta, pode ter certeza! Não haverá ninguém que sentirá sua falta.

- Graças a Merlim por isso. Pois prefiro estar ao lado ou de Salazar Slytherin ou de Lord Voldemort no inferno do que aqui com esses sangues-ruins metidos e com abortos que nem você, imprestáveis!

Filch agarra o braço da menina e já estava quase para estapeá-la quando Hagrid chega.

- HEI! LARGUE ELA!

- Tome ela! E vê se esquece ela por lá que é o melhor que você fará! Toda escola agradecerá!

Filch se vira e sai de lá.

- Você está bem? - Pergunta Hagrid.

- Estou. Não precisa se preocupar comigo. Vamos logo, estou ansiosa para conhecer a floresta.

"A floresta proibida?? Por que estaria ansiosa?" Pensa o guarda-caças.

- Criança... Aquilo é um lugar perigoso. Por favor. Tenha cuidado lá! Trouxe sua varinha?

- Sim. Agora vamos logo!

- E Para que essa bolsa?

- Nada. Só meus livros. Assim eu aproveito para estudar também algumas plantas. Sabe, sou a melhor aluna da professora Sprout e ela quer tirar umas férias.

"Aí tem coisa! Desse mato vai sair uma porção de morcego!”- Pensa Malfoy.

- Vamos logo! Prefiro você pesquisando isso na biblioteca e não na floresta!

Draco acompanha os dois. Já tivera ali uma vez no primeiro ano e não havia sido uma experiência muito boa.

- Certo, aqui é a detenção. A senhorita vai ter que limpar a fachada da floresta.

- COMO É QUE É? QUER DIZER QUE EU NÃO VOU ENTRAR?

- Não, e você deveria sentir-se aliviada.

"Como posso estar ali... vou ter que fazer pose... Se não entro com ele, então será SEM ele!"

Gina começa a fazer o serviço...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Gina percebe que Hagrid, sem querer, começava a cochilar...

"É agora ou nunca!" Pensa e então ela começa a adentrar a floresta.

Canino começa a latir... Mas tarde de mais...

- O que foi? Srta. Weasley? SRTA. WEASLEY?

Hagrid se levantou rapidamente, pegou o lampião, o arco e saiu em busca de Gina.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Depois de correr muito, Gina conseguiu fazer o que tinha que fazer e começa a voltar para a orla. Sua bolsa já se achava bem mais vazia e leve.

De repente ela sente duas mãos lhe envolvendo a cintura.

- PEGUEI VOCÊ!

- AHHHHH!!!

Malfoy logo tapa a boca de Gina.

Quando ele percebe que ela não vai gritar ele destapa a boca dela. E antes que pudesse falar, ela fala primeiro:

- O que você está fazendo aqui?
- Eu que pergunto! Por que você adentrou a floresta? Isso aqui é perigoso! -responde Malfoy.

- Então, Professor Malfoy, saia daqui!

- Não sem você!

- Esta ficando sentimental?

- Você sabe que eu não sou assim! O que diabos você está planejando!

Ele poderia arruinar todo o plano dela, ela tinha que fazer algo! Mesmo que tolo, ela tinha que fazer algo e a única coisa que lhe veio à cabeça foi...

- Uma voz... - começa tentando parecer inocente... - Me chamou... Era parecida a voz de...

- De? - Pergunta Malfoy achando esquisito...

- Carlinhos... Meu irmão mais velho... Eu achei que ele estava em apuros... Eu não posso simplesmente sair daqui enquanto escuto o Carlinhos gritar meu nome!

- Gritar? Gina não tem ninguém gritando... Pare de mentir!

- VIRGÍNIA! - Alguém gritava, mas vindo do lado oposto ao que ela estava voltando.

- Está vendo? Ele está aqui! - Dizia se aliviando de alguém ter gritado o nome dela!

- Com certeza foi o guarda caças! Aquele gigante... Agora vamos voltar! Eu estou arriscando o meu pescoço aqui.

- Então vá agora me deixe em paz!

- Preste atenção garota! - O olhar de Draco passava de só frio para frio, assustadoramente nervoso e amigável. Gina quase não resistia àqueles olhos cinzentos olhando para ela.

Foi um impulso que teve que quase ela coloca tudo a perder. Mas controlou-se.

