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Author of 8 Stories |
Yo Minna! (acenando)
Sim, foram quase 8 meses de espera, eu nem sei como me desculpar por isso!
Admito que durante um tempo desanimei com a fic. Não por ter ficado sem idéias, mas porque parecia que tudo conspirava contra! Estava vários capítulos adiantada quando meu pc deu pane e eu perdi tudo! Tive que escrever tudo de novo, lembrar de detalhes importante e muitas outras coisas.
Sempre que estava prestes a postar acontecia algum problema, era um complô de Marcianos contra a fic! Quase entrei em depressão, tinha escrito tanto e perdido tanto! Se fosse Emo choraria até não poder mais. Mas eis que das cinzas Milk renasce! Acho que o que mais me ajudou foram alguns trabalhos que fiz durante o breve período de “desânimo”. Depois de escrever algumas fics comecei a ter ainda mais idéias para esta! Queria escrever e escrevi! (urros de vitória)
Realmente não sei como me desculpar, meu maior problema é não ter mais tempo para entrar na net. Vez ou outra quando o patrão sai eu entro no computador dele lá na clínica. Felizmente agora estou em férias! E vou poder voltar a colocar as coisas em ordem.
A Todas as pessoas maravilhosas que me mandaram comentários lindos recheados de elogio meu obrigada do fundo do coração. Fiquei feliz em saber que tanta gente se importa tanto com a fic! SIM! EU TENHO OS LEITORES MAIS FOFOS DA FANFICTION! Hontou ni Arigatou (cantando) para : Juh Yagami, Tih, Uchiha Kawaii, CarolMolly, Dana/Kitsune, Lara B. Potter, ItachiSaru, Dark-chan, Nino-san, Hyuuga Mitha, Amande Hiromu-chan, Carol Oneill, Eduardo, Ayazinhaah-chan, Yukyuno Hikari, Ly Black, Carol, Lali Dijbril, Analu-san, Aline, Salistick, Loki, Raisa, Lyla Evans Higurashi, Kurenai-chan, Thayara, PS2Games-Lady, Seiying-chan,Carol-san, Suh-S3 e DanoneSensei.
Todos vocês me deram forças para continuar e gostaria que me perdoassem pelo atraso. Sei que já prometi antes, mas desta vez tenho certeza de que poderei continuar com a Fic! Estou entrando numa nova fase e quero recomeçar do zero!
Por favor, dêem suas opiniões sobre o capítulo, Desculpem por não responder mais separadamente os comentários, mas eu realmente ando sem tempo. Ainda assim eu fiquei impressionada com a quantidade! Realmente muito obrigada àqueles que expressaram sinceramente seus elogios! Eu ganhei muitos leitores novos e os antigos certamente não me decepcionaram!
Aos novos leitores : Sejam bem vindos, espero que nos demos bem e que gostem de meu trabalho!
Aos antigos : Muito obrigada por estarem sempre comigo, espero que não se decepcionem e que eu sempre cresça junto com vocês como escritora.
Estou entrando em uma nova fase agora, espero que gostem, os mais observadores notaram algumas pequenas muanças e influências, mas prometo me esforçar para manter a qualidade ou melhorá-la é claro.
Aqueles que quiserem me adicionar no MSN ou Orkut, fiquem a vontade. Eu não entro muito na internet, mas sempre que entro respondo aos scraps e entro no Messenger. Apensa peço que tenham paciência com minha memória fraca para nomes. Não me mate caso eu pergunte sete vezes quem é você XD Juro que não é por mal, é só porque a Milk é a Milk, e a Milk é meio tapada (reverência).
Mais uma vez obrigada! E nos vemos em breve! De preferência não passará da semana que vem, podem me cobrar! Jya! (acenando)
Finalmente...
Vamos à fic :
A sensação de voltar para seu corpo depois de “tanto” tempo é uma mistura de náuseas, tonturas e fome... muita fome! Não dá para comer naquele universo paralelo, eu daria meu rin por uma zebra qualquer bem grelhada no fogo baixo.
