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Capítulo 18
N/A: Só pra dizer que eu não avisei shonen-ai no início e insinuação de hentai.
Até então Seto, Serenity, Joey, Marik, Ishizu e Odion viajam para New York para resolver assuntos da empresa, mas parece que a papelada vai ficar bem de lado quando os adoráveis parentes aparecem, a situação não é nada boa, uma vez que Kisara a governanta mor e presidente da companhia mais influente tem um certo talento pra se envolver em confusões e as pessoas com que mais gosta de utilizar são justamente Marik e Seto, Bakura vai fazer alguma coisa para ajudar a irmã ou será que ele tem mesmo algum interesse no rebelde da família Ishtar?
Bônus: Antes tarde do que nunca.
A viagem fora cansativa e tudo que Marik conseguiu fazer fora cair na cama, de qualquer jeito e dormir com a roupa que estava, por mais que tomar banho parece uma idéia muito boa, ele deixou pra lá, apagando...
O moreno acordou ouvindo alguns passos dentro do quarto, abriu lentamente os olhos e viu um garoto de cabelos brancos, mas o que diabos ele fazia ali?
-Eu reparei que você tem brincos muito legais, sabe furar? – Perguntou sem se importar com a expressão confusa e sonolenta de Marik.
-S-sei...mas acho que não é uma boa idéia, afinal você tem muita responsabilidade a aparência é sempre importante – Disse Marik imaginando que fosse algo assim que a irmã diria.
Bakura repetiu com 'blablabla' e se aproximou de Marik. Muito; perigosamente, estava com o joelho entre as pernas do moreno a outra perna ainda no chão e corpo inclinado, as respirações se misturando. Marik estava com o rosto muito vermelho, mas para Bakura parecia natural.
-Eu não estou interessado em ouvir sermão, você vai deixar um inexperiente fazer tudo ou vai agir? – Perguntou com um sorriso malicioso, só então Marik percebeu o duplo sentindo da brincadeira, mas não sabia o que fazer afinal ele ainda estava muito próximo, embora pudesse afastá-lo ou recuar, mas não conseguia, os olhos dele o devoravam e ansiava em saber o que iria acontecer.
Bakura sorriu e se afastou ficando parado em frente a cama com os braços cruzados, Marik se levantou e foi até a mala, melhor fazer alguma coisa do que depender de Bakura. Ficou agachado procurando o furador e os brincos que sempre trazia.
Quando sentiu ser abraçado, corou violentamente, mas novamente, sem reação, tentou dizer algo mas estava mudo, Bakura estava com a boca muito próxima de sua orelha.
-Eu quero o seu brinco. Quero que seja meu – Disse dando um beijo no pescoço de Marik que não evitou um pequeno gemido.
Maldito corpo cheio de pontos sensíveis, e Bakura não ajudava parecendo saber exatamente onde tocar, não demorou para que as mãos dele corressem por baixo de sua camisa, aqueles dedos frios tocando e arranhando sua pele.
Marik se xingou mentalmente por ser tão fácil, mas o perfume de Bakura era delicioso e não podia deixar de pensar no quão bonito ele era, os cabelos meio bagunçados e a pele estupidamente clara.
-Então Malik, você vai atender o meu pedido? – Perguntou com a boca colada no ouvido do moreno, ganhando como resposta um gemido rouco; ele abriu um sorriso satisfeito.
Ele aproveitou para descer as mãos até o cós da calça de Marik, esperava que o outro se entregasse mais facilmente, mas para sua surpresa, o moreno deu um salto parecendo despertar.
-Que diabos pensa que está fazendo Bakura? – Pergunta assustado e um pouco ofendido com a atitude do primo.
-Bom, posso dizer o que quiser, você gostou – Ele disse com um sorriso de lado, estupidamente sensual, mas Marik ignorou isso, entendo bem o que ele quis dizer quando viu claramente a ereção, na verdade podia senti-la a alguns minutos atrás.
-Eu posso terminar o que comecei – Disse se levantando e fitando o moreno da cabeça aos pés.
Aaah sim ele podia, mas não havia nada pior do que ser usado como brinquedo, pela segunda vez. Parece que além do trabalho tudo que eles pensavam era em sexo. Tal irmão tal irmã.
O pensamento magoou Marik, mas do que ele pensava que seria capaz, ele baixou a cabeça e elevou a mão a orelha desatarraxando o brinco que usava e o jogou no chão.
-Faça o que quiser – E saiu do quarto batendo a porta violentamente, caminhando de cabeça baixa e em passos largos, ao cruzar o corredor ele esbarra com última pessoa que queria ver.
