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Anime/Manga » Saint Seiya » PERFUME DE JASMIM
Juliane.chan1
Author of 132 Stories
Rated: M - Portuguese - Romance/Humor - Reviews: 3 - Published: 03-28-05 - Complete - id:2325996

Perfume de Jasmim

Capítulo 6:

Maíse esmurrou o travesseiro furiosamente. Foi para a cama cedo e não conseguia dormir e estava culpando seu travesseiro por isso, quando na verdade o único culpado era um espanhol machista e de belos olhos negros. Ainda sentia o cheiro e o calor dele em seu quarto e a lembrança de que na noite anterior fizeram amor vinha a sua mente a todo momento.

Desanimada, olhou para o teto e já havia memorizado todos os buracos e manchas que havia nele.

Alguém começou a tocar a campainha. Maíse olhou para o relógio. Dez e meia. Atender a porta implicava em sair da cama, colocar o roupão, descer as escadas e não estava com ânimo para isso. Colocou o travesseiro sobre a cabeça e xingou em pensamento todos os homens.

Mas a campainha tocava impacientemente.

Bufou de raiva, levantou-se e colocou o roupão. Ao descer fitou surpresa a mulher que a esperava. Dione.

Ela percebeu a hesitação de Maíse em descer e foi logo falando:

'Vim em paz.'-anunciou e depois mostrou algumas sacolas.-'Trouxe algumas coisinhas.'

'O que quer?'

Dione começou a falar sem graça:

'Trouxe incentivos para mulheres angustiadas. Tudo para aumentar a dosagem de açúcar permitida em nosso sangue. Sorvete, bolachas, chocolates...'

Maíse sorriu, se aproximando do portão:

'Quer me engordar ou causar uma diabete?'

'Tem alguma coisa para beber em casa?'- perguntou.-'Trouxe vinho.'

'Tenho licor. Entre. Vamos falar sobre o quê?'

'Vamos falar mal dos homens! Principalmente dos cavaleiros em nossa vida.'-Dione acrescentou bem-humorada.

Eram mais ou menos onze horas da noite. O bar estava lotado, mas dois homens sentados num canto não estavam dando a mínima para a movimentação. Ambos tinha a sua frete dois copos e uma garrafa de Whisky quase vazia.

'O que vamos fazer agora, Milo?'-perguntou, pegando o copo.

'Eu acho...'-Milo começou.

'Estraguei tudo!'-Shura interrompeu-o, embriagado.-'Tudo!'

'Podia parar de me interromper todas as vezes que falo.'-Milo também estava embriagado.-'E é verdade! Você estragou tudo!'

Shura ergueu o olhar, com vontade de esganar Milo por ter concordado com ele.

'Você fez de tudo para que eu acreditasse que Maíse era a sua namorada! Agarrada em seu braço daquele jeito e...'

'Ela queria me ajudar.'-Milo bebeu um gole do seu copo.-'E eu só ajudei a complicar a vida de uma amiga...Cara! Como poderia adivinhar que as coisas iam para esse lado...A Dione é linda! Eu fui um...um...qual é mesmo a palavra?'

'Crápula, pústula, ignóbil, cretino, um hijo da...'

'Pare de me ajudar.'-Milo já se sentia culpado o suficiente.-'Foi um plano idiota mesmo! Deveria ter tomado a coragem e ter conversado com meu tio e magoei a Dione...e a minha melhor amiga.'

'E eu magoei o meu amor.'

Fez um longo silêncio. Shura de um só gole, tomou todo o Whisky do seu copo e serviu-se de mais. Olhou a garrafa agora vazia e fez um gesto ao garçom pedindo outra.

'Estraguei tudo...Eu amo aquela mulher e a magoei!'

'Não deveria te ajudar. Você colocou com a ajuda dela um par de chifres na minha cabeça.'

'Vocês não são namorados. Nunca foram...Tecnicamente, ela não pôs chifres em você.'

'Tecnicamente, éramos namorados...a fama ficou.'

Shura riu.

'Que foi?'-perguntou Milo arqueando a sobrancelha.

'É a primeira vez que vejo um escorpião de chifres.'

