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Anime/Manga » Inuyasha » Sangue Compartilhado
Bella Lamounier
Author of 24 Stories
Rated: T - Portuguese - Romance/Drama - Inuyasha & Kagome - Reviews: 214 - Updated: 05-15-05 - Published: 01-29-04 - Complete - id:1709301

Sangue Compartilhado

por Lazuli

Yo gente!

Apresento a vocês esta fic que eu amei! Ela pertence à Lazuli. Leiam e deixem reviews!

Bjks,

Bella-chan

Capítulo 1: Mundo Escuro

Kagome estremeceu dentro da pequena casa do poço, o fino casaco não fazendo muito para mantê-la aquecida. Espirrando violentamente, reuniu o cobertor ao seu redor, tentando extrair tanto calor quanto fosse possível. Por quê tinha que perder seus privilégios na escola? Ela mal tinha permissão para comparecer lá mais, e agora corria o risco de perder até este privilégio.

"Mamãe...Por que você tinha que morrer?" Kagome sussurrou, sentindo-se mais sozinha do que nunca se sentira na vida. Souta estava no colégio Han-to, e ela sabia que ele estaria a salvo lá. Os youkai não o pegariam.

Ela, por outro lado, corria o risco de perder a pouca liberdade que ainda não fosse pela prova de que era uma estudante livre da escola Kon-to para humanos, ela não teria a mínima chance de sobreviver naquele inferno sem um mestre youkai.

Ela os sentia a observando o tempo todo...quando estava caminhando para a escola, e até quando dormia na casa do poço. Seus olhos estava sobre ela o tempo todo. Ela vestiu suas roupas para o dia apressadamente — não poderia se atrasar para a escola. Ao menos ainda tinha os privilégios de comida quente e de graça.

Kagome suspirou feliz enquanto comia...era raro ter uma boa refeição. Alguém sentou ao lado dela, e ela olhou nos tristes olhos castanhos de Yuka, uma de suas melhores amigas.

"Kagome...eles pegaram Emi. Você sabe como ela só aparecia uma vez por dia?" Kagome afirmou com a cabeça, concentrada em guardar um pouco do arroz na vasilha de plástico que trouxera para a escola apenas para este propósito, mas ainda ouvindo Yuka.

"Bom, eu fui visitá-la na velha barraquinha de sorvete, aonde ela estava vivendo depois que a escola tirou dela o privilégio do quarto, e não tinha nada lá a não ser estilhaços, e a mochila da Emi." Yuka levantou o objeto, com manchas de sangue espalhadas, como uma estampa doentia.

Ao ver o olhar horrorizado de Kagome, Yuka rapidamente balançou a cabeça. "Não, ela não está morta...mas ela é uma deles agora." Kagome estremeceu em condolência. Ela vira os escravos...aqueles que serviam os youkai que governavam o seu mundo.

Ela se perguntava se houvera algum tempo em que os humanos eram dominantes. Pelo o que lembrava das aulas de história, foi apenas quando os humanos começaram realmente a avançar que os youkais tomaram o poder. Os youkais roubaram sua tecnologia, adaptaram-se a ela rapidamente, e usaram-na como vantagem para dominar os humanos. Os humanos eram incapazes de pará-los...as armas que criaram estavam agora nas mãos de uma raça que já era mais forte e não possuía escrúpulos em matar qualquer um que entrasse no caminho.

A vida vinha sendo sangrenta para os humanos por um longo tempo após isso, e a raça humana tem sido ameaçada de extinção juntamente. Então veio o acordo...humanos ainda podiam viver—mas somente como escravos dos youkais. Haviam algumas famílias que conseguiram viver fora da influência dos youkais, e elas começaram as 'escolas livres' para os outros que batiam com os critérios.

A única razão pela qual Kagome entrara na escola foi o fato de possuir latentes poderes de miko. Aquilo a colocou lá dentro, mas não garantia segurança total. Cada vez mais, garotas de sua idade desapareciam da escola, para se tornarem membros 'úteis' da comunidade.

