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Leona-EBM
Author of 87 Stories

Rated: M - Portuguese - General - Duo M. & Heero Y. - Reviews: 10 - Updated: 05-25-09 - Published: 07-11-05 - Complete - id:2479410

Heero hesitou em acordar o americano para sua missão, mas acabou fazendo, pois ele mesmo sabia a responsabilidade de completas suas missões. Ele tocou no seu corpo, sentindo como estava quentinho e teve dó de acordá-lo novamente.

- Duo – chamou-o num sussurro, e logo em seguida o chamou novamente, e novamente e assim por diante, até que se cansou e sentou-se na cama.

O americano abriu os olhos de repente e levantou-se em um pulo da cama, Heero ficou perplexo com a sua velocidade, ele olhou para o americano que foi correndo até sua mala pegando seu celular.

- Está na hora! – disse mecanicamente.

- Duo...

- Ah! Quando eu sei que tenho que fazer algo, eu acabo acordando sozinho! – disse, exibindo um belo sorriso.

O americano foi caminhando até o japonês com passos lentos, exibindo seu tórax desnudo. Ele segurou o rosto de Heero com as duas mãos e encostou sua testa na dele e ficou um tempo parado olhando no fundo dos seus olhos.

- Tenha uma boa tarde Heero! E fique me esperando, pois voltarei – disse.

- Hum...

- Não pense em me seguir.

- Qual o problema nisso?

- Todos.

- Hum?

- Eu estou com você sim, mas minha vida não tem espaço para você, não para as batalhas, você é frio e calculista com suas coisas Heero, e eu também sou, a meu modo é claro, mas eu também sou! – disse.

- Hum.

Duo aproximou-se ainda mais capturando os lábios de Heero com os seus, sua língua adentrou na sua boca começando a mexer com aquela língua adormecida, que logo entrou na dança e começou a dançar com a língua de Duo em uníssono. Os lábios de Duo deslizaram por sua bochecha indo até sua orelha, dando uma mordida de leve ali e logo em seguida sussurrou:

- Até mais!

Heero abraçou sua cintura, sentindo como era fina e bem desenhada, fazendo Duo olhá-lo sem entender muita coisa. Ele se levantou fazendo Duo dar uns passos para trás, e Heero ainda não havia o soltado. O japonês deu mais um beijo em sua boca, só que foi mais forte, mais rápido e parecia que iria devorá-lo por inteiro, ao mesmo tempo em que suas mãos afundavam-se na sua cintura. Com certeza, aquilo iria deixar marcas.

Quando seus corpos se afastaram, Duo fechou os olhos meio atordoado para depois sentir um tranco no seu corpo. Heero havia puxado-o na sua direção e depois lhe abraçou com força, aquilo era sufocante. O americano fechou os olhos e tentou acalmar a sua respiração, para logo depois se solto.

- Vou te esperar aqui! – disse Heero, com uma voz firme.

- S... Sim! – Duo sorriu de canto, e foi andando até sua mala, com um passo meio mole e vacilante, pois ainda estava atordoado com tudo aquilo.

Duo pegou seu crucifixo que estava no seu pescoço. Heero ficou olhando-o sem entender, até que o americano coloca no seu pescoço dizendo:

- Eu vejo buscar!

O americano pegou sua mala e saiu do quarto, dando uma olhada discreta para trás, pois tinha medo que Heero viesse novamente até ele daquela maneira tão voraz. Quando ele saiu da casa, viu que Heero já havia aberto o teto, e um único pulo ele saiu dali, utilizando a escada é obvio.

Duo foi correndo por uma rua escura, não conhecia muita coisa ali, mas sabia muito bem para onde estava indo. Ele pegou um objeto prateado nas mãos, que mostrava se havia Móbile Suit por perto, quando viu que não havia nenhum no lado Oeste, ele acabou indo para lá, pois iria chamar seu gundam por controle remoto e dar o fora daquela colônia.

Heero sentou-se na cama, colocando seu laptop no seu corpo, ele apertou um botão qualquer e uma bolinha vermelha surgiu na tela. Havia colocado um rastreador no americano, por isso mesmo havia agarrado-o com tanta voracidade, mas isso não quer dizer que Heero não faria isso por seu prazer.

Ele ficou encostado na cabeceira da cama para apenas ficar a observar a tela do seu laptop, ficou horas e horas ali, desejando que tudo ocorresse bem. No entanto, Duo era muito habilidoso, seria ridículo se ele se machucasse numa missão tão rotineira como essa. Heero se tranqüilizou.

A tarde estava acabando, Heero estava na cozinha bebendo um pouco de leite. Ele olhou para seu armário, vendo que precisava comprar alimentos, pois estavam faltando e sem contar que agora tinha Duo com ele, e desejava que ele comesse bem.

Heero pegou sua carteira, sua arma escondendo-a no seu sobretudo preto, e saiu do esconderijo tomando cuidado para ver se não estava sendo vigiado. Portanto, antes de sair deu mais uma volta pelo quarteirão para depois seguir seu caminho.

Tinha muitas pessoas na rua, Heero era apenas mais um entre elas. Ele foi andando até o mercado mais perto que havia por ali, e não demorou a achá-lo. Ele estava do outro lado da rua, com grandes letreiros brilhantes. O japonês entrou e foi direto para a parte de doces, se surpreendendo com sua compra.

Algumas barras de chocolate, bolachas e biscoitos foram parar na sua cesta de metal, logo em seguida foi até o açougue pegando carne suficiente para ficar durante alguns dias naquele lugar. Pegou outros mantimentos, alguns legumes também, mas nada que lotasse sua cesta, que também não era muito grande.

O japonês parou na fila do caixa e ficou esperando sua vez. Estava olhando para os lados, distraído, apenas ouvindo a música que tocava. De repente, algo corta a calmaria que reinava no local.

- TODO MUNDO PARADO! – gritou um homem, com uma máscara de pano preta.

Era um assalto. Heero fechou os olhos respirando fundo, não acreditava que aquilo podia estar acontecendo. Ele olhou ao redor e viu que tinha poucas pessoas ali, tinha no máximo 20 pessoas para 4 assaltantes.

- VOCÊ, PRO CHÃO! – grita para Heero.

