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UMA FAMILIA COMO QUALQUER OUTRA.
Meu primeiro fic yaoi comedia SEM lemon...não me joguem pedras! Afinal o fic não é apenas sobre romance, e sim sobre...Família. Por mais estranhe que elas possam parecer. Não se animem...meu primeiro e provavelmente único yaoi.
Aviso que os personagens estarão OOC, inclusive Misty.
Capitulo 1Tarde no Santuário...uma típica tarde apos os anos de batalhas incessantes que sofreu, há anos seus habitantes desfrutam de uma merecida paz. Os anos passaram, deixando os cavaleiros mais sábios. Alguns formaram famílias, outros permanecem sozinhos por opção...outros...
“Eu vi! Você estava olhando para aquela baranga morena!”-gritava um homem, atirando pela janela algumas roupas.
“Eu não estava olhando para ninguém, ela é a atendente da loja e eu estava comprando.”-respondia o outro.-“Deixa de ser ciumento, Misty!”
“Asterion! Eu vi!”-atirando uma mala pela janela.
Quem passava dava os ombros e sacudia a cabeça, seguindo o caminho. As brigas movidas pelos ciúmes de Misty eram comuns. E nunca davam em nada, senão como explicar mais de vinte anos de sólido casamento?
Dentro da casa.
“Eu não estava olha para nenhuma mulher.”-tentava se explicar, mas o loiro estava irredutível.-“Misty.”
“Não sei.”-bravo, de braços cruzados e andando de um lado para o outro da sala.-“Você anda de segredinhos...telefonemas que você não me conta quem é...o que quer que eu pense?”
“Que está ficando neurótico?”
“Uma mulher sabe quando esta sendo traída!”
“Misty...não sei como lhe dizer isso...mas você não é uma mulher!”-falou com sarcasmo.
“Grosseiro!”-bufou saindo pela porta.-“Idiota, grosso, traíra!”
“Aonde vai?”-Asterion grita preocupado na porta e não recebe resposta. Suspira e entra na casa.
Desanimado, observa a bagunça na casa proporcionado pelos ataques de ciúmes do companheiro. Teria que limpar tudo rápido para receber sua visita especial para mais tarde, e pelo o que ele havia lhe dito pelo telefone...Era melhor que Misty não estivesse em casa.
“Problemas no paraíso?”-perguntou Argol pendurado na janela e rindo.-“É a...”-fez uma conta mental.-“Quinta vez esta semana, e estamos na terça–feira ainda!”
“O de sempre Argol. Misty e eu saímos de casa, ele vê coisas que não existem, dá ataques de ciúmes, briga, vai chorar na casa da Marin ou na sua casa com a Shina e volta.”-catando suas roupas.-“Dá pra pegar as minha coisas jogada aí fora?”
“E eu tenho cara de ser seu empregado?”-riu diante do olhar bravo do amigo.-“Tá ão não fique com essa cara.”-entrando na casa levando só uma camisa.
“Que cara?”-estranhou.
“De cachorrinho abandonado.”-ironizou.
“A mesma cara que você fez quando a Shina te botou para fora de casa?”-Argol franziu o cenho.-“Quem convenceu ela a te deixar voltar? Misty e eu.”
“Tá. Não faço mais piada.”-joga a camisa sobre um móvel.-“Estou indo treinar alguns fedelhos candidatos a cavaleiros. Você vem?”
“Vejamos...entre limpar esta bagunça e esperar uma pessoa que preciso muito ver e assistir garotos chorarem feito meninas por causa do seu treino...”-pensou.-“Obrigado, mas não vou Argol.”
“Você quem sabe.”-e parando na porta.-“Cuidado. Não sei quem é esta pessoa que você precisa ver, mas não magoe o Misty.”
“Não está exagerando?”-perguntou Shina a Misty, ambos sentados em cadeira na mesa da cozinha de Marin, enquanto ela preparava um café.
“Eu nunca exagero!”
“Misty. Sei que sentir ciúmes é natural entre pessoas que se amam, mas às vezes você exagera sim.”-disse-lhe Marin colocando as xícaras fumegantes diante dos amigos.-“Nunca vi Asterion dar motivos para que desconfie dele, desde aquela noite.”
“Não me lembrem daquela noite!”-pediu erguendo a mão.-“É exatamente por causa do que houve que eu fico com um pé atrás com aquele ingrato.”
“Você é pior que uma mulher para lembrar um homem quando ele comete seus erros!”-diz Shina.
“E vocês não fazem isso com os seus homens?”-perguntou.
“Sim.”-respondeu Shina.
“Sempre.”-completou Marin.-“Desde datas de aniversários esquecidas, até passeios com as crianças.”
“E falam de mim.”-sorriu bebendo o café.-“Acho que eu exagerei mesmo. Afinal, a mocinha o estava ajudando a escolher roupas.”
“Vai voltar para casa e dar-lhe uma chance?”-perguntou a amazona de Águia.
“Não sei...talvez só bem tarde da noite para deixá-lo preocupado.”-sorriu.-“E os meninos, Marin?”
