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Anime/Manga » Saint Seiya » A Feiticeira e o Tigre
Juliane.chan1
Author of 132 Stories
Rated: M - Portuguese - Romance/Adventure - Reviews: 4 - Updated: 06-15-05 - Published: 04-27-05 - Complete - id:2369536

A Feiticeira e o Tigre

Capítulo 9

Hilda se levantou, com lágrimas nos olhos, procurando visualizar Siegfried em meio a fumaça e poeira. Bado não conseguia esconder seu espanto diante da fúria do ataque de Belais e a raiva que sentia por Siegfried ter se sacrificado assim.

Belais gargalhava satisfeito, em parte se sentia vingado.

Deitado, derrotado e ferido. Siegfried não tinha mais forças, sua armadura estava reduzida a cinzas e agora...esperava pela morte.

"Levante-se, Siegfried de Dubhe."-uma poderosa voz, feminina, se manifestou diretamente em seu Cosmo.-"Odin me garantiu que era o mais valoroso entre os seus Guerreiros-deuses."

"Quem...é você?"-murmurou.

"Falo em nome Daquele que é o Princípio, Meio e o Fim de tudo. O Alfa e o Ômega."-continuou a voz.-"Foi um dos escolhidos para evitar o fim de tudo! Levante-se!"

"Levante-se, Siegfried!"- outra voz poderosa ordenou.

"O-Odin..."-Siegfried abriu os olhos.-"Perdão, falhei com o senhor, com Asgard e com Hilda...falhei de novo. Sou um inútil!'

"Não diga tolices, Guerreiro-deus! Odin não escolhe fracos!"-o cosmo do deus envolve o Guerreiro, devolvendo-lhe as forças.- "Lute! Estou lhe dando um presente, meu escolhido! Use-o sabiamente!

"Sim."-Siegfried se levanta determinado.-"Lutarei!"

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"Eis aqui o que restou de seu pretenso Salvador, Hilda de Polaris."-Belais zombava.-"Nada!"

Mas para a sua surpresa, no meio da fumaça e poeira, viu uma silhueta, que aumentava à medida que caminhava, sentiu um poderoso cosmo vindo de lá.

"I-Impossível! Ainda está vivo?" - Belais não podia acreditar.

Então, quando a fumaça se dissipou, surgiu Siegfried usando a magnífica Armadura de Odin e empunhando a Espada Balmung.

"Agora, Belais."-falava Siegfried com confiança.-"Vamos acabar com a nossa luta, aqui e agora!"

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Não muito longe dali, duas pessoas, usando túnicas que lhe cobriam o corpo, observavam as estrelas, certos de que algo muito importante acontecia.

"Metraton falou com ele!"-um deles exclamava admirado.-"Escolheu entre os mortais, poderosos guerreiros para deter a insana. Já que nossos irmãos não podem agir diretamente! Devíamos ajudar também!"

"Não diga tolices."-o outro respondeu com impaciência.-"Somos apenas Mensageiros!"

"É triste ouvir isso de você, Ariel.'-ele retira a túnica e revela um rosto jovem e belo, de cabelos castanhos e lisos e olhos tão azuis quanto os céus.-"Temos o poder para fazer a diferença nessa luta. Eles estão lutando pela Terra também, assim como nós o fazemos há séculos! Já deveríamos ter agido quando nossos inimigos agiram pela primeira vez. Devemos ser aliados nessa guerra! Eles lutam sem saber contra o que estão lidando!"

"Você já fez demais, alertando a mulher em seus sonhos sobre as espadas. O inimigo foi derrotado antes, e nem foi preciso nossa interferência, Rahel."- o outro retira o capuz e revela um rosto másculo, belo e ornado por cabelos dourados que chegavam aos ombros e olhos azuis como os do amigo.-"Será derrotado agora."

"Mas na outra ocasião, ela usou apenas um servo para realizar tal missão. Agora enviou um deus ganancioso e seus Anjos negros para roubar a Balmung. Senti a presença de Belais também."

