|
Author of 22 Stories |
A dor de um amor
By Palas Lis
Sinopse - Saori mudou-se para Tóquio para estudar, mas as coisas ficam difíceis quando se apaixona por Seiya e nem todos estão de acordo com esse amor.
Capítulo 1
Na capital do Japão, Tóquio, estava uma fria manhã de outono. As folhas das árvores começavam a cair com rapidez junto com alguns flocos pequenos de neve. Saindo de sua casa assim que o dia nasceu, uma bela mulher caminhou de mãos dadas com uma linda garotinha de cabelos castanhos que mal chegavam à altura dos ombros e brilhantes olhos escuros. A mulher esboçou um meio sorriso nos lábios passeando pelo jardim de sua casa calmamente, sentindo a brisa gélida no rosto e apreciando o dia agradável. Finalmente após alguns anos tumultuados em sua vida, tudo parecia estar melhorando. Apertou levemente a mão da criança que estava ao seu lado e virou para ela sorrindo.
- Quer vir no colo da mamãe, Aiko? – perguntou parando de andar e fitando a beleza da menina. Ela apenas acenou que ‘não’ com a cabeça – Só porque você já tem cinco aninhos, não quer dizer que você não é mais meu bebê – a mulher disse agachando frente à menina, ficando da sua altura.
- Ah! – Aiko corou e sorriu para a mãe. – Não preciso mais de colo.
- Tudo bem, Aiko – ela sorriu para a pequena dando um beijo estalado em sua bochecha. – Mas você ainda é meu bebê.
- Você vai me levar para a escola? – Aiko desconversou sem graça.
- Vou sim.
- Posso sentar no banco da frente? – Aiko largou da mão de sua mãe e parou a sua frente, com um imenso sorriso.
- Hum...
- Por favor, mamãe! – ela pediu, juntando as mãos em um tom suplicante.
- Acho que não tem problema – sorriu por fim – Sua escola não fica muito longe.
- Obrigada mamãe – ela disse abraçando as pernas da mãe.
Andaram até o carro e a garotinha entrou no banco da frente, puxando o cinto de segurança para colocá-lo. Sua mãe deu a volta para entrar no automóvel, abriu a porta do carro e, antes de entrar, observou a filha. Ela lhe trazia tantas lembranças dolorosas do pai dela, principalmente quando olhava para seus idênticos olhos castanhos vibrantes. Era incrível a semelhança dela com o pai. A mulher balançou a cabeça a fim de parar com aqueles pensamentos que só traziam tristeza. Entrou, puxou o cinto de segurança, ligou o veículo e olhou para a filha.
- Como hoje tenho folga no serviço, vou te busca na escola.
- Você me compra um presente?
- Se você se comportar, quem sabe.
Ficaram em silêncio quando o carro começou a andar. Aiko brincava com o celular de sua mãe e a olhava trocista, esperando ela falar alguma coisa. Como ela não disse nada, a menina deixou o celular na bolsa da mãe e começou a admirar a fina camada de neve que cobria o chão. Pela janela, viu um casal parado frente a uma casa de mãos dadas com uma menina que devia ter a mesma idade que ela. Pousou a mão no vidro, para logo depois abaixar o rosto. Aiko sentiu o coração apertado ao ver a cena e seus olhos encheram-se de lágrimas.
- O que foi, Aiko? – sua mãe perguntou. A menina nada respondeu e ela olhou pela janela, onde viu o casal com a criança e percebeu o que deixou sua filha triste – Aiko...
- Por que eu não tenho um papai?
A mulher engoliu em seco. Por que ela tinha que tocar naquele assunto? Estava tentando ao máximo esquecer tudo o que acontecera no passado e ela tinha que perguntar logo sobre o pai. Contudo, Aiko estava crescendo e precisava saber da verdade, mesmo que fosse muito dolorosa.
- Você teve um papai, Aiko.
- Verdade? – ela levantou o rosto para a mãe, com os olhos vibrantes e um imenso sorriso.
- Claro que sim, querida – apesar do doloroso passado, ela ficou feliz pela reação alegre da filha, ela precisava saber da existência de seu pai.
- Me fale sobre ele, mamãe.
- O que quer saber?
- Tudo!! – a mulher apenas riu com a espontaneidade da criança, não esperava que ela fosse reagir assim.
- Mas me diga por onde quer que eu comece.
- Como ele se chama? – ela perguntou, empolgada com a descoberta de que tinha um pai.
