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Anime/Manga » Saint Seiya » Escrito nas Estrelas
Juliane.chan1
Author of 132 Stories
Rated: M - Portuguese - Drama/Romance - Reviews: 6 - Updated: 01-18-06 - Published: 04-02-05 - Complete - id:2333851
ESCRITO NAS ESTRELAS

CAPÍTULO 5:

O sol já se encontrava na linha do horizonte, anunciando o fim de mais um dia.

Foi com pesar que Eduardo deixou Ártemis no hotel. Mas haviam decidido se encontrarem depois. O rapaz havia decidido dar uma volta pela cidade, enquanto esperava a hora combinada de se verem novamente.

Não conseguia imaginar-se vivenciando algo parecido em sua vida antes.

"Órion!"-uma voz poderosa o chamou pelo nome de sua vida passada e Eduardo olha para trás curioso.-"Finalmente nos reencontramos."

Eduardo encara o homem alto, ruivo e de olhar frio e diz:

"Cara...que cabelo é esse?"-apontando para ele.

Sua resposta foi a dor que sentiu ao se atingido pelo cosmos do desconhecido.

"Sempre prepotente, Órion."-o homem disse, vendo Eduardo se erguer com dificuldade.-"Ainda acha que é digno de tocar em uma deusa? De tocar em minha irmã?"

"Q-Quem é você?"

"Apolo...o deus sol."

No grande hotel onde estavam hospedadas, Atena e Ártemis conversavam. A deusa da justiça estava muito feliz ao ver que a irmã estava radiante.

"Ele quer ficar ao meu lado."-comentava a deusa caçadora sonhadora.

"Sabe que ele é apenas humano."-Atena começou a falar preocupada.-"E sabe que os homens tem uma vida efêmera perto da nossa.

"Sim. Mas nosso pai não negara meu pedido. De tornar Eduardo como nós."

"Divinização?"

"Já foi feito antes, algumas vezes."

"Há séculos que nenhum mortal recebeu esse dom."-Atena refletiu.-"Ele pode ser negado."

"Eu sei."-e pegou as mãos da irmã.-"Ficara ao meu lado quando eu pedir isso aos deuses?"

"Sim. Eu ficarei."-sorriu.

De repente as duas deuses sentem a presença de Apolo. Ártemis pálida levanta-se rapidamente.

"Não! Não posso permitir isso!"-diz aflita.

"Saori!"-Seiya entra no quarto rapidamente, seguido por Shun, Aldebaran e Touma.-"Este cosmo!"

"Ele não pode se atrever."-Saori diz determinada.

Novamente Eduardo é lançado longe pelo Cosmos de Apolo, que observava com desdém seus esforços em se levantar.

"Chega de brincadeiras."-disse o deus.-"Vamos terminar isso agora."

Ele estende a mão, pronto a destruir o rapaz quando hesita ao sentir a presença de mais uma pessoa. Fecha os olhos e sorri, antes de se dirigir a ela.

"Este não é o lugar apropriado a alguém de sua grandeza..."-e olha para a recém chegada.-"Gaia, mãe dos deuses."

"Nem a sua Apolo."-falou sem se abater pelo olhar que ele lhe inflige. -"Ainda cometendo o mesmo erro de antes?"

"Erro? Não há erro, senhora. Apenas estou livrando o mundo de mais um humano inútil."

"Ele tem a alma de meu filho Órion."-diz a deusa se colocando entre os dois.

"É um atrevido que se acha no direito de tocar na sagrada pessoa de minha irmã."-esbravejou enfurecido.-"Não posso permitir que este ato de sacrilégio continue!"

"E quem é você para permitir ou não isso?"-Eduardo se levantou e o desafiou.

"Ainda tem o desplante de me desafiar?"-Apolo o encarou furioso, depois ergueu o punho, invocando seu cosmos.-"Insolente!"

"Eu me lembro de você."-falou o rapaz.-"Foi culpa sua...sua!"

Apolo ergue uma sobrancelha diante da acusação.

"Vai fazer Ártemis chorar de novo?"-desafiou, fazendo Gaia se afastar de seu caminho.-"Acha que ela o perdoará desta vez?"

"Sua voz está me irritando, mortal!"

"Se quer arriscar, vá em frente!"-desafiou abrindo os braços.-"Acabe logo com isso!"

"Com prazer!"

Além deste mundo, deste tempo.

"Está sendo decidido..."-Cloto erguia o fio da vida de Eduardo.

"O destino desta alma..."-Láquesis estica o fio e o mostra a Átropos.

"Será o homem mais forte que o destino imposto por nós?"-Átropos pega a tesoura com a qual corta a vida dos mortais.

"Espere, irmã. Veja."-Cloto aponta para um fio que se entrelaçara no de Eduardo, ele era dourado.

"Se partires este fio, selará o destino de alguém que não deve morrer."-alerta Láquesis.

"Ah...não é o destino algo maravilhoso e imprevisível?"-sorri Átropos.

"Vejamos o que virá agora..."-a menina segura o fio.

"...O que foi reservado..."-completa Láquesis.

"...A este mortal."-conclui Átropos.-"Será que ele quebrará o destino que reservamos a ele há tanto tempo?"

As três Moiras observavam atentamente os dois fios entrelaçados.

"Eu voltei uma vez dos mortos por Ártemis. Voltarei de novo, e de novo e sempre que for preciso."-dizia Eduardo.-"Não importa o que faça!"

Apolo elevava seu cosmo, mas de alguma forma não conseguia dar o golpe final no rapaz que o desafiava. Sentiu que cosmos poderosos o impediam. Fechou os olhos, Poseidon em sua prisão, mesmo sob o lacre de Atena interferia. Além dele, mais dois.

"Saiam daqui, irmãs."-ele pediu.