O semblante de Ariel permanece impassível.

"Não me misturarei àqueles que servem a deuses pagãos."-e depois se vira para o amigo.-"Se levarem a Balmung, deveremos proteger os Selos. É essa a nossa missão, Rahel. Não se esqueça disso!"

'É orgulhoso demais, amigo!"-Rahel se lamenta.-"Se até Metraton e o Trono se aliaram a..."

"Chega!"

Ariel se retira, deixando Rahel com seus pensamentos.

"Estamos cometendo um grande erro, Ariel."-murmurou.

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Haguen olhava apreensivo para o local onde o amigo estava antes, agora só restava uma cratera e o ódio o dominava mais uma vez. Tentou se erguer ao sentir o cosmo de Loki se aproximando, mas os ferimentos não permitiam.

"Aqueles que me desafiam devem pagar."-disse Loki, se aproximando de Haguen e erguendo a mão para desferir um golpe.-"Agora, você...hã?"

A atenção do deus foi desviada para outra direção, onde um enorme vulto aparecia.

"Não terminamos, Loki."-disse Thor, com seus machados Mjolnir em suas mãos, e o cosmo crescendo cada vez mais.-"MARTELOS DE THOR!"

Ele joga os machados, que realizam movimentos no ar e atingem Loki jogando- o longe.

"Thor..."-Haguen sorriu, mas logo fiou sério, o Cosmo do deus crescia cada vez mais, de maneira ameaçadora.

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"Pai..."-gemia Mime, arrastando-se no chão, tentando alcançar a imagem de seu pai.-"Não pode ser você..."

"Mas é o seu pai."-falava Rherigor.-"Exatamente como se lembra dele...lembra-se do ódio, do ressentimento? Mas ele o ama... Você sempre o odiou! Devia deixar a morte levá-lo, para compensar seu crime!"

"Não."-disse firmemente.

"Como?"

"Há algum tempo...percebi que nunca odiei meu pai."-disse se erguendo, mantendo os olhos fechados, lágrimas escorriam.-"Odiava a mim mesmo pelo o que fiz! Por tê-lo matado...mesmo que renasça mil vezes e lute pela justiça em todas essas vidas, nunca poderei apagar essa mágoa em meu coração."-ele abre os olhos e há muita determinação nesse olhar.- 'Pai, perdão."

"Quê!"-o Anjo estava assustado.

"Você não é meu pai, ele está ao lado de Odin...junto a todos os grandes heróis de Asgard! Rherigor, não vou perdoá-lo por usar a imagem dele dessa maneira! MORRA!"

Seu cosmo aumenta e concentra toda a sua energia em seu punho, logo em seguida avançou contra a imagem de seu pai furiosamente à sua frente, atingindo-o mortalmente. Rherigor cai ao chão e desaparece em uma névoa logo em seguida. A ilusão acaba.

Mime, mesmo ferido e exausto tenta retornar à luta e vê Fenrir acuado por Belzebu, que o golpeava sem piedade.

"RÉQUIEM DE CORDAS!"-Mime prende Belzebu nas cordas de sua harpa, dando a Fenrir a chance de se recompor.

"Pode deixar, Mime."-disse Fenrir.-"Eu acabo com ele. Ajude Thor e Haguen."

Com um aceno de cabeça, Mime toca uma corda de sua harpa, libertando Belzebu.

"Perdeu sua melhor chance de me vencer, tolo."-o anjo zombava.

"Cale-se, maldito."-Fenrir fecha os olhos e a imagem de Endredi lhe vêm a mente, seu cosmo explode.-"Tenho muitos motivos para lutar e vencer você e seus mestres. GARRA DO LOBO IMORTAL!"

"ASAS DO INFERNO!"

Para a surpresa de Belzebu, Fenrir desvia-se do seu golpe, milésimos de segundos antes de ser atingido. Mas o golpe do Guerreiro-deus foi certeiro, acertando-o diretamente em seu coração.

