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Anime/Manga » Saint Seiya » A Espada e a Fênix reedição
Juliane.chan1
Author of 132 Stories
Rated: M - Portuguese - Adventure/Romance - Ikki - Reviews: 16 - Updated: 04-24-05 - Published: 03-24-05 - Complete - id:2319624

A Espada e A Fênix

Bem...devo antes de mais nada devo esclarecer o que houve. Minha antiga conta no Fanfiction foi deletada por um bando de invejosas que não tem mais nada o que fazer a não ser destilar seus venenos e suas frustrações em pessoas que nada tem com a vida delas. Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, e possuo amigas verdadeiras que me apóiam e sempre estão do meu lado, não vou parar de escrever nunca!

Por que escolhi reaparecer com esse fic...Bem...Esse foi o primeiro fic que escrevi em minha vida, e com o meu cavaleiro de bronze preferido...E queria refazer o fic, e colocar cenas extras!

E como ele é a Fênix que renasce das próprias cinzas, cá estou eu! O/

Aos poucos eu vou recolocando todos os meus fics...até esse fim de semana ta tudo normalizado!

Beijos e Feliz Páscoa!

Capítulo I:

"Senhor, acorde. Está me ouvindo?"

A voz feminina era suave, mas abafada, e vinha acompanhada de um forte zumbido.

"Acho que está morto."-disse uma segunda voz feminina.

"Não. Seu coração bate! Por favor, acorde!

A escuridão era intensa, porém, reconfortante. Ele desejava mergulhar nela até cair no esquecimento total.

Entretanto, aquela mulher parecia não querer permitir.

"Está muito ferido! Precisamos levá-lo até um lugar seguro!"

"Não! Se levá-lo até a Cidadela terá problemas! Estranhos não são permitidos!"

"Não posso deixá-lo aqui! Sei que está sentindo dor, mas tente abrir os olhos, preciso saber se está consciente."

Desejou pedir a ela que o deixasse em paz. Sentia-se muito ao tentar falar, só o que conseguiu foi um gemido. Tentou abrir os olhos, sua visão estava embaçada.

Tudo o que via era um borrão,que aos pouco foi tomando a forma de uma bela garota.

Ela tocou seu rosto. Sua mão era fria e macia. Sentiu-se bem com aquele toque. Ela tinha belos e expressivos olhos castanhos. Os cabelos compridos, também castanhos, emolduravam seu belo rosto. Seria um anjo?

Incomodado pela luz e pela dor lancinante em sua cabeça, voltou a fechar os olhos.

"Como é o seu nome? De onde veio?"

Seu nome? De onde vinha?...Não conseguia se lembrar de nada. Teria família?...A dor o impedia de raciocinar direito. Tudo o que queria era voltar a dormir.

"Perdeu os sentidos. Chame os outros, vamos levá-lo!"

"Mas,...senhora...Está usando uma armadura, deve ser um cavaleiro..."

"Olhe para ele Rina. Ele não oferece perigo algum!Além do mais, não vou levá-lo para a cidade. Ele irá para a minha casa, no lago."

A serva sabia que uma decisão de sua senhora nunca voltava atrás. Levantou-se e partiu em direção à estrada que levava à Cidadela.

Lana estava sozinha com ele naquela praia abandonada de uma ilha esquecida no meio do Pacífico. Como chegou até lá? A ilha ficava em águas perigosas e até os mais experiente dos marinheiros evitava aquela área, e raramente tinham visitantes, e eles costumavam usar o pequeno porto da vila dos pescadores do outro lado da ilha.

Aquele era o refúgio dos Guerreiros Celestiais, servos fiéis da deusa Hera, e Lana era a sacerdotisa mais fiel da deusa, a guardiã da Espada Sagrada e intermediária da própria deusa. Filha de um antigo guardião e um estrangeira que veio do continente. Um desconhecido entrar na Cidadela, sem autorização era um crime terrível, punido com a morte.

Além do mais havia Reuarc, que se achava o senhor absoluto da Cidadela e dela, desde que seu irmão Arman havia desaparecido, o maldito não estava na ilha e seus homens vigiavam todos os seus movimentos. Mas ela não poderia deixar um homem gravemente ferido ali.

Lana estudou suas feições. Não se enganava, havia visto este mesmo rosto em seus sonhos, era um presságio de que a escuridão que envolvera a ilha durante meses iria terminar, estava diante do homem que em seus sonhos viera salvá-los.

Seus traços eram belos.

Seus cabelos, eram azuis escuros, quase negros, embora estivessem molhados pela água do mar, ele abriu um pouco os olhos e ela viu que eram azuis, eram olhos de um oriental. Um homem esbelto e musculoso. Deveria ter uns vinte anos, como ela. Tinha as mãos longas e firmes, as mãos de um lutador, e uma cicatriz em seu rosto, o deixava mais belo.

