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Anime/Manga » Weiss Kreuz » Crepúsculo
Yume Vy
Author of 33 Stories
Rated: M - Portuguese - Adventure/Angst - Aya/Ran F. & Omi T. - Reviews: 23 - Updated: 09-17-06 - Published: 09-11-05 - id:2576067

Crepúsculo

Capítulo 05 – Perdendo o Controle.

Ken não estava mais pensando. Estava morando com Yohji e Omi há mais de uma semana e seu desejo de tomar aqueles lábios em um beijo caloroso apenas aumentava, chegando a um patamar que não podia mais impedir. Sentir o outro assim, tão perto dele era uma perdição e sem que pudesse conter seus hormônios e impulsos, puxou o playboy de encontro a si e tomou aqueles lábios como ansiou desde que o encontrou, estremecendo ao sentir o calor deles de encontro aos seus e suspirou, deixando-se levar pelo mar de sensações despertos em seu ser.

O mundo ao seu redor não mais existia, não ouvia nem via nada, apenas sentia... Sentia o sabor dos lábios de Yohji, o perfume do corpo másculo e tudo o que queria era se afogar naquele beijo, exigindo mais e mais daquele homem de cabelos loiros que tanto o seduzia, mesmo que essa não fosse à intenção original do caçador de nome Balinese. Abraçou-o com força e continuou seu intento, sem pensar em nada... Apenas era levado por seus instintos. Estremeceu ao sentir o corpo maior enrijecer-se devido à tensão causada por seu toque e a boca se abrir em espanto e, aproveitando-se da brecha, deixou que sua língua deslizasse para dentro, sentindo a maciez interna, passando-a no céu da boca e procurando a do outro em movimentos circulares, ansioso para uma batalha prazerosa por espaço.

Yohji estava em choque! Ken estava beijando-o. Sentia a língua quente e atrevida percorrer cada canto de sua boca, os braços do outro envolvendo seu pescoço e os dedos brincando com os fios cor de ouro de sua nuca em uma carícia gostosa. Devia afastá-lo, mas simplesmente não conseguia, estava paralisado, sem corresponder ao ato delicado e instigador do moreno, puxou o ar sutilmente, aspirando à fragrância de genciana presente no corpo menor, a língua macia e quente fazia ligeiros arrepios percorrerem sua coluna. Sentiu as mãos acariciando suas costas e antes mesmo que seu cérebro percebesse, estava envolvendo a cintura do moreno e o puxando de encontro a si.

" Humm...", Ken gemeu dentro do beijo, sentindo uma trilha de excitação percorrer seu corpo e balançou seus quadris circularmente de encontro aos de Yohji em uma sensual provocação.

" Aaahh...", Yohji partiu o beijo, gemendo devido ao movimento de Ken.

Seu cérebro ainda tentava registrar tudo aquilo e quando escutou seu nome em um doce sussurrar, mandou o resto de sua consciência, aquela que dizia que havia algo muito errado ali para o inferno e o puxou mais, beijando-o novamente de forma faminta, mostrando sua dominância, segurando a cintura mais fina e então abandonando os lábios quando viu que o ar faltava em seus pulmões, mas não parou... Percorreu com a língua a linha do queixo e desceu, distribuindo beijos e lambidas no pescoço amorenado, lambendo o local que havia sido ferido, ouvindo um longo gemido de prazer sair da garganta de Ken, sorrindo ao sentir o estremecer do corpo menor.

" Aahhh... Yo... Yo-tan...", O rapaz menor gemeu roucamente.

Ken ofegava, sua cabeça lançada para trás e seu corpo ficando cada vez mais quente. Os toques de Yohji eram maravilhosos, sentia a língua e boca dele em sua garganta, beijando-o, mordiscando o local, fazendo a trilha de excitação aumentar consideravelmente, espalhando lava por cada célula de seu ser e tinha que se controlar... Controlar para simplesmente não fazer o que tinha em mente desde o início. Gemeu quando as mãos grandes chegaram em suas nádegas, apertando-as e remexeu o corpo, fazendo sua oculta ereção roçar-se contra a de Yohji.

" Humm...", Yohji gemeu ao sentir ambas as ereções se roçando, então o óbvio lhe veio a mente... Estava... Estava... Estava agarrando Ken! Estavam em um amasso, sentia a língua do outro em seu pescoço, mordendo-o de leve, deixando sua pele arrepiada, as mãos menores passeavam languidamente por suas costas, o calor do moreno era algo excitante e...

"O que... O que eu estou...", Tomado pelo horror de suas atitudes, Yohji afasta Ken rapidamente, olhando-o atordoado, completamente assustado como se tivesse visto um monstro, um ser sobrenatural que poderia arrancar-lhe a vida naquele instante.

" O que foi, Yo-tan?", Perguntou Ken, corado, olhando-o nos olhos apaixonadamente, expressando bem o prazer e luxúria presentes.

" Nunca... Nunca mais faça isso!", Quase gritou tomado por uma inesperada ira.

" O que?", Ken perguntou, ainda não entendendo.

" Fique longe, entendeu!", Gritou e virou-se, saindo correndo do local, sem dar tempo de Ken falar nem mesmo uma palavra. A única coisa que se passava por sua mente, era que tinha que se afastar, ficar longe daquele moreno. Como pôde beijar e amassar um homem? Como? Aquilo era inadmissível!

" Esp...", Ken ficou parado, desolado, não acreditando ao ver Yohji sumir entre as trevas da noite, abandonando-o na escuridão. Suspirou, socando a parede com força excessiva, xingando-se por ter se deixado levar.

" Agora... Agora sim ele vai me odiar.", Falou, dando mais um soco na parede, fazendo-a afundar ante a força que usou, apoiando a testa na mesma e ficando parado, suspirando, não vendo que era observado por olhos claros curiosos.

OOO

Belos olhos azuis estavam fixos na figura oculta pelas sombras, continuava apontando a besta, a fim de matar qualquer vampiro engraçadinho que se colocasse em seu caminho, mas ao ouvir a voz imponente reconheceu imediatamente de quem se tratava, piscando os olhos celestes algumas vezes, vendo que realmente era o seu ruivo. Olha só como falava... Seu. Mas aquilo não era importante no momento! O que ele fazia por ali? Percebeu que o mesmo estava vestindo um sobretudo negro... Típico de Aya! Deu um passo a frente, bem lentamente.

" Aya... É você mesmo?", Perguntou. Apesar do ruivo ainda estar oculto nas sombras, parecia-lhe extremamente atraente e os olhos violetas brilhavam de forma intensa.

" Sim, sou eu.", Aya passa a caminhar em direção ao chibi, a cada passo conseguia ver melhor aqueles olhos azuis brilhando intensamente. Omi estava magnífico! Short negro curto que pedia para ser arrancado, blusa fechada de gola alta de tecido fino que podia ser facilmente rasgados por suas garras e...

"Quieto Fujimiya. Controle-se!", Novamente repreendeu-se. Estava ali para pedi-lo em namoro, não para arrancar aquelas roupas excitantes e fazer o menino gritar de prazer e pedir por mais e... Aquilo não estava ajudando em nada.

" Você me assustou...", Disse, sorrindo ao vê-lo se aproximar, notando o intenso brilho violeta.

" O que faz aqui?", Perguntou curioso, visto que ali era um local abandonado.

"Deus! Eu o quero... Quero morder esse corpo... Essas coxas... Humm... Pare! Pare com isso, Ran Fujimiya.", Aya discutia consigo mesmo. Aquelas pernas de fora, o corpo pequeno e tentador... Omi devia ser preso por representar tamanha tentação a sua existência. Hum... Preso. Isso lhe dava idéias e... Era melhor parar e logo!

" Aya-kun!", Omi estranhou o jeito do outro. Já se viam a mais de uma semana. Nada demais fora dito, mas gostava de fantasiar que eram namorados, mesmo que o ruivo nunca tivesse tocado nesse assunto. Isso o entristecia, mas não queria se afastar, por isso ficava em silêncio.

" O que faz uma hora dessas na rua, Omi?", Encara Tsukiyono com reprovação, não queria que ele sofresse nenhum arranhão e seu tom repreensivo nada mais era do que fachada para esconder as sensações borbulhantes que se reviravam em seu interior, apesar de não estar mentindo... Estava mesmo preocupado e Omi podia se ferir.

" Aya-kun, eu...", Abaixou a cabeça, não sabendo como se explicar.

" Você pode se machucar.", Falou, tocando os fios loiros, sentindo a textura.

" Bem... Eu... Eu estava treinando minha mira...", Disse encabulado, não sabendo como se explicar. O olhar de Aya o deixava assim, desconcertado. Segurava a besta atrás do corpo, permanecendo de cabeça baixa e só erguendo-a quando o outro se pronunciou.

" E está se saindo bem?", Perguntou, seus violetas faiscando perigosamente.

" Bem... Acho que sim.", Falou, colocando a franja atrás da orelha e em seguida desmontando a besta e guardando-a na mochila, deixando a mesma no chão, voltando a olhar o ruivo, sorrindo.

" Apesar de que eu acho que não é uma boa hora para se treinar esse tipo de coisa...", Aya olha atentamente para aquela meiga face, ficando fascinado ao vê-lo sorrir.

Omi sorri, não sabia o que dizer, apenas fitava o outro piscando as orbes celestes.

" Existem coisas mais interessantes para se fazer durante a noite!", O ruivo fica perigosamente perto do chibi, não tirando os olhos do garoto um segundo sequer.

"Co... Como o quê?", Omi sentiu um frio na barriga ante o tom sensual do ruivo, bem como a aproximação do mesmo, corando ao ver o modo como era observado.

" Muitas coisas. Uma delas pode ser feita nesse exato momento, Omi!", Aya diz de modo sedutor, levando à mão na nuca do chibi e sem tirar os olhos do loirinho beija-o ternamente, pois não queria assustar o jovem.

Omi sente sua cintura sendo enlaçada e seu corpo tocar o de Aya. Seu coração indo a mil! Estava novamente beijando o ruivo, sentindo a língua dele explorar sua boca de modo excitante, como nos dias anteriores em que se encontraram. Logo suas línguas valsavam deliciosamente juntas, tocando-se e deixando-o mais elétrico, devido a uma corrente de adrenalina liberada em suas veias, levando-o a um estado de euforia ou deveria dizer excitação?

" Isso é algo que se faz...", Aya encerra o beijo ao ver que Omi estava perdendo o fôlego, dando uma demorada lambida nos delicados lábios avermelhados.

" A-Aya...", Omi ofega ao senti-lo lambendo-o, seus olhos brilhando intensamente.

Aya o olhava em fascínio, acariciando a bochecha levemente corada.

"O que Yohji pensaria se me visse agora?", Lembrou-se do 'vigilante' playboy.