Incredulidade, surpresa, medo. Todas essas emoções invadem a mente do Anjo da Morte, antes de atingir o chão e desaparecer para sempre.

Loki, então se vê cercado por todos os lados pelos Guerreiros-deuses, que o encaram com crescente raiva.

O deus das mentiras, impulsionado pela covardia, prefere fugir. Deixando seus aliados para trás.

"Sabia que era um covarde."-falou Thor.

Explosões vindo do local onde a Armadura de Odin ficava, chama a atenção dos quatro guerreiros, que mesmo cansados e feridos, correm para ajudar os companheiros.

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"TOLO IDIOTA!"-bradava Belais.-"Acha que o simples fato de estar usando essa armadura o torna mais forte do que eu? Sinto destruir esse seu ar de confiança. SUPREMO DRAGÃO DO INFERNO!"

O poderoso golpe de Belais, no entanto, é defendido por Siegfried usando a espada Balmung.

"O quê!"-Belais recua.-"Impossível!"

"Estou usando a armadura de um deus, Belais. Acha que pode enfrentar alguém que tem os poderes de um deus, agora?"

Bado caído e encostado numa parede, observa a luta, em seu íntimo sorrindo e torcendo por Siegfried. Ambos, Anjo e Guerreiro, digladiavam-se com golpes poderosos. Parecia que suas forças estavam equivalentes agora. Então para seu horror, ele avista Ahanaon se aproximando deles.

"Quê? Você não morre!".

"Já estou morto."-ele respondeu, para a surpresa de Bado.

O gigante olha para o Guerreiro-deus, com um olhar indecifrável, depois começa a caminhar em direção a Hilda. Percebendo suas intenções, Bado tenta se erguer e o ameaça.

"Não ouse, Ahanaon! Não ouse machucar Hilda! AHANAON!".

Ahanaon o ignora. Hilda vê uma sombra ameaçadora sobre ela e ao se virar, o Anjo da Destruição a pega por um de seus braços e a ergue. Segurando-a sobre o abismo que havia naquele lugar, que separava o palácio da Estátua do deus Odin.

"Siegfried!"-ela grita.

Siegfried ao ver cena, fica paralisado. Seu sangue ferve diante de tamanha covardia. Belais vê tudo e sorri satisfeito.

"Muito bem, Ahanaon."-Belais lança um olhar vitorioso sobre Siegfried.-"O que lhe é mais caro, Guerreiro-deus? A espada Balmung ou a vida dessa mulher? Pense rápido."

"Belais..."-o ódio estava estampado no olhar de Siegfried.

"Contarei até três...terá tempo de largar a espada e correr para salvar a sua querida Hilda."-disse com um sorriso divertido.-'No três, Ahanaon a soltará no abismo."

Bado tentou se levantar, mas não tinha mais forças. Siegfried crispou suas mãos sobre o cabo da espada. Estava acuado.

"Um..."-começou a contar.

"Siegfried, não lhe entregue a espada.'-pediu Hilda.

"Dois..."

"Hilda..."-Siegfried a olhava intensamente, havia tomado a sua decisão.

Largou a espada no chão.

"Três!"

Ahanaon soltou Hilda, que com um grito caiu no abismo. Siegfried se jogou logo atrás dela.

"Não!"-gritou Bado.

Belais soltou uma gargalhada tétrica, abaixou e pegou a espada Balmung.

"Vamos, Ahanaon. A mestra nos espera".

O General Demoníaco começou a andar, seguido pelo silencioso Ahanaon. Passaram por Bado como se ele não existisse. Ao verem os demais Guerreiros- deuses se aproximando, emanou seu Cosmo, jogando-os contra as paredes, abrindo-lhe caminho.

Logo, desapareceram de suas vistas.

Os Guerreiros-deuses se aproximaram de Bado, estava ajoelhado, imerso na tristeza e na raiva, olhando fixamente para o chão, eles temeram o pior.

"Siegfried e Hilda..."-ele tentava falar.-"Eles estão..."

"EIII!"-alguém chamava de longe.-"VÃO DEMORAR PARA NOS AJUDAR A SUBIR?"

