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N/A: Se você soubesse... Acho que a maioria das pessoas ouvem isso. Falam isso também, inconscientemente. Aquela voz no fundo de sua alma já deve ter falado essa frase interrupta alguma vez. Realmente... Se voce soubesse disso, ou daquilo voce não teria feito outra coisa. Mas deixando isso de lado, desejo um Feliz Natal e Feliz 2005 á todos. Acho que fazer Shortfic foi uma experiência traumática, não vou querer estar repetindo isso não muito cedo. rs
Kisses .
Angelina Michelle
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..:: SE VOCÊ SOUBESSE ::..
"Capítulo IV"
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Duas figuras chegaram cortando o ar com um zunido perto do portão.
Gina bateu na porta.
- Parece que ainda não chegaram – disse apontando a varinha com um gesto indignado.
A Porta se abriu com alguns estalidos. Ela fez um gesto para Draco entrar.
Ele andou alguns passos lentamente ao atravessar a porta.
- Não acham ruim? – perguntou ele ao se deparar com a sala pouco iluminada.
Dessa vez Gina se apressara em abrir as janelas para deixar entrar a claridade do dia.
- Não. Luna quase não liga. Ela provavelmente te encontrará e te perguntará se sabe algo sobre a história das fadas mordentes roxas, espectros ou algo do gênero. Certas coisas nunca mudam – disse Gina encostando de leve numa das cadeiras e esticando a mão em direção para que ele se sentasse também – E seja como for é só algumas horas. Vou ter que ir ao Ministério de qualquer forma. Não estou confiando muito em lareiras.
- Tínhamos que visitar Micky Sampson hoje – respondeu Draco num tom de aviso – Era o próximo nome da lista.
- "Tínhamos". Com isso agora, parece que dificulta mais as coisas. Draco, por favor, me prometa que não vai sair daqui – disse ela com quase súplica repentina, chegando perto de repente.
O loiro a fitou.
- Eu seria capaz. Algumas transfigurações e ninguém me reconheceria.
- Não, espere. Só algumas horas. É melhor. Você sabe disso – ergueu ela urgentemente.
Draco parecia ter relutância em aceitar o fato.
- Vai...
- Você vai esperar?
- Está perdendo tempo...
- Sim e parece que agora tem uma refém!
- Mas vocês não sabem se era ele.
Não adiantava muita coisa, refletia Susana Bones.
Era incrível como estava preocupada com Gina. A notícia que Draco fugira com uma refém parecia se espalhar pelo Ministério.
A Maldita testemunha parecia não existir.
Não acreditava muito na inocência de Malfoy mas deixou estar.
"- Alô
- Alô.
- Gostaria de falar com Sr. Colin.
- É ele.
- Ah sim, aqui é Margot Bence, você poderia por gentileza anotar um recado para a Srta. Weasley, por favor?
- Com certeza! Um momento... Só vou pegar aqui alguma coisa para anotá-lo."
Colin se lembrava com perfeição do favor que Gina pedira naquela manha.
Realmente, era uma pena o telefone da Toca ter enguiçado.
"– Pode falar...
- Era só uma coisa que me lembrei sem querer, sabe, eu conversei com ela esta manhã e achei que isso poderia ser útil..."
Colin escutou e anotou tudo com o máximo de atenção.
Quando repôs o fone no gancho, despachou uma coruja.
Gina tinha além dessa preocupação, um todo cuidado para não dar de cara com o Harry.
Ele também trabalhava no Ministério, e se a encontrasse por ali, teria que falar o que fazia.
Após isso, na saleta fechadaforam quinze minutos de conversa interrompidos.
Ela conseguiu expor toda a situação.
- Não se preocupe, eu dou um jeito de revirar o jogo aqui.
- Mesmo?
- Sim. É bem mais fácil que a testemunha, te garanto. Parece que vocês dois tem o dom de encrencar-se.
- A idéia foi dele! – exclamou ela alvoroçada.
- Que seja. Deixe estar – respondeu Bones – Pesquisarei junto com Erick e ajudarei no que é possível.
Suspirou. Ficava um pouco sensibilizada também.
Tinha prometido tanto que não poderia fazer isso, mas teve que acabar cedendo.
- Você está sendo compreensiva demais.
Uma pessoa então bateu na porta. Pediu licença para pegar alguns pergaminhos.
