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Books » Harry Potter » The Spy Series
Paula Lirio
Author of 34 Stories
Rated: K - Portuguese - Romance - Harry P. & Draco M. - Reviews: 51 - Updated: 11-11-07 - Published: 12-31-05 - id:2727906
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Título: The Spy Series (1): Encontro
Autora: Cosmic

Tradutora: Paula Lírio
Beta da Tradução: Lilibeth

Disclaimer: Essa história é baseada nos personagens e situações criados por J.K. Rowling.
Rating: G
Par: HP/DM
Sumário: Harry é enviado para receber o novo espião após um encontro de Comensais. Primeira parte de The Spy Series.

Nota da Autora: Essa é a primeira de, pelo menos, seis ficlets.

Nota da Tradutora: Essa é mais uma fic que traduzo da Cosmic. Não vou demorar pra atualizar, mas aviso que a fic ainda não terminou, e ela demora muito para atualizar. Até agora ela só postou três capítulos... Mas aproveitem, a fic é muito fofa.

ooo

The Spy Series I

Encontro

De Cosmic

ooo

'Harry,

Por favor, venha ao meu escritório assim que terminar seu jantar.

Prof. Dumbledore'

Harry leu o bilhete duas vezes, e franziu as sobrancelhas se perguntando o que estava acontecendo. Ele havia feito alguma coisa errada? Pela primeira vez ele não conseguia lembrar de ter quebrado nenhuma regra – pelo menos nenhuma que fosse o suficiente para ser chamado ao escritório do diretor.

Enquanto caminhava ao escritório de Dumbledore, vinte minutos depois, ele estava nervoso. Hermione e Ron caminhavam em direção à Torre da Grifinória, Hermione absorta num livro e Ron fingindo não estar excitado por poder ficar sozinho com ela por um tempo.

Assim que Harry parou na frente da estátua que escondia a sala do diretor, ela começou a girar e Harry pulou nos degraus, supondo que, de alguma forma, Dumbledore sabia que ele estava lá.

"Professor Dumbledore?" A sala estava como sempre esteve; os quadros o olhavam curiosamente e Fawkes sentada em seu poleiro, olhando Harry contemplativamente.

"Ah, Harry, aí está você." Albus Dumbledore descia as escadas, as vestes arrastando atrás dele. "Como vai?"

"Bem, senhor" Harry respondeu. "O senhor… hn… o senhor me chamou?"

"Tão direto, sempre tão direto." Professor Dumbledore disse, com os olhos cintilando para Harry.

O diretor sentou em sua mesa e fez sinal para Harry se sentar em alguma das cadeiras.

"Eu tenho um serviço para você." Dumbledore disse.

"Um serviço?" Harry repetiu sem entender. "Que serviço?"

Dumbledore sorriu. "Um serviço para a Ordem, Harry. Eu pediria a outra pessoa, mas o Professor Snape não pode sair do castelo desde que Voldemort descobriu sobre ele e Minerva – bem, ela não gosta de sair à noite numa época dessas."

"O que o senhor quer que eu faça?" Harry perguntou. O que quer que fosse, parecia perigoso. A coragem Gryffindor imediatamente despertou em Harry.

"Nosso espião chega essa noite, Harry." Dumbledore disse e, de repente, ele já não estava sorrindo. "Ele tem informações vitais para nós. Eu preciso que você vá buscá-lo, para ter certeza que ele chegue ao castelo ileso."

Harry olhou para Dumbledore. "Eu nem sei quem é o espião." Ele disse. "Como é que eu posso ir buscá-lo? E se não for seguro? E se tiver alguém seguindo ele?"

"Foi colocado um feitiço nele para sabermos se ele está sendo seguido." Dumbledore disse. "Confie em mim, você só tem que se preocupar se ele está ferido ou não – caso esteja, leve-o direto para a enfermaria. Você pode fazer isso pra mim, Harry?"

