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N/A: Ai, ai... Tá me dando até uma tristeza! Uma mistura de tristeza e felicidade, porque esse é o último capítulo! Dá pra acreditar? Não, não dá. Essa, de fics que não são one-shots, é a primeira que eu concluo... Não vou mais ter que vir no sábado que vem postar capítulo, nem ficar ansiosa esperando reviews... quer dizer, pra esse capítulo eu quero reviews siiim! xDDD Não me deixem só e abandonada, viu?
E falando em reviews, vamos aos agradecimentos:
Gween Black: Não lembro se eu te disse isso nomsn ou não, mas a tua review me deixou muito feliz. Muito, eu fiquei meio boba, meio emocionada, mesmo ela sendo tão simples e sem nada de mais... O que tu quis dizer com entrar no user? Como tu faz isso? E, bem, isso eu me lembro de ter te dito, eu ia te avisar que eu tinha postado e no mesmo segundo tu saiu do msn. :P E não, não é "idiota, insano, retardado" ler as N/As, eu adoro ler tb... Muito, muito obrigada mesmo, eu fico feliz que vocês estejam gostando... E eu também adorei aquela frase. Na verdade, eu sempre quis fazer isso, uma frase assim, cheia de "e"s, sem interrupções... hehe. É, precisamos marcar o próximo encontro, e o nome a gente já teeem! Musaas! hehe. Eu comecei a rir quando eu li tua última frase "A barrinha do comentário ainda não tá minúscula a ponto de você não ler (hehe), mas é melhor ir parando... ". Eu seeempre vou ler os comentarios. hshauhsua Brigada! Beijos.
Kagome-LilyE: Espero que tu goste desse aqui também! E, siim, agora funcionou o msn, tanto que eu tava falando contigo até agorinha a pouco! Aah, tu também fala "moça"? Eu sempre uso moça e dona... hsaushuahsu É mania... Obrigada! Beijinhuus
Lisa Black: Ah, muuito obrigada! E, modéstia a parte, eu adorei aquela cena dos dois no apartamento dela... Bem, esses dias, quanto eu tava relendo essa parte, eu também pensei no filme Sr.e Sra. Smith, quando ele fala "Sra. Smith". Mas na hora que eu escrevi nem tinha me ligado... E naõ, não te preocupa, pode falar do Brad Pitt a vontade! Porque ele é liiindooo ele é tuuudooo! shaushuahs. Agora sobre a Cho, não, não precisamos falar sobre ela, né? O Brad (que intimidade...) vale mais a pena... Ou a galinha inteira, como uma vez eu ouvi por aí (sim, sim, é podre essa, eu sei. E demorou pra eu entender. suahsuhau). Thanks por tudo... Beijos!
Acho que é isso... Tchau, pessoinhas lindas do meu coração, até a próxima! Fico muito feliz que vocês tenham gostado (ao menos até agora), muito mesmo!
Beijos para todos aqueles que leram, até mesmo para os que não comentaram (mas comentem, isso deixa nós, autores, felizes)!
Mimi Granger.
SURPRESAS DO DESTINO
Capítulo Cinco
Zacarias e Hermione chegaram ao Hospital St. Mungus.
- Você poderia ter sido um pouco mais social, sabia? – eles estavam dirigindo-se à enfermaria onde Cho Chang estava internada.
- Eu sou diferente. Não sou tão... espalhafatoso.
Ela virou-se para ele, curiosa.
- Que quer dizer?
- Falar alto, fazer aquela baderna toda, rir daquela maneira...
- Estavam felizes. E eu bem sei como fazia tempos que não se sentiam assim. A Sra. Weasley, pelo o que Gina contou, faz pouco que deixou de chorar todos os dias pela morte do filho... Eles não são "espalhafatosos", Zac. São extrovertidos.
Chegaram na enfermaria. Pelo vidro podiam ver a Curandeira Agda Week e um um outro diferente do dia anterior, fazendo anotações. Eles bateram na porta, Agda veio atender. Com uma aparência cansada, ela falou antes mesmo que Zacarias perguntasse qualquer coisa.
