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Akemi Hidaka
Author of 12 Stories

Rated: K - Portuguese - Angst/Romance - Reviews: 1 - Updated: 09-11-04 - Published: 09-05-04 - id:2045897

Lições da vida

Tudo que vai.....

Tinham acabado de cumprir uma missão, e estavam todos exaltos. Mas mesmo assim, Omi ainda arranjou energia o suficiente para passsar o resto da noite no quarto de Aya (mais precisamente na cama dele), deixando o relatório da missão pra depois.

Na tarde do dia seguinte, Persia convocou a todos para uma reunião em sua sala.

- Por que ainda não fizeram a missão? - perguntou enquanto andava de um lado para o outro na frente dos quatro rapazes.

- Como assim? Nós fizemos a missão! - Yohji respondeu meio que sem entender por que ele achava que ainda não tinham feito a última missão. - Por que acha que não fizemos?

- Eu não recebi o relatório, e vocês sabem que devem me mandar um logo após cumprir a missão. - estava impacientando-se com aquela conversa.

- Ah, não! - Omi deixou escapar um grito, como se tivesse esquecido de fazer alguma coisa importante e só estivesse se lembrando agora.

- Não o quê? - Persia lhe perguntou desconfiado.

- Eu....eu esqueci de fazer o relatório......

- Deixem-nos a sós. - ordenou e os outros saíram. - O que ficou fazendo no lugar do relatório?

- Eu....eu...- tentou ganhar tempo para pensar em alguma mentira, já que não poderia dizer a verdade. - eu....tive que ficar fazendo o dever da escola.

- Não está dizendo a verdade, Omi. Por que não fez o relatório?

- Eu.....wasureta.... - em parte até que era verdade, realmente havia esquecido - Gomen....

- Você nunca esqueceu de fazer um relatório, Omi. - deu um suspiro de impaciência - Quero a verdade. - esperou um tempo,mas vendo que o chibi não ia responder, falou - Espere lá fora e chame o Ken.

- Hai. - saiu evitando encará-lo, e pouco depois entrou o jogador.

- Mandou me chamar?

- Hai. Quero que me diga o que Omi ficou fazendo depois da missão. - foi direto ao ponto.

O jogador estranhou a pergunta e até pensou em perguntar o porquê daquilo, mas achou melhor responder logo.

- Bom, assim que chegamos em casa, cada um foi para o seu quarto, estávamos todos cansados. Eu dormi assim que deitei, então não sei se o Omi ficou acordado ou se também dormiu.

- Concluindo, você não sabe. - deu mais um suspiro impaciente - Chame Yohji.

Sem dizer mais nada, saiu e logo depois o playboy entrou.

- Me diga o que Omi fez depois de terem cumprido a missão. -mais uma vez, foi direto ao ponto.

- Cada um foi para o seu quarto, ué! Só que teve uma hora que eu resolvi ir pegar um copo d'água e cruzei com ele no corredor.

- Saa....?

- Ele levou um susto quando me viu e entrou no quarto. Depois quando eu tava voltando pro meu quarto, ele estava entrando no quarto do Aya e--

- E...? - percebeu que o loiro parara de falar porque tinha falado coisa que não devia. Sorriu cinicamente - Já é o suficiente. Chame o Aya.

Yohji saiu se martirizando por ter falado aquilo. Agora só restava esperar o que ia acontecer. Aya entrou e lhe foi feita a mesma pergunta que fora feita aos outros companheiros. Mas já sabia o que responder, pois Ken comentou sobre a mesma com Omi.

- Provavelmente ele dormiu. A missão foi bastante trabalhosa, e estávamos todos cansados. - respondeu sem demonstrar qualquer sinal de que estivesse mentindo, o que de fato estava.

- Então ele dormiu....mas por que foi dormir no seu quarto? - pegou o ruivo de surpresa, e sorriu triunfante. - É melhor dizer a verdade, caso contrário, receberá um castigo.

- Ele.... - suspirou e então continuou - teve um pesadelo e pediu pra dormir no meu quarto.

- E você deixou.......isso está muito estranho, Aya. Não me parece ser do seu feitio deixar alguém dormir no seu quarto por causa de um pesadelo.

- Onde quer chegar, afinal? - procurou manter a calma. - O que isso tem a ver com o relatório?

- Tudo. Esse é o motivo de o relatório não ter sido feito.- tinha certeza de que estava quase chegando na verdade, só precisava de mais um empurrãozinho e ela sairia, da mesma forma que um cravo sai quando é espremido (que comparação mais infeliz...¬.¬) - O que há entre você e ele?

