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POLICE HISTORY
Fic reeditada e repostada.
A idéia de fazer um fic UA com um contexto ligado às histórias policiais era antiga. Há muito tempo queria fazer um fic que unisse ação, mistérios, romances e comédia com dois personagens de Saint Seiya que possuem legiões de fãs no mundo inteiro: Kamus e Miro.
Sem dúvida alguma, eles formam uma dupla explosiva, e ficava imaginando os dois como policiais, envolvidos em casos complicados e perigosos. Embora eles sejam os principais protagonistas dessa série de casos policiais, muitos personagens queridos e também fãs, participarão.
A escolha do cenário para as histórias é a cidade de Nova Iorque, e não foi ao acaso. É uma cidade com um sério problema de criminalidade, uma grande metrópole que reúne pessoas do mundo inteiro em suas ruas. Com historias e cenários que poderão compor infindáveis temas para muitas aventuras.
História inspirada nos seriados policiais de sucesso: Lei e Ordem e CSI. E nos filmes do gênero.
Não estranhe certas situações, considerem "liberdade poética" de uma escritora.
Boa leitura!
Prólogo: Departamento de Casos Especiais
O carro modelo Prada de cor azul entrou no enorme galpão localizado no porto de Nova Iorque. Saíram dele dois homens vestidos de terno e gravata. O primeiro era muito jovem, e parecia nervoso com alguma coisa, possuía cabelos loiros curtos e olhos castanhos. O segundo já aparentava calma, um ar maduro, os olhos escondidos por um par de óculos escuros e os longos cabelos azuis presos por um rabo de cavalo.
Eles avistam outros três homens se aproximando. Um deles um senhor com talvez quarenta anos, acompanhado de dois fortes guarda-costas. O homem de cabelos azuis antes de caminhar até o trio, retira da mão sua aliança e a guarda no bolso da calça.
-Vamos.-disse ao seu parceiro.
-Ah, senhor Du Pont!-disse o homem.-Sei que é francês, mas sua pontualidade é britânica, Kamus!
-Costumo levar meus negócios a sério, monsieur Lomax.-respondeu-lhe retirando os óculos e guardando no paletó.
Com esse movimento os seguranças de Lomax fizeram questão de sacarem as armas. Kamus fez um gesto de paz levantando a mão livre.
-Não confia em mim, Lomax?
-Nem em meu cachorro eu confio, Du Pont.-ele faz um gesto.-Permita pegar sua arma? E a de seu amigo?
-Certamente.-ele levanta as mãos e um dos seguranças o desarma, fazendo o mesmo com o outro rapaz.-Mas devo dizer que isso me ofende, mon ami.
-Desculpe-me, mas foi assim que cheguei até onde estou.-ele estende a mão para apertar a de Kamus.-Sem ressentimentos?
-Sem ressentimentos.-ele aceita o cumprimento.-Tomy, traga a sacola.
O rapaz trouxe uma mochila escolar e entregou a Kamus, e este por vez passou a Lomax, que a abriu avidamente, olhando com cobiça para o dinheiro lá dentro.
-Onde está a droga?-Kamus perguntou.
-Hehehehehe, isso ai.-ele faz um gesto e entrega a mochila a um dos seguranças.-Rapazes, levem Tomy para beber algo no meu escritório enquanto converso com Du Pont.
O rapaz olha para Kamus que faz um gesto com a cabeça concordando, depois que ele entra na sala com os seguranças, Lomax se aproxima de Kamus.
-Me diz, Du Pont. Há quanto tempo trabalha com esse garoto?-conduzindo-o devagar até a sala.
-Thomas Sherman? Há uns quatro meses. Por que?-Kamus ficou desconfiado.
-Sabe o que é. Ele vivia fazendo perguntas indelicadas aos meus rapazes, sobre o meu químico, aquele chinês que eu matei, sabe, enfim...perguntas demais. Então mandei um dos meus associados segui-lo e adivinhe só.-ele abre a porta e mostra Tomy amarrado e amordaçado em uma cadeira.-Ele é um maldito tira!
Kamus não disse nada.
-Então, pensei...-ele pega uma arma e aponta para a sua cabeça dele.-Será que você não seria um também?
-Estou tão surpreso quanto você, Lomax.-Kamus não esboçou reação alguma.-Mas não se esqueça que foi você quem me procurou para tratarmos de negócios. Quer distribuir sua droga aqui em Nova Iorque e controlar o mercado como fez em Miami, e veio a mim.
-Verdade.-ele abaixa a arma e a entrega a Kamus.-Mas só terei certeza se você provar que é leal. Estoure os miolos do tira e falaremos de negócios.
Kamus pega a arma e olha diretamente para o assustado Thomas Sherman, que tremia e suava frio. Ele encosta a arma na têmpora dele, Thomas fecha os olhos e Kamus aperta o gatilho.
Ouve-se um click, a arma estava descarregada. Lomax começa a rir e a bater palmas.
-Gosto do seu sangue frio.-ele disse, apontando uma mala com drogas.-Vamos aos negócios.
Ao dar as costas, um dos homens de Lomax coloca saco plástico na cabeça de Thomas e começa a apertar, tentando sufocá-lo.
