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Disclaimer: Inuyasha não me pertence, faço este fic sem fins lucrativos, apenas por diversão.
Sacrifícios Para Amar
Epílogo: The Last Breath
Dedicado à Shampoo-chan e Palas Lis
Revisado por Palas Lis - te amo muitooo, querida! Obrigada!
Quase dois meses, não era mesmo? Quase dois meses tinham se passado depois que ela se entendera finalmente com Sesshoumaru… desde que passaram aquela noite juntos, uma noite que ela queria que tivesse durado pela eternidade, com ele ao seu lado.
Estavam na época de provas finais. Ela tinha acabado de fazer uma de suas últimas provas e tinha combinado de encontrar com ele naquele mesmo parque, onde meses atrás ele desmaiara debaixo de chuva e ela ficara com ele, conseqüentemente, gripando. As flores de cerejeira estavam tão lindas que ela não conseguia parar de olhá-las, mesmo tendo em mãos um de seus livros de literatura ocidental, de Sir Arthur Conan Doyle.
Observou, de uma maneira quase que inconsciente, uma das pétalas das diversas flores de cerejeira se soltar da flor e cair lentamente, como numa suave dança sobre o vento até tocar o gramado verde do parque. Aquela singela pétala, caindo… trouxe-lhe uma lembrança que não conseguia esquecer-se desde aquele dia.
"Sesshoumaru vai morrer, Rin."
Kagura lhe dissera isso, um dia antes de ela correr até sua casa e tirar satisfações com ele, antes de passarem um momento juntos que perduraria em sua memória por tanto tempo quanto aquela lembrança daquele lamentável fato.
Lembrar daquilo fez com que seu estômago embrulhasse… sentia-se mal. Mas era uma verdade que não poderia ser esquecida… não era?
Sim… seu Sesshoumaru estava morrendo. Todos os dias ela lembrava-se daquele fato… via o rosto dele mais pálido de vez em quando, mas nunca parecia afetado demais para ela, parecia que ele estava saudável… tão saudável quanto ela imaginava que ele estava antes de descobrir sobre a doença.
Sempre estava ao lado dele, quando ele se sentia mal ou não. Massageava sua cabeça, o ajudava em tudo, ficava ao seu lado até que ele adormecesse enquanto tinha aquelas dores que pareciam apenas aumentar a cada dia que se passava… fato aquele que sempre a deixava mais preocupada.
Sentia vontade de chorar, lembrando-se de tudo aquilo. Ela o conhecera por tão pouco tempo e o perderia em tão pouco tempo. Isso era injusto… por que as coisas tinham que acontecer daquele jeito?
Mais uma vez segurou uma lágrima que insistiu em querer cair. Sesshoumaru no passado quisera se afastar dela para que ela não sofresse com sua perda certa… então ela não poderia chorar, teria que se mostrar alegre, teria que fazê-lo feliz até seus últimos dias, até seu último suspiro. Depois disso… teria tempo o suficiente para derramar todas as lágrimas que insistira em segurar durante aquele tempo.
Não percebeu que enquanto pensava, continuava a encarar aquela pequena pétala caída atrás do banco no qual estava sentada. Tinha um dos braços apoiados no encosto do banco de madeira e o queixo estava apoiado neste braço, com o corpo ligeiramente virado para trás. Esquecera de seu livro e, sem querer, desmarcou a página que estava marcando com a mão. Não queria pensar em coisas tristes, mas era inevitável quando a única coisa que lhe vinha à cabeça era Sesshoumaru.
– Posso saber no que tanto pensa, minha Rin? – era a voz dele, que como sempre, sussurrava-lhe por trás, bem em seu ouvido.
– Nee? – ela assustou-se, como de costume, com a presença sutil dele. Virou-se e encarou-o, sentado bem ao seu lado. Endireitou-se no banco para poder finalmente falar-lhe com um sorriso. – Iie… não estava pensando em nada demais.
– Estava chorando, Rin? – ele perguntou, vendo que tinha o rastro de uma lágrima na face esquerda dela.
Rin definitivamente não tinha percebido que uma lágrima tinha escorrido de seu olho de maneira discreta. Estava tão perdida em pensamentos que não sentiu o rastro em sua face. Ela levou a mão ao rosto e limpou-a rapidamente com a costa dessa.
– Ahn? Iie! – ela disse rapidamente procurando uma desculpa para o que acontecera. – Eu… eu esqueci os meus óculos em casa… e estava lendo… meus olhos lacrimejam quando leio alguma coisa sem eles. – ela indicou rapidamente o livro em suas mãos, tentando não se enrolar muito durante a explicação.
Sesshoumaru arqueou uma sobrancelha diante da explicação dela, mas deixou de lado e resolveu mudar de assunto. Não queria pensar na possibilidade de Rin estar chorando por causa dele. Ela lhe diria, não? Ela sempre lhe contava tudo…
– Sinto pela demora. – ele disse simplesmente. – Demorei mais que o previsto no hospital.
– Não tem problema. – Rin disse, com seu habitual sorriso. – Não faz muito tempo que cheguei também.
– Vamos indo? – ele perguntou.
– Hai. – ela aceitou o chamado dele e levantou-se do banco, segurando a mão que ele lhe estendia. – Para onde vamos?
– Aonde você quer ir? – ele perguntou.
– Ahn, vamos naquela lanchonete aqui perto? Estou com uma vontade enorme de tomar milk-shake. – ela disse, sorrindo enquanto andava à frente, puxando Sesshoumaru pela mão.
