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N/A: Acredite se quiser! Eu atualizei! Hohohohohoho! Bom, quero agradecer a TODOS que me incentivaram a continuar e a TODOS que estavam esperando esse capítulo! Sei que não são muitos, mas este é pra vocês! hahaha... e eu nunca desisti de escrever essa fic, viu? Esperança é a última que morre, até para uma autora! Até a proxima!
Capítulo Cinco: O Quinto Mês – Despedidas
O último mês no mundo dos humanos, que Aya tanto queria conhecer melhor e passar um tempo, foi uma fase de transição do começo da gravidez para o fim dela, tanto que foi nesse mês, o quinto, que ela já estava começando a sentir o baque da gravidez e a influência em sua saúde.
- Você não deveria se esforçar tanto... – Yukina comentava ao ouvir a falta de ar de Aya.
- Pensei que ainda fosse conseguir fazer uns exercícios básicos – Aya comentou, já sentando em uma cadeira.
- Talvez treinamento de luta não seja um bom exercício básico – Yukina falou novamente em tom de reprovação.
Aya riu.
- Já entendi... – ela sentou-se perto da janela.
- Por que não volta ao Makai?
Yukina se surpreendeu com a pergunta.
- Não sei, mesmo sabendo que meu irmão vive lá, só de saber que ele está bem... já basta para mim, por isso fico aqui no mundo dos humanos.
- É um lugar diferente, mas não me parece muito diferente do Makai.
- Haha... é verdade.
Aya sorriu para a janela.
- Logo estarei voltando para o Makai, Yukina. Para nunca voltar...
O tom quase sussurando afetou Yukina.
- Acho... que... ele gostaria deste tempo com você, e só com você. – ela disse, se aproximando de Aya.
- Será que fui muito egoísta? Ele nem queria filhos...
- Ele nunca teria feito algo que não quisesse – Yukina disse, num tom reconfortante.
- Estranho você conhecer tanto ele sem que vocês se vejam...
- Somos irmãos – ela sorriu – temos uma ligação... igual a que esses dois aí vão ter – ela apontou a barriga de Aya.
Yukina se aproximou mais sussurou no ouvido dela.
- E acho que é um forte motivo para ele ter concordado, quer que o filho proteja a irmãzinha.
- Você me chamou? – ela se aproximou de onde estava Mukuro.
As duas estavam num precipício, olhando a extensão do Makai, uma visão igualmente bonita e depressiva.
- Como foi o treinamento no mundo dos Humanos? – Mukuro perguntou sem tirar os olhos do Makai.
- Eu progredi.
- E Hiei?
- Eu tenho medo dele – Aya confessou, mas ainda mostrava uma expressão fria – toda vez que eu o vejo ou o sinto por perto, meu coração se aperta e tenho uma sensação agonizante.
- Isso não é medo, Aya.
Aya a encarou, do que Mukuro estava se referindo ela não sabia. Não foi preciso nem perguntar e esta respondeu sua dúvida.
- Você se apaixonou por ele – Mukuro a encarou de volta, com um certo sorriso estampado.
A mulher do Gelo ficou calada, estava levemente surpresa, mas ao mesmo tempo não estava. Subconscientemente, ela pensou nessa possibilidade.
- Se eu não tivesse o passado que tive, eu teria me apaixonado por ele também – Mukuro confessou, enquanto passava do lado de Aya, entrando no castelo.
- O que é se apaixonar? – Aya lançou a pergunta ao vento.
A ronda de Hiei havia sido muito agitada naquele dia, o número de humanos subiu de repente e ele tivera que trabalhar em dobro. Enfim, o dia havia acabado e ele só queria dormir, mas no momento que havia pisado no quarto, já podia sentir a aura carregada que tinha.
- O que aconteceu? Quer brigar? – perguntou Hiei num tom tedioso.
- Me solte – Aya falou da janela.
- Haha... eu acho que você precisa um pouco mais que isso para me convencer – ele respondeu debochado.
- Eu já me cansei desse jogo – ela falou, se virando para ele.
'Ela está diferente', ele pensou, os olhos dela estavam mais frios que o normal, misturava um pouco de raiva.
- A verdade é que eu não te odeio – ela continuou a falar – meu ódio demonstrado no começo disso tudo, era apenas repentino.
- Por que não me odeia?