Heero deitou-se no chão com as mãos na cabeça como o homem estava pedindo, as outras pessoas foram ao chão também. O japonês ficou olhando para cada movimentos dos assaltantes, e quando reparou bem nas suas armas pode constatar que eram de “brinquedo”, e que apenas uma era verdadeira. A que estava com o assaltante de blusa vermelha, e ele parecia ser o líder também.

Eles começaram a pegar as caixas registradoras, pegando muito dinheiro que havia ali. Tudo estava tranqüilo, Heero não estava nem ai com que estava acontecendo, quando de repente.

- Hei, você garoto, me passa esse crucifixo! – disse o homem de blusa vermelha.

Heero sentiu um frio na barriga ao ver que o crucifixo de Duo estava a mostra, aquilo era um grande descuido da sua parte, mas isso não queria dizer que iria perdê-lo. O japonês levantou-se rapidamente dando uma rasteira no ladrão que caiu no chão dando um tiro no ar. Heero pegou a arma e apontou para o homem, logo seus comparsas vieram socorrê-lo.

- Parado idiota, eu vou te fazer ficar com tantos furos que você não vai ficar mais de pé! – disse um deles.

As pálpebras de Heero fecharam-se por um segundo, logo em seguida ele da um salto e vira um chute na cara dos três que caíram no chão, com os maxilares quebrados, apenas um deles que quebrou o pescoço. Heero pegou a sua cesta de alimentos e foi andando até o caixa com uma nota de cinqüenta na mão, ele passou suas compras e deu para a moça do caixa, que estava pálida de medo e de susto.

Heero saiu do mercado em silêncio, ninguém fez um pio sequer. Ele sentiu um vento bem fraco, como era os ventos nas colônias, invadir seu rosto e bagunçar um pouco seus cabelos. Ele foi andando de volta para casa com 4 sacolas nas mãos, ele viu o carro de polícia correr na direção que ele estava voltando, mas nem ligou, queria voltar para casa e fazer um jantar.

Quando chegou no seu esconderijo, deu mais uma volta pelo quarteirão observando se tinha alguém a sua espreita, depois de um tempo achou melhor entrar, pois não era muito bom ficar na rua depois daquele assalto.

Ao entrar, colocou as compras em cima da pequena mesa de madeira e começou a guardar as coisas, e apenas deixando para fora o que iria usar para fazer o jantar. Depois pegou algumas panelas e começou a cozinha, e por incrível que parece, Heero sabia cozinhar muito bem.

Já estava ficando muito tarde. Heero estava deitado na cama, esperando pelo americano enquanto examinava seu crucifixo. O japonês ouviu um barulho vindo da porta principal, ele correu até lá, ligando uma câmera, vendo que era o americano que havia chegado.

A porta se abriu e Heero foi até lá, vendo que Duo estava meio estranho. O japonês o levou para dentro, perguntando o que havia acontecido, mas Duo não disse nada e sentou-se na cama.

O americano estava com os olhos cansados, ele os fechou e caiu para trás com os braços abertos. Heero sentou-se ao seu lado e ficou em silêncio, ficando desesperado por dentro por não saber o que estava acontecendo.

- Heero... – sua voz estava fraca e rouca – o Quatre apareceu no campo de batalha...

- O Quatre?

- E... Ele foi atingido... E eu... Não pude fazer nada e...

- O que aconteceu?

- O Trowa apareceu também, não era uma batalha pequena, tinha muitos... Muitos Móbiles Dolls Mixer, mas mesmo assim conseguimos vencer.

- O que houve com o Quatre?

- Eu não sei muito bem... Acho que ele se machucou.

- Mas ele vai se recuperar.

- Eu não... Eu não sei Heero... Eu estou com medo – disse, deixando algumas lágrimas caírem.

- Quer que eu ligue para ele? – Heero indaga.

- Tem... Você tem o telefone dele?

- Tenho! – diz Heero.

O americano senta-se na cama e agarra Heero pelos braços começando a chacoalhá-lo.

- Então, liga para ele agora! Vamos, Heero, vai logo, liga! Anda! Liga agora, anda! Vai! Eu quero saber como ele está!

Heero viu como Duo estava histérico, ele deu um tapa de leve em seu rosto, fazendo o americano cair na cama. O japonês ficou em cima do seu corpo e prendeu suas mãos no alto da sua cabeça.

- Calma! Duo, ele está bem! Eu já vou ligar para ele, agora você está bem?

O japonês retirou a blusa preta que Duo usava vendo que tinha algumas marcas de cortes no seu tórax e abdome. O seu braço estava roxo também, Heero retirou suas calças num único puxão e viu que suas pernas estavam tudo bem.

- Vamos limpar isso!

Foi até a cozinha pegar uma caixa de primeiros socorros. Começou a limpar os ferimentos do americano, e este estava em silêncio, aquele tapa que havia levado havia doído e agora estava pensando nos fatos.

Heero pegou o seu celular e ligou ao seu laptop, pegando um código secreto, e depois ligou para Quatre. Duo sentou-se na cama e ficou olhando para o japonês, esperando que ele dissesse algo.

- Olô!Por favor, o Quatre.

- Quem gostaria?

- Heero Yuy! Quero saber como ele está.

- Ó senhor Heero, ele está em casa, mas ele não pode falar agora.

- Tudo bem. Diga-me como ele está.

- Ele está bem, só destroncou o braço esquerdo, mas isso logo vai melhorar. O senhor Trowa está com ele, está tudo bem.

- Que bom. Obrigado pela informação.

- Não tem do que! Ligue mais tarde, o senhor Quatre ficará feliz em atendê-lo.

- Sim. Tchau.

- Tchau.

Duo olhou para o japonês com os olhos curiosos dele. Heero respirou fundo e disse:

- Ele está bem, apenas destroncou o braço esquerdo. Já está em casa com o Trowa.

Duo sorriu aliviado e fechou os olhos se tranqüilizando. Heero tocou em seu rosto, fazendo-o abrir os olhos para logo depois receber um selo em seus lábios.

- Vamos jantar! – disse.

- Jantar?

- Eu fiz o jantar.

- Sabe cozinhar?

- Sei.

Duo sorriu de canto, estava mais animado. No entanto, ainda sentia-se mal por não conseguir proteger seu amigo devidamente.

O casal foi andando até a cozinha, que era dois passos do quarto. Quando chegou nela, Duo sentou-se numa cadeira e ficou olhando para Heero que colocou a louça na mesa e uma panela de macarrão com alguns pedaços de carne jogado nela.

- Hum, parece bom! – disse o americano, ao sentir o cheiro.

