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EPÍLOGO:
Meses depois...Santuário.
Maeve observou o por do sol da janela da sala. Logo ele estaria em casa, para seus braços. Como sempre, chegaria mal humorado por estar com um aprendiz novo, pelas piadas dos amigos sobre ser um homem sério agora, mas o rosto dele sempre se iluminava quando se aproximava de casa.
Aquela Casa de Câncer que outrora foi sinônimo de medo e repulsa, agora transborda alegria e esperança de um futuro mais brilhante. Fechou os olhos e sorriu, imaginando o futuro que tanto ansiavam compartilhar juntos.
Estava tão absorta em seus pensamentos que não percebeu que ele havia chegado até que sentiu seus braços envolvendo-a pelas costas e ele beijá-la no pescoço, enquanto descia as mãos e acariciava a ventre dela.
"Oi."-ela disse, virando o rosto para receber um doce beijo nos lábios.
"Oi, amore mio."-depois ele se abaixa e fala.-"Oi, Ângelo!"
"O que o faz ter tanta certeza de que será um menino?"-ela perguntou rindo do jeito dele. Tão durão perto dos amigos, tão meigo com ela.
"Se for uma menina, se chamará Ângela. Simples não?"
Beijaram-se, mas foram interrompidos por alguém.
"Dio mio! Por que não fazem isso no quarto!"-disse Mamma chegando de repente, colocando sua mala no chão.
"Você não ia embora hoje?"-ele disse ácido.-"Me livro da múmia da Grinnhilld e agora tenho que aturar você fazendo hora extra nesse mundo!"
"Mais respeito, infelice!"-ela lhe dá um tapa na nuca.-"Io vado via, estava esperando você chegar, mas antes, quero me despedir dos seus amigos e da sua moglie. Venha cá, querida."-mamma dá um abraço em Maeve.-"Cuide bem desse impiastro, e quando mio nipote nascer, virei visitá-los!"
"Era só o que me faltava."-ele reclamou.
"Giovanni Pierino Mastrangelo! Mais respeito!"-a mamma o advertiu, justo na hora que os demais cavaleiros chegavam, ouvindo o que ela disse.
"PIERINO?"-disseram todos ao mesmo tempo, admirados, encarando Máscara da Morte, pálido como um fantasma.
"Seu nome é Giovanni? E nunca me contou?"-reclamou Afrodite.-"E olha que somos amigos de longa data!"
"Pierino?"-perguntou Milo.
Maeve se segurava para não rir, mamma Julia olhava impassível seu filho nessa situação difícil.
"Como entram na casa dos outros sem serem convidados!"-ele tentava mudar de assunto.
"A mamma nos convidou."-disse Aldebaran.
"Seu nome é Giovanni?"-perguntou Saga.-"Nem quando eu era o mestre sabia disso!"
"Eu já sabia que ele se chamava Giovanni."-comentou Mu.
"Até o Mu sabia!"-Afrodite ficou indignado.-"Nossa amizade já era, Giovanni!"
"Pierino?"-Milo insistia, tentando assimilar a novidade.
"Mamma e sua boca enorme!"-ele se lamentou.
"PIERINO!KAKAKAKAKAAKAKAKA!"-Milo ria escandalosamente.-"KAKAKAAKAKAKAKAKAKAAKA..PIERINO! Atenção, vocês estão na casa do Cavaleiro de ouro Pierino de Câncer! KAKAKAKAKAKA!"
"AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH"-Máscara da Morte estava irado.-"ONDAS DO INF...aaaiiiiiiii!"
Mamma lhe dá um tapa na nuca, e ele a fulmina com o olhar, mas Mamma fica impassível.
"Chega de bagunça!"-Maeve fala séria.-"Aldebaran, você não disse que levaria a Mamma ao aeroporto? Então se apresse ou ela perde o avião. Milo se continuar a rir do meu marido, não come mais de graça na minha casa! Afrodite para de fazer escândalo por causa disso! E o restante de vocês... Vão saindo da minha casa!"
"Camminando...camminando!"-dizia Mamma fazendo gestos com as mãos e entregando a mala para Aldebaran.
"Mamma."-Máscara a chamou.
A senhora se virou e ele deu-lhe um beijo no rosto.
"Cuide-se!"
"Você também, mio figlio!"-ela lhe dá um beijo no rosto, mas não se esquece do tapa na nuca.
"Aiii...por que fez isso!"-ele reclamou, esfregando o lugar dolorido.
"Io não sei...mas com certeza mereceu!"
Mamma saiu, Máscara da Morte fez um gesto de quem ia socá-la, mas Maeve toca em seu ombro e beija o rosto dela. Ele suspira resignado.
"Enfim sós."-ela disse.-"Reparou que é a primeira vez que ficamos sozinhos, desde que voltamos de Asgard?"
"É."-ele a abraça.-"Devemos comemorar a ocasião, e aproveitar, pois em alguns meses, não ficaremos mais sozinhos..."-e a beijou.
"Hã..Maeve..."-disse Milo, aparecendo na porta sem jeito, Máscara contou mentalmente até cem.-"Você não falou sério sobre eu não almoçar mais aqui, certo? Foi brincadeira, não..."
Parou de falar, pois Máscara da Morte fechou a porta na cara dele com um chute. Depois a ergueu no colo e a levou até o quarto. Maeve enrubesceu.
Sua Maeve. Apesar de todas as provações, do seu passado, ela o amava...E ele jamais amaria outra. Não tinha a menor dúvida que de que esse amor duraria a vida toda. E muito além.
Fim...