- Não há nada. Como pode pensar que há algo entre nós? - estava começando a perder o controle, e seu nervosismo já era aparente em sua voz.

- Conte a verdade, Aya. Ou não terá mais dinheiro para pagar o hospital.

- Você não faria isso!!

- Ah, eu faria. E muito mais, se for preciso. Tudo o que você tem que fazer para impedir é dizer o que há entre você e Omi.

- Seu desgraçado!! - perdendo todo o controle de sua mínima paciência, partiu pra cima de seu chefe.

- Isso é um não? - apertou um botão na mesa e logo quatro seguranças entraram na sala e arrastaram o ruivo pra fora dali.

Ao ver seu koi sendo levado à força, Omi entrou na sala como uma bomba prestes a esplodir.

- O que está fazendo com ele??

- Faz parte do trato que fizemos. Ele não aceitou, então sofrerá as consequências.

- Pra onde estão levando ele?

- Pra cadeia.

- NANI?! Ele não fez NADA pra ir pra lá!!

- É melhor sair se não quiser que aconteça o mesmo com você.

- Pois eu prefiro que assim seja!!Não vou me separar dele!!

- Ah, então admite que vocês tem um caso?

Omi ficou mudo de repente. Falara demais.

- Era tudo o que eu precisava ouvir. - apertou um outro botão na mesa, falou alguma coisa e os seguranças voltaram com Aya. - Agradeça à ele por não ter ido preso. - dirigiu-se ao ruivo - Ele teve coragem de assumir o que há entre vocês.

- Não......Omi, por que fez isso?

- Eles iam te prender, e eu não quero isso.....- respondeu abraçando-o.

- Hn! Aproveitem enquanto podem ficar juntos.

- Como assim? - Aya perguntou, mesmo já tendo uma idéia do que lhes ia acontecer.

- Esse relacionamento atrapalha as missões.

- Como assim, ''atrapalha''? Nós cumprimos todas as missões até agora com perfeição!Não pode fazer isso!!

- Acalme-se, Aya-chan....

- Não me peça pra ficar calmo, Omi!! Não vê que ele quer nos separar por puro capricho?

- Não é por um mero capricho. Omi, saia.

Omi pensou em protestar, mas ao cruzar seu olhar com o de Aya, achou que era melhor sair.

- Por que não nos deixa em paz? Só por causa de um mero relatório, não tem o direito de fazer o que quiser! - sua voz já estava bastante elevada.

- Não vou permitir que o desempenho das missões, ou até mesmo outros relatórios sejam deixados de lado só porque os dois passaram todo o tempo livre transando!! - sua voz também começava a elevar-se.

- Foi só uma vez, não vai acontecer de novo!!

- Ninguém me garante isso! E além disso, não vou deixar que meu filho se relacione com outro homem, ou uma pessoa qualquer enquanto eu estiver vivo!

Aquela revelação desarmou o ruivo por uma tempo, que tentou processar aquela nova noticia, que parecia ser absurda demais. Do lado de fora da sala, Yohji, Ken e Omi também ouviram. Mas sua (a de Omi) mente começou a girar a mil, e não conseguiu entender mais nada que ouvia.

- Se ele é realmente seu filho, por que nunca lhe contou? Mesmo sabendo que ele procura saber quem é o pai dele?

- Isso já não é da sua conta. E é bom que saia daquela casa até amanhã! Mandarei um carro pra lá, que te levará pra um lugar bem longe dele!

- E se eu não quiser ir embora? - desafiou

- Por que pergunta se já sabe da resposta? - respondeu com outra pergunta. - Vai morrer se tentar se aproximar dele. Agora vá embora!

Aya o olhou fuzilando-o, mas não ousou fazer nada. Caso contrário, poderiam haver consequências piores. Fechou as mãos com raiva e saiu, batendo a porta, fazendo a maçaneta cair. Mas procurou acalmar-se quando viu Omi com o olhar perdido, e deduziu que ele ouvira a discussão e que já soubesse quem era seu pai. Abraçou-o, ignorando a presença dos outros dois, que tinham ouvido toda a discussão e olhavam perplexos um para o outro.

Ao voltarem pra casa, Aya procurou aproveitar cada segundo com Omi, que ainda estava chocado demais com tudo o que estava acontecendo.

- Omi, não importa pra onde eles me levem, eu prometo que vou voltar.

Ambos estavam deitados na cama do ruivo, com Omi apoiado no peito do mesmo.