A sala rodava e rodava. Percebi que Adrianne correu em disparada sem nem me saudar devidamente, saiu gritando “Churrascoooooo” e eu conclui que a estatura não era a única coisa que ela tinha em comum com Misao. Quando finalmente comecei a recobrar meu estomago e acalmar meus sentidos preparei-me para me levantar.
Como aquela pequena anjo alfa pôde se recuperar tão rápido? Estou envergonhado de minha fragilidade! Deve ser culpa dos cabelos... Mas até agora nenhum dos anjos alfa era loiro! Como não reparei nisso antes? Sinto que estou próximo de uma grande revelação de que ruivo também é bom! Ao menos não tenho sardas...
Apesar de todo o meu ser reclamar de fome eu o ignorei completamente (talvez um sinal de que estava mais forte). Afinal com certeza não irei morrer de fome (dado que sou imortal), mas morrerei se não ver Kaoru neste instante.
No primeiro passo que dei para começar minha heróica procura percebi que estava diferente. O baque foi tão grande que me fez parar e analisar meu corpo. Estava ao mesmo tempo mais leve e mais pesado, parecia que minha energia emanava de cada poro, minha mente estava aberta e eu era capaz de tudo. Comecei a vasculhar minha mente para ter certeza de que Adrianne não havia me dado nenhum cogumelo estranho ou coisa parecida. Mas cheguei a conclusão de que devia ser o resultado do treinamento mesmo, afinal com certeza me lembraria se houvesse comido alguma coisa naquele inóspito lugar tão tristemente privado dos prazeres carnais que os anjos primordialmente não deveriam ter, mas eu sou um anjo ruivo, já fui um erro desde o princípio, não tenho de me sentir culpado.
Enquanto corria em impressionante velocidade por todo o hotel me animava pensando que no dia seguinte Adrianne me ensinaria a controlar os 4 elementos e magias avançadas. Parecia um pirralhinho de 7 anos aprendendo o alfabeto, me orgulhando por conseguir escrever meu nome.
Estava tão alterado que procurei em todo o hotel menos no lugar mais óbvio do universo: nosso quarto. Nosso Quarto. Como soa bem esta frase, faz cosquinhas em meu ouvido. Respirei fundo e abri a porta com um grande sorriso estampado na face.
-Kaopfff! – Fui atingido no meio do rosto por um vaso! Tem sorte de eu ser um anjo pois isso realmente mataria um ser humano! Enquanto meu nariz sangrava eu tentava rever os fatos e entender exatamente o porque de terem me atirado objetos decorativos na cara. Bem, eu abri a porta e lembro-me de ter tido um maravilhoso deslumbre de minha (?) Kaoru com uma toalha rosa clara inocentemente enrolada no corpo. Lembro-me de que haviam flores de cerejeira bordadas na toalha e de que suas pernas eram belamente torneadas, seu pescoço estava úmido assim como seu cabelo e... Ok, acho que mereci o vaso...
Minutos depois a porta se abriu novamente. Kaoru havia colocado um vestido de pano fino de um azul bem claro. Ele ia até os joelhos e começava ali minha adorável visão. As alças mal postas e o tecido se moldando ao corpo úmido. Tenho a impressão de que voltei ligeiramente mais pervertido do que antes.
-Bata antes de entrar!
-D-Desculpe Sessha... – Sorri me esforçando para não deixar transparecer minhas reais intenções malévolas.
-Entre logo.
Oh! Como o rosto dela fica lindo quando está brava! Essa não, sou realmente um idiota apaixonado... Mamãe isso tem cura? Se tiver coloque num lugar bem alto onde eu nunca possa pegar! Dei alguns passos dentro do quarto antes de abraçá-la. Fiquei feliz por ela corresponder sem nem desconfiar dos efeitos interessantes que o corpo dela prensado ao meu causava. Afastei-me no momento exato em que os efeitos podiam ser notados facilmente e beijei-lhe o rosto.
-Sessha estava com saudades... – Ela ficou confusa.
-Mas nos vimos há algumas horas atrás...
