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Depois de enfrentar perda de arquivo, falta de inspiração e de tempo, finalmente está aqui minha linda fanfic! Boa leitura!
Mudanças
- Pois então Manx? Do que se trata?
- A missão acabou de chegar. – respondeu a ruiva ao ouvir um barulho vindo da floricultura.
Após alguns minutos, uma sombra apareceu no topo da escada. Uma voz suave foi ouvida:
- Manx?
- Aqui embaixo Miki.
Então os quatro puderam ver uma jovem descendo. Ela usava uma minissaia preta, uma blusa azul toda recortada, meia arrastão e coturno.
Seus cabelos, negros e lisos, iam até a cintura e seu rosto carregava uma maquiagem pesada. Ela tinha um piercing no nariz e na sombracelha.
- Prazer. Vocês são o grupo Weiss certo?
Os quatro voltaram seus olhares para Manx.
- Eu vou explicar tudo. Sentem-se.
A ruiva colocou uma fita de vídeo. A televisão mostrava vários cadáveres.
- Nas últimas semanas eles foram encontrados em becos da cidade. A autópsia revelou que eles morreram por overdose. Tudo isso se deve a uma nova droga chamada DL.
- DL? – perguntou Ken.
- Deadly Lust. – quem respondeu foi a jovem – Ou "Desejo Mortal". É a nova moda em raves e shows de rock aqui em Tóquio.
- Você...já chegou a usa-la? – perguntou Omi tímido.
Miki sorriu.
- Apesar de não parecer, eu não gosto de usar drogas. E ainda mais depois que duas amigas minhas usaram a DL e apareceram...mortas... – ao dizer isso, ela adquiriu um semblante triste.
- Após muitas investigações, descobrimos que o principal fornecedor aqui do Japão é Hirosuki Kaminari. E não é só isso, ele usa muitas pessoas dessas festas como cobaias para testes de novas drogas.
- Maldito... – sibilou Yoji.
Manx desligou a tevê e acendeu a luz.
- Sua missão é encontrar ele e seus comparsas e mata-los.
- E onde o achamos? – se manifestou Aya pela primeira vez.
- Sua "base" é a boate Bloody onde há uma rave todo final de semana. É lá onde ele costuma pegar suas vítimas. – quem respondeu foi a jovem novamente.
- Como você sabe disso tudo? – disse Ken.
- Ele...é meu ex-namorado.
- Nani? – exclamaram os três. O espadachim continuou calado.
- Ela descobriu tudo há poucos dias atrás e foi ameaçada por Hirosuki. Por isso ela foi até a polícia pedir proteção e acabou encontrando a Kritiker. Vocês aceitam a missão?
- Hai. – responderam os quatro.
- Ótimo. Miki vamos?
- Claro. Eu passo aqui para arrumarmos tudo.
- assim? – disse Omi.
- Não é por nada, mas vocês não poderão ir até lá com o jeito que vocês se vestem, serão linchados. Nós vamos às compras.
- Mas...mas... – gaguejou o loirinho.
- Você vai me ajudar...Omi não é? – disse a morena se aproximando do jovem arqueiro.
- Porque ele? – perguntou o jogador nervoso
- Porque enquanto compramos tudo eu vou ajuda-lo com a planta do local. Manx já me deu todas as instruções.
- Não fique assim Ken-kun. Amanhã então?
- Hai. Até logo. – respondeu Miki sorrindo por dentro. "Como eu imaginei", pensou.
- Hai.
- Então vamos. Até logo rapazes! – acenou a jovem enquanto saía com o loirinho. Ken apenas olhou de relance.
Miki levou Omi até o shopping no centro da cidade. Enquanto eles andavam de loja em loja, a morena ia dando detalhes do local.
- Na verdade não é muito complexo. A Bloody tem dois andares, sendo que o andar de cima é a área vip. Mas o local onde ele realiza os teste é numa espécie de galpão embaixo do lugar. O problema é que a entrada é muito bem guardada. Eu só consegui entrar porque namorava com ele ainda.
