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Anime/Manga » Saint Seiya » Caminhos Cruzados
Branca Takarai
Author of 46 Stories
Rated: T - Portuguese - Romance/Romance - Seiya & Saori - Reviews: 35 - Updated: 04-30-05 - Published: 11-14-03 - Complete - id:1600221
Caminhos cruzados

Resumo: A Era Meijin prometia trazer novas condições de vida aos japoneses,
contudo ainda havia muitos que estavam descontentes. Alheia a lutas
populares a princesa japonesa buscava apenas por sua felicidade.

Capitulo 01 - Nem toda realeza é feliz

A música alta tocada no palácio podia ser ouvida a quilômetros de distancia, todos comemoravam a restauração da Era Meijin, ou melhor, quase todos. Em dos quartos do grandioso castelo havia uma pessoa que não estava nem um pouco feliz.

- Princesa, vosso pai ordena que desça - uma jovem disse entrando com cuidado no quarto.

- Para que ele quer que eu desça? - a princesa perguntou ainda virada de costas, fingindo estar interessada nos livros da estante. - Para me exibir como se eu fosse uma bonequinha de porcelana, suponho...

- Não sei dizer, Vossa Alteza - a moça disse, parecendo um pouco assustada. - Mas, sabes que vosso pai procura por um marido para a senhorita.

- Eu quero me casar, mas com um homem que eu escolher e não com que meu pai ordenar! - ela exclamou, zangada. - Só que ele não permite que eu faça nada sozinha! Nunca pude nem ver o povo da cidade!

- Ainda não estas em idade de ser apresentada ao povo da cidade, Saori... - uma senhora disse de repente assuntando tanto a princesa como a outra jovem. - Shunrei, poderias nos deixar a sós um instante? Volte daqui a pouco para ajudar a princesa a arrumar-se para a festa.

- Sim, majestade...

- Não devias reclamar tanto da vida, Saori...

- Como não vou reclamar se vivo trancada aqui vinte e quatro horas? - Eça retrucou, zangada.

- Não será por muito tempo mais... - a senhora disse, calmamente, andando até a filha. - Daqui a menos de um ano você completará dezoito anos e seu pai fará uma festa tão grande como esta para apresentar a todos o seu maior orgulho.

- Claro, ele fará uma festa para mim e depois me jogará dentro de uma igreja para casar-me - Saori disse, sarcástica.

- Saori...Essas são as nossas tradições quer você goste ou não - a senhora disse autoritariamente. - Foi assim comigo e assim será com você!

- Mas não estamos na Era Meijin que...

- Mudamos de regime e não de costumes! - a rainha disse em um tom definitivo. - Coloque o seu melhor traje e desça!

- Sim, minha mãe... - Saori disse, tristemente.

Alguns minutos depois Shunrei voltou ao quarto para ajudar Saori a trocar de roupa. A jovem não disse uma palavra, apenas pensava em como poderia fugir da tradição imposta pelos seus ancestrais, mas o problema é que não havia parecer uma brecha.

- Talvez eu possa ajudar, Alteza... - Shunrei disse de repente fazendo com que Saori voltasse sua atenção para ela.

- Como? - perguntou, curiosa. - Ah, mas por favor, Shunrei, você com certeza já poderá me ajudar se me chamar apenas de Saori.

- Mas, é uma falta de respeito, alteza...

- Você minha dama de companhia há quantos anos mesmo?

- Vai fazer seis anos, alteza - Shunrei respondeu, abaixando a cabeça. Saori deu um suspiro e levantou a cabeça dela.

- Então já deveria saber que eu detesto essas coisas de realeza... - disse, fitando os olhos assustados da criada. - Não te considero uma criada, acho que já somos mais que isso, não é? Então passe a me chamar pelo meu nome pelo enquanto estamos sozinhas. E Shunrei, isso é uma ordem... - acrescentou sorrindo, ao notar que novamente Shunrei iria discordar. - Não vai desobedecer minhas ordens, não é?