- Seiya Ogawara – ela respondeu docemente, olhando para algo indefinido ao lembrar-se dele.
- Que nome lindo, mamãe!
- Também acho, Aiko. Seiya significa ‘flecha estelar’ – após uma pausa, ela suspirou – Seu nome foi seu pai que escolheu – ela disse para a filha com um sorriso – Ele costumava dizer que você era nosso pequeno amor, por isso escolheu Aiko.
A criança Aiko alargou o sorriso com o relato de sua mãe, feliz em saber que tinha sido o pai quem escolhera seu nome.
- Papai é bonito?
- Ele era o homem mais lindo que eu conheci, por isso me apaixonei por ele. Os olhos de Seiya eram tão joviais e brilhantes.
- E eu sou parecida com ele?
- Você tem os olhos idênticos aos de seu pai e também a cor dos cabelos.
- E como vocês se conheceram?
- Isso é uma longa história, Aiko. Quer mesmo que eu conte? – a mulher levantou uma sobrancelha, olhou rápido para a menina e voltou a prestar atenção no trânsito.
- Quero ouvir tudinho!
- Está preparada?
- Sim! – Aiko disse, muito animada.
- Tudo começou...
§§§ Sete anos atrás §§§
- Estou atrasada!
Uma linda jovem com seus 18 anos, de olhos verdes e cabelos longos, corria de um lado para o outro em um pequeno apartamento para onde havia se mudado a pouco de Kyoto. Acabou por tropeçar em uma de suas bagunças que ainda estavam no chão.
- Ai, ai, ai – alisou o quadril ao cair sentada, com os olhos cerrados. – Quando chegar vou dar uma arrumada nessa bagunça – voltou a olhar para o relógio que estava na estante e levantou rápido.
- Estou atrasada! – correu ao quarto e abriu o guarda-roupa, tendo de desviar-se de um amontoado de caixas que caiu quase em sua cabeça. Pegou um vestido, colocando-o o mais rápido que podia. – Por que eu tinha que voltar a dormir?
Saiu do quarto colocando a sandália e foi ao banheiro dar uma olhada de relance no cabelo que precisou ser penteado de novo. Foi para a sala e pegou os livros que estavam no sofá, então saiu do apartamento, ligeira, trancando a porta. Apertou o botão do elevador e bufou ao ver que tinha um papel escrito ‘quebrado’.Abriu a porta que dava para a escada e desceu correndo, deixando por vezes alguns livros caírem no chão.
- Por que eu tinha que morar logo no décimo andar? – parou para descansar ao chegar ao térreo, apoiando-se na parede e tomando ar para continuar seu caminho. Passou pela portaria e andou para o ponto onde pegaria o ônibus para ir a faculdade. Estava atrasada logo no seu primeiro dia de aula. Acelerou mais o passo ao perceber que iria perder o ônibus. Ainda não tinha se acostumado com a nova cidade em que vivia. Kyoto era tão calma comparada a Tóquio.
- Droga! Vou perder o ônibus! – ela disse, praticamente correndo para pegar o transporte, acenando para o motorista parar a condução.
Assim que alcançou o ônibus, entrou, sentou-se e deu um longo suspiro de alivio. Era melhor chegar atrasada do que nem chegar. Aproveitou para continuar a ler o romance que estava tão interessante, abrindo-o na página que havia parado. Após minutos dentro do ônibus finalmente havia chegado à rua da universidade.
- O ônibus tinha que parar tão longe? – reclamou ao ver que o prédio da faculdade ficava no fim da rua. Apressou-se para não perder a aula. – Nossa! – exclamou surpresa, andando mais devagar até parar frente ao portão central da faculdade. – Como é bonito!
Ela ficou maravilhada com o tamanho do prédio a sua frente. Piscou duas vezes admirando o lugar até se lembrar que podia entrar e que era sua nova escola. Olhando para os lados, sem deixar escapar nenhum detalhe de seus olhos curiosos, ela caminhou. Ficou nervosa quando viu a movimentação de estudantes que cruzavam a entrada, apertou nas mãos o livro e alguns papéis que trouxe tentando se manter acalma.
- Por favor, você poderia... – ela chamou uma mulher que estava passando, mas parou de falar quando esta a ignorou. Procurou mais algumas pessoas para pedir informações, tudo em vão, ninguém sequer notava sua presença. Sentou-se num banco que tinha no imenso corredor onde se encontrava e abaixou a cabeça, sentindo os olhos marejados de lágrimas.
