|
Author of 132 Stories |
CAPÍTULO 16:
Betado por Arthemisys
Em um caríssimo condomínio.
Dois homens tocavam a campainha de uma cobertura. Esperaram pacientemente que a porta fosse aberta por um homem calvo e com cara de poucos amigos, e aparentemente nervoso.
- O que querem?
- Sr. Tokumaru, somos da polícia.-Ikki mostrou a identificação.
- A esta hora?
- Gostamos de fazer hora extra.-Giovanni sorriu irônico.-Podemos conversar?
-Não é uma boa hora. Voltem amanhã.
- Quem é Tatsume?-um rapaz de cabelos castanhos claros chegou.
- Não é da sua conta!-respondeu rispidamente ao rapaz que estreitou o olhar.- Seu trabalho é trazer a senhorita Kido para casa! Vá!
- Problemas?-Ikki indagou, barrando propositalmente a saida do rapaz.-Você é?
- Jabu.-Tatsume disse o nome.-Ele é o guarda costas da senhorita Kido e agora tem que ir buscar ela.
- Como guarda costas não deveria estar com a moça?
Jabu ficou com uma expressão de quem não havia gostado do comentário feito por Ikki.
- Ela está na casa de uma amiga.-respondeu o rapaz.
- Mesmo assim. O avô dela foi assassinado e ela sai sem proteção?
- Assassinado?-Jabu olhou para Tatsume.-Não foi um acidente?
- Esmagado por um conteiner? Não é algo comum né?-riu Giovanni.-Ainda mais que foi possível ver na parte que não virou panqueca que ele sofreu um golpe, igual ao de um murro com um soco inglês.-olhou para a mão do Jabu.-Mãos de lutador.
-Pratico pugilismo e artes marciais.-respondeu o rapaz.-Com sua licença, tenho que ir trabalhar.
-Como guarda costas, deve ter uma arma. Podemos vê-la?-indagou Ikki.
-Eu tinha. Foi roubada...
-Roubada? Que infeliz coincidência.-o policial japonês ironizou.
-Eu fiz uma queixa sobre o roubo e...
Calou-se quando a porta do elevador se abriu e uma moça de longos cabelos, e olhar cansado, apareceu. Ela ergueu uma sobrancelha ao ver todas aquelas pessoas reunidas e depois ficou séria.
- Senhorita Kido! Aonde esteve? Sabe que não pode sair sem me avisar e...
- Fique quieto Tatsume.-ela falou em um tom impaciente e áspero, fazendo o homem calar-se.- Eu fui ver meu namorado.
- Aquele homem sem classe?-Tatsume parecia horrorizado.- Ele é indigno da senhorita!
- Isso sou eu quem decido.
-Não deveria ter saído sem mim, senhorita.-Jabu comentou.
- Há muito tempo que vou aonde quero sem sua sombra atrás de mim, Jabu. E que fique claro aos dois. Verei Seiya sempre que eu quiser e ele é bem vindo aqui quando desejar. Entenderam?
- Sim, senhorita.-responderam os dois ao mesmo tempo.
- E os senhores?-ela indagou olhando os policiais.
- Podemos conversar?-Giovanni indagou e Saori assentiu com a cabeça, e com um gesto pedindo que entrassem. Depois olhou para Jabu.-Está dispensado.
Em silêncio ele se retirou do local, saindo pelo elevador de serviço.
- Vou dar uma voltinha.-avisou Ikki, deixando o parceiro para conversar com a neta de Kido.
Cerca de quarenta minutos depois, voltaram a se encontrar no hall de entrada do condomínio. Ikki o recebeu com um sorriso.
-E então?
-Aquele mordomo é um cachorrinho que obedece às ordens da senhorita Kido. Em todo momento ele só sabia dizer: sim, senhorita...pois não senhorita...agora mesmo, senhorita.-suspirou.-Ou é um tremendo ator pra fingir ser tão puxa-saco!
- Adivinhe o que descobri com o porteiro? Kido não aprovava o namoro da neta com um estudante japonês e pobre. Ela se mudou para cá para ficar perto dele que conseguiu uma bolsa de estudos.
- Isso já sabemos.
- Só que outra pessoa também não aprovava. O guarda costas.
- Jabu?
- Ele é obcecado na patroa. O porteiro disse que foi testemunha de um toco que ele recebeu da garota. Ele se declarou para ela e Kido o ameaçou despedi-lo se continuasse a lhe importunar. Havia se queixado com o avô sobre isso... Dois dias antes dele ser morto.
