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Author of 18 Stories |
Pares: 1x2, menção de 3x4
Gênero: One-shot, romance e bobeiras a parte.
Foi meu aniversário essa semana e decidi escrever besteira pra mim mesma. Esperto que gostem!
Duo, o conquistador?
Por Dee-chan
"Ele parece...nervoso. Viu a cara dele? Ele parece estar chupando um limão o tempo todo".
Mais um dia em minha vida. Típico! Tecer tolas e vagas impressões sobre as pessoas que trabalhavam no departamento era um de nossos passatempos favoritos. Por “nosso” quero dizer, meu e de meu melhor amigo Trowa.
"Pode ser falta de sexo, deve ser". – o moreno alto refletiu.
Cruzando os braços, não consegui evitar um sorriso.
"Isso não é novidade, vamos Trowa, para você tudo tem a ver com falta de sexo!"
"E não é verdade?"
Meu querido amigo também sorriu, enquanto brincava com um par de canetas, jogando-os para o alto, fazendo malabarismo. Juro, Trowa daria um ótimo artista circense, coisa que já havia dito a ele, e só recebi um olhar assustador em retorno, para em seguida me dizer que o palhaço ali era eu. Seu senso de humor não era bom, não como o meu.
"Por falar em sexo, como vai o namorado?"
"Duo, quantas vezes já lhe disse que não estou namorando."
As canetas pararam com o vôo e Trowa empertigou-se todo, recostando-se na cadeira e me lançando outro olhar assustador. Mas como eu já estava acostumado com aqueles olhares, de um olho só, porque meu amigo usava uma enorme franja que cobria metade de seu rosto, nem ao menos liguei.
"Vocês estão saindo juntos, dormindo juntos, você liga pra ele no horário de almoço, fica todo pensativo e suspirando por aí o tempo todo, sem falar que nunca o vi tão perfumado e arrumado. Confesse, você está...a-pai-xo-na-do"... – provoquei.
"Cala a boca!" – ele bufou, mas eu pude ver que ele sorria por dentro.
"Quando vamos ser apresentados?"
"Quando você parar de se meter na minha vida amorosa e for tomar conta da sua".
Golpe baixo, amigos não deviam fazer isso.
"O que você quer dizer com isso? Minha vida amorosa anda muito bem, obrigado."
As delineadas sobrancelhas castanhas de Trowa se elevaram. Isso não era um bom sinal.
"Mesmo?"
Foi minha vez de me empertigar. Ora, eu podia estar algum tempo sozinho, mas isso não significava que eu estivesse encalhado ou coisa parecida. O que Trowa estava pensando?
"Diga-me, Duo, quando foi seu último encontro?"
"Foi...foi..". – pus o dedo no queixo para buscar concentração, bem, quando havia sido mesmo?
"Viu? Você sabe que tenho razão."
Aquelas palavras foram ditas acompanhadas por um meio sorriso convencido que me deixaram louco!
"Sabe, nem sei por que ainda converso com você!"
"Porque você me ama?" – Trowa sorriu, o bastardo.
"É, é...eu te amo". – debochei acenando com a mão e revirando os olhos.
Nesse instante ouvimos um pigarro vindo da porta. Meus olhos voltaram-se rapidamente para a fonte do barulho e quase engasguei, sim, engasguei em minha própria saliva. Quão patético posso ser?
"Com licença, desculpe interromper, só vim me apresentar ao restante do pessoal. Sou Heero Yuy, o novo contratado."
A voz era fria, perfeitamente modulada e levemente nasal. Todos os pêlos de meu corpo se arrepiaram. Era um sinal! Com o canto dos olhos vi Trowa se levantando para cumprimentá-lo. Ganhei um segundo para analisá-lo melhor. Obrigado Tro!
Ele era alguns centímetros mais baixo que meu amigo, mas mais alto que eu, seus cabelos possuíam um tom chocolate e ele parecia ter saído do cabeleireiro, não era possível que aqueles fios fossem naturalmente rebeldes e lindos daquele modo. E o corpo...meu Deus... senti todo sangue esvair de meu pobre cérebro para o sul, o homem era pecaminosamente gostoso demais para minha sanidade. Talvez isso fosse destino...
"Duo, você não vai se apresentar?"
Retiro o agradecimento, Tro.
"Uh.. – gaguejei e ri – Claro, eu sou Duo Maxwell."
O aperto de mão foi breve e quase morri ao perceber que minha palma estava suada. Maldito nervosismo! Seria horrível limpar a mão antes do cumprimento, então tive de ir em frente. A expressão impassível no rosto atraente não mudou, se ele havia percebido minha mão melada, não deu a perceber.
"Bem vindo ao time!" – bradei, querendo que ele me visse como colega bem humorado. Ele não sorriu de volta, apenas acenou a cabeça.
"Obrigado. Meu escritório vai ser ao lado do de vocês, preciso colocar tudo em ordem. Foi um prazer.
Com isso, o Sr. Perfeito saiu.
"Tro?"
"O que?"
"Diga...eu..."
"Sim." – Trowa interrompeu.
"Sim o quê? Você acha que me conhece tanto assim é?"
"Sim."
Ugh!
"Você é impossível! Eu nem mesmo disse nada e..."
Quando dei por mim, Tro estava me empurrando na direção de uma cadeira.
"Escute, Duo. A resposta é não, você não foi tão patético assim e sim, eu acho que você tem uma chance."
Meu amor por Trowa aumentou consideravelmente.
"Verdade? Você acha mesmo? Ah eu estava tão nervoso, nem consegui dizer nada inteligente. E você acha que ele está, sabe, no nosso time?"
"Você deu as boas vindas a ele."
"Haha. Você não é engraçado, nem tente. Agora me diga se você acha que ele poderia ser, sabe, gay?"
"Bem, como você bem sabe, tenho um talento para captar esse tipo de coisa, mas dessa vez fiquei confuso."
"O quê? Como assim? Você não pode ficar confuso, não agora."
"Olhe, tudo que você tem que fazer é perguntar."
"Só isso? Sabe, Tro..." – me levantei, seriamente pensando em estapear aquele amigo de uma figa –" ...há uma razão por que namorar seja tão difícil..."
"Mesmo, eu não sabia disso."
Tentei me controlar, de novo...
"Sim, você não sabe, não é mesmo. Sr. cheio de namorados!"
"Duo, foi você mesmo que disse que estava bem com sua vida amorosa."
Ele era um mestre, cruzou seus longos braços musculosos e me olhou com a maior inocência. Eu tinha de concordar e dar lhe um prêmio. Mas, prestando atenção, podia ver que ele estava rindo com o outro olho, aquele escondido atrás daquela maldita franja!
"Muito bem, você está certo. Posso fazer isso sozinho. E farei." – assumi uma postura altamente confiante e virei o rosto com um quê de indignação, tentando me convencer que estava me portando como um adulto.
Placidamente, sentei-me e fingi voltar minha mente ao trabalho.
Senhor perfeito delicioso Yuy que se preparasse. Ele ia ser meu. Oh sim.
CONTINUA, será?