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N/A: Sei lá...quanto tempo eu não escrevo essa fic, alguns anos quem sabe? Ta um pouco diferente do que eu tinha planejado...mas acho que não vai ficar com furos!
Os youkais invadiram a cidade e trouxeram o medo e a desconfiança no coração das pessoas, ainda havia pessoas interessadas em acabar com esses youkais, mas o que aconteceria quando uma jovem se apaixonasse por um?... Algo estaria parar mudar?
Capítulo 6: A guerra e a filosofia
[-Distrito 11. Área restrita. –Central-
-Eu quero saber o que vocês sabem sobre Youkais – Disse uma garota de cabelos pretos, chamada Sango.
Ela coordenava o grupo de batalha Alfa9 que estava sendo treinado havia longos meses, estavam...quase prontos para a ação, só precisava de um último teste e diferente do que o grupo havia passado, era algo...mais psicológico, falhas não seriam permitidas, desistir era impossível e se render jamais.
-Eles...são demônios com poderes variáveis – Arriscou um tímido garoto do fundo da sala.
-Eles não são só demônios senhor Juka... – Disse séria – Eles assuem outras formas, isso os tornam tão poderosos, mas nós também temos armas, temos escudos, remédios, munição, armaduras, nós realmente podemos nos defender! A tecnologia existe a nosso serviço, vamos usar e abusar! As pessoas têm medo dos Youkais, mas eles não são tudo isso que vocês estão pensando, eles só tem tanta fama porque atacam pessoas desarmadas, porque são covardes!
-Apresentaremos a filha de uma grande pesquisadora, por favor, ouçam bem.
Rin subiu no pequeno palanque. Usava uma boina verde escuro que combinava com o conjunto preto que usava, a franja lhe dava um ar infantil, mas naquele momento servia para se esconder do olhar da platéia e assim ganhar mais segurança para falar.
-Muitos aqui tiveram suas vidas arruinadas por causa desses monstros... Minha mãe, Nagase Ayame, estudava essas criaturas, existem remédios que podem ser feitos, nós podemos crescer com a pesquisa certa...vamos...tentar passar por isso que está acontecendo, vamos crescer...
-Você não acha que se exterminarmos todos não somos tão ruim quanto eles?
-De forma alguma... Eles não tem pena e não tem sentimentos, nós temos.
-Quem garante?
-Quem já conseguiu ficar perto de um Youkai por mais de cinco minutos e ficar vivo? Não tem como procurar os bonzinhos, nós não temos pessoal e muito menos voluntários a um serviço de busca.
-Eu acho que deveríamos repensar em nossas estratégias, estamos sendo tão ruins quanto eles.
-Estamos nos livrando de quem mancham nossas ruas e acabam com nossas vidas, o que tem de errado nisso?
-Eles também sentem.
-Qual o seu nome?
-Lamari Hosel.
-Senhorita Hosel, como pode afirmar em beneficio desses monstros?
-Porque senhorita Nagase, minha irmã foi salva por um.
Cochichos começaram imediatamente, Sango olhou de um lado para o outro e bateu com um livro em cima da mesa.
-Silêncio. Deixem a Rin e a Lamari continuarem!
-Conte-nos sua história – Disse Rin ironicamente, enquanto descia do palanque fazendo sinal para que a menina ruiva subisse, ela apenas recusou com um gesto de mão e se levantou, ficando ao lado da carteira em que estava sentada.
-Eu acredito que existem Youkais bons e ruins...Generalizar sempre foi errado, assim como dizer "para sempre" e "nunca". O que nós sabemos sobre eles? Senhorita Sango, você nos reuniu para vencê-los. Eu concordo. Não concordo em exterminar uma raça, porque não são todos.
-E como nós vamos adivinhar?
-Porque não damos chances? Minha irmã de 10 anos foi salva por um pequeno Youkai raposa, ele teve os pais mortos por outros Youkais...vocês vem? Não somos só nós que vivemos em uma guerra civil, eles também, existem diferentes tipo de Youkais.
-Cães, Raposas, Gatos, Sapos, Aves, Lobos, Insetos... Sendo os de quatro patas os mais violentos uma vez que tem forma animal e não pensam muito. Os ladrões são os insetos e sapos, não se sabe o por que... Aves gostam de torturar as pessoas, as levando para seus ninhos e dando de comida para os filhotes. – Disse Rin calmamente.
-Está esquecendo de algo Rin?
-O que senhorita Lamari?
-Os de forma humana.
-Não seriam eles os mais perigosos?
-Porque tem uma mente mais racional? Eu acho que são eles que estão acabando com os próprios Youkais.
-É verdade que os dados levantados pela Lamari condizem – Diz Sango mostrando um painel de várias cores – Podemos ver as áreas afetadas, sendo o centro o de maior risco, pois pelo que sabemos tem grupos de diferentes Youkais por 'Área' como nós mesmos chamamos.
-Acredito que tenha um chefe Youkai de forma humana em cada grupo, usando-os para ganhar território – Disse a ruiva.
-Com base nesses dados, eu quero um grupo de investigação. Que deve partir amanhã pela madrugada. E eu quero candidatos...
Quatro pessoas ergueram as mãos.
-Miroku, Rin, Lamari e Kikyou. Vocês são o nosso grupo de centro. Podem voltar para os seus quartos, detalhes serão dados mais tarde, vocês terão rádio, comunicadores, baterias extras, armas, coletes... Se mais alguém quiser entrar no grupo, tem uma hora para decidir, dispensados.
-/-
Os quatro estavam na sala de armas e equipamentos, enchendo as bolsas e os coldres. Kikyou e Miroku estavam do outro lado da sala, enquanto o único homem do grupo ajudava a garota de cabelos negros e muito compridos a fechar o colete.
-Porque está nesse grupo?
-Mesma pergunta – Disse séria.
-Eu achei a discussão interessante da Rin-san e da Lamari-san, queria ver como acabava. E você?
-Youkais me interessam, apenas isso... Quanto mais informações eu tiver melhor... – E soltou o rabo de cavalo que usava assim que Miroku fechou a última fivela.
-Porque se uniu a esse grupo?
-Mataram minha avó, vingança, a mesma história de todo mundo... e você?
-Digamos que...eu gosto da ação.
-Nenhum motivo em especial? Família morta?
-Eu tenho outros conceitos Senhorita, fico bravo é claro pela morte dos meus pais, mas não é como se eu não pudesse vê-los nunca mais, pensar assim é triste demais para uma alma tão velha.
-Por isso você é uma pessoa tão tranqüila, com esse tipo de pensamento talvez até mesmo uma pessoa como eu conseguisse se acalmar – E ajeitou a arma.
-Quem sabe...
-Gostei de você Miroku...espero que fique vivo, não costumo me dar bem com pessoas do mesmo sexo.
-Espero que faça amigos e podermos nos dar bem – Disse com um sorriso divertido. A garota concorda e os dois se unem as outras duas que já estavam prontas e ficaram em silêncio durante todo o tempo.
-Fiquem vivo e atentos – Disse Sango olhando para os quatro.
Cada um tinha um motivo diferente, e isso tornava o grupo tão exótico e eficiente, eles teriam que aprender a lhe dar com as próprias diferenças ou acabariam como aqueles youkais que tanto detestavam jogados na rua se matando.
Continua...