Desde que vira Aya pela primeira vez, passara a se encontrar com ele. Sabia que se chamava Aya Fujimiya, mas não encontrara nenhum dado dele em parte alguma, o que o intrigara, mas o ruivo dissera que trabalhava em algo muito secreto e, de certa forma, entendia. O rapaz de pele alva já o pegara com armas várias vezes e nunca fizera nenhuma pergunta como agora, o que o levava a crer que o ruivo devia ser um caçador também, uma vez que o mesmo não pareceu se assustar quando o viu de longe matando 'algo'. Yohji parecia desconfiado, principalmente pelo perfume que sentia em si e às vezes por uma marca ou outra que Aya deixava nele e passara a vigiá-lo, dizendo que ele não namoraria qualquer um e agora...

" Ap... Apenas um beijo?", Não sabia de onde tirou coragem, mas após pronunciar as palavras, corou violentamente, não sabendo como pôde dizer tal coisa. O que Aya pensaria?

" Sabe, Omi... Você fica lindo corado desse jeito!", Aya sussurra no ouvido de Omi, sensualmente, achando-o cada vez mais adorável.

Estava deveras surpreso. Nunca... Nunca sentiu tanta vontade de estar assim com alguém, tocando a pele, sentindo o calor ou simplesmente observando-o. Sabia que precisava ir devagar, que o menino era muito novo, queria ensinar, cuidar e proteger aquele doce garoto. Acariciou a face alva, contornando os lábios avermelhados pelo beijo que trocaram, sentindo os mesmo se abrirem ante seu toque, fazendo algo revirar em seu interior. Aproveita para dar outro beijo em Omi e este... Este era mais urgente, selvagem! Passa a aprofundar sua língua dentro da boca quente e macia, após pedir passavam, e explora novamente cada canto, sentindo o loirinho corresponder na mesma intensidade. Aperta mais a nuca do chibi, puxando a cintura delgada de encontro a sua, sentindo os longos cílios do loirinho ricochetearem contra sua face e um pequeno tremor percorrer o corpo menor.

" Humm... Aya-kun...", Quando o beijo se encerra, Omi está ofegante e quase trêmulo. Seu corpo inteiro está quente e seguindo um instinto desconhecido, o jovem abraça o ruivo, colando mais seus corpos e inconscientemente roçando suavemente no ruivo, mantendo os olhos azuis fechados.

" Ah... Omi! Não faz assim...", O ruivo tenta se afastar de Omi. O garoto o fazia perder a cabeça com coisas tão simples... Desse jeito não resistiria e faria as coisas de forma que não queria... Tinha que ter cabeça para falar de algo sério e viu que não ia conseguir, não no estado em que já estava e...

" É melhor ir pra casa, Omi.", Falou o ruivo, passando a mão nos cabelos e ficando de costas para o jovem, tentando esquecer o calor do corpo menor junto ao seu e o gemido dele. Como... Como o garoto o deixava assim? Não queria perder a cabeça, mas Omi...

" Ir pra casa?", Indagou decepcionado.

" Sim, você deve estar cansado e... Quero que esteja bem para conversarmos.", O fitou novamente, mesmo tendo certeza de que não era boa idéia... Omi estava sexy demais para seu próprio bem.

" Aya-kun, eu fiz algo que você não gostou?", ó.ò Perguntou um triste Omi, olhinhos brilhando tomado por uma profunda melancolia, que deixava as íris azuis mais encantadoras.

" Não fez nada de errado, Omi.", Sentiu uma parte de seu coração se comprimir quando aqueles olhos expressaram tanta tristeza. Acariciou a face clara e perdeu-se dentro daquele olhar. Faria qualquer coisa... Qualquer coisa para vê-lo satisfeito de novo. O que fosse preciso. Aproximou-se, abraçando-o e levou seus lábios até a orelha de Omi, mordendo-a próximo ao brinco que o jovem usava, já não raciocinando direito, seguindo apenas seus desejos.

" Hum...", Omi gemeu baixinho, arrepiando-se e abraçando o ruivo de volta.

" Me quer assim... Com você, Omi?", A pergunta sai rouca e sensual.

Omi ficou zonzo ao ouvir aquela voz rouca em seu ouvido e sentir aqueles lábios quentes em sua orelha, mordiscando-a. Todo o seu corpo estava arrepiado, sua respiração acelerada e ao abrir os olhos percebeu que seu short parecia... Mais apertado e um leve formigamento percorria suas partes baixas. Suas pernas estavam bambas e com certeza teria deixado a besta cair se ainda a segurasse. Depois de alguns segundos divagando, seu cérebro o lembrou da pergunta... Se queria que o ruivo ficasse daquele jeito com ele... Abraçados?

" Hum... Sim, Aya-kun... Eu quero...", Sua voa saía em um melodioso sussurrar.

" Como quiser, meu anjo!", Aya sussurra no ouvido de Omi, voltando a beijá-lo.

Aya já não conseguia mais pensar coerentemente. Tinha em mente conversar com Omi primeiro, mas a voz melodiosa suprimiu toda a parte racional de seu cérebro e o que ficou foi o instinto selvagem que dizia para que agarrasse o chibi e realizasse todos os desejos daquela pequena criança. Passou a empurrar sutilmente o menino até que o mesmo se encoste à árvore em que estivera escondido minutos atrás. Suas mãos frias adentram a blusa de Omi, tocando o abdômen ainda em formação, mas firme e macio. Vai subindo, fazendo uma carícia em círculos, até chegar ao mamilo, apertando-o e no mesmo instante, puxa o colarinho, deixando o pescoço à mostra, passando a beijar e chupar a pele alva até deixá-la vermelha.

" Aahhh... Aya...", Um calor espalhou-se por seu corpo, atravessando cada célula.

Omi sentia um frio na barriga, a língua de Aya passeava por seu pescoço, o ruivo mordia e chupava sua pele, fazendo ondas prazerosas percorrer seu corpo, a mão fria tocava-o e seus dedos apertavam seu mamilo, fazendo-o ofegar. Suas próprias mãos percorrem as costas largas a procura de apoio ante as sensações que o ruivo o faz sentir. Realmente não havia como negar... Estava excitado, muito excitado e pensar nisso o deixava mais corado ainda. Será que Aya notara seu estado?

Aya, ao ouvir o gemido de Omi, fica ainda mais atiçado. Seu corpo inteiro estava em chamas apenas por poder tocá-lo e ansiava por mais. Precisava tocar, lamber, morder aquele corpo todinho! Levou a mão ao fecho da blusa de Omi e o abre, deslizando a mesma pelo tórax pouco definido, descendo pelo abdômen enquanto mordiscava a orelha próxima ao brinco que o menino usava. Vai deslizando os dedos até chegar à parte que queria tocar... O pênis. Seus dedos passam de leve sobre o local, sentindo o corpo menor tremer e então segura o membro do jovem, apertando-o e começando a massageá-lo ainda por cima da peça negra, ouvindo um longo gemido.

" Ahh... Omi! Você me deixa louco...", Aya geme ao ouvir doce ofegar do loirinho, fitando a face totalmente corada deste e imaginando como seria possuí-lo.

" Humm... Ayaaa... Aahhhhh...", Omi geme mais alto e lança a cabeça para trás, abrindo a boca à procura de ar, enquanto fecha as mãos nos bíceps do ruivo.

Aya estava inebriado... Embriagado com os gemidos emitidos pela sua adorável criança humana, sua vida, seu amor... Abriu os olhos com tal pensamento, mas era verdade. O amava e faria tudo por ele! Retira a mão do membro excitado e coloca a perna esquerda entre as de Omi, mordendo o lábio inferior do menino e abrindo o zíper do short negro, deixando que seus dedos adentrem o mesmo, tocando o pênis sem que nada pudesse protegê-lo, massageando-o com vontade, passando o polegar na glande, sentindo a umidade.

" Está gostando, meu anjo?", Sussurra sensual e maliciosamente, lambendo os lábios macios, fitando os azuis de Omi.

" Hum... Aahh... Aahhh...", Omi olha nos olhos de Aya, queria falar algo, mas não consegue, o que abandona seus lábios são apenas gemidos entrecortados e aperta os braços fortes, mostrando o quanto estava extasiado com os toques, mordendo o lábio inferior.

Um sorriso malicioso surge nos lábios de Aya ao presenciar a entrega total do menino a seus toques e beijos. Estava adorando cada minuto e não tardaria a dar todo o prazer que pudesse aquela bela criatura. Coloca todo o membro de Omi para fora e passa a manipulá-lo livremente, aumentando o ritmo, usando de força e agilidade em seus movimentos, segurando com firmeza a cintura delgada para que o jovem não caísse.

" Aya...!", Omi sussurra o nome do ruivo, fechando os olhos devido às sensações.

" Sinta todo o prazer... Que posso te dar!", Sussurra sensualmente, beijando-o.

Omi geme entre o beijo e se segura com mais firmeza. Sentia arrepios percorrerem todo o seu corpo, estes iam da ponta de seus dedos até a coluna, em ondas que não paravam de cessar. O calor presente em cada fibra aumentava a cada segundo e sentia como se estivesse sendo arrastado a um abismo, porém não havia medo e sim, ânsia e desejo por mais.

" Aahhh... Ayaaa... Aahhhh...", Lançou a cabeça para e fechou os olhos novamente, sentindo aquelas ondas de prazer aumentar perigosamente.

"Isso... Mostre o quanto está sentindo!" Estava extasiado apenas por vê-lo.

" Ayaahhh...", Omi agarrou-se com mais força ao ruivo, ofegante.

" Quero presenciar seu prazer...", Sussurrou roucamente no ouvido de Tsukiyono.

" Aahhh... A-Aya-kun... Aahhh... Isso é tão... Aahhhh...", Tudo era intenso demais, as ondas elétricas percorriam seu baixo-ventre, fazendo-o formigar mais e mais.

" Aahh... Omi... Humm... Goze pra mim!", Aya estava enlouquecido apenas com os gemidos do chibi, seu corpo inteiro era chamas, um brilho vermelho passava pelas íris violetas e tudo o que ele queria era ver o menino chegando ao ápice!".

" Aaahhhhhhh...", Omi gritou alto quando seu corpo foi atingido por espasmos cada vez mais enlouquecedores, seu corpo todo tremulou e não pode se segurar, sua mente turvou, a pressão em seu membro era intensa e quando Aya o bombeou mais, explodiu, gemendo longamente, sentindo suas pernas sumirem e o ruivo o segurar com mais força, ainda permanecendo a masturbá-lo com intensidade até que a última gota de sêmen fosse expelida.

Aya mordeu com força os próprios lábios, se segurando ao máximo para simplesmente não ser levado junto com o chibi em sua viagem ao paraíso. Deus! A voz de Omi gemendo, a face dele transformada pelo prazer... Não havia nada mais lindo e erótico em sua opinião e queria mais... Queria vê-lo, possuí-lo e fazê-lo gritar seu nome em êxtase. Foi parando de mover a mão aos poucos, sentindo a mesma molhada pelo gozo do chibi. Sorriu e levou os dedos aos lábios, lambendo-os sensualmente, sem deixar de fitá-lo.

