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Dm Tayashi
Author of 22 Stories

Rated: K - Portuguese - Romance - Reviews: 8 - Published: 11-13-05 - id:2659715

Disclaimer: Trinity Blood não me pertence.


Ela acariciava suas têmporas, tentando fazer a dor sumir.

Já fazia uma semana desde o ocorrido... Mas mesmo assim a dor não cessara.

E sabia que demoraria para passar...

E por algum motivo, ela se recusara a retirar a aliança do dedo.

Tomou um último gole de água, fechando os olhos, tentando esquecer os acontecimentos...

Mas você não pode simplesmente, virar as costas e ir embora!” Ela exclamava, confusa. “Não sem me dar uma explicação!”
Ele a olhou friamente. “E por quê?” Ele foi até a porta e a abriu. “Não temos mais nada um com o outro.” Ele retirou a aliança e colocou-a em cima da cômoda da jovem. “Não mais.” Ele saiu, fechando a porta atrás de si.
Ela olhava a aliança dele em cima da cômoda, não acreditando que tinha acabado.

Ela abriu os olhos rapidamente, vendo que as atenções ainda estavam voltadas para o julgamento.

Mais precisamente, para o advogado que questionava a testemunha.

Seus cabelos longos, escuros, estavam amarrados em um baixo rabo, mas mesmo assim, ainda havia alguns fios que teimavam em cair em sua face.

Isso lhe dava um ar mais sério...

Ele não esboçava nenhuma emoção sequer.

Nenhuma reação aos detalhes que a testemunha dava.

Ela observou também, a maneira que ele movimentava as mãos, sincronizada com suas palavras... Será que essas mãos...

Para com isso!” Ela fechou os olhos e apoiou seu rosto em uma de suas mãos, se repreendendo mentalmente, por pensar coisas desse tipo. “Você acabou de sair de um noivado! Não pode pensar coisas assim...” Ela suspirou, e olhou no seu relógio.

O tempo não passava, desde que ela havia terminado com Hugue. Mesmo com seu jeito indiferente, ele trazia alegria para sua vida.
Suspirou novamente.

Ela já perdera a conta de quantas vezes ela tinha suspirado naquele dia. Há muito tempo não suspirava tanto assim...

De repente, a voz do juiz a acorda de seus devaneios.

Ela se levanta, verificando pela última vez sua pasta, antes de se dirigir à testemunha.

O outro advogado passa do seu lado, e ela pode inalar seu perfume.

Um perfume que combinava perfeitamente com ele: forte, almiscarado...

Mas não era só isso.

O cheiro do perfume se misturava com o cheiro dele próprio, tornando-se impossível de descrever... O que causou um arrepio na mesma.

“O senhor falou para o outro advogado...” Ela aponta para Isaak “... que viu a vítima, dois dias antes de ela desaparecer?”

“Exatamente.”

“E não falou mais com ela?” Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.

“N-não...” Ele bebeu um gole de água. “Ela tinha me ligado nesse dia... mas eu não atendi.”

“Entendo... Mas os dados que eu possuo, mostram que o senhor ligou pra ela...” ela foi até sua mesa e pegou sua pasta. “... três vezes nesse mesmo dia.”

Isaak ouvia as perguntas que a mulher a sua frente fazia.

Ela estava questionando tudo aquilo que ele havia perguntado, e ainda por cima, insinuando coisas que não sabia?

Muito interessante...” Ele pensou, enquanto duas mechas de seu cabelo caíam em seu rosto. Ele continuou a observar.

“O senhor não conseguiu falar com ela?” Ela perguntou, demonstrando uma certa curiosidade na resposta dele. Ela sabia que ele estava mentindo, podia ver pelas suas ações... Mas ela não iria deduzir nada... Não queria colocar tudo a perder.

“N-não...” Ele engoliu em seco.

“Tem certeza?”

Isaak olhava, levemente irritado, mas sentindo um prazer imenso, vendo uma mulher duvidando de algo, que ele mesmo tentara confirmar, momentos antes.

Queria ver como ela se saía sob pressão... Estava esperando o momento certo... Por que não agora?

Ele se levantou e, falando em um tom mais grave e mais elevado, disse:

“Protesto!”

Catherina, assim como todos no recinto, olharam-no curiosos, esperando para ver o argumento que ele iria utilizar.

“A advogada está utilizando argumentos sem nenhuma base, apenas por questionar.”

“Seja mais específica.” O juiz afirmou.

A jovem olhou de soslaio para o outro advogado, que se sentava, sorrindo discretamente e satisfeito consigo mesmo.

Então quer dizer, que o desgraçado consegue demonstrar alguma emoção?” Ela pensou, enquanto limpava a garganta.

Ela se dirigiu a sua mesa, xingando Isaak mentalmente.

Ele a observava mexendo em suas pastas, procurando alguma coisa para utilizar contra o seu cliente.

