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Anime/Manga » Saint Seiya » Caminhos Cruzados
Branca Takarai
Author of 46 Stories
Rated: T - Portuguese - Romance/Romance - Seiya & Saori - Reviews: 35 - Updated: 04-30-05 - Published: 11-14-03 - Complete - id:1600221

Capitulo 16 - Acima de tudo... Amor

Seiya tentava arrumar o quarto de Seika para que Saori pudesse dormir. Mas só conseguia pensar no que acabara de acontecer.

"O que deu em mim? Beija-la daquele jeito, francamente", pensou tirando os lençóis da cama. Deveria ter deixado que ela fosse. Não tinha responsabilidade sobre ela. O problema é que tinha medo que os guardas a encontrassem, a levassem de volta e Saori fosse obrigada a se casar. "Eu fui obrigada a mentir!", seria verdade? Seiya se perguntava.

Voltou para a sala para falar para Saori que ela podia ir se deitar, mas a encontrou dormindo no sofá. Ele se aproximou com cuidado, a segurou e a levou para o quarto. O rapaz ficou a observando dormir por um tempo, até ouvir um barulho na sala.

- Seika? - exclamou quando chegou no aposento e deu de cara com a irmã que estava fechando a porta. - Ikki veio com você?

- Sim, mas já foi - ela respondeu, largando-se no sofá, exausta. - Ele tem que procurar a Saori. Acredita que ela fugiu?

- Acredito - Seiya disse, cauteloso. - Porque ela veio parar aqui.

- O quê? - Seika exclamou levantando de um salto.

- Ela chegou aqui pedindo para ficar porque os guardas estavam a procurando - Seiya disse, rapidamente. - Se a encontrarem ela vai ter que casar.

- Vocês dois são loucos! - Seika disse, incrédula. - Se a encontrarem aqui nós estamos perdidos.

- Eu sei, Seika, mas ela chegou aqui tão nervosa, dizia que não queria casar.

- Ela deu um senhor "não" no tal de Julian - Seika disse sem conter o riso. - Mas o imperador disse que assim que ela aparecer ela casa nem que seja a força.

- Então, por isso temos que esconde-la aqui - Seiya disse, exasperado. - E não virão procura-la aqui.

- Por que? - Seika perguntou, desconfiada.

Seiya respirou fundo e contou toda a história de seu desentendimento com a princesa e a explicação dela sobre ter mentido para protege-los. Seika, a principio, ficou desconfiada, mas depois deu total razão a ela.

- Se eu fosse ela teria feito a mesma coisa - disse, pensativa. - Coitada, imagino o quanto deve ter sido duro para ela dizer que não te amava.

- Você acha que para mim escutar isso foi o quê? - Seiya retrucou, irritado. - Eu ainda tenho minhas duvidas de que ela fala a verdade.

- Se tivesse essa duvida não teria deixado que ela ficasse - Seika falou, tranqüilamente. - Seiya, como você mesmo disse, ela não levaria um tiro por um capricho. Vou me deitar que esse dia longo.

Seiya ficou boa parte da noite acordado. Não queria perdoar Saori tão fácil. Mas se ela falara a verdade então também estava sofrendo com aquela situação. Às vezes Seiya ia até o quarto e a olhava de longe. Ela tinha todos os motivos para odiá-lo, mas mesmo assim dera a ele uma chance, ele não podia ser tão egoísta a ponto de não dar uma outra chance a ela.

Na manhã seguinte Saori acordou assustada com o pesadelo que estava tendo, o pai a encontrava e a obrigava casar. A princesa ficou aliviada ao perceber que só fora um sonho e que estava na casa de Seiya.

- Dormiu bem, Saori?

- Seika! - Saori exclamou, sorrindo. Levantou e deu um abraço forte na amiga. - Eu queria tanto ter falado com você ontem pra mandar dizer ao Seiya que eu estava sendo obrigada casar.

- Acho que foi melhor você mesma ter falado com ele - Seika disse, séria. Saori estranhou a atitude da amiga, Seika estava sempre rindo, e alegre, e agora parecia preocupada.

- Aconteceu alguma coisa? - Saori perguntou, nervosa.

- O Seiya me fez prometer que não iria contar nada a você, mas eu acho que você tem o direito de saber - Seika disse em um tom de culpa.