- Não, senhorita...

- Tá, com o tempo você se acostumará... - Saori disse, incerta. - Como você pode me ajudar?

- Eu estive pensando, a senhorita quer muito conhecera vida fora do palácio e talvez eu possa ajudar... - Shunrei parou de falar ao ouvir um barulho no corredor. - Mas, aqui não é seguro, depois da festa eu explicarei melhor.

- Mas, Shunrei... - Saori reclamou, mas Shunrei já estava saindo do quarto. A garota terminou de arrumar o coque em que os cabelos estavam presos pensando se Shunrei estava realmente querendo ajudar, ou se aquilo era apenas para faze-la descer sem reclamar...Saori estava considerando mais a segunda opção. - Não custa nada tentar! - disse levantando.

Quando desceu as escadarias que levavam ao salão principal do castelo todos os pensamentos e sentimentos de frustração que tinha desapareceram... O salão estava belissimamente decorado, Saori não lembrava ter visto algo tão maravilhoso antes. Haviam muitas luzes iluminando todo o lugar, a banda estava em um pequeno palco e os convidados bebiam e conversavam animados.

- Que bom que resolveu descer, minha filha! - Saori ouviu o pai exclamar se aproximando dela. - Muitos perguntaram por você... - Saori achou melhor não retrucar, o pai era um homem muito bom, mas que não tinha muita paciência... Por fim ela apenas sorriu. - É bom que esteja de bom humor, Saori. Há uma pessoa que quer te conhecer...

- Quem? - a garota perguntou, curiosa. O imperador fez um sinal para que apenas ela o seguisse. Saori foi achando que talvez tivesse sido melhor ficar no quarto. Assim que se aproximaram a moça viu um grupo de homens conversando animados. - Ah, não... - ela gemeu percebendo o que o pai estava querendo fazer.

- Boa tarde, imperador - os homens cumprimentaram, curvando-se assim que o senhor se aproximou.

- Boa tarde, senhores. Gostando da festa? - o imperador retribuiu, formalmente, apertando o pulso de Saori para que ela também os cumprimentassem, a menina totalmente a contra gosto se curvou. - Senhor Afrodite, poderias me acompanhar um minuto?

- Claro, Vossa Majestade... - um dos homens disse pomposamente. Saori não gostou nem um pouco do tom que usou e gostou menos ainda do olhar que lançou a ela.

- Tenho a honra de lhe apresentar a minha filha... - o senhor disse, sorrindo, assim que se afastaram do grupo.

- É realmente uma flor - Afrodite disse beijando a mão de Saori. Assim que ele virou para falar com o imperador Saori virou o rosto fazendo uma careta e limpando mão que ele beijara. - Seria uma grande honra que o senhor cedesse a mão dela em casamento...

- O quê? - Saori exclamou virando-se para o pai.

- Ah, eu sei querida, está emocionada por talvez poder ser minha noiva - Afrodite disse, passando a mão nos cabelos. - Sei que é emocionante mesmo, sou lindo quem não ficaria emocionada em se casar comigo?

- Pai... - Saori murmurou entre os dentes enquanto o imperador apenas ria. Ela o puxou para perto de si. - Eu não vou me casar com ele! - disse de modo que somente o pai ouvisse.

- Você vai se casar com quem eu ordenar! - o senhor disse em um tom autoritário. - E se eu achar que o senhor Afrodite é o melhor homem para você não terá como me desobedecer!

- Mas... - Saori começou a dizer sentindo os olhos cheios de lágrimas. Porém o imperador não ouvia mais, ele voltou -se para continuar conversando com Afrodite.