Coincidentemente ele exclamava com veemência algumas coisas sobre o caso de "Malfoy ter escapado de uma trupe de Aurores".
Gina se levantou tão abruptamente e saiu pela porta tão rapidamente que ficaram sem ação.
Novamente ela tinha girado nos calcanhares.
- Tinham que ser uns desalmados... Ignorância até a alma...
Rezou baixinho e por Merlin para que Draco se encontrasse naquela sala.
E ele estava. Escrevendo, a pena riscando rápido o pergaminho.
- Acham que são muita coisa. Um cretino, sem cérebro no mínimo - Gina pela primeira vez do dia se sentiu realmente descontrolada, os punhos fechados, tremendo.
Draco parou o que fazia levantando o olhar para observá-la arrumar a sala, murmurando as palavras e guardando as coisas em lugares improváveis.
- Idiotas, infelizes...
Ele cruzou os braços.
- Burrice pouca é bobagem nesse caso...
- Continue – pediu Draco – estou gostando.
Ela olhou para ele subitamente. Só então percebera que já estava dentro da casa novamente.
- O que está fazendo? – atalhou ela se sentando perto dele, ansiosa por mudar de assunto.
- Algumas anotações...
Gina o encarou intrigada.
- Sabe, Draco, ás vezes você podia baixar essa defesa simultânea que você tem – disse ela com uma voz estranhamente anormal.
- Mesmo? Vou me lembrar disso... – repercutiu ele irônico.
Ela deu de ombros.
- Realmente, não sei o que dizer. Não sei da onde você tira essa calma toda mesmo sabendo que poderá parar em Azkaban á qualquer hora – sua voz teve um ligeiro tremor.
Draco num gesto brusco pegou um pergaminho meio de lado.
- Leia isso.
Quando suas mãos pegou o pergaminho para esticá-lo e desceu seu olhar por todo o seu comprimento, a sua expressão parecia ter uma mudança voraz.
Encarou rubra de espanto um Draco com expressão amena.
- É uma chance!
- É. Só que nenhum de nós dois poderá interrogá-la.
A jovem pareceu murchar.
- Por que não?
- Estava lá no Pub – exclamou Draco veemente jogando o pergaminho de lado.
- É. Você acha que Margot poderia ter comentado algo? – Gina pareceu visivelmente aborrecida – Sim, bem possível. Vou tentar falar com Susana novamente. Ela e Erick poderiam fazer isso mais tranqüilamente.
Ela aprumara-se á frente enquanto se levantava rapidamente.
- Achei que você não confiava em lareiras – murmurou Draco com um sorrisinho.
- Tá, aquilo era uma desculpa para ir ao Ministério – exclamara a ruiva mal-humorada
- Satisfeito agora?
- Muito... – Draco se levantou subitamente para ir para o outro canto da sala.
As labaredas tinham chamas dançantes novamente.
- Aliás, qual é o nome dela mesmo?
Draco olhou para cima num esforço de lembrar o nome ao certo.
- Sarah Brewster – repetiu ele lentamente.
As casas, as árvores... Os dois passavam por tudo muito rapidamente sem lhes dar atenção.
- Erick, será que dá pra você calar a boca? Vai dar tudo certo.
- Ela pelo menos era muito amiga sua não é? Tenho que ter certeza que corro um risco para um ato nobre – declamou um moço esguio magricela com olhos fora de órbitas, a voz retraída.
- Bem... Eu mal falava com ela em Hogwarts sinceramente. Mas ela é irmã e amiga de muitos conhecidos meus da época – ressalvou ela ao ver a que a boca de Erick Hailey se crispara – E você tinha ver como esteve agoniada esses dias.
- Agoniada? Isso eu também sei ficar! – disse ele com indignação.
Atravessaram a rua rapidamente.
- Não é nessa, é no próximo quarteirão – falou ele solenemente – Sabe, só não entendo muito bem tudo isso...
- Como não? – perguntará Susana quase tropeçando na calçada. Um ar de compreensão se estabelecerá posteriormente ao ver o olhar indignado de Erick – Ah, sim. Às vezes esqueço que você não é do mesmo setor. Mas o que você não entende?
- Tudo – disse ele com ar simples – Pra que todo esse trabalho?
Falavam com ar entrecortado pois tinham apertado o passo.
