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N.A: Gente, MIL DESCULPAS por ter demorado tanto pra continuar a fic! Tive uma crise de inspiração... mas agora voltei, com muitas idéias! A fic mudou de nome, mas continua sendo D/G, os capítulos anteriores não mudaram... ela continua de onde parou!
Queria agradecer à minha prima, Gaby, pela ajuda nesse capítulo tb!
Gostei muito do rumo que a fic tomou a partir daqui... espero que vcs gostem tb! Por favor, deixem suas reviews, ok?
Muito obrigada!
Aileen Daw
CAPÍTULO 08
ALGO PARA PENSAR NO VERÃO
No final de maio, os professores pressionavam ainda mais os alunos sobre os N.O.M.'s, mas Gina não conseguia se concentrar. Malfoy tinha parado de aparecer pelos corredores, e Gina ainda assim olhava para os lados, para certificar-se de que ele não estava lá. Depois se reprimia por isso. Sabia que não gostava dele, isso não era possível, mas ainda se lembrava de tudo que aquele beijo a fizera sentir... como os beijos de Dean e Michael nunca fizeram. Eles eram carinhosos, delicados, mas nunca arrebatadores como os de Draco. Nunca deixaram-na sem ar como os dele.
Foi no último dia do mês que ela se realmente se surpreendeu: acordara no último sábado do mês com uma coruja negra na janela de seu dormitório.
Me encontre na estufa 4 depois do almoço.
D.M.
Oras, por que ele queria que ela fosse à estufa? Ele pedira que ela o encontrasse em Hogsmeade alguns dias atrás para beijá-la, e ela ainda não tinha entendido a atitude dele. Mil motivos passaram em sua cabeça, nenhum exatamente convincente. Não era possível que de repente ele tivesse perdido todo o ódio pela família dela e simplesmente se apaixonado. Ninguém se apaixona simplesmente com um beijo. Eles nunca conversaram! Não poderia ser simplesmente porque ele a achava bonita, pois ela ainda era uma Weasley. Resolveu ir para finalmente tirar esse assunto de sua cabeça.
"Rosas Negras", pensou, observando o local ao chegar. "Que conveniente!"
- Você se atrasou. – ela disse, quando ele chegou à estufa.
- Não precisa dizer o que já sei. – ele revidou, aproximando-se dela.
- Não vai dizer por quê? – Gina não saiu do lugar. Estava de braços cruzados, encostada na parede do fundo da sala, do lado oposto à porta.
- Não devo explicações a você, Weasley. – ele continuou a caminhar em sua direção.
- Foi você que me chamou aqui.
- E você veio. – agora ele estava muito próximo.
- É, eu estou aqui.
Os dois se encararam por um instante demasiado longo. O rosto de Draco estava parcialmente coberto pelas sombras das flores do local, e Gina não conseguia vê-lo claramente.
"O que será que ele está pensando?"
"Por que raios ela é tão bonita?"
- Eu não sou ingênua, Malfoy. – ela disse, depois de o que pareceu muito tempo. - O que você quer realmente?
Mas Draco não respondeu. Foi se aproximando dela e deixando seu rosto sair das sombras. Gina pôde ver novamente aquele sorriso, que já a irritava desde o primeiro momento, naquele Natal. Ele parou com seu rosto bem próximo ao dela, ainda encarando-a.
- Eu quero um motivo.
- Eu não preciso te dar um motivo, Weasley. – o loiro disse, em tom debochado, agora com sua boca muito próxima à dela. – Porque eu sei que, independente do que eu disser, você ainda vai me procurar.
Então, ele se afastou, andando para trás, até virar-se na porta e ir de volta para o castelo, deixando uma perplexa e irritada Gina na companhia das rosas negras.
Gina não teve tempo de procurar satisfações para a atitude de Draco. Os N.O.M.'s estavam realmente próximos. E pensar que ela nem sabia ainda o que queria fazer! As orientações vocacionais com McGonagall clarearam um pouco sua cabeça, mas ainda tinha dúvidas. Medi-bruxa era uma das suas opções mais fortes, mas ela também adorava os animais mágicos! Bom, vou ter que decidir, e logo.
Com tanto o que estudar, sua mente pensava menos na noite na estufa 4. Não encontrava Draco com freqüência, mas quando se esbarravam na biblioteca ou no Salão Principal, ficava contente em perceber que não o tinha procurado, como ele achava que ela faria. Mesmo que, muitas vezes, ela tivesse pensado em fazê-lo.
"Apenas para descobrir o que ele está aprontando", dizia para si mesma.
Finalmente, chegou o último dia de aula.
- Como foram os N.O.M.'s, Gina? – perguntou Ron, enquanto jogava xadrez bruxo com Harry no salão comunal.
- Tenho certeza de que não passei em História da Magia e Adivinhação. Mas tudo bem, não faz diferença. Acho que consegui ir bem nos que são necessários para as carreiras que pretendo seguir.
- Já se decidiu? – perguntou Harry.