Saori nem se deu ao trabalho de pedir permissão para voltar ao quarto. Sabia que isso lhe renderia um longo sermão sobre como se comportar, mas a única coisa que ela queria naquele momento era ir para mais longe possível. Sempre fora assim, esse já era bem o décimo possível noivo que o imperador lhe apresentava, houve um até que Saori gostou bastante, mas ela não casaria a força, não mesmo! E agora o pai aparecia com um homenzinho de nariz arrebitado, com uma conversa fiada e o pior de tudo se achando o rei da beleza! Assim que entrou no quarto Saori bateu a porta com força e caiu na cama, chorando.

- Por que eu não posso ser como todo mundo? - perguntou-se com a cabeça enfiada no travesseiro. - Eu só queria ser normal!

- Princesa? - Saori levantou a cabeça. Era Shunrei que entrava no quarto. - O que aconteceu?

- Você precisa me ajudar, Shunrei! - Saori exclamou, levantando. - Meu pai me arrumou outro pretendente!

- Ah, ele sempre faz isso - Shunrei disse, despreocupada. - A senhorita sabe que o imperador está quebrando uma tradição, a senhorita não poderia conhecer o noivo antes do casamento...

- Muitas pessoas já não fazem isso! - Saori disse, nervosa. - Você mesma encontrou uma pessoa, se apaixonou e pretende se casar, ninguém interfere na sua vida!

- Mas eu não sou a princesa - Shunrei disse, ponderada. - O imperador faz questão de escolher vosso marido porque é ele quem irá governar o Japão após a morte dele.

- Isso não dá ao meu pai o direito de querer controlar a minha vida! - Saori quase gritou. - Desculpe-me, eu não devia ter falado assim - acrescentou quando Shunrei abaixou a cabeça. - Eu sei que o meu pai quer o meu bem e tudo mais, mas eu queria apenas me apaixonar, sabe? Sentir o frio na barriga quando ele chegasse perto de mim, o coração acelerar...

- Andas lendo muitos livros de romance, senhorita - Shunrei disse, preocupada.

- Me diga, pode mesmo me ajudar a sair daqui? - Saori perguntou, fingindo não ter ouvido o comentário da moça.

- Posso, mas pelo amor de Deus, senhorita, volte logo - Shunrei disse desembrulhando um pacote que só então Saori percebeu que ela trazia. - Ainda não é tarde, a senhorita pode sair por uma passagem que há na cozinha...

- Aonde vai dá essa passagem? - Saori perguntou, pegando as roupas que Shunrei colocava em cima da cama. - E pra que essa roupas?

- A passagem vai dá em uma praça que tem aqui perto, a senhorita pode dar umas voltas por lá e depois voltar já que não conhece a cidade - Shunrei disse, rapidamente. - E as roupas são para não chamar a atenção. Já imaginaste o que as pessoas não iriam pensar ao vê-la com estas roupas? E com este capuz poderá esconder o teu rosto...

- É, tem razão - Saori disse, pensativa olhando para o próprio quimono. - Poderei andar pela cidade sem que ninguém desconfie que sou a princesa! - exclamou satisfeita.

Depois de trocar de roupa Saori seguiu Shunrei até cozinha com muito cuidado para ninguém vê-la, não queria prejudicar Shunrei, com certeza se soubessem que Saori estava saindo escondida do castelo Shunrei iria receber fortes punições. Todos na cozinha estavam demasiadamente ocupados com a festa por isso nem notaram que Shunrei entrara, ela fez um sinal para que Saori a seguisse. Foram até a parte da dispensa, Shunrei empurrou alguns caixotes e abriu um alçapão.

- Quando vim fazer a faxina aqui atrás descobri essa passagem... - disse ajudando Saori a descer. - Não é muito longa, em menos de dez minutos estará na praça e por favor volte logo, tentarei distrair todos, mas com certeza vosso pai vai subir mais tarde para falar com a senhorita.

- Eu sei, Shunrei - Saori disse passando a mão lentamente pela parede úmida do túnel. - Voltarei logo, não se preocupe - acrescentou sorrindo.

