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Anime/Manga » Inuyasha » Fukai Mori
Analoguec
Author of 38 Stories
Rated: M - Portuguese - Drama/Romance - Sesshomaru & Rin - Reviews: 213 - Updated: 12-11-10 - Published: 04-30-04 - Complete - id:1842055

Disclaimer: Você tem visto Inuyasha ultimamente? Takahashi Rumiko está provando a genialidade que possui a cada episódio. Eu seria louca de dizer que o trabalho dela é meu!

Fukai Mori

Um plano de vingança contra Sesshoumaru envolveu o seqüestro de Rin. Quase um ano depois, ele a encontra na Floresta Profunda (Fukai Mori), uma floresta onde mentes jovens e frágeis são facilmente corrompidas. O verdadeiro plano do inimigo é revelado e Sesshoumaru deve fazer uma escolha: matar Rin ou ser morto.

Por: RabidAnimeGurl

Tradução: Shampoo Sakai

Capítulo 15: Agora eu começo.

Houve um número audível de aplausos, seguido por não tão silenciosos sussurros. Mas Lorde Sesshoumaru não detesta humanos...?, muitos comentavam, além de palavras deselegantes que eram ouvidas e os olhares lançados na direção dela. Rin congelou no lugar, fitando-os incrédula, sentindo a mão ser apertada. Olhou para ela e viu os dedos de Sesshoumaru segurando-a. Sentiu-se tranqüilizada, percebendo que ele tinha mostrado a este público uma forma de afeição para provar a eles que estavam errados, assim como também encorajá-la. Ele a puxou para frente, apertando a mão dela mais uma vez, dirigindo a atenção depois para a multidão.

"Já chega". Todos ficaram em silêncio e deram total atenção ao youkai lorde. "Neste dia, eu, Sesshoumaru, Lorde das Terras do Oeste, tomarei esta mulher como minha companheira. Como esta declaração pública, ela irá provar se é digna e, portanto, merecedora de ser comandante, da lealdade e respeito de vocês".

Sesshoumaru soltou a mão de Rin e afastou-se dela, colocando a mão no cabo de Toukijin, fazendo um sinal com a cabeça para que Rin assumisse a posição de combate. Ela desembainhou a katana graciosamente, balançando-a para testar o peso dela antes de assumir a pose. Encontrou os calmos olhos de Sesshoumaru com os olhos dela ligeiramente preocupados. Quando ele estreitou os olhos, a espinha dela enrijeceu, como se tivesse recebido um comando dele para parar de agir covardemente. Escutou o coração bater rápido com o silêncio que a multidão fez, esperando por Sesshoumaru fazer algum sinal para indicar que estava pronto para começar.

Quando o rosto dele ficou com aquele familiar ar calmo, Rin firmou-se para um ataque.

Bloqueou o ataque dele com facilidade quando ele avançou, surpreendendo a si mesma e ao público. Embora tivesse estado sob a influência de Fukai Mori e dos poderes de Tsubasa e Kazume, as habilidades pareciam ter progredido com ela. Testando-se mais uma vez, Rin rapidamente de um giro, tendo agora como alvo da katana o ombro de Sesshoumaru. As lâminas se cruzaram e ela sorriu timidamente, finalmente encontrando fé nas próprias habilidades.

Feliz por ela ter encontrado coragem, Sesshoumaru voltou a atacar, forçando-a a reagir rápido. Ela fazia nada mais que bloquear quando ele atacava e golpeava de novo. Rin rapidamente deu um salto para trás, dando tempo suficiente para soltar a divisória do cabo antes que ele atacasse de novo, cruzando depois as espadas em frente de si mesma na forma de X e bloqueando o golpe dele. Mas parecia que ele atacava com muito mais força, deixando-lhe como única opção se defender.

Suor gotejava da face dela enquanto de defendia dos ataques de Sesshoumaru, e o constante som das espadas se batendo começava a zunir nos ouvidos dela, além dos pulsos começarem a doer por causa dos giros e torções que fazia. Rin sabia que não suportaria mais tempo, então fez um movimento desesperado, esperando assim levar as coisas a um final. Ela abaixou-se rapidamente e fez uma tentativa de derrubar Sesshoumaru com uma rasteira. Ele saltou no ar ao prever aquilo e já estava depois em pé antes que ela pudesse se levantar. Rin inclinou-se, um joelho tocando o chão enquanto a outra perna estava inclinada e o joelho em frente a ela. Escutou o ensurdecedor som dos aplausos do público quando encontrou-se frente a frente com a ponta de Toukijin de Sesshoumaru.

Sesshoumaru sorriu, provocando outra onda de aplausos.

Segurando a ponta da arma perto do rosto de Rin, esta congelada no lugar. Se fosse um confronto de verdade, ambos estariam mortos. Se ele se movesse, a espada que Rin mantinha na perna dele poderia com certeza decepá-la, e se movesse um pouco para feri-la na garganta, a segunda espada de Rin cortaria a dele. Ela sorriu timidamente para ele, o peito arfando, satisfeita com o resultado. Tinha tido sorte, não havia perdedores, e ela havia se provado.

