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Anime/Manga » Saint Seiya » Sweet Flavor
Nah
Author of 40 Stories
Rated: M - Portuguese - Romance/Humor - Reviews: 18 - Updated: 03-06-05 - Published: 01-20-05 - Complete - id:2227809

Capítulo 04: Casal de chocólatras

– Quer dizer que Milo não estava alérgico coisa nenhuma? – Aiolia perguntou a Afrodite, que só fez balançar a cabeça afirmando. – E Milo descobriu isso ontem?

– Acabei deixando escapar – Afrodite suspirou, sentando na escadaria da casa de libra. – E Camus deve estar querendo me matar. Até que não seria má idéia, considerando que o Mozão ainda não fez as pazes comigo.

– Então os gemidos que eu ouvi ontem a noite devia ser o Milo matando o Camus – Shura comentou. – Só que matando de outra forma, claro – ele e Aiolia caíram na risada.

– O santuário inteiro ouviu... Depois dessa Camus vai ficar uma semana sem aparecer para treinar.

– Até que a casa dele tava bem calma quando eu passei por lá hoje cedo – Afrodite se levantou. - Vou descer para a casa de Câncer, acho que Mask já acordou.

– Nada disso.

– Afrodite paralisou ao reconhecer a voz fria.

– Cam... Camus, como vai? – se virou relutante. – Vejo que muito bem, parece ter dormido com anjos...

– Aoilia a Shura começaram a gargalhar.

– Desde quando aquele Escorpião é anjo? Pela gritaria que eu ouvi... – Shura falou para Aiolia, sem notar Camus direcionar o olhar para eles.

Afrodite aproveitou a deixa pra cair fora.

– Nem pense que vai escapar, Afrodite – ia atrás dele, mas uma mão segurou seu braço.

– Camus, volta lá pra cima – Milo resmungou ainda sonolento. – Deixa ele, afinal você aceitou o plano dele de qualquer forma, e antes mesmo do Afrodite dizer algo eu já sabia.

– Sabia? – se virou olhando para um Milo com a cara amassada e os cabelos bagunçados.

– Há séculos. Agora vamos voltar pra cama, que seu castigo ainda não terminou.

Camus ficou vermelho. Aiolia e Shura seguraram a risada.

– Mas ele me enganou sobre o chàMilo... – achou melhor ficar quieto, se contasse sobre aquilo na frente de Aoilia e Shura, não teria paz por um bom tempo com as irritantes gracinhas.

– E vai dizer que você não gostou do efeito do chÿ – Afrodite soltou, sorrindo. – Se eu tivesse contado o real efeito você não teria aceitado que eu sei.

Camus ia dizer uma boa ofensa quando Milo se intrometeu.

– Fique sabendo que não teve diferença alguma. Não foi, Camus? – Camus não respondeu. Milo olhou incerto para ele. – Não foi, Camus?

– De que chá vocês estão falando? – Aiolia perguntou curioso.

– Eu não preciso daquilo pra ficar mais... mais...

– Milo, vamos embora – puxou Milo pela mão antes que ele tornasse a situação mais constrangedora. - Você podia ao menos ter colocado uma camisa e uma calça mais decente. – Olhou para a samba canção que Milo usava.

Milo balançou a cabeça e o arrastou para voltarem a casa de Aquário. Afrodite piscou um olho para Milo agradecendo por ele o ter livrado da possível ira de Camus.

– Nada não, Afrodite. Tava te devendo essa pelos chocolates.

Camus se virou, parando bruscamente.

– Então foi você?

– Ops... – Afrodite desceu correndo, antes que Camus se soltasse de Milo.

– Vamos logo, Camus, eu fiz chocolate quente e vai acabar esfriando.

– Chocolate quente, é? – voltou a atenção para Milo.

Recomeçaram a subir, Milo tentando ajeitar o cabelo bagunçado e Camus animado com o chocolate quente.


– Você sabia há quanto tempo? – Camus tomou um gole do chocolate quente.

– Acho que uns dois dias depois – respondeu com a cabeça apoiada na mesa. – Sinceramente, como você, sendo do jeito que é, achou que eu iria cair em uma dessa?

– Bom... era mais que lógico que você desenvolvesse uma alergia comendo chocolate daquele jeito.

– Até ai tudo bem, mas as manchinhas não sumiriam tão rápido se eu realmente estivesse com alergia.

– Foi assim que descobriu?

– Não. Ouvi o Afrodite contando ao Shura.

– E ele ainda achou de te dar chocolates – disse incrédulo. – Me ajuda com essa idéia absurda e depois afunda meu plano duplamente. Acho que sei até como fez para que ele dessa os chocolates – colocou a caneca vazia em cima da mesa e a mão na cabeça de Milo, acariciando. – Deve ter feito aquela sua cara de quem ia morrer por estar sem chocolate.

– Hum hum... – murmurou deliciado com o carinho na nuca. - E ele me arranjava chocolates e ficava contando historias escabrosas de pessoa com espinhas na cara e me dizendo que meu rosto iria pipocar. Até parece que eu tenho problemas com espinhas.

Camus fez com que ele saísse da cadeira e se sentasse no seu colo. Afastou os fios azulados para que pudesse olhar melhor o rosto perfeito do grego.

– Pra compensar, porque você não derrete mais chocolate e leva lá pro quarto...


Uma espécie de união dourada acontecia nas escadas do templo de Aires. Quase todos os cavaleiros de ouro estavam ali, conversando amenidades ou simplesmente resmungando, como era o caso de Shaka por estarem fazendo aquela algazarra na frente da casa de Mu. O assunto daquela aglomeração: Máscara da Morte precisava ou não de chá para poder dar conta de Peixes?