- Hmm... E a arma dele foi roubada.
- Mãos de lutador. Será que ele tem um soco inglês?
- Vamos perguntar para ele.
-Depois... Estou atrasado.-Giovanni olhou para o relógio.-E você também!
- Droga! O jantar com a família da Themis!
Kamus tentava em vão retornar a ligação para o celular de Marcia. O número sempre caia na caixa de mensagens. Frustrado largou o aparelho no banco ao seu lado e voltou a se concentrar na direção.
Respirou profundamente e voltou a discar, desta vez o número de seu parceiro. Não demorou a ser atendido.
-Onde você estava francês?
- Investigando.-respondeu.-O que descobriu?
-Estou com seu cunhado aqui.-respondeu Milo.
- O quê?
- Encontrei o Bergman, irmão da Liz. Estou olhando para ele agora aqui da central.
- Na central? Fomos afastados do caso!
- Ei. Estou apenas conversando amigavelmente com ele. Até refrigerante paguei para o rapaz.-sorriu do outro lado da linha.- Vem para cá.
- Já... Espere, recebi uma mensagem. Talvez seja a Marcia.-colocou Milo na espera e acessou a caixa de mensagens do seu celular.
No entanto, o que viu o deixou arrepiado.
"Bela tentativa detetive... Dois morrem hoje... Mais cinco em quarenta e oito horas se não me pegar."
Voltou a falar com Milo, com a voz alterada.
-Ele está com o celular dele?
- Hã?
-Ele está usando o celular? Recebi uma mensagem dele!
- Droga. Não vi isso!
-Avisou que dois morreriam hoje.
-Ele não vai matar ninguém. Vai ficar aqui paradinho onde está!
-Isso se ele for quem esperamos que seja, Milo. Estou a caminho.
Campus da Universidade.
Gritos de garotas, somado ao de risadas de outras. Garotos se direcionando ávidos por diversão às Fraternidades. Música alta, paqueras, casais se agarrando em qualquer canto, pessoas se embebedando...uma típica festa de universidade.
Baker sempre odiou isso. Até mesmo quando era um estudante odiava a balbúrdia provocada pelas festas nos campus. Era uma perca de tempo, neurônios e de moral. Não deixaria que um bando de desocupados fizessem de sua Universidade uma terra de ninguém. Havia deixado instruções claras aos seguranças do campus que ao menor sinal de descontrole de algum jovem, a festa seria cancelada.
Deixou ordens claras para ser chamado em caso de alguma confusão mais séria. Ficaria em seu escritório a noite toda se necessário. Afastou-se da janela e da bagunça e caminhou até o frigobar do seu escritório, pegando uma garrafa de água mineral.
Abaixou-se para pegar a bebida, e ao erguer-se...um golpe em sua cabeça o jogou na escuridão.
Residência dos Petronades.
-Isso é uma desgraça.-o pai resmungou para a esposa, que arrumava a mesa do jantar, olhando a filha que esperava pacientemente a chegada do convidado-Minha filha rejeitou o bom partido que lhe arranjei e vai nos apresentar o namorodo não-grego dela! Evanthia...onde erramos?
-Não erramos nada! Sua filha é adulta o suficiente para tomar as próprias decisões.-a mulher o repreendeu.
-Deixa a menina em paz, Apolodoro!-repreendeu uma senhora idosa, vestida de luto.- Minha neta é uma mulher inteligente! E ativa!-olhou para os netos presentes que disfarçaram.-Acho que só depende dela para me dar um bisneto antes de eu morrer e voltar para os braços do meu querido Santorini.
-Mãe!-reclama o sr. Petronades.-Ele não é grego!
- Nem sua filha. Ela é americana, Apolodoro!-repreendeu a senhora, branindo a bengala como se fosse uma espada, apontando para Aiolia sentado no sofá-Se depender deles, não veremos uma criança correndo pela casa!
- A Themis tá namorando e vocês já planejam os filhos dela? Pela amor de Deus.-reclama o rapaz.
- Sabe quem é ele, Aiolia?-pergunta o pai, severo.
-Não. Não sei de nada.-olha o relógio.-Vai demorar o jantar? Tenho plantão.
-Aiolos deve saber quem é!-diz o homem certo da resposta.
- Deixe os meninos em paz. E Aiolos ainda não chegou do trabalho!-Evanthia vai a janela.-Olha ele vindo. E um carro está estacionando, deve ser ele!
- Hunf!-resmungou o pai.