- Tivemos pequenos progressos, Sr. Smith. Eles podem retroceder, mas ao menos ela agora fala durante o sono e recuperou boa parte dos movimentos.
- Corre risco de vida? – a curandeira pensou um pouco antes de responder.
- Não. De vida, não. Porém ainda não sabemos qual serão as seqüelas, se houverem.
- Posso entrar? – ele pediu. A Curandeira Week olhou para ele com compaixão.
- Não poderia, mas entre – ela deu espaço para ele passar. Do lado de fora, Hermione viu Zacarias colocar uma cadeira ao lado do quarto leito e segurar a mão de Cho. "Ele a ama" – Desejas entrar também?
Granger sacudiu a cabeça. Com lágrimas nos olhos, ela se retirou em silêncio. Talvez esse casamento não fosse o melhor para a sua vida. Tudo o que ela precisava era de momentos de reflexão.
Ele percebia que ela era uma garota. Desde os seus quinze anos que sentia algo diferente ao olhar para Hermione, que ele queria estar sempre perto dela e tinha receio de falar certas coisas achando quem ela talvez pudesse pensar que ele era um bobo.
Hoje não era mais exatamente assim. Fazia mais ou menos um ano que ele começou a se sentir mais confiante perto da amiga, e explicou a constante vontade da sua presença como uma amizade muito forte. Mas agora, ao passar tanto tempo sem vê-la, e principalmente após a noite passada, ele percebia que aquilo que ele chamava de uma grande amizade poderia ser mais do que isso. Poderia ser algo além. Poderia ser amor.
Mas de nada adiantava descobrir isso agora, quando ela estava noiva de outro. E Rony não queria perder a amizade de Hermione, a companhia maravilhosa que ela era. Mesmo que nunca passasse disso.
Ele ainda precisava colocar os pensamentos em ordem, e esse foi o motivo pelo qual ficou boa parte da noite acordado, e evitou a amiga no dia seguinte. Ele a viu beijar o noivo bem na sua frente, e sentiu um desejo enorme de ser Zacarias Smith naquele exato momento. Assim como sentiu o rosto queimar quando Hermione o encarou, e ele virou-se para falar sobre que tamanho seriam os gnomos-de-jardim bebês com a sua sobrinha Juillet. Ele se pegou perguntando se era um verdadeiro grifinório.
Seu coração pensava muito na noite em que Rony fora à sua casa pedir desculpas, apesar de todos os protestos de sua mente, dizendo que aquilo não significara nada. "Mas é claro que significou", respondia o coração. "Ele trouxe à tona sentimentos adormecidos". "Que sentimentos?" retrucou a sua cabeça. "Os sentimentos que você possui por Rony. Que você não queria ter, e por isso ignorou. Não deu bola, guardou em uma gaveta, afirmando que Rony é apenas um amigo e nada mais que isso. Sentimentos que, por medo de estragar a relação de vocês, acabaram dormindo. Mas Rony os despertou, e você agora está confusa com o que quer de verdade, com o que sente de verdade. Incerta sobre que rumo tomar. Você está numa encruzilhada, e a única maneira de ir pelo caminho certo é dando alguns passos naquele que você acredita ser o errado. Se as suas conclusões iniciais forem corretas, é só voltar e ir pelo outro".
Ela despertou dos seus devaneios quando a porta se abriu e Zacarias entrou com um largo sorriso estampado no rosto. "Ela acordou!", ele disse, controlando-se para não sair pulando. "Está lúcida!"
- Que bom.
Zacarias estranhou a reação da noiva.
- Você não ficou feliz? – Hermione sorriu.
- É claro que fiquei, Zac. Cho é a sua melhor amiga, e eu nunca desejaria mal algum a ela.
- Então por que estás tão séria? – ele parecia preocupado, e a abraçou pelas costas. Hermione deixou-se ficar.
- Zac, existem... coisas... acontecendo. E acho que você concorda comigo se eu disser que precisamos conversar...
Ele a soltou. Hermione foi até a janela e contemplou o céu nublado antes de começar.
- Desde que voltamos à Inglaterra que certas coisas mudaram. Para mim, para você.