'Há,há...vou morrer de rir.'-comentou com uma careta.

Quando Shura fez questão de tomar outro gole, Milo impediu-o, retirando o copo da mão e com um gesto cancelando o pedido da segunda garrafa de Whisky.

'Já chega de autopiedade, Shura!'-Milo ficou em pé, ou quase.-'Somos Cavaleiros! Surramos alguns espectros e...o que mais?'

'Não me lembro.'-depois ele ergue o dedo.- 'Apanhamos dos Cavaleiros de Bronze...'

'Falei para parar de me ajudar! Não importa! Vamos.' -ele ajuda Shura a se erguer.-'Levante-se e vamos atrás da Maíse. ... Sou seu amigo!'

'Me ajudar?'-Shura o encara incrédulo.-'Quem te disse que usted entende realmente alguma coisa sobre as mulheres...Você nunca se apaixonou, amigo. Não sabe o que é...Um dia vai se apaixonar e vai entender exatamente como me sinto!'

'Tá, corta o papo de bebum.'-Milo o interrompe.-'Acontece que está para nascer a mulher que vai fazer o Escorpião aqui rastejar...-a imagem de Dione aparece na sua mente, ele balança a cabeça de um lado para o outro.-'Vamos, atrás da Di...quero dizer, da Maíse.'

'Agora?'-Shura protestou.-'Estamos bêbados!'

'Quer melhor hora? E não pense que estou fazendo só por causa dos seus lindos olhos...Gosto da Maíse e quero voltar às boas com ela...e de quebra bancar o Cupido!'

Com muito esforço, os dois alcançaram a rua. Olharam para os lados com os olhos nublados e vagos pela bebida.

'Ela não vai me ouvir, amigo.'-alguns pingos caíram na testa dele,e logo caiu uma chuva.-'Só falta aparecer um perro e mijar em meus sapatos.'

'É só uma chuvinha, sem melodrama.'-ela aumentou e raios iluminavam a noite.-'Uma chuvinha forte! Isso não deve nos deter.'-ele fica hesitante e olha para Shura.-'Pra que lado vamos?'

'Melhor chamar um táxi.'-Shura sugeriu.

'Esquerda!'-Milo apontou para a direita.-'Vamos.'

'Milo, a esquerda é desse lado.'-Shura apontou para o lado oposto.

'À esquerda daquele poste!'-ele corrigiu.-'Vamos!'

'Chegando lá...o que faremos?'-indagou Shura, cambaleando pela calçada molhada.

'Hum...tenho uma idéia fantástica!'

'Sei como terminam suas idéias fantásticas.'

No apartamento.

'Não acredito que comemos sozinhas todo esse sorvete de creme e uma caixa de bombons!'-falou Maíse, se sentindo estufada.-'Por que está sendo amigável, Dione? Achei que me odiava.'

'Te odiava sim...mas vi que era apenas uma amiga de Milo. Que bom que ele tenha amigos que se sacrificam por ele.'-ela sorri triste.-'Eu odeio o Milo agora!'

'Ele me dizia que você era muito má com ele.'-falou Maíse bebendo um gole de licor.-'Não acredito que o odeie.'

'Tinha só cinco anos. Estava na fase em que odiamos os garotos.'-ela se defendeu e bebeu licor.-'Isso é gostoso! Do que é?'

'Licor de Jabuticaba. Minha irmã me mandou do Brasil! E então?'

'E eu não me conformava que a idéia retrógrada do meu pai de casamento arranjado, me vestia como um garoto, não me importava com a aparência, o agredia nos dois primeiros anos em que ficou na ilha, depois fui estudar no Continente..até...'

'Até?'-Maíse a incentivou.

'Até que o vi com apenas quatorze anos. Havia acabado de ganhar sua armadura de ouro e estava...'-ela suspira.-'Lindo! Eu era um ano mais nova que ele, mas sabia que estava apaixonada...e seria a sua esposa.'

'Que romântico!'-Maíse foi sincera.-'E então, o que aconteceu?'