- Sirva-se.

Os dois se servirão. Duo foi o primeiro a provar a comida, ficando impressionado com os dotes culinários do seu companheiro, quando sentiu aquele sabor maravilhoso, não agüentou e começou a devorar a comida. Agora que havia percebido o quanto estava com fome.

Heero ficou contente com o apetite do americano, quando terminou de comer, viu que o outro ainda estava comendo, acabando com o macarrão que havia feito. E se ele soubesse que ele havia comprado chocolate para ele? Talvez Duo parasse de comer e fosse correndo até as barras. Mas Heero não iria dá-las ainda.

- O que fez hoje?

- Impedi um assalto ao mercado, e... Ah! Seu crucifixo! – Heero retira o crucifixo com cuidado e põe em cima da mesa.

- Assalto?

- Uns idiotas, mas cuidei deles.

- Hum...! Não se machucou?

Heero olhou-o de canto, e Duo calou-se. A pergunta realmente havia sido muito idiota.

- Duo.

- Hum?

- Estava pensando em ir para Terra.

- Terra? Fazer o que lá?

- Ficar lá! Eu gosto de lá.

Duo sorriu de canto.

- E está me convidando Heero Yuy?

- Sim, estou.

- Eu vou pensar no seu caso.

- Hum.

Duo sorriu, adorando ver o quanto Heero parecia se importar com sua decisão. O japonês não ficou parado por muito tempo, estava detestando ver que Duo estava lendo seus sentimentos e pensamentos com tanta facilidade.

A louça estava começando a ser lavada por Heero que estava se dedicando ao máximo a ela, pois ele mesmo não gostava de ter uma casa desorganizada, isso é, se aquilo realmente for uma casa, pois Heero só vai até lá quando tem alguma missão, o que é raro por ali.

Duo foi para o quarto, que não ficava longe da cozinha e poderia ficar observando Heero, olhando suas costas e seus braços descobertos, com muita atenção, desejando ainda mais aquele corpo que lhe fazia estremecer.

Sentia-se observado pelo americano, mas o que podia fazer? Não iria parar até terminar de lavar toda aquela louça. Às vezes dava umas olhadas discretas para trás constatando que ele ainda lhe olhava. Será que era um rapaz atraente? Pensava nisso às vezes.

A louça finalmente foi lavada. O japonês virou-se para trás ao mesmo tempo em que secava suas mãos com um pano qualquer, ele jogou o pano em cima da pia de qualquer jeito e foi andando até o quarto, ignorando aquele olhar devorador do outro.

Heero estava no banheiro, lavando seu rosto, quando pega a toalha para se secar vê a imagem do americano refletida no espelho. Duo estava atrás dele, com um sorriso divertido nos lábios.

O japonês abriu a boca para questioná-lo, quando para sua surpresa, Duo o joga contra a porta do banheiro, fazendo Heero escorregar e ficar ajoelhado no chão com o peito encostado à madeira fina da porta.

- Ah... Duo o que... Você está fazendo? – indagou, sem entender nada. Será que ele havia enlouquecido?

- Nada Heero... Nada – disse, colado ao seu corpo.

As mãos de Duo percorreram pelo abdome, sentindo como era firme e bem definido, ficou um tempo ali, até que não resistiu e arrancou aquela regata verde fora, ignorando a reclamação de Heero. O americano começou a passar a língua pelas costas de Heero, saboreando aquela pele macia com muita atenção.

O japonês fechou os olhos adorando ter aquele contato tão íntimo de Duo, ele respirou fundo de deixou seu corpo mole. As mãos de Duo o apertavam com força, parecia que queria machucá-lo.

Heero gemeu alto ao sentir uma forte mordida em seu ombro direito, ele olhou para trás vendo o olhar sádico do seu amado companheiro. Duo não parou por aí, ele abriu o zíper da calça de Heero e a desceu até seus joelhos, fez o mesmo com sua cueca e agora tinha total acesso ao membro adormecido do japonês.

- Minha vez, Heero... – sussurrou em seu ouvido.

A mão de Duo manipulava o membro de Heero sem resistência alguma, amando aqueles leves gemidos que recebia em troca. Quem diria que Heero era tão sensível? Era tão divertido ver aquele soltado perfeito naquele estado tão vulnerável.

Heero deslizou sua mão pela porta de madeira, deixando as marcas dos seus dedos, que suavam, como todo seu corpo. Ele olhou para trás vendo que Duo lhe sorriu maliciosamente, ele abriu a boca para falar algo, mas um dedo atrevido entrou sem aviso e segurou sua língua.

- Psiu! – Duo pede silêncio.

A língua de Heero foi solta para o seu alívio, ele bateu sua testa com força na porta ao sentir um forte espasmo correr por seu corpo. Duo parou de masturbá-lo de repente e abraçou seu corpo.

- Duo...

- Hum? O que foi? – indagou inocentemente.

- Eu... Ahh...

- Você?

- Por favor, continue...

- Hum? Ah! É isso...! – sorriu, tocando em seu membro novamente.

- Hum, hum – Heero fez um sim com a cabeça.

- Não! – disse, largando seu membro.

Heero fechou os olhos e respirou fundo. Ele tentou se levantar, mas Duo ainda o prendia naquele abraço, ele lhe mostrou um olhar raivoso, mas Duo não se intimidou. Os dois estavam em silêncio agora.

- Me solta!

- Não!
- Duo! Pára com isso.

- Não!

- O que você quer?

- Nada.

- Então?

- Então o quê?

- Então dá para me soltar?

- Hum... Você é quentinho demais, eu não quero... – revelou.

Heero até sorriria com aquilo, mas estava irritado demais no momento.

- Hum, eu te abraço, mas me solta.

- Já que você vai me abraçar depois que eu te soltar, então acho melhor nem te soltar, assim ficamos abraçados direto.

- Eu quero me aliviar...

- Se aliviar do que?

- Não brinque! Agora saia.

- Não.

- Duo... Eu vou usar a força.

- Vai me bater? Ai Céus...

- Não, isso nunca, mas eu posso te machucar.

- Não saiu daqui!

- Ta bom, o que você quer?

- Hum... Agora perguntou o que eu queria.

- Hum... E então?

- Eu quero ficar aqui abraçado com você!

Heero se segurou para não jogar o americano longe, ele pensou muito e se acalmou. Ele olhou para trás e viu que Duo estava encostado com a cabeça em suas costas.