Zacarias sentou-se em uma cadeira e ouvia atentamente, olhando Hermione nos olhos. Ela não sabia direito como continuar.
- Acontecimentos inesperados se colocaram em nosso caminho e não podemos simplesmente ignora-los, Zac. Eles têm o poder de mudar o nosso futuro completamente. Para mim, e para você também, tenho certeza, eles foram o motivo de muitas reflexões, muitas horas pensando sobre as nossas vidas.
- E qual foi a conclusão que você chegou?
- Que um passo mal calculado pode nos fazer cair, e pode nos machucar.
- E o tempo perdido será muito maior...
Hermione mordeu o lábio inferior.
- Eu gosto de você, Zacarias. Mas não do modo como eu pensava antes de vir pra cá... Você foi super importante pra mim na Suíça, me deu todo o apoio, e eu acabei por te admirar, do mesmo jeito que um irmão admira o outro... Eu estaria cometendo um incesto ao me casar contigo.
- E eu, estaria ido contra os meus próprios princípios e vontades... Mione, eu... bem...
- Você a ama.
Zacarias abaixou a cabeça e murmurou algo, que Hermione compreendeu que era um pedido de desculpas. Ela meneou a cabeça.
- Você não precisa se desculpar, Zac. Essas coisas acontecem. Talvez você realmente me amasse e quisesse passar o resto da sua vida comigo, mas algo em você mudou ao ver Cho novamente... Não foi?
Ele concordou, sonhador.
- Nós terminamos porque eu ia trocar de país e ela não quis ir junto. Mas eu nunca a esqueci... como amiga, porque do outro modo eu já tinha me conformado que não era para ser. Só que... quando eu a vi deitada em uma cama de hospital, frágil, vulnerável, correndo risco de vida, eu não conseguia mais enxergá-la como amiga, apenas. Eu a via como mulher, foi como se a chama se acendesse novamente... E eu não sei o que ela sente por mim, mas eu tenho que lutar, Mione.
- Sei disso – disse, sorrindo – Quando você entrou por essa porta hoje, com os olhos brilhando, irradiando felicidade, então eu tive certeza. Durante todos esses meses nunca lhe vi assim, tão contente. E se você a ama o melhor que tem a fazer é ir atrás, é lutar.
Zacarias a olhou incrédulo.
- Você não está magoada, chateada, ressentida... ?
Ela balançou a cabeça.
- Não. Isso não iria dar certo. Descobri quando cheguei aqui e... – Hermione ficou em dúvida se devia contar ou não.
- E... ?
Ele fora sincero com ela. Não havia motivos para não confiar.
- Rony. Nunca admiti, mas eu gostava dele em Hogwarts. E depois fiquei com medo de estragar a nossa amizade, ignorei meus sentimentos de tal maneira que acabei me convencendo de que fora tudo fruto da minha imaginação. Mas sábado a noite ele veio aqui em casa e acabamos por nos beijar... Agora não sei mais o que fazer.
Zacarias foi até ela e a abraçou.
- Mione, você é uma mulher maravilhosa. O homem que a tiver vai ter alguém de muita sorte, mesmo. Pena nós não termos dado certo... – ele a largou – Não sei dar conselhos, mas boa sorte com o Rony...
Ficaram se encarando por algum tempo.
- Isso é o fim, então – ele disse, finalmente.
- É. Isso é o fim.
Zacarias juntou tudo o que era seu e guardou na mala. Eles se despediram e em seguida o loiro saiu.
Hermione permaneceu parada um longo tempo, pensando. Depois, pegou a sua bolsa e ganhou as ruas também.
Não sabia quanto tempo já estava andando. O céu cinza trazia um ar triste, melancólico, interferindo no humor das pessoas. Quase nenhum dos pedestres por que Rony passava estavam visivelmente felizes. O contrário dele.
Rony estava contente. Dumbledore elogiara o seu trabalho como auror, sua mãe estava mais conformada com a morte de Percy, ele iria ganhar um sobrinho e, o principal, finalmente admitira para si que amava Hermione, sentindo-se mais leve. Mesmo que não tivesse a menor idéia do que fazer com a informação, de como prosseguir.
