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N,A, - Eu sei... Faz muito tempo mesmo... Sorry x-x
Capítulo maior para compensar. – Quase o dobro dos usuais, na verdade - Espero que gostem.
Perdoem qualquer erro que tenha escapado da minha revisão a jato. x-x
Repetirei o que disse em U.D. - Tentarei não demorar, mas logo começa época de amigo secreto, presentes de Natal e... eu sempre enlouqueço com isso. x-x
Nota¹ - Caso alguém fique curioso da onde tirei isso. O encontro citado por Sesshoumaru no começo do capítulo só pode ser encontrado na sidestory Just Kiss Me.
Nota² - A noiva que é citada e o envolvimento de InuYasha na história – não pela primeira vez – está explicado no fanfic Destinos Entrelaçados.
Não, não é necessário ler esses outros dois fanfics. Só estou explicando caso alguém esteja curioso e não queira esperar pelo desenrolar da história aqui. ;P
É só clicar no meu Nick ali em cima e procurar por esses dois fanfics.
Just Hold Me
Capítulo 20
Coisas a fazer:
- Pensar em maneira de dar fim à sessão de horóscopo de TODOS os jornais e revistas.
- Assassinar Jakotsu.
- Vingar-me de Kagura
- Conversar com Akai
Hum... Talvez não nessa ordem...
...
- O que você está fazendo aqui?
Sesshoumaru fechou a agenda antes de erguer a cabeça para fitar a garota a sua frente.
- Bom dia para você também, Akai.
- Sim, sim... Claro... Bom dia. – A garota disse, balançando as mãos como se dispensasse o que acabara de dizer. – O que está fazendo aqui?
Sesshoumaru olhou significativamente para a mesa e depois para o garçom que se aproximava antes de voltar a fitá-la.
- Almoçando.
- Aqui? – Akai colocou as mãos na cintura e arqueou uma sobrancelha. – Esse restaurante fica a uns quarenta minutos do seu escritório.
- Como você sabe?
- Hum?
- Como sabe onde fica meu escritório? – Sesshoumaru cruzou os braços, tentando não sorrir ao vê-la corar – Não me lembro de ter dito onde estava trabalhando.
- Eu... Eu... – Akai bufou, cruzando os braços. – Isso não é importante! Responda minha pergunta.
- Acho que me senti nostálgico.
- Como é?
- Ou entediado. – Sesshoumaru continuou, ignorando a pergunta – Gosto de vir aqui, sempre me diverte lembrar como você fugiu sem pagar a conta em nosso primeiro encontro.
- Eu não—
- Eu sei, estava com pressa para vestir uma blusa.
Akai arregalou os olhos, sentindo as bochechas aquecerem quando o casal de idosos sentados a direita de Sesshoumaru a encarou.
- Eu estava vestindo uma blusa. - Sentou-se rapidamente e inclinou-se sobre a mesa, baixando a voz para completar. – Só tinha perdido um botão. Pare de tentar me envergonhar, por favor.
Sesshoumaru puxou a agenda da mesa e a colocou dentro de sua pasta antes de fitá-la e só então percebeu o casal que continuava a prestar atenção na conversa. Virou-se na direção deles:
- Ela estava vestindo uma blusa, fiquem tranqüilos.
Akai gemeu, escondendo o rosto nas mãos.
- Uma camisa, na verdade. – Ele continuou tranquilamente. – Só havia perdido um botão. – Completou antes de virar para a garota novamente. – Foi uma bela visão, compensou você ter fugido sem pagar a conta. – Franziu o cenho. – Você está doente?
- Não.
- Parece febril.
Akai estreitou os olhos, imaginando quais seriam as chances de conseguir fugir se o acertasse discretamente com algo. Como uma das cadeiras.
- Estou perfeitamente bem de saúde. Muito obrigada. – Conseguiu dizer entre dentes após chegar à conclusão de que havia muitas testemunhas para ter uma boa chance de fuga. – Por que você...?
- Tem algo errado com a sua boca? - Ele perguntou, interrompendo-a.
- Sesshoumaru!
- Foi só uma pergunta... – Ele deu de ombros. – Está falando de maneira estranha.
Akai suspirou, imaginando se estava tendo um pesadelo. Qual era o problema com ele? Normalmente era Jakotsu quem se esforçava em embaraçá-la em público.
- Quer almoçar comigo?
- Por que você acha que eu...
- Já está sentada.
- Eu não—
- Vamos lá, Akai, você tem que estar com fome. – Ele disse chamando o garçom. - Eu pago.
A garota suspirou desanimada quando o garçom lhe estendeu um cardápio.
- Tudo bem.
Sesshoumaru se esforçou para não sorrir e se virou para o garçom enquanto ela escolhia.
- Pode nos trazer um pouco de água?
- Eu não...
- Continua corada, se não está doente, deve ser insolação.