- Não, resolvi esperar os resultados chegarem. As matérias são quase as mesmas, de qualquer maneira... Cadê a Hermione? – perguntou, notando a ausência da amiga.
- Deve ter ido procurar algum professor. – Ron respondeu. - Ela saiu nervosa do teste de Feitiços... sempre acontece isso! Acha que foi mal e que errou tudo, mas tira a maior nota da turma.
Eles riram com o comentário do amigo. Gina olhou para Harry, percebendo novamente que adorava o sorriso dele. O garoto desviou o olhar quando ela não o fez.
- Vou arrumar minhas coisas – disse ela, inventando uma desculpa para não permanecer ali. – Vocês deveriam fazer o mesmo! O Expresso sai cedo amanhã.
- Ah, calma, Gina! – disse Ron, observando o tabuleiro de xadrez. – Temos até as 11 horas da manhã para fazer isso.
- Que bom que eu não arrisco perder o único meio de voltar para casa. – levantou-se. – Boa noite para vocês.
Gina estava um bocado desconfortável na cabine do Expresso de Hogwarts. De um lado, Ron e Hermione. Do outro, Harry e Carla, a corvinal que ele estava namorando.
- Vou dar uma volta – disse ela, sem esperar resposta, saindo da cabine.
Passou observando em todas as cabines se encontrava um rosto amigo. Estava quase no final do trem e nada. "Por que nunca encontramos quando queremos?"
- Está me seguindo novamente, Weasley?
Draco Malfoy estava andando atrás dela.
"E encontramos o que não queremos!"
- Parece o oposto para mim, não, Malfoy? – perguntou, virando-se para o loiro. – Estou procurando Luna, ou Neville, ou qualquer um.
- Cansou do Potter, finalmente? – riu o garoto.
- Não quero ser um castiçal na cabine deles.
- Você não quer se torturar. – Draco encostou na parede e cruzou os braços, encarando-a.
- Torturar? Não existe essa possibilidade. – Gina cruzou os braços e também o encarava.
- Então você está dizendo que não se importa nem um pouco com a namoradinha do seu herói?
- Não é da sua conta. – ela tentava passar, mas ele barrava o caminho.
- Se é esse o caso, acho que fiz um bem a você. – ele sorriu, arrogante.
- Você não fez nada, Malfoy. – A ruiva empurrou-o. – Sai da minha frente.
Para piorar a situação, mal deu dois passos e esbarrou em Ron.
- O que ele queria, Gina? – Perguntou, olhando para Draco, que tinha virado e observava a garota.
- Nada, Ron, deixa pra lá. – Mas não adiantou. Quando ela viu, Ron já apontava a varinha para o loiro.
- Não se atreva a chegar perto da minha irmã outra vez, seu trasgo idiota.
Draco também pegou a varinha.
- Ron, não faça isso. – Gina segurou o braço do irmão, falando bem baixinho. – Por favor.
Então ela olhou para Draco, querendo dizer o mesmo para ele. Para sua surpresa, o loiro guardou a varinha primeiro.
- Você tem sorte, Weasley – disse a Ron – que estou de bom humor hoje. – Então começou a andar, esbarrando propositalmente em Gina.
- Idiota. – murmurou Ron. – Vamos voltar para a cabine – ele chamou a irmã.
- Vai na frente, Ron, eu já te alcanço. Preciso... ir ao banheiro.
Sem ouvir a resposta, foi andando em direção aos banheiros, mas desviou-se para onde tinha visto Draco ir, na outra extremidade do Expresso. "Eu não deveria estar fazendo isso", pensou, quando chegava à última cabine. Então, já na porta, mudou de idéia e resolveu voltar.
Tarde demais.
- Eu disse que você iria me procurar, não disse? Não minta para mim, Weasley. - Ouviu Draco dizer, logo atrás dela. – Desta vez, você estava me seguindo. O que quer? Um beijinho de despedida?
- Não seja idiota. – Respondeu, virando-se para ele. – Eu ia te agradecer por não ter enfeitiçado meu irmão, mas decidi que não valia a pena.
Draco riu, encostado na porta da cabine. O corredor onde estavam não tinha mais ninguém além deles. A ruiva notou isso, finalmente, e virou-se para voltar à sua cabine, sem dizer nada.
- Não vá ainda. – Draco segurou-a.
- O que você quer? – perguntou, nervosa.
O loiro então inclinou-se rapidamente, beijando-a. Alguns segundos depois, soltou seus lábios dos dela. Então, elevou um pouco o braço que segurava, abriu a mão dela, colocou algo e fechou-a. Gina o encarava, não viu o que ele colocou em sua mão.
- Apenas te dar algo para pensar no verão. – disse ele, com o rosto muito próximo do dela. Depois, sorriu e foi embora.
Só então Gina viu o que o garoto havia colocado em sua mão: uma rosa negra.
Ela continuou olhando para Draco, que em momento algum olhou para trás.
"Ainda saberei o motivo disso, Malfoy." Virgínia mal tinha palavras para expressar sua raiva naquele momento.