Não resistiu e tocou na cicatriz com as pontas dos dedos e percorreu o caminho que ela fazia. Ele estremeceu com o toque. De repente, retirou a mão. O que estava fazendo? Seria ele o homem de sua visão que iria salvá-los de Reuarc?

Logo Rina chegou, acompanhada de outros cinco guerreiros. Eles seguiam as ordens de Lana e tratavam de carregar o homem por uma outra estrada, que levava até o seu chalé.

"Viu a armadura dele, senhora?"

"Sim. É a armadura de Fênix!"

Depois de uma longa caminhada, eles chegaram até um lago, onde havia um chalé, simples e antigo, entraram e o colocaram em uma cama, que estava em um canto do enorme cômodo. Ela ordenou que os outros fossem embora e não revelassem nada a respeito do jovem, e que deveriam avisar seu tio Creon para que viesse imediatamente. Os homens saíram e ficaram Lana e Rina.

"Busque água fresca Rina, depois a aqueça."-ela ordenou.

A jovem assentiu com a cabeça e cumpriu as ordens de sua senhora.

Lana caminhou até o canto do cômodo rústico e abriu um velho baú. Retirou algumas túnicas e uma velha camisa de Arman que, em poucos segundos, havia se transformado em tiras para os curativos. Em uma algibeira de couro,buscou ervas e começou a preparar a infusão do ferimento. Rina trouxe, em poucos minutos, a água quente.

"Rina, quero que volte para casa."-disse-lhe.-"Se algum dos homens de Reuarc lhe fizer perguntas diga-lhe que...estou em meditação e não poderei ser interrompida. Eles sabem que como sacerdotisa da deusa, tenho certas obrigações e rituais, proibidos aos demais."

"Sim. Tome cuidado, senhora!"

"Você também."

Lana retirou a armadura do desconhecido e a guardou no velho baú, debaixo de roupas velhas e começou a limpar e a cuidar dos ferimentos do rapaz.

Desde que o irmão desapareceu há seis meses a ilha estava sob o governo de Reuarc, um homem bruto e cruel. Ele desejava o poder absoluto, mas não podia tê-lo uma vez que Arman tinha um herdeiro, um menino de apenas oito meses de vida.

Para protegê-lo, sua irmã e a sua cunhada, Lana "permitiu" que Reuarc assumisse a ilha, no entanto ele descobriu que se casasse com ela, como irmã do líder e sacerdotisa da deusa Hera, poderia assumir a liderança absoluta dos Cavaleiros Celestiais e os poderes que a deusa conferiu apenas aos membros de sua família.

Lógico que os amigos de seu irmão jamais permitiriam, mas isso não impediria o verme do Reuarc de tentar. As intenções de Reuarc eram obscuras. Lana sentia uma aura maligna em volta dele, ela sabia que ele não era tão fiel à deusa e a missão que seus ancestrais assumiram em nome da deusa há milhares de anos atrás e que era cumprida por seus descendentes.

Não poderia permitir que essa afronta continuasse, mas sozinha não poderia fazer nada. Ele era o líder agora, e mesmo contra a vontade de muitos guerreiros suas ordens eram cumpridas. Além do mais, os amigos de seu irmão estavam distantes, em missões impostas por Reuarc, ou desaparecidos, ou talvez estivessem mortos, como muitos suspeitavam.

Balançou a cabeça, afastando os pensamentos negativos e voltou-se em direção ao enfermo. Ajoelhada ao lado da cama, Lana começou a cuidar de seus ferimentos. Se ele tivesse sorte, não haveria hemorragias internas e nenhum órgão vital teria sido atingindo. Ele sobreviveria.

Começou a se concentrar e seu cosmo começou a emanar de seu corpo, ela o direcionou através das mãos para o corpo do rapaz, esperando curá-lo rapidamente.

Oooooooooooooooooooooo

Algumas horas depois, a lua cheia iluminava o céu. O jovem ferido finalmente abria os olhos. Onde estava? Olhou ao seu redor e não conseguia reconhecer o local. Virou ao perceber que havia alguém com ele.

Uma mulher estava sentada em um banco e debruçada sob a cama, adormecida. Ele a reconheceu, era o seu anjo, usando um vestido branco, como os usados pelas mulheres na Grécia Antiga, só que mais curto. Ao se movimentar na cama, tentando se levantar, ele a despertou.

Levantou a cabeça e ajeitou os cabelos, fitou o homem a sua frente. Para a sua surpresa, encontrou-o acordado.

"Você acordou! Que bom, os ferimentos não foram tão graves."

À medida que falava, ela inclinava-se em sua direção, e ele pôde perceber que estava preocupada. Conhecia aqueles olhos. Eram castanhos. Lindos...Lábios carnudos, em um rosto oval emoldurado por belíssimos cabelos castanhos ondulados, que chegavam até a sua cintura.

"Senhor?"-Lana o instigava.-"Pode me ouvir?Consegue falar alguma coisa?"

"Hum...sim, posso escutá-la."-conseguiu dizer, com a voz rouca.