- Eu não quero que você vá, Aya-chan......não quero..... - as lágrimas não paravam de rolar pelo seu rosto.

- Eu vou voltar.....e quando voltar, estarei te esperando na ponte.

- Onde tudo começou.....vamos ter que recomeçar o nosso amor?

- Sim. Mas não vamos repetí-lo. Será diferente, não cometeremos os mesmo erros, e nem percorreremos os mesmo caminhos. Será tudo diferente e muito melhor.

- Aya-chan....então não será você quem vai me esperar na ponte. Serei eu. Todas as noites, eu estarei lá, na mesma hora em que tudo começou. - após dizer isso, Omi foi vencido pelo sono. Já estava quase na hora do sol nascer.

FLASH BACK

Omi andava em direção a um parque onde sempre ia quando queria pensar ou ficar sozinho. Já havia algum tempo que sentia algo mais pelo ruivo, mas agora não conseguia mais disfarçar. Era por isso que estava ali. Estava tentando evitá-lo, pois sabia que se o visse de novo, acabaria dizendo tudo o que sentia, e não sabia qual seria sua reação. Provavelmente ele iria fatiá-lo com sua katana, da mesma forma que se fatia um presunto (outra comparação infeliz...¬.¬'''). Como poderia ter se apaixonado por uma pirâmide de gelo?(uma piramide guarda muitos segredos dentro de si, então eu achei que seria interessante comparar o Aya com uma - finalmente uma comparação decente! .)

Aya entrou na cozinha e encontrou Yohji e Ken já sentados à mesa. Sentiu um vazio no peito ao ver um dos lugares vazio, mas resolveu ignorar. Sentou-se e começou a comer. Mas uma pergunta perturbava-lhe a mente. Já fazia alguns dias que queria fazê-la, mas se a fizesse, estaria pondo em jogo sua habitual reserva. Mas a pergunta estava entalada em sua garganta, e saiu sem querer.

- Por que Omi não veio jantar?

- Hm? Ele já jantou. - Ken respondeu.

- E onde ele está? - sabia que não estava no quarto, pois lembrou-se de encontrar o quarto do chibi vazio antes de descer.

- Não sei. Deve ter ido dar uma volta, como anda fazendo todos os dias.

- Por que está tão preocupado, Aya? - Yohji entrou na conversa. - Você sabe que Omi é um garoto responsável e que sabe o que faz.

- Eu não estou preocupado. - estava mentindo. Não sabia quando e nem porquê começara a preocupar-se com chibi. Sempre que o via sentia um calor preenchendo seu corpo, e as vezes se pegava a observá-lo de um jeito diferente. - Só queria tentar saber por que ele está tão distante.

- Só se for de você, porque ontem mesmo ele estava conversando comigo muito animado na floricultura, e parou de repente quando você entrou. - Ken voltou a falar.

Sem mesmo acabar de comer, Aya levantou-se da mesa e saiu.

- O que deu nele? - Ken perguntou parecendo confuso.

Yohji deu de ombros e continuou a comer.

Aya andou pelo bairro todo, e já estava quase desistindo de encontrar o chibi. Já estava ficando cansado de tanto andar. Eram onze horas.

Quando deu-se conta, estava muito longe de casa e preferiu cortar caminho por um parque. Qual foi a sua surpresa ao encontrar quem queria sentado no parapeito da ponte que passava por cima de um lago, observando o reflexo do céu naquele espelho d'água. Aquela era uma posição perigosa. Se se desesquilibrasse, Omi cairia dentro d'água. Aproximou-se devagar, temendo assusta-lo. Sem saber porquê, o abraçou protetoramente, não dando chances para ele cair. Omi realmente teria caído, pois levou um susto. Mas se acalmou ao ver quem era, esquecendo-se de que havia tentado evitá-lo nos últimos dias. Sentindo um cheiro de rosas, fechou os olhos, pensando que era um sonho. Ficaram abraçados por um longo tempo, até que Omi quebrou o silêncio com um murmurio quase inaudivel.

- Ai shiteru....

Nem percebera que falara em voz alta o que era pra ser apenas um pensamento, e ficou surpreso ao ouvir a resposta.

- Ai shiterumo.

No tempo em que ficaram abraçados, Aya conseguiu perceber o que era aquela sensação de paz que o invadiu ao abraçar Omi. Na verdade não era paz... era amor.