Surpreso Bado ergueu a cabeça e olhava para o local onde eles haviam caído. Era a voz de Siegfried!

Todos correram para a borda do abismo e viram Siegfried pendurado, bem longe, segurando com uma das mãos em uma rocha e com o outro braço, enlaçava a cintura de Hilda, que tinha os braços em volta do pescoço dele, mantendo-a presa e segura junto ao seu corpo.

"SE NÃO PERCEBERAM.'-ele continuou a falar.-"NÃO TEMOS O DIA TODO!"

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Loki chegou até seu castelo, ofegante sentia-se seguro.

"Não deveria ter fugido, Loki."-disse Belais, saindo das sombras acompanhado por Ahanaon.-"Não gostei de ter sido abandonado.'

Ahanaon caminha em direção a Loki, que tremia e suava.

"E-espere...mestre...".

A Gloriosa mandou um recado."-continuou Belais, olhando para a espada e admirando seu fio.-"Uma vez que traiu seus companheiros deuses, poderá traí-la também. Não há lugar para outro deus em seus planos. Ela será a única e verdadeira deusa que governará os Céus, a Terra e o Inferno."

Ahanaon segura a cabeça de Loki entre suas mãos e a esmaga facilmente.

"Uma morte apropriada para um verme. Bom trabalho, Ahanaon."

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Dois dias depois, numa pequena cidade no Panamá.

Precisamente na pequena igreja local.

Rahel cai ferido ao chão. Nunca imaginou que Belais pudesse estar tão poderoso. Eles se enfrentaram tempos atrás na Primeira Rebelião, e o derrotou. Agora estava muito forte...forte demais.

"Como..."-murmurou, tentando se erguer.

"Cortesia da Grande Leviatha."-falou, continuando sua caminhada, parando diante de um homem de meia idade.-"Padre Antônio Ramirez...o pai dos desvalidos, o protetor dos pobres...é assim que é chamado pelos fiéis...Pena que seu Deus o abandonou. O Selo da Bondade, assim que morrer, a barreira que separa o Inferno da Terra na existirá mais. Se morresse por qualquer outro meio, e não por uma arma que não fosse forjada por homens, renasceria e o ciclo recomeçaria...Pena que não será assim."

O padre começou a orar, pedindo que tudo fosse um pesadelo.

Em segundos, deixou caído aos seus pés o corpo sem vida do padre. A Balmung pingava sangue. Os céus escureceram. Em toda a Terra, pessoas sensíveis e de grande espiritualidade, sentem que algo está errado.

Leviatha sorri satisfeita pelo desenrolar dos fatos. A frágil Barreira não existe mais. Logo, seres infernais poderão vagar livremente pelo mundo. Seu exército finalmente poderá se juntar à ela.

"Olivier."-Leviatha se dirige a seu mais fiel General, acariciando a cabeça de um dos cães negros que a acompanham.

'Sim, minha senhora."-responde o General de cabelos e olhos azuis escuros, ajoelhado a sua frente.

"Vamos embora desse buraco."-ela se ergue do trono.-"Sairemos do Egito e iremos para a Grécia. Prepare-se...em breve...muito em breve...terei o que ambiciono."-ela olha para seu servo humano, Hori se aproxima acariciando o seu bichinho de estimação, uma serpente.-"Hori, traga a minha armadura. Coloque-a em meu iate."

"Sim, Hori obedece.-ele faz uma reverência e se retira."

Leviatha solta uma gargalhada insana.

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Shaka de Virgem acorda de sua meditação, está ofegante. É como se umaadaga atingisse sua alma.

Saori Kido, a reencarnação de Atena, estava em sua casa no Japão, sente suas pernas fraquejarem. O que tanto temia estava começando.

Julian Solo em Veneza, observa os céus com um olhar indecifrável, ele sente um arrepio, um medo que não consegue explicar. Sorento ao seu lado, acredita que precisa tomar uma decisão urgente. Um inimigo mais temível que Hades ameaçava essa Terra.