- Daremos um jeito nisso. Quem vai usar isso? – perguntou o jovem apontando uma blusa verde-musgo pequena que ela segurava.
- Só saberá na hora. – respondeu com um sorriso misterioso.
- Vai servir em alguém?
- Não se preocupe, vai servir aos propósitos da missão.
Com muitas sacolas, eles foram até a praça de alimentação tomar algo.
- Posso perguntar uma coisa?
- Fala. – disse a morena acendendo um cigarro.
- Como...você conheceu o Hirosuki?
Após uma tragada, ela respondeu suspirando:
- Eu tinha 14 anos e fui com minhas amigas à minha primeira rave. Pode-se dizer que foi amor à primeira vista. Idiota eu, não?
- Nem tanto. – respondeu o hacker desviando o olhar.
- Fala assim porque foi igual com o Ken né?
- Nani? – exclamou Omi encarando-a.
- Oh, por favor Omi! É tão óbvio que você o ama! E ele a você, esteja certo. – disse Miki tomando um gole do seu café.
- Não creio que ele goste de mim. E mesmo que isso fosse verdade, ele me enxerga como uma criança. – sibilou com um ar triste.
- Com essa atitude não me admira.
- Como assim?
- Esquece vai. O que importa é que decidi te ajudar. Por isso pedi que você viesse comigo, para conversarmos a sós.
- Sobre?
- Sobre fazer aquele moreno perceber que você não é mais criança.
- Como?
- Você vai ver. Mas você topa?
- Porquê não?
- Ótimo. Melhor irmos agora. – disse a jovem se levantando. Ambos saíram do shopping em direção a floricultura.
- Pra que tudo isso? – perguntou Yoji apontando para as várias sacolas em volta dela.
- Suas roupas. – ela pegou duas delas na mão – Essa são suas Aya.
Ela distribuiu cada uma entre os quatro assassinos. Então disse:
- Vocês vão se trocar que daqui a pouco eu subo para ajudar vocês.
Meia hora depois, Miki bateu na porta do quarto do jovem arqueiro.
- Entra.
- Vim te ajudar...meu Deus! – ela exclamou.
- Que foi?
- Você...você está um tesão Omi! – disse a morena divertida.
- Miki! – o loirinho corou.
- Não fique com vergonha, eu te proíbo! – repreendeu enquanto se aproximava – Vou contar meu plano pra você.
- Plano?
- Claro! Na verdade é bem básico: os três terão que fazer com que os seguranças do Hiro os peguem como cobaias.
- E eu...
- Você vai ficar comigo o tempo todo, fazendo com que ele fique com ciúmes!
- Ciúmes? Está louca?
- Calma. – respondeu enquanto aplicava gel nos fios loiros – Vou te explicar direitinho...
O segundo foi Ken. Ele usava uma calça cargo preta, com bolsos dos lados, mas que era mais apertada em cima, marcando suas coxas torneadas. A blusa era verde-musgo extremamente agarrada, sem mangas e com um zíper na frente. Uma luva preta que ia até o cotovelo em uma das mãos, sem os dedos, completava a roupa, além da sua bugnuck. Nos pés, um tênis de tecido mais resistente, preto com detalhes prateados. Seus cabelos estavam levemente bagunçados do banho e seus lábios brilhavam devido ao gloss que ele colocara a contragosto.
Yoji descia as escadas terminando de se arrumar. O loiro usava uma blusa preta sem mangas, que terminava um pouco acima do umbigo, onde um piercing havia sido colocado. Por cima um sobretudo preto também, sem as mangas e ia até um pouco abaixo do joelho. Os olhos estavam contornados levemente com lápis preto e a boca tinha um pouco de gloss. A calça era marrom-terra assim como o coturno que usava. Luvas sem dedos e seu relógio completavam o visual do playboy.