Akai pareceu rosnar antes de se esconder atrás do cardápio. Sesshoumaru fechou sua pasta, parecendo muito satisfeito consigo mesmo por tê-la distraído.
oOoOoOoOoOo
- Não sei se gosto disso. – Jakotsu disse, observando o casal.
- Ciúmes? – Kagura perguntou com um sorriso, passando o braço pelo do rapaz.
- Torturar Akai é meu trabalho.
Kagura girou os olhos.
- Você terá o resto do dia para continuar esse trabalho. – Forçou-o a se afastar do restaurante. – Como conseguiu convencê-la a vir até aqui? Akai não vai esperar por você chegar e resgatá-la, vai?
- Eu pedi para ela comprar o almoço, dizendo que não me sentia bem.
- O que você tem? – A garota perguntou, fitando o rapaz.
- Nada, mas ela sempre fica com pena de mim quando digo que estou me sentindo mal. – Jakotsu abriu um grande sorriso.
- Às vezes eu realmente tenho pena dela. – Kagura suspirou. – Entre você e Sesshoumaru, não sei como continua sã.
- Bobagem, ela adora bancar a mãe.
- E você faz o mesmo por ela.
- Claro que sim.
Kagura sorriu com a resposta para uma pergunta que não havia feito. Ela sabia que o rapaz faria qualquer coisa pela amiga.
- Você não parece doente.
- Posso ser muito convincente quando quero. - Jakotsu disse entrando na loja com ela.
- Imagino que sim. – Kagura disse. – Pensei que tinha ficado bravo e não ia mais me ajudar.
- Não estou ajudando você. – Jakotsu disse simplesmente. – Aquele vestido ficaria ótimo em você.
- Você acha? – Ela perguntou, sem insistir no assunto. – Parece meio...
- Por favor, tenho escolhido as roupas de Akai a anos e vocês são bem parecidas fisicamente. – Jakotsu sorriu. – Supondo que ela soubesse se arrumar sozinha.
Kagura riu, acertando um tapa leve no braço dele.
- Pare de menosprezá-la. Você a adora!
- Claro que sim, mas... – Ele fez uma pausa, caminhando até o vestido em questão. – Isso não quer dizer que ela seja um exemplo de bom gosto e feminilidade. – Pegou o vestido em questão e o balançou na frente dela. – Tem que vê-la em casa, usando um daqueles agasalhos horroroso só porque é confortável.
Kagura sorriu, pegando a peça das mãos dele.
- Vou levá-lo. – Sorriu. – Que tal escolher algo para você?
- Tentador, mas não acho que caiba em mim.
- Eu não quis dizer um vestido!
- Eu sei que não. – Jakotsu piscou. – Não precisa me dar presentes, Kagura.
- Eu quero lhe comprar algo. – A garota insistiu. – Onde você compra essas camisas?
- Kagura...
- Por favor, Jak-chan, eu sei que agi errado no outro dia. Deixe eu lhe dar um presente.
Jakotsu a observou em silêncio por alguns minutos, parecendo analisá-la. Ela parecia mesmo sincera, uma expressão arrependida no rosto. As mãos delicadas apertavam o tecido macio do vestido parecendo nervosa.
- Se isso faz você se sentir... Ei, eu lembro disso! – Jakotsu estalou os dedos, apontando para a garota a sua frente - Essa não é a fala que você usou no seu último filme? Pouco antes de apunhalar o mocinho?
Kagura olhou em volta, certificando-se que ninguém ouvira aquele comentário, antes de girar os olhos.
- Você assiste TV demais para o seu próprio bem.
O rapaz sorriu, passando o braço pelo dela e puxando-a.
- Experimente o vestido, quero ver como fica em você. – Ele a empurrou para o provador gentilmente. – Depois pode me comprar uma camisa.
- Sério?
- Claro, não acho que você tenha um punhal escondido nessa roupa.
Kagura abriu a boca para responder no momento que ele fechou a cortina do provador. Balançou a cabeça, sorrindo consigo mesma. Sim, havia momentos que conseguia entender perfeitamente como Akai se sentia.
oOoOoOoOoOo
Akai levantou a cabeça no momento em Jakotsu entrou em seu escritório. Franziu o cenho ao notar a sacola de compras em suas mãos. Reconheceu o logotipo da loja, e isso a fez apertar a caneta com tanta força que se surpreendeu por não quebrá-la.
- Não funcionou. – Ele disse parando na porta.
- O que não funcionou, querido? – Akai disse, forçando-se a soltar a caneta sobre a mesa e não atirá-la em sua testa como estava imaginando.
- Comer... – Ele finalmente respondeu. – Achei que seu mau humor matinal fosse fome.
- Eu não estava de mau humor! – A garota suspirou. - Pensei que estivesse doente.
Jakotsu sorriu aproximando-se da mesa.
- Você demorou demais, imaginei que estivesse paquerando o caixa gostosão e me esquecido.
