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Anime/Manga » Inuyasha » O Sétimo
Branca Takarai
Author of 46 Stories
Rated: T - Portuguese - Romance/Mystery - Inuyasha & Kagome - Reviews: 399 - Updated: 01-21-07 - Published: 04-16-05 - Complete - id:2354128

Capítulo extra – parte 03

Rin friccionou os olhos com força antes de abri-los com um pouco de dificuldade. Demorou um pouco para que as coisas ao seu redor entrassem em foco, mas assim que tomou consciência do que havia acontecido tentou se levantar. No entanto, uma dor muito forte no abdômen fez com que ela continuasse deitada.

– Não se mova, Rin – ela arregalou os olhos quando ouviu a voz de Sesshoumaru. Logo ele deu alguns passos deixando a escuridão e entrando no campo de visão da garota. Com algum esforço, ela conseguiu se sentar.

– Sesshoumaru... – Rin murmurou começando a entrar em desespero novamente. – Por favor, me diz que eu não perdi o meu bebê.

– Se alterar pode se sentir mal outra vez – Sesshoumaru disse na tentativa de fazê-la se acalmar.

– Deixar-me nessa angustia é pior ainda! – Rin disse realmente temendo a resposta dele. – Eu perdi o meu bebê, não perdi? Por que você estava me seguindo? Como...? – ela continuaria a falar, mas o olhar de Sesshoumaru a fez se calar.

– Apenas escute, Rin – Sesshoumaru disse em seu habitual tom de superioridade. – Aquele idiota que estava te perseguindo era um Bento.

– Bento? – Rin repetiu confusa, mas logo ficou quieta novamente diante do olhar do vampiro.

– Ele faz parte de um clã muito antigo que se autodenomina 'Bentos'. Sempre houve uma guerra entre nós e eles, porém nunca houve um vencedor. Há pouco tempo tomei o conhecimento de que eles estavam nos perseguindo.

– Você sabia e não me disse nada? – Rin perguntou revoltada.

– Por isso, quando você me disse que iria voltar para casa, eu não fui contrário a idéia – Sesshoumaru continuou como se não tivesse sido interrompido. – Imaginei que longe de mim, você ficaria mais segura.

Os olhos de Rin encheram-se de lágrimas. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Sesshoumaru estava preocupado com ela?

– Mas eu não sabia dessa criança – Sesshoumaru disse fazendo com que Rin o encarasse com uma expressão assustada. – Por que escondeu isso de mim, Rin?

Rin respirou fundo no que responder, no entanto, não havia nada melhor a ser dito que não fosse a verdade.

– Nós nunca falamos sobre filhos – disse ela. – Tive medo de sua reação porque meu bebê será apenas um meio vampiro.

– Nada dava a você o direito de ocultar isso de mim! – Sesshoumaru disse autoritário. – Você não sabe o que se passa em meus pensamentos para decidir o que eu devo ou não saber!

– É exatamente esse o problema! – Rin exclamou alterada. – Eu não sei o que se passa pela sua cabeça! Se eu sou apenas o brinquedo da vez ou se você tem apenas um pouco de compaixão por mim! Você é como uma densa e escura floresta que eu jamais conhecerei!

Sesshoumaru estreitou os olhos e por um segundo Rin temeu quando ele atravessou o quarto em passos decididos. No entanto, relaxou completamente o corpo quando ele segurou o queixo dela e a beijou lentamente. Rin arregalou os olhos quando sentiu os lábios dele roçarem nos seus e bem que tentou resistir e não permitir que ele aprofundasse o beijo, mas quando sentiu a língua dele pedir passagem, não conseguiu negar e entreabriu a boca permitindo que ele prosseguisse.

Porém, ele não a beijava como Rin já estava acostumada, não lhe passava aquela sensação de que era um objeto. Muito pelo contrário. Sentia que ele a beijava com toda ternura, com paixão, com amor.

Tão apaixonado.

Rin colocou uma das mãos na nuca dele, e deixou que ele a beijasse o quanto quisesse. Não sabia a razão, mas aquele beijo tinha um efeito completamente calmante para ela.