- Yoji! Você realmente... – o moreno parou de falar assim que viu que era ignorado pelos outros dois. Ken revirou os olhos.
Aya olhava para o loiro atentamente. Ele estava é que ele podia ter esses pensamentos com Yoji, logo ele?
O ex-detetive também tinha os mesmo pensamentos, mas não se recriminava nem um pouco. Nunca havia percebido que o ruivo era tão...desejável.
- Que bom que vocês já estão prontos! – disse Miki descendo as escadas. Ela usava um saia preta, customizada com correntes. Nos pés, coturno e meia arrastão. Uma blusa frente única vinho e os lábios vermelho-sangue completava o visual.
- Onde está o Omi?
- Já está descendo. Preparem-se para ver minha obra-prima!
- Miki-chan, vamos? – disse uma voz das escadas. O loirinho estava pronto e todos engoliram em seco ao vê-lo.
Ele usava uma calça preta de couro que eles só imaginavam como tinha entrado nele. Uma blusa azul-turquesa sem mangas, que delineava seu corpo e nos pés coturno. Os cabelos estavam arrepiados com gel e sua boca levemente rosada de gloss. Mas o mais impressionante era uma tatuagem de dragão, nas cores vermelho e preto, que cobria seu braço direito.
- Omi... – disse o atleta passado. A jovem sorriu.
- Não vai falar dos detalhes com eles?
- No caminho. Vamos?
Ken não pode deixar de notar a bunda bem desenhada pela calça ao Omi virar-se.
- Terra pra Ken! – disse o playboy em tom de deboche.
O moreninho o encarou com raiva.
- Vamos antes que você molhe o chão com sua saliva. – continuou o loiro divertido.
O jogador passou rapidamente por ele, não sem antes dizer em alto e bom tom:
- Como se você não tivesse feito mesmo com o Aya.
O ex-detetive se engasgou.
- Vamos...Yoji. – disse o ruivo encarando-o.
O modo como ele dissera aquelas palavras lançou arrepios pela espinha do mais velho. Ah, mas a noite prometia!
- Porque o Omi?
- Porque ele é o que está mais gostoso dos quatro.
- Miki! – exclamou o jovem arqueiro corando.
- Ué, é verdade...
- Ta com ciúmes Kenken? – o playboy não se conteve.
- Ta querendo morrer Yotan?
A morena engolia as risadas.
- Chegamos. – anunciou o espadachim numa voz neutra.
O local era bem grande, parecia ter sido um grande galpão no passado. E na entrada havia uma fila considerável.
- Vai demorar até conseguirmos entrar. – observou Ken.
- Nada disso! Vamos? – rebateu a jovem.
Eles saíram do porsche de Aya e seguiram-na até o começo da fila.
- Ryoshi!
- Bombonzinho! Há quanto tempo não te vejo! – respondeu o enorme segurança.
- É verdade. Esses daqui são meus amigos. Podemos entrar?
O segurança olhou-os de cima abaixo. Então disse numa voz suave:
- Claro. Divirtam-se na Bloody!
Eles passaram por todos na fila. Miki comentou divertida:
- Esse Ryoshi...se o Mark vê isso...
- Mark? – perguntou o loiro.
- O namorado dele. Não viram a secada que ele deu em vocês?
Eles foram até o balcão do bar onde uma mulher de cabelos curtos e alaranjados trabalhava rapidamente.
- Cor nova Oruha?
- Docinho! Você por aqui! – exclamou a mulher, cumprimentando Miki com um selinho – Eu disse que ia pintar dessa cor.
- Eu nunca duvidei. O Hiro ta aí?
- Você conhece o Hirosuki. Nunca sai daquela sala lá embaixo antes da meia-noite.
- Claro. – respondeu a jovem olhando para os quatro assassinos.
- E os gatinhos têm nome?
- Ah, esses são Aya, Yoji, Ken e Omi. – disse a morena – enquanto esperamos que tal um Hell pra começar a noite?