- Duo, eu faço o que você quiser, mas deixe-me...

- Hum, tudo mesmo?

- Tudo – disse, se arrependendo segundos depois.

- Ta bom! – o soltou – eu quero que você... Vejamos, se alivie na minha frente! Vamos, sente de frente para mim! – diz.

Heero ficou vermelho de repente, nunca havia feito isso e não estava com vontade alguma de experimentar. Ele olhou para Duo, que entendeu muito bem a sua situação, mas não queria saber, queria que Heero fizesse e pronto.

O japonês sentou-se de frente, encostando-se a porta fria de madeira, ele olhou para o americano, que estava mordendo o seu lábio inferior, segurando todo o desejo que estava sentindo. Ele ficou um tempo parado, até que a voz de Duo ecoou em seu ouvido:

- Vamos! Vai Hee-kun! – disse.

- Hee-kun? – indagou, estranhando.

- Sim! Vamos, Heeeeee-kun – sorriu, se divertindo.

O japonês tocou no seu próprio membro, sentindo uma pontada no seu baixo ventre, estava excitado demais e não demoraria muito para que gozasse. Ele olhou para Duo, suplicando para que ele tirasse aquela idéia da cabeça, mas o americano, sentou-se na privada e ficou esperando.

A mão fria de Heero fechou-se na sua carne, sentindo-a delicadamente, e aos poucos começou a movimentá-la e assim sentia seu corpo reagir àquele toque tão íntimo que estava fazendo nele mesmo. Os seus azuis cobaltos sumiram com o fechar das suas pálpebras, Heero abriu a boca buscando mais ar, sua face estava avermelhada pelo prazer.

Duo respirou fundo, estava excitado com aquela cena, não podia negar. Ele tocou no seu próprio membro, vendo como estava duro e depois olhou para Heero que estava jogado no chão daquele banheiro, com as calças até os joelhos, e uma mão no seu próprio membro, que se encontrava bem rijo. Os cabelos de Heero caíam por seu rosto amorenado, que no momento se encontrava avermelhado, tudo aquilo era maravilhoso demais.

Um gemido mais alto anunciou o final da tortura de Heero e também o do seu prazer máximo, ele soltou seu membro tendo sua mão lambuzada por seu próprio esperma. Ele abriu os olhos e encarou o americano, que começou a fazer um show para ele.

- Lindo... Você é lindo Heero – disse, retirando sua roupa. Peça por peça foi jogada ao chão, lentamente, aumentando a ansiedade dos dois corpos, que não viam a hora de se unirem novamente.

O americano ficou nu naquele banheiro, suas pernas moveram-se em direção a Heero, que estava paralisado. O americano ajoelhou-se no chão e puxou a mão de Heero em sua direção, pegando-a e lambendo-a sem tirar os olhos dos olhos de Heero.

Duo se levantou e puxou Heero para cima, fazendo os dois ficarem de pé, e depois o virou novamente. Heero estava com o peito encostado na porta, ele sentia a língua de Duo nas suas costas novamente, mas desta vez ela descia até suas nádegas, sem parar em nenhum lugar. A mão de Duo apertou um das nádegas de Heero, e depois ele as lambeu com gosto, fazendo o corpo de Heero se arrepiar com aquilo.

As pernas de Heero foram afastadas pelas mãos ansiosas de Duo, e antes mesmo que Heero pensasse sentiu um dedo pressionar sua entrada, ele olhou para baixo desesperado, não pensou que ele iria fazer aquilo. Pensando bem, agora havia entendido as palavras do americano: “Minha vez, Heero...”.

Um dedo invadiu aquele corpo virgem, e começou a explorar aquele buraco tão apertado. Duo retirou o dedo e inseriu mais um, fazendo Heero abrir mais as pernas e se afastar mais da porta, se segurando com seus braços, que agora estavam esticados. O americano se abaixou e começou a passar a língua no meio das suas nádegas, sentindo aquele sabor diferente, não era ruim, mas nem poderia se comparar com seus chocolates.

Heero estranhou gostar de sentir-se preenchido daquele lugar, ele até queria mais daqueles dedos. Duo levantou-se e segurou inseriu novamente os seus dois dedos, que entraram lentamente, sentindo toda a resistência daquele corpo. Após abrir bem aquele buraquinho, Duo coloca mais um dedo, fazendo Heero abaixar a cabeça e gemer bem alto.

- Heero... Eu to amando saber que você gosta tanto disso – disse.

- Hum... – constrangeu-se.

- Sabe, podemos fazer mais vezes se quiser – beijou suas costas – eu te coloco em todas as posições possíveis. De quatro... De ponta cabeça... Em pé... Sentado no meu colo... O que mais? Hum... Eu tenho cada idéia... – riu baixinho – vou adorar dominar você, como estou fazendo agora!

- Hum... Faça o que você quiser! – sussurrou.

Duo sorriu, amando ouvir aquilo e ele podia ter certeza que, ele era o primeiro na vida de Heero, e também era a única pessoa que ouviu tais palavras. Ele estava se sentindo a pessoa mais importante do mundo agora, pois era o centro das atenções da pessoa que ele mais queria.

Um vazio foi deixado no corpo de Heero quando os dedos de Duo saíram, ele respirou fundo e já sentiu algo maior bater na sua entrada, ele abriu um pouco mais as pernas e sentiu o braço de Duo se fechar na sua cintura, para que o segurasse e como ele fazia aquilo bem! O membro do americano foi entrando lentamente, sentindo aquela parede aveludada cobrir seu membro. Foi entrando sem parar e ao mesmo tempo ouvia gemidos altos e dolorosos de Heero, que estava tenso.

- Shhh... Calma! – disse, beijando suas costas – depois é muito bom – sorriu.

O americano levou sua mão até o membro de Heero, o manipulando para distraí-lo da dor e estava tendo bons resultados, pois Heero lhe dava um gemido misto de dor e prazer agora. Quando o seu membro entrou por inteiro, Duo parou e abraçou o corpo do japonês, lhe dizendo:

- Estou amando ficar com você Heero... De verdade. Vou querer ir para a Terra com você...

- Hum...Que bom – disse Heero, felicíssimo, mas não demonstrou muito, pois ainda sentia mais dor que prazer.