Tinha conseguido desconcertá-la, deixá-la confusa com suas próprias afirmações.

Ele a vê arrumando alguma coisa em sua bolsa, para logo em seguida, sorrir com o canto dos lábios.

E só agora, Isaak pôde perceber, o quão sensual eles ficavam, quando ela sorria daquela maneira.

Ele lambeu os beiços, discretamente.

Talvez aquilo ficasse muito mais interessante, do que ele podia imaginar.

Ele se lembra do perfume dela... Um perfume discreto, mas ao mesmo tempo marcante.

Agora, ela questionava seu cliente, sobre um número de celular.

Sua voz decidida, fazia contraste com suas feições.

Fortes, porém delicadas.

Uma ótima combinação.

Uma perfeita combinação.

Ele abriu um sorriso malicioso, enquanto soltava seus cabelos para prende-los novamente.

Eles caíram em seus ombros e em suas costas, contrastando com sua pele clara, e seus olhos, também claros.

Ele observou ela andar até sua mesa novamente, e observou também, como a cor preta ficava bem nela.

Seu andar também, tinha algo de diferente... Algo que o tornava muito sensual, por mais que não quisesse aparentar.

Ela mexeu em sua bolsa, para logo voltar ao seu lugar, na frente da testemunha.

De repente, uma musiquinha começa a tocar.

O celular de seu cliente.

Ele não reage, nem demonstra muita emoção, mas fica irritado, vendo que a mulher aparentemente, o subestimava.

Quando se recostou em sua cadeira, pode observar as costas dela... A cintura extremamente fina... As pernas grossas... E um...


O sol estava se pondo, e com ele, poucas estrelas estavam aparecendo no céu.

Não estava abafado, então ele decidira ir tomar um pouco de ar, para digerir todos os acontecimentos.

Soltou os cabelos, preferia-os assim.

Eles caíram, lisos, até o final de suas costas.

Algumas mechas caíram em seu rosto, o emoldurando.

Colocou um cigarro na boca e o acendeu, vendo o sol sumir no horizonte.

Colocou uma mão no bolso, e com a outra, segurava o cigarro.

Ouviu passos se aproximando, devagar.

Fechou os olhos, tirou o cigarro da boca e disse “O pôr-do-sol hoje, está nos convidando a tomar um ar, não é verdade, Cain?”

O jovem loiro se aproximou, sorrindo discretamente.

Com ambas as mãos nos bolsos, ficou do lado de seu empregado, também observando o pôr do sol.

Seus cabelos loiros balançavam de acordo com a brisa leve que teimava em bater neles.

Utilizava um terno vermelho não muito vivo, mas que fazia contraste com sua gravata de cor clara.

“Você realmente precisa tomar um ar, depois do julgamento de hoje.”

Isaak fechou os olhos, e com a mão que segurava o cigarro, levou-a até seus cabelos, removendo algumas mechas que batiam em seu rosto por causa do vento. “Aquela advogada me subestimou.”

“Eu cheguei na hora do seu discurso...” Cain falou, observando as reações de seu amigo. “Estava muito bom...”

“Sim... Mas aquela Catherina, com a história do celular, me derrubou.” Ele colocou o cigarro na boca novamente, para tirá-lo em seguida, soltando a fumaça levemente.

“Mas o caso era realmente difícil,” Cain falou. “Tentar defender um culpado nem sempre é fácil...”

“Ainda mais com uma advogada daquelas,” Isaak falou, relembrando do julgamento. “Ela possuía as nossas informações e outras adicionais... Ela é muito boa.”

“Em todos os sentidos, não é meu caro amigo?” Cain fechou os olhos e sorriu maldosamente.

Isaak, que estava olhando o sol, olhou para seu amigo. “O que você quer dizer com isso?”

“Quero dizer, que talvez você tenha se distraído.”

“Com o que?” Isaak se mostrou levemente irritado com a suposição.

“Com algumas coisas... Deixou uns detalhes passarem...” Cain falou, sorrindo sugestivamente. “Reparou em outros...”

Isaak olhou irritado para Cain, que fez uma cara séria e disse: “Não adianta negar, Isaak. Você se sentiu sim, atraído por aquela mulher.”

O homem deu de ombros, segurando o cigarro entre os dedos.

“Eu senti um ódio profundo por ela... Isso sim.”

“Não importa o que você sentiu ou deixa de sentir.” Cain fala, retirando os cabelos de sua face. “A única coisa que me importa, é o poder que eu quero ter. E sei que, se você continuar atraído por essa mulher, tudo aquilo que nós fizemos por esta associação irá por água abaixo.”

“Eu já falei que não me sinto atraído por ela.” Isaak falou fechando os olhos e se virando, seus cabelos já da cor do céu. “E mesmo que estivesse...” Ele se virou para andar, mas antes de se distanciar muito, jogou o cigarro no chão, pisou em cima e, sorrindo discretamente disse. “Não estaria fazendo nada ilegal.”