- É muito simples. Quando se executa um crime mais especificamente num alto calão, um assassinato, temos que apurar diversos pontos. O motivo por exemplo. Eles tiveram um motivo. Era um grupo de Comensais, os por quês e os "Es" deixaremos para depois, mas tudo se resume basicamente pela vitima ser trouxa. O motivo no entanto de só houver uma morte, não apuramos ainda. Pareceu-nos estranho de qualquer forma...
Susana hesitou em continuar
- O.k. – disse Erick pensativo desviando de um pedestre - prossiga.
- Se temos o Motivo e temos o Local e mais do que, o Horário, podemos acreditar se alguém presenciou ou não o fato. Isso obviamente, pela parte deles, não era pra ocorrer de modo algum e por algum motivo isso acabou acontecendo. A vitima pareceu se alarmar e saiu em público, houve o alarde, gritos, e isso sobressaltou a vizinhança. Na correria alguns não se lembraram de colocar a máscara. Com bases das testemunhas podemos formatar alguns dos suspeitos. Dependendo se essa pessoa terá um álibi, ou seja, um local, um horário e pessoas que de fato possam confirmar sua presença nesse determinado local sem que seja o do crime, essa pessoa saíra ilesa.
- Malfoy não tem isso?
- Não. Acho que só o Cornish e talvez Grice. O Ministério ficou furioso com isso.
- Talvez tenha sido suborno.
- É... Poderia ser. Mas no caso de Cornish não é. Estava lá pela Hogsmeade, em um bar. E não só o barman pôde confirmar sua presença como também mais uma dúzia de gente. Não era um lugar muito lotado mas também não era o lugar mais deserto do mundo. Desde ás sete da noite ele esteve por lá e saiu quase pela madrugada. Está dentro do horário e uma pessoa não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. O ruim é que com base de testemunhas trouxas, algumas pessoas do Ministério somente arrecadou a informação e lançou um feitiço de memória. Já outras, eles não lançaram nada para apagar a lembrança pois para eles isso pareceu muito com uma morte comum.
- Essa tal de Sarah...
Pausa.
Viraram á esquerda.
- Foi entregar um trabalho atrasado de uma matéria trouxa, para Margot – disse Susana prontamente – Margot voltou pra casa, já ela... Ah, isso me lembrou algo! – completou ela animada – Trouxe isto para nos ajudar.
E com isso remexeu os bolsos inquieta de felicitação.
Entregou um quadrado preto, feito de algo parecido com couro. Havia uma espécie de insígnia.
- Ei! Meu tio tem isso! Eu já vi ele com um desses. – disse ele estupefato.
- Aliás, guarde segredo do que estamos fazendo.
- Como se eu fosse louco de falar?
- Ta, já vi que daqui não sai grande coisa... – reclamou Susana jogando para trás a cabeça, mal-humorada – O plano é o seguinte...
Sarah estava olhando pela janela da varanda a rua, flutuando longe em pensamentos.
Um barulho a sobressaltou. Ouviu um estrondoso ruído vindo de algum cômodo próximo.
- Rod e Lana, se vocês não pararem com isso eu... – seu tom até ali fora estridente, mas depois faltara ar para terminar o sermão em voz alta.
Era sempre assim. Agatha saía e quem tinha que dar conta dos dois irmãos era ela.
Então simultaneamente lembrando-se do que fazia, fechou a janela e voltou-se para a cozinha.
Percebeu os borbulhos dentro da água simultâneos para então desligar o fogo.
Já tinha fervido demais...
Quando se preparava para chamar os dois, ouviu um toque de campainha.
Sua cara fez uma leve ruga, sabia que Agatha não voltaria em casa tão cedo.
Voltou á janela e olhou em direção da porta com leve ar de indagação.
Um casal estava parado ali, ambos vestidos de preto.
Caminhou com passos de gato em direção da porta e abriu-a cautelosamente.
Uma jovem esticou um quadrado com uma insígnia do lado.
Sarah engoliu em seco.
- A que devo a visita?
- Gostaria de trocar algumas palavrinhas com a Sra. Brewster.
Ele deu uma atenção maior aos dois visitantes notando ali e aqui alguns detalhes.
Os dois usavam capas pretas, o tom de voz utilizado por aquela moça parecia com qualquer coisa flexível e seus olhos castanhos brilhavam demais. Não via o rosto do segundo visitante por que estava de costas olhando qualquer coisa na rua mas via sua mãos chocalhando e tremulando entre o bolso e o ar... O bolso... O ar...