- O que foi, Seika? Você está me assustando! - Saori exclamou segurando a amiga pelos ombros e a balançando levemente.

- O Seiya foi ao palácio - Seika disse em um fôlego só. Saori soltou Seika e recuou, olhando para amiga com uma mescla de medo e surpresa.

- Ele foi me entregar? - perguntou em um fio de voz.

- Claro que não Saori! - Seika exclamou, com raiva. - Como pode pensar isso? Ele foi falar com o imperador! Ele vai dizer que vai para o exílio, mas em troca, quer que você não case!

- O quê? - Saori sentiu as pernas ficarem bambas, se apoiou em uma cadeira para não cair. Respirou fundo tentando assimilar o absurdo que estava ouvindo. - Ele enlouqueceu? Meu pai não vai manda-lo para o exílio, vai mandar matá-lo por ousadia tão grande.

- Eu falei isso a ele - Seika disse, chorando. - Mas ele disse que não se importa. Ele disse que você quase morreu por ele, e que está na hora de pagar a divida, ele pode te livrar desse casamento já que foi por causa dele que o imperador resolveu te casar tão repentinamente.

"Pense, Saori, você não pode deixar isso acontecer!", Saori pensou andando de um lado para o outro do quarto, mas o que poderia fazer?

Enquanto isso Seiya já estava perto do palácio. Nada nem ninguém iria fazê-lo mudar de idéia. Entrou sem problemas no palácio, afinal ainda era um espadachim e isso lhe dava muito status pois eram os espadachim os guardas mais importantes do imperador. Mas nem esse status fez de Seiya um homem a altura de Saori. Ele pensava para que tantos anos de treinamento, tanto sofrimento, se não podia desfrutar da vida com a mulher que amava. Ele não podia ter uma vida tranqüila, mas poderia proporcionar uma a Saori.

- Seiya? - Shunrei exclamou feliz em vê-lo. - Você sabe da Saori?

- Sim - ele respondeu sem fitá-la, continuando seu caminho até a sala do trono. - Vou falar com o imperador.

- Falar o que com ele? - Shunrei perguntou, assustada.

- Você vai saber depois - ele disse continuando seu caminho até a sala do trono.

- Por favor, Seiya, não vai falar com ele agora - Shunrei pediu desesperada. - Ele está furioso porque você andava encontrando a Saori... Só não te expulsou da cidade porque a Saori interveio.

- Eu sei disso - Seiya disse, dando os ombros.

- Então! Por que você vai falar com imperador? - Shunrei exclamou puxando Seiya fazendo com que ele a fitasse, mas logo se desvencilhou da jovem e continuou a passos decididos até a sala do trono.

Seiya não olhou para trás, mas sabia que Shunrei deveria estar com uma expressão de medo. Mesmo assim entrou na sala do imperador sem pensar duas vezes. O senhor andava de um lado para o outro visivelmente nervoso.

- O que faz aqui? - perguntou quando notou a presença de Seiya. - Suponho que já saiba que Saori fugiu...

- Há essa altura acho que toda a cidade já sabe - Seiya disse fazendo pouco caso.

- Meu rapaz - o imperador foi até o torno e sentou-se, de cabeça erguida como se quisesse lembrar a Seiya com quem ele estava falando. - Você se acha muito importante, não é mesmo? Entra na minha sala assim, fala como se estivesse falando com uma pessoa do mesmo nível que o seu.

- Não é porque o senhor usa essa coroa que é mais importante do que eu! - Seiya disse, tranqüilamente. - Pois saiba Sr. Mitsumasa, grande imperador de todo o Japão, que o senhor é uma pessoa prepotente, que pensa unicamente no seu trono! Em nenhum momento pensou nos sentimentos da Saori.

- Eu sei que você a salvou quando ela foi raptada, mas não isso lhe dá o direito de opinar na vida dela ou no que eu faço ou deixo de fazer com a minha filha! - Mitsumasa exclamou, furioso. - E é por amá-la tanto que quero casa-la com alguém que sei que poderá sustenta-la!

- Por que o senhor admite que tudo isso é por causa da sucessão do trono? - Seiya perguntou, irritado. - O senhor é um velho cabeça dura, não admitir nunca! - acrescentou, sarcástico.