-Ei, olha por onde anda – Disse Seto com seu bom humor, mas engoliu em seco ao ver os olhos marejados e as lágrimas escorrendo no rosto de Marik. Kisara já havia feito alguma coisa? Mas não era do feitio de Marik chorar por causa disso.
Ele não ligava para as fofocas, mas era inevitável ouvi-las e pelo que conseguia se lembrar, Marik sempre mantivera um caso com Kisara, algo puramente sexual.
-Me desculpe, mas... eu posso ficar no seu quarto?.
Seto ia questionar, mas a ultima coisa que precisava era ouvir os problemas dos outros, nem era pago pra isso e tão pouco tinha interesse em dar seus ombros a qualquer pessoa.
-Claro.
Ele também estava retornando para o próprio aposento, mas agora não queria ficar lá, nada contra Marik, mas só queria distância de problemas e aquele maldito lugar era um problema por si só.
-Obrigado – Ele agradeceu com um sorriso triste e voltou a caminhar de cabeça baixa.
Seto bateu com a mão na testa umas duas vezes, porque estava se preocupando? Porque simplesmente não continuou andando? Ele faria isso, não é? Ha alguns anos atrás, ele faria isso sem problemas e sem dores de cabeça.
-Parece que você finalmente precisa conversar – Diz Atem que observava tudo a algum tempo porém sem fazer um único ruído.
-Parece que você está fazendo teste pra entrar pra CIA.
-Ouch, continua carregando seu senso de humor pra todos os lados, han?
-Talento natural não pode ser jogado fora – Diz com um sorriso debochado.
Atem e Seto seguem para a cafeteiria, onde não havia mais do que duas pessoas sentadas em uma mesa distante discutindo qualquer coisa que não os interessava.
-O que a Kisara está aprontando?
-Sabe, apesar de tudo ela não é minha irmã – Diz se divertindo com o lado humano quase inexistente de Seto.
-Ah cale a boca, você sabe do que eu estou falando.
-Sim, eu sei – Diz suspirando – Eu não vou mentir pra você, resolve o que tem que resolver e dê o fora – Diz sério e fitando Kaiba.
Tendo a certeza que ele havia entendido o recado ele volta a bater de leve com os dedos na ponta da mesa.
-Kisara quer todos aos seus pés, você, Malik e sabe-se lá o que está a aprontar para sua namorada.
-Ela não—
E foi interrompido grosseiramente por Atem.
-Não ousaria? Seto Kaiba, Kisara não tem medo de você e convenhamos os únicos gatinhos assustados aqui são vocês.
-Por "vocês" eu deveria entender que está incluindo quem mais?
-Você, sua namorada e Malik.
-Porque apenas nós três?
-Porque Kisara olhou muito pra vocês e acredite agora mesmo ela já deve estar pensando em algo e se eu fosse você eu ficava de olhos bem abertos, Bakura está se tornando um ótimo seguidor da irmã.
Seto analisou cuidadosamente a frase dele e relacionou imediatamente a Marik, fazia sentido. Ele não estaria magoado por Kisara, mas se fosse Bakura...
-E Mai?
Decidiu se preocupar com o que lhe importava verdadeiramente. Mai era prima de Kisara e Bakura e ela estava bem próxima de Serenity.
-Bobagem, ela vai cuidar muito bem da sua namorada.
Seto não pôde deixar de respirar aliviado, Atem sorriu com a atitude dele, Seto tentou se recompor, mas era tarde demais.
-Me mantenha informado – Disse brincando e se levantando da mesa, Atem riu e concordou com a cabeça.
Era estranho, ele e Seto eram amigos, porém amigos distantes, tratavam o trabalho quase como objetivo único de vida, mas quando tinham que falar algo pessoal era dessa forma, meio descontraída e divertida ainda mantendo as aparências.
Serenity estava fazendo muito bem a ele e Atem agradeceu mentalmente por isso, Seto merecia, por agüentar Kisara e todos os problemas que a garota havia armado para a Coorporação Kaiba no decorrer dos anos.
Coisa que Seto estava ciente desde o momento que havia se tornando representante mor da corporação, Kisara jogava sujo até mesmo com seus ditos aliados, e melhor ser aliado de Kisara do que inimigo, não é?
Negócios são negócios e Kaiba não era burro, não ia permitir que sua empresa se afundasse porque simplesmente não suportava Kisara, nessas horas, o lado pessoal deveria ficar completamente longe da assinatura na papelada.
Seto continuou a caminhar pelos corredores, queria deitar na cama e relaxar um pouco, mas Marik estava agora em seu quarto, ainda que houvesse duas camas, somente a idéia de que ele poderia estar no quarto chorando era irritante.
Pensou em chamar Odion, já que não era retardado a ponto de sequer considerar chamar Ishizu, sabia perfeitamente o tipo de irmã que ela era. Era o tipo "faça o que quiser, mas não me atrapalhe nos negócios" ele entendi bem isso pois já fora desse jeito.