- Agatha está fora. Ela é que maior de idade.
- Você é a Sarah?
Ela fez um gesto significativo. O olhar de uma pessoa do mundo para outra do mundo.
- Poderia entrar para fazer algumas perguntas? – perguntara Susana com ar esperançoso.
O primeiro pensamento que lhe passou foi "O que será que policiais querem aqui?" para ser substituído pela seguinte resposta de "É claro que foi sobre a morte daquela vizinha do quarteirão próximo".
O que de fato não foi suficiente pois abrira a porta com ar desconfiado.
- Entrem.
E antes de entrarem ela notou muito disfarçadamente que as roupas deles tinham qualquer coisa de anormal.
Gina e Draco estavam ali sentados em frente à lareira fazia um tempo
Num súbito ela se levantou.
- Será que ela já falou? Está demorando.
- Você fez essa mesma pergunta alguns segundos atrás – dissera Draco sobriamente.
- Não percebi – replicou Gina sinceramente ao desabar na poltrona novamente.
Olhou para o dia nublado lá fora e novamente para Draco.
Não se perturbara nem um pouco com a notícia que a testemunha trouxera. Pensava nos tempos, nos motivos de fazê-la arrancar-se de casa rapidamente ao saber de notícias dele.
Achava com um pouco de perturbação que talvez nunca veria Draco novamente.
E agora?
Só a dúvida, pairando no ar feito incenso de camomila.
Imaginou ele ameaçando trouxas... Seria possível?
Estremeceu perante as possibilidades.
Como se achasse que alguém a observava, encarara Draco.
Mas ele não estava prestando atenção á isso. Parecia também ter seus pensamentos distantes, a mão agarrada à poltrona com força como se relutasse contra algo.
Gina pareceu alarmada.
- Draco?
Silêncio. Continuava com os olhos sobre o fogo.
- Dra...
- Sim? – disse ele se virando como se nada tivesse ocorrido.
- No que está pensando?
- Precisam por mais fogo na lareira – repercutiu ele distraído enquanto alisava o cabelo platinado de uma forma desorganizada.
- Você mentia melhor em Hogwarts... – disse Gina tentando refrear a ansiedade um pouco.
Quando Draco parecia que ia respondê-la ouve-se um trinco e uma porta se abrindo.
Ele lança um olhar de esguelha a ela.
- Deixa comigo – murmurou ela baixinho indo em direção da porta.
Um senhor grisalho entrou sala adentro, tirando o chapéu e o sobretudo.
- Ora, ora, temos visita hoje? – ele tinha um sorriso um pouco amarelado – Luninha já chegou Gina?
- Não – exclamou Gina intrigada, ajudando a pendurar o sobretudo – ela saiu na hora do almoço, um pouco antes, eu acho.
- Arre, que frio! – disse esfregando as mãos – acho que daqui a pouco já estará por aí, não? – terminou despreocupadamente indo em direção da lareira estirando as mãos para a frente e logo depois cumprimentou "um visitante pálido" com um aperto de mão.
Voltou-se então para a cozinha.
- Vou fazer um chá, vocês querem? – Gina coçou a cabeça um pouco atrapalhada.
- Ah sim – ouviu-se uma voz abafada vindo da cozinha – Não se importam se eu tiver que mexer um pouco com as papeladas do Pasquim aqui no escritório? Realmente são coisas urgentes...
- Não se preocupe – acrescentou a ruiva sorridente.
Gina se afastou para a cozinha, o que não era lá tão longe da sala pois após a porta do escritório se bater ouviu uma pessoa falar.
- Você aprendeu a mentir comigo... – respondeu Draco maliciosamente.
- Não sabia que ainda estavam fazendo investigações sobre isso – acrescentou a garota um pouco intrigada e apontou o sofá com um gesto encabulado para se sentarem.
A sala tinha qualquer coisa de hospitaleira, alguns porta-retratos, cores alegres, e alguns florais.
- Bem, eu tinha que entregar um trabalho aquele dia. Não pude entregar na escola e então pedi pra entregar fora do horário. Moramos perto mesmo – ela sentou-se como um gesto de pouco caso.
- Você viu pessoas naquela noite enquanto voltava para casa? Era um pouco tarde para se entregar um trabalho.
Erick olhou admirado para Susana que tinha realmente um ar... Hun... Como se fala? "Que sabe das coisas".
