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Disclaimer: Inuyasha não me pertence, vocês ainda não se convenceram disso?
Ônix
Capítulo Um: Os Novatos
Ele chegou ao seu escritório, em sua casa, após ter ouvido um bip partindo de lá de dentro. Ao entrar, percebeu que um fax havia chegado para ele, com uma mensagem rápida e clara.
“Irei solicitar um relatório a cada duas semanas, claro que, se não terminar antes disso… esteja aqui amanhã e comece seu trabalho”.
Irritante, era o que o responsável pela autoria da mensagem se mostrava, mas mesmo assim, isso já estava certo havia algum tempo, realmente não tinha como evitar, e depois do que soubera, não queria de forma alguma evitar sua ida, como ele mesmo costumava dizer, aquilo seria… revigorante.
xXx
O dia amanheceu com um sol forte lá fora, seus raios adentravam o quarto através das finas cortinas sobre a janela, duas garotas repousavam descansadamente em suas camas lado a lado, ambas tinham longos cabelos castanhos escuros e, no momento, devidamente despenteados. Seus olhos estavam fechados, o que não nos permite analisar suas cores em dado momento. Depois que o sol bateu no rosto de uma delas, a que estava mais perto da janela, ela contorceu-se na cama, não querendo acordar. Mergulhou a cabeça por baixo de seu travesseiro, tentando voltar a dormir, rezando para que sua colega de quarto não acordasse e viesse fazer o mesmo com ela. Mas suas preces foram em vão, logo pôde ouvir a garota na cama vizinha se espreguiçando confortavelmente.
A primeira a acordar mostrou-se com orbes de cor castanha, muito brilhosos, e acordou com uma expressão já muito satisfeita e animada, pelo visto. Tinha um corpo esbelto por baixo do pijama que usava, sentou-se na cama, observando a sua parceira de quarto.
– Kagome, eu sei que provavelmente já está acordada, não tente fugir… temos que ir pra faculdade, sabia? – disse a dona dos olhos castanhos, com uma voz visivelmente cansada.
– Ah, Rin-chan, estou com sono! Vai indo na frente vai, depois eu vou. – proferiu-se Kagome ainda com a cabeça enterrada sob o confortável travesseiro de penas.
– Sempre que você diz isso, é sinal que vai se atrasar. Vamos, você não vai ficar dormindo. Temos que preparar o café da manhã! – disse Rin com uma voz ligeiramente irritada. – Não mandei você ir dormir tarde ontem!
– Mas eu estava esperando por você! – disse Kagome finalmente tirando a cabeça debaixo do travesseiro, encarando-a com os olhos azuis vivos, de uma maneira indignada. – Foi você que chegou altas horas da noite depois de sair com aquele cara lá, o Ken.
– É, mas eu disse pra não ficar me esperando acordada… aliás, por que fez isso? – perguntou Rin ajoelhando-se na cama numa posição desleixada.
– Ahn… – Kagome fez uma cara pensativa. – Ah! Lembrei… como é que foi o encontro!? – ela de repente pareceu animada, nem mesmo parecia estar emburrada e com sono dois minutos atrás, estava com os olhos brilhando.
– Affz… – Rin suspirou pesadamente. – Levanta logo pra gente poder se arrumar vai!
– Ah, por favor, Rin-chan, você não pode fazer isso comigo! Tem que me contar, por favor! – ela pediu suplicante, com as mãos juntas na frente do corpo.
– Uma outra hora, não foi um dos melhores encontros da minha vida mesmo… pode esperar… e, aliás, temos que acordar Sango-chan ainda, você sabe que ela nunca acorda sozinha, ela vai acabar perdendo a aula se não formos lá. – disse Rin se levantando finalmente.
– Ok então, mas depois eu quero saber de tudo direitinho, e garanto que Sango-chan também! – disse Kagome empolgada finalmente para acordar de vez.
– Tá… tá… tá… eu conto mais tarde. – disse Rin derrotada, não tinha muito o que esconder das duas amigas mesmo.
– Bom, eu vou tomando banho aqui mesmo enquanto você chama Sango-chan, tudo bem? – propôs Kagome.
– Ok… eu vou chamar ela e já arrumo minhas coisas enquanto você não termina. – disse Rin indo até a porta, deixando de lado as sandálias que estavam ao pé de sua cama.
– Hai!
E assim, Kagome seguiu para o banheiro do quarto, enquanto Rin saía deste em busca do quarto de Sango, vizinho ao seu. Ela abriu a porta casualmente, o quarto de Sango era mais escuro, não tinha como perceber se o sol já tinha nascido, dava pra dormir o resto do dia sem se dar conta disso. Rin foi até a cama da amiga e cutucou-a no ombro, procurando chamar a sua atenção, a garota tinha cabelos castanhos lisos e longos também, aparentava ser bem mais velha que Rin e Kagome, mas tinha apenas um ano de diferença entre suas idades, Rin chamou-a.
– Hey, Sango-chan! Acorda. – Rin chamou insistentemente, mas a outra apenas se revirou na cama, buscando uma posição mais confortável. – Affz… vocês não têm jeito mesmo. Sango, é melhor acordar ou vai se atrasar para a faculdade.