Chegou a um parque. "Kensington Park", dizia uma placa. Um bonito lugar, limpo e aconchegante, um pouco de verde em meio ao característico cinza de Londres. Perfeito para passeios solitários.
No outono, o lugar não estava mais tão verde. O marrom, o amarelo e o avermelhado predominavam por ali, e muitas das árvores já não tinham mais folhas. O parque estava quase deserto, talvez pelo dia nublado que não animava ninguém a sair de casa, e também porque poucos se aventuravam a ir a um lugar ao ar livre em um dia frio como esse. Rony podia contar nos dedos as pessoas à sua volta.
"Aqui é perto da casa da Hermione..." ele percebeu, achando graça em como seus pés, inconscientemente, o levaram até ali.
Rony parou e ficou a observar um menino que corria atrás dos pombos, repreendido por uma senhora mais idosa, provavelmente sua avó. A senhora tentava alcançá-lo, mas quando ela chegava até o garotinho, ele corria para o outro lado seguindo os pombos, e a mulher já parecia cansada.
- Aproveite enquanto as suas pernas ainda te agüentam. Um dia você irá ficar exatamente igual a ela.
Rony se voltou para trás, não acreditando nos seus olhos. Hermione ainda olhava para o menino e sua avó.
- Mione? O que... Como...
- Coincidências existem. Também fiquei duvidosa ao te ver. A possibilidade de eu encontrar alguém conhecido por acaso nesta cidade tão grande é minúscula.
Hermione estava andando calmamente pelo seu lugar favorito em Londres: o Parque Kensington. Era o melhor lugar para refletir e se acalmar, trazia uma paz de espírito! Tinha sido o seu confidente durante esses dias, devido a quantidade de vezes que fora ali. E ao ver aquela cabeça ruiva ela piscou os olhos. Seria possível?
Ora, Rony não era o único ruivo na cidade. Hermione andou mais uns passos e pode ver o homem de perfil: sim, agora não havia mais dúvidas. Era Rony Weasley que estava parado a alguns metros de distância.
"Mas isso é coincidência demais..." O ruivo estava observando uma criança correr, sorrindo.
- Não acredito em coicidências. Já está tudo pronto para a sua mudança? – ele disse de repente, mudando de assunto e voltando olhar o menino.
- Está. Mas todo o meu trabalho foi em vão.
- Que quer dizer com isso?
- Não vou mais para a Suíça.
Rony virou-se para Hermione, incerto se tinha ouvido direito.
- Por que não? – e ele perguntou, apesar de ter uma idéia de qual seria a resposta.
- Zacarias e eu terminamos – ela disse, voltando-se para ele. Rony sentiu o coração dar pulo.
- Vocês brigaram? – ela suspirou e recomeçou a caminhar. Rony ia ao seu lado.
- Não, nós apenas percebemos que estaríamos cometendo um erro se casássemos. Não nos amamos.
O ruivo deu uma risada zombeteira.
- Lembra quando você pediu para eu tirar as minhas próprias conclusões sobre isso? Eu achava que você o amava.
- Bem, eu também achava. Eu o considero um amigo, e ele ainda ama Cho Chang. Nunca daria certo.
Eles continuaram andando, em silêncio. Rony tentava encontrar um assunto, sentindo-se nervoso como em seus tempos de escola, e Hermione prestava atenção nas coisas a sua volta.
- Veja! – ela disse, de repente, correndo até uma árvore – As últimas flores do parque...
- São as últimas? – Rony perguntou, indo atrás dela.
- É... – ela estava com uma expressão sonhadora – Estava observando o parque, não tem mais flores. E pelo o que eu pude perceber, essas duas foram as únicas que restaram... São lindas!
Uma das flores era vermelha, rajada de amarelo, e a outra era azul. O mais incrível era que estavam na mesma árvore, mesmo sendo diferentes.
- Nunca tinha visto uma flor assim, azul... É diferente, é encantadora... É linda demais! – Rony se aproxima mais da árvore.
- Você quer?
Hermione o olhou espantada.
- Rony... Não, é proibido!