- Ela dá aula à noite – retrucou ela simplesmente – sabia que voltava tarde. Agatha estuda a noite. Ela é que devia ter passado por meu intermédio, mas acabei me esquecendo de entregar á ela. Quando ela voltou, eu corri um pouco e a encontrei perto de casa.
Susana fez um sinal mudo de consentimento
Teria que ganhar um pouco de tempo... Olhou para Erick refletidamente e ele parecia compreender.
- Falei algo errado? – perguntou Sarah puxando a gola da camiseta inconscientemente.
- Não, tudo bem. Vamos ver por outro ponto ...
"O jeito vai ser enrolar um pouco".
Alguns segundos depois Gina voltou da Cozinha com uma expressão apreensiva.
Draco que estivera perto da passagem da Sala-Cozinha, observava os seus movimentos.
- Sabe, acho que podíamos ter feito isso sim. Quero dizer, tudo bem que eles estavam no Pub, mas isso não quer dizer precisamente que eles tenham notado.
- Ia atrapalhar se tivéssemos que assumir algum personagem. Teríamos que ter um pretexto.
Ela caminhou para a sala novamente.
- Droga, eu tenho que parar de pensar um pouco nisso... – sentou e mumurou baixinho para si com o rosto apoiado em cima das mãos.
Draco assumiu um semblante preocupado por alguns instantes. Semblante que Gina não reparara de imediato.
Ouviu seus passos abafados e seus pés de sapatos pretos pararam perto de sua cadeira.
Ele abaixou-se perto do braço da poltrona e pegou a mão de Gina delicadamente entre as suas.
- Se ocorrer algo, você vai para casa, certo?
Ela o encarou sobressaltada, qualquer coisa em seu tom de voz parecia ter a alertado.
- Como assim? – repetiu ela baixinho, se precipitando um pouco á frente.
Parecia que tinha coisas não se encaixando ali. Draco tinha um tom grave na voz que demonstrou seriedade. Sentia os dedos dele entrelaçados entre os dela.
- A casa de seus pais. Você volta pra lá – repetiu ele desanuviando um pouco á expressão.
- Não vai ocorrer nada – repetiu ela incerta.
Ele se levantou postando-se ao lado da lareira.
Gina observou-o contrair em seus movimentos.
- Não se preocupe com aquela casa onde a Bones está agora – disse ele inesperadamente com os braços cruzados.
- Engraçado. Agora estou preocupada também com Luna. Ela foi resolver algumas coisa referentes ao Pasquim em Hogsmeade e até agora não voltou...
Ficaram um tempo em silêncio.
- Draco, como você sabe que é uma casa?
- Eu sei? – perguntou ele com ar inocente.
- Sabe! Acabou de falar – disse Gina cruzando os braços também, rindo e um pouco nervosa ao mesmo tempo.
Um novo tempo de silêncio. Ela ergueu as sobrancelhas, parecendo intrigada derrepente.
- Você saiu não é?
- Depende do ponto de vista – disse Draco solenemente tendo um toque divertido atrás da voz.
Gina o encarou espantada enquanto chegou perto de uma almofada próxima...
Estava falando já há algum tempo quando ouviu um barulho, alguma coisa caindo no chão com um baque surdo.
Sarah interrompeu sua narrativa.
- Um momento. Vou ter que ver o que esses dois pestinhas estão fazendo.
Ela se retirou rapidamente para aposento á dentro enquanto Susana e Erick trocaram olhares nervosos.
- Eu sabia! – disse em tom baixo – como vamos fazer ela beber isso? – terminou ele agitado por balançar o frasquinho de liquido transparente em sua mão.
- Acho que agora é a hora meu caro Erick! – disse ela com visível triunfo enquanto se levantava e postara-se perto da portela cor vinho.
- O que você vai fazer? –murmurara ele baixo.
- Fique ai – ela tirou a varinha do bolso e fez sinal de espera.
Erick se remexeu inquieto. Ouviu os gritos de Sarah e o andar de passos pesados, voltando.
- Tem certeza? – disse ele suplicante.
- Shh, cale a boca, por Merlin!
Sarah voltava e deparou com o jovem sentado no sofá, as mãos agarradas no chapéu.
- Me desculpe por isso, mas... – notara um pouco tarde a falta da jovem moça, ouviu um murmúrio de vozes estranhas e suas pernas caíram sobre as suas dobras.