Ele apenas concordou com a cabeça, seguindo a garota até a lanchonete que eles conheciam de algum tempo atrás. Não demorou muito até que alcançassem a tal lanchonete. Rin sentou-se numa cadeira de uma das mesas e Sesshoumaru a acompanhou, sentando bem de frente para ela, fitando-a fixamente.
– Estou cansada de fazer provas. – Rin reclamou, apoiando os cotovelos na mesa. – Eu vou querer milk-shake de chocolate. E você, Sesshoumaru? O que vai querer?
– Nada. – ele respondeu.
– Tem certeza disso? – Rin perguntou. – Vai recusar um milk-shake de chocolate?
– Sim. E você deveria estar jantando alguma coisa saudável. – Sesshoumaru disse, quando uma garçonete se aproximou para atendê-los.
– Ah, não me lembre Kagome, Sesshoumaru. – Rin reclamou, virando-se para a garçonete para fazer o pedido. – Eu vou querer um milk-shake de chocolate, de 500 ml, por favor. Ele não vai querer nada, não.
– Certo. – a mulher anotou o pedido no seu pequeno bloco e se virou para sair.
– E então, como foi hoje no trabalho? – Rin perguntou, tentando achar algum assunto para se distrair enquanto o pedido não chegava. – Tranqüilo, ou Hakudoushi-sama e Kagura-sama estavam lá para importuná-lo?
– Claro que eles estavam lá. – Sesshoumaru respondeu normalmente. – Mas ignore-os.
– Ah! Kagome me falou sobre o aniversário de Inuyasha! Vai ser daqui a algumas semanas, não é? – Rin perguntou, parecendo empolgada.
– Não sei. Quando é? – Sesshoumaru perguntou, fazendo-se de desentendido.
– Que é isso, Sesshoumaru? Não me diga que não sabe a data de aniversário do seu próprio irmão! – Rin implicou.
– Iie. – ele respondeu rapidamente. – E é meio-irmão.
– Você não existe. – Rin disse, balançando a cabeça negativamente, quando a garçonete voltou, com o pedido dela. – Ah! Arigatou.
Rin ignorou o canudo e bebeu da boca do copo mesmo, tão rápido que Sesshoumaru achou que ela pudesse morrer engasgada a qualquer momento. Mas depois de alguns minutos, ela descansou o copo em cima da mesa, com menos da metade do líquido preenchendo-o.
– Ah! Estava ótimo! – Rin disse, suspirando aliviada depois de deixar o copo sobre a mesa e sorrindo.
Sesshoumaru continuava a observá-la, parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um doce, tinha até mesmo um pequeno bigode de milk-shake. Ele sorriu de lado com a imagem infantil dela, sem que ela percebesse.
– Acho que mudei de idéia sobre o milk-shake. – Sesshoumaru disse, chamando a atenção de Rin para si, fitando o resto do líquido ainda sobre os lábios dela, que ela aparentemente ignorara ou esquecera.
– Mesmo? Sabia que ia mudar, então vou pedir mais um… – Rin virou-se para poder chamar a garçonete, mas antes que pudesse dizer alguma palavra, sentiu seu rosto ser puxado levemente pelas mãos de Sesshoumaru e antes que ela pudesse lhe perguntar algo, sentira os lábios dele beijando os seus e limpando o milk-shake que ficara em seu rosto.
Rin ficou completamente corada com o ato dele, afinal, Sesshoumaru não era nem de longe o tipo de pessoa que mostrava afeto em público. Muito menos daquele jeito que surpreendia até ela. Ele continuou a beijá-la até que ela saiu de seu transe e retribuiu o ato.
– Até que não é tão ruim assim. – Sesshoumaru disse, quando eles se separaram em busca de ar.
– Er… pois é. – Rin concordou ainda completamente vermelha.
– Ainda vai querer mais desses? – Sesshoumaru perguntou com um sorriso de lado.
– Ahn? Er… eu… – ela não sabia o que responder diante da pergunta constrangedora dele, até que ele respondeu ao pensamento ambíguo dela.
– Milk-shake, Rin. Vai querer mais? – ele perguntou, notando o rosto dela ficar mais corado por ter pensado que ele se referia a outra coisa.
– Ah! Iie. – ela disse sorrindo sem graça. – Não quero mais… agora estou bem melhor.
– Então podemos ir? – Sesshoumaru perguntou.
– Hai! – ela concordou com ele, levantando-se. – Vamos ver algum filme, Sesshoumaru?
Ele apenas concordou com um aceno de cabeça e de lá seguiram para o carro dele, na direção de algum cinema.
Durante a sessão do cinema, Rin notava vez ou outra as feições de Sesshoumaru se contorcerem em sinal de dor. Estava acostumada em ver aquilo, e certamente nunca era um bom sinal. Claro que ele jamais mostraria fraqueza diante de qualquer pessoa, mas ela via isso nele, e ele não precisava lhe confirmar com palavras.
No meio do filme, quando viu mais uma vez – mesmo que apenas sob a luz que vinha da tela – o rosto dele se contorcer daquele modo, virou-se para ele para lhe falar.
– Sesshoumaru… será que podemos ir embora? – ela perguntou, vendo o rosto pálido dele virar-se para encará-la.
– O que foi, Rin? Não está gostando? – Sesshoumaru perguntou, estranhando a atitude dela.