– Por que todos têm que ser tão... Tão... Esnobes? – perguntou para si num sussurro, limpando as lágrimas que escorriam por seu rosto com a costa da mão. Sentiu vontade de sair dali e correr para casa, fugindo de tudo e todos, voltar para Kyoto e nunca mais sair de lá. Viu quando todos os alunos já iam para suas classes. Começou a chorar, apertando as mãos no colo, vendo uma lágrima cair sobre elas.
- Algum problema? – estava prestes a ir embora quando ouviu alguém falar ao seu lado. – Por que está chorando? – ela levantou o rosto e encarou lindos olhos castanhos, mas que pareciam preocupados no momento. – Você está bem? – ele tornou a perguntar não ouvindo nenhuma resposta da jovem.
- Eu... – ela respirou fundou tentando não chorar na frente dele. – Eu não acho a reitoria daqui e ninguém quis me dar uma informação – ela disse com voz chorosa. – Todos já estão em suas salas e eu ainda nem sei onde fica a minha.
- Não precisa chorar – ele disse com um belo sorriso. – Se quiser eu posso te ajudar.
- Claro que eu quero! – ela exclamou feliz, mas corou quando ele deu um sorriso pela alegria dela. – Digo... Se não for incômodo.
- Não será – ele disse, levantando. – Podemos ir?
- Sim. – Ela limpou os olhos ainda molhados de lágrimas e se levantou sorrindo.
- Você é novata aqui, não? – ele perguntou.
- Sim, hoje é meu primeiro dia de aula – ela disse sorrindo, olhando para os belos quadros que havia na parede, tudo era novidade para ela, tudo lhe chamava a atenção.
- Também sou novato aqui, mas eu já conhecia o prédio, então não me perdi.
Ambos começaram a andar pelo corredor que parecia não ter mais fim. Ela andava com um amplo sorriso nos lábios, olhando em diversas direções, saciando sua curiosidade em descobrir tudo que podia sobre a universidade. Ele andava com as mãos nos bolsos e sorria, olhando para a jovem pelo canto dos olhos, nunca tinha visto alguém ficar tão admirada com aquele lugar que era tão comum para ele.
- Ah! – ela exclamou após alguns minutos de silêncio. – O senhor fui tão gentil comigo e eu nem perguntei seu nome, me desculpe...
- Meu nome é Seiya Ogawara – ele sorriu e estendeu a mão para ela. – Prazer, senhorita...?
- Eu... He... – ela ficou corada quando ele deu um leve beijo em sua mão – Sou Saori Kido.
- Prazer senhorita Kido – ele disse educado.
- O prazer é meu senhor Ogawara – Saori respondeu envergonhada.
- Me chame de Seiya, senhorita Kido – ela sorriu para ele.
- Só se você me chamar de Saori.
- Como queira, senhori... Digo, Saori.
Saori sentiu o coração bater acelerado e as pernas bambas. Ele era muito gentil e educado, mas o que lhe impressionou mesmo foi à beleza do rapaz. Era forte, cabelos escuros e olhos castanhos, com um sorriso alegre, totalmente diferente dos garotos de Kyoto que eram tão grossos e feios, pelo menos na sua opinião.
- É aqui – ele falou, parando frente a uma sala que estava escrito na porta ‘reitoria’ e que parecia ser a maior sala do corredor.
- Muito obrigada, não sei como acharia se não fosse você – ele apenas sorriu e bateu na porta, abrindo-a em seguida. Seiya foi entrando e fez um sinal com a cabeça para Saori entrar também.
- Com licença, eu vim trazer os papéis da matrícula – Saori se aproximou da mesa onde estava um homem escrevendo em uma agenda.
- Sente-se – ele disse sem olhar para ela.
Ela sentou e olhou para a sala, observando os vários diplomas e qualificações espalhados por ali. Realmente o reitor daquela universidade era alguém muito importante.
- Bem... – ele disse depois de alguns minutos, parando de escrever, e ela olhou para ele – O que deseja?
- Vim trazer os papéis da matrícula – Saori entregou as folhas para o homem. Ele pegou e leu algumas coisas, virando alguns papéis para Saori assinar.
- Você é a bolsista de Kyoto? – ele perguntou, continuando a ler.
- Sim – ela abaixou os olhos, corada. Ele não precisava falar aquilo na frente de Seiya, será que não poderia ser discreto?
- Saori Kido?
- Sim.
- Você poder ir para a sua sala, está tudo certo – ele disse virando as páginas e assinando algumas. Entregou um pequeno papel para ela – Qualquer coisa me procure, sou Kanon Kitani.