Akai lançou um olhar significativo para o pacote de comida sobre sua mesa.
- Oh! Parece que me enganei... – Ele disse inocentemente. – Você não esqueceu de mim, seu pobre amigo doente.
A garota franziu o cenho, erguendo a cabeça para fitá-lo.
- Importa-se de sentar antes que me deixe com torcicolo?
- Pare de fazer caretas, eu já disse que vai acabar com rugas. – O rapaz disse, sentando-se na cadeira a sua frente. – Já pensou se por alguma razão seu rosto congela dessa forma?
Akai arregalou os olhos, espantada.
- Não sei se essa é melhor.
- Jakotsu! – Ela disse, acertando a mesa com as mãos fechadas. – Você sabe como aquele lugar fica cheio na hora do almoço, seu grande idiota! Não fiquei paquerando o caixa!
- Algum conhecido então?
- Eu não... – Akai parou de falar e o encarou – Você planejou isso?
- Não faço idéia do que você está falando, Akai-chan.
- Pare! – Ela levantou de um pulo, inclinando-se sobre a mesa. – Responda minha pergunta. Tive minha quota de pessoas irritantes me distraindo com lembranças desagradáveis.
- Ah, encontrou o Sexy. – Ele sorriu. – Isso não deveria deixá-la de bom humor?
- Você... – Akai fechou os olhos e respirou fundo quando percebeu alguém passar no corredor e lançar um olhar espantado para o interior da sala. – Você está tentando me distrair.
- O que ele fez dessa vez? – Jakotsu perguntou despreocupadamente. – Está planejando viajar para outro país?
- Não. – Ela respondeu, voltando a se sentar. – Não vai a lugar nenhum.
- O que aconteceu para deixá-la de mau humor então?
Akai o fitou irritada, pensando ‘Além de você me enganar para encontrá-lo?’. Recostou-se na cadeira, contando até dez para se acalmar antes de responder.
- Nada, só resolveu lembrar da primeira vez que nos encontramos lá.
- Quando você roubou o guarda-chuva dele?
- Eu não roube nada. – Ela respondeu exasperada, parecendo prestes a arrancar os cabelos. - Por que você insiste nesse assunto?
- Ok, você não roubou o guarda-chuva dele. – Jakotsu sorriu. – Já descobrimos que ele não vai sair do país, não lhe entregou outro bilhete idiota e que você não roubou nada dele... O que aconteceu?
- Você está tentando me irritar propositalmente, não está?
- Por incrível que pareça... Não.
Akai quase gemeu em desespero. ‘Imagina se estivesse.’
- Você lembra aquela vez que perdi um botão da camisa e...
- Ah! – Jakotsu acertou um tapa na própria perna, sobressaltando-a. – Foi quando você finalmente percebeu que precisava comprar roupas novas para substituir aquelas velharias e—
- Foi quando você invadiu meu apartamento enquanto eu estava fora e jogou todas minhas roupas no lixo.
- Na verdade eu as dei para a caridade. – Jakotsu sorriu amigavelmente, ignorando a expressão da garota. – Eles que jogaram algumas no lixo. O que foi?
- Pegue sua comida e dê o fora daqui antes que eu resolva atirá-lo pela janela.
- Você não vai me contar o que...
- Fora!
Jakotsu levantou-se lentamente e começou a sair da sala.
- Não esqueceu nada?
O rapaz caminhou até a porta antes de se virar para a garota e sorriu.
- Na verdade, eu já almocei.
- Você o que?
- Já disse, pensei que você tinha esquecido de mim. – Piscou para a garota da porta. – Você sabe como eu odeio comer sozinho. – Escondeu-se atrás da parede quando viu o pacote de comida voar em sua direção. O som do pacote de comida atingindo alguém pode ser ouvido antes que Jakotsu colocasse só a cabeça no vão da porta. – Acho que é melhor você vir aqui. Acertou uma das estagiárias.
Akai arregalou os olhos quando ouviu um gemido feminino vindo do corredor. Correu para fora do escritório a tempo de encontrar a garota sentada no chão onde havia caído. Jakotsu estava parado, observando um rapaz ajudar a garota a levantar.
- Belo arremesso. Sorte que não acertou a cabeça. – Empurrou um pacote para as mãos da garota. – Isso é para você.
Akai piscou sem entender enquanto o rapaz se afastava.
- Alguém viu quem jogou isso?
A garota fechou os olhos, sentindo o rosto aquecer e virou-se para a outra garota.
- Sinto muito, Akane, eu achei ter visto uma abelha no pacote. Acho que entrei em pânico. Sou alérgica, você sabe. – Sorriu sem graça. - Ela não te ‘picou’, certo?
- Não... Eu...