Duo continuou a movimentar o seu membro, sentindo como era grosso e comprido, ele apertou a sua cabeça com força e depois a soltou, ora o apertava, ora o movia para frente e para trás, ora o balançava, mas o importante era que Heero estava sentindo prazer. Momento depois, Duo pára de dar atenção ao membro de Heero e sai de dentro dele, quase todo para depois entrar novamente, fazendo o corpo do japonês levar um tranco.

Um lento vai-e-vem é iniciado por Duo, que segurava com as duas mãos o quadril de Heero o puxando contra seu membro, que o atacava com mais velocidade e força que antes. Sentia uma forte pressão toda vez que entrava, mas aos poucos viu que o buraco se abria e a penetração estava ficando mais fácil.

Heero fechou sua mão na maçaneta da porta, quase a arrancando dali, mas não teve forças para isso. Ele gritava com a dor e o prazer que sentia, mas a dor era tão gostosa que nem mais se importava, ele se movimentava junto com Duo, ajudando-o.

Tudo pára de repente e Duo sai de dentro daquele corpo tão cálido e receptivo, ele puxa Heero pelo o braço e o coloca de quatro no chão, sem dizer nada, não havia necessidade de um diálogo naquele momento. Heero olha para trás, vendo Duo se arrumar atrás dele. E novamente, o membro de Duo o invade, só que com mais força agora devido à posição favorável.

Duo havia fechado os olhos e jogado sua cabeça para trás, ele se movimentava e sentia seu corpo todo naquele momento. Como estava quente e suado! Seu coração batia num rock muito pesado, parecia que iria explodir em êxtase a qualquer momento, mas não queria que aquilo acabasse tão cedo.

Enquanto Heero estava perdido em seus prazeres e pensamentos. Ele sentia aquelas mãos fortes fechadas na sua cintura, e aquele membro duro lhe invadir, nunca imaginou que amaria tanto isso. Se aquilo acabasse logo iria sentir falta, queria mais e mais.

No entanto, os corpos de ambos estavam chegando ao limite do prazer, seus gozos estavam próximos. Heero gozou rápido, e foi logo depois que Duo voltou a masturbá-lo, isso nem durou um segundo, pois acabou explodindo em êxtase. Seu corpo estava mole e tremia em leves espasmos. Quando a Duo, este continuava a se movimentar, até que ele sai de dentro do japonês e diz:

- Heero... Olha para mim... Vem cá!

Heero ficou ajoelhado no chão, olhando para Duo, que havia se levantado. O americano estava segurando seu membro com uma mão e com a outra ele puxou Heero pelos cabelos, o levando em sua direção. O japonês entendeu o que ele queria e abriu a boca, colocando tudo nela. Duo jogou a cabeça para trás enquanto acariciada a cabeça de Heero e a movimentava para frente e para trás.

A língua trabalhava naquele membro tão duro e roliço, aos poucos podia sentir aquele líquido viscoso deslizar por sua língua, invadindo sua cavidade quente e úmida, que desejava ardentemente por mais, e seu pedido foi realizado, pois Duo havia gozado finalmente, gemendo alto e gozando em sua boca.

O líquido desceu garganta a baixo. Heero se levantou e abraçou o americano, indo procurar seus lábios carnudos, dando-lhe um beijo ardente, onde suas línguas dançavam para fora da boca e depois entravam novamente. Eles vão descendo até o chão ficando ajoelhados, até que o beijo acaba.

- Vamos tomar um banho? – pergunta o americano com seu sorriso maroto.

- Posso lavar seus cabelos?

- Pode – disse, dando um beijo rápido em seus lábios – mas tem massagear bem.

- Pode deixar! Eu sei fazer isso.

Eles vão andando até a ducha que não ficava longe da porta, na verdade aquele banheiro era um cubículo. Não da para passar duas pessoas lado-a-lado, tinha que ser uma por vez. Mas os dois iam bem juntinhos, agarradinhos, aquele banheiro era perfeito.

O chuveiro foi rapidamente ligado. A água quente caiu sobre seus corpos nus, os dois estavam se beijando ainda, não se cansavam disso. Duo parou por um minuto e pegou o sabonete começando a passar em seu próprio corpo, enquanto Heero pegou o xampu e começou a passar em seus cabelos.

Mas de repente tudo pára, os dois se olham de canto e depois olham para o chão. O sabonete havia caído. Quem iria pegar?

Um novo dia surgia na vida de todos. No esconderijo de Heero as coisas iam andando muito bem. Eram onze horas da manhã, que o casal ainda dormia agarrados um ao outro.

Heero foi o primeiro a acordar, mas quando se moveu acabou acordando o americano também, e assim os dois sorriram.

- Bom dia, Hee-kun! – disse.

- Hum!

- Malditos “huns” – disse, e logo em seguida bocejou.

- Vamos comer algo e nos arrumar.

- Arrumar? – indaga.

- Sim, você disse que ia para a Terra comigo...

- Ah! Disse?

Heero ficou um tempo em silêncio, e Duo riu baixinho.

- Brincadeira, eu vou sim.

- Quero sair daqui ainda hoje.

- E seu gundam?

- Vai ficar aqui, não tenho motivo para levá-lo.

- Entendo. E o meu... Nossa... Acho que vou deixar na Terra.

- Você que sabe!

Os dois levantaram, revelando seus corpos nus. Eles observavam o corpo do outro indiscretamente, não havia mais motivo para se esconderem. Duo colocou uma calça jeans preta, e uma blusa de manga comprida da mesma cor. E Heero colocou sua calça jeans azul clara e uma blusa azul-marinho.

Eles se arrumaram e depois fizeram as suas malas, que nem foram desfeitas. Heero pegou o que havia comprado no mercado e fez um big café da manhã, na verdade era um almoço.

- Heero, não sabia que você cozinhava tão bem – disse.

- Hum!

- Nossa, é demais isso. Quem iria imaginar que o soldado perfeito gosta de cozinhar? E também de outras coisas... – disse baixinha a última frase.

- Hum!

- Brincadeirinha, Hee-kun! Bom, quando vamos ir? À noite?

- Sim!

- Heero?

- Hum?

- Pára com esse “Hum”, pelo amor de Deus!

- Hum!

- Eu desisto! – disse revoltado, saindo da cozinha.

Os dois ficaram em silêncio, mas eles estavam em paz consigo mesmo. Eles olhavam para o outro de vez em quando mandando olhares apaixonados, mas nada diziam.