" Você é totalmente gostoso, Omi. Tudo em você tem um sabor irresistível!", Falou, seus olhos enevoados pela excitação presente em seu corpo. Não queria parecer um tarado, mas simplesmente tinha que falar a verdade!

Aya terminou de lamber os dedos, deliciando-se com o gosto do paraíso. Omi era perfeito! Devia falar com ele, dizer que não eram amantes, eram namorados antes de tudo e que nunca ia abandoná-lo! Sabia que não devia se envolver, pois ainda tinha que destruir a vida do ser que o colocou no inferno, mas não conseguia mais simplesmente se afastar do menino, não poderia ignorar a existência de Omi Tsukiyono.

" Omi, eu...", Ia dizer tudo o que sentia, abriria-se para ele, mesmo não sabendo se isso seria o correto a fazer. Suspirou. Ia seguir o conselho que sua irmã lhe dera há muito tempo.

Os olhos de Omi ainda estavam nublados. Seu corpo ainda encontrava-se em torpor, voltando a normalidade aos poucos, seus olhos enevoados começando a ter foco, visualizando o ruivo terminando de lamber os lábios em uma cena que simplesmente era capaz de tirá-lo do sério. Imaginou o que poderia acontecer... Como seria se Aya o tocasse de verdade e... Sem ouvir que o mesmo queria falar com ele ou pensar duas vezes, fica na ponta dos pés e se joga nos braços do ruivo, fazendo o mesmo dar um passo para trás e toma os lábios macios em um beijo ensandecido e faminto.

Aya se surpreendeu com a ação de Omi, nunca pensou que ele pudesse simplesmente atacá-lo assim, mas estava adorando sentir aquelas mãos pequenas... O toque dele em seu corpo, que fazia tudo ficar ainda mais delicioso. Corresponde ao beijo intensamente, batalhando junto com a língua de Omi, vendo como o menino aprendia rápido, o que o fez sorrir internamente, até que seus lábios foram abandonados e os beijos se dirigiram para seu pescoço, fazendo-o ofegar, principalmente ao sentir a respiração quente dele em seu ouvido.

" Aaahhh... Omi... Espera meu anjo!", Dizia o ruivo quase perdendo a razão. Tinha que falar com o menino, explicar as coisas corretamente para que nada pudesse dar errado no futuro, mas aquelas mãozinhas em seu corpo...

"Deus! Essas mãos... Os beijos... Como ele pode me enlouquecer tanto?", Pensou, enquanto Omi atacava com vontade seu pescoço. Não iria agüentar tamanha tentação, mas se fizesse algo precipitadamente poderia colocar tudo a perder, Omi poderia descobrir que ele era um vampiro e ainda não era hora do pequeno desvendar seus segredos...

" Aya... Deixa eu... Te dar um pouco de prazer...", Falou o chibi com uma voz manhosa, a face expressando o pedido dengoso de forma que era impossível dizer 'não'.

" Você já me dá prazer ao deixar que eu te toque, Omi.", Disse, sua voz rouca.

Omi nem sequer ouvia o que Aya dizia. Queria dar prazer ao ruivo e era o que faria.

" Se continuar assim, eu não serei capaz de me responsabilizar... Hummm...", Gemeu Aya, mordendo o lábio ao sentir a mão o chibi arranhando sua cintura lentamente.

" Aya-kun...", Omi puxou Aya, vendo que o mesmo estava colaborando, fazendo-o deitar-se na grama abaixo da árvore e deitou-se por cima do corpo maior, mordiscando os lábios sensuais em seguida.

" Você não gostaria que sua primeira vez fosse em um parque, certo?", Perguntou o ruivo, tentando manter consciente aquela pequena parte de seu ser que dizia que primeiro devia falar e depois arrancar a roupa do chibi e fazê-lo gritar, porém...

" Por que está fugindo, Aya?", Perguntou em um sussurro rouco no ouvido de Aya, apertando, remexendo-se e roçando seu corpo no do ruivo, ouvindo mais um gemido.

O garoto estava provocando e havia tanta sensualidade em seus movimentos, que tudo... Cada toque, cada gesto o embevecia e entorpecia seu cérebro, fazendo-o afogar-se em um prazer que há décadas não sentia. Percebeu que não teria como fugir daquele loirinho tão angelical, mas de certa forma não queria... Agarra os cabelos de Omi e o beija de forma selvagem e enquanto sentia os lábios do outro sobre os seus, percebeu a pequena mão descendo e tocando seu membro, massageando-o como a pouco havia feito no menino, fazendo-o gemer dentro do beijo.

"Como aprende rápido!", Aya pensava enquanto deixava o outro explorá-lo.

Omi sentia-se feliz e satisfeito ao ver que Aya aceitava seus toques. Chegou a pensar que talvez o ruivo não gostasse que ele o tocasse, mas ao ouvir os gemidos... Ouvir seu nome sendo pronunciado com tanto desejo, sentiu-se mais do que satisfeito! Distribuía beijos pela face quase pálida de Aya enquanto abria o zíper da calça negra que o rapaz mais velho vestia, colocando para fora a ereção do mesmo, parando e observando-a. Sua face estava corada de excitação e um pouco de vergonha, mas isso foi logo esquecido ao ver os olhos violetas escurecidos de prazer.

" Aah... Aya-kun... Eu gosto tanto de você!", Sussurrou, envolvendo o membro enrijecido entre seus delicados dedos, masturbando-o com mais intensidade, fazendo do mesmo modo que o ruivo fez com ele minutos atrás.

Aya estava ficando louco com as carícias do chibi e ao sentir os movimentos da mão macia e delicada de Omi aumentar o ritmo, não suportou, arqueou as costas e gemeu, jogando a cabeça para trás, sentindo a mão livre do chibi terminando de abrir seu sobretudo, bem como a blusa que usava, arranhando seu tórax, deixando suaves marcas vermelhas. Senti-lo assim era divino e não queria que ele parasse...

" Ommiii...", Aya tentava se conter, seus impulsos diziam para ele simplesmente tomar o chibi naquele momento, mas continha-se pelo simples fato de que uma parte de si temia descontrolar-se e mostrar ao chibi que na verdade era um príncipe da noite...

A respiração, mesmo que desnecessária, de Aya estava descompassada, o ruivo não conseguia raciocinar tamanho o prazer que sentia, aquela mão macia e quente percorrendo toda a extensão de seu membro era enlouquecedor e não agüentaria muito tempo. Já estava excitado apenas por ouvir os gemidos do menino e agora tudo apenas 'piorou'. Procurou as orbes celestes, vendo a face feliz e satisfeita de Omi, notando o brilho dos olhos azuis.

" Aahhhh...", Aya gemeu mais alto, um lampejo de sangue passando por seus olhos...

Omi sentia-se elétrico com as reações que conseguia arrancar de Aya. Nem acreditava que estava proporcionando tamanho prazer ao ruivo e isso o fazia se aquecer de forma gostosa. Por um segundo pensou ter visto as íris violetas emitirem uma tonalidade vermelha, mas devia ser sua imaginação, visto que o local não tinha uma boa iluminação e estava na penumbra e também estava inebriado pelos gemidos de Aya, que o excitavam mais.

" Aya...", Pronunciou o nome do ruivo sensual e roucamente, lambendo-lhe os lábios.

Aya não mais pensava em nada, a mão de Omi o masturbava com intensidade e sentia espasmos percorrerem todo seu corpo em ondas mais intensas e não consegue resistir quando ouve a voz tão doce e ao mesmo tempo sedutora de Omi sussurrar seu nome e assim que sente a língua do loirinho em seus lábios, não resiste, e acaba explodindo, sendo arrebatado por um orgasmo intenso, que mergulhou seu corpo e mente em um oceano de puro prazer, molhando a mão de seu pequeno amante...

Omi sente o sêmen de Aya em sua mão e beija o ruivo, novamente explorando aquela boca tão deliciosa a seu ver. Ficou a provar seu doce sabor enquanto sua mão ainda se movia para cima e para baixo, até cessar os movimentos, encerrando também o beijo. Omi se senta ao lado de Aya e olha para a própria mão, molhada com o prazer do ruivo e de forma tímida, leva os dedos à boca como fizera o ruivo, lambendo-os levemente envergonhado, mas vendo que apesar de estranho, gostava do gosto... Afinal, era de Aya!

Fitou o ruivo ainda lambendo lentamente os dedos, um brilho singular e intenso dançava em suas safiras quando sentiu algo frio tocando sua pele. Piscou os olhos e viu que havia começado a chuviscar e as gotas cristalinas tocavam seu corpo, molhando sua roupa, deixando o tecido pérola transparente e sorriu de forma sensual e divertida ao ruivo.

" Aya-kun... Isso tudo foi maravilhoso!", Falou de forma encantadora.

Aya não tirava os olhos de Omi. Ele era lindo, perfeito e deslumbrante! Apenas olhar para o menino o deixara embevecido de prazer. Sentiu as gotas de chuva, mas não se importava com as gotas frias, tinha olhos apenas em Omi e era nele que seus sentidos estavam fixos. Viu o tecido claro ficar transparente e a blusa parcialmente aberta ficar colada ao corpo perfeito. Os fios loiros grudavam a face de forma a deixá-la mais sensual e o brilho nas orbes azuis ofuscava seus sentidos. Era um vampiro e como tal possuía instintos quase animais, selvagens e incontroláveis e ver o chibi assim apenas o excitou novamente. Seus olhos percorrem o corpo menor lascivamente e em um rápido movimento, o puxa, fazendo o menino sentar-se em seu colo.

" Aya... O que foi!", Omi pergunta, vendo o brilho no olhar de Aya, um brilho diferente. Arrepiou-se devido a chuva que molhava seu corpo ou será que era devido a intensidade presente naquele olhar? Sentia o outro apertando sua cintura e levou a mão à face alva, retirando os fios rubros dos olhos violetas.

" Achou essas sensações maravilhosas, Omi?", Perguntou, subindo as mãos pelo dorso, sentindo a textura macia das costas claras, segurando o tecido fino e simplesmente rasgando-os em um puxão, deixando que apenas as mangas cobrissem os braços do chibi.

" Aya!", Omi assustou-se, mas sentiu-se excitar com tal gesto.

" ... Pois lhe garanto que agora fica melhor!", Sussurra Aya no ouvido de Omi, mordendo o lóbulo próximo ao brinco e descendo pelo pescoço, peito, até chegar ao mamilo, tomando-o entre os lábios e mordiscando até sentir o mesmo enrijecer-se.