- Que sorte! – Disse rapidamente, ignorando o olhar chocado da garota, antes de entrar no escritório e fechar a porta. Apoiou-se na superfície de madeira e finalmente baixou os olhos para o pacote que Jakotsu lhe entregara. Abriu um pedaço do embrulho e sorriu ao reconhecer a caixa de seu chocolate favorito. – Maldito idiota.
oOoOoOoOoOo
Sesshoumaru estava arrumando os papeis na pasta do caso que estivera lendo quando ouviu a porta se abrir. Conteve um suspiro ao pensar que deveria ter trancado a porta para impedir que sua secretária maluca entrasse para atormentá-lo.
- Não tenho mais nada para você, Tsubaki, pode ir embora mais cedo.
- Obrigada, senhor, mas na verdade, tem uma ligação. Kagura disse que é urgente.
Sesshoumaru virou a cadeira para fitá-la.
- Não precisava vir aqui só para... – Ele parou de falar quando viu o telefone fora do gancho. – Hum... – Tentou lembrar por que havia deixado o aparelho assim, mas o que sua secretária disse a seguir elucidou sua dúvida.
- Pensei que estivesse ouvindo a previsão do seu horóscopo ainda.
- Deixei no viva voz enquanto lia o processo. – Ele disse rapidamente, colocando o aparelho no gancho. – Pode passar a ligação agora. Obrigado. – Esperou que a mulher fechasse a porta para murmurar. – Velha maluca. Por que eu perderia meu tempo ouvindo horóscopo? – Voltou a pegar o aparelho quando ele tocou. – O que você quer, Kagura?
- Você não me ligou para contar como foi o almoço. – Ela disse indignada.
- Acredite ou não, Kagura, tenho coisas mais importantes para fazer do que relatórios do que faço em meu tempo livre para você.
- Você é tão ingrato...
- Eu sei. – Ele disse, puxando a agenda para perto e sorrindo ao observar a lista que fizera no horário do almoço. – Posso desligar agora ou você tem algo realmente importante ou novo para me dizer?
- Não vai me contar?
- Desisti de assassinar Jakotsu.
- Hum... Obrigada por me informar... Não sabia que estava na fase de pensamentos assassinos.
- De nada. – Ele disse, desligando o telefone sem esperar. Riu quando o aparelho começou a tocar novamente e resolveu ignorá-lo enquanto colocava a agenda em sua pasta e saia do escritório. Estava entrando no elevador quando o celular tocou e ele o atendeu. – Sim?
- É por coisas assim que as pessoas não ajudam você.
- Não, Kagura, elas não me ajudam porque eu nunca peço que me ajudem. – Apertou o botão para a garagem. – O que você quer?
- Eu não deveria avisá-lo, seria realmente engraçado ver sua cara quando ela aparecesse em sua porta.
- Do que está falando?
- Tia Arashi resolveu visitá-lo. – Kagura esperou por uma resposta enquanto analisava as próprias unhas. – Parece que ela não ficou muito feliz de saber que seu irmão está atrás de sua... Noiva.
- Eu não tenho uma noiva.
- Claro que não.
- InuYasha devia ter cuidado disso... – Ele murmurou, esfregando a têmpora. – Meses atrás. Era tão simples...
- Esse é o problema, Sexy. – Ela riu quando ele rosnou pelo uso do apelido. – Parece que seu irmão idiota foi preso enquanto perseguia sua noiva e precisou que tia Arashi o tirasse da cadeia.
- Você só pode estar brincando. – Sesshoumaru disse, saindo do elevador assim que as portas se abriram. – Por que eu pensei que ele pudesse fazer algo simples?
- Estava com pressa demais para se livrar do fardo e não pensou.
- Provavelmente. – Suspirou ao parar na frente do carro enquanto procurava pelas chaves no bolso. – Quando ela chega?
- Hoje à noite. – Kagura ouviu algo cair e quando o rapaz não disse nada chamou. – Sesshoumaru?
- Desculpe, acho que não ouvi direito.
- Tia Arashi chega hoje à noite.
Sesshoumaru fechou os olhos, pensando quanto mais seus planos podia ser estragados por sua família quando ouviu a voz de Kagura.
- Se eu fosse você, daria um jeito de dormir na casa de Akai por uns dias.
- Por quê?
- Porque esse foi o último endereço que você deu para sua família, seu tolo. Ela vai direto pra lá. – Kagura afastou o telefone do ouvido quando ele começou a praguejar com uma ele parou de falar e ela ouviu o que parecia ser o celular caindo, ficou preocupada. – Sesshoumaru? Você ainda está aí?
Sesshoumaru bateu a porta do carro e enfiou a chave na ignição antes de apanhar o celular novamente.
- Estou com pressa agora, Kagura, conversamos depois. – Ele desligou sem esperar resposta e jogou o telefone sobre o banco do passageiro novamente. – São em momentos como este que eu realmente gostaria de ser órfão. Totalmente sozinho no mundo não parece uma coisa tão ruim comparado a isto.
oOoOoOoOoOo
Jakotsu pulou quando o cachorro sobre suas pernas levantou a cabeça e começou a latir. Akai desviou a atenção da TV e fitou o cachorro antes de encarar o amigo.
