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Anime/Manga » Gundam Wing/AC » Is There a Chance For a Broken Heart?
Blanxe
Author of 40 Stories
Rated: M - Portuguese - Romance/Angst - Heero Y. & Duo M. - Reviews: 351 - Updated: 05-18-10 - Published: 02-19-06 - Complete - id:2809328

Autora: Blanxe

Revisão: Andréia Kennen

Casal: 1x2 5x2 Sx1 13x5

Gênero: Universo Alternativo, Yaoi, Romance, Angst.


Epílogo

.

O inverno passou; a primavera já diminuíra consideravelmente o frio na região. As pessoas voltavam à praia para aproveitarem o sol ameno que aquecia os dias dos meados daquela estação.

O escritor havia terminado seu livro, mas ao contrario do final feliz que descrevera para seu romance, ele encontrava-se sozinho, sentado naquele banco de areia próximo a linha do mar. As ondas calmas, em seu vai e vem, lambiam seus pés descalços, enquanto seus olhos miravam o horizonte. Um horizonte o qual ele não enxergava, provavelmente não veria mesmo se não estivesse cego.

O inverno havia passado, porém, seu coração continuava parado no tempo, naquela estação passada e na pessoa que havia sumido com ela.

Solo se tornara uma companhia freqüente, mesmo que tivesse decidido não mais ceder aos seus avanços sexuais. De qualquer forma, estava longe de ser a presença que almeja ao seu lado.

Gostava de ficar sentado ali, de frente para o mar, ouvindo o quebrar das ondas e sentindo o sol e a brisa marítima em seu rosto. Traziam-lhe a recordação dele. Ali sentia tranquilidade. Fora ali, naquelas areias, que o conhecera. Fora sentado daquela forma que perdera sua visão. Podia passar horas revivendo o passado, lembrando-se de cada detalhe dos dias que compartilhara com ele... Cada gesto, cada sorriso, cada risada, cada carinho e toda a amizade e afeto que lhe dedicara.

Queria-o de volta.

Mas começava a acreditar que ele jamais voltaria para si.

Às vezes, se enfiava em uma paranóia em que o imaginava apaixonado por outra pessoa, muitas delas, com o tal colega com que dividia o apartamento agora. Seria um bom motivo para ter sido esquecido e abstraído da vida do americano. Mas preferia forçar-se a crer que ele ainda estava lidando com os próprios sentimentos confusos, e que um dia voltaria, nem que fosse para ser somente um grande amigo.

Os passos rangidos na areia se aproximaram e a presença conhecida alojou-se ao seu lado.

oOo

Solo havia demorado mais tempo do que previra passeando com Sonar e agora que retornava, de longe fitava com um sorriso displicente o escritor alienado sentado de frente para o mar.

- Ei, olha aqueles dois, Pulguento. – o loiro falou ao cão ao seu lado, preso por uma coleira. Admirou por mais alguns segundos o par e afagou a cabeça do cachorro, voltando a lhe dirigir a palavra como se realmente pudesse entendê-lo: - Venha, vamos dar umas voltas. Quem sabe você me arranja uma gata peituda por aqui, que caia de amores pela sua pelagem e carinha de malvadão.

oOo

O que poderia dizer depois de tanto tempo? Nem havia sido tanto assim, mas ainda pareciam ter sido décadas. Não transparecia, mas assim que a brisa trouxe o aroma dos cabelos dele para si, seu peito sofreu com o brusco acelerar de seu coração.

Tanto tempo… Por tanto tempo desejando e rezando por aquele encontro e finalmente o tinha ali, ao seu lado, e simplesmente não sabia o que falar para ele.

Como vai?

Senti sua falta.

O que andou fazendo?

Por que infernos demorou tanto?

Eu te amo.

Nada parecia encaixar-se, nada lhe ocorria à mente, mas as palavras saíram de sua boca mesmo assim. Num timbre sério, porém, terno e ansioso.

- Você veio pra ficar, doutor?

O silêncio foi agonizante, mesmo que tivesse durado no máximo um minuto inteiro. Um nervosismo inigualável se apossava do escritor, enquanto esperava por uma resposta do outro homem. Uma resposta que definiria de vez a situação em pendência entre ambos.

Sobressaltou-se, imperceptivelmente, ao sentir o toque hesitante dos dedos dele nos seus - que estavam apoiados na areia úmida. Engoliu em seco ao ter em seguida ele entrelaçando suas mãos de modo afetuoso, porém, o que mais lhe acalentou a alma, foi ouvir aquela voz, mais uma vez.

- Acho que nem por um segundo deixei de estar aqui, mesmo que fosse só em pensamento. – ele lhe confessou.

Fechou os olhos azuis, sem saber se o fazia por ter sentido tanto a falta daquela voz ou se pela alegria de saber o que aquelas palavras significavam para si.

Já o homem de longa trança castanha… Este sorriu como não fazia desde que se separara do escritor. Um sorriso largo, contente e pleno, que demonstrava o quão bom e importante era estar de novo ali, ao lado dele.

Duo não sabia quanto ao futuro, ou sobre fatos que não era capaz de prever. A única coisa que tinha a mais plena certeza era que aquela mão encaixava-se perfeitamente na sua. E era a ela que pretendia segurar pelo resto de sua vida, se assim lhe fosse permitido.

Fim…


Notas Finais:

Clichê, não?

Bem, gostaria de agradecer a todos que leram até aqui, que me incentivaram a seguir com esse projeto quando eu realmente preferia deletá-lo... Não vou citar cada um dos nomes porque são muitas pessoas mesmo, e eu fico muito feliz que tantas pessoas tenham simpatizado com esse enredo...

Agradecimentos especiais a fofa da Cristal Samejima que fez as poesias pra fic, esboçando os sentimentos do Heero de maneira tão linda e intensa...

Um grande obrigada também pra Andie, que pegou o projeto pela metade, quase no final, e ficou como minha beta definitiva nesse e em alguns outros projetos de GW... Andie, você me fez morrer de rir com o "Heero soro"... Essa não esqueço nunca mais! Valeu Andie!

E eu sinceramente espero que o final tenha agradado a todos...

Blanxe

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