Mas a outra continuou sem responder, afundando mais ainda a cabeça no travesseiro.
– Você não me deixa escolha… – disse Rin já parecendo irritada.
Sango continuou a não responder e Rin saiu do quarto, visivelmente cansada de tentar acordar a amiga. Sango, que estivera acordada o tempo todo, deu graças a Deus por ela ter saído.
– Ainda bem! – suspirou Sango aliviada, e voltou a tentar dormir agora que Rin tinha deixado-a em paz.
Cinco minutos tinham se passado e Sango conseguira voltar a dormir e sonhar com os anjinhos, até que o céu de seu sonho virou um inferno congelado… ela sentiu uma coisa gelada em cima de si, e levantou-se rapidamente, Rin ria abertamente ao lado de sua cama, com um balde, agora vazio, nas mãos.
– Rin-chan! Eu mato você! Você me molhou toda! – ela estava realmente furiosa, sentada na cama, completamente molhada, com provavelmente toda a água e gelo que tinha na geladeira.
– Olhe pelo lado bom Sango-chan! Você não vai se atrasar para a faculdade e também vai ter menos trabalho ao tomar banho! – disse Rin entre sorrisos breves.
– Mitsuki Rin, você não perde por esperar… não sabe com quem se meteu! Você vai ter sua vingança! – disse Sango numa voz ameaçadora.
– Tá, tá, eu sei Tsukihime Sango! – disse Rin num tom irônico, indo até a porta. – O café estará pronto daqui a alguns minutos, esteja lá na cozinha se quiser comer ainda hoje.
– Tá. – concordou Sango a contra gosto.
Rin seguiu até seu quarto, Kagome já havia terminado seu banho e ela aproveitou para poder ir se arrumar também. Cerca de vinte minutos depois as três garotas encontravam-se na cozinha da casa alugada por elas, sentadas em volta da mesa, cada uma com uma expressão diferente no rosto. Rin estava basicamente alegre, Kagome estava neutra, embora ainda mostrasse traços de muito sono, fora dormir depois de meia-noite, e Sango estava muito aborrecida, com uma expressão nada amigável.
– Sango-chan, o que você tem? Está parecendo aborrecida… – perguntou Kagome devidamente cautelosa, sabia que não era boa idéia brincar com a amiga quando ela se encontrava naquele estado e justo pela manhã.
– E quem não estaria depois de ser acordada com um balde de água gelada!? – revidou Sango, mordendo uma torrada em seguida.
– Ahn… – Kagome conteve a vontade de rir da amiga, sabia que não seria uma boa idéia naquela situação.
Rin, que estava passando geléia numa torrada, levantou-se e saiu da sala, na direção da porta de entrada. Ela voltou alguns minutos depois com um jornal dobrado na mão.
– Toma Sango-chan, pra deixar você feliz, já que só você lê esse troço mesmo. – disse ela entendendo o jornal dobrado para a amiga, com um sorriso.
Sango pegou o jornal dela e abriu, vendo as notícias que tinham nele, estava se formando na faculdade de Jornalismo, tinha que ter acesso a muita informação e ao estilo dos redatores se quisesse ser realmente boa.
– Tem alguma coisa interessante aí? – perguntou Kagome.
– Algo do tipo “Tom Cruise vem para Tokyo”? – ironizou Sango.
– Vem mesmo!? – perguntou Kagome, empolgada com a idéia.
Rin sorriu da reação dela.
– Não, ele não vem para Tokyo, Kagome. – disse Sango, ainda com o mau humor estampado em suas reações. – Mas aqui tem outra coisa interessante…
– O quê? – dessa vez Rin e Kagome se aproximaram mais de Sango para ver a notícia da qual ela falava.
– Teve mais um roubo ontem, numa joalheria fina. Você lembra K-chan? Aquela joalheria onde a gente foi pra comprar um presente pra sua mãe… – disse Sango.
– Lembro sim, era tudo muito caro. – lamentou-se Kagome. – E a loja era imensa.
– Essa loja não abriu esse ano aqui em Tokyo? – perguntou Rin.
– Foi, um pouco depois do começo do ano. – confirmou Sango.
– Nossa! E já foi assaltada… – impressionou-se Kagome. – O que levaram, Sango-chan?
– Um colar de rubis, seu preço era por volta dos 800 mil dólares! – disse Sango.
– O quê!? – espantaram-se Rin e Kagome.
– Como pode um colar valer tanto assim!? Quem daria tanto dinheiro num enfeite? – questionou-se Rin.
– Pois é, e tem gente que dá mesmo. – disse Sango e voltou os olhos para a reportagem mais uma vez. – Era a jóia mais cara da loja e tinha acabado de chegar.
– Bom, deveriam ter reforçado a segurança com uma jóia tão cara. – disse Rin.
– Mas fizeram isso. – disse Sango continuando a ler a reportagem. – Mas também, acho que não funcionaria mesmo, veja quem roubou a jóia…
– Quem? – perguntou Kagome se curvando mais sobre Sango para ver a reportagem.
– Ônix… – ela disse fechando o jornal e jogando-o em cima da mesa. – E mais uma vez, ele ataca.
– Mas ainda não conseguiram pegá-lo? – questionou Kagome.