- Qual o problema dele?
- Por que acha que eu sei?
- É seu cachorro.
- Nosso cachorro. – O rapaz a corrigiu, colocando a mão na cabeça d filhote para tentar acalmá-lo. – Deve ter ouvido alguma coisa lá fora. Talvez um gato, não é Sess-chan? – O cachorro saltou para o chão em resposta, ainda latindo e correu para a janela.
- Faça ele parar. – Akai disse, estremecendo a cada latido agudo.
- Como? Não quer que eu amordace o pobre coitado, não é?
- Vá dar uma volta com ele.
- Por que eu?
- Jakotsu!
O rapaz suspirou, finalmente levantando-se do sofá e se aproximando da janela. Pegou o filhote no colo, levantando para que pudesse olhar através do vidro.
- Não tem nada lá fora, está vendo? – Jakotsu disse, apontando para fora. – Agora, pare de.... – Parou de falar e gritou quando um rosto apareceu próximo ao vidro. Deu um passo para trás, quase caindo e abraçou o cachorro que latia mais alto agora. – Sexy?
O rapaz moveu a boca exageradamente, parecendo mais irritado do que jamais o vira. ‘Venha aqui fora A-GO-RA!’
- O que você disse?
Jakotsu piscou quando a figura de Sesshoumaru desapareceu e virou-se para fitar Akai que estava a ponto de levantar. Ajeitou o cachorro nos braços e sorriu para a garota.
- Vou sair um pouco com ele.
- Por que diabo você gritou?
- Reparei que a lua está linda hoje! – Ele disse, caminhando para a porta. – Acho que me deixei levar.
- Mas—
- Fique ai e me conte o final do filme depois. – Colocou a mão na maçaneta e estava a ponto de abri-la quando Akai o chamou. – Sim?
- Coloque Sess-chan no chão, seu idiota.
- Ahn... – Jakotsu fitou o cachorro e a porta, imaginando se o filhote reconheceria Sesshoumaru e não o morderia se estivesse solto. – Eu... – Percebeu a expressão desconfiada da garota e finalmente cedeu, deixando o cachorro descer. – Eu já volto. – Fechou os olhos e respirou fundo, antes de abrir a porta. O cachorro disparou por ela assim que teve chance e desapareceu no quintal, deixando-o confuso por um momento. Será que estava delirando?
- Sess-chan? – Jakotsu saiu, fechando a porta atrás de si e quase gritou quando Sesshoumaru agarrou a frente de sua camisa. – Ah, é só você, Sexy. – suspirou. – Não fique me assustando assim.
- Você vai voltar lá e dar uma desculpa para Akai porque eu preciso ficar aqui por alguns dias.
- Eu o que?
- Você vai me ajudar a convencer Akai de que preciso ficar com vocês por alguns dias.
Jakotsu o fitou confuso por alguns segundos antes de perceber que o outro rapaz continuava a segurá-lo pela frente da camisa.
- Você está arruinando minha roupa, Sexy.
Sesshoumaru baixou os olhos para suas mãos agarrando o tecido e pareceu levar algum tempo para se convencer de que era melhor soltá-lo. O cachorro resolveu voltar e atacar suas pernas e isso finalmente o convenceu a libertar Jakotsu.
- Obrigado, Sess-chan. – Jakotsu arrumou a camisa, passando as mãos pelo tecido para alisá-lo com uma expressão desgostosa. – Qual o problema com vocês atacando minhas camisas?
- Jakotsu, com quem você está falando? – A voz de Akai soou dentro da casa.
O rapaz suspirou quando Sesshoumaru lhe lançou um olhar de aviso e voltou a se esconder.
- Sess-chan. – Ele falou quando ouviu a porta abrindo. Virou-se com um sorriso. – Vá assistir o filme, já volto.
- Onde ele está?
- Ah, eu atirei uma bola para ele pegar, daqui a pouco aparece.
- O que aconteceu com sua camisa? – Ela perguntou desconfiada.
Jakotsu baixou a cabeça para a frente de sua camisa amassada antes de responder.
- Deve ter sido quando eu o segurei lá dentro.
- Não está escondendo um cara no jardim, está?
- Apenas o Sexy ali atrás daquela moita. – Ele quase riu, ouvindo um rosnado baixo. Imaginou se Sess-chan voltara a atacar o outro rapaz, ou era Sesshoumaru imaginando formas de torturá-lo por isso.
Akai fitou o arbusto em questão por alguns minutos antes de girar os olhos.
- Por que eu olhei? – Ela perguntou a si mesma, acertando um tapa na própria testa. – Pausei o filme, estou com fome. Você quer alguma coisa?
- Claro, por que não pede uma pizza?