" Humm... Fica melhor que isso... Aya?", Omi pergunta em tom baixo, gemendo ao sentir a língua do ruivo em seu mamilo, mordendo e lambendo o local, bem como as mãos grandes do mesmo acariciando suas costas. O modo sensual e até mesmo selvagem de Aya o havia excitado e não queria pensar... Queria apenas permanecer assim, nos braços dele.

" Ah, Omi! Fica muito... Muito melhor!", Aya sorri internamente com a inocência daquele loirinho, sua voz saindo rouca e sensual. Passa a acariciar a nuca do chibi, fazendo-o aproximar-se para mais um beijo quente e saboroso, enquanto o acariciava em toda parte.

" Ahhh... Aya...", Omi geme, inebriado com as carícias do ruivo.

" Omi... Deus! Como eu te desejo...", Sua mente estava novamente enevoada com luxúria. Passa a mordiscar e lamber o pescoço claro, descendo as mãos e apertando as nádegas do chibi com força, puxando-o de encontro a si e roçando seus corpos.

Aya continuava a beijar o pescoço tão tentador. Sentia o sangue acelerado percorrer a veia artéria bem debaixo de seus lábios, fazendo arrepios percorrerem seu corpo por inteiro. Seus olhos mudavam de cor, mas ele controlava-se para simplesmente não se transformar e morder aquele pescoço macio e provar o sangue daquele que era o único ser que em décadas, não... Séculos o fazia perder-se dessa forma. Retirou o sobretudo, deixando-o cair no chão e segurando Omi com firmeza, o vira, deitando-o sobre seu sobretudo, ficando por cima do corpo menor, abaixando o short do menino, vendo a face alva corar.

" Aya...", Omi desvia o olhar, corado, sentindo as gotas frias tocar seu corpo, a vergonha e a excitação batalhando em sua mente, deixando-o quente e ansioso.

O ruivo sorri e passa sua mão pálida pelo tórax do garoto, descendo e então se curvando sobre o corpo menor, tomando os lábios doces, acariciando o membro do jovem por cima da fina peça íntima, ouvindo-o ofegar e gemer roucamente, vendo que tudo parecia estimular sua pequena criança, até mesmo as frias gotas de chuva. Adorável! Omi era um lindo gatinho adorável! Amava-o acima de tudo!

" Ahhh... Omi! Você é lindo... Tão lindo!", Sussurrou, enfiando a mão dentro da peça íntima tão fina, tocando o membro de Omi novamente e sorriu maliciosamente, descendo cada vez mais, distribuindo beijos molhados, bem como lambidas e mordidas pelo tórax do menino, deixando um rastro de saliva, até chegar ao umbigo, enfiando a língua no local, onde passa a brincar e fazer movimentos insinuantes.

" Aahhh...", Omi geme, não pensando em mais nada, tudo o que sua mente registrava era que estava com Aya e sendo tocado por ele e isso era o que importava. Sua mão estava fechada na grama molhada, mas seu corpo permanecia aquecido sobre o ainda seco sobretudo do ruivo. A insinuante língua do ruivo em seu umbigo fazia arrepios percorrerem sua coluna e a mão em seu membro, subindo e descendo lentamente, apenas o enlouquecia mais...

Aya deliciava-se com os gemidos de Omi, a voz dele era linda e gemendo assim... Por ele, apenas o atiçava! Termina de abaixar a peça intima, movendo-se com mais liberdade, masturbando-o, sentindo Omi contorcer-se de prazer, não parecendo se importar com a chuva, com a volta para casa e muito menos com o fato de que havia saído em missão, o que fazia se sentir em deleite, pois era o único que habitava a mente do loirinho agora!

" Aahhh... Aya... Você vai me... Aahhh... Matar...", Geme adorando o que ele fazia.

Aya sorri maliciosamente e sem pensar duas vezes, abocanha o membro de Omi, sugando-o com vontade, passando a língua em volta, em movimentos circulares por toda a glande, para em seguida voltar a colocá-lo todo na boca, iniciando um vai-e-vem ritmado, sem tirar os olhos do menino, não querendo perder nem mesmo um gemido, nenhuma expressão. Abre um pouco mais as pernas dele e o faz flexioná-las, mantendo-as assim, deixando que seus dedos vagueiem entre as nádegas macias, roçando de leve no local que tanto queria se enterrar.

" Aaaaahhhhhhhhh...", Omi grita ante ao choque de prazer. Havia achado um máximo à mão do ruivo sobre sua intimidade, mas a boca dele... Quente... Em seu membro era algo de tirar-lhe o fôlego! Nunca experimentou tamanho prazer e algo naquele ruivo o fazia ansiar por mais, mais que aquilo, queria...

Não conseguiu raciocinar mais. Aya intensificou os movimentos, pressionando seus lábios na base de seu membro, sugando-o cada vez mais, os dedos acariciando-o mais intimamente, levando-o mais e mais próximo daquele abismo chamado orgasmo e queria cair nele, queria sentir aquele desespero seguido de alívio e satisfação percorrer seu corpo e tudo mais ia se distanciando, fazendo apenas com que sentisse.

"Meu... Ele vai ser meu, só meu!", Nada mais passava pela mente de Aya há não ser seu instinto de dar prazer ao jovem de belas orbes azuis. Sua meta de declarar-se e pedir o garoto em namoro foi esquecida pelo objetivo atual de fazê-lo chegar ao clímax e aproveitar parte do sêmen do mesmo para lubrificá-lo, visto que não tinha algo adequado no momento.

Omi sentia-se fraquejar mais e mais, aproximando-se daquela espetacular sensação, inconscientemente movendo o quadril de encontro à boca do ruivo, sentindo o mesmo o tomar com mais intensidade, fazendo-o quase chorar ante as sensações, alheio ao que acontecia ao seu redor, deixando apenas seus gemidos langorosos escaparem docemente no intuito de enlouquecer ainda mais Aya.

OOO

Corria como um desesperado, até que teve que parar, uma vez que o oxigênio não parecia chegar a seus pulmões e suas pernas pediam arrego ou simplesmente desabaria se não parasse. Colocou a mão sobre o coração e teve que se esforçar para respirar, tentando controlar-se, mas estava difícil. Suas pernas finalmente fraquejaram e ele cai de joelhos, sentando-se sobre elas lá ficando, parado, tentando recompor-se.

Sua face estava erguida para o céu, as frias gotas de chuva tocavam-lhe a face, fazendo os fios loiros grudarem em sua testa. Sua respiração foi se normalizando, até que todo seu corpo foi se acalmando, fechando a boca e respirando de forma natural. Ainda estava quieto e então abriu seus belos olhos verdes, deixando o brilho confuso ser visto pelas esmeraldas.

"Como... Como eu pude fazer aquilo? Como ele pode fazer aquilo comigo?", Perguntou-se em pensamento, seus sentimentos oscilando entre a raiva, prazer e confusão.

Não entendera muito bem o que aconteceu. Desde que chegara a Koneko, achara Ken muito legal. Gostara de conhecê-lo durante a caçada, admitia que ele tinha seu charme, mas nada demais... Não sentia nada demais! Ou... Será que... Não. Eles eram apenas amigos, tornaram-se amigos rapidamente na verdade e agora não se via sem o moreninho a ajudá-los. Era estranho, mas parecia que Ken sempre o conhecera, parecia que eram amigos desde sempre, o que era extremamente estranho, mas...

" Por que... Por que ele teve que fazer aquilo?", Perguntou-se, abaixando a cabeça e socando a grama molhada, irritado.

Não acreditava que Ken havia se aproveitado de sua compaixão e preocupação para simplesmente tomar-lhe os lábios daquela forma. Pensou que ele havia brincado com o fato de desejá-lo, mas pelo visto estava enganado! O outro o queria mesmo e aproveitou-se de uma brecha sua para fazer o que fez e... Por que... Por que correspondeu?

" Mas que merda!", Quase gritou em fúria insana, trincando os dentes.

Não estava entendendo. Ken o beijou, sim, isso era verdade. Mas... Mas tinha força suficiente para empurrá-lo, para dar um soco naquela carinha aparentemente inocente, mas não! Ele teve que corresponder. Teve que puxar o outro e beijá-lo intensamente, sentindo o corpo menor roçar-se todo no seu, aqueles lábios brincarem com a pele de seu pescoço e... Pior do que ser traído por Ken era ter correspondido à traição dele! Traição... De onde tirou isso?

"Humm... Foi tão bom...", Pensou, dando um meio sorriso, para então notar o que se passou por sua cabeça.

" Não! Eu não gostei.", Afirmou, agora tendo certeza de que devia ter algo muito errado ali, não com ele, porque ele gostava era de mulher, mas com Ken. Omi havia desconfiado dele no início. E se o outro tivesse algum contato com vampiro, usava magia ou qualquer outra coisa para seduzi-lo? Afinal, só podia ser isso...

" Aquele maldito quer apenas me confundir. Pode até mesmo ser um espião.", Ergueu-se, tentando pensar racionalmente, mesmo que o perfume, o gosto e o calor do outro ainda tentassem turvar sua mente.

Balançou a cabeça, só agora reparando onde estava. Havia seguido para o parque onde disse que era para Omi se esconder. Lembrou-se imediatamente que deveria procurar o menino, ele era importante e Pérsia o caparia se algo acontecesse. Ainda não entendia a obsessão de Pérsia por Omi, porque aquilo lhe parecia obsessão, mas não importava! Também estava preocupado com Bombay e... Aliás, Ken foi mandando para ajudá-lo nesse sentido e...

" Não pense. Não pense e não pense!", Disse para si mesmo, tentando imaginar para onde o menino poderia ter seguido.

Concentrou-se ou ao menos tentou, abrindo os olhos e, suspirando, olhou ao redor e então se virou, mirando aparentemente o nada, estreitando as esmeraldas e dando passos em direção ao norte, percebendo que naquela direção encontraria algo... Encontraria Omi. Como sabia disso? Nem ele entendia, mas algo dentro de si lhe dizia que o menino estaria naquela direção e com passos largos dirigiu-se ao local onde intuía que o mesmo estaria.

OOO

Omi mordia o lábio inferior para não gritar, mas fazer aquilo se tornava cada vez mais difícil! Aya o sugava de tal forma que o fazia querer morrer nos braços dele... Morrer de puro e simples prazer. Seu corpo começou a tremular e correntes elétricas percorriam cada célula, saindo de seu membro e chegando a ponta dos dedos, tudo mais intenso pelo fato da boca de Aya estar nele, sugando-o com voracidade e fome.

" Aahh... Aaayyaaaaaa...", Gritou o nome do ruivo quando, não resistindo, derramou seu sêmen na boca do mesmo, sentindo os espasmos varrerem seu corpo, mais forte, mais intenso do que antes, mergulhando-o naquelas ondas de prazer, fazendo-o arquear as costas e puxar com força o tecido do sobretudo, gemendo até que sua voz pareceu sumir, derramando as últimas gotas dentro da quente boca de Aya.

