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Autora: Jane Potter Skywalker
Título: Uma Janela Para o Passado
Sinopse: Harry Potter está prestes a começar o seu penúltimo ano em Hogwarts. Um ano que vai ser recheado de muitas, mas mesmo muitas surpresas.
Shippers: Vários, vocês depois irão ver ao longo da fic. Mas não acreditem em tudo o que lêem. É só um aviso.
Disclaimer: Todas as personagens pertencem à JK Rowling, excepção feita à ‘minha’ Jane Potter e à Keira Parker… e quem mais aparecer que for inventando por mim. Apenas escrevo por diversão e pronto, acho que é só isto.
Notas da autora: Isto é uma espécie de UA, por isso não se assustem. Digo espécie, porque algumas coisas que aconteceram em cânon vão também acontecer aqui… Espero que gostem! A capa desta fic está no meu profile também e tenho que agradecer muito, mas mesmo muito à minha beta-reader BelinhaZpears.
Façam review, mesmo que seja para dizer que a fic está horrorosa :smiles:
"Uma Janela Para o Passado"
Capítulo VI – É Sempre Um Prazer Encontrar os Malfoy
Ron, Hermione e Ginny haviam escutado a história de Harry, muito atentos. Hermione dissera-lhe que ele devia esperar por mais sonhos, que certamente havia uma razão para Sirius lhe andar a mostrar aquilo. Havia também dito que aquilo era possível, que haviam relatos de pessoas que haviam sido visitadas, em sonhos, por alguém já morto. Isso fizera Harry sentir-se consideravelmente melhor, ao menos já tinha a certeza que não estava maluco. Ron havia concordado com Hermione, mas Ginny mantivera-se calada durante a maioria do tempo. Podia jurar que ela estava preocupada, mas no fim ela somente dissera que devia esperar por mais sonhos, que explicassem melhor tudo aquilo.
E Harry esperara. E desesperara. Haviam passado exactamente três semanas desde o último sonho e nada mais acontecera. Ele já estava a começar a ficar farto. Queria respostas, não mais enigmas para (tentar) resolver.
Estavam, naquele momento, a preparar-se para ir à Diagon-Al, buscar os livros escolares. Harry vestia o seu manto quando Ginny entrou pelo seu quarto adentro.
“Oops, desculpa!” disse ela, corando um pouco. Ela ficava linda quando corava. “Era só para te avisar… para descermos.” Ela afirmou e ele anuiu. Depois, ela saiu do quarto e Harry quase que teve de dar umas boas estaladas a si próprio. Ele tinha ficado, impávido, a olhar para ela. Ele não podia fazer aquilo. Era demasiado estúpido e óbvio.
Desceu as escadas apressadamente, para a sala. Quando entrava nesta, ouviu as vozes de Snape e Maggie Lindsey e isso chamou-lhe à atenção. Parecia que ambos discutiam, à porta da cozinha.
“Contares-lhe está fora de questão!” exclamou o seu professor de Poções.
Do outro lado, ouviu-se um som de impaciência. “Não faria mal nenhum… e com tudo o que aconteceu em Junho passado…” pareceu-lhe que a voz de Maggie enfraquecera. “Odeio esconder coisas às pessoas… Nunca funciona, Severus!” ela exclamou. Harry podia agora vê-los. A sua nova professora de Defesa parecia seriamente preocupada e… triste?! Nem a camisola em tons vermelhos que trazia parecia alegrá-la.
“Foste tu que quiseste assim. E, na minha opinião, foi uma ideia excelente. Não a podes quebrar agora, não vais chegar ao pé dele e dizer-lhe: “Ah, olá…” Snape nunca acabou a frase, visto que Ginny apareceu por detrás de Harry e o assustou.
“Professor, professora…” ele disse, cumprimentando-os.
A cara de Maggie Lindsey, imaculadamente branca, estava agora pálida. Não sabia se eles tinham percebido que ele os ouvira, o facto era que supostamente ele não era para ter ouvido aquilo. Definitivamente… a julgar pela cara de ambos.
“Ahm… vamos para a Diagon-Al. Querem vir?!” Ginny perguntou, quebrando o silêncio.
Snape disse que tinha assuntos da Ordem para resolver, mas Maggie concordou em ir com eles. Harry observou a despedida de ambos, de longe. Algo lhe dizia que, aqueles dois, seriam o próximo tema de conversa dele, Hermione, Ron e Ginny.
-“”-
“A Maggie foi colega do Snape. Sei que a relação deles não era totalmente amistosa, mas também sei que o Snape a considera uma amiga.” Disse Ginny, enquanto caminhavam, os quatro, sozinhos pela Diagon-Al. “Provavelmente a conversa que ouviste tem a ver com algo da Ordem. “ela acrescentou, olhando para Harry.
“Mas, a cara deles! Eles não queriam que eu tivesse ouvido a conversa!” exclamou ele.
“E se o assunto tem a ver com a Ordem, eles não iriam querer que tu ouvisses, Harry!” disse Hermione, enquanto entravam na Madame Malkin. Precisavam de mantos novos, pois estavam bem mais altos que no ano passado. Enquanto viam os tecidos, Harry não pôde deixar de pensar na conversa que havia ouvido. Não lhe parecia que fosse um assunto da Ordem… a não ser que Maggie Lindsey tivesse tido algo a ver com Voldemort e não tivesse contado a ninguém.
“Oh, desculpe!” Harry ouviu Hermione dizer para alguém com quem ela tinha chocado. Olhou e viu, nada mais, nada menos do que Draco Malfoy, a olhar para a sua amiga.