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Uma semana se passou desde a luta contra Belais. Os reparos no Palácio Valhalla estavam sendo iniciados e as pessoas retornavam para seus lares, cientes de que não sofreriam mais ameaças.

Alberich havia sido confinado em um dos calabouços e esperava a sua punição.

Os Guerreiros-deuses estavam se recuperando de seus ferimentos, graças aos cuidados de Hilda, ajudada por Freiya e Endredi. E tinham que aturar uma jovem, que detestava ficar deitada, sentindo-se inútil.

Aud estava ainda dolorida pelo ataque de Ahanaon, misteriosamente o inimigo refreou o ataque, e isso salvou a sua vida. Ela tentava se erguer da cama, queria caminhar, não agüentava mais ficar deitada.

"Volte já para a cama."-uma voz masculina e autoritária a chamou da porta.-"Não me cause problemas, senhorita."

"Não deveria estar deitado também , Bado?"-ela sentou-se na cama, contrariada.

"Estava entediado. Trouxe um presente de Svend."-ele entrou no quarto e mostrou o tabuleiro de taft.-"Desta vez eu ganho."

"Nem em seus sonhos, Guerreiro-deus."-ele sentou-se ao seu lado e deu-lhe um beijo leve.-"E como foi o encontro com seus pais?'

Ele ficou em silêncio um tempo e depois falou:

"Achei que fosse ser difícil, que não conseguiria perdoá-los se os visse...mas a primeira reação de minha mãe ao me ver foi me abraçar...meu pai também me abraçou e chorou, pedindo perdão..."

"E?"-ela insistiu.

"Acho que estamos indo bem...devagar, mas essas coisas não se resolvem de um dia para outro."

"Que bom."-ela parecia aliviada.

"Querem conhecer a nora deles."-completou com um sorriso.

"Também gostaria de conhecê-los".

"Nunca mais faça coisas estúpidas como...".

"Como salvar a sua vida e a de seu irmão?".

"Como enfrentar demônios sem alma que parecem não se abalarem com nada".

"Não sei."-ela ficou séria.-"Uma pessoa comum, sem armadura que a proteja, morreria com aquele golpe. Ele não me matou porque não quis...algo dentro dele o impediu no último instante. Não acredito que ele não tenha uma alma, Bado. Antes da Batalha, as deusas me falaram o nome do verdadeiro inimigo... Leviatha."

"Leviatha? Nunca ouvi falar".

"Talvez...deva procurar em livros de magia, ou de Demonologia já que eles afirmam serem Anjos Caídos, e se consideram demônios, e...".

"Não vamos falar disso."-ele beija a testa dela e arruma o tabuleiro.-"Precisa relaxar. Quem começa?"

"Na verdade."-ela enlaça-o pelo pescoço, beijando-o.-"Estou querendo relaxar de outra maneira."

Com um sorriso e olhar cúmplice, Bado começa a corresponder ao desejo de Aud.

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Dias depois, quando estavam bem e recuperados, Hilda chamou os Guerreiros-deuses para uma reunião.

"Depois do que Aud nos contou e do que houve, tomei uma decisão."-foi logo falando.-"Enviei uma carta para Atena, partiremos para o Santuário agora mesmo. Ela precisa saber sobre Leviatha, talvez a conheça."

"Acha prudente deixarmos Asgard agora?"-perguntou Thor.

"Freiya ficará aqui, como regente até a minha volta. Gostaria que você Thor, Haguen, Fenrir e Mime ficassem e garantissem a segurança dela. Embora acredite que o inimigo não irá retornar, pois já levou o que queria. Mas, Alberich está preso e seu julgamento e castigo terá que esperar o meu retorno. Ficaria mais aliviada se permanecessem no palácio."

"Hilda...sinto muito."-lamentou Siegfried.-"Deixei que levassem a Balmung."

Freiya o interrompeu:

"Siegfried, você tomou a decisão certa. Poderá recuperar a espada, mas a vida de minha irmã não".