Ela deixou Yuka chorando sobre o áspero tecido da mochila, as lágrimas criando marcas escuras no material manchado. Sabia que isso poderia acontecer logo a ela. Logo poderia estar na mesma posição que Emi estava agora. Como a mãe dela fora... tentou contêr as lágrimas. Não queria terminar naquele tipo de situação, aonde ela apanharia e receberia ordens de um youkai desumano.

O sinal tocou, e Kagome ficou na sala mais alguns momentos, desejando poder voltar ao quarto compartilhado pelas garotas que viviam na escola. Garantia ao menos um cobertor e um travesseiro, e ela estaria perto de pessoas que conhecera pelos últimos anos de sua vida. Porém ela não poderia permanecer, pegou seus poucos livros e deixou a sala de aula devagar, desejando ter alguém para ir para casa.

Ignorou os chamados dos garotos da escola Hon-to na porta ao lado...Souta não estava entre os que permaneciam do lado de fora...ele já estava no quarto, estudando para as aulas, enrolado em um cobertor, satisfeito. provavelmente não se lembrava da irmã... ela não o via desde que ele tinha seis anos, e agora ele tinha dez.

Caminhando rua abaixo rapidamente, ela queria chegar em casa, quando uma confusão vinda de um dos colégios youkai chamou a atenção. Ela escutou um nome chamado zombeteiramente, e ela parou, reconhecendo-o.

"Inuyasha..." murmurou. Aquele youkai era mais famoso no meio humano do que no meio youkai, e ela esgueirou-se para trás de uma árvore grande, para observar os acontecimentos.

"Seu maldito hanyou! Nós não deveríamos nem deixar você permanecer nesta escola." Um ser enorme, um aborto gigante de youkai disse isso, chifres curvos saindo dos lados da cabeça, maxilas grandes cheias de dentes afiados. "Deveríamos simplesmente comer você, e terminar com isso."

"Não, Goshinki, ele seria melhor usado como escravo. É meio-humano. É para isso que foi feito." Inuyasha olhou fulminantemente para aquela que falou—uma mulher youkai de nome Yura. "Eu poderia usá-lo como meu...e brincar com os cabelos dele o dia inteiro!" Enquanto falava, alcançou o longo cabelo prateado de Inuyasha, e ele rosnou para ela, flexionando as garras.

"Cale a sua maldita boca, bruxa! Não vou deixar você chegar perto do meu cabelo. Vadia." Os olhos de Kagome se arregalaram com isto. Inuyasha...estava enfrentando youkais, que eram, de certa forma, hierarquicamente mais altos que ele.

"Oh sim, não podemos machucar o precioso filhinho hanyou do papai. Não é culpa nossa que ele teve o mau gosto de manter o bastardo com qual deixou sua concubina grávida. E então se casar com ela! Onde o mundo vai parar, quando um youkai coloca um humano no mesmo nível que ele?"

Kagome sufocou uma exclamação de surpresa. Ela sabia, assim com todo mundo, que o pai de Inuyasha era o líder dos youkais nesta seção. Não havia ninguém mais forte do que ele, e ele governava sobre tudo. Era este o porquê as escolas continuavam a funcionar no distrito de Kyoto, quando elas eram inexistentes em qualquer outro lugar. Insultar o pai dele...

Inuyasha deu de ombros. "Isto não importa para mim. Meu sangue humano é inferior e fraco se comparado ao meu sangue youkai. Eu o ignoro."

O grupo riu com sarcasmo. "Nós não podemos, entretanto. Eu digo que você não apareça aqui de novo, Inuyasha. Você combina mais com as escolas de escravos. Porquê não tenta? Eu estou certo de que vão aceitá-lo lá de braços abertos."

Inuyasha rosnou e atacou com as garras na direção de Yura, quase tirando sua cabeça. Ela pulou para trás, e aprontou alguns fios de cabelo, planejando envolvê-los em volta do pescoço de Inuyasha e matá-lo com seu tipo especial de mágica.

Uma mão fechando-se sobre sua garganta a parou, e ela foi jogada contra a parede alguns pés atrás, os dourados olhos raivosos de Inuyasha encontrando os dela. "Não quero ouvir mais nenhuma maldita palavra, sua vadia."