Aya engolia cada gota com prazer intenso. O menino tinha o gosto do paraíso e deseja prová-lo de todas as formas de maneira quase insana. Viu com admiração o menino chegar ao clímax e parou de sugá-lo, recolhendo um pouco do líquido, deixando seus dedos molhados, lambendo novamente todo o membro do jovem, limpando-o e abrindo mais as pernas roliças, começou a acariciar mais intensamente a pequena entrada de forma ambiciosa.

O corpo de Omi ia relaxando, sentia a língua de Aya limpando-o, não deixando vestígios do prazer sentido e então abre os olhos ao sentir um dedo ameaçando invadi-lo, fazendo com que erguesse a cabeça e apoiar-se nos cotovelos, vendo os olhos luxuriosos do ruivo, fazendo um leve estremecer passar por seu corpo, ainda que o mesmo estivesse entorpecido, só então se dando conta de uma coisa...

"Aya deve estar...", Corou ligeiramente ao imaginar que novamente Aya devia estar excitado e pode comprovar isso ao ver a ereção presa dentro da calça entreaberta. Um frio percorreu seu corpo ao imaginar o que poderia vir.

" Aya-kun...", Inquiriu de forma tímida.

" Humm... Omi... Eu quero você!", Sussurrou roucamente o ruivo, subindo e lambendo-lhe os lábios.

" Eu...", Será que... Devia se entregar? Eles eram namorados, amantes ou o quê?

" Me deixa... Me deixa te mostrar o que é o paraíso de verdade... Permita que eu te toque... Que eu te tome... Eu preciso de você, do seu calor... Ah, Omi!", Aya estava fora de si, tudo o que queria era o menino para si, em seus braços, tremendo sob seu corpo, gritando seu nome quando chegasse as nuvens enquanto se afundava dentro dele...

" Humm... Aya...", Omi sentia novamente os lábios dele em seu pescoço, beijando o lado direito, passando os dentes na região, fazendo uma sensação estranha percorrer-lhe a espinha e...

" OMI!", O menino ouviu seu nome em um grito irritado e preocupado, gelando.

Aya resmunga para si mesmo, sua expressão mudando para a máscara de gelo.

" Yohji!", Omi senta-se em um impulso, seu coração a mil, parecendo que sairia pela boca. O que o playboy fazia ali? Veio buscá-lo? Será que Ken estava junto?

"Tinha que atrapalhar! Justo agora... Quem aquele imbecil pensa que é?", Aya pensava, seus instintos tornando-se cada vez mais homicidas.

" Omi! Cadê você?", Ouviu o grito mais próximo e desesperou-se.

" Puto! Maldito! Eu quero matá-lo!", Via o desespero do chibi e começou a ajudá-lo.

" Oh, Deus! O que ele faz aqui?", Omi se perguntava, agradecendo mentalmente a ajuda de Aya, que ia vestindo-o, mas portava uma feição nada amigável.

" Aya-kun... Você...", ó.ò O menino o olhou, sabendo que Aya ainda estava excitado.

" O quê, Omi?", Perguntava sério, sem olhá-lo, vendo que não ia ter como arrumar a blusa dele, visto que a rasgou, mas não se arrependia e se necessário, arrancaria a cabeça daquele playboy de uma figa, o que desejava muito fazer no momento.

" Perdão! Não sei o que ele quer aqui e...", ;; Omi não sabia o que fazer, se corria e ia ao encontro do desesperado Yohji ou se ficava com Aya, que lhe deu tanto prazer e agora estava ali, ajudando-o mesmo ainda estando excitado.

" Acho melhor você ir.", Aya falava a contragosto. Na verdade, queria tirar Omi dali e levá-lo para casa, onde terminariam o que haviam começado, mas não poderia fazer isso.

" Mas Aya-kun...", Omi já estava de pé, devidamente vestido ou quase...

" Você quer que eu me apresente agora?", O olhou seriamente.

" Não, eu... Bem...", Aya se apresentar ao playboy agora? Não. Não seria boa idéia. Sua roupa estava rasgada, sua pele marcada com as mordias e chupões de Aya e com certeza absoluta o loiro falaria até e sabia, ele e o ruivo acabariam brigando seriamente.

" Vai. Te encontro depois.", Falou, puxando Omi de surpresa e tomando os lábios doces em um beijo selvagem, sumindo logo depois de abandonar aquela boca deliciosa.

Omi ainda encontrava-se desnorteado. Aya o beijou de forma tão faminta que quase perdeu o ar e suas pernas ficaram bambas. Quase pulou quando simplesmente ouviu um novo grito de Yohji e foi na direção deste, vendo os olhos esmeraldas recaírem sobre si de forma reprovadora e então arregalar-se em um quase pavor, fazendo o loirinho lembrar-se de seu estado e do que sua imagem faria a mente do playboy. Yohji ia pensar que ele fora atacado. Bem, atacado foi, mas... Balançou a cabeça, espantando os pensamentos nada santos que já se formavam em sua mente.

" O que aconteceu com você?", Perguntou em um quase desespero ao ver o estado do chibi, a blusa rasgada, o jovem sem a besta, os cabelos desarrumados e a pele marcada.

" Nada, Yohji-kun.", Disse, desviando o olhar.

" Como assim, 'nada'?", Perguntou irritado.

Viu que a mochila de Omi estava no chão e certamente a besta estava dentro dela, uma vez que a mesma parecia cheia. A blusa do menino estava completamente rasgada e mal cobria seu tórax, as costas estavam nuas e havia marcas vermelhas por toda a sua pele. Aproximou-se mais, segurando o chibi pelo braço e vendo marcas em seu pescoço... Hematomas... Chupões e... Logo sua mente captou o que tudo aquilo representava. Alguém tentou estuprar Omi. Quem foi o maldito? Mataria o vampiro filho da mãe que ousara tocá-lo! Será que o espantou? Como Omi se sentia agora? Com a mente cheia de perguntas, Yohji resolveu indagar ao menino.

" Quem fez isso?", Perguntou em um tom que, para quem ouvisse, soava enciumado.

" Yohji-kun...", Omi não sabia o que responder. Yohji parecia morto de preocupação e ciúmes, o que era estranho, mas o loiro o tratava como um irmão mais novo e o ciúme seria natural e... Como explicaria tudo aquilo? Devia ter sumido com Aya, isso sim. Não teria que se explicar de imediato e o melhor, poderia ficar com o ruivo.

" Responda, Omi.", Falou Yohji, vendo pequenas marcas de dentes pela pele alva.

" Eu apenas... Lutei com um vampiro...", Disse, sentindo-se muito mau por mentir, mas não encontrou outra alternativa. Não podia simplesmente dizer que estava com o namorado e... Eram namorados? Bem, estava com Aya e o mesmo quase fez amor com ele ali, no meio do parque.

" Um vampiro! Um vampiro fez isso?", Olhou seriamente para o chibi.

" Sim...", Detestava mentir, seu coração ficava apertado por enganar o playboy.

" Aquele maldito... Me diga, como ele é? Eu vou matá-lo!", Estava sentindo uma fúria imensa nesse momento. Como um vampiro maldito podia tentar estuprar Omi? Pois era isso! Agora tinha certeza absoluta! O menino estava desviando do assunto, mas seu estado mostrava que o ser da noite tentou possuir Omi com toda a certeza.

" Yohji-kun... Vamos embora, estou cansado.", Disse, desvencilhando-se dos braços de Yohji e saindo caminhando rapidamente e segundos depois já estava correndo, afim de não responder nada. A noite pensaria no que fazer, no que dizer...

Yohji saiu correndo, pegando a mochila de Omi e gritando pelo menino, que corria tão rapidamente que o playboy se perguntava como ele conseguia. O que não via era que a face de Omi estava completamente vermelha devido a pensamentos nada iluminados estarem permeando sua mente. Logo chegaram em casa e Omi se trancou no quarto e Yohji se pôs a bater na porta. Tinha que saber se o menino fora mordido em algum lugar, se tinha um ferimento mais sério...

" Abra essa porta agora, Omi!", Ordenou Yohji.

" Me deixa em paz!", Falou o menino lá de dentro, nada disposto.

" Anda logo! Quero ver se você está ferido.", Falou, já perdendo a paciência.

" Não. Quero ficar sozinho.", Ouviu a nova negativa e já se preparava para arrombar a porta, quando sentiu um doce perfume, parando e virando-se rapidamente.

" Deixe-o. Ele não está ferido.", Disse Ken, serenamente, mas seus olhos mostravam certa melancolia.

Yohji quase pulou no lugar ao ver Ken ali. O que o moreno pensava que estava fazendo em sua casa? Esse pensamento revoltante se fez presente em seu coração até que se lembrou que agora moravam sob o mesmo teto e... Os lábios de Ken sobre os seus, a voz melodiosa, o corpo quente e perfeito... O roçar entre seus corpos excitados e...

"Pare! Não pense... Que pensamentos mais malditos!", Balançou a cabeça afastando o pensamento, lembrando-se do motivo de estar parado naquele corredor.

Ken apesar de olhar Yohji, por um segundo deixou de focá-lo. Suas íris ainda miravam o playboy, mas não o via. Seus sentidos captavam outra coisa... Um perfume... Um perfume de rosas bem suave, era quase imperceptível na verdade, mas não para ele... Para ele aquele leve aroma de rosas era inconfundível. Mirou a porta de Omi, olhando-a intensamente como se pudesse ver através dela, ignorando por alguns instantes o loiro.

"Parece até mesmo...", Seu pensamento foi cortado pelas palavras de Yohji.

" Cala a boca! Eu estou preocupado com o Omi!", Xingou sem pensar duas vezes.

O moreno segurou-se bravamente no lugar para simplesmente não se lançar contra o playboy e socar a cara dele, mas conseguiu controlar-se heroicamente. Na verdade devia bater nele por mais motivos, como corresponder a seu beijo e depois dizer o que disse e abandoná-lo no local do crime, mas tudo bem, podia ser paciente... Aprendeu isso com uma certa pessoa e colocaria em prática! Na verdade, colocaria em prática outras coisas também. Olhou o playboy com superioridade, vendo que isso irritava Yohji.

" Deixe-o. Ele quer descansar.", Falou o moreno em tom indiferente, mesmo sentindo uma veia saltar em sua testa ante a frase mal-educada do playboy. Disse aquilo apenas para contrariá-lo, mas sabia que o menino estava bem.

" E como você sabe? Você viu o estado dele? Um vampiro tentou agarrá-lo!", Esbravejou o loiro, já quase bufando.

" Ah, sim. Eu vi a roupa dele, mas ele me pareceu muito bem. O único descontrolado aqui é você.", Começava a perder a calma, pensando seriamente em mostrar aquele playboy do que era capaz.