-É ele sim!-Themis ficou animada, indo até a porta.
-Ainda bem, estou com fome.-resmungou Aiolia.
-Aiolia, quero que se comporte!-repreendeu a irmã, abrindo a porta.
-Tentarei.-respondeu o outro, escondendo o desagrado, fechando os olhos ainda sentado no sofá, ouvindo tudo o que diziam.
-Olha quem eu encontrei na porta.-Aiolos diz animado, entrando em casa.
- Que bom que veio!-Arthemisys animada.
-Eu não disse que ele não era grego, Evanthia!-resmungou Apolodoro.
-Fica quieto querido!-repreendeu a esposa.-Bem vindo!
-Obrigado, senhora Petronades.-respondeu o rapaz, fazendo Aiolia abrir os olhos imediatamente.
- IKKI!-Aiolia levantou-se rapidamente, encarando o outro.
-Se conhecem?-perguntou a senhora Petronades curiosa.
-Trabalham juntos mamãe.-respondeu Arthemisys.
-Era você quem o Ikki namorava escondido?-Aiolia perguntou, apontando para o casal.
-Sim.-Ikki estende a mão.-Espero que não tenha ficado chat...
Aiolia dá um soco na cara de Ikki. Os dois se engalfinham no chão, onde os Petronades tentam separar. A boa senhora Petronades, no auge de seus noventa anos, apenas observava impassível o desenrolar dos acontecimentos.
- Como é que você pega a minha irmã, seu canalha! É uma moça de família!
- Está sendo ridiculo, Aiolia!-responde Ikki.
-Aiolia Petronades! Largue-o agora mesmo!-gritava Evanthia.
-Foi melhor do que eu esperava.-murmurou Aiolos.
- Parece com a noite em que meu querido Santorini pediu minha mão em casamento.-suspirou a idosa.
No Campus...
Shun chegou correndo no campus, não queria perder nada da festa. Os amigos o esperavam no local previamente combinado, mas faltava alguém.
- Cadê o Seiya?
- Não vem. Parece que a namorada dele tá com problemas.-explicou Hyoga.
- Problemas?
- O avô dela morreu. Não leu o jornal?-disse Shiryu.-Não param de falar do milionário japonês que foi assassinado.
Shun ficou pensativo. Ouviu o irmão comentando algo, mas não deu importância. Nunca fazia perguntas sobre o trabalho dele, justamente para não atrapalhá-lo.
- Agora que falaram...era o avô da Saori? Nossa!
- Vamos logo pra festa!-Hyoga estava impaciente.- As meninas nos esperam!
-Vamos então.-concordou Shun, depois apontou bem humorado para uma direção.-Ei, vejam. Tem malucos fantasiados também.
Alguns jovens estavam correndo fantasiados, usando máscaras de presidentes americanos a ícones do cinema. Viram bem humorados dois usando máscaras do assassino do filme Pânico.
- Esta noite promete!-Hyoga disse prontamente, pegando o caminho para a casa principal onde estava ocorrendo a festa. Esbarrou em um homem, todo de preto e com uma máscara usada por atores teatrais, representando um animal.-Desculpe.
O homem só o observou um tempo e voltou a andar. Se Hyoga tivesse mais atento, e menos afoito para participar do evento, teria notado um brilho prateado, como o de uma faca, escondida em suas vestes.
DCE...
-Quantos copos de água ele bebeu?-Milo perguntou a sua colega Mariana, observando por detrás do espelho falso.
- Dois refrigerantes diet, 4 copos de água e aceitou o café.-respondeu.
- Ele tá meio inquieto na cadeira né?-sorriso.
- Ele está é apertado.
- Posso levar isso?-apontou para a jarra de água e os copos, e sem esperar resposta as pegou e saiu.
Milo abriu a porta da sala de interrogatórios, Gustav se levantou impaciente e voltou a sentar quando o agente indicou a cadeira.
- Acho que o trânsito está atrasando seu advogado.-comentou Milo colocando diante dele a jarra de água e um copo.-Com sede?
- Quero ir ao toalete.
- Ih, não vai dar. O banheiro masculino entupiu, como é uma rede entupiu de todos os andares. e o feminino bem...as meninas não gostam de compartilhar. Tá uma zona!-colocando água no copo.-O banheiro mais próximo fica no prédio do departamento de trânsito do lado e você...não pode sair ainda.
- Isso é ridiculo! Que desculpa esfarrapada é esta?
- Bem, posso te liberar se você me responder algumas perguntas.-bebendo a água e voltando a encher o copo diante dele. Gustav começou a suar frio.- Gosta de filmes de terror?