- Obrigada – ela levantou-se, sorrindo para ele.
Assim que saíram à sala da secretária e caminharam até o fim do corredor, parando frente à escadaria que dava para o andar de cima, Seiya perguntou:
- Que curso vai fazer?
- Administração de Empresas – ela falou orgulhosa de si. Seu grande sonho era poder chefiar uma grande empresa e desde que entrou para a faculdade sentia que ele começava a tornar-se realidade.
- Hum... Interessante. Eu vou fazer Engenharia – ele disse e ela sorriu. – Mas agora temos que ir para a sala, a segunda aula já está começando.
- Eu não sei onde fica a minha sala – Saori disse, sem graça. Seiya sorriu.
- Deixe-me ver – Seiya pegou o papel que Kanon havia entregado a Saori. – É no quinto andar.
- Obrigada – ela sorriu aliviada. – Pensei que iria me perder de novo.
- Então vamos.
- Seiya! – uma voz estridente e raivosa foi ouvida atrás dos dois, antes mesmo de darem o primeiro passo para a escada.
Eles se viraram e Saori pode ver uma linda mulher com as mãos na cintura, batendo o pé no chão mostrando estar muito nervosa. “Como ela é bonita!”,Saori olhou para si e ficou desanimada. Apesar de ser muito bonita, parecia uma garota e não uma mulher, com o vestido rosado que usava e cabelos soltos.
- O que você quer, Shina? – Seiya disse, levemente irritado.
- Você é meu namorado! – ela esbravejou. – Tem que me dar satisfação de onde você vai!
- Shina, você sabe muito bem que não...
- E o que você está fazendo com essa... Essa menina? – ela quase gritou, apontando para Saori. – Onde está indo com essa criança?
- Eu não sou criança! – Saori disse, sentindo-se ofendida. Shina fingiu não ouvi-la e continuou a olhar para Seiya.
- Ela é novata e eu estava mostrando onde era a classe dela.
- Como se você também não fosse novato – Shina retorquiu. – Deixe que eu lhe mostre a faculdade – ela sorriu e pegou no braço de Seiya.
- Shina, eu conheço essa faculdade há anos! – Seiya soltou-se de Shina bravo. – Estou mostrando para Saori a escola.
- Ora, Seiya, deixe essa menina de lado – Shina tentou novamente aproxima-se de Seiya, mas ele se afastou. – Outro que mostre a ela, eu sou sua namorada e eu preciso de você!
- Por favor, Shina, você estuda aqui há três anos, ainda não sabe onde é a sua sala? – Seiya disse com um sorriso cínico.
- Seiya eu sou sua namorada!
- Shina, eu já disse que não temos mais nada, é tão difícil assim aceitar isso?
- Seiya! Você vai... Pagar caro por isso! – Shina gritou, sentindo-se humilhada, e foi embora de cabeça erguida, rebolando, muito nervosa.
- Acho melhor eu ir sozinha, não quero arranjar problemas para você. – Saori sorriu e foi saindo, mas Seiya a segurou pelo pulso.
- Não se preocupe, Shina é muito ciumenta.
- Tem... Certeza? – perguntou soltando o pulso da mão de Seiya, corada. – Não quero que sua namorada fique brava.
- Ela não é minha namorada – Seiya disse num gesto de impaciência e sorriu depois para ela. – Vou te levar para a sua sala.
Saori não falou mais nada, apenas concordou, começando a subir os degraus.
Saori assistia ao fim da última aula suspirando cansada. Nunca pensou que na faculdade seriam tão complicadas as lições, ainda mais no primeiro dia de aula. Quando o professor os liberou, pegou suas coisas e saiu da sala, parando frente às escadas desanimada em descê-las. Estava cansada da mudança recente e da correria que teve para chegar à escola e só queria uma boa cama, coisa que não teria tão cedo.
- Quantas escadas – respirou fundo e começou a descer. Olhou para o relógio de pulso e desceu acelerou o passo. Virou o corredor e deparou-se com Seiya ao longe. Corou ao vê-lo.
- Ai, ai – ela suspirou sem perceber que ele estava se aproximando. – Ele é tão lindo.
- Saori? – Seiya disse, parado frente à Saori, deixando-a tão sem graça e desajeitada que acabou por deixar cair os livros que estavam em sua mão. – Eu te assustei? – Seiya perguntou vendo-a ficar atrapalhada. Saori ficou uns segundos olhando para ele. – Sinto muito, Saori – ele falou, pegando os livros dela que se espalharam pelo chão.
