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Anime/Manga » Saint Seiya » UMA FAMILIA COMO QUALQUER OUTRA
Juliane.chan1
Author of 132 Stories
Rated: K - Portuguese - Humor - Reviews: 22 - Updated: 07-29-09 - Published: 01-01-06 - id:2731138

UMA FAMILIA COMO QUALQUER OUTRA.

Aviso que os personagens estarão OOC, inclusive Misty.

E não... eu não desisti das minhas fics ainda...XD

Betado por Sinistra Negra

Capitulo 4:

-Bonjour... Bonjour. -Misty caminhou elegantemente pela sala, cumprimentando a todos.-Oh, se eu soubesse que iria receber visitantes ilustres tinha providenciado um jantar de boas vindas!

-Misty?-Asterion surpreso.

-Mamãe?-Nikos ainda não acreditava.

-Mas, sua mãe... -Leda estava confusa.

-Hehe... Isto eu quero ver. -Kyriaki riu, recebendo um olhar mortal de Misty.-Vou fazer um café.

Assim que a criada saiu da sala diretamente para a cozinha, Misty sorriu para Leda caminhando até ela e a abraçando, dando em seguida três beijinhos.

-Que felicidade conhecer a garota de sorte que fisgou meu Nikos!

- A... A felicidade é minha senhora Dinesen.-respondeu a garota, lançando um olhar indagador para o noivo, que respondeu com um gesto de quem não estava entendendo nada.

-E você deve ser a mãe desta linda menina!-para a senhora Georgiadou.-Pelos deuses! Mas eu pensei que era a irmã dela!

"As duas" riram com o comentário bem humorado. Então a senhora Georgiadou apontou para o esposo.

-Este é meu marido, Alevras.

-Enchanté!-Misty oferece a mão para o político que a beija.

-Eu que estou encantado com tamanha beleza! É um homem de sorte, Soren!

-É, sou um sortudo!-ironizando, em seguida segura no cotovelo de Misty e o arrasta para fora da sala.-Querida, vamos até a cozinha ver se o café está pronto? Nikos, faça companhia aos seus sogros!

Asterion praticamente arrasta Misty até a cozinha, onde Kyriaki estava preparando o café. A empregada estava se servindo de licor quando os patrões entraram e ficou encostada na pia, apenas observando.

-Ficou maluco?-Asterion indagou sussurrando, olhando para trás, temendo ter sido seguido.

-Não. Eu precisava fazer alguma coisa! Eles chegaram e eu me apavorei!

-E esta roupa?-apontando para ele.

-Gostou?-dando uma voltinha sorrindo.-Lembra da nossa viagem de férias? Nossa segunda lua de mel no Cruzeiro pelo Caribe e tivemos aquela linda Festa a Fantasia?

Asterion sorriu relembrando, depois sacudiu a cabeça para mandar as lembranças para longe e voltar a se concentrar no problema iminente.

-Acaso tem noção do que está havendo? Deveria ter saído pela janela, corrido a velocidade do som para bem longe!

-Eu sabia!-apontando o dedo acusadoramente para Asterion.

-Sabia o que?-sem entender.

-Você tem vergonha de mim!-cruzando os braços emburrado.

-Agora não...-suspirando, tocando as têmporas, sentindo a cabeça começar a latejar.-Eu não tenho vergonha de você!

-Jura?

-Juro.

-Pra que assistir novelas mexicanas? Aqui a emoção nunca acaba.-Kyriaki diz, dando um gole no licor.

-Ora...fique quieta!-Misty pega o licor da mão da serva e dá um gole, engolindo tudo.-Tem algo mais forte?

O cavaleiro de Lagarto vasculhava os armários até achar uma garrafa de conhaque e se servir.

-Temos que manter a farsa.-disse Misty.-Ou arruinaremos a vida de Nikos!

-O rapaz vai precisar de vinte anos de terapia depois disso.-Kyriaki apontou para Misty.

-Certo! Vamos manter o teatro até eles irem embora!-determinou Asterion.-Depois iremos esclarecer tudo, certo?

-Certo.-disseram a serva e Misty.

-Kyriaki, sirva o café. Depois despachamos eles.

-Ih, acho que não vai ser tão fácil assim não.-diz a serva, apontando pra TV na cozinha.

Lá, uma repórter falava do influente político que fugiu da imprensa e que estava escondido em lugar incerto. Aparentemente ele não queria ser encontrado.

-Era o que me faltava...-diz o cavaleiro, com a cabeça estourando.

-Eu preferia enfrentar aquele encosto de bronze novamente a vivenciar isso...-dizia Misty desconsolado.-Ah, minha deusa! A Shina e o Algol...disseram que viriam nos visitar hoje!

-Hoje?-Asterion imaginava se a situação poderia piorar mais ainda. Tinha esperanças que Hades ordenasse uma nova guerra, assim poderia ter a desculpa perfeita para sair correndo dali.