– Iie… não é isso. – ela disse, com um sorriso fraco. – É que… não estou me sentindo bem. Acho que foram as porcarias que comi no almoço hoje. – em parte aquilo era verdade. Não estava se sentindo bem desde que tomara aquele milk-shake, mas não era nada com o que realmente devesse se importar ou que a tirasse do cinema bem no meio da sessão, mas se dissesse que era por causa dele, certamente ele ficaria aborrecido com a idéia.
– Eu lhe disse que seria melhor jantar. – Sesshoumaru a advertiu, recebendo dela um olhar contrariado. – Tudo bem, vamos indo.
Rin concordou com um sorriso e se levantaram de suas cadeiras, saindo pelo lado esquerdo, onde havia menos pessoas sentadas. Por mais que Sesshoumaru tentasse esconder dela que estava sentindo aquelas mesmas dores de cabeça, estava ficando impossível a cada minuto que se passava. Agora, ele constantemente fechava os olhos com força e passava a mão pelo cabelo mais freqüentemente.
Ela estava preocupada se seria prudente que ele dirigisse todo o caminho para casa. Contudo, Sesshoumaru era responsável e certamente não faria besteiras caso soubesse que seu estado não estava tão bom. Queria continuar confiando nele. Seria tão mais fácil se ele lhe contasse…
"Mesmo comigo, ele não parece se sentir à vontade…", Rin pensava consigo mesma enquanto olhava a rua e os carros passarem através da janela do carro. Sesshoumaru olhava simplesmente para frente.
Sesshoumaru parou o carro num sinal vermelho e, dessa vez, pelo visto, a dor aumentara ainda mais. Ele levou uma das mãos ao rosto, pressionando os olhos com força enquanto a mão que permanecia no volante apertava o mesmo com maior força.
– Sesshoumaru… você está se sentindo bem? – ela perguntou, colocando uma das mãos sobre o ombro dele, mas a resposta era bem mais que óbvia.
Ele assentiu com a cabeça, parecendo relaxar um pouco e diminuir a pressão no volante, mas continuando com os olhos escondidos na outra mão.
– Você… precisa dos seus remédios? – Rin perguntou de maneira relutante. Sabia que ele não gostava da idéia de ficar tomando remédios, mas ainda assim era para a sua saúde.
– Iie. – ele respondeu, voltando a sua postura normal, olhando para frente e colocando a outra mão também sobre o volante. – Estou melhor.
– Tudo bem então. – Rin sorriu para ele quando engatou a marcha e acelerou o carro ao ver o sinal verde.
Ela sempre sorria, mas sabia que ele não estava realmente bem, que dizia aquilo para que ela não se preocupasse… mas na verdade, sempre que ele dizia aquilo, ela se preocupava ainda mais. Afinal, se ele ao menos lhe dissesse que não estava bem, ela saberia o tamanho da dor que ele sentia. Mas ele se recusava. Queria que ela não sofresse, não se preocupasse… mas estava fazendo pior ficando naquele eterno silêncio. Afinal, como ajudar alguém que não pede por ajuda?
Depois daquilo, não demorou muito tempo até que eles chegassem à casa de Rin. Ela respirou aliviada ao perceber que o namorado estacionara o carro bem na frente de onde ela morava. Durante o resto do caminho, ele acabava apertando o volante com mais força, o que certamente a deixava ainda mais apreensiva quanto ao estado dele.
– Bom, chegamos. – Rin disse, virando-se para Sesshoumaru.
– Hai. – ele disse simplesmente, virando o rosto para encarar a namorada, com os braços apoiados no volante.
– Vejo você amanhã então. – ela disse, aproximando-se do rosto dele para beijá-lo.
Sesshoumaru tirou os braços que estavam apoiados no volante para retribuir o ato dela, sentiu Rin tocar seu rosto com uma das mãos… quase na mesma hora, ele mesmo interrompeu o beijo, sentindo a dor na sua cabeça ficar ainda mais forte. Estava com a testa encostada na dela, os olhos fechados e a respiração compassada, segurava a mão dela sobre seu rosto, apertando-a levemente.
– Eu… é melhor eu ir para casa agora. – Sesshoumaru disse simplesmente, ainda na mesma posição, perto de Rin.
– Iie. – ela respondeu imediatamente. Encarava de perto o semblante dele com os olhos fechados, mas no momento que ela falou, ele abriu os olhos de leve, encarando-a com certa confusão. – Não posso deixar você ir para casa desse jeito.
– Rin, eu tenho que ir… – ele começou a falar, afastando-se um pouco dela.
– Iie. – ela disse mais uma vez. – Sei que não está se sentindo bem. É melhor descansar, não vou deixá-lo dirigir nesse estado.
– Estou bem… – ele insistiu, parecendo começar a se irritar, embora o motivo fosse mais a dor do que Rin insistindo que ele realmente não estava bem.
– Não está, não. – ela implicou. – Não seja teimoso, Sesshoumaru. Por favor, estou pedindo para que fique.
– O porta-luvas. – ele disse simplesmente, escondendo o rosto entre as mãos. A dor parecia realmente não querer ir embora.
– Nani? – ela perguntou, sem entender o fundamento da repentina afirmação dele.
– Tem remédios… no porta-luvas. – Sesshoumaru disse, começando a respirar ofegante, parecia estar realmente mal.
– Ah, hai! – ela disse, apressando-se em encontrar os remédios do outro. – Venha, vamos entrar, você precisa descansar.
Rin saiu do carro e fechou a porta, seguindo para o lado do motorista. Sesshoumaru saíra e fechara a porta com força, como se quisesse que a dor passasse magicamente para o carro. Estava encostado à porta, com a mão sobre a testa, massageando as têmporas, com os olhos fechados. Abriu-os repentinamente quando sentiu os pequenos dedos de Rin passeando pelos fios de seu cabelo e colocando-os atrás de sua orelha.