E a verdade era que se arrependera amargamente, Mokuba e Noa quase o odiaram, na verdade o único que havia o perdoado era Mokuba, Noa ainda virava o rosto e fazia cara feia.
-Você parece preocupado.
Ele se surpreendeu, não com o comentário, mas de quem havia o soltado, Joey Wheler se aproximava com as mãos no bolso, com cara de tédio e de quem havia se perdido ao tentar usar o elevador para conhecer o local.
-Eu nunca disse que estar aqui seria divertido. – Disse ajeitando o cabelo com as mãos e voltando ao ar superior, coisa percebido pelo loiro, mas ignorou, se com a sua presença Seto podia voltar a agir normalmente, então de certa forma ele estava feliz com isso.
-Eu estou preocupado com ela.
-Eu também. – Pensou enquanto estava os dedos nervosamente.
-Tudo bem mesmo se a gente ficar aqui? Eu entendo se quiser que a gente fique em outro lugar.
-Não. Aqui está ótimo. Enquanto eu puder ficar de olho em Kisara e em Serenity vai estar ótimo.
-Sério, você não parece mesmo bem.
-Wheler, já pensou em procurar o que fazer?
-Já pensou em ir falar com a minha irmã, ela chegou aqui e vocês se afastaram, olha eu sei que não tenho nada a ver com isso e que ainda não vou com a sua cara, mas eu vejo como a minha irmã é feliz ao seu lado e sei que você está ocupado com o seu trabalho, mas pense um pouco nela, você a trouxe pra cá por alguma razão e eu tenho certeza de que não gosto nenhum um pouco dela. Porque eu conheço você.
Kaiba ergueu a sobrancelha em questionamento e em desafio. Joey ignorou e continuou a falar.
-Você a trouxe por algum motivo egoísta, mas se você não ficar de olho eu vou estar.
Kaiba riu com gosto, como não ria há um bom tempo e infelizmente devia agradecer Joey, não havia errado em deixá-lo vir. Sim, ele estava absolutamente certo, não é como se tivesse trazido Serenity consigo porque não conseguia viver sem ela.
De banho tomado e alheia a toda situação, Serenity secava os longos cabelos castanhos, sem a roupa de Gothic Lolita, ela usava uma blusa com listras rosa e verde claro e uma saia vermelha de prega.
Mai ajudava a desfazer a pequena mala de Serenity, guardando tudo devidamente nas gavetas da cômoda que separava as duas camas.
-O que acha de irmos falar com o Seto? – Pergunta assim que vê Serenity deixar a escoava sobre a cama, ela pisca seguidamente e sorri concordando com a cabeça.
Uma menina tão doce e tão nada a ver com Kaiba, ainda estava curiosa em como ele havia conseguido esse "feito", mas não podia assustar a menina com perguntas tão indiscretas.
Elas saíram do quarto, Serenity estava um pouco nervosa dado aos últimos acontecimentos, o orgulhoso Kaiba não divida o quarto com ninguém e Mai provavelmente só a empurraria para dentro do quarto e sairia.
Ela sentiu o rosto corar com os flashes de uma certa noite invadindo sua mente.
"S-seto" Ela murmurava seu nome repetidas vezes, enquanto ele movimentava os dedos mais rapidamente, ela se contorcia quando ele atingia um ponto mais sensível.
Ela fica algum tempo olhando o teto, ainda perdida com a sensação que ele era capaz de lhe proporcionar apenas a tocando com dois dedos, a princípio fora desconfortável, mas com a ajuda da lubrificação natural qualquer dor era inexistente.
-Ei Serenity.
-S-sim? – Pergunta erguendo o rosto que estava bastante vermelho, Mai apenas balança a cabeça negativamente, estava chamando a menina havia horas.
-Já chegamos – Diz apontando para a porta do quarto, ela engole em seco e concorda com a cabeça – Tudo bem se eu entrar primeiro?
Serenity imaginou que Seto pudesse ter uma reação negativa com a presença da loira, mas ela era uma boa pessoa e concluiu que o namorado seria indiferente e não grosso, não tendo que se preocupar com a boa educação de Seto para com seus parentes, ela concordou com a cabeça.
Mai bateu uma vez a porta e pedindo licença ela girou a maçaneta e entrou cautelosamente no quarto, na verdade apenas colocou metade do corpo pra dentro, caso Seto jogasse alguma coisa ela poderia sair ilesa.
Para sua surpresa total, ela reconheceu o garoto de cabelo cor de trigo deitado na cama, com a cara afundada num travesseiro e ela se afastou olhando para o número do quarto.
-Algo errado? – Pergunta Serenity preocupada.