- Eu já reparei há um tempo que você carrega duas hiruisekis, uma exala sua energia maligna, então imagino que você foi uma criança bastarda. O fato de você ter duas jóias significa que tens uma irmã, só houve um caso de gêmeos nas Terras da Geleiras, você é filho de Hina.
- Então, o que houve? – Hiei demonstrava nenhuma surpresa com revelação.
- Eu queria ficar forte e quando isso ocorresse me livraria de você.
- Por que está desistindo, então?
- Por mais que fique forte, nunca alcançarei você. Estarei presa á você para sempre.
- É tão ruim assim? – Hiei perguntou irritado.
- Você me incomoda.
Hiei avançou, ele a jogou no chão e ela desviou o soco dele, o chão acabou sendo atingido e ferido com um buraco. Entretanto, ele estava em cima dela, o soco havia sido desviado de raspão por Aya.
- Não me irrite. Você é que me incomoda.
Aya começou a tremer, o medo que sempre sentia pelo seu caçador voltou novamente.
- Eu não consigo superar o medo que tenho de você. Sinto que a cada dia que passa, esse medo aumenta.
Hiei agora estava realmente incomodado, se levantou e disse:
- Hunf, isso não é medo – Hiei falou de costas para ela.
- Mukuro disse a mesma coisa – Aya se sentou e olhava para o lado, evitando olhar para ele – disse que eu estava apaixonada por você.
Os olhos de Hiei se arregalaram, mas ele continuou de costas para Aya, esta se sentou e continuou a falar.
- Mas eu ainda acho que é medo.
- Medo de que? – Hiei deixou a cabeça virada para o lado dela, Aya podia ver metade de seu rosto.
Mas ela não estava olhando para ele, apenas abaixou a cabeça e sussurrou:
- Medo de que eu lhe entregue a minha morte.
Um silêncio se instalou. Aya continuava a não olhar para ele e pela expressão de Hiei não poderia saber sobre o que pensava.
De repente, ela sente o perigo, mas mal vira para a direção de Hiei e este já a ataca. Ele a agarra e a joga na cama.
O beijo não parecia um beijo, era deseperador, um desespero sufocante. Mas Aya não estava preocupada se estava com falta de ar,seu medo tomara proporções gigantescas:
seu coração batia mais forte que nunca, suas mãos tremiam, seu corpo tremia e as sensações que as mãos, o corpo e a boca de Hiei lhe causavam, fazia seu medo crescer ao tal ponto que já não sabia se era medo. Até que...
Até que parou todos os movimentos. E os olhares finalmente se encontraram.
Hiei estava com um braço envolta da cintura dela, enquanto a outra mão estava com um aperto leve, mas firme no quadril dela. A respiração dele estava ofegante, Aya podia sentir, pois ele realmente estava muito perto de seu rosto e ele também podia sentir o dela, do mesmo modo ofegante. As unhas dela estavam cravadas no peito dele, como se estivesse pronta pra impedir o que ele estivesse prestes a fazer.
O medo não parecia diminuir mesmo com o cessar dos movimentos, fazia piorar. Aya já estava bem ciente do que estava acontecendo, do que estava prestes a acontecer. Hiei estava em cima dela, sua cintura estava fixada em seu braço e ela estava sem o seu kimono. Suas pernas tremiam, encostando uma vez ou outra nas laterais do quadril dele.
Vagarosamente, Hiei se aproximou mais do rosto dela e Aya não resistiu e afastou-se, virando o rosto pro lado. Ele não parou, apenas pressionou levemente os lábios no canto da boca dela e sussurrou:
- Aya...
Os olhos de Aya, que estavam firmemente fechados, se abriram e as unhas não estavam mais na carne, suas mãos mal enconstavam nele agora. Ele ainda a ignorava, apenas continuava a passar os lábios por sua pele, indo ao pescoço. E o coração dela se acalmou e por fim, ela sussurrou:
- Morrer assim, não seria tão ruim...
E Hiei simplesmente parou, seu braço que a envolvia fortemente a cintura dela se soltou. A cabeça dele se afogou na ligação entre o ombro e o pescoço dela e sussurrou:
- Vá.
Ele se jogou para o outro lado da cama e Aya partiu.
- Hiei, acho que vou sentir falta daqui.
- Você só ficou aqui por dois meses – Hiei disse, irritado.
Nos dois meses que ficara aqui tinha se arrependido todos os dias de ter concordado vir para o mundo dos humanos.