- Hell será! – respondeu Oruha animada. Após alguns minutos, ela anunciou – Seis Hells saindo!
Os quatro assassinos pegaram o drinque de cor vermelha e encararam as duas.
- É muito forte? – perguntou o loirinho.
- Mais ou menos. Mas ótimo pra começar a noite! – respondeu a barwoman.
Encolhendo os ombros, o jovem engoliu o líquido de uma vez só, a bebida queimando sua garganta.
- Onde você aprendeu a beber assim chibi? – perguntou Yoji supreso.
- Vou te contar um segredo Yoji-kun... – o hacker se aproximou dele – eu não sou mais criança.
Miki sorriu. Então falou, virando-se para Oruha.
- Conquiste quem você quiser!
- E festeje até cair! – rebateu a mulher. Elas brindaram e tomaram o drinque.
- Quer dançar Omi?
- Claro Miki. – respondeu. Depois de encarar os três, ele acompanhou a jovem até a pista.
Ken bebia com a respiração pesada. Era só impressão ou sua calça havia ficado mais apertada? Ele nunca vira Omi tão...
- Vamos dançar Aya? – a pergunta do playboy cortou abruptamente o devaneio do jogador.
- Nos seus sonhos Kudou. – rebateu o ruivo enquanto scaneava a área friamente.
- Ah, o que foi? Você por acaso...não sabe dançar?
O espadachim apenas estreitou os olhos. Sem dizer nada ele começou a caminhar em direção à pista.
- Você não vem...Yoji?
- Opa, agora mesmo! – respondeu o loiro animado.
Ken revirou os olhos. Esses dois se mereciam mesmo. Então ele voltou sua atenção para o jovem arqueiro que dançava com a morena na pista. Desde quando ele começara a sentir esse desejo avassalador por Omi? Não...não era só desejo.
- Já faz algum tempo que não danço...desde que...você sabe. – seu tom era amargo. Nem ele sabia porque estava dizendo isso ao outro.
- Aposto que ainda sabe como faze-lo Aya. – respondeu Yoji enlaçando-o pela cintura. Não sabia porque, mas detestava vê-lo dessa maneira. Seu coração se apertava cada vez que o ruivo deixava cair a máscara de frieza, demonstrando alguma tristeza em seu interior.
Sem se conter, o ruivo pasou os braços pelo pescoço do homem mais velho e começou a mexer-se timidamente no ritmo hipnótico da música. Suspirando ele fechou os olhos.
O playboy segurava a cintura do ruivo fortemente. Aquele corpo tão colado ao seu, movendo-se na mesma sincronia...era bom demais pra ser verdade!
A medida que dançavam, a respiração do espadachim ficava mais e mais acelerada. O que raios estava acontecendo com seu corpo?
O loiro sentiu percorrerem sua espinha ao sentir a respiração quente contra seu pescoço ficar acelerada. Mal sabia o jovem que o ex-detetive estava tendo os mesmos sintomas.
Foi quando o ruivo o encarou. Sua face estava neutra, mas seu olhar...
- Yoji... – sussurrou Aya umedecendo o lábio inferior.
Aquilo fora demais para o playboy. Sem se dar conta, ele encostou os lábios no do outro. O beijo fora lento, agonizante, embriagado de desejo.
Nem passara pela cabeça de Aya em afasta-lo. Ele entreabriu os lábios, querendo aprofundar o beijo. Suas mãos agarraram-se com força aos fios loiros.
Yoji aceitou o convite prontamente, enlaçando sua língua na do outro possessivamente. Ele beijava o espadachim como um homem sedento.
Após um longo tempo, eles se separaram ofegantes e se encararam intensamente. Palavras não precisavam ser trocadas mais.
- Belo show, hein? – disse uma voz ao lado deles.
Os dois voltaram-se, prontos para acabar quem tinha quebrado o clima.
