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Na cidade histórica de Tókio e blá blá blá. Ah! Fala sério, vocês já conhecem essa ladainha!
Bem, de qualquer maneira, sou paga pra isso, então mãos a obra. (isso não quer dizer que eu não posso dar uma alteraçãozinha...)
Num país do oriente, conhecido aqui como Japão e lá como Nihon, mais especificamente na ilha Honshuu, mais especificamente ainda, na cidade HISTÓRICA de Tókio, e para vocês já tirarem de letra de quem, ou melhor de qual grupo estamos falando, no nosso amado Dojo Kamya.
Se alguém olhasse para aquele grupo de pessoas, constituído por um homem alto de cabelo espetado com uma bandana vermelha na cabeça, Sua versão “chibi” ainda mais espetada, um homem baixo de cabelos compridos e ruivos, com uma cicatriz em forma de cruz na face esquerda, e uma mulher de cabelos negros e olhos azuis. Provavelmente pensaria se tratar de 1 . uma discussão familiar muito estranha 2 . Um casal discutindo relação com um amigo intrometido e um filho sem noção ou 3 . O samurai acabara de fazer uma revelação.
Se julgarmos a expressão mútua de todos da sala, e levarmos em conta que só o ruivo denominado Himura Kenshin ou Battousai não continha a mesma expressão de espanto, ou seja, seus olhos ainda não pareciam duas bolas de basquete. Podemos constatar que a alternativa 3 é a correta certo? Errado... A verdade é que a revelação já havia sido feita pela jovem de cabelos negros, Kamiya Kaoru. A expressão singular, era impressionantemente devido a explicação sobre o fato que o Samurai acabara de dar.
A boca de todos se abriram como se fossem dizer algo a respeito da explicação do Hitokiri, mas o único som que saiu mutuamente da boca de todos os presentes, foi um sonoro e comum :
Kaoru, Yahiko e Sanosuke : ORO? O.o
Uma gota se formou na nuca do Hitokiri, de todas as respostas essa seria a menos apropriada para a situação. De qualquer maneira, com aquela reação havia sido poupado de uma morte lenta e dolorosa.
O homem alto e espetado, denominado Sagara Sanosuke, bateu no chão com o punho fechado, causando um ruído pouco agradável, a samurai recuou o corpo, temeroso pela reação. O lutador bronqueou.
Sanosuke : Quer dizer que você é Battousai? Uma fase adormecida de Kenshin? Que vivia dentro da mente dele? E por algum motivo que ainda não sabemos você foi trazido de volta?
O hitokiri tremeu levemente, e gaguejou.
Battousai : H-hai...
Agora foi a vez da versão chibi de Sagara dar o ar da graça. O garoto, Myojin Yahiko, falou despreocupado enquanto tirava cera de seu ouvido com o dedinho.
Yahiko : O mais impressionante foi constatar o quão idiota é a mente de Kenshin...
Kaoru : Mas como isso pode acontecer? Quer dizer, uma fase adormecida, não deveria se manifestar tão facilmente.
O samurai levou uma das mãos ao queixo pensativo. Fechou os olhos para ponderar melhor e murmurou.
Battousai : Isso é realmente estranho, mas é possível. Se Himura fizer algo que há muito tempo não faz, e se essa coisa tiver a ver comigo. Eu posso voltar.
Sanosuke estalou por um momento.
Kaoru : Mas Kenshin não luta a muito tempo... O que pode ter sido?
Yahiko cruzou os braços ponderando.
Yahiko : Algo que Kenshin só fazia quando era Battousai...
Battousai : Hmmm...
Todos estavam pensativos, Sanosuke sentiu-se frio de medo. Sua face foi ficando pálida, ele levantou-se num pulo e pôs as mãos no bolso rindo nervosamente.
Sanosuke : Bem, eu realmente não faço idéia do que seja! Se precisarem de mim, estarei no Akabeko “ou na Tchecoslováquia!” Até mais!
O lutador já ia colocar os pés para fora quando estremeceu ao ouvir a voz do Samurai.
Battousai : Espere Sagara! Onde pensa que vai? Você era o mais interessado em fazer o Himura “mudar” depois de mim. Mas eu não podia fazer nada. Não posso descartar a possibilidade de você ter feito algo!