'Cuidei mais da minha aparência, fiz dietas, usei o aparelho corretamente até ter um sorriso bonito, e estou com lentes de contato. Fiquei mais feminina...tudo para quando Milo voltasse e assumisse o compromisso do nosso noivado me visse linda!'

Ela parou de falar e lambeu a colher com o resto do sorvete.

'Mas na noite marcada...ele foi embora e nem me viu! Eu o vi escondida atrás de uma porta e ele nem me notou. Meu coração quase parou quando... Decidi ir atrás dele, achando que assim mudaria de idéia.'-Dione estava quase chorando, depois se serviu de outra dose de licor e bebeu de um gole só.-'Cansei...Não vou mais ficar esperando por ele. Sabia que tem muitos homens querendo se casar comigo?'

'Acredito, você é linda!'

'Eu vou voltar para a ilha de Milo e me casar com algum rapaz de lá e...'-bebe outro gole.

'Ei...isso sobe muito rápido. Bebe mais devagar. Por que tem que ser casar?'-Maíse estava realmente interessada.-'É só o que espera da vida? Não tem ambições? Sonhos?'

'Como?'

'Fazer faculdade, se formar!'

'Você me disse que não fez faculdade.'

'Mas me sinto realizada. Sou independente, tenho minha loja, viajei bastante e...encontrei um cara que está me deixando louca!'-colocou as mãos na cabeça.-'Aquele espanhol idiota!'

'E muito másculo.'-Dione acrescentou sorrindo maliciosa.-'E sensual.'

'É mesmo...O Milo também! Ainda bem que eles são bonitos, pois se dependessem de suas mentes primitivas, morreriam secos.'

Ambas riram com vontade.

'Chegamos.'-disse Milo apontando para a loja.-'Não falei para confiar em mim?'

'Se tivéssemos pegado um táxi, não teríamos andado em círculos pela cidade.'-Shura resmungou.

'Homem de pouca fé!'-falou Milo.-'Vai lá e faça o que combinamos.'

'Não dá.'

'Ora, é a mulher de sua vida não é?'-Milo o incentivou.-'De vez em quando um mico por amor é legal! Acredite, elas adoram isso!'

'Tem certeza?'-perguntou desconfiado.

'Olhe, tem até platéia.'-apontou para algumas pessoas que se abrigavam da chuva debaixo das tendas e toldos das lojas.

'Como se isso fosse ajudar'.-Shura ia indo embora, mas Milo o agarrou.-'E já sarei do Whisky. Não tô tão bêbado para pagar esse mico.'

'Nã-nã-nã-não!'-o empurrou e parou diante da janela acesa da sala.-'Vá lá!'

Lá dentro, as mulheres estavam rindo e falando mal dos seus respectivos cavaleiros, quando pararam ao ouvir alguém cantando.

'Que é isso?'-perguntou Dione.-'Alguém cantando, nessa chuva!'

'Conheço essa música. Vivir sin Aire, do Mana.'-Maíse pensou.-'E essa voz... Shura! Olhe lá fora para ver se é ele mesmo, Dione.'

'Não vai olhar? É uma serenata!'

'Não!'-Maíse falou convicta, virando de costas para a janela.-'Ainda estou brava com ele!'-mas acabou sorrindo.

Dione apareceu na janela e Shura parou de cantar.

'Você não é a Maíse. Maíse!'-ele chamou.-'Apareça!'

'Ela não quer falar com você agora.'-gritou Dione.

'Dione?'-Milo aparece.-'Que cê tá fazendo aí?'

'Uma reunião só para mulheres! Estão bêbados?'

'Um pouquinho.'-Milo faz o gesto com a mão.-'Queria perguntar uma coisa...Que houve com seus óculos?'

'Já ouviu falar de lentes de contato!'-respondeu sarcástica.-'Não nos vemos há mais de dez anos e é só isso que você tem para me perguntar?'

'Maíse!'-Shura gritou.-'Se não aparecer para conversar, vou ...vou ficar aqui e não vou embora!'

Dione olhou para dentro e depois voltou a transmitir o recado.

'Ela disse que pode se afogar nessa chuva.'

'Dione.'-Milo chamou.-'Será que podíamos conversar?'