Sesshoumaru colocou Toukijin ao lado dele e virou-se para Rin quando ela uniu as espadas e as embainhou, pegando as mãos dela nas dele e puxando-a para si. Rin corou mais uma vez embaraçada por aquela nova atitude de Sesshoumaru. Ela podia ver desejo nos olhos dele, sentindo também uma onda de desejo passa pela espinha quando sentiu o hábito dele no pescoço. A sensação foi rapidamente substituída com um momento de dor quando Sesshoumaru cortou a pele do local com os caninos, lambendo as feridas que rapidamente sararam, transformando-se em manchas circulares.

Virou-se depois para a multidão de youkai, segurando as mãos de Rin nas dele. "Eu apresento a vocês a minha mulher e Senhora das Terras do Oeste, Lady Rin".


Deveria ter uma festa em comemoração ao casamento, mas Sesshoumaru queria que fosse mais tarde, muito mais tarde ou, talvez, somente no outro dia, já que não havia mais nada na mente dele a não ser Rin. Ela parecia tão linda quando a vestiram naquela hora, ficava ainda mais bela com o rosto corado e o cabelo despenteado. O coração dela ainda batia forte com aquela história de ser a mulher dele, mas ele havia provado a ele mesmo, a ela também, ao mundo todo que ele não se importava com o fato de ela ser humana. Agora ele a tinha de volta, e não havia nada mais pra eles além do futuro. Ele começaria a jornada dele com ela nesta vida e o que mais viesse para os dois.

Sesshoumaru se esforçou para controlar o passo regular por não querer mais nada além de possuí-la ali e agora. Quando foi, ele pensou, que ele a teve pela última vez? Há muito tempo, ele soube. Quando a estava velando, tais pensamentos não vieram-lhe à mente, mas no momento em que eles chegaram ao castelo, ele ficou tentado pelo cheiro, pelo sorriso, pela risada, pela mera existência dela. Agora que ele a marcou, podia se entregar a tentação, podia dar tudo para torná-la mulher da vida dele.

Quando Sesshoumaru a levou ao corredor, Rin não falou nada até que chegaram ao quarto dele. "É tão lindo, Sesshoumaru-sama! Eles também já trouxeram as minhas coisas pra cá."

O quarto havia sido decorado com flores. Estavam em todos os cantos: na mesinha, onde estavam os pentes dela e outros acessórios de cabelos, até o chão, este quase totalmente coberto. O futon que ela lembrava ter visto antes tinha sido substituído por um outro ainda maior. Havia uma pequena cômoda perto da mesa dos utensílios de cabelo, cômoda essa que tinha o kimono favorito dela, e, olhando depois dentro dela, viu que estava cheia de novos e velhos kimono.

Rin sorriu e ficou nas pontas dos pés, abraçando Sesshoumaru com força, sufocando-se com felicidade. Isso era tudo o que ela queria desde começo: amor, o amor de Sesshoumaru. Um lugar pra ficar e começar uma família. Ela começaria a jornada dela com ele pela vida que tinha certeza de que seria com dias interminavelmente felizes. Ela levantou a cabeça e sorriu, mas rapidamente o sorriso morreu quando viu os olhos dele.

Deu um passo para trás ao perceber depois que Sesshoumaru não mais usava a armadura. A cauda dele enrolou-a antes que ela se afastasse mais e a puxou para perto si. Olhares de desejo dele fixaram-se primeiro nos lábios dela, descendo um pouco mais para ver as próprias mãos desfazendo o nó do obi dela. Rin sabia o que ele queria e estava assustada pelo fato de conseguir fazer aquilo, de conseguir pôr um olhar daqueles nos olhos dele. Ela jogou o obi para o lado e devagar desfez o dele no momento em que ele tirou o kimono dos ombros dela.

Despiram-se lenta e silenciosamente; o tempo parecia se arrastar, mas logo os dois já estavam sem roupa. Sesshoumaru pegou Rin nos braços, gentilmente deitando-a na cama. Por dentro ele queimava para possuí-la, e não obstante os protestos do cérebro, as mãos dele moviam-se devagar pelo corpo dela. Beijava-lhe por todo o corpo, tendo a chance de descobrir quais partes que a faziam estremecer. Sim, se ele a beijasse em um local e ela hesitasse e prendesse a respiração, ele se lembraria.

O cheiro de desejo dela se misturava com os das flores e o intoxicava. Tudo ao redor dele girava, apenas a imagem do corpo dela permanecia no foco. Ela arqueava o corpo graciosamente sob o toque dele, entendendo-se com doçura quando ele provava o gosto. Ele deitou-se depois ao lado dela e tomou-lhe os lábios num beijo apaixonado, enquanto uma das mãos deslizava entre as pernas, provocando-a por dentro com os dedos. As mãos dela enrolaram-se no cabelo dele, Rin gemia entre os lábios de Sesshoumaru e, quando as pernas dela cruzaram-se na cintura dele, ele não esperou mais.