-Kyriaki, ligue e desmarque a visita! Faça isso!-ordenou Misty pegando a bandeja das mãos da serva e indo para a sala, seguido por Asterion.

-Ligar como? Não tem telefones celulares no Santuário.-a serva deu os ombros, se servindo de uma dose de conhaque cuja garrafa estava na pia.-Ah, quero ver como eles se safam desta.

Na sala.

-Uma bela senhora, esta mãe do Nikos.-comentou Alevras para a esposa.

-Sim. Tão jovem!-comentou a esposa.

-Talvez esta família Dinesen seja o que estávamos precisando, Diantha! Para recuperar a imagem da família que tanto pregamos! Um pai amoroso, uma mãe jovem e espirituosa e um filho com visão de futuro como Nikos!-o político viajava nos planos políticos.

-Tem razão, querido! E olhe como os dois pombinhos estão conversando ali no cantinho...tão animados!

No outro lado da sala.

-O que houve, Leda? Pensei que seus pais só apareceriam outro dia?-Nikos perguntou a namorada, em um sussurro.

-Meu pai inventou de vir agora! E quando ele coloca uma idéia na cabeça ninguém tira! Tentei te avisar!-ela suspirou.-Ele está fugindo da imprensa, por causa dos escândalos com o partido.

-Esconder aqui? E agora? Coitado do Misty!

-Cafezinho!-Misty entrou na sala seguido por Asterion.-Espero que gostem!

-Eu adoro um bom cafezinho caseiro, feito com toda certeza por uma primorosa dona de casa!-Alevras dizia, se servindo.

-Oh...está certo que ultimamente tenho ficado somente cuidando da casa, mas não me considero uma dona de casa.

-Alevras, não deixe a senhora Dinesen sem graça!-advertiu a esposa.

-Senhor, quero cumprimentá-lo pela bela família que possui.-dizia o político para Asterion.-Adoraria conhecer os dotes culinários dela no jantar.

-Pena que não estamos preparados pra um jantar a altura de sua pessoa.-ele tentava dispensar as visitas.

-Ah, mas é a Kyriaki quem cozinha.-dizia Misty embevecido, ignorando o olhar do esposo.-Mas eu sei algumas receitas! Vou na cozinha ver o nosso jantar!

-Permita-me ajudá-la, senhora?

-Claro.-Ignorando os gestos negativos de Asterion.-Querido, faça companhia aos demais.

Asterion ia replicar, mas não teve tempo para isso, pois a "esposa" e Alevras entraram na cozinha. Sem graça, sorriu para a senhora Diantha.

"Vou matar Misty!"-era o pensamento dele, continuando a sorrir para a esposa do político, mas ficou sério quando viu pela janela Shun chegando com June.

-Mas que mer...!

Na cozinha.

-Kyriaki! Já fez "aquela" ligação?-perguntou Misty assim que entrou na cozinha.

-Bem, eu tentei.-respondeu a serva.-Mas lembrei de algo...não há telefones no Santuário!

-Santuário?-perguntou o político curioso, mostrando que estava presente.-O que seria este Santuário?

-É..É...um...-a serva ficou sem saber o que responder.

-É um SPA!-respondeu Misty.- Você entra nele e sai outra pessoa.

-Ou morre no processo.-completou Kyriaki.

-Kyraki! Vá à casa daquela minha amiga e dê aquele recado, sim?-disse, despistando-a.

-Agora que a coisa vai ficar quente, sou obrigada a sair.-suspira a serva, saindo pelos fundos.

-Deve ser um lugar e tanto para se conhecer. Depois me passaria o endereço? Adoraria ficar isolado do resto do mundo em um SPA.

-Não! Digo... o senhor não iria gostar. É sujo, cheio de gente suada, pobre, que não sabe se vestir e é isolado nas montanhas. E tem uma escadaria hor-ro-ro-sa!- faz um gesto com as mãos de repulsa. - Nos obrigam a subir nela sempre que queremos falar com a... Dona do estabelecimento ou seus administradores! Se bem que é ótimo para manter o bumbum durinho...-olhando as próprias nádegas discretamente.

-Diria que este SPA funciona perfeitamente para a senhora! É tão bela!-diz o político piscando.

-O senhor é tão gentil!-rindo e dando um leve cutucão.

-A senhora que é gentil.-dando outro leve cutucão de volta.

Ficaram neste jogo de empurra, empurra até que o político não se contem e agarra Misty em um abraço forte, fazendo o cavaleiro de prata ficar em choque momentaneamente, antes de reagir.

-Mas o que o senhor está fazendo?-indignado.

-É que eu não resisto a mulheres grandes e fortes como você!-ainda agarrado a ele e tentando beijar Misty a força. Parou de repente chocado, encarando-o.

-Então? Gostou do que achou?-Misty o empurrou, engrossando a voz.

-Você! Você!- e sai para a sala abalado.

-Ai, minha Atena...-gemeu, seguindo-o.

Continua...

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