Foi quando Atena e Ártemis apareceram acompanhadas de seus protetores, todos em alerta prontos para agir se necessário.

"Insistirá nesse erro, Apolo?"-pergunta Atena.-"Não pode interferir neste amor."

"Saia daqui, Atena. Isso não lhe diz respeito."-avisou o deus.

"Mas a mim, sim!"-Ártemis fica diante do irmão, em desafio.-"Apolo, eu lhe peço que pare!"

"Afaste-se, Ártemis."

"Por que age assim?"

"Ele é indigno de sua pessoa! Sempre foi. Apesar de no passado ter sido o filho de um deus, não era digno de você, irmã."

"Esse seu sentimento é egoísta!"-replicou a deusa da lua.

"É egoísmo querer proteger minha irmã?"

"Olhe suas palavras e ações, Apolo."-pede Ártemis.-"Acha que ferir este homem me trará felicidade? Não vê que suas atitudes só me trouxeram dor?"

"Ártemis..."

"Apolo."-Atena o chama.-"Pare, por favor. Se insistir em agir desta maneira, irá enfrentar a mim e os cosmos de outros deuses que agora estão protegendo o rapaz. Não sente? Mesmo sendo quem é e fazendo uso de seu poder, não pode enfrentar a todos de uma vez...e sozinho!"

"Idiotas."-Apolo baixa a mão e seu cosmo se acalma, mas isso não o torna menos perigoso.

"Apolo, jamais irei lhe perdoar irmão se atentar novamente contra a vida de Eduardo. Jamais!"-alerta Ártemis, ciente de que o perigo não passara.-"Vá embora!"

"Que seja do jeito que vocês querem."-desdenha Apolo.-"Deuses protegendo a vida de um reles mortal!"

"Ei!"-Eduardo chama o deus e o que parecia impossível acontece. Ele lhe dá um soco em seu rosto.-"Isto é pelo o que me fez no passado. Cara! Me sinto ótimo agora!"

"Humano ignóbil!"-Apolo se enfurece pelo ato do rapaz, mas recua ao sentir os cosmos de Gaia, Atena e Ártemis, bem como o de Poseidon vindo de seu templo.-"Hunf! Não ficarei mais aqui para tolerar isso."

Sem nada a dizer, engolindo seu orgulho, Apolo se afasta de todos ali. Somente após seu cosmo desaparecer por completo, é que todos se dão ao luxo de respirarem aliviados.

"Você deu um soco em meu irmão?"-Ártemis pergunta perplexa a Eduardo.-"O que pensou?"

"Na minha satisfação em fazer isso?"-Ártemis suspirou.-"Você no fundo gostou disso."

Atena sufocou a vontade de rir, e depois com um gesto chamou os cavaleiros e Touma para deixa-los a sós. Lançou um olhar para a outra mulher, recebendo em troca um discreto aceno de cabeça cúmplice, a mulher aproximou-se de Eduardo, pegando em sua mão.

"Que nesta vida, tenha a felicidade que lhe foi negada na outra."-e deu-lhe um beijo em seu rosto, deixando Eduardo constrangido, antes de sumir diante de seus olhos.-"Adeus."

"Aquela...era mesmo Gaia?"-perguntou a Ártemis que concordou com um aceno de cabeça.-"Eu preciso rever meus conceitos sobre mitologia. Preciso saber mais de seus parentes."

"Eduardo..."-Ártemis esperou que Saori fosse embora antes de prosseguir.-"É sobre isso que quero lhe falar agora."

"Diga."

"Eu sou uma deusa e você, embora tenha o espírito de um semi deus, agora é um mortal."

"Sim. Isso já sei."

"O tempo passará para você. Não posso lhe garantir que os deuses irão permitir que partilhe conosco a imortalidade."

"Mesmo que eu fique velho e careca, ainda me amará?"-perguntou sorrindo.

"Não é uma visão muito bonita, mas eu o amarei pela eternidade."

"Então não quero mais nada."-e a abraça.-"Não importa o que digam, ou o que os deuses decidam, para mim ficar perto de você me basta."

"O destino não é estranho?"-perguntou Cloto.

"Surpreende até mesmo a nós, que o tecemos todos os dias."-conclui Láquesis.

"Sim. Devera há verdade em suas palavras."-fala Átropos.

"Agora estou puxando o fio da vida de Eduardo, está diferente."-Cloto tece uma nova meada, entrelaçada com a dourada.

"Pudera, venceu o próprio destino de morrer jovem novamente."-Láquesis começa a dar alguns nós no fio.-"Mais uma vez fomos vencidas pelo filho do Caos."

"O Amor consegue me surpreender, este nosso irmão tão brincalhão."-Átropos analisa o fio.-"Há muitos nós neste fio"

"A vida é cheia de percalços..."-Cloto alisa os fios unidos.-"É inevitável para formar as bases da nova vida que ele agora abraçou."

"O que reservará a ele no fim?"-Láquesis dá um último nó, e olha para a irmã mais velha.

"Nem a mim, cabe saber."-Átropos sorri enigmática.-"Ele ganhou o direito de decidir o próprio destino."

As Moiras continuam a tecer, as linhas dos Destinos dos mortais. No fundo, satisfeitas pelos últimos acontecimentos. Afinal, o amor entre uma deusa e um mortal não era novidade para elas, e aquele havia sido há muito previsto...pelas estrelas.

Fim...

Podem atirar pedras. Eu deixo!

Além da espera longa, os deixando em um período de hiatus com essa fic, fiz um final Dãããã...para ela. Na verdade, escolhi que não houvesse propriamente um fim, pois um romance não termina quando um casal se acerta e decidem ficar juntos...e aí que começa a verdadeira história de amor.

Obrigada a todos pela paciência em esperar e por terem lido. Feliz 2006!

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