Harry ficou quieto por um momento. Era uma grande tarefa – era o único espião que a Ordem tinha, já que Professor Snape havia sido descoberto por Vodemort. Ele não teria sobrevivido ao duelo se não fossem pelas visões que Harry tinha de Voldemort e o corajoso resgate de Remus Lupin. Snape não parava de rosnar sobre o quão estúpido 'o lobisomem' foi para resgatá-lo. Harry quase sorriu à memória, antes de lembrar da seriedade da situação. O espião. Traze-lo ao castelo a salvo.

"Eu faço." Harry disse, assentindo com a cabeça. "Quando ele chega?"

"Em cerca de vinte e cinco minutos." Professor Dumbledore disse. "Eu tomei a liberdade de pedir a Dobby para pegar a sua capa de invisibilidade no seu quarto – eu quero que você a use quando for."

Harry se perguntou por que precisava levar a Capa de Invisibilidade já que o Diretor disse que não havia perigo, mas não falou nada. "Onde ele vai estar?"

"Fora dos portões" Dumbledore disse. "É até onde ele pode aparatar – depois disso a proteção não permite."

"Eu sei – a proteção 'antiaparatar'." Harry disse. Hermione havia dito a ele e Ron sobre a proteção vezes demais.

Alguns minutos depois, depois de algumas instruções, Harry caminhava pelos corredores vazios em direção à entrada principal. Ele ainda se perguntava por que havia sido ele o escolhido nessa missão – ele não era o único aluno do sétimo ano que fazia parte da Ordem; assim como Harry, Ron e Hermione também faziam parte, e ainda assim por que eles não podiam vir com ele?

Assim que ele abriu a porta que dava para os jardins, percebeu que ainda não sabia qual era a identidade do espião.

Harry caminhava silenciosamente até o pátio que dava aos portões. A noite estava silenciosa e, apesar de ter a Floresta Proibida logo ao lado, não era assustador. O céu estava claro e a lua estava brilhante; uma meia lua.

Os pensamentos de Harry estavam totalmente voltados no espião, em quem era ele. Ele nem sequer sabia se era um aluno ou um professor, apesar de ser bem mais provável que fosse um aluno, já que ele mesmo era um. Além disso, quem mais dos professores, além de Snape, poderia ser um Comensal da Morte? Harry teve de segurar a risada quando a imagem do pequeno Professor Flitwick servindo Voldemort lhe veio à cabeça.

Os portões se abriram quando ele chegou mais perto, ainda assim Harry teve a sensação de não ser tão convidativos quanto pareciam. Quando ele atravessou os portões, ficando do lado de fora, sentiu a forte mágica das proteções que cercavam Hogwarts. Dava para notar que os feitiços eram mais eficazes para manter as pessoas longe do que qualquer muro poderia ser.

Enrolando-se com a capa, Harry se sentou no chão. De acordo com os planos de Dumbledore, ainda faltavam cinco minutos para o espião chegar.

Passaram-se cinco minutos.

Depois dez minutos.

Quando quinze minutos se passaram sem que nada acontecesse, Harry começou a se preocupar. Ele se levantou e olhou em volta, já preparado com a varinha na mão. Alguma coisa estava errada.

Então ele foi jogado no chão quando alguma coisa pesada aterrissou nele. Ou melhor, alguém.

"Malfoy?"

Harry olhou pra cima, percebendo, horrorizado, que o rosto de Malfoy estava coberto de machucados e havia sangue saindo de seu nariz.

Draco Malfoy olhou para ele, mas já que Harry estava coberto com a Capa de Invisibilidade, Malfoy não podia enxergá-lo. Malfoy segurou sua mão, franzindo as sobrancelhas.

"Então foi assim que você fez no terceiro ano, Potter," Malfoy murmurou e caiu em cima de Harry, inconsciente.

Depois de alguns grunhidos, Harry conseguiu se libertar, empurrando Malfoy pelos quadris. Antes de carregar o loiro até os portões do castelo, Harry observou para ter certeza de que não havia ninguém por perto. E só dentro dos terrenos de Hogwarts que ele permitiu –se ficar chocado com a descoberta de quem era o espião.

De repente fazia muito sentido Dumbledore não querer que Ron participasse da aventura.