Sou um soldado sujo de sangue

Por não ser menos pior que eu animal não tenho o direito de amar?

Eu quero amar, eu não quero sair dos seus braços

Por favor, anjos ouçam minhas preces

Eu quero você, e somente você.

Nesse intervalo eu penso

Não quero me desfazer de você

Meu corpo parece ter se unido ao seu

Por favor, céus não me deixem agora

Eu quero ficar aqui

Eu quero ficar nos seus braços

Tudo estava arrumado, agora era só partir. Os dois não hesitaram e partiram em direção a Terra, o lugar que prometia ser o lugar perfeito para ficarem em paz.

Quando chegaram ao planeta, alugaram uma casa em frente ao mar, mas ela ficava em um lugar com pouquíssimas casas, só tinha algumas mansões por perto, e eles tinham muito dinheiro também. Tudo através dos seus superiores.

A praia era maravilhosa, o lugar era perfeito, mas não tiveram tempo de ver nada, pois logo que chegaram foram dormir, exaustos pela viagem e por ter que arrumar a casa, que não era muito grande. Era uma casa simples, com três quartos, dois banheiros, cozinha, sala, escritório, garagem e um porão bem grande.

Duas semanas passaram-se num piscar de olhos. Os dois pilotos estavam vivendo na mesma casa ainda e estavam se dando muito bem. Algumas missões apareceram para atrapalhar a vida do casal, mas nada que fosse muito importante.

- Heero...

- Hum?

Duo aparece na sala, onde Heero mexia no seu laptop.

- Vamos sair?

- Agora?

- É! Eu não agüento mais ficar aqui! – disse, sentando-se ao seu lado no sofá.

- Não posso, tenho que ver isso aqui primeiro.

- Ah! Heerooooo... Não seja mal!

- Duo, eu não posso.

- Vamooooos!

O americano agarrou o braço de Heero e começou a chacoalhar. Heero olho-o de canto e respirou fundo para não perder a paciência.

- Pára com isso. Mais tarde nós saímos.

- Não! Mais tarde você termina isso.

- Não! Mais tarde nós saímos juntos.

- Ahhhh! Heero, eu... Eu... Vou me vingar.

- Hum, hum...

- Você nem ta dando importância! Já sei, greve de sexo!

Heero olhou para ele e de repente começou a rir.

- O quê? Dúvida?

- Sim!

- “Droga eu vou perder, o Heero não é muito fã de fazer sexo todo dia, eu que sou doído e vivo fazendo isso com ele... acho que... que... me ferrei!” – pensou – Bom, você vai ver como eu vou me vingar! – disse suando frio.

- Ah! Ta... Se vingue lá fora ta? Vai, brincar vai.

- Eu odeio quando você me trata como uma criança!

- Então pare de se comportar como uma!

- Eu não me comporto como uma criança – gritou, batendo os pés no chão.

Heero olhou para ele e sorriu, fazendo Duo parar de dar escândalo.

- Te levo para comer fora, ok?

- Hum... Seu chato.

- Eu prometo!

- Hum...

Duo deitou no sofá ao lado de Heero e ficou prestando atenção no que ele fazia. Heero dava um beijo nos seus lábios de vez em quando e Duo quase o agarrava, mas o japonês resistia bem aos convites maliciosos do americano, que cansou de tentar algo e foi embora, indo comer algo.

A noite demorou a chegar para Duo, que não agüentava mais não assistir televisão e comer batata frita. Quando deram seis horas, ele correu até a sala.

- Vamos sair!

- Calma – diz Heero.

- Calma o caramba, já é de noite!

- Está claro ainda.

- 18:00 horas em ponto, não... Agora são 18:01, já está de noite!

- Eu estou terminando.

- Heero! Você mentiu para mim!

- Não menti – respirou fundo – Eu vou lhe levar para jantar, eu prometo, agora espere um pouco que eu já termino, sente-se aqui.

Duo sentou-se ao seu lado e ficou olhando para aquele maldito laptop. Ele se perguntava se aquela máquina idiota era mais atraente que ele. E tinha suas dúvidas quanto à resposta.

- Está acabando?

- Não!

Passou mais um minuto e Duo indaga:

- Está acabando?

- Não.

Dois minutos depois.

- Está acabando?

- Não!

- Hum!

Cinco minutos depois.

- Está acabando?

- Não!

- Droga!

Um minuto depois.

- Está acabando? Vai logo...

- Não, espera!

- Idiota mentiroso!

- Hum!

Trinta segundos depois.

- Pronto?

- Não! Duo espera!
- Eu já cansei! Largar essa merda agora e trate de me dar atenção!

- Isso é importante!

- Eu sou mais importante!

O americano se enfurece e vai até Heero arrancando o laptop de sua mão, fazendo o japonês ficar irritado também. O laptop foi simplesmente jogado no chão pelo americano, que nem sequer pensou duas vezes. Heero por sua vez quase teve um ataque, ele ficou olhando para seu pequeno aparelho, sem se mover, estava perplexo.

- Você tem problema na cabeça, seu idiota!

- Eu? Você que vive com uma máquina! Não sabe conviver com uma pessoa? Você é muito frio, Heero!
- E você é infantil demais. Eu tenho meus trabalhos!
- Não! Eu também tenho trabalhos, mas você só dedica seu tempo a eles!

- Ontem não saímos? Eu não fiquei com você? O que está reclamando? – esbravejou.

- Ah! Então é assim? Você sai por obrigação? Não é assim! Você sai ontem então não precisa sair hoje! Que ridículo, é ridícula essa sua forma de se relacionar.

Heero respirou fundo e fechou os olhos tentando se controlar. E se tinha uma coisa que havia aprendido era que, Duo era a única pessoa que conseguia tirá-lo do sério, e isso não era pouco, pois geralmente ficava furioso.

- Me acha ridículo? Você já tomou conta de como seus atos são infantis?

- E você se julga muito adulto, não é garotão?

- Melhor que você!

- Já chega! Quer saber, fica com a porra do seu trabalho que eu vou sair sozinho! – disse, virando as costas e indo embora da sala, indo até o quarto.

Heero olha para seu laptop e o pega do chão, vendo como estava danificada a sua tela, ele mexeu um pouco e viu que os arquivos que ainda estava mexendo não foram salvos e se perderam. Tinha 1/3 do seu trabalho jogado no lixo, ele colocou o aparelho em cima da mesinha de centro da sala e foi até o quarto.