– Bom, se ele acabou de roubar alguma coisa ontem à noite, acho que não conseguiram não. – disse Rin voltando a se recostar na cadeira.
– Pois é, ele tá dando um belo trabalho para a polícia do país. – disse Sango. – E olhe que ele não age há tanto tempo, seus roubos começaram esse ano ainda, e já conseguiu roubar a jóia mais cara que estava exposta no Japão.
– Sem contar com os outros roubos antes desse. – disse Rin, depois começou a enumerar nos dedos. – Relíquias, artefatos, jóias… eu hein, o arsenal dele deve estar bem cheio.
– Gente, eu ainda não entendi uma coisa… – disse Kagome olhando a reportagem.
– O que você não entendeu K-chan? – perguntou Sango agora parecendo mais amigável.
– Por que deram esse nome de Ônix a ele? – perguntou a garota aparentemente curiosa.
– Parece que você não acompanha muito bem os jornais, não é, K-chan? – disse Sango dando risadinhas.
– O que foi? – perguntou Kagome.
– Toda vez que ele rouba alguma coisa ele deixa uma pedra no local do crime, uma ônix. – disse Rin.
– Ahn… legal. – disse Kagome deixando o jornal de lado.
– É melhor a gente esquecer esse tal de Ônix e irmos para a faculdade… – propôs Sango. – Aliás, que horas são?
As três olharam para o relógio da parede.
– AHHHH! Eu vou chegar atrasada! Eu fico aqui jogando conversa fora e não lembro de me arrumar! É tudo culpa de vocês! – disse Sango se levantando às pressas e indo para o quarto terminar de arrumar suas coisas.
– Não é só você que está atrasada, Sango! – disse Kagome correndo para pegar suas coisas.
– Bem feito. – disse Rin rindo da situação das amigas. – Eu tento acordar vocês cedo, mas não adianta nem quando eu consigo. Já é dom de vocês chegarem atrasadas.
– E você? O que ainda está esperando aqui? Por que não vai se arrumar também? – perguntou Kagome passando pela cozinha.
– Eu não tenho a primeira aula hoje, vocês podem ir na frente, eu vou mais tarde… – disse Rin sossegada. – Ja ne garotas.
– Ja ne Rin-chan! – gritou Sango já na porta de entrada.
– Ja ne Rin-chan! – gritou Kagome também, indo atrás da garota, mas antes se voltou para Rin. – A gente se vê na hora do almoço!
– Hai! – gritou Rin em resposta.
Elas trancaram a porta com força, Rin continuava sentada na cadeira diante da mesa, o jornal estava diante de si, na reportagem sobre a qual elas comentavam minutos atrás. Ela olhou de relance.
– Ônix… affz…
Ela se levantou, deixando o jornal para trás, foi até a sala e se estirou no sofá.
– Bem que eu mereço um descanso a mais, não devia ter chegado tão tarde ontem. – disse ela consigo mesma. – Nota mental para Rin-chan: chegar mais cedo em casa quando sair à noite.
E fechou os olhos, buscando descansar.
Sango e Kagome já chegaram devidamente atrasadas para suas primeiras aulas, assim que chegaram à faculdade cada uma seguiu para seu prédio, Kagome no primeiro ano de Medicina Veterinária e Sango no segundo ano de Jornalismo. Já haviam marcado de se encontrar na hora do almoço na mesma lanchonete de sempre, que os alunos costumavam freqüentar. Rin já devia saber aonde elas iriam afinal, Sango deu graças a Deus por não encontrar Miroku no meio do caminho. Ele fazia Direito, e o prédio onde estudava ficava do outro lado do campus, mas mesmo assim ele sempre arranjava um jeito de atrapalhar a vida de Sango, com aquela mão maldita dele, mas mesmo assim não deixava de ser um amigo. Ela correu um pouco mais para poder chegar a tempo na classe, mas ao chegar lá a aula já havia começado, ela bateu na porta, envergonhada. O professor lhe lançou um olhar reprovador, mas depois assentiu e deixou que ela entrasse.
– Pode entrar Srtª. Tsukihime, mas só tolerarei mais essa vez, você já se atrasou para minha aula duas vezes, essa será a última, estamos entendidos?
– Hai, sensei. – disse Sango sem jeito diante de toda a classe.
Ela seguiu para a sua carteira sob os olhares de todos os alunos, e sentou-se mais aliviada ao perceber que a aula tinha retomado seu curso normal, suspirou cansada, não podia ficar de pernas para cima em casa jogando conversa fora com as amigas se quisesse se formar em Jornalismo, afinal.
Quando ela pensou que tudo estava tranqüilo e abriu seu lap top pra poder acompanhar a aula e as explicações do professor, escutou uma voz e pensou estar ficando louca.
– Não devia se atrasar tanto pra aula Sangozinha, você precisa se formar no tempo certo, uma garota tão bonita como você não deveria se atrasar nos estudos.
Sango virou-se para certificar-se de que aquela voz pertencia mesmo a quem ela pensava que pertencia, ao virar-se 180° percebeu que suas suspeitas estavam corretas, teve que conter um grito de surpresa. Estava agora encarando um par de olhos azuis com ares de sedução, o garoto tinha também cabelos curtos castanhos e presos num pequeno rabo de cavalo baixo. Vestia uma camisa azul de mangas curtas e uma calça preta cheia de bolsos.