Zoaram com a cara de Máscara da Morte o máximo que puderam, vendo-o alegar que não precisa daquilo coisa nenhuma e que Afrodite tinha tendência a ninfomaníaco. Afrodite, que andava bastante irritado esses últimos dias, retrucou dizendo que ele não era ninfomaníaco e que na verdade gostava de experimentar as coisas para ver o resultado. Isso só piorou mais ainda tudo para o seu lado.

– Então quer dizer que você gosta de experimentar coisas novas? E fica experimentado outros também?

– Claro que não! – Afrodite respondeu, indignado. – Eu quis dizer, experimentar coisas novas com você.

Máscara não quis saber e saiu dali, subindo para a quarta casa. Afrodite foi atrás dele.

– Ihhh, acho que esses dois não se acertam nem tão cedo – falou Aldebaran, balançando a cabeça.

– Quem parece que se acertou foi esses dois aí! – Aiolia apontou para Milo e Camus.

– Tá começando a deixar a gente enjoado – Shura colocou a língua para fora.

– Querem parar de dividir esse chocolate? – Shaka repreendendo-os diante da cena: Milo com um chocolate, mordendo um pedaço e dando outro para Camus.

– Ei, Milo, tem mais chocolate ai? – Mu perguntou baixo, mas não o suficiente para a audição aguçada de Shaka.

– Até você, Mu? – Shaka olhou horrorizado para o namorado.

– Você já provou um, Shaka?

Shaka fez sinal pedindo paciência a Buda e subiu as escadas. Mu o seguiu depois que Milo passou dois chocolates. Iria convencer o loirinho de que aquilo era mesmo bom.


Milo foi até o armário da cozinha pegar alguns chocolates para comer. Tinha ido dar um volta no santuário e deixou Camus no quarto lendo um livro. Abriu o armário e seu semblante ficou sério. Não havia mais nenhum chocolate ali. E a última vez que checou seu armário – para ser mais exato ainda naquela manhã – havia duas barras, uma caixa de bombons com licor e cereja, e alguns sortidos que havia ganhado de Afrodite, que, seguindo o conselho de Milo, foi fazer as pazes com Máscara da Morte usando chocolate como fonte de sedução.

– Será que deu a louca no Camus de novo e ele achou de me proibir mais uma vez de comer chocolates?

Subiu as escadas, preocupado, indo ao encontro de Camus perguntar o que aconteceu com seus chocolates. Chegou no quarto e abriu a porta devagar. Camus estava deitado, a caixa de bombons de licor aberta e só com papeis, incluindo os de chocolate sortidos. Nana mão a metade de uma das barras de chocolate e o livro na outra. Camus se deliciava com chocolate, todo esparramado na cama de Milo e lendo o livro, sossegado.

– CAMUS! – Milo berrou. Camus soltou o livro assustado e se sentou rapidamente – MEUS CHOCOLATES! – chegou perto da cama. – Você comeu tudinho?

– Anh... Eu tava aqui sem fazer nada. Não resisti...

– ZEUS! EU CRIEI UM CHOCÓLATRA! – desabou na cama.

– Que isso, mon ange! Foram só uns chocolatizinhos.

– Só uns chocolatizinhos? Você acabou com o meu estoque. Quer dizer, ainda tem essa barra ai na sua mão – Milo olhou para a barra de chocolate. - Vai, me passa a barra, já que você comeu todos os outros.

– Não – Camus saiu da cama. – A culpa é sua se estou assim, agora agüenta.

– Camus, eu queria que você gostasse de chocolates pra parar de jogar fora o meu estoque, e não para dar fim achando de comer tudo.

– Depois a gente compra mais.

Milo pareceu se acalmar.

– Certo, mas me dá essa barra então.

Camus olhou para ele carinhosamente

– Não mesmo! – e saiu rápido do quarto, sendo seguido por Milo.

– VOLTE, CAMUS!

Aquário parou, sorrindo. Esperou que Milo se aproximasse, e ele mesmo ofereceu um pedaço da barra. Milo provou, devagar, e depois se agarrou ao pescoço de Camus.

– E a outra barra, cadê?

– Comi hoje cedo, quando você saiu, mas amanhã eu compro mais chocolate pra nós dois – deu um selinho nos lábios de Milo, o gosto de chocolate sendo notado por ambos.

– Vai acabar passando mal depois de comer todos esses chocolates.

– Vou nada – deixou que Milo dessa mais uma mordida na barra de chocolate e se afastou. – Vou voltar pra ler meu livro – e saiu em direção ao quarto.

Milo voltou a cozinha para tomar um copo d´água. Ficou ali um tempo, procurando o que fazer para comer. Largou as coisas e foi para o quarto perguntar a Camus se ele queria comer algo, quando se aproximava ouviu o barulho de alguma coisa sendo rasgada.

– Não pode ser – murmurou e entrou sorrateiramente. – Aquela era a última.

Camus estava debruçado na cama, com uma barra de chocolate inteirinha.

– EU NÃO ACRETIDO! VOCE DISSE QUE JÁ TINHA COMIDO TUDO.

Camus deu um pulo assustado.

– Eu... eu... – Achou melhor correr.

– VOLTE, Camus. – Milo berrou sendo ouvido pelas dozes casas. – VOCÊ ESTÁ VICIADO.

E começa tudo de novo.

FIM!


N.A: Acho que já dava pra esperar que terminasse assim. O Camus mais viciado que o Milo, se é que isso é possível. Agora pra Aquário ter uma hiperglicemia é um passo. Desculpem a demora, mas essas semanas foram corridas e cansativas. Obrigada a quem comentou e teve paciência de ler essa fic, a Li que betou rapidinho como sempre, e a quem leu enão comentoutambém.Não terminou exatamente como eu queria, mas espero que não tenha ficado tão ruim assim. Bjinhos e até a próxima.
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