Erick se levantou rapidamente e na pressa deixou o chapéu cair no chão, para somente acudir Sarah em seus braços antes que alcançasse o baque final...
- Podia... – ela balbuciou as palavras – Podia... – Ela então não terminou a frase mas tacou a almofada na direção de Draco.
Ele a aparou no ar e deixou o braço estendido caso viesse outra (Com certeza viria outra).
- Você já pensou que você já está fazendo algo ilegal? Se eu corro risco, você também está correndo agora.
Gina que estivera procurando argumentos numa fala precipitada durante todos aqueles últimos minutos, ficará quieta deixando a respiração arfante para depois.
Ele abaixou-se para colocar as almofadas em seu devido lugar, o cabelo loiro platinado pairando um pouco no ar ao levantar-se.
- Eu já tinha pensado nisso. Só achei que fosse um pouco arriscado. – as suas unhas com base leve pressionou a base da poltrona com força antes de levantar-se.
Gina aproximou-se para colocar a última almofada no lugar. No entanto ele a segurava fortemente a impedindo de pegá-la com as duas mãos e ela levantou o olhar para ele, intrigada.
- Que... – viu Draco encará-la com o olhar cinzento, um brilho anormal. Ela estancou.
Ele colocou as duas mãos sobre as dela deixando a almofada cair. Nenhum dos dois fez sinal para pegá-la do chão.
- Essa semana tem sido um inferno, não? – perguntará ele com um toque irônico, o rosto desanuviado.
Ela observou intrigada há poucos centímetros de Draco.
- Bem, a mais agitada, eu te garanto que foi – respondeu ela com sinceridade – Não vamos mais falar sobre isso... – pediu ela, Draco consentiu.
- Quer tentar me acertar de novo então? – perguntou ele divertido, fazendo pouco caso.
- Pois saiba Sr. Malfoy que se eu não consegui aquela hora, era por que estava muito nervosa e distraída – replicou ela fingindo-se visivelmente aborrecida.
- E agora também? – Repercutira um pouco sardônico.
Gina percebendo o que queria dizer tentou soltar-se para bater forte em seu robe, ria um pouco enquanto fez o movimento, sua mão escapara e para essa ele agiu depressa.
Ele abaixara as mãos dela unindo-as com as suas á frente, com tamanha agilidade que quem visse acharia que Draco era praticante desse esporte.
Não queria machucar seus pulsos, embora segurasse com um pouco de força, pensou nas poucas maneiras para que ela parasse.
Com suas mãos sobre as dela ele adiantara-se á frente puxando-a também para assim unir seus lábios. Gina no entanto pareceu resistir, queria ainda fazer suas últimas tentativas.
"Ela vai ter que ceder" pensará Draco divertido, pestanejando em encostar os lábios no de Gina, enquanto esperava uma resposta efetiva dela.
Percebeu sua imobilização segundos mais tarde e a aproximação do Draco que lhe parecia mais agradável ... O hálito quente e um segundo toque estridente... Seus pulsos afrouxaram e ela correspondeu o beijo.
Um beijo íntimo ou estranho no mínimo.
Por que era esquisito pelo menos beijar alguém segurando os pulsos do modo que faziam.
A medida que ela cedia, lentamente ele soltava seus polegares de leve, ainda assim enquanto a beijava. Gina tinha os braços em torno da região do pescoço de Draco quando quase desequilibrara ao pisar na almofada, perto de seus pés.
Draco fora rápido e a puxou pela cintura.
- Quase... – murmurou ele ao seu ouvido sentindo o cheiro de seus cabelos, á poucos
centímetros de distância entre seus rostos.
Ela teve uma nota de surpresa estampada no rosto por alguns segundos.
Encararam-se por pouco tempo até a cortina esvoaçar e por ela entrar uma coruja rajada, soltando um pergaminho em cima da mesinha ao centro da sala.
A corujinha pousou no espaldar da janela aberta. Tinha esticado suas penas e coçou uma delas muito pacientemente, os observando com olhar mordaz.
Os dois que tinham se virado pra esquerda para ver o motivo do pequeno barulho, encararam-se novamente, Gina parecendo um pouco intrigada.
Não tinham se movido mais que isso, então os dois pareceram falar.
- Acho que...
- ... É, um pergaminho – completou ela.