– Se você disser algo assim novamente – Sesshoumaru murmurou próximo a orelha dela assim que se separaram. Rin sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha ao sentir o hálito quente dele em sua orelha. A jovem tinha certeza que ele sabia que aquele era seu ponto fraco. – Eu irei realmente me aborrecer com você.

Rin o fitou com um quê de dúvida. Sesshoumaru jamais havia falado com ela daquela maneira. O que raios havia acontecido para ele estivesse agindo assim? Ele estava realmente preocupado?

Sesshoumaru, notando que ela estava começando a se agitar outra dez, disse que iria contar o que havia acontecido depois que ela perdera a consciência.


Rin... – Sesshoumaru a chamou mais uma vez, mas Rin havia perdido completamente os sentidos. Ele encarou com um olhar assassino para o Bento que estava apenas observando a cena. – Como você ousou encostar nela?

Não foi muito difícil, Inverno – ele retrucou aparentemente calmo. Certamente ele levou um susto quando, no segundo seguinte, Sesshoumaru apareceu diante dele.

O Bento não teve tempo nem ao menos para pensar em algo para se defender uma vez que Sesshoumaru congelou as pernas dele deixando-o completamente imobilizado, ou pelo menos foi isso que o vampiro pensou. Pelo jeito de bobo o caça vampiro só tinha a conseguiu puxar uma estaca que estava escondida em suas vestes e a fincou no braço esquerdo de Sesshoumaru.

O vampiro não esboçou reação alguma, mas certamente aquele pedaço de madeira não fez muito estrago uma vez que apenas o braço esquerdo de Sesshoumaru ficou imobilizado. Com certeza a raiva do vampiro aumentou consideravelmente. Ele segurou o caça vampiros pelo pescoço, com a mão direita que ainda podia mover, e apertou levemente, mas não queria matá-lo asfixiado. Queria que aquele maldito que ousara ferir Rin sofresse para mostrar aos Bentos de uma vez por todas que não deveriam mexer com a sua vampira.

Tudo isso por aquela humana, Inverno? – o bento disse, e mesmo sendo ameaçado daquela forma, ainda conseguiu esboçar um sorriso de ironia. – Você realmente não é nem um terço do que me diziam ser. E agora já é tarde, ela perdeu muito sangue, a criança já não deve existir mais.

Sesshoumaru perdeu o restante de calma que ainda tinha e acertou o rosto do Bento com toda sua força. O impacto foi tão forte que ele foi arremessado para o outro lado do trem e a força com que bateu na parede foi tanta que um buraco se abriu e o Bento ficou com metade do corpo para fora do meio de transporte.

Escute bem – Sesshoumaru disse enquanto retirava a estaca do braço. – Eu não me importo com o que tentem fazer comigo, mas jamais permitirei que encostem um só dedo na minha família!

O Bento, mesmo ferido, ainda sorria ironicamente. Sesshoumaru não conseguia entender o que se passava pela cabeça daquele idiota.

Nós sabemos o seu ponto fraco – ele disse enquanto, com muito esforço, voltou a ficar de pé. – O grande Inverno enfim, tem um ponto fraco! Não pense que isso acabou – e antes que o vampiro tivesse tempo de dizer ou fazer qualquer coisa, o Bento saltou do trem em movimento.

Sesshoumaru sabia que ele estava falando sério, mas não tinha tempo para se preocupar com os Bentos. Sempre eles diziam que iriam exterminar os vampiros, faziam ameaças, mas jamais conseguiam cumpri-las.

O vampiro voltou para perto da jovem que estava desfalecida e a segurou em seus braços. Era por sua culpa que ela estava daquele jeito. Se tivesse sido mais rápido. Se tivesse percebido o perigo antes! Mas não tinha o poder de fazer o tempo voltar atrás e agora Rin estava morrendo em seus braços.