- De quem é essa casa bonita que você arranjou? – ela perguntou, tentando amenizar a irritação dele.
- Genkai, mestra de Yusuke.
- Oh, não foi no mesmo lugar que treinei da última vez? Está bem diferente...
- Achei melhor que fosse nossa última parada, além do que tem uma passagem para o Makai daqui.
- Hum, vejamos... acho que nos hospedamos em todas as casas dos seus amigos.
- Kuwabara não é meu amigo.
- Mas sua irmã vive lá.
Hiei ficou quieto.
- Aliás, você deu sua hiruiseki para ela?
Ele detestava esses momentos, em que nada parecia natural e Aya parecia mais forte que ele, como se ela soubesse de todos os pensamentos que passavam na sua cabeça.
Notando o desconforto dele, ela resolvou parar e mudar de assunto.
- Você não sente ciúmes do Kuwabara? Tão perto de Yukina e tão apaixonado!
- Ele é um idiota.
Aya riu. Tão típico dele e tão fácil de distrair.
- Por que não gosta daqui?
- O cheiro de humanos incomoda, você que se adapta muito fácil...E você não deveria aprender coisas com Yusuke e os outros!
Hiei emendou, se referindo aos outros encontros que defitivamente o convenceram que Aya nunca deveria tê-los conhecido.
- Tem certeza? Acho que você aprendeu muita coisa com ele... – ela se aproximou dele, marota.
- C-como assim?
- Tenho a impressão que você já teria me abandonado se não fosse pelo Yusuke. Você se simpatiza com ele.
Hiei não comentou nada, nunca tinha parado para pensar nisso, mas seu olhar se amenizou. Pois, sabia que era verdade.
- Mukuro-san comentou comigo... que ela sente inveja de Yusuke e entendo por quê.
- Vocês são amigos – ela disse, sem esperar que ele comentasse algo.
- Hunf, não é como se eu quisesse... – ele comentou, não querendo admitir.
- Você mente, eu sei que quer – ela sorriu.
Provavelmente, pelo fato de Hiei estar tão irritado no mundo dos humanos que nem notou o quanto Aya sorria ultimamente.
- Você tem sorrido mais... – ele comentou, olhando para o sorriso dela.
Eles estavam perto, intimamente perto.
- Você acha? – ela sorria mais – acho que vem naturalmente. Nào é bom?
- Não, é só que... – Hiei parou de falar.
Ele colocou as duas mãos na nuca dela e a beijou.
FLASH
Hiei quase que atacou a fonte de luz, mas logo percebeu que era os idiotas dos seus 'supostos' amigos.
- O que é isso? – ele falou irritado.
'Será que eles viram?' ele pensou.
- Uma foto, de lembrança – disse Kurama, sorrindo.
Yusuke e Kuwabara estavam rindo no fundo.
- Pra que dia- Hiei foi cortado por Kurama que apontava para trás de Hiei.
- Yoshi! – Aya fez V com as mãos.
- Você planejou isso? – Hiei perguntou, posesso.
- Achei que fosse bom nós termos uma foto juntos e-
- Mas não desse jeito! – ele berrou, mas virou para Kurama – me dê a foto!
Sem perceber, uma festa de despedida estava sendo realizada enquanto Hiei caçava a tal foto com Kurama.
o
- Como você sabia? – ele falou, conformado, enquanto Aya olhava a foto tirada durante a festa.
- Eu não sabia... só tinha combinado com todos de tirar uma foto sua, mas você resolveu... – ela riu.
Hiei queria chutar ela para fora da cama.
Aya se sentou imediatamente e deu um olhar reprimindo-o.
- Você não vai queimar a foto – ela escondeu a foto atrás dela.
A festa já tinha acabado há um tempo e os dois já estavam na cama para dormir.
- E você acha que escondendo aí atrás vai me impedir? – ele a zombou.
Ela deu os ombros e sorriu.
- Você saiu melhor que a encomenda, pensei que você só ia fazer uma carinha bonitinha de assustado, mas fez melhor! – ela pulou da cama.
- Você me paga! – ele saiu atrás dela, pé da vida.
A casa teve alguns estragos provocados pela raiva de Hiei, mas um quarto sempre se manteve intacto, o que guardava as fotos do grupo. E tinha recentemente adquirido a foto do casal que se casou primeiro.