- Vai ficar ai fora?
- Entro assim que Sess-chan voltar.
- Certo. Não demore ou vai ficar doente. Está frio aqui fora. – Akai fechou a porta novamente.
- Qual o seu maldito problema? – Sesshoumaru perguntou aparecendo ao seu lado como filhote nos braços. – Por que disse a ela que eu estava aqui?
- Bobagem, ela não acreditou.
- Podia ter acreditado! Ela podia ter ido checar o arbusto!
- Ela é preguiçosa demais para isso. – Jakotsu sorriu. – Pode soltar Sess-chan agora. – Teve que morder o lábio para não rir quando o outro rapaz soltou o cachorro, parecendo não perceber que o estivera segurando até aquele momento. – Agora, pretende me contar por que eu preciso enganar Akai?
- Eu preciso estar aqui.
Jakotsu curou os braços, claramente não satisfeito com a explicação.
- A irmã de minha mãe está vindo para uma visita. Este é o endereço que ela tem.
- Hum... – Jakotsu o fitou por alguns minutos, sem dúvida esperando que continuasse. – Isso não teria nada a ver com aquela ‘noiva’ que seu irmão falou, teria?
- Aquele inútil...
- Imaginei. – Jakotsu suspirou. – Sério, vocês só complicam mais a minha vida.
- Eu não...
- Se eu fizer isso, você me conta a história toda?
- Por que eu faria isso?
- Porque eu não acho certo você conquistar Akai novamente se tem uma noiva. – Jakotsu franziu o cenho. – Quem vai ter que pegar os pedaços quando você a magoar novamente, sou eu.
- Eu não quero magoá-la, Jakotsu. - Sesshoumaru disse simplesmente e pela primeira vez o outro rapaz não fez alguma piada ou tentou provocá-lo. – Certo, eu conto a história toda para você se me ajudar.
- Ótimo. – Jakotsu sorriu. – Melhor trocar de roupa antes de aparecer. – apontou para o terno preto do outro rapaz. – Está coberto de pelos brancos.
- Inferno.
- Vá para casa trocar de roupa, Sexy, vou pensar em algo enquanto isso.
- Não posso. – Sesshoumaru disse, ainda tentando se livrar dos pelos brancos que cobriam a frente de seu paletó e camisa. – Kagura disse que Tia Arashi chegaria está noite, eu preciso—
- Arashi?
- A irmã de minha mãe. – Ele explicou tirando paletó.
- Ahn... – Jakotsu sorriu quando o outro rapaz o fitou desconfiado. – Sua Tia por acaso veste roupas tradicionais? E não aparenta ter idade para ser sua mãe.
- Irmã de minha mãe. – Sesshoumaru o corrigiu.
- Que seja. – Jakotsu fez um gesto com a mão. – Ela não teria um kimono de seda branca com flores de cerejeiras bordadas, teria?
- Foi um presente... – Sesshoumaru fechou os olhos, deixando os braços caírem ao lado do corpo. – Não me diga que ela já esteve aqui.
- Bem, ela esteve aqui, antes de Akai chegar. – Jakotsu deu um pequeno sorriso – Eu posso ter batido a porta na cara dela.
- Você fez o quê?
- Bom... Eu não sabia que era sua tia! – Jakotsu tentou se defender. – Quando ela disse ‘Diga a Sesshoumaru que Arashi está aqui.’, eu imaginei que estivesse falando daquele grupo de J-POP, sabe, e a empurrei para procurá-los.
- Você... – Sesshoumaru parecia chocado demais com aquilo. - Empurrou minha Tia para procurar por um grupo musical?
- Como eu ia saber que era sua tia? – Jakotsu pegou o filhote nos braços quando ele voltou correndo. – Quer dizer, quem chama Arashi?
- Jakotsu...
- Bom, ela me olhou indignada... Pensando bem, da mesma maneira que você faz quando eu te chamo de Sexy em público... – Jakotsu inclinou a cabeça para direita pensando no assunto. – Realmente impressionante. Vocês são bem parecidos. Os mesmos olhos. Como não notei isso antes?
- Você derrubou minha tia para procurar por um grupo de J-POP no jardim.
- Não derrubei, empurrei. Eu a segurei antes que caísse naquele arbusto que você estava se escondendo.
Sesshoumaru o encarou em silêncio, a boca ligeiramente aberta, ainda sem acreditar que isso tivesse acontecido.
- Por que... – Ele respirou fundo, parecendo se recuperar do choque. – Por que bateu a porta na cara dela?
- Bom, Sess-chan pensou que fosse uma brincadeira e passou correndo por mim e pulou em cima dela. – Jakotsu continuou calmamente. – Ela pareceu bem irritada com isso e quase o acertou, eu tinha que protegê-lo de alguma forma, não tinha? É só um pobre filhote.
- Você bateu a porta na cara da minha tia para proteger um cachorro?