- Você é muito insolente, garoto! - o imperador praticamente gritou, mas Seiya não se abalou, ia ser expulso, não ia? Pois diria umas verdades na cara do imperador! - Saia daqui agora senão mandei chamar os guardas!

- Eu sei onde a Saori está - Seiya disse com simplicidade. Mitsumasa olhou para ele com certa desconfiança, mas se tratando de sua filha sabia que era bem capaz que ela tivesse corrido para pedir ajuda ao rapaz. - Ela me contou que o senhor a obrigou a mentir porque senão me mandaria para o exílio. Eu quero fazer um trato com o senhor...

- Trato? - Mitsumasa repetiu, um pouco confuso.

- Eu deixo a cidade, deixo até o Japão se o senhor quiser - Seiya disse sustentando sua postura altiva. - Mas o senhor não obrigará Saori a casar.

- Como ousa propor uma coisa dessas? - Mitsumasa perguntou, com um sorriso frio. - Julian é a melhor opção para Saori, ele será o marido ideal! Não posso deixar que essa chance escape assim.

- Pois eu não direi onde Saori está - Seiya disse, calmamente.

- Isso é o que veremos - o imperador retorquiu em um tom de desafio. Tocou um sino que estava ao lado do trono e logo guardas começaram a aparecer de todos os lados. Seiya nem se mexeu, passou o tempo encarando o imperador.

- Bela maneira de me fazer falar - Seiya disse, irônico, batendo palmas.

- Logo esse seu sorriso desaparecerá - Mitsumasa disse fazendo um sinal para um dos guardas que se aproximou e acertou Seiya por trás. Ele caiu no chão, mas não esboçou reação alguma.

Logo o imperador mais guardas esbofetearem Seiya, e o rapaz não fazia absolutamente nada. Claro que as dores que sentia eram terríveis, mas Seiya já esperava por aquilo, e quando pensava em desistir pensava que Saori havia passado por dor muito maior que aquela por sua causa.

O rapaz já começava a sentir sua visão ficar fraca, não agüentaria aquilo por mais muito tempo...

Enquanto isso Shunrei andava apreensiva de um lado para o outro diante da porta da sala do trono. Vira os guardas entrar, mas não sabia o que estava acontecendo lá dentro.

- O que foi, Shunrei? - Shiriu perguntou fazendo com a pobre jovem praticamente pulasse de susto.

- O louco do Seiya entrou nessa sala a mais de meia hora e não saiu ainda - ela disse um pouco contrariada. - Será que você não pode entrar pra ver por que ele está demorando tanto?

- Eu conheço pouco o Seiya, mas não acho que ele vá gostar que eu interrompa a conversa deles - Shiriu disse, pensativo. Shunrei revirou os olhos e voltou a andar de um lado para o outro. - Shunrei, eu sei que essa não é a melhor hora, mas eu queria perguntar uma coisa a você...

- O que é? - Shunrei estava tão preocupada que nem ouvia direito o que Shiriu falava.

- Eu queria saber se você está interessada em alguém? - Shiriu perguntou um tom relativamente calmo, Shunrei, por sua vez quase caiu ao ouvir a pergunta.

- Por que você quer saber isso? - Shunrei retorquiu, corando.

- Às vezes a felicidade está do nosso lado demoramos um pouco para perceber - Shiriu sorriu segurando as mãos dela com força. Shunrei ficou mais vermelha ainda, e iria responder, mas as portas do salão foram abertas e Saori entrou no palácio seguida por Ikki e Shun.

- Se vocês me perguntaram mais alguma coisa juro que os jogo pela janela! - ela exclamava irritada e parou olhando Shunrei e Shiriu de mãos dadas. - Hum, parece que algumas pessoas andaram se acertando enquanto eu estive fora - acrescentou com um sorriso maroto. Shunrei soltou a mão de Shiriu totalmente sem graça. - Onde o Seiya está? - perguntou aflita.

- Conversando com imperador - Shunrei respondeu no mesmo tom.