Yahiko e Kaoru estalaram por um momento, viraram-se para o lutador.
Kaoru : Ken... Battousai tem razão! Você é o principal suspeito, pode ir falando!
Yahiko : É isso mesmo galinha idiota! Sabemos que foi você!
Sanosuke viu-se vencido, suspirou, apoiou uma das mãos no shoji enquanto sentava-se, passou as mãos freneticamente pelos cabelos e começou a narrar sua versão.
Sanosuke : Tudo bem, não sei se foi isso a causa, mas vou contar o que fiz. “Que Deus me proteja.” Eu achei que as coisas entre Kenshin e Kaoru estavam muito devagar. Então eu peguei a garrafa de Sake e enquanto Kaoru fazia o chá eu pus o Sake no bule e...
Um casal estrangeiro simpático que passava pela rua frontal do dojo, sorria alegremente carregando seu jantar quando é atingido por um grito estridente que os acerta na nuca. Ambos caem no chão assustados. O jantar estava perdido.
Kaoru e Battousai : VOCÊ O QUE!
Yahiko : Está morto Sagara...
Sanosuke : Calma pessoal, isso não importa agora, o que importa é trazermos o Kenshin de volta!
O Hitokiri sentou-se bufando, seus braços cruzados na altura do tórax demonstravam impaciência, virou o rosto e murmurou.
Battousai : O problema é que eu não sei como traze-lo de volta...
Yahiko bateu o punho fechado na mão, como se descobrisse a América.
Yahiko : Já sei! Que tal você lavar roupa? O Kenshin faria isso!
Sanosuke : Mas afinal, porque você quer voltar para a mente de Kenshin? Deveria estar feliz por estar de novo no corpo.
Battousai : Deveria, mas a minha vida é muito boa lá na mente do oro-chan.
Battousai lançou um olhar provocante para Kaoru que estava a sua frente, a jovem não se abalou, correspondeu-lhe com um olhar que muitos definiriam como perigoso ou frio.
Battousai : Mas há algumas vantagens em estar de volta a ativa.
Ele aproximou-se sem tirar os olhos dela, com a nítida intenção de beija-la, Sanosuke já tapava os olhos de Yahiko que se debatia freneticamente. Quando Kaoru respondeu-lhe com uma voz no mínimo assustadora, pra não dizer fantasmagórica.
Kaoru : Não se atreva.
O Hitokiri afastou-se tremendo, sua espinha gelou. Se ali houvesse algum padre já começaria a tentar exorcizar a jovem de tão arrepiante que foi o modo como a frase foi dita. Sanosuke soltou Yahiko para fazer o sinal da cruz. Yahiko não entendia nada, com seus olhos tampados, só conseguiu ouvir o que parecia o murmúrio ameaçador da morte.
Sanosuke : Nossa... Dá-lhe TPM, parece até assombração.
Battousai : D-d-d-d-d-de qualquer maneira, temos de achar um jeito de trazer o oro-chan de volta.
Na mente de Kenshin, o próprio estava se afundando em seu inferno em terra, em algum canto da grande sala de Subconshin, enquanto este último o observava lamentando.
Subconshin : Tsc, Tsc, Tsc… Lamentável, você não acha melhor, ao invés de ficar aí jogado no inferno em terra achar um jeito de voltar antes que Battousai consiga seduzir aquela mocinha?
Num pulo Kenshin levantou segurando Subconshin pela gola furioso, as veias da insanidade quase brotavam de seu corpo.
Kenshin : O QUE QUER DIZER COM ISSO?
O grito de Kenshin ecoou por toda a mente, com certeza Battousai deve ter sentido uma fisgada na nuca. Subconshin quase ficou surdo, mas manteve a calma e disse.
Subconshin : Apesar de tudo, Battousai, como ele próprio diz, é sua fase “Don Juan”, duvido que ele aceite sua proposta de não se aproveitar da ocasião e tentar seduzir aquela jovem por quem você é apaixonado.
Kenshin bufou, bronqueou ruidosamente.
Kenshin : ISSO SESSHA JAMAIS PERMITIRÁ!
Subconshin soltou sua gola das mãos do espadachim temeroso, cruzou os braços atrás das costas em expressão pensativa.