- Hum, senhorita? - Shunrei chamou quando Saori fez o movimento de que iria embora. - Poderia fazer apenas um favor?

- Claro, nem precisava perguntar, não é, Shunrei! - Saori exclamou, rindo, mas baixou o tom de voz percebendo que poderia chamar a atenção dos outros empregados.

- Meu noivo mora perto da praça, é só perguntar para algumas crianças que sempre estão por lá onde fica essa casa - Shunrei disse estendendo um papelzinho para Saori. - Poderia avisar a ele que não poderei encontra-lo? Há muito trabalho aqui no castelo...

- Eu vou procura-lo e darei o seu recado - Saori disse, sorrindo. - Ah, e obrigada...Shunrei, muito obrigada, se eu pude te ajudar em mais alguma coisa é só dizer - disse abraçando a moça sem aviso que ficou bastante surpresa com a reação da princesa.

Quando Saori se afastou um pouco ouviu o barulho do alçapão sendo fechado. A menina andava rápido, tinha muitíssima vontade de ver como era vida fora do castelo, antes da restauração a residência do imperador era em Kyoto, Saori jamais conseguira sair do castelo e ver como era cidade em que morava, quando saia sempre era em alguma carruagem e com uma grande escolta, nem pela pequena janela ela conseguia ver alguma coisa, a não ser os guardas que andavam ao lado da carruagem. Há menos de duas semanas a família foi obrigada a se mudar para Tókio, Saori queria muito conhecer a cidade, diziam ser uma das mais belas do Japão, mas para variar, o pai a mantinha presa dentro castelo. Agora que já estava oficializado o novo regime uma festa estava sendo feita e graças a essa festa ninguém estava prestando muita atenção em Saori.

Saori já estava começando a achar que aquele túnel não tinha fim, a passagem virava e tornava a virar, mais parecendo uma toca de um coelho gigante do que outra coisa. Saori apertou o passo, mas parecia que ao invés de diminuir a distância aumentava. Depois do que parecia uma eternidade a passagem começou a ficar mais estreita e subir, cem degraus, duzentos degraus, Saori perdeu a conta e quando já estava cansada bateu, sem aviso, a cabeça em alguma coisa dura. Ela massageou a cabeça olhando intrigada para cima, era um alçapão como o outro do castelo, com cuidado empurrou-o, parecia ser a dispensa de uma loja. Saori cobriu o rosto e saiu tentando não fazer barulho, passou sem maiores problemas uma vez que a loja estava apinhada e não notaram nem a presença da menina nem por onde ela entrara.

Assim que saiu Saori vislumbrou a praça. Era linda. Era a primeira praça que via na vida, mas achou belíssima. Possuía muitas plantas e flores, muitas crianças corriam de um lado para o outro brincando e sorrindo, outras estavam sentadas nos muitos banquinhos que rodeavam toda a praça. Por horas Saori andou falando com cada criança, até brincava com elas, mal percebeu as horas passarem.

"É melhor ir procurar o noivo da Shunrei e voltar para o castelo para não causar problemas a ela...", pensou desanimada se aproximando de uma das meninas com que estava falando.

- Será que você me ajudar? - Saori passou a mão na cabeça da menina, bondosamente.

- Claro, tia! - a menininha disse, retribuindo o sorriso.

- Olha, você pode me dizer onde fica essa casa? - perguntou mostrando o papel a ela. A menina olhou para o papel e de volta para Saori.

- Desculpe-me, mas eu não sei ler - disse baixando a cabeça.

- Como não? - Saori ergueu a sobrancelha.

- É que mulher não precisa saber ler, precisa saber cuidar da casa e ser uma boa esposa...

- Como é? - Saori exclamou, abaixando-se para fitá-la. - Como é mesmo o seu nome?

- Minako...