– Relaxe um pouco, logo a dor vai passar, você vai ver. – ela lhe sorriu, como sempre sorria, mesmo sabendo o que aquela dor poderia causar a qualquer momento. – Vamos indo.
Ele balançou a cabeça num sinal positivo e seguiu com ela para dentro de casa, respirando fundo e controlando aquela dor antes que caísse no meio do caminho. Rin enlaçou o pequeno braço em volta da cintura dele e ele colocou um dos braços sobre o ombro dela. Andaram assim até entrarem na casa. Logo Kagome apareceu, pensando que receberia apenas Rin em casa.
– Rin-chan, okaeri! – ela disse, aparecendo pela porta que dava na sala. Parou de súbito e colocou os olhos sobre Sesshoumaru, quando os dois voltaram a atenção para ela. – Ah, Sesshoumaru-sama… boa noite.
– Boa noite. – ele respondeu quase que automaticamente e não demorou a Kagome perceber o estado que ele estava por conta da expressão que mais uma vez voltava a se contorcer em dor.
– K-chan, nós vamos subir, okay? Sesshoumaru precisa descansar um pouco. – Rin disse, sublinhando cada palavra devidamente para que a prima lhe entendesse.
– Hai! – Kagome concordou rápido. – Eu vou fazer um chá pra vocês.
– Certo. – Rin concordou, voltando-se uma vez mais para Sesshoumaru.
Ela precisou apenas olhar para ele para que os dois continuassem subindo as escadas na direção do quarto da garota. Não trocaram mais palavras no caminho, assim que chegaram ao quarto, Rin fechou a porta ao passar e Sesshoumaru seguiu até a cama, deitando-se e fechando os olhos.
Rin sentou-se ao lado dele, colocando as mãos sobre as pernas e apertando o tecido da calça com força. A última coisa que queria ver era Sesshoumaru naquele estado, mas era cada dia mais freqüente… e cada dia pior. A única coisa que poderia fazer era apertar o tecido da própria roupa enquanto o via naquela situação, sem poder fazer nada para ajudá-lo realmente.
– Eu… vou buscar um copo com água para você poder tomar os remédios. – ela disse, fazendo menção de se levantar, mas ele deteve-a, segurando seu pulso.
– Iie. – ele falou, com uma voz um tanto quanto sonolenta. – Não preciso de remédios. Fique aqui, comigo.
– Hai. – ela concordou, relutante, corando com o pedido dele. – Tem certeza que não precisa dos remédios?
Sesshoumaru apenas acenou a cabeça positivamente, ainda com os olhos fechados e aparentando estar dormindo. Ela realmente não tinha tanta certeza quanto ele de que ele não precisava dos remédios, mas era melhor não falar nada. Sentou-se na cama numa posição de lótus e colocou um travesseiro sobre as pernas.
– Vem cá. – ela o chamou, indicando o travesseiro sobre as pernas.
Não demorou para que ele deitasse sobre as pernas dela e ela começasse a massagear a sua cabeça, como sempre. Seria bom demais se aquelas simples massagens pudessem livrá-lo de todas as dores de cabeça que viriam a seguir, mas, por enquanto, contanto que o deixasse dormir e o deixasse mais perto dela… era o suficiente. Não precisava de remédios, sabia que eles não adiantariam de muita coisa dali em diante. Ultimamente tinha freqüentes problemas de visão, estava perdendo a própria coordenação motora. Estava começando a achar que seria mais prudente não sair de casa, pelo menos não quando precisasse estar no lugar do motorista.
Depois de uns dez minutos ali no quarto, passando as mãos pelos longos cabelos de Sesshoumaru e certificando-se de que ele estava mesmo adormecido, ela levantou-se cuidadosamente, de modo que ele não acordasse com o movimento, e seguiu até a porta, saindo do quarto e fechando-a ao passar. Suspirou fundo e andou até a cozinha, encontrando Kagome ainda preparando o chá. Ela parecia um pouco desconcentrada para quem deveria ter terminado o chá uns cinco minutos antes.
– K-chan. – Rin chamou-a ao entrar no aposento e sentar-se numa das cadeiras à mesa.
– Ah! Rin-chan. – Kagome se virou para ela, segurando a chaleira com a água quente. – E Sesshoumaru-sama, como está?
– Está dormindo. – Rin respondeu, apoiando os braços na mesa e em seguida o queixo nas mãos.
– Bom, então é melhor assim, não? – Kagome disse, pegando xícaras para servir o chá para a prima.
– Não sei… sabe, toda vez que ele dorme eu fico com medo que não acorde na manhã seguinte. – Rin respondeu, pensativa.
– Não pense desse jeito, Rin-chan. – Kagome disse, servindo o chá para si mesma e para a prima.
– E de que jeito quer que eu pense? É a verdade, não? – Rin disse, dando de ombros e aceitando o chá que a prima lhe servia.
Kagome não respondeu ao que ela falara, simplesmente levou a xícara aos lábios. Realmente, não tinha como animá-la se aquela era a verdade sobre o que estava acontecendo.
– Ah… gomen. – Rin desculpou-se depois de beber um gole do chá. – Eu não devia estar falando coisas desse tipo. Eu sou uma boba mesmo.
– Não diga isso, Rin-chan, eu sei como se sente. – Kagome disse, sorrindo de maneira compreensiva.
