|
Author of 28 Stories |
Niflhel
Nihao!
Nossa, quase 4 meses sem atualizar essa fic (e todas as outras) e sem ler fics tbém, totalmente desligada do mundo das fics por força maior T-T Eu sempre fico indo e vindo, eu sei, mas acho que agora consigo voltar de vez, e tem mtas fics novas pra ler tbém! o/
Sem mais delongas, segue o segundo capítulo...
Cap. II - Black-x-x-x-
All five horizons
Revolved around his own
As the earth to the sun
-x-x-x-
O céu escuro densamente adornado pelas nuvens, que descarregavam sua fúria incompreendida em forma de tormenta, complementava lutuosa e magnificamente aquele palácio de aparência insólita esquecido em parte indeterminável do mundo. Ecos dos passos de três pessoas preenchiam um de seus muitos corredores sombrios internos, como distorcida composição nefasta.
Uma porta de ébano deteve a atenção do rapaz um pouco menor, que a tocou ligeiramente encontrando a maçaneta, com um rangido a porta abriu.
- Huh? - silvou o jovem que se aproximava, inclinando a cabeça de forma que os fios azulados penderam levemente para o lado. - Pretende ficar neste salão monótono?
- Sim, Kanon. - retorquiu avançando um passo no aposento, parando de costas para o geminiano esperando que o mesmo demonstrasse se pretendia entrar ou seguir pelo corredor.
Acompanhando, com o olhar, seu irmão que se afastava pelo caminho escuro, Kanon fez sua escolha afastando-se da porta e caminhando a passos rápidos para alcança-lo. Com outro ranger a porta foi fechada pelo leonino.
Encostando-se à porta o jovem grego percorreu o aposento com o olhar, estaria completamente escuro se não fossem pelas velas em alguns candelabros pelo piso. Era um ambiente pequeno, em comparação com os outros existentes na mansão, paredes pretas como todos os outros, nenhuma janela para dar contato ao exterior. O piso liso era adornado por diversas almofadas negras, era tudo o que aquele recinto possuía, além dos candelabros e um espelho.
Andando lentamente Aioria avançou até o centro do cômodo, parando e sentando-se sobre uma das almofadas. Cerrou os olhos, imerso em um silencio funesto, pondo-se a refletir por poucos instantes, logo abrindo os olhos, tão verdes como as frondes na primavera, e fitou o espelho poucos metros distante de si.
"O que fará, Escorpião?"
Piscando, encaminhou-se em direção ao espelho grande em que podia se ver inteiramente. Continuou a observa-lo indolentemente evitando pensar em qualquer coisa, acompanhou seu reflexo desvanecer-se para dar lugar a uma forma envolta em trajes negros a observa-lo com uma face pálida tranqüila.
- Irmão...
-x-x-x-
Oh, the pictures have
All been washed in black
Tattooed everything
-x-x-x-
Silente. Foi como o jovem loiro ficou por alguns instantes após as palavras que lhe foram dirigidas. Não entendera nada ainda. Fitou mais atentamente os preciosos olhos avermelhados. Estavam tão vazios... não havia nada, nenhuma emoção, nada. Era como olhar um espelho, via apenas sua imagem espantada refletida, aqueles olhos não se importavam em serem observados e devolviam o olhar curioso com outro inexpressivo. Então eles piscaram, voltando-se para as chamas da lareira.
- Como uma batalha? - indagou Milo por fim.
- Exato. Com a habilidade e tudo o mais que se disporia para uma batalha.
- Por que isso? Eu... ah... estou tão confuso... responda minhas perguntas...
- Fez muitas perguntas. - murmurou frígido como a tempestade que caía fortemente do lado de fora. - Não posso responder todas.
A temperatura pareceu diminuir ainda mais. Não parecia que estava com Kamus... aquele jovem à sua frente era ele... mas ao mesmo tempo era tão diferente. Desde que o conhecera, o francês era como as geleiras da Sibéria, duro e frio, contudo, ao conquistar sua amizade conseguira um pouco mais de sociabilidade do ruivo, cujo olhar nunca era muito expressivo, mas também nunca chegara a deprimir Milo como estava fazendo naquele momento.
- Como assim? Se você está aqui se supõe que deve saber...
- Eu não disse que não sei. - sibilou vagamente. - Disse que não posso.
- E por que não pode? - estranhou, mas sua pergunta não teve resposta. - Kamyu...
- Procure se lembrar... - afastou-se do loiro, parando em frente à lareira de costas para ele.
Milo anelou, já havia tentado se lembrar várias vezes, não perdera a memória, no entanto sua mente recusava-se a recordar especificamente o motivo que lhe levara àquele local. Havia um abismo entre suas últimas lembranças e a situação atual, tão extenso que, indiferente ao esforço que fazia, não se deixava suplantar.
- Eu não consigo! De repente já estava com asas, vindo pra cá! Por quê? - a voz denunciava sua dúvida junto com uma impaciência crescente. - Você está... parecendo...
- O que houve a última vez que nos vimos? - interrompeu com indiferença, aparentemente mudando de assunto.
- Eu... - começou a refletir, não por olvide, apenas lhe escapara brevemente devido à sua situação. Em milésimos de segundos seu sangue acumulou-se nas faces deixando-as como as rosas de vermelho vivo que contemplara nos jardins em frente à mansão, abaixou a cabeça incapaz de falar.