Ele tocou levemente o ventre dela já sem esperanças de que houvesse alguma vida ali, mas arregalou os olhos ao sentir que a vida de seu filho ainda pulsava dentro de Rin. Ainda poderia salvá-los! Sua espada, a Tenseiga, além de trazer os mortos podia curar as pessoas. Ele não pensou duas vezes antes de sacar a espada e usá-la para salvá-los.

Assim que o corpo de Rin parou de brilhar, Sesshoumaru certificou-se de que havia dado certo. Rin poderia acordar ainda sentindo-se um pouco incomodada pela dor, mas pelo menos o pior conseguira evitar.

E pensar que eu imaginei que essa espada nunca me seria útil – Sesshoumaru murmurou enquanto a embainhava novamente. Depois pegou Rin em seus braços e saltou do trem para voltar para a cidade de onde haviam partido.


Rin não sabia nem o que dizer. Seu bebê estava a salvo! Graças a Sesshoumaru estava tudo bem. Ela não pensou antes de se atirar nos braços do vampiro e abraçá-lo com força em uma tentativa de demonstrar toda a gratidão que estava sentindo.

– O meu bebê está bem... – foi tudo que ela conseguiu dizer.

– Sim, ele está – Sesshoumaru murmurou passando lentamente a mão nos longos cabelos dela.

– Ou ela – Rin disse com um sorriso enquanto algumas lágrimas manchavam o seu rosto, mas ela não estava triste, muito pelo contrário. Sesshoumaru dissera ao Bento que ela e o bebê eram a sua família. Rin não podia estar mais feliz. Tinha certeza que mesmo que ele não demonstrasse seus sentimentos, a amava, caso contrário, não teria feito nada do que fez. – O nosso filho.

Sesshoumaru não disse nada. Apenas a apertou mais em seus braços, antes de fazê-la se afastar.

– Você usou essa espada para salvar a minha mãe, não foi? – Rin perguntou curiosa.

– Sim, mas naquele tempo não achei necessário que você soubesse disso – o vampiro respondeu indo para perto da janela e ficou observando o pouco movimento da rua. – Em todo caso, Rin, eu acho que é melhor que você realmente volte para a sua casa. Será melhor para você e para a criança.

– Não! É claro que não! – Rin exclamou exasperada. – O meu melhor para nós será ficar perto de você, Sesshoumaru!

– Aquele Bento não parará até conseguir destruir o que é importante para mim – Sesshoumaru disse sem encará-la.

– Eu não me importo com o perigo – Rin disse decidida. – Eu te amo. Estou disposta a enfrentar qualquer coisa.

– Você já é quase uma humana novamente – Sesshoumaru balançou levemente a cabeça negativamente. – Você não poderá se defender assim, e colocará em risco a vida da criança.

– Criança, criança! – Rin exclamou nervosa. – É nosso filho! Não quero que ele cresça longe do pai! E muito menos vou deixar você correr riscos sozinho!

– Eu sempre estive sozinho, Rin – Sesshoumaru disse a encarando com aquele olhar sem vida.

Rin suspirou profundamente e levantou-se da cama. Foi até o vampiro e segurou as mãos dele com força, depois as colocou sobre o seu ventre. Ela jurou ver um leve sorriso se formando nos lábios dele, mas não teve certeza.

– Não está mais sozinho – ela murmurou docemente. – Eu iria voltar para a minha casa porque achava que você não me amava, Sesshoumaru, mas agora eu tenho certeza de que você sente algo por mim, mesmo que não diga isso, as suas ações demonstram seu sentimento. Talvez a densa floresta não seja tão escura como eu imaginava.

Ela ficou na ponta dos pés e voltou a abraçá-lo. Sesshoumaru passou os braços em torno da cintura dela para fazer com que seus corpos ficassem mais juntos.

– Transforme-me em vampira novamente – ela sussurrou. – Eu não hesitarei.

– Mas você disse que não quer matar ninguém – Sesshoumaru disse mostrando-se um pouco confuso.

– Não matarei ninguém bom – Rin disse afastando-se um pouco para encará-lo. – Os Bentos não são bons, aquele homem não se importou em matar o nosso bebê que é totalmente inocente nessa história.