Com aquilo, jogou a mochila sobre os ombros e pulou a alta cerca com facilidade, fazendo uma pausa no local aonde Kagome se escondia. "É melhor cair fora daqui, sua imbecil. Seu uniforme escolar não vai protegê-la sempre."

Kagome olhou para ele, olhos arregalados. "Sinto muito que isso aconteça com você." Ela sussurrou, e então correu rua abaixo, em direção à casa do poço que chamava de lar. Não notou o olhar chocado de Inuyasha atrás dela, ou ele a seguindo até onde morava.

Kagome suspirou enquanto fazia seu caminho rua abaixo rapidamente. Não gostava daquela área...mas era o atalho mais rápido para a escola. Não era um trajeto seguro, porém não tinha escolha. Já tinha problemas suficientes na escola como estava, e não podia se dar ao luxo de acrescentar mais um crime para o seu registro. Eles haviam dito que mais um deslize, não importava o quão pequeno fosse, e ela seria mandada a uma família youkai para ser escrava. Ela estava com a escola somente para um período de experiência, e estar lá era a única coisa que a salvava de ser entregue a uma das famílias youkai que governavam a cidade. Estremeceu de medo, se perguntando o que aconteceria se cometesse um deslize.

Ela não estava olhando para todos os lados da rua quando cruzou um beco, e trombou em alguém que andava no caminho contrário ao dela. A força do impacto a jogou no chão de costas, e ela viu estrelas por alguns momentos. Olhou para cima para ver em quem havia trombado, e a boca ficou seca de medo. Era um youkai que mandavam nessa parte da cidade, a parte em que humanos só viviam como escravos. Apertou fortemente a mochila escolar contra si, sabendo que lhe daria pelo menos uma imunidade parcial.

"Olhe, Hoshi... temos uma visitante na nossa parte da cidade. Uma pequena colegial do lado errado da pista..." A youkai que falou tinha cabelos sem corte, amarrados atrás com uma fita fina e vermelha, a maioria da suas curvas à mostra pela apertada roupa preta. Ela não calçava sapatos, mas sim um pano enrolado em torno dos pés, mas Kagome sabia quem era. Yura, ela era aquela que tentara matar Inuyasha no outro dia.

"Me desculpe..." Kagome sabia que aquilo soara patético, mas também sabia o que Yura poderia fazer com suas vítimas. Os escravos humanos evitavam-na, e até as garotas do colégio Kon-to sabiam seu nome e evitavam dizer coisas sobre ela. Todos sabiam como ela era perigosa. Os olhos de Kagome se arregalaram quando Yura puxou um nó de cabelo, manipulando-o até se formar um ninho de gato nas mãos.

"Você sabe a punição por estar aqui, garota? Aqueles que não nos pertencem não conhecem o próprio lugar. Você faria uma boa escrava..." Kagome encolheu-se. "Ou nós poderíamos apenas brincar um jogo de ninho de gato. Isso soa bom para você?"O cabelo na mão de Yura brilhou levemente, e Kagome sentiu fios do cabelo afiado envolverem seu corpo, fazendo cortes. Ela reprimiu o instinto de gritar quando o sangue escorreu pelas costas, mas não conseguiu conter um lamento de dor.

Sentiu a visão escurecer alarmantemente, e o chão pareceu um lugar bem vindo. Quando os fios estavam começando a ferir seu pescoço, ouviu o som de algo sendo arrebentado, e o cabelo ao seu redor desapareceu. Houve um grito ultrajado, e então silêncio. Olhou para cima para ver um outro youkai acima dela, pedaços de um pente quebrado nas mãos.

"Oi!" Kagome se esforçou para manter os olhos abertos ao som da nova voz, mas ela só pôde deitar-se no chão, sua respiração arfante. Ouviu o toque distante do sinal da escola, e deu-se conta que sua vida como estudante livre estava acabada, e se tornaria escrava para um daqueles youkais que vira ali naquele dia. Inutilmente tentou se levantar e forçou-se a ficar de joelhos, palmas contra o chão para se sustentar.