– Eu estou feliz, K-chan. – ela disse, debruçando-se sobre a mesa e deitando a cabeça sobre os braços, enquanto olhava a fumaça sair de sua xícara, com a cabeça de lado. Kagome calou-se para escutar. – Eu sei que muitas vezes eu fico muito preocupada, muito apreensiva, mas não poderia estar mais feliz, agora que estou do lado dele. Acho que por ele ter confiado em mim e desmentido tudo aquilo que falou antes. – ela parou por uns segundos, dando uma risada quase imperceptível. – Mas é claro que eu não sou fria o suficiente para dizer que não estou com medo do que vai acontecer. Queria que essa história fosse nada mais que um sonho ruim… só isso.
– Rin-chan… eu sei que não deve ser nada fácil pra você. – Kagome disse, sentando-se ao lado da prima e começando a passar os dedos pelos cabelos dela. – Sabe, acho que é a pessoa mais corajosa que conheci até agora. Só você mesma para agüentar tudo isso sem nem reclamar… chorar… não conseguiria fazer isso.
– Ah… vontade não me falta, K-chan. – Rin disse, sorrindo para a prima. – Mas, agora não importa. Quero que ele seja feliz esses dias… como eu não pude fazer com a minha mãe. E estou feliz por poder fazer isso por Sesshoumaru.
– Eu sei, Rin-chan. – Kagome disse, devolvendo o sorriso. – Sesshoumaru-sama seria a pessoa mais idiota do mundo se não se sentisse feliz com alguém como você por perto.
Rin não respondeu, apenas riu do comentário da outra.
– Bom, eu preciso dormir agora. – Kagome disse, levantando-se e pegando as xícaras para levar até a pia. – Está tarde e o dia foi cansativo hoje. Ainda bem que amanhã é sábado e não tem provas.
– Tem razão. – Rin concordou. – Eu também preciso descansar.
– Boa noite, Rin-chan. Durma bem. – Kagome despediu-se, beijando a testa de Rin e saindo da sala.
– Boa noite, K-chan. – Rin despediu-se ao ver a prima desaparecer pela porta.
Ela não se demorou ali, logo se levantou e foi na direção do seu quarto. Estava realmente cansada e precisava dormir a noite toda se possível. O único problema era que… esquecera-se completamente que Sesshoumaru estava deitado bem na sua cama. Quando abriu a porta do quarto, observou a imagem dele, deitado de bruços na cama, dormindo profundamente, como se nada pudesse acordá-lo.
Parou na frente da porta sem ação. Conversara um pouco com Kagome e esquecera até mesmo que era na própria cama que Sesshoumaru dormia. Obviamente não iria simplesmente subir na cama e dividi-la com ele… mesmo que tivesse feito aquilo algumas vezes… tinham sido, certamente, com o consentimento dele. Era melhor deixá-lo em paz por enquanto. Poderia trocar de roupa e ir até o quarto de Kagome, estender um futon no chão e dormir lá.
Sentou-se numa poltrona afastada da cama e descalçou os sapatos, assim como as meias. Massageou um pouco os pés. Uma boa noite de sono lhe faria bem. Seguiu até o guarda-roupa perto da cama e procurou por alguma roupa para dormir. Tirou sua camisa de mangas compridas e um short curto que, certamente, seria engolido pelo tamanho exagerado da camisa. Lançou um olhar a Sesshoumaru, e aproximando-se da cama, abaixou a cabeça, tirou a franja da frente do rosto dele e depositou um beijo simples em sua testa.
– Durma bem. – disse num sussurro.
Quando se levantou para se afastar, sentiu a mão dele segurá-la. Quase pulou de susto com o ato, nem de longe poderia imaginar que ele estava acordado. Se não estivesse tão assustada para raciocinar, teria reclamado da incrível mania dele de detê-la sempre que achava que ele não estava vendo.
– Onde está indo? – Sesshoumaru perguntou, escondendo um meio-sorriso ao perceber que ela quase pulara com o seu toque.
– E-eu… – ela virou-se para ele mais uma vez, sorrindo sem graça e corando. – Não sabia que estava acordado.
– Disse que ficaria comigo. – ele respondeu apenas, não deixando de segurar seu braço.
– Eu… não queria… – Rin se confundiu ao tentar responder, corando ainda mais sob o olhar inquisidor dele.
– Não queria ficar comigo, Rin? – ele perguntou, continuando a fitá-la fixamente.
– Claro que quero! – ela respondeu de uma maneira espontânea, levando a mão livre aos lábios com a própria resposta. – Não é isso… er… é que eu não queria… acordá-lo.
Sesshoumaru quase riu diante da resposta impensada dela, parecia até a mesma garota com quem conversava antes mesmo de se tornarem tão… íntimos.
– Venha, Rin. – ele disse, ainda segurando-lhe o pulso, como se não quisesse que ela se afastasse. – Fique aqui comigo.
– H-hai. – Rin finalmente concordou, deixando as roupas de lado e deitando-se relutante na cama.
Sesshoumaru deitou-se de lado, bem de frente para ela. Ela ainda estava corada com o ato dele… e vermelha daquele jeito, parecia ainda mais bonita. Ele passou a mão pelos cabelos dela, tirando-os da frente do rosto e depositou um beijo na testa dela, assim como ela fizera alguns minutos atrás. Fechou os olhos e relaxou, para voltar a dormir. Mais cedo ou mais tarde, Rin faria o mesmo. Não se enganou, quando ela suspirou demoradamente e segurou a roupa dele entre as pequenas mãos, como era de costume. Encostou a cabeça no peito dele e fechou os olhos, sentindo o queixo dele se apoiar no topo de sua cabeça.