" Vá cuidar de seus problemas.", ò.ó Falou irritado, fitando aqueles olhos que pareciam tão feridos e furiosos. Era tão lindo e... Censurou-se novamente pelos pensamentos que tinha.

" Eu cuidaria se eles não envolvessem certa pessoa.", Respondeu e passou pelo playboy, fazendo questão em esbarrar no ombro dele em uma quase afronta a liderança do outro.

" Ora, seu...", Ò.ó Viu o outro passar por si e aquilo o irritou profundamente.

Como Ken podia afrontá-lo daquela maneira depois do que ousou fazer? Não ia deixar as coisas barato! Não pensou duas vezes e puxou o braço do moreno, fazendo o mesmo fitá-lo e viu aqueles olhos castanho-esverdeado brilharem de forma que fez um leve e impreciso tremor passar por seu corpo. Afastou aquela sensação de si e puxou o outro mais, fazendo-o ficar bem perto, suas esmeraldas fixaram em Ken, prendendo-o em seu olhar... Chegou à hora de esclarecer as coisas ali.

" Presta bem atenção, garoto! Você acha que pode chegar aqui e atrapalhar minha vida e a de Omi? Você não tem esse direito.", Dizia sério. Já não bastava aquele atrevido ter lhe roubado um beijo ainda ia atrapalhá-lo em seu relacionamento com Omi? Sua missão era cuidar do chibi, era pago para isso e mesmo que não fosse cuidaria dele e o protegeria com sua vida... Não permitiria que ninguém afastasse o garoto dele, atrapalhando o relacionamento que tinham!

" Eu! Sou eu que estou atrapalhando sua vida? Tem certeza?", Perguntou Ken, puxando o braço e fitando Yohji desafiadoramente.

" Nem sei por que Pérsia te mandou, mas você atrapalha.", Falou seco, vendo o moreno fechar os punhos, irritado.

" Humph! Acho que entendi agora...", Ken deu um ligeiro sorriso, apesar da irritação que já se apoderava de seu ser.

" Que bom! Então caia fora.", Falou, apontando para o corredor, indicando que era pra Ken sumir da casa dele. Tentando não se lembrar do que aconteceu entre eles...

" Entendi que você, apesar da pose de poderoso, não passa de um covarde.", Ken falou, deixando que um sorriso se mostrasse em seus lábios.

" O que disse?", Yohji não acreditava na ousadia das palavras de Ken.

Como assim ele era covarde? O que aquele maluco estava dizendo? Ele era um dos maiores caçadores da Kritiker, tanto que recebeu aquela importante missão de seguir os passos do chibi e protegê-lo quando necessário de acordo com as instruções diretas de Pérsia e agora vinha aquele caçador novinho e lhe dizia aquilo? Ah! Aquela afirmação era inadmissível! Abriu a boca pra xingar todos os palavrões que conhecia, mandando aquele maldito pra fora, mas parou quando o viu se aproximar, os olhos castanho-esverdeados, que agora lhe parecia mais verdes que antes, pareciam escaneá-lo e antes mesmo que se desse conta, Ken estava colado a ele, sentia a mão macia do mesmo em seu ombro e os lábios dele estavam próximos a seu ouvido, fazendo-o sentir o hálito quente e perturbador.

" Você tem medo... Medo de descobrir o que realmente sente...", Sussurrou no ouvido de Yohji bem vagarosamente, de forma lenta e sibilada.

" ...!", Yohji só abriu a boca, mas as palavras que pretendia verbalizar ficaram presas em sua garganta.

" Você sabe o que sentiu quando me beijou, mas não quer admitir.", Falou Ken, fechando os olhos e apreciando a aproximação com o corpo de Yohji.

" Cala a boca!", Afastou o outro de si, segurando-o pelos ombros, olhando-o seriamente, mas por dentro estava confuso. O que sentia por aquele total estranho era algo que... Que... Arg! Era tão difícil pensar sobre isso!

Ken simplesmente não se importou, livrou-se novamente das mãos de Yohji, que, mesmo não mostrando, estava por demais alarmado. Decidiu que teria que fazê-lo entender e sem esperar num mais um segundo sequer, andou em direção a ele, seus olhos agora mais verdes do que nunca mostrando sua determinação, fazendo o playboy recuar os passos até encostar-se à parede, não podendo assim, fugir. Espalmou as mãos no tórax largo e lançou um olhar langoroso ao loiro, vendo o adorável brilho perdido nas íris esmeraldas.

" Eu queria te beijar... Queria sentir seus lábios nos meus desde aquele dia em que te encontrei...", Começou a falar em tom calmo, um tanto quanto sedutor, mirando as esmeraldas que não desviavam de seus olhos nem por um único momento.

" Ken...", O coração de Yohji estava disparado. Não entendia porque simplesmente não o empurrava e o mandava a merda. Ficava ali, parado, sentindo o toque do outro, perdido naquele olhar tão... Envolvente e...

" Eu quero mais que seus beijos, Yo-tan...", Ken aproximou-se, colando seu tórax no de Yohji, olhando-o, erguendo a mão e tocando a face clara.

" Você está confundindo tudo. Na verdade eu sou hetero.", Disse, levando a mão e colocando-a sobre a de Ken, retirando-a de sua face. Não deixou de fitá-lo e não afastou o corpo dele do seu. Estava apenas a observá-lo. Ken não parecia alguém feito pra se ferir, mas a verdade era essa... Ele ficava com mulheres e aquele beijo foi por que... Por que... Estava na seca e o perfume do moreno lhe lembrava uma ex-namorada! Não... Era porque...

" Yo-tan... Eu não vou desistir de você!", Ken falou, sua voz saiu doce, suave e sensual. Seus olhos mostravam mais do que simples luxúria. Não se interessava por ninguém há muito tempo e aquele homem a sua frente era especial... Precisava fazê-lo entender!

" Ken... Olha...", Yohji não sabia como reagir a Ken. O modo como ele o olhava... Era algo que...

" Yohji... Você sabe o que quer... Tanto quanto eu.", Disse, voltando a tocar a face do outro, pressionando mais seu corpo contra o dele, ficando na ponta dos pés, aproximando seus lábios.

" Ken...", Era pra estar revoltado com aquelas palavras, devia socá-lo por tal atrevimento, mas... Estava ali, a mercê do moreno. O que ele tinha de tão especial para fazer com que ele, Yohji Kudou, o terror das mulheres, aquele que despedaçava corações, ficar assim... Sem ação?

" Seu corpo sabe o que quer... Basta que sua mente aceite tal fato!", Falou, seus lábios tão próximos dos de Yohji que quase se roçavam, sentia a respiração dele contra sua boca e tudo o que queria era beijá-lo de maneira selvagem, mas... Isso não ajudaria em nada no intuito de fazer o playboy aceitar sua nova condição. Sentia a impaciência tomar conta de si, mas agia com a maior calma do mundo. Como conseguia fazer isso? Bem, sabia por experiência própria e por convivência com certa pessoa que às vezes a paciência e instigação podiam levar outra pessoa a fazer o queria e como queria...

Yohji não conseguia exatamente raciocinar. Tinha plena certeza que aquilo era um erro e que aquele garoto estava tentando seduzi-lo e o que mais o irritava era que se sentia tentado a ceder aos desejos dele e... Seu corpo já sabia o que queria? Que frase atrevida era aquela? Ia mostrar aquele moreno abusado que ele sabia muito bem o que queria e... Os olhos tão lindos e brilhantes como pedras preciosas, a face lânguida e ainda assim inocente... A voz suave, terna, mesmo dizendo coisas que na boca de outra pessoa poderia sair em tom extremamente sacana, mas na dele... Parecia tão... Inocentemente sensual e perturbador que...

Suas mãos envolveram a cintura delgada, puxando-o mais de encontro a si, curvando-se sobre o corpo menor, fazendo seus lábios finalmente se tocarem, estremecendo ante a maciez que sentia. Ficou parado por alguns segundos, apenas sentindo-o, aspirando o perfume suave que se desprendia do corpo atlético e ainda assim esbelto e então iniciou um beijo lento, suave, apenas provando aqueles lábios que lhe pareceram tão deliciosos, percebendo que eles se abriam a sua exploração e não tardou a atender o convite mudo daquele rapaz enigmático que o fazia perder a cabeça. Invadiu a boca quente e saborosa com delicadeza, aprofundando o beijo, batalhando com a língua macia por espaço, trazendo-o mais para si, sentindo a endorfina correr suas veias com mais intensidade, fazendo-o transformar aquilo que iniciou calmo em algo urgente e quase selvagem.

Ken estava quase em êxtase pela vitória que conseguiu. Permitiu que Yohji decidisse por tomar seus lábios e não se arrependeu. O beijo que ele iniciou era tão calmo, podia dizer que era até mesmo apaixonado e agora se transformara em algo urgente, selvagem... Sensual e provocante, fazendo seu corpo reagir de modo igualmente excitante. Deixou que um suave gemido escapasse de seus lábios, remexendo-se no abraço possessivo e sentindo que não era o único ali que perdia o controle do próprio corpo, mas... Não podia deixar que aquilo continuasse, não antes de Yohji aceitar que gostava dele e dos toques dele e relutantemente afastou seus lábios, abrindo os olhos nublados e presenciando uma cena que quase o fez gemer... O belo loiro estava ofegante, seus lábios vermelhos pelo beijo intenso que trocaram e as esmeraldas pareciam em chamas... E tudo isso por terem trocado um único beijo!

" Ken...", Yohji disse em um sussurro rouco, curvando-se sobre o moreno para um novo beijo.

" Espera...", Ken sussurrou, arqueando as costas e não deixando seus lábios serem tocados pelos do loiro. Se permitisse, acabaria se deixando levar pelos toques do outro e tudo o que menos queria era que no dia seguinte Yohji alegasse que foi induzido a fazer sexo com ele.

" O que foi?", O playboy perguntava, sem entender. Estava tão bom ali... Por que Ken parou?

" Eu desejo isso, quero sentir seus beijos... Quero sentir seu terno toque, mas...", Ken levou a mão aos lábios de Yohji contornando-os lentamente.

" 'Mas' o quê?", Yohji agora já o puxava de novo, beijando o dedo de Ken, deixando-se levar pela excitação do momento.

" Não quero que se arrependa. Por isso, pense... Pense com bastante calma.", Falou e relutantemente afastou-se, virando as costas e caminhando em direção ao quarto.

" Co-como?", Yohji não estava acreditando naquilo.

" Eu quero você completamente consciente de suas ações e não levado pelo simples desejo.", Ken disse, já abrindo a porta, mas virou-se, fitando o loiro e não resistiu. Em um rápido movimento, voltou-se para Yohji, jogando-se nos braços dele, pendurando-se no loiro e fazendo o mesmo chocar-se contra a parede, tomando os lábios macios em um beijo luxurioso e necessitado, sendo prontamente correspondido, para no instante seguinte parar o beijo, ofegante e trêmulo, virando-se e entrando rapidamente no quarto, batendo e trancando a porta, para se impedir de cometer uma loucura.