"Você não deveria estar se movendo, sabe. Foi estúpida em vir aqui. Você queria ser morta?" A voz áspera sobressaltou-a. Ela pensara que o youkai já teria ido embora à essa altura, entediado com ela. Embora ele a tivesse salvado, quem sabia o que ele podia estar planejando? Ela deixou sua visão borrada ir na direção da fonte da voz, e se surpreendeu ao ver um garoto num uniforme escolar curvado sobre ela, longos cabelos prateados caindo em cascata pelas costas,e duas orelhas caninas no topo da cabeça. Era Inuyasha...ela se perguntou porque ele parou —por uma humana.

Ela inclinou-se de encontro à parede, sentindo o chão dar solavancos violentos sob os pés, mas ela tinha que chegar à escola de algum modo. Já estava atrasada, mas eles a deixariam ir se explicasse o que acontecera. "Obrigada..." Ela disse com a voz macia, agarrando a mochila com uma mão trêmula, usando a parede de apoio, fez seu caminho pela viela, indo para aonde sua escola ficava. Não olhou de novo para o garoto youkai, mas podia sentir seus olhos sobre ela o tempo todo.

"Por violar o código da escola novamente, você já não está mais sob segurança da escola. Eu sinto muito que tenha que ser assim, Higurashi-san, mas você conhecia as regras quando entrou aqui. Você foi avisada que se violasse mais uma regra, então teria que assumir a lei que sua posição na vida dita."

Kagome mal ouviu as palavras que o diretor dizia. Tudo o que sabia é que ainda sentia uma dor horrível, e isso não acabaria assim tão cedo, especialmente se não pudesse mais ficar na escola, mas tendo que ser escrava de um youkai.

"De fato, nós já temos um mestre para você, Kagome. Houve um pedido por você pouco antes que chegasse. Inuyasha-sama?" A porta se abriu mas Kagome não ligava pra quem será seu mestre neste ponto. Deixou a cabeça despencar sobre a mesa, esperando que uma extasiante inconsciência reivindicá-la. Sentiu sendo erguida nos braços de alguém antes de desmaiar completamente.

Kagome acordou com um pano frio na testa, e lentamente abriu os olhos para ver uma figura curvada sobre ela, olhos dourados estreitados em preocupação. "Oi...Eu te disse para não se mover. Agora vai levar uma eternidade para sarar. Poucas pessoas sobrevivem ao ataque da Yura."

Kagome franziu as sobrancelhas. "Foi você quem me salvou. Por quê?" Ela sabia que não era a coisa mais esperta soar tão exigente...especialmente com este youkai que era seu novo mestre, mas queria uma explicação do porquê um youkai salvaria uma humana.

"Eu não tenho que ter uma razão. Talvez estivesse cansado da boca grande da Yura." Kagome deu de ombros e tentou levantar de sua posição deitada, mas uma mão forte em seus ombros manteve-a no lugar. "Não se mexa! Você está bem machucada. Humana estúpida."

"Eu nunca te pedi para me salvar! Eu preciso voltar!" Ela lutou contra a mão dele, ignorado a dor aguda do ferimento ao lado do corpo, onde o cabelo de Yura a cortara. Ele apenas sorriu ironicamente para ela, que parou. Ele sabia de algo que ela não sabia.

"Você já se esqueceu? Este é o lugar onde vai permanecer agora. Você pertence a mim." Seu sorriso era frio, e tudo o que aconteceu na sala do diretor voltou para a mente de Kagome com uma assombrosa claridade. Não mais era uma estudante livre do colégio Kon-to, mas propriedade do sorridente youkai acima dela.

Uma semana depois...

Kagome suspirou e se encostou contra a parede do quarto de Inuyasha, entediada. Estava completamente recuperada agora e ele ainda não dera nenhuma ordem sobre o que fazer. Não que ela estivesse se queixando, mas era estranho. Inuyasha estava na escola—ele era um veterano no colégio de 2ºgrau que freqüentava. Ele devia estar indo para a escola dele quando cruzou com ela.

A porta abriu de repente, e Kagome se abaixou quando a mochila dele atravessou o quarto voando, batendo na parede. Ele se virou com um olhar fulminante para eça, murmurando bravo.

"Você...Esqueci que estava aqui..." Resmungou. Ela piscou para ele, surpresa. "Garota...pegue a mochila..." Ela andou até a mochila devagar, pegando-a e estendendo para ele. "Pegue meu dever e faça-o. Eu não estou com vontade de pensar hoje à noite."