– O-o o que você está fazendo aqui!? – perguntou Sango visivelmente surpresa com a aparição do garoto.
– Ah, é que eu não queria assistir à primeira aula, é muito chata, aí decidi vir ver você durante a aula, Sangozinha, mas você ainda não tinha chegado e fiquei aqui ouvindo esse professor falando um monte de porcarias sem sentido. Queria ver se era mesmo interessante esse seu curso, mas acho que é melhor você mudar pra Direito, junto comigo. – disse ele meio voador.
– Em primeiro lugar, não me chame de Sangozinha! – implicou ela irritada. – Em segundo lugar você não tem nada o que fazer aqui, se descobrem que você não é desse curso…
– Você vai contar pra eles Sangozinha? – perguntou Miroku com ar de súplica.
– Já disse pra não me chamar assim! – Sango acabou percebendo que não falara tão baixo quanto pretendia.
Toda a classe virou-se para ela e o garoto com quem discutia, mas Miroku se recostara fingindo não estar falando com ela, acabara se safando, Sango, pelo contrário, não teve a mesma sorte.
– Srtª. Tsukihime! A senhorita já teve o ar de chegar atrasada à minha aula e ainda chega interrompendo, receio que se não se comportar devidamente terá de ficar suspensa das minhas aulas por um mês inteiro! – disse o professor irritado.
– Hai Sensei. Gomen nasai! – desculpou-se Sango levantando-se e fazendo uma reverência exageradamente.
– Está tudo bem, só espero não ter que tirá-la da sala, Sango. – disse o professor voltando sua atenção para a classe logo em seguida. – Continuando…
Sango suspirou aliviada mais uma vez. E mais uma vez seu alívio foi seguido da voz irritante de Miroku.
– Sango, não sabia que era tão mal-comportada durante as aulas. – disse ele. – Nunca imaginaria isso vindo de você!
– Cale a boca Miroku! É tudo culpa sua, não tem nada o que estar fazendo no prédio de Jornalismo! – disse Sango, mais irritada ainda.
O dia não estava sendo dos melhores para ela, mesmo. Acordara com um balde de água gelada na cara, vira mais notícias inúteis no jornal, chegara atrasada na aula e ainda por cima tinha de aturar Miroku no meio de sua aula, sendo que ele deveria estar na aula de Direito e não de Jornalismo. Com certeza alguém devia ter lhe jogado uma maldição.
Enquanto isso, Kagome chegara também atrasada na sala, mas tal como Sango o professor a deixara entrar, e, ao fazer isso, ela não pôde deixar de notar um aluno novo que sentava umas cadeiras depois da sua, até por que não tinha como passar despercebido, ele tinha longos cabelos prateados e olhos dourados. Mas depois de se acomodar na cadeira e tirar os olhos do aluno novo, começou a prestar bem atenção à sua aula, mas acabou se irritando ao perceber quem estava bem atrás dela.
– Olha só… chegando atrasada mais uma vez, que coisa feia, Kagome! – disse uma voz feminina atrás de Kagome.
– Kikyou, não me enche, tá! – replicou Kagome sem se virar para ver a garota.
– Eu já sabia que você era inútil mesmo. – disse Kikyou – Desse jeito nunca vai se formar como eu…
– Ah é, sinto muito, tinha esquecido que você era suficientemente autodidata em se olhar no espelho, até aprendeu como usá-lo. – disse Kagome sem dar atenção à cara de desentendida que ela fizera, sabia que a garota não entendera mesmo, e se fosse entender seria tarde demais pra rebater a resposta.
– Você já viu o aluno novo? – perguntou Kikyou olhando para o garoto de cabelos prateados, e Kagome irritou-se ao perceber que ela ainda falava.
– Não Kikyou, e não estou interessada! – disse Kagome encarando Kikyou atrás de si, já muito irritada.
– Que bom saber, por que esse já é meu! – disse a jovem.
– Por que você não vai encher suas puxa-sacos? E me esquece! – Kagome quase gritou nessa hora, sorte que o professor não percebera, mas acabara chamando a atenção de um certo novato que virou-se para observá-las.
– É mais interessante ver você ser repreendida… – disse Kikyou. – Adoro quando o professor briga com você por que está atrapalhando a aula.
– Mas não sou eu! É você! – implicou Kagome, tentando se conter. – Srtª. Projeto de ameba em coma!
– Kagome e Kikyou, poderiam deixar a sua conversa para depois da aula? – dessa vez foi o professor que se pronunciou.
– Gomen nasai, sensei! – desculpou-se Kagome rapidamente, virando-se para poder prestar atenção na aula.
Rin passou um bom tempo deitada no sofá sem fazer nada que acabou caindo no sono, quando se deu conta de que horas eram ao acordar, saiu correndo pra se arrumar pra poder ir pra faculdade e chegar a tempo.
Quando chegou à frente do prédio faltavam apenas cinco minutos para o início da aula. Correu para a sua sala, mas ao virar um dos corredores acabou batendo de frente com uma pessoa que estava indo para o outro lado. Ela caiu de costas no chão com o impacto, mas a pessoa com a qual batera conseguira manter-se em pé.