"Como se sente?"

"Não muito bem."

"Não duvido. Você sofreu vários ferimentos, inclusive na cabeça. Não se é o seu nome?"

"Meu...nome? Eu...eu não consigo me lembrar."

A jovem que o ajudara o observava com a testa franzida.

"Talvez seja melhor buscar..."-ela levantou preocupada.

"Não."-tentou erguer a mão para detê-la.-"Espere. Não vá ainda."

Por alguma razão, não desejava que ela se fosse. Não queria ficar sozinho,dolorido e lutando contra a confusão que o assolava. Estava certo de que sua memória retornaria tão logo pudesse se acalmar e descansar por alguns minutos.

"Rapaz."-disse um velho senhor de barbas esbranquiçadas, que entrava naquele momento no chalé apoiado com uma bengala."Confie em minha sobrinha. Aqui você estará em boas mãos. Não existe melhor curandeira em todo o Pacífico que Lana. Vim assim que Rina me contou tudo, minha cara. Eu sou Creon, rapaz."

Lana. Um belo nome, ele concluiu.

"Obrigado por me salvar, Lana."

"Sente dor de cabeça?" -perguntou o velho, examinando-o.

"Sim."

"É o esperado, que bela pancada você deve ter levado na cabeça!"- o velho ergueu uma sobrancelha.-"Consegue se lembrar de como foi atacado?"

"Não muito, creio."

Ele fechou os olhos, imagens confusas apareceram em sua mente. Um homem de sorriso cruel...atacado à traição...a imagem de uma mulher de cabelos arroxeados...uma menina loira, seriam importantes? Quatro rapazes de armaduras...um garoto de cabelos verdes...Quem seria?

"Não consegue lembrar seu nome?"-continuou o velho.

"Não."-respondeu desanimado. Pensou em uma família que poderia estar preocupada com ele e pudesse procurá-lo. Não conseguia lembrar de nada. Levou a mão até a fronte e gemeu.

Sentiu o toque delicado de Lana em sua mão, parecia querer reconfortá-lo.

Ele olhou bem fundo naqueles olhos castanhos e sentiu hipnotizado por eles. A postura de rainha que Lana mantinha diante dele o enfraquecia mais que qualquer um de seus problemas.

Ela soltou sua mão e caminhou até um baú. Retirou de lá o elmo da armadura de Fênix. Creon se aproximou e estudou a armadura. Por fim olhou para o rapaz e disse:

"Ouvi falar de um Cavaleiro de Athena. Um Cavaleiro de Bronze tão forte quanto um dos lendários Cavaleiros de Ouro. É chamado de Ikki, de Fênix! Talvez seja você."

"Este nome...não me traz nenhuma recordação."-respondeu desanimado.-"Mas é melhor do que não ter nenhum nome. Podem me chamar de Ikki, se quiserem."

"Tio, é melhor que ele descanse. Amanhã com certeza estará mais forte e poderá se lembrar de algo."

"Sim. Mas é melhor que nem Riel ou Mageean saibam que você está aqui. São homens ardilosos e cruéis. Uma vergonha à deusa Hera, que nos últimos dois mil anos tenta reparar seus erros."

"Deusa Hera?"Ikki pergunta curioso.

"Sim."- prosseguiu Lana.–"Esta ilha no Pacífico é o lar dos Guerreiros Celestiais. Fomos criados pela deusa Hera para proteger o local sagrado onde um grande mal foi encerrado. Este mal que a própria deusa liberou no mundo para desafiar Athena, ela queria saber se seus cavaleiros eram mesmo fortes. Quase causou sua destruição. Os deuses se uniram para detê-lo. A deusa profundamente arrependida de seu ato se prontificou a ficar aqui e manter o lacre da prisão encerrado para sempre. Hera não pode sair desta ilha, pois seu cosmo é o que mantém o lacre. Sou sua sacerdotisa e uma das poucas pessoas autorizadas a vê-la, além de meu irmão. Mas..."

"Mas?"-ele insistiu, interessado no que Lana dizia.

"Deixe isto para depois."-respondeu com um sorriso, que o deixou desconcertado.-Amanhã continuaremos a conversar.

"Enviarei um mensageiro secretamente até o Santuário em Atenas, minha sobrinha. Eles precisam saber o que houve com um de seus cavaleiros. Isto poderá levar alguns dias."

Ela assentiu com a cabeça.

"Você vai embora?-De novo, sentiu-se desconfortável por vê-la partir. Talvez por que, neste momento, Lana era a única amiga que conhecia."

"Ficarei bem aqui."-ela prometeu.

Continua...

Notas:

"SOU BRASILEIRA E NÃO DESISTO JAMAIS!"

Esse é o meu lema !

Não se preocupem, gente..logo, logo eu normalizo tudo!

Beijos e mais uma vez obrigada a Naru-L por ter me ajudado!

Amo vocês!

U.u e não adianta, Arthemisys..o Lex Luthor não tá nessa história!

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