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Books » Harry Potter » Sua Lembrança em Minha Vida
Nah
Author of 40 Stories
Rated: K+ - Portuguese - Romance - Draco M. & Ginny W. - Reviews: 48 - Updated: 08-08-04 - Published: 03-21-04 - Complete - id:1783786

Título: Sua Lembrança em Minha Vida

Autora: Nah

Sinopse: Um mal entendido muda tudo. Magoas e uma lembrança que sempre estará presente junto dela. Ele nunca esqueceu o que viveram juntos e não imaginava que aquele pedaço de si que havia perdido estivesse com ela

Beta: Ayesha

Disclaimer: Os personagens e lugares não me pertencem, são todos da titia J.K. Rowling. Está fic foi escrita sem fins lucrativos. Mas ela me pertence, então nada de plágio ou publicar em outro lugar sem a minha devida autorização.


Capítulo 01: Longe do mundo mágico

Ginny se sentou na cama, que noite horrível, só conseguiu pregar os olhos as cinco da manhã, quando a febre havia passado. Olhou para o relógio ao lado da cabeceira, 10:06, perdeu a hora do trabalho. Um pequeno bolo se mexeu debaixo dos cobertores ao lado dela. Um rosto de uma criancinha, com os olhos de um azul acinzentado e os cabelos de um loiro platinado. Ginny passou a mão na testa do garotinho, enquanto ele esfregava os olhos.

- Não está mais com febre, meu amor.

- Mãe to com fome.

- Vou preparar o seu café da manhã. Deitado! A febre já passou, mas pode voltar.

- Tá bom, mamãe. - O garotinho jogou os cobertores para o lado da cama. Estava com calor, três cobertores esquentavam muito, mas na noite passado não fez muito efeito.

Ela andou até a cozinha simples e impecavelmente limpa, assim como todo o apartamento. Não era luxuoso, tinha apenas dois quartos, todo decorado em um tom azul claro nas paredes e a parte do teto branco. Morava em um prédio trouxa, só ela e o pequeno Alexi. Era mãe solteira, engravidou aos 17 para os 18 anos, um mês depois de concluir Hogwarts. Estava com 23 anos e trabalhava como curandeira estagiaria. Era difícil conciliar estudo, estagio e cuidar de um filho. Trabalhava de dia e estudava a tarde, só podia ficar com Alexi à noite, seus estudos de curandeira se atrasaram um pouco por conta da gravidez e ter que cuidar do filho, nem por isso ela deixava de se esforça. Queria dar uma vida melhor a elee estar mais presente.

Alexi apareceu na cozinha, descalço e com a mão na barriga.

- Alexi eu não disse para você ficar na cama?E ainda por cima me aparece descalço. – Ginny segurou Alexi no braço e o colocou em cima da cadeira, pegou a varinha e com um feitiço convocatório trouxe os chinelos do garoto.

- Eu to com fome, mãe.

- Eu já to terminando. – Ela colocou uma caneca com chocolate quente na frente dele e com mais um movimento da varinha colocou torradas, queijo e alguns biscoitinhos amanteigados em um prato. – Pronto, Alexi, coma tudo, enquanto eu tomo um banho, se quiser mais alguma coisa me chame e não se esqueça de calçar os chinelos.

Sim, mamãe. – Respondeu com a boca cheia de biscoitos amanteigados.

Ginny tomou o banho calmamente, já tinha perdido a hora no trabalho mesmo, teria que dar uma boa justificativa. Seu filho doente era uma boa justificativa, e tinha o fato de ser muito aplicada e esforçada, no máximo levaria uma bronca. Ainda dava tempo de ir a aula, iria deixar Alexi com a vizinha que sempre ficava com ele à tarde e ajudava Ginny sempre que pedia, era de confiança. Alexi passava a manhã em uma escola trouxa e depois ficava na casa da vizinha. "O que ele diria se soubesse que o filho estuda em uma escola trouxa?"