– Itai! Você é uma incompetente mesmo não é Rin!? – a garota implicou consigo mesma, sentando e pegando seus livros que tinham caído.
Depois de recolher tudo, ela levantou os olhos para a pessoa com a qual tinha batido. Era um homem, não o conhecia da faculdade, poderia ser um novato do segundo período ou então um parente de algum aluno, ele tinha longos cabelos prateados, olhos dourados e um corpo bem definido, ela o olhou de cima a baixo parando os olhos logo em seguida nos olhos dele e encarando-o. Ele não estava com uma expressão nada feliz, pelo contrário, estava sério até por demais.
– Gomen nasai! – Rin apressou-se em sem desculpar e se levantar de uma vez, lembrou-se que estava bem atrasada. – Bom, eu sinto muito, mas estou atrasada, tenho que correr… a gente se vê por aí.
E saiu correndo pelo corredor de onde viera o homem de longos cabelos prateados. O homem virou-se para vê-la continuar sua correria pelo corredor, e depois retomou seu caminho, com novos pensamentos na cabeça. “Jovens desleixados… ter que aturar tudo isso de novo, maldição”, pensava consigo mesmo enquanto voltava a caminhar pelos corredores agora vazios.
Rin conseguiu chegar a tempo de a aula começar, não levou nenhuma reclamação do professor que chegara depois dela, felizmente. Quando sentou pra começar a ouvir aquela aula que era particularmente chata, Direito também tinha suas matérias ruins, ela lembrou-se do homem que vira no corredor. “Quem será que era ele? Nunca o vi no prédio de Direito antes, acho que deve ser mesmo um aluno novo. Talvez Miroku-senpai saiba, vou perguntar pra ele depois”, pensava ela, mordendo o bocal da caneta.
Tudo estava tão monótono para Rin e Kagome que quase dormiram na aula, quanto à Sango, até tentou ficar no tédio total, mas nem teve chance com Miroku lhe enchendo o saco durante toda a aula.
Depois de muita ralação, finalmente as aulas acabaram e Sango, Rin e Kagome se dirigiram para o local marcado, com um Miroku irritante no pé delas.
– Olá garotas! – cumprimentou Miroku ao encontrar Rin e Kagome que chegavam à lanchonete onde ele e Sango já ocupavam uma mesa, e Sango estava parecendo irritada com o simples fato de ele estar ali com elas.
– Olá Miroku! – cumprimentou Kagome.
– Domo Miroku-senpai! – cumprimentou Rin educadamente.
– Er… que é isso Rin, já disse que não precisa ficar me chamando desse jeito. – disse Miroku coçando a cabeça, envergonhado.
– Mas você é meu senpai. – disse Rin sentando-se numa das cadeiras vazias, assim como fez Kagome.
– Iie, não quero que me chame assim, não, não. – disse ele insistente.
– Tá bom, se faz tanta questão… – disse Rin contrariada.
– Já está bom, vamos pedir alguma coisa pra comer, eu estou morrendo de fome! – disse Kagome.
– Eu também K-chan. – disse Sango.
Eles chamaram uma das garçonetes e ela anotou o pedido de todos, e começaram a conversar logo em seguida.
Pouco tempo depois que eles pediram a comida, Rin pôde ver que mais dois garotos, que ela não conhecia, entraram na lanchonete. Ambos tinham cabelos prateados e olhos dourados, um deles tinha mais cara de criança, mais imaturo, já o outro, era o mesmo homem que Rin vira antes da aula começar, que esbarrara com ela.
– O que tanto olha Rin? – perguntou Kagome olhando para o mesmo lugar que a amiga, logo ela pôde avistar os “novatos”.
Sango e Miroku, que estavam sentados nas cadeiras viradas contra a porta de entrada, tiveram de virar para poder encarar os dois homens que estavam ali.
– Vocês já os viram? – perguntou Sango.
– Era o que eu ia perguntar a você Miroku. – disse Rin voltando-se para o amigo a sua frente. – Eu o vi no prédio de Direito, você sabe se ele é aluno novo?
– Ah, aquele ali mais baixo, ele entrou na minha classe hoje. Eu notei a presença dele lá, e parece que a Kiknojo também, pelo menos ela parou de me encher… – disse Kagome parecendo indignada.
– Mesmo? – questionou Rin.
– Hai. – afirmou Kagome.
– E então Miroku, sabe alguma coisa deles? – perguntou Rin mais uma vez.
– Seria impossível ele saber, não é Miroku? – disse Sango irritada.
– Por quê? – perguntou Rin.
– Ele passou toda a manhã na minha classe de Jornalismo! – disse ela mais irritada ainda.
– Mas você não faz Direito como Rin-chan, Miroku? – perguntou Kagome.
– Er… – ele ficou meio sem graça diante da reação de Sango. – Ah, eu sei que você gostou da minha companhia Sangozinha, admita… – ele disse se aproximando da garota.
A cena que se seguiu foi a habitual, Sango ficou vermelha até o último fio de cabelo, primeiro de vergonha, depois de raiva, e num segundo, Miroku tinha uma marca vermelha de uma mão bem no meio do rosto.
– Itai…! Essa doeu, Sangozinha! – disse ele, massageando o local atingido.