- Não foi nada – ele disse, corada, também agachando para pegar os livros.
- Como foi seu primeiro dia de aula? – Seiya perguntou para ela enquanto recolhia os livros e a acompanhava para fora da faculdade.
- Foi bom, mas estou um pouco zonza de tantas informações – Saori sorriu.
- Eu também estou – ele riu.
- E eu já tenho até uma amiga! – Saori disse alegre. – O nome dela é Shunrey Suiyama, ela é tão legal!
- Shunrey Suiyama? – Seiya pensou um pouco – Eu a conheço, ela é esposa de um amigo meu.
- Esposa?! – Saori exclamou surpresa – Mas ela tem a minha idade e já é casada?
- Sim, os dois se gostam desde que eram crianças e se casaram há um ano.
- Que romântico! – Saori fechou os olhos sonhadora, pensando quando encontraria seu grande amor – Que linda história de amor!
- Realmente – Seiya disse somente isso, vendo o sorriso da garota. Perguntou após alguns segundos: – Você já vai para a casa?
- Não, eu tenho que ir trabalhar – disse ainda sonhadora, mas lembrou-se que tinha que ir para seu emprego e olhou para o relógio – Tenho quinze minutos para chegar lá! – Saori completou, aflita. Não podia chegar tarde ou seria despedida sem nem ao menos começar a trabalhar.
- Estou de carro, se quiser posso te dar uma carona – Seiya disse, gentil. Saori pensou um pouco e olhou novamente para o relógio.
- Seria muito bom – Saori disse.
Andaram para o estacionamento da faculdade. Seiya parou frente a um carro esporte vermelho e apertou o alarme, abriu a porta e fez sinal para que Saori entrasse. Ela apenas olhou o carro e levou a mão à porta lentamente. Nunca imaginou que fosse entrar em um automóvel como aquele, afinal, sua família era humilde e o único carro que possuíam era um velhinho que mais quebrava do que andava. Sentou-se no banco do carro insegura, mas assim que olhou para Seiya, ele sorriu deixando-a mais calma.
- Onde você trabalha? – ele perguntou dando partida no carro, saindo do estacionamento.
- Na lanchonete ‘Nagareboshi’, na rua do Shopping no centro da cidade.
- Sei onde é, já fui algumas vezes lá – Seiya olhou rápido para Saori, depois voltou os olhos para a rua. – Você é de Kyoto, por que veio para Tóquio?
- Eu vim fazer faculdade aqui, pois foi o único lugar onde pude conseguir uma bolsa de estudos.
- Sua família veio morar com você aqui em Tóquio?
- Não – Saori balançou a cabeça. – Estou morando sozinha em um apartamento.
- Você me parece tão novinha para estar morando sozinha – Saori corou com o comentário – Quantos anos têm?
- Tenho 18 anos, não sou tão nova assim.
- Seus pais ficaram em Kyoto?
- Sim, eles não podem abandonar o emprego para vir morar comigo e para ajudar nas despesas eu vou trabalhar na lanchonete. Mesmo com a bolsa, tenho que pagar aluguel e outras coisas.
- Entendo – Seiya sorriu para ela, estacionando o carro frente à lanchonete. – Chegamos.
- Muito obrigada, Seiya – Saori disse, sorrindo. – Não sei o que faria hoje se não fosse você.
- Não foi nada, Saori – Seiya disse – Nos vemos amanhã?
- Sim, amanhã nos vemos – Saori disse abrindo a porta do carro, saindo e fechando-a atrás de si. – Tchauzinho – ela acenou para ele já na calçada. Seiya acenou também e foi embora. Saori olhou o carro se afastar e suspirou.
- Menina! – um homem gritou, na porta da lanchonete. Saori se virou ainda sorrindo, mas ficou seria ao ver o patrão com uma expressão brava.
- Senhor Saga? – Saori se aproximou dele timidamente.
- Não vai trabalhar? – ele perguntou ainda zangado, entrando na lanchonete.
- Sim – ela disse desanimada, logo atrás de Saga, seguindo-o para dentro da lanchonete “Que péssimo dia... Mas pelo menos eu conheci o Seiya”.
N.A – Konnichiwa minna!!! Aqui está minha nova fanfic, um drama (ou quase isso, minha intenção é que seja um T-T). Espero que gostem e comentem o que acharam, ok?
Revisado por minha amiga Madan Spooky.
Kisu no Lis-sama
Sore ja