“Lindos!”-apontou para a porta da cozinha aberta com o olhar onde via-se Aioria conversando com dois meninos parecidos com ele.-“Gosto de ver meus homens todos juntos.”
“Família é tudo!”-suspirou o cavaleiro com o olhar distante.
Mais tarde, noite alta.
Asterion voltava da cidade com uma garrafa de vinho tinto, a colocou em um balde de gelo e pegou duas taças, colocando-as em um balcão. Depois verificou se o que havia cozinhado estava com o tempero na medida certa. Estancou ao ouvir um som, virou-se rapidamente.
Havia um rapaz de cabelos negros, rebeldes e curtos, cujos penetrantes olhos azuis estavam fixos nele, parado na porta da cozinha, com as mãos colocadas dentro dos bolsos de suas calças.
“Você demorou.”-falou o rapaz.
“Você chegou cedo demais.”-advertiu Asterion e o rapaz deu um sorriso radiante.-“Nem deu tempo do vinho gelar.”
“É o meu preferido.”-examinou a garrafa.-“Não precisava se incomodar.”
“Ora, para você só o melhor.”-pega outra garrafa da geladeira.-“Ainda gosta deste?”
“Sim.”-sentou-se numa cadeira alta, observado Asterion abrir a garrafa e servi-los.-“Obrigado. Está sozinho?”
“Sim.”-sorriu erguendo a taça.-“A nós dois.”
“A nós.”-o gesto foi imitado.
“Senti saudades suas, Nikos.”-falou pegando na mão do rapaz e o abraçando.
“E eu também, pai.”-estreitou o abraço.-“Ainda conserva essa força, velho cavaleiro?”
“Não estou velho!”-queixou-se largando-o.-“Ainda não me conformo de você não querer ser um cavaleiro! Você tinha potencial, Nikos!”
“Não é meu ideal de vida usar uma armadura e morrer jovem.”-sorriu.-“Além do mais, a senhorita Atena foi muito generosa custeando pela Fundação meus estudos.”
“Quando em meus sonhos eu imaginaria que meu único filho se tornaria advogado!”-suspirou bebendo o vinho.
“Misty adorou a idéia.”-bebeu o vinho.-“Ele se gaba de ter um filho em Harvard.”
“Ele gosta sim.”-sorriu.-“Já jantou? Fiz seu prato preferido e...”
“Agora não, pai. Estou cansado. Viajei muito da Inglaterra até aqui. E jantei no avião.”
“Comida de avião não conta. Bem...o que você tinha a me contar que não podia ser com o Misty aqui?”
“Eu vou me casar.”
“Vai... ? Vai se casar?”-enche o copo de vinho e bebe de uma vez só.-“Por isso não queria o Misty aqui. Sabia que ele daria chiliques com essa noticia! É muito jovem!”
“Tenho vinte anos. E Leda também, e estamos certos que queremos nos casar.”
“Leda. Esta é o nome dela?”
“Leda Georgiadou. Ela também é grega e estudamos na mesma turma.”-falou com um sorriso.
“Este nome não me é estranho...”-pensou.-“O que ela é daquele político ultraconservador Alevras Georgiadou?”
“Ele é...”-pigarrou.-“O pai dela.”
“Entendo. E ela já sabe que seus pais... ?”
“Eu contei tudo para Leda.”-ergueu a mão diante do olhar surpreso de Asterion.-“Contei que meus pais são um cavaleiro e uma amazona do Santuário de Atena. Contei do Santuário e ela achou fascinante, pois acreditava que era uma lenda. Contei até que minha mãe mora em outro país, que fui criado por Misty e você...e que são gays.”
“Ao menos isso. Ela não terá surpresas ao se casar com você.”-pega uma garrafa de conhaque.-“Mas isso não é motivo para esconder de Misty então. Ele daria chiliques mas aceitaria.”
“O problema são os pais de Leda. Eles jamais aceitariam que eu apresentasse o Misty como minha mãe. Já imaginou, pai?”
Asterion pensa e bebe de uma vez o conhaque em seu copo.
“Eu entendo. Misty que não vai entender.”-enche o copo e bebe de novo.-“Lá vem tempestade. O que quer que eu faça, Nikos?”
“Queria que conversasse com a mamãe. Que ela viesse ao Santuário e eu os apresentasse aos Georgiadou.”-pega o copo da mão do pai.-“Pai, Leda não se importa de quem tenha me criado seja o senhor e seu marido Misty. Ela acha isso lindo! Mas os pais dela não. Por favor, faça isso por nós?”
“Eu não converso com sua mãe há anos...Mas farei isso.”
“Obrigado pai.”-deu um abraço em Asterion.-“Eu vou para o meu quarto, dormir um pouco. Aposto que Misty o conserva como eu o deixei.”
“Até as meias embaixo da sua cama, mas aquelas ele fez questão de lavar.”-sorriu.-“Boa noite, filho.”
“Boa noite, pai.”-e sai da cozinha direto para o quarto.
Asterion fica ainda na cozinha, pega outro copo e coloca conhaque.
“Ai vem tempestade.”-e bebe tudo de uma vez.
Continua...