“Que queridos! Juntos, outra vez, não é?” perguntou Draco, sarcasticamente. Todos sabiam muito bem a que ele se referia: todos eles tinham participado na luta que se tinha dado no Departamento dos Mistérios. Na verdade, Lucius Malfoy, pai de Draco, estava agora em Azkaban por culpa de todos eles.
“É, juntos, outra vez. É melhor teres medo, Malfoy, nós somos mesmo muito perigosos!” ripostou Ginny, olhando com um olhar provocador para Malfoy.
Draco, por conseguinte, riu-se. “Potter, a tua namorada está mais espevitada este ano, hein?!” ele disse, sarcasticamente.
Harry teve vontade de espetar um murro na cara de Malfoy. Não só pelo que tinha dito, mas pela maneira como ele estava a olhar para a mais nova dos Weasley… porém, Ron antecipou-se a ele, e não tivesse sido Hermione a pegar-lhe no braço, Malfoy teria saído da loja da Madame Malkin com uns poucos de dentes a menos.
“Hum, vês Weasley, até a tua namorada Sangue de Lama tem um pouco mais de educação que tu!” o loiro exclamou e por pouco que Ron não saltava para cima dele de novo. O que o impedira – além do braço de Hermione a puxar pelo dele – fora mesmo a entrada de uma senhora loira em cena: a mãe de Malfoy, Narcissa.
“Bem, bem… olha só quem aqui está… o famoso Harry Potter!” começou ela a dizer. “… e companhia, é claro” acabou ela, olhando com desdém para Ron, Hermione e Ginny. Virou-se para Ron e falou para ele. “Aconselhava-te a não tentares agredir o meu filho, sinceramente…”
“Ou então o quê?! Vai chamar os seus amigos Devoradores da Morte para nos bater é isso?” perguntou Harry, muito sarcasticamente.
Ficaram todos em silêncio, por uns momentos. Depois desses escassos momentos, ouviu-se uma gargalhada fria vinda da mãe de Malfoy.
“Sabe, pode ser que lhe arranjem uma cela dupla em Azkaban, para se juntar ao seu marido…” ripostou Harry.
A postura de Narcissa Malfoy endureceu. Depois, aproximou-se perigosamente de Harry. “Na verdade, espero que tu te juntes mais rapidamente ao meu querido priminho Sirius do que eu ao Lucius. “
E quando Harry se preparava para lhe responder, viu Narcissa a adquirir uma expressão de quase horror.
“Narcissa, querida, também era bom mostrares um pouco de educação para com os mais novos…” disse uma voz por detrás de Harry. Uma voz que pertencia a Maggie Lindsey. O porquê de ela assustar tanto Narcissa, ele não sabia. Mas qualquer que fosse o motivo, era mesmo muito bom.
“J… O que raio estás tu aqui a fazer?!” Narcissa perguntou, um pouco aparvalhada.
Maggie sorriu. “Estou de volta, Cissy.” Ela disse, pronunciando todas as palavras muito bem. “E vou ser professora em Hogwarts, portanto estes aqui são da minha responsabilidade.” Maggie continuou. “Portanto, meninos, comprem o que tenham de comprar, Mrs. Malfoy não vos incomodará mais, por certo. “Depois disso, deu um olhar significativo à outra, e tanto Narcissa como Draco saíram porta fora.
Harry olhou para Maggie Lindsey. Ela conhecia Snape, ela conhecia os Malfoy… se não soubesse que ela pertencia à Ordem, podia pensar que ela estava incluída no círculo de amigos íntimos de Voldemort. Adivinhando os pensamentos de Harry, Maggie disse-lhe:
“Há vinte anos atrás, as coisas eram algo diferentes, Harry.” E depois, foi ver um tecido juntamente com Ginny e Hermione, enquanto Harry pensava naquelas últimas palavras.
-“”-
Os jantares em Grimmauld Place já há muito que se tinham tornado uma festa. Era claro que a sombra da morte de Sirius estava sempre presente mas, ainda assim, eles divertiam-se ao máximo.
Snape passara a jantar lá muitas vezes e estava cada vez mais bem-humorado. Claro que para com eles – seus alunos – não estava tanto, mas Harry já notara que ele entrava mais nas brincadeiras. Com James e Isabella, filhos de Maggie, então nem se falava. Snape parecia tão entretido com os pequenos que até dava vontade de rir.
Harry não esquecera os sonhos que tivera, nem as conversas que ouvira. Observara o comportamento da sua (futura) professora com atenção. Não queria parecer demasiado desconfiado, mas havia ali algo que não batia certo. E ele iria descobrir… ai se ia!
Ginny sentou-se a seu lado enquanto pensava nisto. Olhou para ele e ela para ele. E como se ela o entendesse na perfeição, como se de telepatia se tratasse, ela falou. “Não tentes entender coisas que ainda não podes entender. Tem calma; sê paciente. Vai tudo correr bem.” Sorriu-lhe. E Harry sorriu para a ruiva.
Mas, de facto, as suas palavras (embora fizessem sentido) só o deixaram mais confuso.
Tbc
Quanto ao pessoal que fez review: Bel (os bloqueios são uma bosta pá! Thanks), Jessica (Gostei da tua teoria p), Rita (Estás um bocadinho longe ainda, Ritinha do meu heart xD), wherethetruthlies (Tu és estranha xD), Marta (Foi o bloqueio pá! É lixado! Obrigada na mesma, colega xD) e Ana Marta (obrigado por tudo).
Próximo capítulo… De Volta a Hogwarts!