'Sobre o quanto você foi insensível e bruto ao afirmar que jamais se casaria comigo?'

Milo ouviu várias exclamações de reprovação das pessoas perto.

'É muito cedo para nos casarmos...Nós nos conhecemos praticamente agora! Deveríamos dar um tempo...'

'Dar um tempo é para namorados. E NÃO SOMOS NEM ISSO!'-respondeu.

'Maíse!'-Shura ignora o papo entre Milo e Dione e se vira para as pessoas.-'Ouçam todos! Quero que saibam de uma coisa. Eu amo aquela mulher.'-disse apontando para a janela.-'A loira, não...ela é noiva do meu amigo aqui...'-toca no ombro do Milo.-'É a ruiva que está lá dentro! Está zangada comigo e com razão! Fui um completo idiota! Mas eu a amo! Amo o seu jeito de andar. O jeito que seus cabelos balançam ao sabor do vento. Amo quando sorri e o som de sua risada. Quando fica corada e morde o lábio quando está nervosa! Amo até quando está brava comigo! Amo seu jeito de adolescente que esconde uma mulher ardente e apaixonada quando nos amamos e...'

A voz dele falseou, obrigando-o a se esforçar para continuar.

'Fiz um papel ridículo, Maíse. Deveria ter confiado em você...estava com ciúmes. É claro que confio em você! Retiro tudo o que disse a seu respeito e,...com toda a humildade, peço-lhe perdón, cariña...Fui um idiota, imbecil, troglodita e...'

'Ela mandou avisar que você esqueceu machista e inseguro.'-Dione disse ao transmitir a mensagem da Maíse.

'Eu sou um machista, inseguro...Mas Yo te amo! YO TE AMO! Quero passar o resto da minha vida con usted. Pode me perdoar?'

As pessoas ficaram sensibilizadas e nem se importavam mais com a chuva, apreciando o desfecho daquela declaração de amor.

'Dione.'-Milo chamou.- 'E então? Vamos conversar?'

'Nem que você fosse o último homem da Terra, Milo.'-respondeu zangada.-'Se quer conversar comigo, me procure quando crescer!'

Dione fechou a janela. As pessoas soltaram expressões decepcionadas. Milo colocou as mãos no bolso da calça e Shura parecia deprimido.

Ele se senta na calçada. A chuva caia e ele nem ligava.

'Eu...vou andando.'-falou Milo fazendo gestos com o polegar.

Shura não respondeu, e Milo colocou as mãos nos bolsos da calça e saiu.

Minutos depois, Shura de cabeça baixa, vê um par de pés delicados em um chinelo se aproximando. Uma sombrinha impedia que a chuva continuasse a molhá-lo.

'Vai ficar doente.'-Maíse falou.-'Será o primeiro Cavaleiro de Ouro a morrer de pneumonia da história.'-ela estende a mão e fala com suavidade.-'Vamos para dentro.'

Ele pega a mão e se ergue, Maíse fita-o nos olhos, e o coração de Shura disparou. Ele tomou-lhe o rosto entre as mãos repletas de ternura.

'Vai me perdoar?'

'Sim. Se me desculpar pelas mentiras que ajudei o Milo a criar.'

Ele sorriu aliviado e se abraçaram, se beijando apaixonadamente em seguida. Maíse soltou a sombrinha e deixou seu corpo molhar-se pela chuva. As pessoas que ainda permaneciam ali aplaudiram e assobiaram.

Entraram logo em seu apartamento.

'E Dione?'-ele perguntou hesitante.

'Foi embora. Disse que tinha que voltar para casa.'

Maíse foi tirando as roupas molhadas e entrou em seu quarto. Shura a seguia, também retirando suas roupas, olhando-a com cobiça.

Ela passou direto pela cama e entrou no banheiro, ligando o chuveiro e se deliciando com a água quente em seu corpo virou e viu Shura admirando-a da porta.

Pareceu-lhe natural erguer a mão e sussurrar:

'Venha.'

Shura fitou a mão delicada e, em seguida, admirou o corpo esguio, cada parte da pele por onde a água escorria. Os cabelos molhados caindo sobre seus ombros. Era uma imagem que ele queria guardar para sempre em sua memória.