- Opa, desculpe! – disse um jovem todo de preto – Mas não pude deixar de noter como vocês são corajosos. Por mais que esse lugar seja liberal, não é qualquer coisa que se vê por aqui.
- E...? – rebateu o detetive.
- Bom...gostam de emoções fortes? – sussurrou colocando as mãos dentro do bolso da calça – Eu tenho uma coisa bem quente numa sala especial daqui. Topam?
Imediatamente um alerta vermelho piscou na cabeça dos dois.
- Claro...onde é? – disse Yoji sem tirar as mãos da cintura do ruivo.
- Me sigam. – disse o jovem sorrindo felinamente.
O moreno desviou seu olhar do loirinho na pista e encarou o dono da voz.
- Você é...
- Ah, me desculpa! Ikeda. – respondeu o homem. Ele então se aproximou do jogador – E o seu, sexy?
- Ken. – respondeu o atleta disfarçando seu nervosismo.
- Ken...que tal irmos para um lugar mais...tranqüilo? Fica aqui embaixo da boate.
- Embaixo? – o moreno deu um sorriso – Porque não?
- Ótimo, coisa linda. Me siga. – sibilou o homem segurando-o pela mão.
- Só falta a gente. Como vamos fazer?
- Então quer ir lá pra baixo...Miki? – sibilou uma voz atrás deles.
Mal deu tempo de reagir. Um golpe rápido deixou os dois desacordados.
- Vadia!
Ele focalizou sua visão e viu Miki no chão, com uma das mãos no rosto enquanto um homem alto estava segurando-a pelo braço.
- Me solta Hiro!
- Pensa que pode me abandonar é? Você se enganou docinho. Desde que eu te vi naquela rave eu decidi que você seria minha. E nada vai mudar isso!
- Maldito! Você deu a DL pra Yui e pra Chidori...elas agora estão mortas por sua causa!
Hiro deu um sorriso sarcástico. Então jogou-a no chão, tirando uma arma do sobretudo que usava.
- Miki! – gritou o hacker tentando se mexer para ajuda-la.
- Já arranjou um namoradinho novo é? – ele então mirou na cabeça do loiro – Você é só minha Miki...
- Não! – gritou a morena desesperada.
Mas algo parou o homem. Um fio que havia se enrolado em seu pescoço, começando a enforca-lo.
- Você não vai machucar o Omitchi... – sibilou Yoji saindo das sombras.
- Ahn...meus...homens...vão estraçalha-lo... – sibilou Hiroshi com dificuldade.
- Você diz aqueles que estavam na porta? – disse outra voz. Aya e Ken saíram das sombras também, segurando os corpos dos seguranças.
Miki levantou-se e foi até Omi desamarra-lo. Então virou-se para Hiroshi, que aos poucos perdia todo ar que lhe restava.
- Miki...me...ajuda...
- Acerte as contas no inferno...Hiroshi. – falou a morena encarando-o com ódio.
O playboy deu um puxão mais forte no arame, matando o traficante. Ele largou o corpo sem vida no chão. Sem dizer uma palavra, os cinco saíram da boate e entraram no carro de Aya, partindo para o hotel.
- Me esconder é claro. Hiroshi tinha muitos sócios...e eu sei demais.
- Ahn...espero que você fique...bem... – sibilou o loirinho.
- Você também Omi! E não desista de atacar o Ken esta noite hein? – respondeu a morena piscando o olho.
- Ahn...hai.
A jovem continuou andando até desaparecer na esquina. Suspirando, Omi adentrou no hotel até o quarto que dividiria com o moreno, outra cortesia de Miki.
Respirando fundo, ele desligou o chuveiro e saiu do Box, começando a se secar com uma toalha. E foi até o quarto pegar algo pra se vestir. Mas paralisou ao ver que Omi já estava lá.
- Quero falar com você Ken. – disse Omi sentado na cama.
- Omi, eu... – o moreninho parou no meio da frase ao ver como o outro estava. Ele apenas vestia aquela calça de couro preta.