“Só pode ser o sangue de veela que corre nele. Gina se acalme! Ele não esta preocupado!”

- Deixe de fazer ceninha! – Continua Malfoy fazendo-a voltar à realidade.- Não existe só o Potter na vida! Será que você não percebeu? O Fora que ele deu não foi suficiente? Potter é apenas um boçal que se ‘vangloria’ herói! E seja lá o que ele deve ter feito para você com certeza foi à gota d’água! Cadê aquela menina que corava furiosamente só de um garoto olhá-la como estou olhando agora?

- Morreu, Malfoy... Se você quer passar algum sentimentalismo, me desculpe, você se enganou de porta!

PLAFT!

Malfoy solta Gina e lhe taca um tapa... Que ecoou pela floresta. Parecia que Gina tinha se acostumado com os tapas.

Ela olhava para cara dele como se nada tivesse acontecido!

- Mais um tapa para a conta de Gina Weasley! Com o teu foram 10 que eu recebi esse mês! E não dói mais, sabia?

Draco a segura pelos braços e a sacode.

- Preste atenção que eu só falo uma vez, deixe de ser vítima! Não faz, nem é seu estilo!

Um barulho arrepiante ecoou pela floresta. Gina olhou com medo, mas feliz.

- Preste atenção voc Draco Malfoy, esqueça que eu existi. É o melhor que fará! Será uma Weasley a menos no mundo!

- O que pensa que está fazendo?

- Eu? Apenas dando o troco a todos e indo viver minha vida! Já somos formados! Passar bem, Professor Malfoy! Viva sua vida... E eu vou viver a minha...

Ela o empurra e adentra mais a ia atrás dela, mas Hagrid havia chegado.

- Malfoy o que você fez com Gina?

- Tentei impedir dela entrar! Ela simplesmente está tentando se matar! Agora vamos logo, que eu não vou deixar que isso aconteça!

Hagrid olhou bem nos olhos de Malfoy, sim, ele era apaixonado pela Gina, e ele sabia, sem consciência de Draco. Apenas havia confirmado as expectativas.

Eles entram ainda mais na floresta, apenas para verem o que temiam.

Gina enfrentava um monstro que nem mesmo Hagrid sabia que monstro era aquele.

- GINA SAI DE PERTO DELE!

Mas ela não escuta... Malfoy corre até onde ela está, e grita:

- Estupefaça!- O monstro que cai no chão.

Ele, olha para Gina, ela parecia que ia começar uma briga, mas eles escutam outro barulho... Quando menos percebem, estavam rolado barranco a baixo... Com isso Draco acaba se machucando muito. Mais do que Gina.

- Eu vou pegar uma corda... Gina cuide do Malfoy, eu não demoro!

- Seu burro, será que você não desiste?

- Acho que não... - Ele sorri e olha Gina. Ela estava com os olhos marejados... Uma coisa que não fazia mais há algum tempo.

- Por quê? - pergunta numa voz fraca.

- Por que o quê?

- Por que se arriscou assim?

- Sou seu professor! Melhor, seria seu futuro professor, caso repetisse de ano. Mas você já se formou... Agora... AI...

- Ossu consertare!

- Esqueci que você seria Medibruxa. Obrigado. Está bem melhor. Agora se me permite...

- Malf...

Ele havia calado ela da melhor forma.

Draco puxa Gina para cima de si e a beija de forma calorosa, apaixonada.

Da primeira vez que ele havia beijado-a ele estava bêbado, mas o sentimento era o mesmo... Não, me engano, eram maiores que antigamente!

Gina, por outro lado, sentia um novo sentimento...

Talvez ela pudesse se apaixonar por ele.

Já eram crescidos, poderiam fazer o que quisessem agora.

Poderiam ter um amor proibido, como era até então.

“Amor? Desde quando amo o Malfoy?”

Quando Draco descola os lábios de Gina, sussurra:

- Ainda quer fazer a besteira?

- Por que isso?

Ele olha a expressão de espanto de Gina...

- Você já sabe!

- Um Malfoy não ama!

- Posso ser diferente do que seu irmão e o testa rachada dizem!

Gina sentia algo diferente.

Não era desprezo, nem nada do tipo, ela nunca admitiu, ou por estar muito preocupada em chamar atenção de Harry para si, ou por não entender, que tinha uma queda muito grande por Malfoy.