O cérebro de Yohji ainda demorou alguns segundos para processar a informação de que não tinha mais os lábios de Ken sobre os seus, nem aquele corpo tentador roçando-se em si e quando acordou para a realidade, tudo o que sentiu foi uma fúria assassina. Socou a parede como se ela fosse seu pior inimigo, praguejando contra Ken e tudo o que ele fez consigo agora. Como? Como aquele moleque pudera fazer isso com ele? Deixá-lo naquele estado e simplesmente sair assim, trancando-se no quarto? Sua maior vontade era colocar aquela porta abaixo, invadir aquele cômodo e fazer o moreno pagar por tudo, mas tudo bem... Ia se conter! Ele teria sua vingança. Virou-se, ainda praguejando, excitado e mais do que frustrado, além de confuso e foi para o quarto, batendo a porta com tanta força que poderia quebrá-la.

" Merda! Isso deve ser maldição de alguém!", Falava descontrolado, seus olhos brilhando em ira. Tinha vontade de torcer aquele pescoço e muito bem torcido! Retirou a roupa com raiva, jogando-a no chão, pisando na calça e deitando na cama, cobrindo-se com violência e esperando que o sono maldito o roubasse logo, mas ele não parecia cooperar.

" Maldição! Você vai me pagar.", Disse a si mesmo, pensando em mil maneiras de fazer Ken se arrepender de ter nascido... Nenhuma delas lhe parecendo apropriada ao lado hetero de seu cérebro e... Porcaria! Já estava pensando no que não devia de novo...

OOO

Rapidamente chegou em casa. Sua ira era visível a quilômetros de distância! Bate a porta com tanta força que quase a quebra. Com passos rápidos e precisos, caminha em direção ao quarto, cruzando todos os cômodos em velocidade quase sobre-humana, chegando ao mesmo em minutos, direcionando-se imediatamente ao banheiro. Lambeu os lábios que se encontravam molhados de sangue... Sangue de um humano do qual se alimentara, mas mesmo estando em uma crise de raiva, soube escolher sua presa, alimentando-se de um maldito que obrigava meninas a se prostituírem. Ele merecia morrer! Não via nada em seu coração que indicasse arrependimento pelas vidas que destruiu e isso era algo que não aceitava.

Foi retirando suas roupas rapidamente, jogando-as no chão com uma quase violência, enquanto se lembrava de como aquele filho da mãe de nome Yohji Kudou acabou com sua noite. Esse era outro que deveria provar o gosto de sua katana... Muito bem atravessada em seu corpo. Como ele pôde fazer isso? Ia matá-lo! Ver aquele rosto se contorcer em dor e agonia e ia se deliciar com isso e... Droga! Nem seus pensamentos homicidas estavam ajudando-o a acalmar seu corpo.

Murmurando pragas contra o playboy estraga prazeres, Aya, já completamente nu, entra debaixo da água fria, deixando a mesma escorrer por seu corpo pálido, desejando que ela diminuísse o desejo presente em cada célula, mas isso não fazia efeito. Ele era um vampiro, não um humano. Água fria nada mais fazia do que lembrá-lo da chuva que tocava o corpo de Omi, colando a roupa semitransparente em sua pele, deixando-o ainda mais apetitoso... Em todos os sentidos. Por um momento pensou em como seria o gosto do sangue do chibi, lambendo os lábios ao imaginar o sabor e então afastou o pensamento.

" Como você pode me fazer perder a cabeça assim?", Perguntou-se, abrindo os violetas escurecidos, que pareciam queimar o que quer que fitasse.

Deixou-se ficar debaixo do jato de água fria por mais algum tempo, apesar de sua mente ignorar tal fato. Apenas ficou lá por algum tempo, até que resolveu sair, deixando um longo e frustrado suspiro deixar seus pulmões, só para mostrar seu tédio e inconformidade com a situação em que se encontrava. Pegou uma toalha, enxugando-se ligeiramente, apenas retirando o excesso de água. Caminhou nu pelo quarto, não precisava se preocupar com o fato de alguém vê-lo mesmo, mas resolveu vestir uma calça de moletom preta e apenas isso, jogando-se na cama de lençóis vermelhos logo depois, fitando o teto.

Não soube precisar quanto tempo ficou ali, tentando manter a mente em branco, mas viu que seria em vão, já que não conseguia tirar a imagem de Tsukiyono da cabeça. Praguejou novamente e virou o rosto, mirando o relógio, agora notando que eram quase três e meia da manhã e voltou a xingar mentalmente até a décima terceira geração do playboy, pois depois de toda sua meditação, seu baixo-ventre ainda estava desperto e dolorido. Queria e precisava ter o chibi e já pensava na possibilidade de seqüestrá-lo ou quem sabe invadir o quarto dele e... Sorriu malicioso com os pensamentos que tinha e então uma idéia lhe veio à mente. Ergueu-se e fitou o laptop que estava fechado na escrivaninha e seus violetas brilharam.

" Será que...?", Os olhos de Aya faiscaram e ele se levantou, caminhando até o laptop e sentando-se na cadeira, ligando o mesmo e irritando-se com a demora do mesmo em ligar, apesar de não ter demorado nem mesmo um minuto, mas para ele estava sendo uma eternidade.

Correu os dedos sobre o teclado e rapidamente se conectou a Internet e quando se viu conectado, logo entrou no Messenger, vibrando internamente ao ver que o 'Anjo' estava on-line, mas sua face apenas mostrou um sorriso de satisfação. Sem pensar duas vezes, clicou sobre o nome dele, louco pra teclar com o jovem, quem sabe ele contava sobre o que aconteceu entre eles, uma vez que se tornaram bem amigos... A janela abriu e logo Aya já estava digitando.

Sombra diz: Olá, Anjo. Tudo bem com você?

Anjo diz: Ahh! Que bom que você entrou! Não achei que fosse te encontrar por aqui agora! - Estou bem e você?

Sombra diz: Estou bem.

Não que estivesse realmente bem. Quem poderia estar bem estando excitado e nada que o ajudasse a aliviar aquela tensão? Poderia desatar a falar várias coisas, mas para Omi, quem falava ali era seu amigo caçador, 'sombra' ou 'Ran' e não Aya, seu namorado não declarado ainda... Mas tudo bem! Deixou isso pra lá e resolveu instigá-lo a dizer coisas que queria ouvir, ou melhor, ler! Um quase sorriso malicioso dançou em seus lábios e o ruivo voltou a digitar.

Sombra diz: E como foi à noite?

Anjo diz: Minha noite! Ah! Ela foi maravilhosa! Mas... Foi interrompida na melhor parte. ¬¬

Sombra diz: Mesmo? Também tive minha noite frustrada.

Anjo diz: Eu estou revoltado! Nem consigo dormir depois do que houve, não sei se por euforia ou por raiva de outra pessoa, sabe...

Cada vez mais as palavras do chibi o interessava. Aya mordia o lábio inferior como uma criança perante um doce que muito anseia. Saber que ele estava eufórico, que devia desejá-lo naquele momento... Ao menos supunha isso, e tal pensamento o deixava mais elétrico e... Excitado. Lia as coisas que Omi digitava rapidamente e percebeu que ele estava mesmo contente, pois falara várias vezes que a noite tinha sido esplendida apesar de tudo e ele... Ele não conseguia desgrudar os olhos da tela um segundo sequer e ele desejou profundamente que Omi digitasse 'coisas', contasse tudo e tendo isso em mente...

Sombra diz: E o que aconteceu de tão bom pra deixá-lo tão contente e eufórico?

Anjo diz: Ah! Bem... É que... Eu encontrei meu namorado hoje, sabe e... A noite foi tão... Ahhh! Tô com vergonha de digitar! .

"Namorado! Gostei disso!", Aya pensa, ficando realmente contente. Então sua amada criança o via como namorado! Isso era realmente algo muito bom de descobrir! Resolveria logo logo esse problema, afinal, se não fosse um certo playboy maldito, ele teria feito amor com o garoto e declarado que eram namorados. Tudo bem que deveria fazer na ordem inversa, primeiro declarar que namoravam e depois fazer aquele menino lindo gritar de prazer, mas a ordem dos fatores não altera o resultado!

Sombra diz: Não precisa ter vergonha. Quem sabe posso te dar uns conselhos ou dicas?

Ah! Estava se sentindo um canalha! Como podia enganar seu adorável chibizinho dessa forma? Mas... Não estava realmente traindo a confiança dele e... Aya parou o que fazia por um instante. Estava se enganando. Devia contar ao loirinho quem era, devia dizer que Ran e Aya eram a mesma pessoa, mas se falasse isso, se revelasse seu verdadeiro nome, sabia que Omi ia descobrir quem ele era e se isso acontecesse o menino se afastaria de vez dele. Já estava se sentindo culpado quando seus olhos captaram o que Tsukiyono começou a digitar e tudo aquilo sobre se sentir culpado desapareceu e tudo o que fazia era ler e reler as palavras que aquele lindo menino humano digitava...

Anjo diz: Bem, foi assim! u.u Eu sai de casa em uma missão com meus dois companheiros de caçada e depois de resolvermos os problemas referentes a isso, nos separamos e eu fui pra um parque e foi lá que eu o vi... ¬ (Acho que ele é caçador também, não sei... pensando) ... Voltando ao assunto... Foi aí que eu o vi e... Ele estava lindo! Todo vestido de preto! .

Sombra diz: E...?

Aya estava quase ficando impaciente em frente ao laptop. Veja só o que estava acontecendo... Ele, um vampiro com século de idade, agindo como um mero adolescente mortal, o que era ridículo, mas levando em conta que era Omi Tsukiyono, aquele menino lindo de olhos azuis que o encantava, aquelas pernas longas, roliças e macias que atiçavam a imaginação de qualquer um, a voz melodiosa que apenas o deixava mais excitado... O fazia se sentir tudo, menos ridículo e apenas por imaginar o quanto ele havia gostado, visto o modo como digitava, fazia seu membro enrijecer-se mais.

Anjo diz: Ele é tão lindo! E naquela roupa negra... Afff! Ele me enlouquece nela! Afirmo que sem sombra de dúvidas não existe pessoa mais sexy e sensual que meu namorado! Não mesmo! Ele é tuuuudo de bom!

Os olhos de Aya estavam vidrados na tela, enquanto sentia pequenas correntes elétricas dançando sobre seu baixo-ventre.

Anjo diz: Nós conversamos um pouco e então ele me beijou de novo... Aquele beijo que me fez derreter. Achei que não teria forças pra me manter em pé! Senti que ele me sustentava e então ele me tocou... Você sabe... Os toques dele... Ahhh! Eu poderia morrer ali de tão bom que foi. Dá até calor só de lembrar! XDDD

Anjo diz: Só mesmo meu amor pra me deixar assim... Nenhum outro seria igual a ele!