-Na verdade sim, parece que erramos de quarto.
-Eu tenho certeza que é esse – Diz Serenity encarando o número na porta.
-Não se preocupem – Diz a voz abafada de Marik – Vocês não erraram o quarto – Diz se sentando na cama e secando o rosto com o canto das mãos – Eu pedi pra ficar aqui, mas este ainda é o quarto do Kaiba.
-Ei, o que houve com você? – Pergunta Mai entrando no quarto e deixando a porta meio aberta, Serenity apenas observa e vê claramente os olhos avermelhados do moreno, queria entrar e fazer alguma coisa, mas a loira mesmo havia dito que o conhecia bem e ela já tinha controle da situação.
Não pode deixar de ficar satisfeita, Mai agia como uma irmã mais velha para cima de todos, embora não soubesse a idade dela, tinha certeza de que não era muito mais velha, apesar de ter o corpo bem desenvolvido.
O que fez Serenity olhar para baixo, ela não era uma garota alta, com um corpo bem torneado e de se babar, era comum como qualquer japonesa, magra, baixa e de cabelos comuns.
No entanto não conseguia ver Kaiba com alguma garota como Mai, ela era muito bonita, mas parecia que fazia mais o tipo de garotos como seu irmão... foi enquanto andava pelo corredor e sem saber estava em uma outra ala que não era a dos quartos que ela viu o tipo que combinava perfeitamente com seu atual namorado.
-Você deve ser a Serenity – Disse uma garota com a voz agradável, baixa e controlada.
Ela tinha os ombros magros, parecendo uma modelo, principalmente a forma como o cabelo estava divido, duas mechas compridas caiam para frente e o resto do cabelo escondido atrás das costas, mas ainda era visível pois ia até a cintura.
O cabelo era um prata quase branco, seus olhos tinham o azul mais bonito que já vira, a pele era tão branca que se perguntava se a garota alguma vez havia passado por um raio de sol.
-Serenity Wheler. – Disse meio receosa e fez uma reverência para a garota.
-Que cumprimento interessante – Disse divertida com a reverência prolongada e profunda da menina sem sobrenome importante.
É claro que Kisara sabia que os japoneses se cumprimentavam assim, mas a tola menina namorada de Kaiba a "reverenciar" era muito engraçado.
-V-você é muito bonita. – Não pôde deixar o comentário passar em branco, pois isso era um fato inegável.
Ela sorriu agradecida, obviamente ela escutava muito isso, Serenity corou levemente, ela parecia tão comum diante da garota que exalava beleza e poder.
-Você deve estar muito sozinha, porque não vem comigo? – Pergunta estendendo a mão, ela mantinha o sorriso doce no rosto a tornando quase que uma garota agradável e com boas intenções, é claro para quem não a conhecia.
-C-claro.
Era impossível negar o pedido e dizer que ia procurar Kaiba, então Serenity seguiu com Kisara, a mão da garota era macia e não tinha nenhum calo, rica como era ela provavelmente nunca se deu ao trabalho de fazer nada que lhe permitisse que o suor corresse por seu rosto.
Não longe dali, havia uma outra garota ouvindo e vendo relativamente tudo, Ishizu estava escondida atrás de uma pilastra e não pôde deixar de sorrir quando viu as duas se afastarem.
Aparentemente Kaiba não cuidava tão bem assim da namorada, e agora ela estava livre pra tomar algumas decisões que talvez colocassem um pouco de juízo em Seto.
Uma pessoa fora completamente ignorada e que estava muito presente na cena, Bakura estava sentado num sofá enquanto comia uvas verdes, ele balançou a cabeça negativamente quando viu a irmã e a garota se afastarem e de volta a atenção as suas uvas, ele viu Ishizu sair de trás do pilar e se afastar por um corredor-atalho.
-Uh, parece que todos aqui estão unindo forças sem saber – Diz para si mesmo e rindo.
Sua irmã e Ishizu concordavam em algo, Serenity era um obstáculo fácil demais e isso acabava de ser provado. A pobre japonesa mal sabia no que poderia se meter se fugisse dos olhos de Kaiba que agora seguia para seu próprio quarto, pensando em falar com Marik.
Certa vez por telefone ele havia o ajudado quando dera o conselho sobre ir até a casa de Serenity porque era isso que ela desejava, talvez isso que estivesse o incomodando.
Joey olhava pelo vidro, estava num andar tão alto que tudo não passava de pontinhos coloridos, a cidade era grande e difícil de respirar, apesar do Japão ser pequeno e com ruas lotadas o ambiente parecia mais limpo e o ar menos denso ou talvez fosse apenas por estar no prédio da família Gerberk, onde tudo era mais complicado e muito bem escondido.
Continua.