Por mais que soubesse o que ia acontecer, era por conta de simples momentos como este que continuava ao lado de Sesshoumaru, cada dia mais feliz, pelo menos enquanto podia sê-lo.
Na manhã seguinte, Rin acordava com a luz do sol em seu rosto, tentou se remexer na cama, mas não conseguiu, quando percebeu que um braço a enlaçava pela cintura. Durante dois segundos desmemoriados, teve a intenção de gritar, mas logo percebeu a quem pertencia o braço e fechou os olhos, mais tranqüila.
– Você dorme muito. – ela ouviu a voz vinda da pessoa deitada bem às suas costas.
– Bom dia para você também. – disse de volta. – Então já está acordado?
– Sim. – ele respondeu, continuando com os olhos fechados, assim como ela continuava na mesma posição.
– Se sente melhor hoje? – ela perguntou-lhe, aconchegando-se mais nos braços dele.
– Sim. – ele mentiu. Sequer podia abrir os olhos e o quarto girava ao seu redor, estava se sentindo mal e preferia ter continuado a dormir a ter que acordar com aquele mal-estar.
– Bom, eu acho melhor descer pra preparar alguma coisa para o café. – ela disse, finalmente se virando para ficar de frente para ele, encarando os olhos fechados do homem. – Está bem mesmo, não é? Eu deixei os seus remédios aqui, na mesa… – indicou uma mesa bem atrás dela, cheia de livros. – Caso precise.
– Certo. – ele assentiu, continuando com os olhos fechados.
– Então, deixe-me ir à frente. – ela beijou os lábios dele levemente e sorriu, levantando-se para sair do quarto, mas antes de abrir a porta, voltou-se para ele mais uma vez. – Ah! Ia esquecendo, se quiser lavar o rosto, sei lá, alguma coisa do gênero, o banheiro fica no fim do corredor.
Sesshoumaru apenas assentiu com a cabeça, abrindo os olhos para encará-la, ainda deitado na cama. Não teve muita certeza do que estava vendo, mas parecia que tinha mais de uma Rin olhando para ele da porta. Fechou os olhos novamente assim que ouviu o som da porta se fechando.
Enquanto Rin descia as escadas na direção da cozinha, ele sentou-se na cama, descansando a cabeça entre ambas as mãos. Todas as manhãs era a mesma coisa, o mal-estar sempre ficava pior e mais freqüente… se continuasse daquele jeito, não suportaria por muito mais tempo. Levantou-se e tentou fazer com que tudo ao seu redor se focalizasse diante de seus olhos para poder finalmente seguir até a porta e sair do quarto.
Quando Rin chegou até a cozinha, encontrou Kagome se servindo de uns biscoitos de chocolate e tomando o que parecia ser refrigerante.
– Muito bonito, Higurashi Kagome. – Rin disse, encostando-se à batente da porta e cruzando os braços numa pose autoritária. – Comendo biscoito a essa hora!
– Ahn? – Kagome virou-se de súbito para encarar a prima. – Hehe… – sorriu sem graça, ainda com o biscoito na mão, prestes a levar à boca. – Achei que ainda estivesse dormindo, Rin-chan… a noite foi boa?
– Não mude de assunto senhorita. – Rin continuou, ainda aparentando autoritarismo. – Deveria estar comendo alguma coisa decente.
– E você deveria ter acordado mais cedo pra tomar café, não? – Kagome disse, sentando-se à mesa e dando de ombros, levou o biscoito à boca logo depois.
– Eu vou preparar o café da manhã. – Rin disse, passando direto até a pia e ignorando os biscoitos de Kagome. – Estou com fome.
– Sesshoumaru-sama se sente melhor? – Kagome perguntou, observando a prima enquanto ela andava de um lado a outro da cozinha procurando as coisas para preparar o café.
– Parece que sim. – Rin disse, colocando água no forno. – Mas ele não costuma me dizer e eu não costumo perguntar. Acho melhor assim. Quando ele precisa, eu ajudo.
– Você falando desse jeito, parece ser tão fácil. – Kagome disse, deixando os biscoitos de lado e terminando de tomar o refrigerante.
– Acredite, não é. – Rin disse, virando-se para ela e sorrindo ao passar até a geladeira. – Ahn… estou com preguiça de fazer muita coisa hoje, acho que vou preparar só uma omelete.
– Ah! Já ia me esquecendo, hoje eu vou pra casa do Inuyasha pra conversar com Izayoi-san e Kagura-sama. – Kagome disse, parecendo empolgada.
– Mesmo? Nem sabia que estavam tão amigas. – Rin disse, rindo do que Kagome acabara de falar.
– Ah, vamos preparar as coisas pra festa do Inuyasha, vai ser daqui a duas semanas, tem que estar tudo perfeito. – Kagome comentou, ainda mais excitada com a idéia, como se o aniversário fosse dela.
– É mesmo, eu tinha me esquecido de quando ia ser. – Rin respondeu, enquanto preparava a comida. – Tenho que lembrar Sesshoumaru.
– Só temos um pequeno probleminha para entrar em acordo. – Kagome disse, virando a cadeira para que ficasse olhando para Rin.
– Qual? – Rin perguntou, olhando para ela por uns segundos até voltar a atenção para a comida.
– Kagura-sama quer praticamente transformar a casa numa boate e Izayoi-san está a ponto de contratar um palhaço para animar festas infantis. – Kagome disse, rindo do pensamento.