Aya molha os lábios que já estavam secos, a excitação crescendo em seu corpo e isso apenas aumentava enquanto lia cada palavra digitada por Omi, saber como fazia o chibi se sentir era como um afrodisíaco poderosíssimo e não conseguiu evitar um gemido ao ler a frase 'meu amor'... Aquela doce criança, sua criança o amava! Não conseguia evitar... O desejo de estar com ele, abraçando aquele corpo pequeno e perfumado, beijando aquela boca macia que lhe prometia o paraíso e... Aya leva a mão a seu membro, que começava a latejar e o aperta, deixando escapar mais um gemido. Seus violetas estavam escuros, pupilas extremamente dilatadas mostrando seu grau de excitação...

Anjo diz: Eu nunca me senti tão bem como naquele momento. Foi maravilhoso! Só de lembrar... Ai... Bom! Então eu toquei nele, toquei cada pedaço daquele corpo lindo e perfeito! Foi tão... Tão... Não tenho nem palavras pra descrever. A face dele repleta de prazer... Ele é meu céu! E depois...

" E que toques, meu anjo! Um melhor do que o outro...", Aya falava consigo mesmo, lembrando-se de cada toque empregado pelo loirinho, das mãos macias e angelicais em seu corpo, atiçando-o, fazendo-o perder o controle que sempre estava em suas mãos...

" Ahhh... Omi!", Aya gemeu, colocando a mão dentro da calça, tocando o membro latejante, sem deixar de fitar as palavras digitadas pelo pequeno hacker, deixando mais um gemido escapar.

Sem realmente pensar, Aya coloca seu membro pra fora, começando a acariciá-lo lentamente, um toque sutil e suave, apenas com as pontas dos dedos, olhando a tela, lendo e relendo as palavras digitadas, ouvindo mentalmente a voz de seu chibi pronunciando-as só pra ele... Apertou o pênis entre os dedos, mordendo os lábios e abafando um gemido, iniciando uma lenta masturbação e acelerando-a aos poucos, imaginando que era a mão de Omi ali ao invés da sua... A boca dele... Aquela boca quente e macia, o som melodioso de sua voz...

Anjo diz: ... Quando eu finalmente vi o êxtase na face dele... Ele me pegou no colo e rasgou minha blusa! Pode parecer estranho, mas achei aquilo excitante, pode? Õ.o Ahh, mas foi tão assim... Você entende Ran?

Em compensação Aya nem mesmo conseguia digitar. Apenas olhava e ficava ainda mais louco de desejo, sua libido a níveis inumanos, levando-o a um quase desespero. Tudo o que queria era tocá-lo! Aquela necessidade o consumia de forma nunca antes sentida. Ensandecido, aumenta os movimentos de vai-e-vem, sua respiração, desnecessária em um vampiro como ele, estava acelerada devido a força e rapidez empregadas. Seus gemidos espalhavam-se pelo quarto e sua cabeça foi lançada para trás, fazendo seus fios rubros abandonar sua face, a expressão de sofrido deleite evidenciava o quão próximo do fim estava...

Anjo diz: Quando estávamos na melhor parte... Fomos interrompidos. ¬¬

" Hummm... Omi... Assimm... Aahhhhh...", Aya se masturbava em ritmo cada vez mais intenso.

Imaginava-se entrando dentro daquele corpo e saindo com rapidez e força, os gritos de Omi por mais, aquela face de sofreguidão enquanto lhe pedia 'onegai'... Mordeu os lábios com força, fazendo um filete de sangue escorrer, arrepios percorriam seu corpo tendo como epicentro seu membro e espalhando-se como um terremoto por cada fibra de seu corpo, seu corpo tremulou e não teve como se segurar mais, gemendo alto o nome daquele que lhe roubou o coração e a alma, explodindo como um vulcão que entra em erupção, expelindo seu prazer em jatos fortes e ainda assim continuava a mover a mão, imaginando o loirinho, os gemidos, os gritos dele e... Desabou sobre a mesa, completamente ofegante, sua face naturalmente pálida, agora estava corada pelo orgasmo que acabara de ter...

Anjo diz: Você está aí? o.o

Aya ainda estava trêmulo, debruçado sobre a mesa... Sua mente ainda encontrava-se em um vale de névoa, ocultando qualquer pensamento racional.

Anjo diz: Oiê! Ran? O.O

O ruivo, ainda se recompondo, ergue a cabeça, piscando os olhos algumas vezes para dissipar a nevoa que ainda ofuscava sua visão. Os vestígios do orgasmo ainda estavam presentes, fazendo suaves arrepios percorrerem sua pele e então consegue decifrar as letras digitadas, finalmente entendendo que Omi devia achar que ele não estava mais ali e com a mão esquerda começou a digitar a resposta, uma vez que a direita não era... Adequada no momento, já que se encontrava molhada com seu prazer.

" Veja só o que faz comigo, anjo...", Aya suspira, enviando uma mensagem.

Sombra diz: Sim, estou aqui. Estava lendo o que você digitava.

Anjo diz: Ah tá!

Sombra diz: Pelo que vejo você gostou muito de estar com ele...

Anjo diz: Claro que sim! Queria estar com ele agora, mas o chato do 'vigia' tá aqui... ¬¬

Sombra diz: E o que faria se ele não estivesse?

Anjo diz: Ah! Eu já teria corrido pros braços do meu amor! u.u

" Então quer dizer que meu anjinho quer fugir e vir pros meus braços?", Aya sorriu, seus olhos brilharam intensamente só de pensar em Omi ali com ele... Deitado em sua cama... Aqueles olhos azuis pedintes por ele e... Ah! Ele faria tudo o que Omi quisesse e muito mais! Realizaria suas fantasias e as dele e nunca mais o deixaria partir!

Sombra diz: Quer me conhecer, Bombay?

Aya queria tanto ver Omi que não se lembrou que falava com ele como Ran e quando viu a pergunta do outro, apenas digitou um endereço, vendo que o pequeno ficara empolgado em conhecer o amigo virtual e falava coisas como 'vou adorar conhecer um caçador como você pessoalmente', mas ainda assim, a mente do ruivo pensava apenas em ter o chibi perto de si, não pensamento naquele momento, que estaria se revelando ao belo loirinho.

Anjo diz: Então nos vemos amanhã às 19:00?

Sombra diz: Isso mesmo, nesse endereço que te informei.

Anjo diz: Sim sim! Estarei lá no horário!

Anjo diz: Mas agora tenho que ir... São 04:45 e eu tenho que levantar às 06:00 pra ir ao colégio... ¬¬

Sombra diz: Então descanse... Amanhã será um dia inesquecível!

Anjo diz: Obrigado! Tenha uma boa noite e durma bem! Sonhe com os anjos! XDDD

Aya riu... Sonhar com os anjos... Ah, sim! Sonharia com UM anjo... Um anjo muito especial. Viu que Omi ficou off-line e suspirou entediado, novamente ficando frustrado, apesar do prazer sentido há pouco. Pelo menos conseguiu aliviar-se e estava mais 'calmo'. Ficou olhando para a tela, vendo o que digitou... Aquele era seu endereço, o endereço de sua mansão e...

" Merda!", Verbalizou o xingamento em voz alta, agora percebendo o que tinha feito... Deu o endereço dele a Omi, mas o chibi falava com 'Ran' e não com 'Aya'. Quase deu um tapa na própria testa pelo erro que cometera e olhou para sua mão molhada de novo... Droga! Isso era o que o 'efeito-Omi' fazia com ele... Tirava-lhe a capacidade de raciocinar como deveria.

" Terei que dar um jeito!", Disse e levantou-se, desligando o laptop e caminhando ao banheiro, lavando as mãos e voltando a cama, jogando-se nela, seu corpo todo relaxado. Um sorriso se desenhou em seus lábios... Prepararia tudo.

" Sua noite será inesquecível, Omi... E a minha também!", Sussurrou em tom baixo, sua voz saindo rouca e logo seus olhos foram se fechando e sua mente se perdendo em pensamentos relacionados aqueles que fazia perder o controle de tudo...

OOO

Do alto de um prédio um homem vestindo um impecável Armani observa a lua cheia. O vento frio da madrugada balançava seus cabelos negros e arrumando seus óculos, ele retira do bolso uma foto, vislumbrando a imagem nela retratada... A de um ruivo de cabelos escuros como cereja e olhos violetas. Suas íris escuras brilharam de forma enigmática enquanto apreciava a visão e logo guarda a foto, voltando seu olhar para a luz cheia, olhos frios e de brilho intenso, sorriso perverso estampado nos lábios.

" Você sempre tenta me surpreender, mas está tudo bem... Tudo está saindo como eu quero.", Sua voz sai firme e ameaçadora, mostrando um prazer sádico, faltava apenas uma coisa... Trazer Aquele pequeno menino abandonado para seu lado, convencendo-o a fazer aquilo que ele desejava e que seria extremamente necessário para seus planos.

Continua...

OOO

Ah, finalmente! Mais um capítulo de Crepúsculo foi escrito! Estou feliz!

Apesar de estar vivendo um terrível momento no trabalho, consegui finalizar a fic. Metade dela estava escrita já... Faltava só umas dez páginas pra finalizar na verdade... Aproximadamente. Apesar disso... Nyahhh! Amei tanto escrever sobre o Yohji e o Ken... Whauhauahua... O modo como o moreninho lindo está deixando o Yo-tan... XDDD E só vai piorar daqui pra frente... Whauauahuaauauau... O playboy vai ter que se render...

As partes Aya x Omi são um caso a parte... Um caso delicioso de se escrever! Pena que não deu pra colocar nada do Schull x Nagi ou Crawford x Farfie, mas eles vão dar o ar de sua graça no próximo capítulo, claro! Acho que já deu pra perceber que o Brad tá aprontando, né!

Agradeço a Shinny, Freya de Nyord, Evil Kitsune, Fernanda, Mey Lyen, Angel e Yue-chan pelos comentários enviados. Amei ler cada uma deles e me motivei mais ainda pra digitar logo o capítulo! Hihihihi... Valeu pessoal/o/

Quero agradecer também a Mey Lyen por me ajudar com a cena do amasso de Aya e Omi! Nyahhhh! Mey, ficou tão lindo e graças a você! Abraça

Muito, mas muito obrigada a Evil Kitsune por betar a fic pra mim e principalmente pelas dicas! Elas estão sendo muito úteis e prestarei mais atenção daqui pra frente! Obrigada! Sua oferenda está chegando! Uma delas... XDD Depois vem às outras... Hihihi...

Aqueles que leram... Peço que mandem seus comentários e me deixem feliz e mais empolgada para escrever. XD

Obrigada a todos!

10 de Setembro de 2006.

15:47 PM.

Yume Vy

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