-Acredite, pareceram dias... – Dias insuportavelmente exilados de tudo que é bom e honesto. Foram dois meses naquela realidade! Seria só um mês, não fosse minha completa ignorância sobre moldar energia... Ela ruborizou começando a desviar o olhar para baixo. Eu realmente não achei uma boa idéia, ela pode se deparar com coisas difíceis de explicar. Em uma rápida manobra toquei em seu queixo levantando-lhe o rosto e roçando-lhe de leve os lábios. Aquilo realmente não iria ajudar... – Sessha vai tomar banho. – Me virei rapidamente correndo para o banheiro. Uma ducha fria, isso sim ajudaria.
Saí secando os cabelos com um calção preto. Kaoru estava sentada na cama revirando os canais da TV. Ruborizou novamente assim que colocou os olhos em mim. Eu juro que não foi minha intenção.
-Por acaso está tentando me seduzir Kenshin? – Admito que até eu desconfiaria de mim mesmo. Bem, já que chegamos até aqui e eu estou semi-nu mesmo...
-Não era a intenção de Sessha, mas se você quiser... – Apoiei meus braços um de cada lado do corpo dela me inclinando a centímetros de seu rosto. – Sessha pode expandir seus horizontes... – Beijei-a deixando meus sentimentos emergirem e aprofundarem o ato. Sentia a falta da sensação da saliva quente dela e dos lábios macios sobre os meus. Era realmente uma experiência agradável rever todas estas emoções. Acho que posso criar novas também, ficaria feliz se tivéssemos o dia todo livre para explorações. Afastei-me por um momento olhando-a nos olhos. Tão azuis. Eu deveria odiá-los, como posso amá-los tanto?
-Melhor nos trocarmos... – Eu posso te ajudar nisso. – Fomos todos chamados para um jantar esta noite. Um dos velhos amigos de meu pai está hospedado neste hotel. – Oh, simplesmente fantástico.
-E como Sessha deve ir?
-A minha altura, é claro.
-Creio que Sessha nunca alcançará tanto. – Ela riu me beijando de leve. Não acho que seja uma boa idéia me instigar se realmente pretende sair daqui hoje.
-Só seja você mesmo e troque-se rápido. – Não esperei uma segunda ordem, no instante seguinte já havia materializado meu terno preto e meus sapatos tinindo de lustrados. Realmente meus poderes aumentaram já que havia conseguido domar meus cabelos e prendê-los comportadamente em um rabo de cavalo alto.
-Está bom assim?
-Perfeito, agora saia por um momento para que eu possa fazer o mesmo. – Era realmente muito fofo vê-la desviando o olhar com o rosto vermelho. Sinto-me orgulhoso por afeta-la deste modo. E então, a satisfação pessoal de Himura Kenshin só aumenta! Saí do quarto respeitosamente, não tenho o costume de espiar mulheres se trocando (só de vez em quando). Fechei a porta e suspirei de alegria, foi quando uma sensação estranha me fez virar o corpo amedrontado. Senti um arrepio na espinha, seria um fantasma? Olhei para trás, não havia nada. Deve ter sido impressão, uma corrente de vento talvez. Quando voltei a olhar para perto dos elevadores no fim do corredor havia uma mulher. E subitamente a presença daquela mulher ali quase me fez urinar nas calças.
Ela era pálida, estava a aproximadamente 10 metros de mim no fim do corredor. Seus cabelos eram muito pretos presos em um rabo baixo e sua expressão simplesmente não existia, um perfeito fantasma e o conjunto branco simplesmente não para não gritar feito uma garotinha, mas aquilo era demais para mim. Um barulho do outro lado do corredor distraiu minha atenção, quando voltei a encara-la ela havia sumido.
Não! Estou preso em um filme de terror! Talvez Adrianne tivesse errado o mundo para o qual voltamos e agora seremos desmembrados por fantasmas sedentos por sangue e vida! Ok Himura, controle-se, você veio do paraíso e sabe que fantasmas não ficam por muito tempo nesse plano. Para isso servem os Desembargadores Espirituais. E mesmo que fosse um fantasma você reconheceria na hora, com certeza foi tudo coisa da sua imaginação e...
-Himura!
-AHHHHHH! –Lá se foram meus esforços para não gritar como uma garotinha. Adrianne tapou os ouvidos.
-O que pensa que está fazendo? Quer me privar da audição?
-D-Desculpe, Sessha estava distraído...