Malfoy se mexeu e olhou em volta. Harry decidiu compadecer-se de Draco e tirou-lhe a capa.

"Potter," Malfoy murmurou. "Por que diabos mandaram você vir me buscar? Onde está Severus? Ah, não, certo, ele não pode sair. Mas não havia mais ninguém?"

Confuso, ele olhou para Harry, que sacudiu a cabeça, se perguntando onde estava e o que fizeram com o verdadeiro, sórdido Malfoy que ele tinha que conviver diariamente na escola. "Você deve ter batido a cabeça quando aparatou."

Malfoy sacudiu a cabeça. "Não," ele disse "é apenas o efeito dos feitiços do Lorde de Nada. Acredite," ele continuou, enquanto tentava levantar, 'eu voltarei a ser eu mesmo em pouco tempo."

"Oh, fantástico," Harry disse, girando os olhos. Ele ofereceu uma mão para ajudar Malfoy, mas o garoto simplesmente ignorou.

Malfoy levantou-se tremendo, passando a mão no rosto. "Eles fizeram um bom trabalho dessa vez, não foi?" Malfoy murmurou e fez uma careta quando tocou um corte particularmente feio acima do olho esquerdo.

"É, você está lindo assim, multicolorido, Malfoy" Harry disse. Puxando Malfoy pelo braço, ele disse "Vamos, vamos trazer você de volta ao castelo. Dumbledore disse para levá-lo à Enfermaria caso você estivesse ferido."

"Você me acha lindo?" Malfoy olhou para ele, sorrindo cinicamente.

"Quê?" Harry parou. "Não, Malfoy, eu estava sendo sarcástico. Achei que você entendia disso."

"Sim, sei" Draco disso, rindo. "Dumbledore disse para me levar para a Enfermaria se eu estivesse ferido?"

Harry acenou. "Sim. Qual o problema?"

"Nada. Só que não existe encontros de Comensais em que eu não volte ferido, então o 'se' foi meio que desnecessário." Malfoy encolheu os ombros.

Harry não sabia exatamente o que dizer. "Bem, então. Para a enfermaria."

Malfoy caminhava silenciosamente, tombando aqui e ali. Harry achou que Malfoy não iria conseguir caminhar até o castelo; as feridas pareciam sérias e o modo como ele estava se comportando – era quase surreal. Tudo parecia bizarro. A noite estava tão calma e quieta. Draco Malfoy estava caminhando ao seu lado como se eles nunca tivessem brigado nos seis anos anteriores, caminhavam num silêncio confortável, como se fossem amigos.

"Por que você é espião?"

Harry não sabia de onde tinha saído a pergunta, mas ele olhou cheio de expectativa para Malfoy.

Malfoy olhou para ele e deu de ombros. E quando falou, sua voz parecia mais normal do que antes; menos bêbada e mais séria. "E percebi que não estava certo. O que meu pai e o Lorde das Trev... e Voldemort estavam fazendo."

"Só isso? Você simplesmente percebeu que era errado?" Harry perguntou.

Malfoy olhou para Harry. "Severus já tinha tentado me convencer. Quando eu vi meu pai torturar um Sangue-rui… um nascido-trouxa, eu entendi que não era aquilo que eu queria. É claro que já era muito tarde pra desistir, e já que eles haviam descoberto sobre Severus, Dumbledore precisava de um novo espião."

Harry olhou para Malfoy, novamente se perguntando onde estava o verdadeiro Draco. "E você resolveu se oferecer para o cargo?"

Malfoy sorriu. "Não foi bem assim. Mas você conhece Dumbledore, ele pode torcer as palavras e convencer você de fazer coisas, e ainda te fazer acreditar que foi idéia sua. Às vezes eu não sei quem é pior, Voldemort ou Dumbledore, mas é claro, Dumbledore não te obriga a torturar Trouxas e ele também não me tortura, então a escolha é fácil."

Harry estava perplexo com a reviravolta na conversa, e não pôde dizer nada. Eles ainda caminhariam por dez minutos até chegar no castelo. Malfoy tombou e Harry deu a mão para segurá-lo. Malfoy olhou para ele e não disse uma palavra.