- Sim. – Jakotsu ajeitou o cachorro nos braços. – Ela me xingou quando ouviu eu chamá-lo de Sess-chan. – Inclinou-se para o outro rapaz. – Se você me perguntar, ela mereceu. Não é mesmo, Sess-chan?
- Por que diabo deu meu nome a um cachorro?
- Ela me fez a mesma pergunta.
-...
- Eu disse ‘Sexy não se importa’ e foi quando ela começou a surtar e eu tive que bater a porta na cara dela e ameaçar chamar a policia.
Sesshoumaru fechou os olhos, apertando o paletó com toda a força nas mãos. Não sabia se começa a rir ou suspirava aliviado. Tinha que admirar Jakotsu por ter feito isso a Arashi e sobrevivido sem nem um arranhão.
- Você está bem, Sexy?
- Ótimo.
- Jakotsu. – Akai chamou, abrindo a porta. – O que diabo você... Sesshoumaru? O que está fazendo aqui?
O rapaz a fitou em silêncio, ainda confuso com o que tinha acabado de ouvir. Continuou a observar a garota, sem saber o que dizer para explicar sua presença ali.
- Ele precisa ficar conosco por alguns dias, Akai. – Jakotsu disse, fazendo parecer tão simples. – Uma tia dele vem visitá-lo e este é o endereço que ela tem.
- Por que não me disse isso durante o almoço?
- Eu não sabia que ela estava vindo. – Ele finalmente conseguiu falar.
- Bem, deixe seu novo endereço e se ela aparecer, nós—
- Não! - Jakotsu protestou antes que o outro rapaz tivesse a chance. – Ele não quer que a família descubra que vocês terminaram.
Akai corou, segurando a porta com mais firmeza. Fitou o rapaz sem saber o que dizer e quando finalmente abriu a boca, Jakotsu se aproximou para murmurar em seu ouvido.
- Acho que ele ainda tem esperança que vocês dois se acertem.
- Hum... – Akai não conseguiu dizer nada coerente, sentindo o rosto aquecer mais um pouco. Respirou fundo, tomando coragem antes de soltar a porta. – Bem, entrem, esfriou demais para que vocês fiquem parados ai fora.
- Viu? – Jakotsu virou o rosto para encará-lo. - Eu disse que ela não ia se importar.
- Você não—
- Ele estava preocupado em nos atrapalhar. – Jakotsu colocou o cachorro no chão dentro da casa – Já pediu a pizza, Akai? – Perguntou antes de seguir o animal.
- Sim, está a caminho. – Ela fitou Sesshoumaru novamente. – Entre logo antes que eu mude de idéia.
Sesshoumaru concordou com um aceno antes de caminhar na direção da porta, tentando ignorar a sensação de alivio que era voltar para aquela casa novamente.
- Obrigado, Akai. – Ele disse rapidamente, inclinando-se para depositar um beijo em sua testa.
A garota arregalou os olhos, mas quando finalmente pensou em algo para responder ele já havia se afastado. Sorriu consigo mesma e fechou a porta.
- Ei ai, Sexy, já jantou?
- Pare de me chamar de Sexy, idiota! – Sesshoumaru protestou. – E por que, em nome de todos os deuses, você deu meu nome ao cachorro?
Sess-chan latiu ao vê-la e correu em sua direção. Ela abaixou-se para segurá-lo e sorriu consigo mesma. Sim, por hora tudo havia voltado ao normal. Pegou o cachorro nos braços e caminhou na direção da cozinha, resolvida a aproveitar a noite, por m ais estranha que pudesse aparecer, e descobrir a razão da visita da Tia de Sesshoumaru no outro dia.
- Se estiver com fome, eu posso pedir outra pizza. – Ofereceu. – Pensei que seria só Jak-chan e eu, mas...
- Eu não estou com muita fome... – Sesshoumaru franziu o cenho quando o outro rapaz decidiu ignorá-lo e discou para a pizzaria novamente. – Ajudo a pagar.
- Não tem problema.
- Certo. – Sesshoumaru ouviu o celular tocar e o apanhou no bolso da calça. – Já volto. – Ele disse ao reconhecer o número de Kagura. – O que foi agora?
- O que você fez?
- Nada, Kagura, eu não fiz nada.
- Então me diga, espertalhão, por que diabo sua tia está aqui a mais de uma hora reclamando que você a enganou.
- Ela está na sua casa?
- Sim, perguntando insistentemente por que você deu o endereço de um hospício como de sua residência. – Kagura bufou. – O que diabo você fez?
Sesshoumaru apertou o aparelho sem saber o que dizer, de pois começou a rir.
- Sesshoumaru? – Kagura pareceu assustada. – Você está bem?
Ele concordou com um aceno, esquecendo-se que a garota não podia vê-lo. Virou-se quando o cachorro correu, acertando suas pernas e mordiscou sua mão, querendo atenção. Só então percebendo que Akai e Jakotsu o encaravam tão surpresos quanto Kagura soava.