Ela cruzou os braços.
-De qualquer maneira só vim me despedir, já acabei com toda a comida do buffet. Volto amanhã bem cedo para começarmos a repassar magias.
-Esta bem... ahm... Adrianne...
-O que foi? – Ela parecia mal humorada. Acho que o buffet não foi o suficiente para ela...
-Por acaso a senhorita esta sentindo alguma energia diferente por aqui? – Ela fechou os olhos se concentrando. Abriu-os segundos depois.
-Só a sua e de seus amiguinhos.
-Nenhum fantasma ou coisa assim?
-O que aconteceu Himura? Relaxe, por enquanto o lugar está limpo, mas não abaixe a guarda. Além disso energia maligna é fácil de perceber.
-É, você deve ter razão. – Desviei o olhar me acalmando.
-Tenho de ir agora, nos vemos amanhã. – Disse simplesmente dando um mortal para trás e caindo dentro de uma fenda que deve ter aberto com seus poderes superiores de anjo alfa. Eu queria sair com estilo assim também.
Minutos depois de espera Kaoru saiu do quarto lindíssima para não usar palavras não apropriadas à censura. O vestido preto frente única moldou-lhe absurdamente bem o corpo enquanto a fenda lateral atiçava minha curiosidade. Secretamente cobicei seu dorso nu enquanto ela se inclinava para trancar o quarto. No que estou pensando? Devo ter realmente virado um pervertido sem salvação! Depois de contar até dez e respirar fundo uma infinidade de vezes ofereci meu braço a Kaoru que aceitou e juntos caminhamos até os elevadores. Obviamente elogiei-a o caminho todo.
Enquanto esperávamos o elevador aquela sensação voltou. Senti um arrepio na espinha, não tinha idéia de onde vinha aquela presença porque ela simplesmente parecia não ter absolutamente nada. Algo como uma existência vazia. Meu coração disparou quando o elevador chegou. Enquanto a porta se abria lentamente eu rezava para que não encontrasse com aquela assustadora entidade novamente. Fiquei aliviado ao constatar que o elevador estava vazio. Suspirei entrando.
Porém no momento em que me virei após apertar o botão, enquanto a porta se fechava, eu vislumbrei aquela pavorosa imagem pela fresta das portas que se fechavam. Fiquei branco de susto, agora aqueles orbes negros e sem vida olhavam diretamente para mim, eu tinha certeza disso! Queria me enfiar debaixo de algum cobertor (de preferência com a boa companhia de minha morena acompanhante) e ficar encolhido esperando passar.
-Você está bem Kenshin?
Afastei os pensamentos ruins da mente. Não foi difícil já que ouvi tão maravilhosa melodia que era a voz de minha (?) Kaoru.
-Sim, somente um pouco... cansado... – Ela ainda me olhou desconfiada, mas aparentemente decidiu não fazer mais perguntas.
Quando chegamos ao salão haviam centenas de homens elegantes com caros ternos e Mulheres em deslumbrantes vestidos. A maioria já passava da 3º Idade, mas ainda assim estavam ricamente decorados até os dentes. Subitamente alguém apareceu e felizmente não era nosso amigo espectro, mas sim um senhor bastante loiro (êta Karma) e um tanto calvo com um vasto bigode. Tinha um forte sotaque alemão.
-Ah Senhorita Kamiya é uma honra recebê-la nesta humilde comemoração. – Ele só podia estar brincando quando disse “humilde”. – E quem é seu acompanhante?
-Este é Himura Kenshin, nos conhecemos há alguns meses.
-É um homem de sorte Senhor Himura.
-Obrigado. – Sorri verdadeiramente. Peguei uma taça de vinho e comecei a bebericar enquanto conversávamos com Müller-san e sua esposa que também era uma senhora muito simpática. Enquanto levava a taça à boca reparei na figura fantasmagórica atrás dos ombros de Müller-san, olhando pra mim com aquela expressão nula. Arrepiei-me até o último lindo fio de cabelo ruivo. Quase cuspi o vinho de volta. Numa atitude completamente impensada gritei :
-SAAAAAAAAI! – E atirei a taça em direção àquele ser assombroso. Porém a mulher sumiu e a taça saiu voando pela janela chamando a atenção de todos. Müller-san me encarava assustado. Devia pensar que era uma tentativa de homicídio e esperava pelo golpe final. Sua esposa e Kaoru também me encaravam com expressões de “O que raios você está fazendo?”.