"Há quanto tempo você é espião?" Harry perguntou.

"O que é isso? Que questionário é esse?" Malfoy perguntou, aborrecido.

"Desculpa" Harry falou rápido, sentindo-se um idiota. Esse era Malfoy de verdade, mesmo não parecendo. E o que é que Harry estava fazendo? Pedindo desculpas a Malfoy?

Para sua surpresa, Malfoy disse, "Tudo bem. Eu só... estou cansado e minha cabeça está me matando."

"Você vai ficar bem caminhando pelo castelo?" Harry perguntou.

Malfoy acenou com a cabeça, "Estou bem."

Quando Harry olhou para o lado, no entanto, ele percebeu que Malfoy parecia fraco e trêmulo. Ele não disse nada, provavelmente teria a cabeça arrancada de dissesse algo.

"O que acontece nesses encontros?" Harry perguntou, esperando Malfoy responder que não era da sua conta.

No entanto, Malfoy disse, "Nós informamos tudo para Voldemort. Puxamos saco. Se ele não está feliz com o que temos a dizer, ou com o nosso desempenho, ele nos pune." Harry olhou para Malfoy, sem saber ao exato o que falar. Draco olhou para Harry e disse, quieto "Ele não ficou feliz com o que eu tinha a dizer hoje. Ele acha que você é muito difícil de matar."

"Ele te castigou por minha causa?" Harry sentiu-se culpado, mesmo sabendo que não havia porquê. Harry não era o responsável por Voldemort ser um louco.

Malfoy não respondeu. Malfoy levou a mão à testa fazendo uma careta de dor.

"Malfoy? Você está bem?" Harry perguntou se aproximando.

"Eu… Ele lançou o Cruciatus e eu caí com força no chão. Posso ter tido uma concussão" ele disse, estremecendo.

Harry passou a mão pelos cabelos. "Você não deveria estar andando se teve uma concussão."

"Vou ficar bem. Vamos logo!" Malfoy falou. Mas no momento que deu o primeiro passo, seus joelhos se curvaram e ele caiu em cima de Harry.

Harry teria girado os olhos, se já não estivesse tão tenso. "É, vai ficar bem, sei..." ele murmurou e colocou Malfoy no chão. Lançou um feitiço em Malfoy para diminuir o peso e o carregou nos braços de volta ao castelo. O loiro não estava exatamente inconsciente, ficava murmurando "Me coloque no chão... Eu não sou uma donzela em perigo, Potter" Mas Harry, obviamente, ignorava e continuava a andar.

Quando chegaram em Hogwarts, Harry ainda teve de carregá-lo por muitos degraus até chegar na Enfermaria, onde Madame Pomfrey, Dumbledore e um Professor Snape muito preocupado estavam esperando. Assim que Harry colocou Malfoy em uma das camas, ele foi expulso do quarto.

Dumbledore o disse na porta, "Eu apreciaria se você mantivesse isso tudo só para você, Sr. Potter. O Sr. Malfoy ficará bem, eu garanto."

Depois de fechada a porta, Harry foi deixado se perguntando se aquela aventura havia sido só um sonho.

Na manhã seguinte, Harry estava tomando o café da manhã quando uma coruja da escola voou em sua direção e deixou uma carta no seu prato. Harry não pôde evitar o sorriso ao ver o conteúdo da carta.

"De quem é?" Hermione perguntou olhando a carta por cima do ombro do amigo.

"De alguém" Harry disse, sorrindo.

Hermione girou os olhos, voltando a atenção a um livro. Harry olhou para os lados e viu Malfoy sentado na mesa da Sonserina, sem marcas de feridas e o sorriso malicioso no lugar de sempre, como se nada tivesse acontecido. Mas, ainda assim, quando Harry olhou para ele, Malfoy olhou de volta e o moreno sentiu o mundo parar a sua volta. Os lábios de Malfoy se formaram num breve sorriso, antes de virar o rosto.

O sorriso de Harry aumentou, e ele voltou para o seu café da manhã. Um pequeno cartão ao lado do seu prato.

'Obrigado'

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