A porta do quarto foi aberta com um estrondo, Heero havia entrado e mirou seu olhar raivoso no americano que estava parado no meio do quarto o olhando. Os dois ficaram se olhando por um tempo, até que Heero diz:

- Perdi parte do meu trabalho...

- Nossa! Que crime! – zombou.

- Não zombe de mim...

- O que vai fazer?

- Cala a boca! – disse, fechando os olhos e cerrando suas mãos com força.

- O que?

- Cala... a boca!

Riu baixinho e disse:

- Vem fazer vem!

Heero olhou para ele e foi na sua direção, ele fechou os punhos para golpeá-lo, mas Duo não ficou parado e fez o mesmo. Os dois sabiam artes marciais, mas tinham diferenças. Heero era mais forte e Duo mais rápido.

O americano foi o primeiro a golpeá-lo, acertando-lhe um soco em seu rosto. Heero tentou fazer o mesmo, mas ele se desviou e deu mais um em seu estomago. O japonês previu o outro golpe e segurou o braço do americano o puxando na sua direção e lhe dando um soco no estomago, num ponto certeiro, fazendo-o cair no chão de joelhos.

Duo se encolheu um pouco e abriu a boca num grito mudo, ele olhou para cima, por entre a franja e viu o olhar raivoso de Heero. O japonês o empurrou para trás com o pé e sentou-se em seu abdome.

- Não faça mais isso! Ouviu bem?

- O que? Seu idiota... se não quer nada sério, então nem comece.

- Você me irrita!

- Eu só não te irrito quando estou dando para você! Não é mesmo?

- Cala a boca... – disse.

- O que foi? Não me diga que se ofendeu? – riu baixinho.

- Odeio seu cinismo!

- E eu odeio seu jeito frio! Seu descaso, seu desleixo, seu desprezo!

- Eu não te desprezo! – indignou-se.

- Sim, faz isso, sem perceber, mas sempre mostra que é melhor – disse – eu não agüento mais você.

- Eu não estou... Te prendendo.

- Não, realmente – disse magoado – sai de cima de mim! Eu vou embora.

- Hum...

Duo olhou-o nos olhos, vendo que Heero não moveu um músculo sequer. Ele se remexeu e não conseguiu se levantar.

- Sai daí!

- Não quero...

- Sai de cima de mim agora! Idiota, idiota! – o golpeou, mas Heero nem seu moveu.

- “Por favor, céus... me ajude, eu... eu... eu... preciso dele, porque eu... o amo” – pediu Heero em seu pensamento.

Naquele momento, naquele quarto. Heero fechou os olhos com força ao sentir um forte choque no seu peito, e de repente um monte de imagens passadas vieram a sua mente, e agora o presente e o passado se fundiam num só.

O japonês levou a mão até sua cabeça, mostrando como estava zonzo, e de repente ele cai em cima do americano ficando inconsciente. Duo por sua vez não entendeu nada, entretanto ficou desesperado e se levantou com Heero nos seus braços.

- Heero! Heero! Será que o golpeei muito forte? – indaga desesperado, o colocando em cima da cama.

O americano fica tentando reanimá-lo, e enquanto isso Heero estava tendo todas as lembranças devolvidas a sua mente, tudo estava ficando uma bagunça e ele mesmo não estava acreditando naquilo.

No céu, por trás das grossas e volumosas nuvens brancas, um anjo estava observando os humanos de uma pequena nuvem azulada. Ele sorriu de canto vendo como seus amados mortais estavam lidando com a situação.

- Os dois se gostam, Heero o ama e Duo não demorará a perceber isso, pois ele está amando-o também! Que coisa bonita. Agora os outros pilotos vão relembrar tudo. Ahh! Que confusão, os anjos da guarda deles vão me matar pela confusão!

O anjo deitou-se de bruços e ficou olhando para os dois, divertindo-se com suas frágeis emoções. Ele estava sossegado, agora poderia descansar.

Heero abriu os olhos, encontrando um par de violetas desesperados. Ele se sentou na cama e ficou olhando para suas mãos, vendo se realmente tudo aquilo era real e depois olhou para o americano, tocando em sua face, constatando que aquilo não era um sonho.

- Duo?

- Sim, o que houve?

- É você?

- Como assim, Heero? O que aconteceu? – estava confuso.

- Duo... Você não se lembra? Então... Quer dizer que você não...

- Que eu o que? O que é? Diga!

- “Ele não se lembra, pois não me ama...” – pensou, entristecido.

O americano deu um tapa de leve no ombro de Heero, tentando chamar sua atenção e a teve. Ele tocou no rosto de Heero, fazendo-o olhar em seus olhos.

- Heero, olha para mim. Agora me diz... o soco doeu muito?

- Soco? Ah...! o soco! – lembrou-se da briga.

- Não diga que já esqueceu? Heero, isso foi há um minuto atrás. Você está doente?

- Duo... você não me ama... não me ama – disse desiludido – mas eu sim!

O americano calou-se imediatamente e ficou olhando para ele, sem entender nada. Ele sentiu uma pontada no peito e a mesma coisa que aconteceu com Heero lhe aconteceu, ele fechou os olhos e caiu inconsciente para trás.

O japonês abraçou seu corpo e o chacoalhou. Agora, ele que estava assustado. Mas não demorou muito para que Duo abrisse os olhos, mostrando como estava perplexo com tudo aquilo.

O que poderiam pensar? De repente, uma coisa fora da realidade acontece com eles. Justo eles que são tão ligados à tecnologia e evolução da humanidade, pessoas que se esqueceram da sua espiritualidade, pessoas que não acreditam em anjos ou céu, pessoas que vivem ligadas de corpo e alma ao mundo material. Como poderiam suportar a idéia de serem manipulados de maneira tão fácil?

Quem garante que isso não aconteceu antes? Quem garante que eles já não se conheciam desde crianças? Quem garante que tudo seja uma farsa? E quem garante que tudo aquilo não seja real! Era uma coisa para pensar realmente. Será que o mundo existia? Tinha fim? Começo? Será que eles já morreram? Será que já nasceram e morreram várias vezes e ainda estavam ali? Será que pararam no tempo? Todas essas perguntas não poderiam ter respostas. Quem sabe quando morressem.

- Heero... Eu... Eu... Não...

- Eu sei... Eu sei...

- Eu... Estou confuso.

- Eu também!