Eu ri nervosamente tentando aliviar a tensão que eu mesmo criei.
-Desculpe se Sessha o assustou Müller-san, este é um ritual antigo de meu país natal a... a... Angola Oriental! Significa o início de uma nova amizade. – Continuei sorrindo, ele não desfez a cara de espanto. – Ah sim, o arremesso da taça significa o desapego às coisas materiais e o grito é para assustar qualquer energia ruim que possa atrapalhar nossa futura feliz amizade, se me dá licença Sessha precisa falar por um momento com Kaoru.
Saí levando Kaoru pelos ombros, no caminho encontramos com Sanosuke de gravata borboleta com a mão levantada aos céus gritando para nos cumprimentar.
-Hey Ken... – Saí arrastando-o pelo braço, Megumi foi logo atrás.
-Onde estão Aoshi e Misao? – Perguntei.
-Na sacada eu acho.
-Temos de nos apressar. – Arrastei todo mundo até a sacada onde Misao disfrutava da companhia “expressiva” de Aoshi. Ambos estavam aparentemente admirando as estrelas enquanto tomavam algumas batidas. Fiz todos se sentarem na mesa e comecei meu insano relato sobre os acontecimentos.
-Você viu O QUE? – Sano sabiamente perguntou.
-Um Ser Espiritual não identificado. – Nem eu acredito que falei mesmo isso.
-Tem certeza de que não foi sua imaginação Himura?
-Tenho Misao, a imaginação de Sessha não o engana três vezes.
-Ele atirou uma taça pela janela, deve realmente ter algo acontecendo. – Kaoru realmente acredita em mim, obrigada, prometo demonstrar minha gratidão quando estivermos sozinhos.
-Ou o treinamento com Adrianne-sama soltou alguns parafusos. – É irônico ouvir isso de você Sano, insuportavelmente irônico.
-Sessha não está louco! – Meu estômago roncou chamando a atenção de todos há quilômetros de distância.
-Isso sim foi assustador... – Misao comentou.
-Melhor comer alguma coisa Ken-kun.
-É, seria agradável... – murmurei.
-Vou buscar alguma coisa...
-Eu vou com você Karou! – A pequena saiu em disparada, provavelmente ansiosa para aumentar o tamanho de sua trança entupindo-se de comida.
O silêncio se instalou entre aquelas criaturas loiras e eu. Estou me sentindo excluído de novo. VOLTEM MORENAS!
-De qualquer maneira Himura... – Mamãe, a pedra está falando comigo! Estou ficando ainda mais assustado. – Fique atento. Apesar de não sentir energia hostil nenhuma, nunca se sabe o que eles irão inventar.
Eu sei que sou lindo, mas não acho que mereço tanta atenção de tantos demônios. Suspirei enterrando o rosto entre os braços. Levantei um pouco a cabeça e lá estava ela novamente! Bem na minha frente perto do alambrado da sacada! Controlei o instinto de fugir gritando e balançando os braços.
-OLHEM! ELA ESTA ALI!
Todos se viraram rapidamente e a maldita sumiu! Estou começando a cansar deste enconde-esconde!
-Kenshin, não acho que a Ojou-chan vai gostar de saber que você tem imaginado outras mulheres...
Agora não é só minha sanidade, mas minha fidelidade que estão colocando a prova! Ah! Não agüento mais! É demais para minha cabeleira ruiva! Ela estava ali! Bem na minha frente com aqueles olhos opacos assustadores! Acho que realmente preciso comer alguma coisa...
-Aqui, trouxemos comida. – Kaoru voltou deixando o prato sobre a mesa a minha frente. Meus olhos brilharam ao vislumbrar a maravilhosa carne ao molho madeira.
-Obrigado! – Agradeci com tamanha emoção que senti lágrimas escaparem de meus olhos. Comecei a comer feliz como um cachorrinho esquecendo de toda a situação maluca em que havia mergulhado de cabeça.