- Eu...cansei. Cansei de esperar. E por isso tomei coragem de... – ele levantou-se e começou a se aproximar – me declarar pra você.
- Omi...o que quer dizer?
Sem aviso prévio, o loirinho encostou-se no jogador, colando seus lábios no dele. O mais velho deu um gemido surpreso ao sentir aquele corpo tentador tão perto.
- Eu te amo... – sussurrou baixo o hacker ainda bem perto do atleta. Ele começou a tirar a toalha que o outro tinha na cintura – não sou mais criança...quero que você me tenha...só pra você...
O jeito que o jovem falara fez com que qualquer sanidade desaparecesse da mente de Ken. Dando um grunhido selvagem, ele rodeou a cintura do outro, beijando-o mais profundamente dessa vez, enquanto pequenos gemidos escapavam da sua garganta devido a sua pele nua em contato com a calça que o loirinho ainda usava.
Eles foram andando em direção a cama, ainda se beijando sofregamente. Eles caíram no colchão macio, Ken em cima do jovem. Seu membro já começava a se enrijecer devido às provocações que sofrera a noite inteira por parte do jovem arqueiro. Com necessidade ele começou a beijar o pescoço do outro, deixando marcas avermelhadas, enquanto suas mãos tentavam abrir a calça que ele usava.
- Ken...ahn... – Omi gemeu ao sentir aquelas mãos no calor que despontava no meio das suas pernas.
Depois de uma certa dificuldade, o moreno conseguiu a abrir a calça e deu um gemido fraco ao ver que o jovem não usava nada por baixo.
- Omi...sem nada por baixo...é? – disse num tom lascivo o jogador enquanto começava a masturbá-lo com lentidão, sentindo o hacker arquear o corpo de encontro a sua mão.
- Gostou...aahn...da surpresa...Ken? – gemeu o jovem, passando as mãos pelas pernas torneadas do atleta, apertando-as com gosto.
- Muito...ah... – respondeu o moreno sentindo aquelas mãos curiosas subirem um pouco mais.
Sorrindo felinamente, Ken começou a beijar um dos mamilos do jovem, sua mão masturbando-o um pouco mais rápido. O s gemidos que o hacker fazia era como música para seus ouvidos.
- Ken...ahn...Ken...mais...rápido...ahn mais...
- O que...você...quer de mim...me responda...
O loirinho abriu os olhos, que estavam fechados devido ao prazer. O moreno gemeu ao ver a luxúria refletida neles.
- Eu...quero você...ahn...dentro de mim...
Um sorriso malicioso adornou o rosto do jogador. Ele então sussurrou no ouvido do outro:
- ê me quer...?
O loirinho sorriu com prazer. Ele então disse num tom cheio de desejo:
- Sente-se...encostado na cabeceira...
Apesar de achar estranho, o moreno fez como lhe era pedido. O loirinho então levantou-se e terminou de tirar a calça de couro, expondo todo seu corpo para os olhos verdes de Ken.
O jogador lambeu os lábios. Ele era perfeito! Ele deu um grunhido baixo quando viu o jovem arqueiro subir na cama e engatinhar de forma extremamente erótica em sua direção.
O hacker parou a poucos centímetros do amante e disse num tom baixo e sensual:
-Eu quero te preparar...para me possuir...- e dizendo isso ele abaixou a cabeça em direção ao membro do jogador, lambendo lentamente a ponta, antes de engoli-lo em sua boca.
- Ah! Omi...ahnn... – gemeu o moreno, apertando o lençol com as mãos, quase rasgando-os devido a força que usava.
O loiro chupava com gosto, fazendo questão que ele ficasse repleto da sua saliva, só aumentando o desejo de Ken. Esse, por sua vez não podia fazer nada a não ser gemer com abandono.
Após algum tempo, o jovem hacker levantou-se e encarou o atleta nos olhos antes de posicionar-se no colo dele, sua entrada virgem esfregando-se lentamente na ereção do outro.