Penetrou-a devagar, notando-a com cuidado, vendo os lábios dela tremerem e os olhos se fecharem de prazer. Começou a mover-se dentro dela lentamente, torturando a ambos. Sesshoumaru agarrou-se nos lençóis, lutando e ignorando os pedidos dela para que fosse mais rápido. Era a primeira vez que faziam amor como casados, queria que durasse tanto quanto pudesse agüentar. Inclinou o rosto, sugou a marca dele, conseguindo assim silenciar Rin. Mas quando o corpo dela tremeu ao alcançar o ponto mais alto, o corpo dele reagiu e lançou a semente dentro dela.

Sesshoumaru desabou em cima de Rin, respirando pesadamente contra o pescoço dela. Levou muito tempo para que tomasse fôlego de novo e encontrasse força, mas no momento em que conseguiu, ele tomou os lábios dela num beijo faminto.

"De novo".


Ficar dois meses longe da esposa era tempo demais. Sentia falta do sorriso, do perfume, da risada, do toque dela. Era ansiedade para voltar, ansiedade em continuar a jornada dele pela vida com ela. Depois de terminar os negócios dele com o Lorde das Terras do Sul, ele visitou o velho Toutousai. Com um canino que deu ao velho, uma magnífica espada seria criada, que Sesshoumaru passaria para a filha dele, assim como o pai dele havia feito. A espada selaria o poderoso sangue de youkai e protegeria a hannyo dos perigos. Imaginem só, este Sesshoumaru com uma esposa humana e uma criança hannyo.

Quem acreditaria nisso? Quem acreditaria que as coisas ficariam melhores?

Sesshoumaru caminhou rápido pelo corredor, sentindo o perfume da mulher dele. Desde o momento que ele atravessou os portões do castelo, ele notou que havia algo de diferente no cheiro dela. Já sentira aquele cheiro antes, era o mesmo que ela emanou durante nove meses há seis anos. Isso significava...? Ele apressou os passos, ansiosamente procurando por Rin, encontrando-a sentada nos degraus que levavam ao campo de treino. A respiração parou com a visão da mãe e da filha rindo de algo bobo.

Taroto era muito parecida com a mãe. Cada uma tinha um espírito maravilhoso e um sorriso cálido. As duas tinham o cabelo ondulado, mas em uma, prateados, e a outra, negros. Os olhos de Taroto eram dourados no estado hannyo, mas quando ficava na forma humana, os olhos assumiam as nuances castanhas dos olhos da mãe. Formavam uma vista tão bela que ele ficou parado no lugar apenas para apreciá-la. Mas a dupla percebeu a presença dele rápido, uma com os sentidos agudos, a outra simplesmente porque percebeu a presença do marido.

"Pai!" Taroto correu ao pai e sorriu para ele. "Está atrasado!"

"Estou?" Sesshoumaru pousou a mão no topo da cabeça de seis anos. "Parece que você também está. Não deveria estar agora treinando? Ou a sua mãe a interrompeu de novo?"

Taroto riu, sempre alegre por causa das deliberadas interrupções da mãe, respondendo: "Hai, hai!"

"Interrompendo? Era isso o que eu estava fazendo?" Rin mandou a Sesshoumaru um sorriso iluminado antes de ajoelhar-se para poder ficar do mesmo tamanho da filha. "Vá terminar agora e brincaremos mais tarde."

Sesshoumaru viu Taroto saltitar para pegar uma pequena espada, depois voltou as atenções para a mulher. "Rin".

"Hai, Sesshoumaru?" Ela levantou-se e sorriu para ele.

As mãos cerraram-se quando ele lutou para resistir aos poderes do sorriso dela. "Por que você continua interferindo no treinamento dela?"

"Para irritar você..." O sorriso dela ficou travesso. "Além disso, ela treina cinco vezes ao dia, não é como se eu estivesse mesmo atrapalhando."

Sesshoumaru a trouxe para perto de si e cheirou o pescoço dela. "Como eu suspeitei. Em sua condição, não é muito inteligente me irritar."

"Hmm? Você parece surpreso e nem um pouco excitado.", ela fez um beicinho. "Eu pensei que tivesse notado antes de viajar."

"Eu notei coisa alguma. Mas parece que mesmo os meus sentidos não se comparam com a intuição de uma mulher". Ele a apertou nos braços com força. "E é claro que estou excitado".

"Que bom. Então... como devemos chamar nosso filho?"


[N/A] Minha inspiração para esta história foi obviamente o segundo encerramento de Inuyasha e a música Fukai Mori, do grupo Do As Infinity. Mas foi bem mais que isso. A versão sinfônica da música (parecida com ópera) desta música é muito lind que me inspirou a escrever isto. A letra está presente na orquestra, tanto nas notas altas quanto baixas, como se um homem e uma mulher cantassem um para o outro. E embora eu não saiba japonês, e sei uma linha em inglês: Agora eu começo minha jornada com você. (N/T: ela se refere ao trecho: "Arukidasu kimi to ima"). A combinação de deste verso e do jeito com que os apaixonados cantavam um para o outro me encorajaram a escrever este fic.

Eu sei que demorou muito e eu peço desculpas. Estou quase terminando meu primeiro ano do colegial. Muitos testes, papéis para escrever e testes finais para se preparar. Mas aqui está... espero que tenham gostado.

#Rabid Anime Gurl.

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