- Não venha me falar em regras, Hermione. Já ouvi isso demais durante sete longos anos, em Hogwarts.
- Mas são as últimas!
- Ainda sobra mais uma, Mione – ele estendeu o braço e tomou nas mãos a flor azul – Pra você.
Ela aceitou a flor e ficou acariciando as pétalas, maravilhada.
- Ah, Rony, isso foi tão... Obrigada.
Ele queria dizer tanta coisa ao mesmo tempo em que não sabia por onde começar, queria se declarar, mas as palavras não saíam... Estava confuso.
Hermione não soube o que dizer quando Rony lhe entregou a flor. Por mais que fosse uma simples ação, aquele pequeno gesto significara muito para ela. Como se fosse uma prova de que ele faria qualquer coisa por ela. E agora, ele parecia querer dizer algo, e Hermione sentiu-se confiante... Ela sentiu vontade de beijá-lo, mesmo sabendo que aquilo poderia ter com seqüências não tão boas...
Lentamente, ela aproximou-se de Rony, podendo ouvir sua respiração ofegante e seu hálito fresco... Ele dera um passo para frente, e suas bocas estavam a poucos centímetros de distância quando ela recuou.
- Não é certo.
- Mione... – Rony corou.
- Eu acabei de sair de um relacionamento... É muito cedo ainda...
- E nós somos amigos. – ele completou, com pesar.
- Se não der certo vamos estragar uma amizade de nove anos...
Ambos fixaram o olhar na flor azulada. Não era mais constrangimento. Suas bocas ansiavam por encontrarem-se, suas peles queriam contato. Era receio do que aconteceria depois.
- Vamos tentar? – Rony levantou o olhar da flor azul e fez a pergunta – Ou ficaremos para sempre assim, pensando no que poderia ter acontecido... – Hermione olhou em seus olhos, e pode ver confiança dentro deles.
- Você acha que...
- Eu não acho, eu tenho certeza.
Rony acabou com a distância entre suas bocas. Tanto ele como Hermione descobriram que tinham uma criação de borboletas no estômago, quando um beijo mais ardente do que o da outra noite aconteceu. Um beijo que estava ansioso para finalmente acontecer, após tantos anos de espera. E que os levou de volta para a adolescência, dando o seu primeiro beijo da vida.
Talvez aquele fosse mesmo o primeiro. O primeiro que fora dado com aquela paixão, aquele amor... nenhum dos anteriores tivera a mesma importância.
Separaram-se. Hermione gargalhou, e Rony não compreendeu.
- Você realmente acha que é tudo isso, Ronald Weasley? – o ruivo franziu o cenho, do que ela estava falando?
- Não entendi.
- Você disse que queria o melhor para mim, por isso ficara indignado ao saber que eu ia me casar com Zacarias... Você se acha o melhor, por acaso, Rony?
Ele então compreendeu. E juntou-se na risada.
- E eu pensando que você estava falando de algo sério... – ele cruzou os braços – Mas se é por isso, ainda é cedo.
- Cedo para quê?
- Para você se relacionar com alguém.
- Ora... Já se passaram mais de três minutos!
Rony abraçou Hermione com força, acariciando os cabelos fofos e espessos que ele sempre adorou.
- Não sei se isso é o certo, Mi... Mas prometo para você que é o que eu mais quero... e que darei tudo o de mim nessa relação... – ele murmurou.
- Faço das suas palavras as minhas – Hermione respondeu, com lágrimas nos olhos. Ela se desvencilhou fingindo estar indignada – Por que tem que ser sempre você? Na minha sala, aqui, você tomou a iniciativa... Ah, não, senhor Ronald Weasley, nada de machismo...
Surpreendendo o ruivo, Hermione lançou-se em seus braços, o beijando. O segundo – ou terceiro – beijo de muitos que ainda viriam, resistindo a tudo e a todos, resistindo inclusive a guerras. O segundo – ou terceiro... – que provava que o destino pode ser inacreditável, aprontando as suas sem dó nem piedade, não se importando com opiniões nem sentimentos alheios...
O futuro é algo inimaginável, quando se olha para trás.