- Isso é mais que posso suportar, é mais que tudo que já vi ou senti! – diz Duo.

- Eu também acho... Eu...

- JÁ CHEGA! EU VOU EXPLICAR TUDO! – uma voz soou em seus ouvidos, e de repente uma luz aparece no quarto.

Os dois pilotos ficam olhando para uma criatura cheia de luz que estava parada na frente deles. Eles iam perguntar quem era, mas ele levantou a mão pedindo silêncio.

- Eu sou um anjo da guarda, e por sorte ou azar, eu não sei ainda! Cof... cof... Eu sou o anjo da guarda de vocês! Nós anjos cuidamos de cada dez humanos, e vocês dois são meus! Isso é muito estranho, pois tenho que atender desejos de ambos, portanto, enlouqueci! E querendo fugir eu apaguei suas memórias! Desculpe-me, mas eu não faço isso sempre, só fiz duas vezes na minha existência e vou ser punido por isso novamente, e desta vez irá ser um castigo muito severo. Mas eu queria que vocês se conhecessem de novo para ver se era amor realmente, se vocês entenderiam! – tossiu de leve, e continuou – Eu não tenho perdão, mas tudo que eu faço tem um motivo aparente, mesmo que não pareça! Vocês se amam agora, estão juntos. Eu mexi nas memórias de seus amigos, e eles estão confusos também, entretanto, seus anjos da guarda foram falar com cada um deles. E mais uma coisa, vocês só se conheceram uma única vez, não estou mentindo. E o tempo não parou, vocês vivem normalmente como todos os humanos, e nós, anjos, não entramos no caminho de nenhum humano. Claro que tem alguns que fogem a regra, como eu! Mas isso não se pode controlar! Eu vou ser expulso, vou ser rebaixado, sim, vou ser! Mas sabe, eu não me importo; eu sempre sou rebaixado nos meus cargos, pois sempre faço as coisas do meu jeito! Eu quero ver as pessoas felizes! Agora é só isso que tenho a dizer! Não precisam acreditar em Deus ou Diabo, nem em Céu e Inferno. Tudo tem uma resposta, mas nem tudo pode ser respondido, pois... Qual seria a beleza da vida? – sorriu e sumiu de repente.

Duo e Heero puderam falar agora, pois estavam calados, para que não o enchessem de perguntas, que os humanos estão sempre querendo saber. Os dois se olharam por final, lembrando-se de tudo.

- Ele era um anjo? Não parecia – diz Duo.

- Hum... – ainda perplexo.

- Na igreja não era assim que os anjos pareciam ser! – disse – nossa, que legal!

- O que?

- Que legal Heero! Que legal! Legal!

- Louco! Eu me sinto tão... Tão... Frágil perante tudo e todos!
- Oh! Não se preocupe, eu, o Deus da Morte, cuida de você! – sorriu maroto.

- Hum! O que os outros vão dizer? – indaga – vai rir...

- Sim! Mas sabe Heero...

- O que foi?

- Você está demorando muito!

- Para o quê? – indagou sem entender.

- Está demorando muito para me levar para jantar!

- Ah! – lembrou-se e abriu um lindo sorriso – vá se trocar então!

- Eu já estou pronto! – disse, abrindo os braços, mostrando seu visual.

Heero o puxa pelo o braço e lhe da um beijo na boca, e em seguida diz:

- Não sei se disse, mas eu te amo! E peço aos céus que isso continue assim!

- Vou te revelar uma coisa... Eu também!

Heero riu baixinho.

- Também te amo, só quero lhe dizer isso! Só isso, Heero, só isso.

- É tudo o que eu queria ouvir. Na verdade, eu acho... eu acho...

- O que?

- Vamos pedir comida e ficar aqui? – sorriu.

- Hum! Quer ficar em casa? Fazendo o que? – indagou inocentemente.

- Coisas impróprias para serem ditas a uma criatura como você – brincou.

- Mesmo? Nossa, eu quero saber... Me conta vai!
- Prefiro mostrar...

Os dois se abraçam e caem na cama, bagunçado os lençóis. A lua e as estrelas que surgiram há um tempo eram testemunhas silenciosas daquele momento tão íntimo e amoroso do casal, que redescobria seus próprios sentimentos a cada toque e suspiro.

Deixe-nos em paz, céus

Por favor, céus

Por favor, céus

Deixe nos amar!

O amor é um acontecimento tão importante em nossa vida,
que freqüentemente nos parece, que só ele nos confere o direito de viver”.

(Paulo Coelho)

Fim

Hello!

O que acharam dessa história maluca? Espero que tenham gostado, pois eu me diverti muito a escrevendo. Eu geralmente escrevo pequenos contos de Gundam Wing, que leu minhas fanfictions pôde perceber que só tenho pequenos contos de no máximo 15 páginas, mas isso está mudando com o tempo, estou amadurecendo também. Eu não acho que minhas fanfictions antigas sejam boas, pois possuem cada erro que é de matar! Tenho vergonha disso, mas todos têm sua época, e creio que no futuro eu ache essa fanfiction aqui uma porcaria. Isso é evolução!

Eu estou procurando alguém que possa traduzir minhas fanfictions para o inglês, mas, por favor, quero responsabilidade, tudo bem? Espero que alguém se habilite, pois estou querendo muito!

Essa fanfiction saiu de um desafio à minha amiga, que me desafiou, dizendo mais ou menos isso: “vamos ver quem faz uma fanfiction de Gundam Wing primeiro...”, ela diz que não foi um desafio, e eu que interpretei assim, mas foi bom, pois eu pude fazer uma fanfiction dessa com isso. E trato era: 20 páginas e pronto. Mas sabe... Eu me excedi! Rs...

“Por favor, céus”, é um poema que eu inventei. Não é grande coisa, mas foi feito especialmente para esta história, e eu acho que caiu como uma luva!

Acho que estou precisando de um Beta, pois eu não corrijo minhas fanfiction nem a “Pau”, eu não releio o que eu escrevo. O porque disso? Eu ainda não sei.

A parte que eu peguei da garotinha pedindo trocado. Isso realmente aconteceu comigo e com meus amigos! E um amigo meu que eu gosto muito fez isso, foi comprar um cachorro quente para a garotinha, eu fiquei contente. Ele é um amor de pessoa, eu o adoro!

Bom, é isso.

Ah! E obrigada por lerem.

10/07/2005 – 02:16h.

Por Leona-EBM

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