– Acho que vocês precisam chegar num consenso. – Rin acompanhou a prima nas risadas, aquelas idéias pareciam absurdas demais em seus devidos ângulos.
– Concordo. – Kagome disse. – Você não quer vir comigo? Vamos tentar chegar numa festa simples, animada e de noite. Com alguns amigos e família, só.
– Tudo bem. – Rin concordou. – Até que não é uma má idéia. Eu vou falar com Sesshoumaru depois.
– Eu posso levá-las até lá. – uma conhecida voz masculina se pronunciou, vinda do portal de entrada do aposento.
Kagome e Rin se viraram para darem de cara com Sesshoumaru. Ele aparentava estar em seu mais perfeito estado de saúde, embora tivesse visíveis traços de que emagrecera e de palidez.
– Sesshoumaru-sama, ohayo! – Kagome o cumprimentou, contente. – Quer biscoito? Refrigerante?
– Iie. – ele disse, recusando os doces de Kagome àquela hora da manhã.
– Kagome, guarde esses lanches e coma alguma coisa decente. – Rin a repreendeu, com o mesmo tom que Kagome usava quando ela comia alguma coisa pouco menos saudável que legumes.
– Não 'tô mais com fome. – Kagome disse simplesmente, voltando sua atenção para Sesshoumaru logo em seguida. – Sesshoumaru-sama vai nos levar até sua casa?
– Hai. – ele disse simplesmente, continuando parado no mesmo lugar em que Rin estivera momentos atrás. – Podem almoçar lá.
– Ah, isso é bom, então eu vou ligar pra Inuyasha pra avisar. – Kagome disse, correndo para sair da sala.
– Parece melhor agora. – Rin disse, olhando rapidamente para ele e depois voltando a atenção para a comida que estava no fogo.
– Estou. – ele corrigiu, aproximando-se dela e colocando as mãos sobre seus ombros. Beijou o topo da cabeça dela.
– Estou terminando de preparar o nosso café da manhã. – Rin disse, sorrindo com o ato dele. – Só não espere que seja algo tão bom quanto você tem lá na sua casa com seus empregados.
– Não importa. – Sesshoumaru disse, sentando-se na cadeira em que Kagome estivera, minutos atrás. – Estavam falando sobre a festa de Inuyasha?
– É, Kagome me lembrou que vai ser daqui a duas semanas. – Rin disse, terminando de preparar a comida e levando até a mesa para sentar-se e finalmente se servir com Sesshoumaru. – Vai ser bom ter uma distração da faculdade. Ainda vou ter toneladas de provas essas semanas.
– Parece que Inuyasha não estava muito satisfeito de ter deixado essas três prepararem a festa dele. – Sesshoumaru comentou, servindo-se inicialmente de chá, como era costume.
– Acredite, ninguém ficaria. – Rin disse, rindo ao lembrar-se das propostas de Izayoi e Kagura. – Mas deixe-as se divertirem às custas dele, vai fazer bem às três.
– Com certeza. – Sesshoumaru concordou, sorrindo de lado e começando a se servir da comida, assim como Rin.
Eles trocaram ainda algumas palavras durante a refeição, comentando sobre a faculdade de Rin, o trabalho de Sesshoumaru, a novidade sobre a festa de Inuyasha e mais algumas coisas irrelevantes. A única coisa sobre a qual não falavam era sobre Sesshoumaru e seu estado de saúde. Não havia o que falar sobre aquilo. Ela sabia que ele não gostava e ele sabia que ela sempre se preocupava, portanto, o silêncio falava pelos dois com relação àquele assunto.
– Bom, eu acho que você ainda não vai morrer depois de ter comido isso. – Rin disse, quando eles finalmente terminaram de tomar o café da manhã e ela estava levando os pratos até a pia.
– Estava ótimo. – ele disse, apoiando o cotovelo na mesa e em seguida apoiando o rosto na mão.
– Que bom que ainda consigo preparar algo. – Rin disse, rindo da própria afirmação e virando-se para ele assim que tirou a mesa.
– Acho que podemos ir para minha casa agora… são quase onze horas. – Sesshoumaru disse, observando o relógio de pulso.
– Tem razão. – Rin disse, olhando em seguida para as próprias roupas. – Mas eu preciso de um banho primeiro. Nem troquei de roupa ontem para dormir.
– Tudo bem. – Sesshoumaru concordou, levantando-se da cadeira e seguindo até ela.
Ele parou bem na frente dela, deixando seus corpos praticamente colados e inclinando um pouco o rosto para que alcançasse o dela.
– Eu disse bom dia hoje? – ele perguntou, deixando que a ponta de seu nariz tocasse a pele da face esquerda dela levemente.
– Eu… acho que não. – Rin respondeu, fechando os olhos para sentir a respiração quente dele agora na curva do seu pescoço.
– Rin-chan! – a voz de Kagome soou quando ela apareceu no portal da cozinha e imediatamente Sesshoumaru e Rin se afastaram. A garota ficou com a face completamente vermelha com o aparecimento repentino da prima e Kagome arregalou os olhos, constrangida por ter interrompido e aparecido na hora mais inoportuna.
– O que… foi, Kagome? – Rin perguntou, respirando fundo, enquanto Sesshoumaru fitava algum ponto realmente interessante na parede atrás de Rin.
– Er… n-nada demais. – Kagome disse, rindo sem graça. – Eu… vou indo… trocar de roupa.
– Hai, hai. – Rin concordou, quando Kagome correu para subir as escadas sem ao menos esperar para escutar a resposta da prima.