- O que disse?-cruzando as pernas, nervoso.
- Pânico, Sexta Feira Treze, Lenda Urbana.-enchendo outro copo.-Eu gostava de assistir a Hora do Pesadelo quando mais novo. Não quer beber mesmo?
- Quero ir embora!-cerrando os dentes.
- Por que odeia meu parceiro? O odeia a ponto de ameaçar a vida dele, da irmã? Tentou matar Marcia Santos e estripou a colega de apartamento dela?-perguntou em um tom mais duro.-Atacou o agente do FBI?
- Por Deus não! Não matei ou machuquei ninguém! –não agüentando de vontade de ir ao banheiro.
- Confesse o que fez e eu libero.-sorriso maligno.
- Isso é...é..tortura policial! Vou processar vocês!
Em resposta Milo bebe a água do copo devagar, como se degustasse uma taça de vinho francês e carissimo.
No Campus
A festa rolava solta. Os jovens estavam dominados pela euforia e pela bebida. Um grupo, encabeçado por Hyoga, estava ocupado em uma competição de beber cerveja. Já Shun, preferia apenas observar a uma certa distância.
Um pouco constrangido em estar ali, Shun resolve se afastar um pouco. Observa as escadas que levavam ao andar superior. Driblou um casal que estava entusiasmados em um "amasso" no meio da escada e continuou a subir.
Procurava o banheiro, e sabia que ele se encontrava naquele andar. Caminhou por um corredor, percebendo que alguns quartos estavam ocupados por casais mais empolgados.
Definitivamente aquele lugar não era o ambiente de festa que estava acostumado. Abriu uma das portas, julgando ser a do banheiro e viu que era um quarto, mas percebe que se tratava de uma suite.
Como não estava afim de procurar mais, e a natureza exigia, resolveu usar aquele banheiro mesmo.
Abriu a porta, estava escuro. Acende a luz e é tomado por um grande susto.
-Que lugarzinho sujo!-faz uma careta, olhando a bagunça.-Credo.
Então, se aproxima do vaso e finalmente se alivia. Não estava acostumado com a bebida, e por isso se sentia meio tonto. A porta do quarto foi aberta devagar, e alguém se aproximava do banheiro. Pé ante pé.
A figura, usando uma capa negra, se aproxima mais e mais. Abre a porta do banheiro, observando Shun terminar o que havia feito e lavar as mãos na pia. Ele se aproxima do rapaz, que olhava para as próprias mãos ensaboadas. A figura ergue a mão e...
-AAAAAAAAAAAAAAA!-ele o ataca com uma faca... Retrátil.
-SEIYA!-berra Shun, reconhecendo a voz do "atacante".
-Como descobriu?-ele perguntou, tirando a máscara que usava.
Shun aponta para as roupas dele. A inseparavel calça jeans surrada e rasgada e a camisa vermelha.
-Babaca.-o rapaz empurra Seiya para passar pela porta.-Não estava com a namorada?
-Deixei ela em casa e vim pra festa!-rindo com a faca.-Vamos, vai me dizer que não pareci o cara do filme. Não tem senso de humor?
-Tenho, quando é engraçado. E o que...
De repente param de falar, um vulto passa pela janela caindo, chamando a atenção dos rapazes. Em seguida ouvem o grito de uma mulher e correm para a mesma janela.
Curiosos se amontoam do lado de fora para ver o que aconteciam. Alguns achavam que era alguma brincadeira e pareciam não ligar. Shun e Seiya no entanto notaram que era bem real a cena. Um homem estava pendurado pelo pescoço, por uma corda presa na janela do andar superior. Era o reitor da universidade.
Continua...
Nota: sei que devo mas...prometo atualizar em breve o capítulo 17.
Caminhando para os momentos finais! o/
Obrigada ao pessoal dos chats, Akane, Ka-chan, Hades, Aurora, Zieg, Pingüim, Tathy, Yuki, Ludmila, Sinistra Negra, Harpia, Fabi Washu, Flávio, Namarie, Pure-Petit cat, Dani Polaris, Mis Nii, Margarida, Beautymoon, Medeia, Virgo, Shunrei Suyama, Esmeralda Amamiya, Cherry Lara, Hannah Caliel, Darkmoon, Hamiko, Lithos, Fernando MS18 "SHAKA IS ALL...UFA! E muitos outros que acompanham este fic!
Obrigada!
Rodrigo! Eu te amo!