Subconshin : Talvez aja uma maneira de você conseguir retornar, mas sinceramente eu não sei. Mas provavelmente o consciente deve estar louco com tudo isso... Talvez você devesse ir até lá, ele pode te ajudar.
Kenshin : Tudo bem, tudo bem, e como eu faço para chegar até lá?
Subconshin moveu-se até seu computador, apertou alguns botões depois puxou uma alavanca vermelha, o teto se abriu e uma catapulta surgiu do chão. Se olhássemos para a janela que surgiu no teto veríamos uma casa flutuante.
Subconshin pegou o samurai e jogou-lhe dentro da catapulta. Puxou a alavanca e soltou, o Rurouni voou sobre a janela cruzando os firmamentos de sua mente com um sonoro “oro”
Subconshin : Dê lembranças ao Konshin por mim!
Voltando ao nosso Dojo Kamya, Battousai estava estirado no futon de Kenshin. Suando muito, havia passado o dia inteiro lavando roupa, falando “Sessha”, dizendo “oro” por qualquer coisa e fazendo tarefas domésticas. O treinamento de Hiko não se compararia com isso... E o pior era que havia perdido sua capacidade de sedução, passara a tarde toda tentando, mas não conseguira investir contra Kaoru, e sinceramente, parecia mais que ela é que estava fazendo joguinho com ele.
Enquanto isso, no quarto da jovem, está sofria, sim sofria, vai começar a parte dramática da história...
A jovem estava sentada em um canto qualquer do quarto, olhando a foto que tinha tirado com seus amigos depois da conturbada viagem de trem, na verdade ela não estava EXATAMENTE olhando a foto, e sim QUEM estava nela.
Mesmo não admitindo, mesmo que tenha se passado somente um dia, esta sofria com a falta do amado, e ainda sentia-se tentada, já que o corpo do espadachim estava lá, mas não sua alma. E ao mesmo tempo, esta foi tomada por uma curiosidade interna.
Levantou-se rindo de si mesma, e sentou-se na varandinha do dojo, e como todos sabem, é lá que acontecem todas as coisas interessantes.
Battousai sentiu a presença de Kaoru, e viu sua oportunidade perfeita. Saiu também para a varandinha e caminhou sutilmente até ela, parou atrás da jovem.
Battousai : Kaoru-dono.
Aquela voz, era ele, ou melhor, não era ele... Mas ouvir seu nome ser dito com aquela voz, trazia-lhe um calor ao peito que era inexplicavelmente bom. Disfarçou uma voz fria e disse sem muita emoção.
Kaoru : O que quer?
Battousai sentou-se ao seu lado e olhou-a com carinho.
Battousai : Sessha só quer conversar.
Kaoru luziu a ele. Battousai sentiu novamente sua espinha arrepiar.
Kaoru : Não imite o jeito dele falar. Você é parte dele, mas não é ele!
Battousai : Sente falta dele não é?
Ela não respondeu, fitou o chão procurando alguma coisa para se entreter até ele ir embora. Sentiu a mãos de Battousai em sua face.
Battousai : Eu sei que sente, eu posso não ser ele. Mas sei o quanto você gostava quando ele te tocava assim.
Ela sentia o toque de Battousai, estremeceu, eles eram tão parecidos, não podia evitar. Ela sentiu-o se aproximando, sentiu quando seus lábios se tocaram, e quando a língua dele penetrou em sua boca. E sentiu também, quando ela correspondeu. Não sabia muito bem porque estava correspondendo, mas quando o beijo cessou depois de quase um minuto. Ela sorriu sarcasticamente para ele, que no momento estava completamente satisfeito pensando que havia saído vitorioso, e que em questão de tempo conseguiria o que queria.
Kaoru : Agora tenho certeza.
Kaoru levantou-se e dirigiu-se a seu shoji. Antes de fechar a porta disse em alto e bom som.
Kaoru : Kenshin beija melhor que você.
E não era mentira, ele sentira que não era mentira. Sentira também seu corpo petrificando, enquanto era arremessado em seu inferno em terra.
Mas ele não era o único, vamos ver como está o nosso oro-chan.