Ela olhou para ele aberta e fixamente. "Isto não está certo! Você não deveria ter outra pessoa fazendo o seu dever de casa! Como vai aprender? Passar nos seus testes?" Ele levantou a sobrancelha para ela, incrédulo.

"Está dizendo que não vai obedecer as minhas ordens? Eu te disse para fazer o dever, vadia. Agora faça." Ele rosnou, se jogando na cama.

Kagome assentiu com a cabeça, começou a tirar os livros da mochila, e olhou para eles fixamente por um tempo. Apenas uma semana atrás ela estava estudando, e fazendo deveres como era suposto que ele fizesse. Ela se deu conta que era a sua chance de estudar de novo. "O que você quer que eu faça, Inuyasha-sama?" Ela perguntou calma, os livros espalhados em volta.

Ele olhou para ela, entediado. "Faça tudo do meio para frente dos livros até eu mandá-la parar. Eu quero estar adiantado." Ela sufocou um grito, mas rapidamente pegou os livros e recuou para seu canto do quarto. Perguntou-se quando seria mandada para os aposentos dos escravos...agora que estava recuperada, já não mais precisava ficar no quarto dele.

Abriu os livros quase ansiosamente, lendo as palavras familiares. Aos poucos humanos nas escolas eram ensinadas aproximadamente as mesmas coisas que aos youkais. Ela não ligava que estivessem acima dela...estava aprendendo de novo. Pegou um lápis e papel sem realmente pensar muito nisso, e começou a tomar notas sobre o material. Logo estava perdida nos livros e nas informações dentro deles.

Algumas horas depois e seus olhos doíam desagradavelmente por fitar as pequeninas impressões nos vários livros. Ela havia quase acabado com eles, fazendo um capítulo de cada um antes de ir ao seguinte. Suas mãos doíam, e ela queria dormir. Até seu cérebro estava cansado por escrever aqueles papéis. Inuyasha estava roncando na cama,e ela manteve-se nos papéis, mas era um esforço manter os olhos abertos.

Bom, você estava entediada, Kagome . Ele finalmente te deu algo para fazer. Guardou os amargos pensamentos para si mesma, e leu a última parte do primeiro livro, deixando-o de lado, a pilha de papéis necessários para ele arrumados em cima. Pelo menos terminara um livro, faltavam só mais três. Descansou o queixo sobre os joelhos, fechando os olhos por um segundo. Não ouviu o lápis cair da própria mão e bater no chão quando adormeceu de pura exaustão.

Um minuto depois o alarme do relógio tocando a acordou da sua soneca, e ela se assustou, agarrando o livro que estava a ponto de cair do colo. Ela olhou para Inuyasha com medo, se perguntando se ele percebera que ela adormecera. Ele simplesmente olhou para ela, rodeada de livros, e bufou.

"Então, quanto você já fez, bruxa?" Ele perguntou sonolento. Ela apontou para a pilha de papéis escritos, incapaz de formar uma resposta coerente. As sobrancelhas dele levantaram-se em surpresa, e ele sorriu para ela, antes de entrar no banheiro adjacente. "Talvez você seja útil afinal ..." Ele murmurou.

Kagome só pôde fitar a sua forma que se afastava. Ele não lhe dera permissão para parar de trabalhar, e seu estômago roncou alto em protesto por ter que fazer todo este trabalho mental sem nada para sustentar seu corpo. Abriu o livro mais próximo outra vez, as palavras borrando-se em sua visão. Kagome mal podia segurar o lápis agora que sua concentração estava quebrada.

"Me dê isso..." a voz de Inuyasha saiu de algum lugar acima dela enquanto agarrava o livro das mãos dela e metia na mochila. Ela pôde somente olhar fixamente para ele estupidamente, sua mente lenta de tanta exaustão. "Vá tomar um banho ou algo assim...você fede ..." Ele murmurou, e saiu do quarto, pisando duro escadas abaixo. Kagome assumiu isso como um convite para relaxar, e desmoronou no chão.

Arigatou para quem leu! Deixem reviews!

Bjks,

Bella-chan

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