- Eu vou dar um jeito de mudar isso, Minako - Saori disse, sem pensar, a menina olhou para ela sem entender. Percebendo que falara demais Saori tratou logo de emendar. - É que eu...Eu...Sou professora! Posso te ensinar se você quiser!

- Pode? - o rosto de Misako iluminou-se.

- Claro - Saori, sorriu. - Mas hoje eu não tenho mais tempo... Quando eu voltar aqui vou começar a ensinar algumas coisas a você, tá? - a menina abraçou Saori que ficou totalmente desconcertada com a demonstração de gratidão. Depois leu o papel para que Minako pudesse lhe dizer onde ficava a casa.

- Hum, é pra lá - a menina disse apontando para um beco. - Mas, ali não é seguro não...

- Eu só tenho que levar um recado, não vou demorar, não se preocupe, tá? E vou tentar voltar amanhã e vou começar a te ensinar algumas coisa - Minako ia responder quando a mãe dela apareceu a levando ralhando com ela dizendo que não devia falar com estranhos, porém Minako nem prestou atenção na briga da mãe, virou um pouco a cabeça para poder acenar para Saori. - Tchau Minako... - murmurou observando a menina de longe. Realmente queria voltar e ensinar a simpática menina a ler, porém não sabia que conseguiria sair do castelo novamente. Porém naquele momento não tinha tempo para pensar nisso, se afastou na direção que a garota indicara.

Realmente Minako tinha razão, era um lugar muito esquisito, extremamente escuro. Saori andava devagar, olhando assustada para os lados. - Ora, o que é isso, Saori! - exclamou para si. - Só é um pouquinho escuro... - ouviu um barulho. - Tá, é muito escuro! - mas Shunrei não iria manda-la para um lugar perigoso, por isso Saori continuou a andar. Foi quando três vultos apareceram diante dela, Saori prendeu a respiração de puro medo.

- Ora, ora, ora, o que temos aqui? - um dos homens exclamou, pegando o rosto de Saori, ela bateu na mão dele afastando-o.

- Me larga! - ela exclamou entre os dentes. Porém o homem fez o contrario, a segurou com mais força. Saori fechou a cara e conseguiu acerta-lo em suas partes baixas fazendo com que o homem a largasse se contorcendo de dor. - Isso é pra você aprender a ficar longe de mim!

- Peguem-na, seus idiotas, peguem-na! - o homem gritou para os outros dois que imediatamente avançaram para Saori.

- Nem pensar... - Saori correu o mais rápido que pode, porém o quimono estava a atrapalhando, ela não conseguia correr muito rápido, mas por mais preocupada que estivesse não podia deixar de pensar se o pai a visse daquele jeito. Saori correu o mais rápido que pode, porém era um beco sem saída. - Essa não... - disse desesperada, virando-se, um dos homens chegou mais perto e a segurou pelo pescoço. - Seu monstro! - ela gritou - Me deixe em paz! Socorro! - ela tentava gritar, mas o homem apertou o pescoço dela com mais força, a menina começou a ficar sem ar, sentiu a vista ficar cada vez mais fraca...

- Largue-a! - ouviu uma voz exclamar, tentou vez quem era, apenas viu que se tratava de homem de cabelos castanhos e que segurava uma espada, mas acabou desmaiando sem conseguir vê-lo perfeitamente.

Olá pessoal! Quando eu terminei de escrever Mudança Radical I, perguntei se preferiam a continuação de "Mudança", ou um fic novo. Para a minha surpresa muitos disseram os dois, pois eu tenho grande imaginação e poderia fazer os dois sem problemas. Eu realmente fiquei muito feliz com esses elogios, tão feliz que resolvi atender aos pedidos e continuar Mudança Radical e fazer um fic novo que é este. Bom, eu não sei se vai ser do agrado geral como foi Mudança Radical, mas sinceramente espero que curtam este fic. Ah, dedico esse fic a minha super amiga Claori que está traduzindo meus fics para o espanhol e que sempre me ajuda quando estou desanimada.

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