Sentia as leves mechas de Draco caídas à frente, perto de sua face. Ainda não tinha tirado seus braços que seguravam um pouco da nuca dele.
- Os Malfoys tem mania de interromper brigas desse jeito? – perguntara ela sentindo a apreensão se esvair. Olhar nos olhos de Draco a fazia se sentir um pouquinho mais forte se fosse possível dizer.
- Malfoy? É melhor não reclamar disso – respondeu ele ao pé do ouvido de Gina.
- Por que não? – perguntará ela confusa.
- Por que irá faltar argumentos quando você for uma Malfoy também, se é que me entende...
Ela o encarou surpresa.
A sala estava uma baderna, mas isso não era de grande interesse deles naquele momento.
- Não vai poder fazer isso toda vez que nós brigarmos – respondeu ela com um pouco de incredulidade estampada no rosto.
- Por que não? – perguntara Draco a imitando enquanto terminara por dar um beijo suave.
Interrompeu-se para depois murmurarem.
- Bem, acho que são notícias – disse ela hesitante, sem se mexer.
- É. São notícias - disse ele com um sorrisinho ao passar um dedo pelo pescoço dela.
- Normalmente quando você recebe cartas, você as responde imediatamente? – perguntou ela com um leve tom curioso.
Ele fingiu-se pensativo ao olhar o tapete desgastado.
- Nem sempre. Quando eram suas é que fazia uma exceção.
Gina sorriu. Um sorriso bonito, que ele achou valer á pena.
- Podemos ler o conteúdo. Aí talvez nós teríamos que fugir com uma sacola dentro de uma hora para Guatemala – disse ela rindo, um pouco espantada por sua ousadia.
- Ei, temos algo pra terminar antes... – disse ele desdenhoso como se tivesse protestando e assim a puxou para mais perto dele sem dar tempo de ela responder.
Antes de beijá-lo, Gina se lembrou de chutar a almofada para longe...
Olá Gina.
Aqui quem vos escreve é Susana. Falei para o imprestável do Erick fazer isso por mim enquanto fazia um relatório para o Ministério, mas ele não quis.
Isso sinceramente, me deu nos nervos.
Pois bem: Acho que para você isso é boas novas.
Sarah saiu em torno das 23:00 da alameda-esquina que fica perto da casa de Margot (Não estou me lembrando do nome da rua agora, vou checar aqui, tenho quase certeza) e ela viu quatro pessoas correndo.
O Ministério já tinha identificado mais ou menos, aliás, o Erick sempre falou que era "Mais pra menos", deixando isso de lado, eles tinham identificando entre aspas duas pessoas.
Não sei. Às vezes acho que o imprestável não é o Erick e sim esse pessoal do Ministério.
Havia duas mulheres e quatro homens no esquema.
Na correria as máscaras foram deixadas de lado. O Promotor estava acusando Malfoy por causa da estatura e o modo dele. Convenhamos que alguns, por parte de outro, também tinha implicância. Esse povo é todo atrapalhado ainda por cima.
Nem transfiguraram o rosto, nem nada.
Deixemos isso pra lá. Em todo o caso agradeça as mechas loiras de Draco Malfoy, certo?
Não havia nenhum loiro no grupo.
Acho que preferia ter meu pescoço cortado, por que sinceramente, jurei com todas as forças que Malfoy estaria nessa. Ta, acho que você acertou: Ele ficou inocente pois não estava por lá.
Antes de terminar esse pergaminho, gostaria de pedir um favor, na verdade, dois deles!
Antes de você vir, Malfoy pegou uma lista com as pessoas envolvidas com nosso departamento. Poderiam reenviar?
O segundo é que pode contar comigo quando você precisar, novamente, sei lá...
Acabei sendo promovida com essa história.
Atenciosamente
Susana Bones
Ps: O Nott rodou! O desgraçado do Nott rodou! Desculpe por essa alegria toda, mas aquele infeliz bem que merecia... Anos e anos sem pegá-lo!
Obs: O doido do Grice mandou uma sacolinha de galeões para cá, por que acharam alguém que pudesse comprovar sua inocência. O que raios eu faço?
- Malfoy? – repetiu ela incerta.
- É... – repetiu Draco com ela entre seus braços.
Começara a rir entre alguns segundos.
- Que foi? – perguntou ele coçando o queixo.
- Rony vai ter um treco...