Pegando em sua mão, entrou dentro do box e aproximou seu rosto, e seus lábios se encontraram em um beijo. A pressão do tórax dele contra seus seios nus aumentou ainda mais sua excitação.

O chuveiro ligado molhando seus corpos...

Horas depois...

'Sabe o que quero agora?'-ela indagou maliciosa abraçada a Shura na cama.

'O quê?'

'Comer alguma coisa.'-ele ergueu a sobrancelha, em resposta ela mordiscou seu queixo.-'Estou faminta e sem forças. Você acabou comigo.'

'Então...vou alimentá-la para restaurar suas energias.'-ele prometeu.-'Vai precisar.'

Maíse estava com um robe curto, deitada em seu sofá. Shura assobiava enquanto estava na cozinha. O cheiro de café fresco invadiu o ambiente. Então ele entrou na sala, usava só uma toalha enrolada na cintura, já que a roupa ainda estava molhada e jogada na entrada do banheiro. Ele carregava nas mãos uma bandeja com o desjejum.

Maíse ergueu os braços para ele, mas em seguida deixou-se tombar novamente no sofá.

'Shura, estou sem forças. Ajude-me.'

Ele riu e colocou a bandeja na mesinha do centro, sentando-se de frente para ela, depois colocou um pedaço de pão com geléia na boca de Maíse, esperando-a comer e, curvando-se, lambeu os resíduos da geléia que ficara no canto de sua boca.

'Hum...de morango. Posso me acostumar com isso.'-ela disse, pegando geléia do pote com um dedo.'

Shura pegou sua mão e levou o dedo até a sua boca.

'Yo também.'

Seus rostos estavam muito próximo um do outro, com certeza voltariam a se beijar, quando de repente, o som do telefone quebrou a magia do momento.

'Com licença.'-Maíse começou a se afastar, mas ele a deteve junto de si.

'Deixe tocar.'-pediu com os lábios roçando os dela, provocante.

'Pode ser importante.'-respondeu quase em um sussurro.-'Minhas irmãs me ligam do Brasil vez ou outra.'

'Da próxima vez em que nos beijarmos, esteja certa de que não a deixarei sair assim.'

Maíse se afastou, com o coração disparado, e atendeu o aparelho que continua a tocar.

'Alô?'

'Oi, Maíse!'

'Dione?'-ela pareceu feliz.-'Onde está?'

'No porto. Vou voltar para casa.'

'Sinto muito. Por tudo ter dado errado entre o Milo e você.'-falou triste.

'Eu também.'-ela suspirou do outro lado da linha.-'Mas se ele realmente quiser conversar comigo saberá onde me encontrar. Sabe, resolvi seguir os seus conselhos. Vou voltar a estudar.'

Shura sentou-se atrás dela e deslizou a sua mão, entrando dentro do robe e começou a acariciar um seio e a beijar a sua nuca. Maíse suspirou, tirando a mão dele e repreendendo-o:

'Desligue...'-ele sussurrou bem no ouvido dela.

'Q-Que bom.'-Maíse falou nervosa.

'Deixei o número do meu celular aí, me ligue quanto quiser.'-Dione falou animada.-'E venha me visitar.'

Shura desliza a mão pela coxa de Maíse e a língua por seu pescoço.

'Tá...'-suspiro.-'P-preciso desligar. Tchau...'

'Maí...?'-Dione não consegue terminar a frase, a linha caira.

Maíse deixa o aparelho cair e se vira para Shura, não tendo mais tempo para dizer nada, ele a puxa depressa para si, envolvendo-a num abraço que deixou o passado e os desenganos, definitivamente para trás.

Fim!

Não! Vocês acham que vou deixar a história entre o Milo e a Dione por aqui mesmo?

Em breve Milo irá se confrontar com a missão mais difícil de sua vida...Os pais da noiva e... . Não vou estragar a surpresa.

Esperem alguns dias...

E outras histórias envolvendo esse casal (Maíse e Shura) que adorei escrever, aparecerão...

Obrigada pela paciência...

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