-Mate o desgraçado e jogue o corpo no mar.-falou o bandido.
-Um momento.-disse Kamus.-Minha arma. Diga Lomax. Você matou realmente Michael Weng?
-Sim. Eu mesmo fiz questão de cortar a garganta daquele desgraçado dedo-duro.
-É bom saber.
Kamus pega a arma, e no instante seguinte dispara contra o homem que tentava sufocar Thomas, atingindo seu peito. E tão rápido como um raio, dispara contra o outro atingindo o ombro deste desarmando-o. Antes que Lomax pudesse pegar sua arma, Kamus a coloca em sua cabeça.
-Está preso pelo assassinato de Michael Weng e por porte e distribuição de drogas.-falou, mostrando um distintivo e um microfone escondido na roupa.-Eu também sou um maldito tira.
Algum tempo depois, o lugar foi tomado por várias viaturas policiais. Kamus ajuda seu parceiro a se livrar das cordas, ele levanta-se nervoso, bufando de raiva.
-O que era aquilo!-esbravejou.-Você poderia ter me matado! Apontou uma arma para a cabeça do seu parceiro!
-Mas não morreu.-respondeu friamente.
-Vo-você sabia que a arma estava descarregada, não é?-perguntou com receios.-"Pelo peso dela, você sabia?
-Bem...poderia ter uma bala ainda.-Kamus pega a arma e aponta para cima, aperta o gatilho e desta vez ela dispara.
-Francês filho da mãe!-ele gritou.-Você é louco!
Kamus não deu atenção, e saiu do local deixando para os seus colegas o cuidado com o local do crime.
-Se não agüenta o D.C.E.!-respondeu.-Peça demissão. Não admito qualquer um na minha equipe.
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Do outro lado da cidade.
Milo Alessandros desperta ao ouvir as batidas incessantes da porta da frente, ele abre os olhos e vê a bela loira deitada em cima dele. Sorri lembrando da noite anterior.
As batidas na porta aumentam.
-Carol!-alguém gritou e voltou a esmurrar a porta.
A mulher levanta a cabeça assustada, tentando se cobrir com o cobertor.
-Meu marido!
-Seu marido?-Milo senta na cama confuso.-Você é casada?
-Estávamos nos separando.-ela tentou explicar.-Disse a ele na cadeia que queria o divorcio.
-Cadeia? Ele esteve preso?-Milo apontou para a porta que voltou a vibrar com alguém tentando derrubá-la.
-Foi preso pro agredir um rapaz que mexeu comigo na rua.-ela suspirou.-Marc é tão ciumento.
-Carol! Abre essa porta! Eu sei que tem um homem aí!-o outro berrou.-Vou matar o desgraçado e lavar minha honra com sangue!
-Vai embora, Marc!-disse a outra.
Milo levanta tentando encontrar as roupas, como não achava,pegou um lençol e se enrolou nele. A porta ameaçou cair com outro baque. Ele encontrou as calças, e quando pretendia vesti-las, a porta foi arrombada.
-Pela janela.-Carol apontou.
-Estamos no oitavo andar!-Milo disse, mas ao ver o marido da loira aparecer tratou logo de pular a janela, ainda enrolado no lençol, enquanto Carol tentava distrair o marido traído.
-Cadê o desgraçado!
-Marc, por que voltou?
-Carol...eu te amo.-ele começa a chorar.-Não vivo sem você. Me perdoe.
-Oh, Marc...-e eles se abraçam emocionados.
Com agilidade, Milo se segura e anda com cuidado pelo lado de fora do prédio até o apartamento do lado, entrando por uma janela aberta, assustando duas velhinhas que assistiam TV na sala.
-Hã...Bom dia.-disse meio acanhado.-Já to de saída.
-Alto lá, punk!-mandou um velho, aparecendo com um rifle.-Mãos ao alto, Marge chame a policia.
Milo obedece e levanta as mãos suspirando, deixando o lençol cair, revelando sua nudez. Uma das senhoras perde os sentidos, e a outra se abana pelo calor que começou a sentir, piscando para Milo.
Completamente constrangido, o rapaz imagina se o dia pudesse piorar.
E piorou...Mais tarde, quando ele chega ao trabalho, no 12° DP da cidade de Nova Iorque, foi o alvo das piadas dos colegas.
-Ei, Alessandros. Tem um ônibus cheio de velhinhas carentes te esperando lá fora.
-Há há...to morrendo de rir.-resmungou.-Droga, aquele cornudo tinha que aparecer!
Sentou na mesa e viu várias fotos de senhoras de idade em trajes íntimos. Bufando pegou as fotos e as jogou no lixo, ignorando as risadinhas.
Suspirou, mas um envelope na mesa chamou sua atenção. Pegou-o e leu que era o Departamento de Justiça. Com ansiedade, abriu o envelope e leu, depois deu um grito de alegria e pulou igual a um menino.
-Saiu! Saiu minha admissão no D.C.E.!-ele vibrava.-Cara! Que demais! Vou trabalhar no Departamento de Casos Especiais!
Continua...
Bem...essa é uma pequena apresentação dos protagonistas principais.
Como será a recepção de Milo no D.C.E? Será que Kamus o receberá bem?
Em breve...