- O quê? - Saori exclamou correndo até a porta da sala. - Espero não ter chegado tarde... - e abriu a porta. Ela levou as mãos a boca ao entrar na sala; Seiya estava ajoelhado completamente machucado e suas vestes sujas de sangue, alguns guardas ainda estavam batendo nele e o imperador apenas observava sem dar muita importância. - PAREM! - Saori gritou fazendo com que todos na sala olhassem para ela.

- Saori, minha filha, que bom que você voltou - o imperador começou a dizer, mas a menina nem ouvia o pai, correu até Seiya e se ajoelhou do lado dele.

- Seiya... - o chamou, chorando. - Você não deveria ter feito isso! Por que nunca conversa comigo direito?

- Porque talvez você não consiga manter uma conversa de mais de cinco minutos comigo - ele disse, sorrindo.

- Seu bobo... - Saori resmungou o abraçando. Depois levantou e encarou o pai com uma expressão que misturava raiva e decepção. - Eu nunca imaginei que o senhor fosse capaz de fazer isso! O resto da imagem que eu tinha do senhor acabou de desmoronar! Eu amo o Seiya, e fazer isso com ele foi o mesmo que fazer comigo.

- Saori, eu nunca imaginei que... Fosse tão forte assim o que você sente por esse espadachim - Mitsumasa disse, surpreso.

- O senhor nunca soube de nada ao meu respeito, papai - Saori disse, decepcionada. - Eu cresci sendo educada para ser um exemplo de esposa, cuidar da casa, do marido e filhos. Em outras palavras, para o senhor eu sempre fui um objeto que não pensa e não sente!

- Você sabe que não é assim, Saori! - Mitsumasa exclamou, exasperado.

- É assim sim, imperador - Saori disse, irônica. - Aquele casamento era meu leilão e o mais rico me comprou! Não é isso que eu quero para a minha vida! Eu não vou mais me sujeitar as suas ordens!

Saori esperava de tudo, menos que o pai começasse a chorar. Ele foi até ela e abraçou. Saori não sabia o que fazer, nunca na vida sonhara em ver o pai chorando já que ele era sempre o primeiro a dizer que homens não choravam.

- Estou muito orgulhoso de você, querida - disse a largando e a fitando ternamente. - Você cresceu e se tornou uma mulher decidida. Merece fazer o quiser da sua vida - acrescentou dando um beijo na testa dela. Saori sentiu seu queixo cair. O pai estava dizendo que podia ficar com Seiya? - Você quer casar com esse rapaz, não quer? Pois não vou mais me opor, abençoarei essa união.

- Papai... - Saori não conseguia nem falar de tão surpresa que estava. - Por que o senhor mudou de idéia tão repentinamente?

- Porque eu vi em seus olhos o quanto estava te fazendo sofrer e não é isso que quero... - Saori sorriu e correu para abraçar Seiya e juntos choraram, mas lágrimas de felicidade.

[...] UM ANO DEPOIS [...]

Era mais uma bela manhã de primavera. Saori estava nos jardim do palácio. Fazia mais de seis meses que casara com Seiya. O rapaz fora a uma cidade próxima entregar alguns documentos, porém haviam tido algumas complicações e aquela viagem já estava com duas semanas, mas Saori morria de saudades do marido.

- Tia Saori! - ela voltou de seus devaneios e olhou para a menininha que chamava.

- O foi, Minako? - perguntou, sorrindo.

- Não estou entendendo isso aqui - Minako disse mostrando um trecho de um livro.

O pai de Saori estava muito mais flexível. Permitira que a filha criasse uma escola para ensinar as meninas a ler, e também permitira a entrada delas em escolas que antes eram só para meninos. Um dos passatempos favoritos de Saori era ensinar as meninas. Seika, que casara com Ikki, já estava lendo perfeitamente e até estava escrevendo um livro contando como Seiya e Saori se conheceram, se apaixonaram e se casaram. Saori se divertia muito com essa história de ser personagem de um livro e a única coisa que exigia era que não tivesse o final trágico de Romeu e Julieta.

Shiriu voltara para China, mas todos os meses aparecia para visitá-la. Para o desespero do ciumento Seiya que fazia uma cena a cada visita do chinês, mas Saori tinha certeza que Shiriu não se dava o trabalho de sair da china todo mês apenas para vê-la, e sim por Shunrei, os dois estavam praticamente noivos, mas Shunrei dizia que só iria embora do Japão quando tivesse certeza que Saori seria feliz. A princesa fazia de tudo para convencer a amiga, mas não tinha jeito.