Omi se virou de frente pra ele se dando conta do quão proximos os seus rostos estavam. As respirações se misturavam. Um leve torpor invadia-lhes a mente, nublando qualquer pensamento que pudessem por um impulso que vinha de seu coração, colou sua boca à do ruivo, num beijo tímido, mas que foi correspondido e acabou num beijo cheio de paixão que despertava cheia de fome.

FIM DO FLASH BACK

Aya aproveitou para arrumar suas coisas. Levantou-se cuidando para que o chibi não acordasse e arrumou algumas coisas, deixando outras pra trás. Afinal, iria voltar, mesmo não sabendo quando nem como. Olhou pela janela e viu os primeiros raios do sol tingindo o céu com tons amarelos. Fechou as malas, e antes de sair, pegou no fundo do armário dois cordões que tinham um mini porta retratos pendurado em cada um. E cada um tinha uma foto. Deixou o que tinha sua foto ao lado da cama, e o que continha a foto de Omi colocou no pescoço. Dando uma última olhada para a cama, saiu, deixando-o adormecido.

Assim que saiu, viu que um carro já o esperava na rua. Olhou tudo ao redor, lembrando-se de tudo o que já aconteceu ali e entrou no carro, sentindo seu peito doer.

Omi acordou com o despertador e tateou o lado da cama, à procura de Aya. Sentindo o vazio ao seu lado, abriu os olhos e olhou à sua volta. Não havia ninguém, e estava tudo bagunçado. Foi até o banheiro e não havia ninguém também. Voltou pro quarto e encontrou o cordão. Pegou-o e colocou no pescoço após admirar foto. Desceu, na esperança de encontrar Aya na cozinha fazendo o café da manhã ou lendo o jornal, mas qual foi sua decepção ao encontrar tudo vazio. Sentiu um desespero inundando todo o seu ser ao se lembrar da tarde do dia seguinte. Ficou parado na porta da cozinha, apenas sentindo as lagrimas deixarem seu olhos.

Foi assim que Ken o encontrou ao descer. Sabia o porquê de toda aquela tristeza, também estava um pouco triste com a ida do espadachim. Mas não podia fazer nada à respeito. Só conseguiu pensar em tentar distrai-lo.

- Bom dia, Omi! - procurou passar a animação que sentia ao acordar todas as manhãs. - Quer me ajudar a preparar o café?

- Omi?

- Eu...eu...vou pro meu quarto.... - foi tudo o que conseguiu responder.

- Bom dia! - Yohji desceu todo animado, mas ao cruzar com Omi, procurou se controlar. - Dormiu bem, Omi?

- .... - continuou seu caminho, sem responder.

- Ei, mocinho! É falta de educação não-- Yohji ia começar com suas brincadeiras.

- Yohji! - Ken o repreendeu

- Deixa, Ken-kun....ele tem razão...sim, eu dormi bem, Yohji. Mas acordei muito mal....- Omi respondeu do pé da escada, sua voz quase um murmurio inaldível. Seus olhos mostrando toda a tristeza que sentia.

- Vê se tenta controlar essas brincadeirinhas que você faz pra irritá-lo. - Ken falou enquanto preparava algumas panquecas pro café - Ele está muito....sensível agora que Aya foi embora.

- Gomen ne...eu tinha esquecido.

- Eu também. Só que lembrei assim que vi o Omi parado na porta da cozinha. Vamos ter que fazer alguma coisa pra animá-lo.

- Mas antes acho que vai ser melhor a gente deixar ele chorar tudo o que tem pra chorar. Pode ajudar bastante. Perder alguém muito querido é doloroso.

- Você fala como se já tivesse perdido alguem.

- De fato, já perdi. Mas não quero falar nisso. Vamos ter que dar bastante apoio pro Omi, e até mimá-lo um pouco se for preciso.

- Só espero não deixar ele mal acostumado.

- Hehe! Se ficar, a gente concerta depois.

- Certo.

Já fazia quase 20 minutos que Aya estava dentro do carro. Olhava cada rua, cada casa, e cada arvore, como se quisesse gravá-las na memoria para sempre. Estava tão distraido, que não viu quando o homem sentado ao seu lado (ele tava no banco de trás) se aproximou mais com algo parecido com uma pistola. Levou um susto quando sentiu uma picada no pescoço. Olhou para o lado a tempo de ver o homem sorrir maldosamente, e então tudo ao redor escureceu.

CONTINUA .....

Agora, vamos lá:

Espero que estejam gostando. Não sei se está boa. Mandem comentários, ONEGAI! Ou entaum, peguem o meu ICQ (158740743)

Akemi Hidaka

março/03



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