– Tem certeza disso, Rin – Sesshoumaru perguntou sério. – Se você realmente quiser voltar para mim, eu não permitirei novamente que você se afaste.

– Eu não estaria em meu juízo perfeito se tentasse fugir de você – Rin disse com um sorriso nos lábios. – Eu te amo, Sesshoumaru.

O vampiro apenas fez com que seus lábios se encontrassem mais uma vez. Ela dissera que conseguia entendê-lo com suas ações, então iria mostrar para aquela humana teimosa o quanto ela havia conseguido se instalar em seus pensamentos. E não importava o que o futuro os reservava. Sesshoumaru sabia que com Rin ao seu lado não seria capaz de cair ou desistir.

FIM

Aleluia! Agora é 'fim' de fim mesmo, ouviram? Não pretendo levar adiante a história dos Bentos, daria outra fic (aliais, Bento é um outro livro do André Vianco, e lá nos livros os Bentos são bonzinhos e os vampiros que são ruins, como sempre inverti as coisas). Tudo isso que eu escrevi era pra ser só um capítulo extra, mas que eu acabei dividindo em três partes e assim termino minha missão com este fic.

Eu fiquei muito feliz em escrever mais esses capítulos e mais ainda com os reviews. Não imaginava que tantas pessoas lessem o fic e sentissem tanta falta. Como eram muitos reviews, eu respondi uma parte por e-mail e vou responder aqui só os anônimos aqui, certo?

manu higurashi: Ele não tinha percebido não, mas tb não foi um desalmado, só queria protegê-la, por isso a deixou ir, só que ele não sabia do bebê. Beijinhos e obrigada!

Mylle: Agora você não pode reclamar! Happy end! XDDD

belinha chan: Eu não sei pq as pessoas tem a mania de me achar malvada XD Eu sou um anjinho, eles sofrem, sofrem, sofrem, mas no final fica tudo bem XDD Obrigada pelo comentário.

Juliana Assis: XD Espero que dessa vez tenha chorado de alegria porque esses dois se acertaram de vez.

: Eu tb gosto muito dos livros do Vianco. Sempre que posso leio. Eu achei que Rin e Sesshy tinham ficado mal resolvidos, por isso os capítulos. No começo eu tb não gostava muito de escrever com eles, mas já me acostumei, e a Rin que eu faço é tão nada haver com a do anime que eu até gosto dela XDD Obrigada pela review!

Deusa do anime: Escrever Kag/Inu é mais fácil porque se o InuYasha se declarar apaixonado ninguém vai achar estranho, mas o Sessy, tem coisas que ele não faria nunca, e mesmo sendo um UA eu tento manter. Beijos!

kagome (sami): Caramba, acho que se a Rin tivesse perdido o bebê eu teria sido morta rs Aí está, o bebê são e salvo rs Espero que tenha gostado do final.

hinata inuzuka: Eu sei que eu demorei, mas antes tarde do que nunca XD E claro, o Sessy tinha que salvar a Rin, como sempre ele faz XDD Beijos!

Hinata-chan: Natal e ano novo foram bons? XD Eu sei, eu sei, você queria que eu tivesse postado antes, mas esperar um pouquinho não fez tanto mal assim, né? E eu não matei a criança indefesa rs Seria um final triste, eu não queria isso. Beijinhos!

Aline: Eu sei que foi um pouco de maldade fazer aquilo com a Rin, mas olha pelo lado bom, se ela tivesse voltado pra casa não teria feito as pazes com o Sessy XD Obrigada pelo comentário!

luana fortunato: Obrigada! Espero que tenha gostado do final. Eu tenho outra fic de InuYasha, mas nada com vampiros XD

Motoko kami-sama: Não é que flate vontade minha, mas eu acho que Sango e Miroku já terminaram o fic tão bem, não queria fazer mais nada com eles. Obrigada pelo comentário.

Espero não ter esquecido ninguém.

Beijos e até a próxima.

Bianca Potter

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