- Eu falo com ela... – Jakotsu se aproximou e pegou o aparelho de suas mãos. – Acho que ele precisa de uma bebida, Akai. – Oi, querida, acho que você quebrou o sexy. O que disse a ele? – Ele ouviu em silêncio enquanto a garota repetia a explicação, observando Akai acompanhar Sesshoumaru até a cozinha e lhe servir a bebida. – Whisky, Akai, ele precisa de algo mais forte do que água. – Disse, cobrindo o bocal do telefone. Terminou de ouvir a explicação da garota e sorriu. – Certo, acho que entendi.
- Ele está bem?
- Vai ficar. – Jakotsu continuou sorrindo. – Acho que tudo o que aconteceu nos últimos dias foi demais para ele. Ou talvez o dia de hoje tenha sido a gota d’água... – Observou Akai chamar o cachorro, irritada, pelo nome quando ele pulou sobre Sesshoumaru, o que só o fez rir ainda mais. – Hum... Talvez chamar o cachorro de Sess-chan tenha sido demais.
- O quê?
- Nada. – Jakotsu encostou-se no batente da porta. – Então, Arashi é só a Tia dele? Não tem nada a ver com o grupo musical?
- Como é? – Kagura pareceu engasgar com aquilo.
Akai pulou para trás quando Sesshoumaru teve outra crise de riso e levantou a cabeça para Jakotsu irritada.
- Pare com isso e venha me ajudar!
- Nos falamos depois, Kagura. – Apertou os lábios tentando não rir da situação. – Akai parece a ponto de ter um ataque aqui.
- Akai? Akai está a ponto de ter um ataque? – Kagura soou um pouco histérica. - Sesshoumaru está gargalhando! É com isso que você deve se preocupar, Jakotsu! Ele nem costuma sorrir ou rir e está gargalhando! Você fez alguma coisa com ele, admita.
- Garanto que sou totalmente inocente. – Ele disse. – Explico tudo depois. – Completou, finalmente desligando o aparelho. – A pizza chegou, Akai. – Esperou pacientemente a garota fitar os dois, preocupada, antes de correr para atender a porta, e só então puxou a cadeira ao lado de Sesshoumaru. – Tome o seu whisky, respire fundo e tente se controlar antes que ela decida chamar o hospício. – Jakotsu piscou, não resistindo à provocação. – Segundo sua tia, não é preciso, certo? Estamos em um.
Sess-chan voltou correndo na frente de Akai e pulou entre os dois. A garota entrou na cozinha temerosa por encontrar os dois rindo e colocou as caixas de pizza sobre a mesa sem conseguir entender o que podia ser tão engraçado para fazer Sesshoumaru reagir daquela forma.
- Você está bem?
- Ele está ótimo, não se preocupe. – Jakotsu a tranqüilizou. – Só precisava rir um pouco.
- Ele não ri – Franziu o cenho quando os dois a fitaram. – Não daquela maneira, pelo menos. – Pousou uma mão no ombro de Sesshoumaru - Tem certeza que está se sentindo bem?
- Ótimo. – Sesshoumaru engoliu o restante do whisky em seu copo, parecendo ter voltado ao normal. – Vamos comer, sim?
Akai apenas concordou com um aceno, sem saber o que mais fazer. Virou-se para apanhar o restante das coisas para comerem e finalmente sentou-se à mesa. Fitou os dois enquanto se servi de um pedaço de pizza.
- Sua Tia resolveu visitar Kagura primeiro?
- Pode-se dizer que ela estava cansada demais para fazer visitas. Ela não está acostumada a fazer viagens longas.
- Entendo. – Akai sorriu, virando-se para o amigo. – Qual o seu problema, Jak-chan?
- Nada.. Por um momento hoje cheguei a pensar como Sesshy podia conhecer um monte de artistas e manter segredo. – Jakotsu fez uma careta. – Pessoas velhas e seus estúpidos nomes estranhos.
Akai arregalou os olhos quando Sesshoumaru engasgou a seu lado e apressou-se a levantar e bater em suas costas.
- Cale a boca, Jakotsu! – Ela disse irritada. – Não faço idéia do que diabo você está tentando fazer, mas não é engraçado. Ele é muito grande para a gente conseguir se livrar do corpo!
- Vocês... – Sesshoumaru começou – Obrigado, Akai, pode parar de me bater agora. – Respirou fundo antes de continuar. – Vocês costumam se livrar de muitos corpos por aqui?
- Não! – Akai corou, voltando a se sentar, corada. – É claro que não!
Jakotsu sorriu, recostando-se na cadeira e observando os dois. Pegou um pedaço de pizza, decidido a não fazer mais piadas por hora. Acariciou o cachorro quando este pulou em seu colo. As coisas estavam prestes a se tornar muito mais interessantes.