Enquanto todos comemoravam na sala de reuniões, Catherina se encontrava próxima da janela, observando o céu.

Estava feliz, sim, com a vitória.

Mas devido aos acontecimentos recentes, sua cabeça andava muito confusa.

Seu coração andava apertado... Não conseguia se lembrar como tinha virado essa mulher séria, que odiava demonstrar todo e qualquer tipo de emoção.

Sentia-se sozinha... Achava que não podia confiar em ninguém.

Não mais...

Tinha medo que os outros a traíssem, como Hugue o fez.

Ele não a traiu – pelo menos, ela queria acreditar nisso – mas traiu a confiança dela.

Nesses momentos, sabia que possuía amigos, com os quais podia contar.

Olhou para o lado e viu Abel brigando com Tres, que permanecia imóvel, por algum motivo estúpido.

Deu um pequeno sorriso, se voltando para a janela.

A lua estava no céu, iluminando-o, já que não tinha nenhuma estrela.

A rua estava deserta, só se via alguns casais de namorados nos bancos da praça.

Lembrou-se de quando Hugue a pediu em casamento.

A noite estava como aquela... Calma, deserta.

Ela conseguia sentir, nesse momento, seus olhos marejados de lágrimas.

Bebeu mais um gole de champagne, tentando afastar as memórias.

“Se divertindo?” Ela ouviu a voz fria de Tres ao seu lado.

“Muito.” Ela sorriu falsamente.

“Sei...” Tres olhou pela janela, se voltando para ela logo em seguida “Você sabe que a mim, você não engana.”

“Eu sei disso...” Ela falou, tomando outro gole “Abel já bebeu demais não?” Ela disse, tentando fugir da conversa.

“Nem me fale... Ele começou a falar de futebol...” Tres falou, olhando para seu amigo que gargalhava. “Sabe...” Ele continuou, olhando para o lado de fora agora.

“O que?” Catherina olhou curiosa para ele.

“Nem sempre as coisas saem como queríamos que elas saíssem” Ele falou, dirigindo seus olhos indiferentes para ela.

Ela deu um suspiro triste, para logo em seguida sorrir. “Eu sei disso...”

Tres deu de ombros, tomando outro gole de champagne.

“Meus companheiros!” Abel os abraçou por trás, rindo.

“Como vai, Abel?” Catherina perguntou, compreensiva.

“Muito bem!” Ele afirmou, pegando mais uma taça de champagne.

Catherina riu e Tres bufou, vendo o amigo feliz daquele jeito.

“Vejo que a senhorita anda muito triste!” Abel falou, cutucando a bochecha da jovem.

“Impressão sua.” Ela falou, acabando com o champagne da taça.

“Não é não... Você pode até enganar esse cara aí ó...” Apontou para Tres “Mas a MIM, Abel Nightroad você não engana!” E ele gargalhou.

“Deus do céu.” Tres falou, impaciente.

“O que você acha da gente viajar?” O jovem de cabelos longos sugeriu, fingindo pensar. “Nós três poderíamos ir para Las Vegas.”

“Para fazer o que, Abel?” Catherina perguntou, curiosa.

“Para nos divertimos ué...” Ele falou, rindo. “E para você esquecer o idiota do seu ex-noivo, e aquele advogado lá, do julgamento hoje.”

Catherina ficou um pouco espantada... Será que estava tão na cara?

“O que você quer dizer?” Ela falou, tentando manter o nervosismo fora de sua voz.

“Você gamou nele, vai dizer que não?” Abel falou, cutucando-a de lado, com o cotovelo.

“Eu o odiei isso sim.” Ela falou, emburrada “Ele é presunçoso.”

“Ou seria...GOSTOSO?” Abel afirmou, gritando.

“Presunçoso mesmo.” Catherina confirmou, fechando os olhos.

“Eu até que gostei da idéia dele.” Tres falou “Nós precisamos mesmo, esquecer os nossos problemas... Pelo menos por um tempo.”

Catherina pensou... Viajar com aqueles dois ia ser no mínimo, engraçado.

E ela poderia esquecer Hugue e qualquer outro tipo de problema que ela estava tendo.

Sem contar que fazia tempo que ela não fazia uma viagem...

“Está bem... eu vou. Que mal pode fazer, não é mesmo?”


Terceira fic de Trinity Blood.
Espero que tenha ficado boa, levando em consideração o meu super conhecimento, em relação a TB.
Como eu estava complemanete sem idéias, não consegui pensar em nenhum título melhor para a fic.
Quero agradecer a Angellore e a Pri, por serem minhas vítimas nessa fic, e a Angellore por ter revisado essa fic.
Quero agradecer a Naru também, por ter me dado idéias de como xingar o Isaak e de como torná-lo mais irritante.
E, agradecer a Kisa também, por ter me dado dicas de como fazer o Tres.
Só mais uma coisa: Positive. Let's go to Vegas.
Até.


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