- Me responda, naquele dia, tinha mais alguém lá dentro?

- Não.

- Então...?

- Você não acha que eu iria deixar que você saísse de cabeça erguida sabendo que havia me dado um fora...

- Deveria ter imaginado!

- Se eu soubesse o que você poderia se tornar, eu teria feito que voc me enxergasse de forma diferente! Ao invés de amar o Potter.

Ele pode ver uma cosia que muitos não viam há muito tempo, um sorriso sincero.

- E agora, pequena? Posso lhe beijar novamente?

- Um Malfoy pedindo?

- Não se acostume... – Diz rindo.

- Draco? Soa estranho, não?

- Como assim? Meu nome?

- Não seu bobo! Eu lhe chamar pelo nome de batismo...

- Ué... Meu nome nunca soa estranho! – Diz Vangloriando-se.

- Sabia que eu te detesto, Draco!

- Que bom! Assim fico mais grato em não ter que falar amor! E ai? Posso ou não posso?

- Sim, Draco. Você pode...

- Obrigado...- Dizia beijando-a.

 Depois apenas roçando os lábios nos dela ele sussurra:

- Gina...

Ele novamente beija a garota. Envolvendo-a ainda mais.

Eles estavam suados, e ofegando, mesmo à noite estando fria...

Ele mordiscava o pescoço dela e ela gemia baixinho de tanto prazer que a boca de Malfoy fazia ao morder ou beijar seu pescoço. Enquanto isso, ela acariciava a nuca dele e pelo que parecia, era o ponto fraco.

A coisa parecia esquentar... Mas parecia que ela começava a se distanciar...

"O que eu comecei, não pode ser parado..." Pensava...

- Desculpe Malfoy, mas isso não pode acontecer, você irá conhecer outras mulheres, muito melhores que eu... Mais maduras, e mais bonitas e do seu nível.

- Weasley... Cala a boca! - Ele a puxa novamente, deitando-a no mato e a beijando fervorosamente novamente.

Ela correspondia a cada carícia, cada sussurro, a cada gota de suor que ele derramava, a cada reação que seu corpo fazia...

Aquilo era embriagante.

"Depois desta noite Malfoy, nunca mais poderemos ficar juntos... E não sei o que irá acontecer... Hagrid vai demorar... Ele tem que demorar... Sim Malfoy, vou ser sua. Pelo menos você terá algo para se lembrar... Já que... Depois... Nunca mais... Você me verá..."

As carícias aumentavam. Não dava para parar, e não pararam.

Minutos depois, ela descansava a cabeça em cima do tórax de Malfoy, os dois totalmente ofegantes, mas realizados.

Um seria do outro para sempre, mesmo que não quisessem. Eles tinham feito uma ponte e essa com certeza não se quebraria tão fácil...

Engano... Ou não.

Hagrid voltara depois dos dois terem se recomposto, então, com a corda, eles sobem o pequeno morro.

- Alias, Por que vocês não usaram a varinha para sair de lá? – Pergunta Hagrid.

- Er... – Começava Gina que corava furiosamente.

Hagrid sorri.

- Ao que parece, pequena Weasley, você voltou a ser voc mesma...

Com isso, ela abaixa a cabeça.

Não daria para ser arrogante, não com Hagrid, mesmo ele sendo amigo daqueles que lhe machucaram. E, além disso, ela estava feliz.

Feliz e infeliz.

Ela entenderá o que era o amor...

Mas não por muito tempo...

Quando estavam para sair da floresta, Gina dá um grito...

Malfoy e Hagrid olham e vêem a cena.

O animal que tinha atacado Gina anteriormente havia acordado e estava segurando Gina...

Na boca...

Por fim, matando-a.

- NÃOOOOO!!!!!

Hagrid atira na criatura, mas esta desaparece, assim como tinha surgido, largando o corpo estraçalhado de Gina no chão. Vendo aquela cena, Malfoy não se mexe. Cai no chão chorando...

A mulher de sua vida acabava de morrer...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

N/A: Éééééééé!!! To refazendo essa parte (creio que notaram.) Tomara que não esteja com tantos erros o.o()

Talvez mude algumas coisas dos outros também...

É só preparando pro que vem no capitulo 10 mais lá na frente!

Beijos



Return to Top