-E como foi o treinamento de Adrianne-sama? – Megumi perguntou. Eu respondi sem parar de comer.
-Sessha achou que fosse morrer, mas aprendeu muito.
-E como é o outro plano? – A questão é que não é.
-Você não iria gostar Sano. – Talvez Aoshi gostasse. Haviam muitas pedras aonde estávamos treinando, talvez ele encontrasse alguns parentes.
Terminei de comer feliz por estar finalmente com o estômago cheio depois de tanto tempo. Duvido que uma zebra estaria melhor do que este bife. Em dado momento Kaoru me pegou pela mão me chamando para dançar. Eu fui. Seria uma boa forma de aliviar a tensão (conheço outras, mas esta eu posso fazer em público).
Haviam vários casais na pista, eu coloquei uma mão em sua cintura segurando a outra. A valsa começou. Eu não sou nenhum dançarino profissional, mas estou acima da média dos humanos normais, com certeza. Além disso, sou ruivo. Isso deve prestar para alguma coisa e eu estou louco para descobrir para que.
Enquanto bailávamos pelo salão eu só tinha olhos para os olhos de Kaoru. A atmosfera estava surpreendentemente agradável e eu me dei ao direito de relaxar.
Mas como nada é fácil para aqueles que não tem os fios dourados, enquanto dançávamos entre os vários casais eu vislumbrei em uma brecha entre os corpos aquela figura assustadora de olhos opacos. Mudei rapidamente a direção da dança tentando me convencer de que deveria ser somente um delírio, mas em pouco tempo ela surgiu novamente entre a multidão.
Comecei a suar frio. Era demais para a minha cabeça já abalada. Kaoru percebeu meu nervosismo.
-Está tudo bem?
-Ela está aqui...
-Se está falando de alguma ex-namorada, devo te avisar de que não é o momento adequado para me revelar seu passado.
-Não! Nada disso! Estou me referindo ao S.E.N.I.!
-Ahm? – Levantou as sobrancelhas.
-“Ser Espiritual Não Identificado”.
-Eu achei que estava brincando quando criou o termo.
-É bastante apropriado.
-Onde ela está? Aliás, é uma mulher?
-Parece que sim... – Kaoru me olhou desconfiada.
-Espero que não esteja realmente imaginando outras mulheres enquanto está comigo...
-Kaoru! –Ela riu... todo mundo tira sarro do ruivo baixinho...
-Estava brincando. Quer voltar para o quarto?
Concordei com a cabeça. Era realmente o melhor a fazer. Dei a mão para Kaoru e saímos discretamente. Queria chegar logo no quarto, instalar uma barreira e esperar até Adrianne chegar no dia seguinte para discutir o assunto com ela. Não é minha imaginação, tem alguma coisa acontecendo e não é nada bom. Isso fede a churrasquinho, churrasquinho do quinto dos infernos!
Enquanto andávamos pelo corredor ela pareceu novamente, bem na minha frente. Agora até Kaoru poderia vê-la. Continuava me encarando nos olhos com aquele olhar opaco e sem vida.
-VOCÊ! – Gritei. Ela se virou e saiu andando virando a esquerda. – Volte aqui! – Saí correndo atrás, preparei-me para virar e quando o fiz quase quebrei o nariz na parede de concreto. O QUE? Eu tenho certeza de que havia uma passagem ali! Estou me sentindo o coiote do papa-léguas! Como pude ser enganado? Talvez esteja realmente enlouquecendo.
-Kenshin! – Kaoru me ajudou a levantar. O impacto havia sido absurdamente forte, meu cérebro ainda estava chacoalhando. – Você está bem?
-Sim, Sessha acha que sim... Mas ela fugiu.
-Ela quem? Eu não vi nada!
-Como não? Ela estava bem na nossa frente!
Ela se calou com uma expressão preocupada.
-Melhor irmos logo para o quarto.
Enquanto terminávamos o caminho até nossos aposentos eu começava a cogitar a idéia de que aquela “viagem” com Adrianne havia trazido consigo outra “viagem”. Será que haviam incensos? Pozinhos brancos? Meu Deus, eu preciso descansar...
Continua...