– Já disse pra não me chamar desse jeito! – implicou Sango.
– Que pena que você não sabe, mas não tem problema, eu só estranhei vê-lo no prédio de Direito. – disse Rin pensativa e observando o homem de cabelos prateados sentado numa das mesas mais distante.
– Ah, mas não tem problema, se você quer saber, eu descubro rapidinho! – disse ele, e, logo em seguida, um sorriso malicioso surgiu em seu rosto. – Ah-ha! Já entendi porque está tão interessada nele…
– Hm!? – ela ficou totalmente vermelha diante do que ele dissera. – O que você está insinuando Miroku!?
– Ele é bem bonito mesmo Rin! – disse Kagome empolgada com a idéia.
– Ahn… – Sango entrou na conversa também. – Então a Rin-chan está interessada num cara novo! Mas você não saiu ontem à noite com o Ken?
– Nossa! Você é rápida hein, Rin! E depois vocês ficam falando de mim! – disse Miroku aparentando indignação.
– Tá, já chega de falar de mim! Vamos mudar de assunto, tá legal!? – disse ela, enfurecendo-se.
– Ok, se é assim, eu vou lá falar com eles e tirar essa história a limpo! – disse Miroku, se levantando.
– Nani!? – Rin assustou-se com a proposta dele, se ele abrisse a boca, iria ver uma coisa.
– Eu vou dar uma palavrinha com eles, e não precisa se preocupar, eu vou falar de você também Rin! – disse Miroku indo na direção da mesa dos dois.
Sango e Kagome abafaram risadas ao ver que Rin não pôde reagir a tempo de Miroku sair.
– Aiiii! Eu vou matar o Miroku! – dizia ela irritada e vermelha.
A mesa onde os dois novatos estavam sentados estava particularmente silenciosa, o mais velho, que Rin vira no corredor, estava calado, apenas apreciando o seu suco, enquanto o mais novo, colega de classe de Kagome, enchia sua boca com um hambúrguer enorme. Miroku foi chegando até a mesa deles, por trás do mais velho, e sem pensar duas vezes, ou olhar duas vezes, acabou batendo nas costas do mais velho, um tipo de tapa amigável entre homens. O garoto que comia o hambúrguer parou de súbito e fitou o suicida que fizera isso, Miroku estava com uma expressão bem sorridente.
– E aí!? – ele cumprimentou os dois, com a mão ainda apoiada nas costas do qual batera. – Pelo visto vocês são novatos aqui!
– Não me toque… – o que bebia o suco minutos atrás se pronunciou.
Miroku gelou ao ouvir o tom de voz do homem, era frio e indiferente, a situação piorou quando ele virou-se para encarar Miroku, naqueles olhos dourados jaziam uma expressão assassina, Miroku congelou de vez. O outro só assistia a cena.
– Foi mau cara! Eu não tinha visto que você estava bebendo! – disse sem graça, rezando para que aquele tapa não lhe custasse uma bela surra.
– O que você quer aqui? – perguntou no pior tom de voz possível, frio, assassino e pausado.
– Ah! Eu só vim me apresentar, eu soube que vocês acabaram de chegar aqui… se quiserem eu posso ajudar! Eu sou Houshi Miroku. – apresentou-se ele totalmente sem graça.
– Já se apresentou, e não precisamos de ajuda. – disse o outro virando finalmente o rosto, o que tranqüilizou Miroku.
– Ah, que é isso, vocês acabaram de chegar, vão precisar se enturmar, eu posso ajudar! – disse Miroku tentando persuadir o “assassino”.
– Não adianta falar com ele, você não vai conseguir nada. – disse o que ainda saboreava o hambúrguer. Depois que seu parceiro virou o rosto sem nenhuma reação plausível, não tinha mais graça ficar assistindo. – Eu sou Inuyasha, acabamos de chegar sim. Esse aí é meu irmão mais velho…
– Meio-irmão. – corrigiu o outro, ainda sem se importar e continuando a tomar seu suco.
– Que seja… – Inuyasha fez um movimento desinteressado com a mão. – O nome dele é Sesshoumaru. Eu vou continuar o primeiro ano de Medicina Veterinária, e ele…
– Direito. – completou Miroku.
Sesshoumaru arqueou uma sobrancelha para ele ao ouvir aquilo, como ele sabia que ele iria cursar Direito?
– Ah… – Miroku logo continuou ao ver a expressão confusa surgir no rosto do outro. – É que a minha amiga ali, a Rin… – ele indicou Rin na mesa mais adiante, ao que a garota percebeu. – Viu você no prédio de Direito.
Sesshoumaru curvou-se de leve para poder ver a pessoa da qual Miroku falava, e por um instante seu olhar se cruzou com o de Rin, até ela desviar com uma velocidade incrível, ele pôde lembrar-se vagamente da garota com a qual esbarrara ao chegar à faculdade. Enquanto isso, na mesa das garotas.
– Eu não acredito que o Miroku fez isso! – dizia Rin furiosa para as amigas, depois de ter desviado os olhos de Sesshoumaru e ter visto Miroku apontando-a.
Kagome e Sango continuavam a segurar suas risadas diante da forma como Rin estava, vermelha até dizer basta.