- Ken...ahn...quero vê-lo…enquanto…sou possuído...por você... – sussurrou gemendo e começando a abaixar-se.
O moreninho observava as feições de Omi enquanto o possuía centímetro por centímetro. Ele o encarava com os olhos azuis escuros de prazer, mordendo o lábio inferior, como se não quisesse gritar.
Aquela era a visão mais erótica que já tivera em toda sua vida. Ele deu um tranco com o quadril, penetrando-o de uma só vez.
- AH! Ken... – o loirinho gemeu jogando a cabeça pra trás, todo seu corpo derretendo-se naquele mar de prazer.
- Uhn...mexa-se...quando...estiver pronto...ahn...Omi... – sussurrou o moreno, quando tudo que queria era possui-lo com força.
O hacker enlaçou o pescoço do mais velho e encarou-o enquanto levantava-se, experimentando os movimentos. Ele então abaixou com tudo, sentindo sua próstata ser tocada, enviando choques de prazer por todo seu corpo.
- Ken...faça...onegai...
- O que quer...Omi? – disse o atleta começando a dar leves chupadas no pescoço do outro.
- força... – gemeu o jovem arqueiro, agarrando-se aos fios da cor chocolate.
Aquilo foi o que bastou para o resto da razão do jogador se esvair. Ele segurou-o pela cintura, fazendo-o subir novamente e abaixar com tudo, começando um ritmo alucinante, enlouquecedor para ambos.
Omi gemia com abandono, seguindo o compasso que lhe era mostrado, enquanto encarava o amante, não querendo perder nenhuma feição de prazer do rosto de Ken. O mais velho também fazia o mesmo, ver os olhos azuis antes tão puros, refletirem a mais pura luxúria, aumentarem seu tesão.
- Ken...uhn...mais...mais...ahn...
O moreno possuía o jovem com força, suas mãos livres para percorrerem aquele corpo delicioso. E foi o que ele fez: descia com os dedos pelos mamilos enrijecidos, sentia cada quadradinho que formava o abdome do hacker, o osso que marcava o quadril...e a ereção que já possuía um líquido perolado saindo da ponta.
Ken não pensou duas vezes: pegou o membro enrijecido de Omi com uma das mãos, manipulando-a, querendo ver quanto gemidos conseguiria arrancar do jovem antes que a noite acabasse.
O jovem gemeu mais alto, agora subindo e descendo, rebolando para sentir aquele membro mais fundo, suas mãos cravadas no ombro do jogador, como que se segurando ao último fio de sanidade...
Todo quarto parecia ter desaparecido. Os barulhos a sua volta...tudo se resumia aos corpos juntos, suados, na busca pelo prazer máximo. O ritmo aumentava cada vez mais, como num vulcão preste a entrar em erupção.
- Ken...Ken...ahn...eu… - Omi tentara expressar algo, mas não conseguira. Num gemido rouco, ele arqueou as costas enquanto seu corpo sofria espasmos incontroláveis, jatos de sêmen sujando ambos os corpos.
- Omi...deus... – grunhiu o moreno enquanto afundava o máximo que podia no canal do jovem, seu membro pulsando e lançando jatos da sua semente naquele local.
Ele sentiu Omi cair em seu colo, um cansaço arrebatador tomando-o. Ele apenas abraçou-o pela cintura enquanto murmurava no ouvido do loirinho:
- Aishiteru...
- Aishiterumo...
Ele nunca pensou que fosse reclamar de ter que ouvir os gritos das garotas que freqüentavam a Koneko. Mas tudo que ele queria no momento era estar na cama, de preferência com um certo moreno levando-o aos céus.
- Omitchi? Melhor cuidar do que é seu viu?
O loirinho acordou da sua fantasia ao ouvir o playboy.
- Yoji-kun, como assim?
