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11/01/2007 – Bom dia, boa tarde, boa noite. Sim, E-U E-S-T-O-U D-E-S-E-N-T-E-R-R-A-N-D-O E-S-T-A F-I-C. Pra falar a verdade, eu quase desisti dessa fic, sim. Sabem por quê? Por que depois daquele capítulo lemon, eu vi que várias pessoas pararam de comentar, e eu quase não recebi comentários. Os poucos que recebi diziam coisas como "legal", ou "". E só. Me senti desmotivada, pareceu que toda aquela espera era só por causa do lemon, e que a maioria das leitoras não se importava tanto com o resto da história. Mas devido aos comentários que recebi recentemente (o que me espantou, porque faz muuuito tempo que essa fic foi publicada), eu percebi que tem sim gente querendo que eu continue. E eu queria agradecer a essas pessoas, porque me motivaram a continuar a escrever. Por causa delas aqui estou eu, desde a meia-noite até as quatro da manhã, pra terminar essa fic! E graças a elas, aqui está o nono e último capítulo de Meu Único Desejo! Muito obrigada!
Mari
IX
De volta para casa – parte II
- Preste atenção no que eu vou dizer... – começou Yomi.
Mukuro olhou para ele com o mais profundo desprezo. Quem ele pensava que era? Agora ele achava que ela seguiria um plano dele, depois de tudo?
- Eu não vou prestar atenção em nada do que você disser! Daqui pra frente é cada um por si...chega de alianças. Entendeu?
Yomi estava pálido.
- Você não percebe que eles vão lutar lado a lado? Se lutarmos separados, vamos estar em desvantagem!
Mukuro se aproximou dele, tão séria e decidida que fez Yomi recuar um passo.
- Quem não percebe é você, Yomi...isso já se tornou uma questão pessoal. Vencer ou perder já não importa mais. – "Vamos os dois sair perdendo, de qualquer jeito...", pensou. - Eu cuidarei de Hiei, você de Kurama.
- Mukuro, se um de nós perder...
- Eu já ganhei de Hiei uma vez. E quanto a você, espero que não faça como Shigure e perca para um youkai classe A.
"Ela se esquece que foi por causa desse youkai classe A que eu me tornei hoje um youkai classe S...".
O senhor de Gandara fechou a cara para ela, mas não havia mais tempo para discutir. Duas silhuetas vinham se aproximando no horizonte.
- Eles estão vindo... – disse Mukuro. – e Kurama...está na forma de Youko.
"Então você realmente não o abandonou...e eu finalmente vou poder lutar com você. Infelizmente não era para ser assim..."
Yomi deu um sorriso triste.
- Eles realmente estão sozinhos... – começou Kurama. – Que diabos eles estão tramando...?
- Eles não estão tramando nada, Kurama. Dessa vez nós não demos tempo. – Hiei sorriu, presunçoso. – Mukuro já deve ter desistido. E se ela não quiser fazer acordo, não é aquele chifrudo que vai fazê-la mudar de idéia.
O kitsune não pôde deixar de sentir uma ponta de ciúme ao ouvir Hiei falando de Mukuro daquele jeito, mas...que besteira. Se eles estavam indo lá justamente para acabar com aqueles dois de uma vez todas...
- Viemos acertar as contas. – disse, quando finalmente pararam na frente deles.
- Já esperava por isso. – Yomi se manifestou. – Vocês têm alguma exigência?
Hiei deu um passo à frente, os olhos faiscando.
- Sim. Vale tudo, a luta será até a morte, e será um contra um.
Mukuro olhou triunfante para Yomi.
- Mas nós também queremos escolher com quem vamos lutar – disse Kurama. – Mukuro, eu serei seu adversário.
- O...o quê?
- Não se preocupe, deixaremos que vocês escolham o lugar. Yomi?
- Na minha arena. Atrás do castelo.
- Mukuro?
-...aqui. Agora.
- Que vençam os melhores – disse Yomi.
- Cale essa boca e vamos logo com isso – resmungou Hiei, enquanto os dois retiravam-se para o local escolhido pelo senhor de Gandara.
Antes de deixá-los, Hiei lançou um olhar significativo para Kurama. Não vá morrer sem que eu esteja aí pra salvar você, entendeu kitsune?, pensou o koorime. O olhar e o sorriso que Kurama deu em resposta pareciam dizer "Não me subestime", e então eles deram as costas e o youko encarou a mulher mais forte do Makai.
- Está pronta, Mukuro?
- Mais do que nuca estive – ela assumiu posição de luta.
O Youko sorriu. Acabaria com ela, mas seria penoso.
- Prepare-se, então. Vou acabar com você com o truque mais simples do mundo.
- Pf! Não seja presunçoso.
Ele não respondeu. Levantou os braços numa determinada posição, pronunciou algumas palavras e pétalas de rosas começaram a voar em alta velocidade em volta de Mukuro. Afiadas como navalhas. As pétalas estavam se tornando densas, e então Mukuro, com um movimento e uma explosão de energia, dispersou-as. Mas Kurama havia desaparecido, não estava mais em sua frente. Antes que ela o localizasse pela sua energia, uma rosa vinda de algum lugar entre as árvores passou rente ao rosto da youkai, e ela desviou.