Saori despediu-se das meninas e juntava as coisas para entrar, sentia-se um pouco cansada, quando Shunrei apareceu ofegante.

- O que foi? - Saori perguntou rindo enquanto Shunrei tentava recuperar o ar.

- Seiya... Ele chegou! - ela disse, arquejando.

Saori largou todos os cadernos e correu para o palácio. Quando entrou viu Seiya conversando com alguns guardas, ele sorriu quando a viu.

- Estava morrendo de saudades - disse depois que dispensou os guardas. - Se eu pudesse não iria mais a lugar nenhum...

- É o seu trabalho, Seiya - Saori disse, o abraçando.

- Infelizmente - Seiya resmungou a segurando em seus braços e rodando-a. Saori riu pedindo que a colocasse no chão.

- Eu não posso ficar rodando assim! - ela disse fazendo com que ele parasse imediatamente fitando-a, confuso.

- Você está doente? - perguntou, preocupado.

- Não Seiya! - Saori exclamou, aborrecida. - Eu estou grávida.

- O quê? - Seiya exclamou, abobado. - Essa é a melhor noticia que você poderia ter me dado! - exclamou a abraçando. - Mas você não deveria estar aqui em baixo! Você pode passar mal! Não está sentindo enjôos? Vertigens? Você fica andando pra cima e pra baixo com essas meninas! Pode não te fazer bem!

- Calma, Seiya! - Saori disse, rindo. - Estou grávida e não doente pra precisar de tantos cuidados!

- Já tá chutando? - Seiya se ajoelhou e colocou a cabeça na barriga dela.

- Claro que não, Seiya! - Saori revirou os olhos. - Faz três semanas que minhas regras deveriam ter vindo... Ainda vai demorar muito pra o bebê chutar.

- Tenho certeza que será um menino muito forte! - Seiya exclamou, feliz. Mas Saori ficou triste, notando isso o rapaz acrescentou. - Mas se for menina vai ser linda como a mãe.

- Você não vai se importar se for menina? - Saori perguntou, um pouco nervosa.

- Lógico que não - Seiya sorriu e beijou levemente os lábios dela. - Aprendi a respeitar as mulheres - acrescentou em um tom brincalhão.

- Bobo... - Saori disse revirando os olhos, mas feliz pela resposta do marido. - Acho que agora vou dar a Shunrei uma prova muito forte de que sou feliz e assim ela aceitará casar com Shiriu.

- Que bom. Assim ela segura aquele chinês lá na China... - Seiya resmungou, contrariado. Saori riu muito com a resposta torta do rapaz.

Saori agradecia ao que o destino havia lhe reservado. Quem visse aquele casal tão feliz jamais imaginaria que haviam passado por tantas dificuldades para ficarem juntos, mas tudo apenas mostrou que acima de qualquer barreira social ou racial está algo mais importante; acima de tudo está o amor.

"A coisa mais importante que você pode aprender é amar e em troca amado ser"

FIM

ALEUIA! Terminei! Nem acredito! Bianca soltando muitos fogos de artificio Eu nunca senti tanto alivio ao terminar um fic antes, eu sei que o sentimento que eu deveria ter era de tristeza ou saudade pois estou me despedindo dessa história, mas eu realmente sinto que um grande peso foi tirado das minhas costas. Não que eu não gostasse de escrever essa história, mas é que às vezes eu sentia que não conseguiria terminar, acho que acabei extrapolando e deixando o fic longo demais. Pelo menos agora é um fic a menos para eu me preocupar, posso voltar minhas atenções para Tríade do Poder que está totalmente desorganizada já que eu não ia publicar e agora resolvi depois de uma certa pressão publicar (vou ter que praticamente reescrever quatro capitulos) e para Mudança Radical II que é outro fic que me dá muito trabalho.

Enfim, espero que tenham gostado do final. Fiz o melhor que pude. E essa frase no final é do filme Moulin Rouge (assim como o titulo do capitulo é o nome da ultima cena do filme), é um filme muito bom e recomendo a todos.

Beijinhos

Bianca Potter

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