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INTRIGANTE ATRAÇÃO
CAPÍTULO 6:
No pequeno hospital mantido pela Fundação, dentro do Santuário, um grupo de pessoas esperava impacientes por notícias. Esse grupo era formado por Atena, Saga, Mu, Máscara da Morte, Marco, Kira e Kanon.
De todos que ali estavam, Kanon era o mais impaciente.
'Por que esse maldito médico não aparece e dá notícias?'-Kanon perguntou irritado.-'Está lá dentro há horas!'
'Paciência, Kanon.'-Atena falou.-'O doutor Kalyvas é um dos melhores médicos da Grécia. Ela está em boas mãos.'
'Hunf!'-grunhiu em resposta.-'A culpa é sua, Máscara da Morte! Eu devia...'
'Você não fará nada!'-retrucou Atena nervosa, olhando para os dois cavaleiros.-'Quando isso terminar, quero conversar com você, Máscara da Morte! E você Kanon, acalme-se!'
'Sim, senhora.'-responderam os dois ao mesmo tempo, depois se encararam e encostaram-se em lados opostos da sala de espera.
Então, um homem de pele bronzeada, cabelos e olhos castanho apareceu com uma ficha na mão.
'Dr. Kalyvas!'-Atena foi a primeira a vê-lo.-'A amazona...como está? Foi sério? Demorou muito os exames.'
'Oh, desculpe-me.'-disse o médico sem graça.-'Mas nos casos como o dela, precisamos nos cercar de todos os cuidados.'
'Casos como o dela?'-Kanon ficou temeroso.-'O que ela tem?'
'Acalmem-se, por favor.'-pediu o médico com um sorriso que irritou Kanon.-'A senhorita Juliana não sofreu nada grave, mas quisemos nos certificar de que tudo estava realmente bem, devido ao seu estado. Uma vez que o exame, a pedido dela, deu resultado positivo. Mas fico feliz em dizer que mãe e filho estão muito bem!'
Houve um silêncio e depois Atena perguntou:
'O que disse?'
'Que a senhorita Juliana e seu bebê estão bem. Ela precisa apenas descansar e gostaria que ficasse essa noite no hospital para outros exames. Ela pediu que a senhorita Kira lhe fizesse companhia.'
'Grávida?'-Kanon perguntou espantado.-'De um bebê?'
'Não creio que ela esteja grávida de outra coisa qualquer.'-respondeu o médico sorridente.-'Agora...qual dos senhores é o feliz papai?'
Novamente houve um silêncio, e Saga se aproximou de Kanon e deu-lhe um soco na cabeça.
'Ahh...por que me bateu?'-perguntou furioso.
'Irresponsável!'-disse Saga.
Atena se aproximou e deu um tapa na cabeça dele.
'Até você!'-Kanon estava irritado.
'Inconseqüente! E agora? Vai fazer o quê?'-perguntou a deusa furiosa.
'Devo presumir que o senhor seja o pai...he,he,he...'-o médico comentou sem graça, apontando para Kanon.
Máscara da Morte deu um sorriso de lado e foi embora. Kira entrou no quarto onde Juliana estava.
'Vou lá falar com ela.'-disse Kanon, passando pelo médico. Mas foi barrado por Kira.
'Ela não quer te ver agora.'-ela disse.
'Mas preciso vê-la!'
'Depois.'-a amazona estava irredutível.-'Ela precisa descansar. Olhe, leve Marco pra casa e volte amanhã.'
'Ela não quer me ver?'-Kanon ficou com uma expressão sombria.-'Pois diga a ela que não sairei daqui até vê-la e conversarmos.'
E com a expressão contrariada, voltou a sentar-se no sofá da sala de espera.
'Como quiser.'-disse Kira, voltando para dentro do quarto.
Atena e os demais foram embora, levando Marco com eles. Kanon permaneceu sentando, inflexível na sua decisão de conversar com Juliana. E lá ficou, a noite inteira, até que amanheceu.
Na manhã seguinte, Juliana despertou ao ouvir a amiga abrindo as cortinas do quarto para que a luz do sol o iluminasse. Percorreu o olhar pelo aposento e percebeu que alguém havia lhe mandado flores e presentes.
'O que é tudo isso?'-ela perguntou a Kira.
'As flores foram presentes de Saga, do mestre Mu.'-Kira foi respondendo, abrindo a janela.-'A cesta de frutas da senhorita Atena e isto...'-ela pega um embrulho de onde tira um boneco de um caranguejo vermelho, de grandes olhos, usando uma roupa.-'Isto é do Máscara, para o bebê. Mas ele avisou que iria negar!'
'O que é isso?'-Juliana perguntou olhando para o boneco achando graça.
'É o Sirigueijo.'-Kira respondeu naturalmente e acrescentou diante do olhar especulativo da amiga.-'Daquele desenho do Bob Esponja...esqueci que você não vê televisão.'
'Muito bonitinho.'-e depois de um breve silêncio, ela pergunta.-'E o...?'
'Kanon?'-Kira completou.-'Desde ontem não saiu da sala de espera aí em frente. Disse que não vai embora até te ver.'
Juliana deu um longo suspiro.
'O que eu faço agora?'
'Como assim?'-Kira colocou as mãos na cintura.-'Olha amiga, posso lhe falar uma coisa?'