Alexi foi criado em ambiente trouxa, não conhecia bruxos há não ser sua mãe, o amigo dela Colin Greevy, Hermione Granger e Gui Weasley. O garoto mal conhecia os avos e o restante dos tios, só os tinha visto algumas vezes quando era bem mais novo. Virginia foi morar no meio trouxa justamente para afastar o filho de bruxos que pudessem suspeitar de alguma coisa. Alexi sabia muito sobre o mundo mágico, mas não podia comentar com ninguém, e Ginny sempre o orientava há não se descontrolar diante dos trouxas. Alexi era um bruxo puro-sangue, mas que tinha sua mágica um pouco retraída por não conviver em meio as pessoas que nem ele. Em compensação quando o garoto se descontrolava, por sorte só na frente de Ginny, mostrava toda a mágica contida.

- Mãe, você já terminou? – Gritou Alexi.

- Já to saindo, filho. – Ginny se enrolou na toalha, pegou as vestes limpas, se vestiu rápido e saiu do banheiro secando o cabelo.

- Seca eles com magia pra eu ver. – Ginny sorriu para o filho e fez o que ele pediu, depois de ter escovado os cabelos secos, se sentou na poltrona do seu quarto, com Alexi no colo.

- Mãe quando eu vou visitar o mundo mágico? Eu quero ir ver o beco diagonal.

- Quem te falou do beco diagonal? – Ginny mexia nos cabelos lisos e platinados do filho.

- O tio Gui!

- Quando a mamãe tiver tempo ela te leva lá.

- Podia ser no meu aniversário de cinco anos. – Ele mostrou os cinco dedos a mãe, animado. – Podia ser o meu presente.

- É isso mesmo que você quer de presente? Uma ida ao beco diagonal?

- Na verdade eu queria uma vassoura, mas como eu sei que não poderei ganhar uma, eu quero ir ao beco diagonal para poder olhá-las na loja de Artigos para Quadribol. O tio Gui me contou tudo sobre lá.

Ginny sentiu um aperto. Como poderia negar aquilo ao filho? O levaria ao beco diagonal por mais que quisesse se manter afastada de perguntas sobre o filho que poucos no mundo mágico tinham conhecimento.

- Está bem meu amor, Sábado nós vamos ao beco diagonal.

- Quando eu entrar em Hogwarts quero jogar quadribol. Lá eu vou poder usar uma vassoura.

- Você vai jogar, está no sangue Weasley. Eu, Carlinhos, Fred, Jorge e Rony jogamos, com você não vai ser diferente.

Ginny deu um beijo na testa do filho e continuo a mexer no cabelo dele. Ficaram ali por um bom tempo. Ela se certificou que ele não tinha mais febre e foi ajeitar suas coisas para ir a aula, não poderia perder de jeito nenhum. Hoje veria mais sobre poções curadoras de enfermidades mágicas, era uma aula extremamente importante. Deixou Alexi com sua vizinha Circe, dobrou um dos corredores após a escada, verificou se não havia ninguém por perto e aparatou direto no seu curso de curandeira.


Ginny chegou do curso exausta, pegou o filho na casa de Circe. Alexi dormia no sofá, ela pegou ele no braço sem acordá-lo, e em seu apartamento o colocou na cama dele, o menino não tinha mais febre e não precisava dormir com ela. Preparou o jantar e já ia acordá-lo para comer alguma coisa quando o ouviu chamando por ela aperriado.

- O que foi, meu amor? – Ginny se sentou ao lado dele. – Febre?

- Não, é que eu tava com saudades. – Ginny abraçou o filho com força. Queria passar mais tempo com ele. – Eu já não tenho pai... Ela sentiu uma lágrima escorrer pelos seus olhos. Aquela vida era difícil para ela e Alexi, os dois só tinham um ao outro, ninguém mais para osproteger, para enfrentar os problemas junto deles.

- Te amo. – Alexi já dormia nos braços da mãe, seu sono voltando a ser tranqüilo e sem pesadelos com homens que não tinham rostos.

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