- Droga... – Kurama murmurou, saindo de trás das árvores.
- Não tem coragem – ela gritou - de vir e me enfrentar cara a cara? Venha, Kurama!
Ele saiu correndo na direção dela. "Tolo! Está se atirando à morte!", pensou a youkai. Porém, antes de ele chegar muito próximo dela, um tremor de terra pôde ser percebido abaixo de seus pés. Em seguida, a Mimosa do Mundo das Trevas cresceu, fechando um círculo em volta de Mukuro.
Ela parou. Sabia que, enquanto não se movesse, a planta demoníaca não atacaria. Ficou imóvel por alguns segundos, até que deu um salto. Todas as enormes bocarras da planta viraram-se para ela, prontas para atacá-la...
Com um grito e um movimento dos braços, Mukuro fez lâminas de energia saírem para todos os lados, cortando todos os caules da Mimosa. Ela riu, enquanto via Kurama arregalando os olhos, surpreso.
- Não devia me subestimar tanto, raposinha!
- Não mesmo? – ele olhou feio para ela. – A cada minuto que passa sua vida está perto do fim.
- Pare de falar besteiras! Vamos, me ataque!
Ele correu novamente para ela, e dessa vez ficaram bem próximos. Ela começou imediatamente a atacá-lo com as lâminas de energia, rapidamente, e ele não conseguia desviar de todos. Ela era rápida. Porém, Kurama não estava atacando, estava procurando uma fresta... Novamente, ele atirou uma rosa. Dessa vez, ele conseguiu atingir o rosto de Mukuro, o que resultou apenas num corte. Ela parou de atacá-lo, e levou a mão ao corte. De lá retirou uma pequena e aparentemente inofensiva semente. Começou a rir.
- Esse era seu truque? Distrair-me com a rosa enquanto implantava a Semente da Morte em mim? – soltou uma risada fria. – Kurama... Eu já lhe disse para não me subestimar.
Kurama continuava sério.
- Morra, Mukuro.
- ARGH! Nã... Não pode ser...!
Ele havia colocado duas sementes. Duas sementes. O truque mais simples que poderia existir. Os galhos brotaram dentro do corpo de Mukuro, abrindo feridas por onde saíam. Ela caiu do chão.
- Agora é só uma questão de tempo até que você morra. Meu trabalho aqui terminou. – e virou as costas.
- K... Kurama... Espere!
Ele se virou.
- Hiei... Não deixe que ele morra, Kurama... Não pelas mãos de Yomi... Por favor...
Ele ficou encarando a youkai caída por um tempo, com os olhos estreitados. Em seguida, disse alguma palavra que Mukuro não ouviu, e a Planta da Morte começou a regredir, saindo do corpo da youkai.
- Não é desta vez que você vai morrer, Mukuro. Levante-se...
- Youko Kurama... Está tendo piedade de mim...?
- Levante-se e vá! – ele exclamou. – Suma daqui, vá para bem longe, não quero mais ouvir falar de você.
- Sim... – ela se levantou, com dificuldade, e virou as costas. – Vocês se merecem – disse, e sumiu entre as árvores.
Naquele momento, Kurama ouviu o grito de Hiei vindo da arena: "ENSATSU... KOKURYUUHAAA!".
Algum tempo depois, Hiei veio correndo até ele, sem a atadura dos braços e da testa, cheio de hematomas. Kurama, que estava cheio de cortes sangrando, sorriu para ele:
- Você está péssimo.
- Hunf. Olha quem fala. Você a matou...?
- Não. Percebi que, no final das contas, ela se importa com você. E temos isso em comum. Mas não ouviremos mais falar dela – fez uma pausa, e continuou. – Você também não o matou, não é?
- Hunf – Hiei desviou o olhar. – Eu não conseguia atingi-lo por causa de um campo de força, então mandei o Dragão Negro pelo único luar desprotegido... Por baixo da terra. O maldito ainda tinha forças, mas riu e disse que ninguém tinha feito isso antes, então ele considerava-se derrotado, por não ter pensado nisso. E me pediu para matá-lo, porque eu havia tirado dele não só a honra em uma luta, mas... Você também.
- E...?
- E eu não o matei! – exclamou, bravo. – Detesto que me dêem ordens. Ainda mais se for de um idiota derrotado no chão. Mandei que ele fosse embora, para bem longe.
- Talvez ele se encontre com Mukuro. Mas... Não está contente, koibito? Acabou.
- Como assim, acabou? – ele sorriu, e puxou-o pelas vestes até ficar com os rostos colados. – Acabou de começar, raposa. Quero ver se o Youko é tão bom de cama quanto o ningen.
- Você vai se surpreender, koibito...
Kurama sorriu, e abraçou o demônio de fogo, jogando-o no chão e deitando por cima dele.
Hiei riu.
- Aqui, kitsune?
- É, aqui... agora... – ele sussurrou com a voz rouca, lambendo o canto da boca do koorime.
É, a história de Mukuro e Yomi acabou... Mas a deles estava só começando.
FIM