"Tem razão."-Shido concordou.

"Obrigado".

"Quando iremos?"-perguntou Aud.

"Owh!"-falou Bado.-"Quem disse que você vai?"

"Eu disse."-ela respondeu, sustentando um olhar que Bado já conhecia e que significava problemas.-"Nunca estive na Grécia. Deve ser um país lindo!"

"Você não vai!"-Bado falou.

Todos ficaram em silêncio, apreciando a discussão.

"Claro que vou!".

"Vamos discutir melhor sobre isso!".

"Minhas malas já estão prontas."-ela o ignorou, e depois se virou para ele, com a expressão zangada.-"Eu vou e pronto! Sinto que serei necessária nessa viagem."

"Não é uma viagem de férias!"-ele tentava argumentar.-"Se pensa que vou ficar de braços cruzados, e deixá-la me acompanhar para uma provável guerra está enganada e...AUD!"

Ela havia se levantado e pegava nas mãos de Hilda alegremente.

"Estou tão emocionada com a viagem!".

"Bem..."-Hilda estava sem graça.-"Por mim tudo bem."

"Que maravilha!"-ela batia palmas de contentamento.

'É...maravilha."-Bado estava emburrado, perdeu para ela, de novo.

Shido se virou para Fenrir e sussurrou:

"Quanto está a sua contagem?".

"Perdi a conta."-e dá um sorriso.-"Ele nunca ganhou uma discussão com ela!"

Começaram a rir, mas pararam ao perceberem o olhar assassino de Bado sobre eles.

"E quando partirão, Hilda?"-Freiya perguntou.

"Imediatamente.'

Hilda lamentou-se em silêncio, pelas guerras não terem cessado e por seus Guerreiros-deuses que enfrentarão inimigos muito poderosos.

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Epílogo:

Num monastério em Jerusalém, uma mulher ergue a cabeça, encerrando sua oração e depois lança seu olhar na direção que fica o Egito.

Ela não é uma freira ou noviça. Na verdade, nem é uma mulher como as outras. Ela é uma mulher diferente das demais.

Esse lugar, foi o lar dos Templários, Cavaleiros de Cristo. Neste lugar ela viveu e treinou, constantemente, saindo muitas vezes para cumprir a missão que impôs a si mesma, proteger a humanidade dos que a ameaçavam.

Depois retornava ao mesmo lugar, esperando pela vinda de uma guerra. Pela sua redenção. Finalmente a espera terminou.

Estava na capela orando em frente à imagem da Nossa Senhora, uma imagem emocionante, em que a Virgem segura o corpo do seu Filho retirado da cruz, em seus braços.

"Finalmente."-a voz do velho padre chama a sua atenção.-"Está pronta para partir?

A bela jovem de cabelos ruivos e lisos, que chegavam até a altura dos ombros, se ergueu e com seus olhos dourados fitou com carinho o homem que foi um verdadeiro pai para ela.

"Padre Estevão."-a jovem se aproxima e pega em suas mãos.-"Chegou a hora. Preciso fazer o que é certo. Pelo futuro de todos.

O padre beija afetuosamente suas mãos, e com lágrimas nos olhos lhe entrega uma caixa que estava sendo trazido por alguns monges, depois se despede:

"Vá com Deus, meu anjo. Procure o padre Matteo, um dos meus alunos, quando chegar ao Cairo."

"Sim".

"E depois do Egito, para onde irá?"-o bom padre pergunta.

Ela abre a caixa e de lá retira uma espécie de lança prateada, cuja lâmina era curva como uma foice.

"Grécia."-responde calmamente.-"O Santuário de Atena."

Fim da 2ª Parte.

Ufa! Terminei a segunda parte...Nem acredito!

Agradeço a todos que leram, pelos e-mails carinhosos, até as ameaças de morte, e por todos que me apoiaram.

Terei que dá um tempo nos fics. Muito trabalho e pouca diversão...em alguns dias retornarei com a terceira e última parte da Saga.

Continua em: O Terceiro Selo.

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