– Querem parar com isso!? – ela mandou, mais envergonhada ainda. – E não fique tão assim Kagome, olha só, parece que o Miroku tá falando de você também!
Kagome se virou a tempo de ver Miroku indicando ela dessa vez.
Enquanto isso na mesa dos garotos, Miroku continuava a falar sem parar.
– E você deve conhecer a minha amiga Kagome. – ele disse para Inuyasha apontando Kagome na mesa mais a frente. – Ela disse que viu você na aula.
Inuyasha virou-se um pouco para olhar Kagome mais atentamente, ao que seu olhar se encontrou com o da garota, antes que ela fizesse a mesma coisa que Rin.
– Ah, eu acho que eu lembro sim dela, eu a vi conversando com a irmã dela, eu acho. Deviam estar discutindo, pelo jeito como ficaram as caras delas. – disse Inuyasha se voltando para Miroku.
– Irmã? – Miroku perguntou intrigado. – Mas Kagome não tem irmãs… ela só tem um irmão mais novo que por sinal não mora aqui. Será que ela está querendo esconder o jogo comigo?
– Mas eu a vi conversando com uma garota muito parecida com ela… – disse Inuyasha entendido.
– Ahh! – Miroku pareceu recordar-se. – Você deve estar falando de Kikyou! Elas são mesmo parecidas, mas não são irmãs, não.
– Ahn… – Inuyasha pareceu entender o que ele dissera e olhou mais uma vez para a garota na outra mesa. A cena parecia engraçada de longe.
A terceira garota ria até não conseguir mais, e quanto à Kagome e Rin, tentavam fazê-la parar de algum jeito.
– E quem é aquela outra lá? – perguntou Inuyasha indicando Sango.
– Ah, aquela dali é minha Sangozinha! Ela não é linda? – disse Miroku olhando para a garota que tentava conter o riso e não olhava para os dois.
“Quanta idiotice…”, Sesshoumaru já estava se cansando de ter que ficar ali ouvindo aquela conversa idiota. Ele apressou-se em terminar seu copo de suco e jogá-lo de lado, finalmente chamando o irmão para partir, tinha muito mais coisa pra fazer do que ficar ali jogando conversa fora.
– Inuyasha, vamos embora. – disse de uma vez só, levantando-se.
– Ei! Mas eu ainda não terminei de comer! – disse o mais novo, contrariado.
– Não disse pra ficar jogando conversa fora. – disse Sesshoumaru já se virando para sair. – Se quiser pode ficar e ir andando pro outro lado da cidade.
– Bem que você poderia esperar! – disse ele com raiva.
– Não, não posso, tenho muito mais o que fazer. – disse Sesshoumaru. – Quando estiver com o seu carro, vá pra onde entender, quando estiver dependendo do meu carro, apresse-se antes que perca a carona.
Miroku só assistia o tratamento super-amigável entre os dois irmãos, ou melhor dizendo, como Sesshoumaru corrigira um tempo atrás, meio-irmãos.
Inuyasha finalmente cedeu e seguiu o irmão para fora do estabelecimento, despedindo-se antes de Miroku.
– Até mais, talvez a gente se veja amanhã. – disse ele, indo com o irmão.
– Claro, até amanhã então! – despediu-se Miroku, como sempre animado.
Logo depois que os dois saíram de lá, Miroku voltou-se para a mesa das garotas, e não gostou muito do que viu. Kagome e Rin lançavam-lhe olhares fulminantes.
– E-ei, garotas, o que foi? Por que estão me olhando desse jeito? – perguntou ele temendo o que viesse acontecer, por um momento ele recordou-se do olhar assassino que recebera de Sesshoumaru momentos atrás, agora estava encurralado…
– O que você disse exatamente a ele Miroku? – perguntou Rin pausadamente, o que deu um ar mais perigoso ao tom de voz dela, enquanto levantava-se vagarosamente.
– É, estamos loucas pra saber de cada detalhe. – completou Kagome usando o mesmo tom.
– Hey! Eu n-não di-disse na-nada! – disse Miroku, mas elas continuaram a avançar lentamente, com fogo nos olhos. – San-Sangozinha! SOCORRO!
Kagome e Rin dispararam atrás de Miroku, mirando-o com copos de plásticos e restos de comida até saírem do estabelecimento e Sango assistia apenas, quando ela ia se levantar pra sair, a garçonete apareceu com a conta a ser paga.
– Aqui está a conta, senhorita. – disse a garçonete.
Sango olhou para a conta e de repente ficou com uma expressão enfurecida.
– Eu mato os três! – disse mexendo na bolsa e tirando a carteira pra poder pegar o dinheiro.
Enquanto Sango pagava a conta da lanchonete, Rin, Kagome e Miroku andavam lado a lado, umas duas quadras de distância da lanchonete na qual haviam deixado Sango.
– Eu acho que a gente vai escutar uns bons gritos quando a gente chegar em casa que encontrar com a Sango. – disse Kagome.
– Nós não devíamos ter feito isso com ela! Isso vai nos causar problemas. – disse Rin.
– Não se preocupem com isso garotas, pelo menos dessa vez não teve pra onde correr, ela precisou pagar a conta. – disse Miroku.