O ex-detetive apenas apontou para um grupo de três garotas que cercavam Ken com sétimas intenções. Uma delas ele conhecia como a Sakura, as outras...
- Quem são?
- Aquelas são Akemi e... – o playboy estremeceu, visivelmente desgostoso – Kaline.
- Qual o problema Yoji-kun?
- Ai, aquela Kaline não larga do meu pé. Menina mais insuportável!
- Achei que você não ligasse que as mulheres caíssem aos seus pés. – sibilou o ruivo do lado deles enquanto fazia um arranjo.
- Eu realmente não ligo, mas no momento meu interesse é outro... entende? – disse o loiro com um sorriso maroto enquanto enlaçava o espadachim pela cintura.
- Uhn... – foi tudo que Aya disse, mas não o impediu.
- Ranzinho, assim você me deixa magoado sabia?
O líder da Weiss estreitou os olhos enquanto sussurrava.
- Me chame assim de novo e você vai dormir no sofá Kudou.
- Não, isso não! Não te chamo mais assim, prometo.
Omi apenas ria divertido dos dois. Realmente eles tinham sido feitos um para o outro.
- Mas numa coisa esse baka tem razão Omi. Aquela tal de Kaline não tem noção da hora de parar.
- Eu me garanto. – respondeu o arqueiro com um sorrisinho.
- Mesmo? – retrucou o playboy.
- Observe.
Ele deixou a planta que trazia no chão e se dirigiu ao grupinho.
Ken queria fugir. Já não bastava dar em cima, essa tal de Kaline ainda fazia na cara dura!
- Ken...o que você vai fazer hoje à noite? – disse a garota sorrindo de forma sedutora.
- Não sei ainda... – respondeu seco, querendo que a terra o engolisse.
- Bom dia meninas. – disse Omi entrando na rodinha com um sorriso angelical.
- Bom dia Omi-kun! - respondeu o coro animado.
- Bom dia Omitchi... – sibilou o moreno encarando o amante.
- Bom dia... – num gesto inesperado por todos, ele segurou o jogador pela nuca, dando-lhe um belo beijo de bom dia.
O atleta esqueceu onde estava e apenas retribuiu com gosto, segurando-o pela cintura.
- Eu não acredito que o Ken é gay! – exclamou Kaline a ponto de explodir.
- Calma... – intercedeu Akemi com uma gota na cabeça.
- Pelo menos o Aya-san não é... – Sakura parou a frase no meio.
- O que foi? – disseram as outras duas ao mesmo tempo.
Ela apenas apontou o dedo e elas seguiram, vendo Yoji pegar o ruivo de jeito, dando-lhe um beijo quente.
- Não acredito! O Aya-san é...é...
- Gente qual o problema? – perguntou Akemi.
- Todos! – gritaram as duas ao mesmo tempo. Elas saíram indignadas da floricultura.
Omi separou-se do moreno aos poucos, louco pra continuar o beijo em outro lugar. Ele então reparou que apenas Akemi estava lá.
- O que...houve?
- Er...nada não, minhas amigas é que são...meio loucas. – respondeu a jovem sorrindo – Mas parabéns a vocês quatro!
- Arigatou... – sibilou Ken.
- Bom, eu já vou indo. Obrigado pelas flores Ken-kun!
Após a menina sair, eles olharam para o fundo da loja e viram os dois ainda se beijando, parecendo que não iam se desgrudar tão cedo.
- Nós...precisamos deixar a Koneko aberta hoje? – murmurou Omi no ouvido do outro enquanto um dedo seu fazia círculos preguiçosos no quadril do atleta.
- Uhn... – se o loirinho soubesse o quanto aquilo o deixava louco – Eu estou fortemente tentado a te carregar para o quarto...
- Vamos...deixar...que eles que fechem a loja...provavelmente eles tiveram a mesma idéia que a gente.
Ken sorriu e puxou o hacker pela mão. Realmente tudo havia mudado naquela casa.
OWARI
Mystik