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Anime/Manga » Gundam Wing/AC » Fear Of The Dark
Sak. Hokuto-chan
Author of 28 Stories
Rated: M - Portuguese - Angst/Supernatural - Reviews: 4 - Updated: 09-25-04 - Published: 04-23-04 - id:1832345
Disclaimer: Gundam Wing não me pertence, mas estou muitissimo interessada em pegar o Trowa pra mim.

N/A: FIC EM LONGO HIATUS E LENTO PROCESSO DE CONCLUSÃO, DESCULPEM!


Do you believe, what you hear?
Can you believe, what you see?
Do you believe, what you feel?
Can you believe?
Iron Maiden - Futureal

Fear Of The dark

Prólogo

Fortemente as folhas das árvores balançavam ao agressivo toque da ventania fria, as de caules mais finos curvavam-se como numa reverência e, pétalas de flores diversas bailavam ao ar naquele fim de tarde cinzento. O sol não havia aparecido por nenhum momento sequer naquele dia, apenas as nuvens negras carregadas de revolta encobriam o céu.

O silêncio quebrado pelo vento, também competia com o barulho de um carro. Apenas um único automóvel negro, com vidros igualmente negros, impossibilitando quem estava de fora ver seus passageiros.

Seguindo por uma estrada de terra totalmente afastada de qualquer civilização, o motorista, um senhor de certa idade, dirigia com alguma dificuldade em ver o caminho embaçado pela neblina. Há horas dirigia, sem saber exatamente aonde deveria ir, esperando que o jovem sentado ao seu lado dissesse onde parar.

"Que estranho..." pensou consigo mesmo, ao observar discretamente o rapaz. A face parecia calma, com os olhos fechados, os braços cruzados tranqüilamente sobre o tórax. Mas ele lhe transmitia uma sensação intrigante, não podia explicar mas era preocupante.

- Chegamos. – a voz fria cortou-lhe os pensamentos. Parou então o veículo, olhando surpreso para a paisagem.

- Surpreendente! – exclamou, enquanto o adolescente descia não parecendo nenhum pouco alterado.

O vento bateu contra o corpo jovem, agitando o longo sobretudo preto e a gravata da mesma tonalidade. Os cabelos castanhos desalinharam-se moderadamente sobre os olhos inescrutáveis. Caminhou a passos lentos e firmes, parando em frente ao carro, observando sem emoção a vista que tanto surpreendera seu velho companheiro de viagem.

Há poucos metros encontrava-se um enorme portão, onde por entre as barras de metal podia-se ver, apesar da neblina, que ele guardava uma mansão provavelmente antiga.

- Pode ir.

- Quando devo vir busca-lo? – indagou o homem, ainda surpreso.

- Não se preocupe com isso.

Estranhou, mas resolveu não questiona-lo, voltaria de onde partira e o rapaz entraria em contato se precisasse. O jeito misterioso do outro o intrigava, mas não resistiu em tentar satisfazer uma curiosidade.

- Desculpe, mas... vive alguém neste lugar? – ao receber o olhar gelado arrependeu-se por perguntar.

- Isso não lhe diz respeito. – respondeu indiferente, já caminhando até o portão.

- Perdão! – disse humildemente, vendo-o deslizar uma chave antiga pela tranca. – Mas como posso voltar? – perguntou ao dar se conta que não sabia onde estava, tendo apenas seguido as ordens não saberia como voltar.

Não ouviu resposta. O jovem trancou novamente o portão e em silêncio virou-se em direção à mansão.

- Espere! Barton-san! Barton-san! – todavia ele parecia não ouvir. Desistiu conformando-se com a idéia de tentar voltar sem ajuda, talvez se perdesse e nunca voltasse para casa, mas algo lhe dizia que era melhor arriscar.

Não sabia quanto tempo aquele rapaz ficaria por ali e aquele lugar era assustador o suficiente para que perdesse qualquer coragem de segui-lo. Bem, com um pouco de fé e sorte conseguiria voltar. Não podendo mais vê-lo, entrou no automóvel pensando.

"O que pretende aqui, Barton-san...?"

Continua...

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