'Sabe que sim. É minha melhor amiga.'
'Sabe que não morro de amores pelos cavaleiros de ouro. Por causa daquele incidente humilhante de anos atrás, que não vem ao caso comentar agora...mas lá fora está um homem que te ama mesmo!Dá pra perceber que ele está apaixonado por você.'-Juliana ia retrucar mas Kira a cala levantando a mão.-'Não terminei! Sei que não teve boas lembranças de sua família por causa do insensível do seu pai, mas nem todos são como ele. Não desperdice essa chance.'
Kira se senta ao lado da amiga na cama e pega a sua mão.
'Dê a seu filho a chance de crescer ao lado de pais que se amam. E não me olhe com essa cara! Sei que está apaixonada por ele também, do contrário não ficaria chorando e se lamentando no meu ombro todos os dias desse mês.'
'Kira, eu...'
'Amar é difícil, eu sei! Amei e não fui correspondida.'-ela disse triste e se levanta num pulo.-'Ah! Não gosto nem de me lembrar! Mas não é o seu caso! Fale com ele!'
Juliana sorriu e concordou com um aceno afirmativo com a cabeça.
'Vamos, acorde!'
Kanon abriu os olhos, após ouvir a voz autoritária e ser sacudido. Acabara dormindo sentado numa posição incomoda no sofá. Sentia os músculos doloridos.
'Kira...'-resmungou ao reconhecê-la e depois se levantou sobressaltado.-'Kira! E Juliana? Está bem? E o bebê?'
'Sim, sou eu. Ela está bem. E o bebê também.'-respondeu com sarcasmo, fazendo-o ficar nervoso.-'Ela quer conversar com você...mas antes, deixe-me te contar uma coisa. Sobre sua vida, para que a entenda melhor.'
Juliana ouviu o som de uma batida na porta, minutos depois de Kira ter saído para chamá-lo. Kanon abriu a porta e ficou na entrada, esperando. Ela parou de respirar, certa de que seu coração tinha parado também.
'Posso entrar?'
'Sim.'
Ele entrou e ficou parado, fitando-a, como se esperasse uma deixa para conversarem.
'E Marco?'-ela perguntou.
'Ele está bem. E você?'
'Estou bem.'
'Juliana.'-a voz dele se abrandou, e Kanon chegou mais perto.-'Preciso saber de uma coisa. Preciso saber a verdade.'
'Que verdade?'
'Conte-me.'-ele pegou o queixo dela.-'Pretendia esconder de mim que estava esperando um filho meu?'
'Cheguei a considerar isso, quando tive minhas suspeitas. Afinal, não há lugar para uma família na vida de um cavaleiro. Estava pensando em ir embora, para bem longe de você, mas não consegui.'
'Por quê?'
Juliana o fitou no fundo dos olhos.
'Porque eu te amo, Kanon.
Kanon a agarrou e a beijou com paixão. Espantada, Juliana levou um instante para corresponder ao beijo com igual sentimento.
'Você me ama.'-ele sussurrava, entre beijos desenfreados.
'Sim, eu te amo.'
Um mês depois...
O sol se punha naquele dia quente. Um sino tocava.
A cerimônia foi assistida por todos os cavaleiros e alguns convidados. Depois foi uma pequena recepção oferecida pela própria deusa. A festa durou quase a noite toda.
Aos poucos os convidados iam embora, ficando apenas alguns casais dançando na pista improvisada. Entre eles, os noivos.
Ele sussurra algo em seu ouvido, e o casal sai discretamente, sob os olhares de aprovação dos amigos e de Marco.
Quando estavam no meio do caminho para a casa onde iriam morar, um raio cortou o céu, seguido pelo som de um trovão.
A chuva leve começou a cair quando o casal entrou na casa, indo diretamente para o quarto, e a chuva começou a cair pesadamente. As cortinas leves levantavam-se ao vento que entrava pela janela, juntamente com a água da chuva.
'Acho que deveríamos fechar as janelas.'-Juliana sugeriu.
'Não, vamos deixá-las abertas.'-Kanon retrucou.
'Está chovendo aqui dentro, querido.'
'Se bem me lembro,'-ele disse com um sorriso malicioso, abraçando-a.-'Você gosta de fazer amor na chuva e no vento.'
'E você, não?'
'Ah, eu adoro, querida.'
Kanon tirou-a do chão e levou-a para a cama. Os dois riram juntos quando o vento e a chuva que invadiam o quarto arruinaram suas roupas e cabelos. E com os corpos molhados pela chuva, se amaram.
Depois de terem se amado, agora como marido e mulher, abraçados e relaxados, Juliana acordou sobressaltada quando sentiu a primeira vibração de vida dentro de si. Teve de controlar as lágrimas de alegria que ameaçavam rolar.
'Amanhã de manhã eu contarei a ele.', disse a si mesma, e acariciou a certeza de que Kanon ficaria encantado.
Não apenas um bebê estava sendo esperado...mas dois.
Gêmeos...
Fim!
o/ Acabei!
Mais um fic terminado! E este foi em homenagem à uma amiga especial!
Espero que tenham gostado! Agradeço a todos que acompanharam a história desde o início! Um beijão a todas! Não vou colocar nomes pois não quero esquecer ninguém!