– Isso por que não é você que mora com ela… – disse Rin. – Depois do dia que ela teve hoje, eu não duvido que ela apronte alguma com a gente.
– Tem razão Rin-chan, temos que estar preparadas. – disse Kagome.
– Mas, mudando de assunto… Miroku, quem eram aqueles dois afinal? – perguntou Rin.
– Ah, você tinha razão Rin-chan, eles são alunos novos, aquele que você viu era o Sess-num-sei-das-quantas, ele pareceu um maníaco me olhando daquele jeito, só porque eu fui amigável. – disse Miroku. – Ele é aluno de Direito.
– Você foi amigável? – ironizou Rin. – Eu vi você chegando e batendo nas costas dele, ele quase derramou todo o copo de suco.
– Ah, foi um simples acidente… – disse Miroku sem graça, coçando a cabeça. – Ah, Kagome, o Inuyasha pensou que você era irmã da Kikyou de tanto que eram parecidas.
– Eu!? Irmã da Kiknojo!? Nem de longe! Ele só pode tá delirando! Eu não suporto aquela garota, ela vive me irritando durante a aula! – disse Kagome irritada.
Miroku e Rin sorriram sem graça. De repente eles ouviram uma voz se pronunciar atrás deles.
– Higurashi Kagome, Mitsuki Rin, Houshi Miroku! – era uma voz bem conhecida, os três amigos gelaram ao ouvi-la naquele tom ameaçador.
– Oh-oh… – pronunciou-se Miroku.
– Eu disse que não tinha sido uma boa idéia… – disse Rin.
– Acho que a gente vai dormir na sala hoje, Rin-chan. – disse Kagome.
– A sala ainda é muito boa pra vocês duas! Quem sabe eu ainda deixe vocês dormirem na soleira da porta! – pronunciou-se Sango atrás deles no mesmo tom ameaçador. – Já não bastou me acordar com um balde de água, não foi, Mitsuki Rin!
– Ai ai, eu não gosto quando ela fala meu nome todo! – disse Rin nervosa.
– Acho que a gente não correu demais. – disse Miroku.
– Fique caladinho, Houshi Miroku! – pronunciou-se Sango mais uma vez. – Vocês vão me pagar caro pelo dia de hoje! Acreditem.
– Eu acho melhor a gente fazer alguma coisa. – disse Miroku aos sussurros para as amigas.
– Tipo o que? – perguntou Kagome.
– DAR NO PÉ! – gritou Rin já seguindo Miroku e sendo seguida por Kagome.
– Ah, mas vocês não me escapam mesmo! – gritou Sango correndo atrás deles também.
A perseguição seguiu-se por um bom tempo até conseguirem chegar a um acordo e irem bater em casa, mas enquanto eles corriam pelas ruas da cidade até suas casas, fugindo de Sango, no outro lado da cidade, os alunos novatos já haviam chegado em sua casa havia um certo tempo. Inuyasha estava em seu quarto jogando um jogo qualquer, enquanto Sesshoumaru estava em seu escritório, consultando algumas coisas em seu lap top. Ele passava alguns tipos de fichas, com fotos nomes, endereços, várias informações, todas elas tinha o mesmo emblema, o da faculdade na qual acabara de entrar.
– Yakamura Kouga, primeiro ano de Direito, 19 anos. Pai… mãe… – ele lia as informações na tela do computador.
Aquilo estava tedioso. Passou para o próximo da lista.
– Mitsuki Rin… – ele parou um pouco, observando a imagem da garota que esbarrara ao chegar ao prédio de Direito, e a mesma que aquele cara mostrara a ele. Momentos depois, continuou lendo as informações, parecendo mais interessado. – Primeiro ano de direito, 18 anos. Pais mortos…
Ele observou mais um pouco a imagem dela e depois passou o arquivo, quando ia ler o nome, seu irmão, corrigindo, meio-irmão abriu a porta de vez. Ele fechou a página e abaixou a tela do lap top.
– Já disse pra não entrar sem bater. – disse Sesshoumaru ríspido.
– Ah, não interessa! – disse outro desinteressado. – Não tem nada demais!
– Tem a minha privacidade. – disse Sesshoumaru ficando irritado. – O que você quer pra vir me interromper?
– Eu vim avisar que eu vou sair pra ir buscar o meu carro, assim não vou ter mais que esperar por você! – disse Inuyasha.
– E o que ainda faz aqui? – disse Sesshoumaru massageando a área entre os olhos, tentando manter a calma.
– Feh! – Inuyasha fungou e saiu fechando a porta com força.
– Idiota. – reclamou Sesshoumaru consigo mesmo.
Depois que ele ouviu o suave baque da porta de entrada fechando ele voltou a abrir a tela do lap top, mas dessa vez abriu um novo arquivo, parecia uma matéria de jornal e o título ele leu com calma.
“Roubo de colar de rubis, Ônix ataca novamente”
Final do Capítulo Um
Oi, pois é, estou ressucitando Ônix... coitadinha, ficou tanto tempo esquecida XD
Bom, estou repostando os capítulos com a devida revisão, porque coloquei algumas informações erradas e talzes. Vou ajeitar tudo direitinho e então, continuo com finalmente o capítulo quatro.
Acho que é tudo, até o próximo capítulo revisado!
Kissus!