Kenshin bateu a cabeça no grande portão do “castelo”, quando recuperou a sanidade, olhou para cima, o portão devia ter uns 10 metros de altura, era todo de aço, trincas em todos os lugares, e um pequenino olho mágico. Olhou ao lado e observou a campainha, tocou-a sem muita empolgação. Uma voz fina de criança respondeu pela viva-voz.
Voz : Quem, deseja falar com Konshin-sama?
Kenshin, espantado. Endireitou-se e ainda meio confuso respondeu.
Kenshin : Sou Himura Kenshin e...
Ouviu-se um grande estardalhaço, parecia que a torcida mirim inteira de um time de futebol murmurava uns para os outros “Himura Kenshin?”, “Quer falar com Konshin-sama!”, “Nossa, eu quero um autografo!”. A voz fina voltou novamente e meio sem graça perguntou :
Voz : O Senhor é Himura Kenshin? O atual?
Kenshin : Hai.
Voz : Oh! Senhor, me desculpe a demora pode entrar!
O grande portão abriu-se lentamente. O barulho era muito alto. Kenshin adentrou no que mais parecia o Palácio do Governo no Japão. Pequenos Kenshins corriam de lá para cá, com papéis clips, carimbos, etc... etc...
Quando ele entrou todos viraram-se para ele. Boquiabertos e espantados, começavam a murmurar uns para os outros.
Kitashin : Oh! É ele!
Musashin : Ele veio falar com Konshin-sama!
Keisushin : Será que com isso essa crise irá acabar?
Kenshin percebeu uma cabecinha abrindo caminho entre todos os outros “shins” e reconheceu nela, a voz que o atendera.
Goshin : Muito bem, muito bem! Voltem todos ao trabalho!
Kenshin : Oro?
O pequeno Kenshin olhou para o “atual”, sorriu e fez uma reverência em respeito.
Goshin : Me desculpe Himura-san, é que os empregados ficam muito felizes com sua vinda, E esperançosos de que essa grande crise termine. Meu nome é Goshin Komura, levarei o senhor até Konshin-sama. Por favor siga-me.
Kenshin engoliu seco enquanto seguia o pequenino. Passaram por várias salas e entraram em um grande elevador amarrotado de “chibis” que olhavam todos para o rurouni, que sentia-se desconfortável com tanta adoração. Finalmente chegaram na sala de Konshin-sama, Goshin abriu a porta e fez sinal para que Kenshin entrasse, este obedeceu ouvindo a porta fechar-se logo depois.
Lá ele avistou uma grande mesa com alguns papéis e atrás da mesa havia uma grande TV de plasma desligada. A frente da mesa havia duas cadeiras, e atrás dela sentado na cadeira principal toda ornamentada, encontrava-se um homem também ruivo de cabelos curtos que chegava um pouco mais acima dos ombros, olhos castanhos e uma inscrição na testa “kon” tirando tudo isso, era, assim como todos os habitantes da mente de Kenshin, idêntico a ele.
Essa figura peculiar murmurava enquanto observava alguns papéis com estatísticas.
Konshin : nada bom, nada bom...
Kenshin : “Deve ser Konshin-sama” Eto… Konshin-sama?
Konshin desviou sua atenção da papelada para o samurai, a face, antes carrancuda, agora moldava um sorriso animado.
Konshin : Ah! Himura-san! Graças a Deus o senhor veio! Não sabe o quanto estamos enrolados com tudo isso que anda acontecendo!
Kenshin : Konshin-sama, eu preciso voltar o mais rápido possível, mas porque vocês estão tão desesperados?
Konshin : Battousai é uma fase adormecida, não pode tomar o seu lugar, senão teríamos que trocar todas as coisas de que gosta e de que não gosta, se você não voltar em 24 horas, todas as configurações terão de ser alteradas.
Kenshin : Mas como eu faço para voltar?
Konshin : Bem, aí que ta. Temos de fazer Battousai desmaiar para que possamos efetuar a troca.
Kenshin : E como faremos isso?
Konshin : Esse é o problema, não podemos fazer isso. Mas, podemos te por no corpo por meia hora, tempo o suficiente para conseguir fazer com que ele desmaie.
Kenshin : E como você pode fazer isso?
Konshin sorriu de lado, dirigiu-se até um canto da sala, onde havia um grande baú, e tirou um porrete de lá, levantou o porrete sobre os ombros.
Kenshin : De novo não...
POW
Continua...