- Constrangido? - a indagação veio com indícios de iniqüidade, ainda sem se virar. - Não fique, não me importo.
Milo sentiu-se lentamente perfurado por um punhal. Ele estava dizendo que não se importava...
- Você... não...se... importa?
- Não. - simples assim. A frieza da palavra girava a lâmina no coração do loiro.
- Kamus... - murmurou lastimoso, aproximando-se dele em passos vagarosos. - eu te a-... - foi calado por um dedo, e a fala se perdeu.
- Não... - sussurrou, sem retirar a ponta do indicador dos lábios macios do escorpiano. - Não, não... - encostou a outra mão suavemente na face do rapaz.
O grego sentiu-se fraco diante dessa negativa, buscou os olhos dele, os rubis, no entanto, pareciam perdidos em algum ponto indefinível das flamas na lareira.
- Não, Milo... isso que ia dizer é um termo ilusório, criado para definir algo que as pessoas pensavam sentir, mas nunca tiveram realmente. - sibilou no tom indelével, entre o fragor do denso temporal e o ruído das crepitantes chamas que resplandeciam em seus olhos lúgubres, dando-lhe um aspecto..mefistofélico...(1)
Sentindo-se abalar, pelo insistente temor que se instalara em seu corpo há um período impreciso mas que lhe parecia incomensurável, o Cavaleiro de Escorpião calou-se perplexo ante tão espectral aparência que seu tão amado amigo evidenciava. Não era algo apenas exterior, mesmo que não quisesse acreditar, tudo lhe indicava que o interior também se encontrava nas trevas de algo incompreensível.
Nas complexas e improfícuas voltas que sua mente fazia para compreender, sentia-se levemente aturdido e seu rosto caracterizava assombro. Dedos leves deslizaram sobre as suaves plumas alvas que compunham suas longas asas, trazendo a mente de Milo outra vez ao sinistramente parado ambiente quase desprovido de luminosidade. Ao encontrar o olhar do jovem francês, que devido à imensa frialdade que continha talvez pudesse converter em gelo as lágrimas que se formavam nos seus olhos azuis, o loiro não conseguiu pronunciar palavra alguma.
-x-x-x-
Oh, All the love gone bad
Turned my world to black
-x-x-x-
Languidamente o jovem de asas escuras aproximou-se do gêmeo, que havia se detido perante uma escultura de uma jovem com os braços cruzados sobre o peito, fitando-a como se quisesse destruir o mármore com o olhar, sentindo a presença do irmão desviou a atenção da estátua mas não se moveu.
- Hmm... - murmurou Kanon, não obtendo réplica começou a falar. - Kamus não foi muito legal quase ordenando que saíssemos de lá... não acha, Saga?
Um silvo de ar foi tudo que ouviu.
- O que será que o Milo vai fazer? - indagou pensativo, mas revirou os olhos quando ele não respondeu. - Você está me ouvindo?
Saga maneou a cabeça, assentindo e começou a andar. O gêmeo o seguiu.
- Hey... o Aiolia ficou naquele cômodo sem nada... - disse em um tom ardil, assoprando a franja para afasta-la dos olhos.
- Hn...
- Se bem que... - agilmente precipitou-se em frente a Saga. - não ia importar se ele estivesse aqui, né? - sorriu concupiscente, envolvendo-lhe o pescoço lívido com as mãos.
O Cavaleiro de Gêmeos apenas maneou a cabeça concordando, antes de ter os lábios capturados pelos de Kanon.
-x-x-x-
Tattooed all I see
All that I am
All I'll ever be...
-x-x-x-
- Bem, - começou Kamus em seu tom plácido, os lábios tão próximos que soprava as palavras direto para a boca do escorpiano. - você também pode encarar como um jogo, ao invés de uma batalha, afinal a vida é um grande jogo...
Milo o fitou perdido e ele continuou.
- Diversas peças e obstáculos estão nesse jogo. Muitos perdem sem realizar ou obter respostas para tudo que gostariam...
-x-x-x-
Continua...
-x-x-x-
Milo: Ok, entendi o pq dos risos... jah tow me arrependendo de gostar de ser o principal... -.-'
Hokuto: Tarde demais, Milóvski! XD
Milo: Ao menos tenho asas! Isso é tão legal! XDD
Todos: ... u.u'
-x-x-x-
(1) Mefistófeles é o demônio intelectual das lendas germânicas... mefistofélico eh, portanto, sinônimo para demoníaco, terrível... (Hokuto também eh cultura... -.-')
N/A: Esqueci de mencionar antes que a música do capítulo anterior 'In Quest For' é do Avantasia. A música Black, que desfila por este é do Pearl Jam.
Heheh nada esclarecido neh? Sorry, mas vocês vão ter que acompanhar pela perspectiva do Milo mesmo... nada de explicações antes da hora... XD
Ahh tem várias idéias dançando na minha mente, mas non se encaixam em nenhuma das minhas fics e eu non vou começar outra sem acabar essas T-T Hmm, bem, percebi que logo vão fazer 4 anos que to nessa de escrever fics, então tenho que escrever algo pra comemorar... -.-'
Finalizando: Flavia, Ilia-chan, Shakinha, Kate, Chibi, obrigada pelas reviews, foi um tremendo incentivo pra continuar x.x'
E como ficou esse cap? Reviews pra io... o/