Rin suspirou pesadamente e não pôde deixar de surpreender quando escutou uma pequena risada vinda de Sesshoumaru. Ela virou-se para vê-lo e ele tinha uma expressão divertida no rosto – por mais incrível que aquilo pudesse lhe parecer. Rin ergueu as duas sobrancelhas olhando para ele. Ele a encarou de volta, retornando a sua habitual expressão séria.
– O que foi isso, senhor Sesshoumaru? – ela perguntou, ainda abismada pelo que acabara de presenciar, cruzando os braços diante do corpo, como se estivesse se dirigindo a uma criança.
– A sua prima faz umas caras engraçadas de vez em quando. – ele disse de um modo tão simples que Rin não imaginou que fosse aquilo mesmo que o fizera rir.
– Não acredito que você está rindo por causa de Kagome! – Rin disse, parecendo completamente indignada com aquilo.
– Sabe que você também. – ele disse, cruzando os braços assim como ela e encarando-a fixamente.
– Oras! – ela se virou, tentando conter o riso. – Eu vou tomar banho.
Antes que ela desse o primeiro passo, ele a segurou pelo braço e puxou, até que voltasse a estar a menos de centímetros de distância dele. Enlaçou a cintura dela para que não fugisse e aproximou o rosto mais uma vez. Sem dizer palavra nenhuma, apenas detendo-se para olhar nos olhos dela por uns segundos, tomou seus lábios num beijo apaixonado e sem rejeição.
Soltou a garota apenas quando sentiu o ar faltar, mas ainda assim, continuou a encará-la de perto.
– Agora pode ir. – ele disse, sorrindo de lado. – Vou esperar na sala.
– Hai. – ela respondeu, sorridente.
Finalmente se afastou de Sesshoumaru e saiu pelo portal seguindo pelas escadas até chegar ao primeiro andar. Sesshoumaru andou até a sala, sem precisar subir escada nenhuma e se jogou no sofá, sentando-se e cruzando as pernas e os braços. Fechou os olhos tranqüilamente, sabendo que passaria uma eternidade esperando duas mulheres se arrumarem.
Quando eles finalmente saíram da casa de Rin, devia ser quase meio-dia e Rin continuava a insistir que Kagome demorava demais para se arrumar. Realmente, Rin tinha terminado de se arrumar pelo menos vinte minutos antes da prima. Sesshoumaru limitou-se a dirigir o carro e ignorar a conversa entre as duas.
Chegaram à casa de Sesshoumaru em pouco tempo, quando ele menos esperava, estavam sentados na sala de estar da sua casa, vendo a discussão rolar entre Izayoi, Kagura e Kagome sobre que tipo de festa seria melhor. Inuyasha estava entediado, sentado no mesmo sofá que Kagome e a mãe, estava com cara de quem queria assassinar alguém o quanto antes.
Sesshoumaru ficou sentado num outro sofá de dois lugares, com Rin bem ao seu lado. Vez ou outra ela dava alguma opinião sobre o que deveriam fazer, mas não conseguia se fazer ouvir direito e logo a discussão continuava mais uma vez.
– Isso está me deixando com dor de cabeça. – Sesshoumaru sussurrou apenas para que Rin o ouvisse, apoiando a testa no lado da cabeça dela.
– Você quer subir pra descansar? – Rin perguntou, parecendo mais preocupada que o normal.
– Não se preocupe, não é nada do que está pensando. – Sesshoumaru disse, deixando uma Rin mais aliviada. – Só foi modo de falar.
– De qualquer jeito, está me irritando também. – Rin comentou, aproximando-se mais de Sesshoumaru e descansando a cabeça no ombro dele.
– JÁ CHEGA VOCÊS TRÊS! – Inuyasha precisou gritar para que a atenção de todos da sala caísse sobre ele. – A festa é MINHA e se continuar nisso não vai haver festa NENHUMA! – ele falou, furioso, deixando as três mulheres com os olhos ligeiramente arregalados. – Não, eu não vou contratar uma boate inteira, Kagura, e não vai ter nada de strip-tease aqui em casa. – o sorriso de Kagura se desmanchou e ela fez cara de emburrada. – Queria saber onde anda Hakudoushi numa hora dessas pra escutar o que você anda falando. E não, kaa-san, pelos deuses, eu não vou completar um ano de idade! Não vai colocar doces e bolas de sopro pela casa, mas que coisa! Vamos fazer uma festa simples, com música, com piscina, de noite e com amigos e família. Pronto, fim de papo! Podemos almoçar agora?
– Mas Inuyasha, precisa ter pelo menos o bolo de aniversário! – Izayoi insistiu, mesmo que Kagura tivesse desistido depois do que Inuyasha falara.
– Hai, hai. – Inuyasha concordou. – Mas nada de apagar velas. Quero vê-las bem longe no dia, por sinal.
– Que é isso, Inuyasha, você não está ficando tão velho assim. – Kagome disse, dando um sorriso de lado.
– Feh! – ele fungou. – Agora, será que podemos comer?
– 'Tá, tudo bem, vamos almoçar. – Izayoi se levantou primeiro, chamando a atenção dos outros.
Um a um foram se levantando e saindo na direção da sala de jantar, apenas Rin e Sesshoumaru ficaram parados nos mesmos lugares, observando os demais deixarem o local.
– Nós não vamos? – Rin perguntou, virando-se para ele.
– Calma, estou tendo certeza de que é seguro o suficiente e de que eles não vão começar uma guerra de comida conosco no meio. – Sesshoumaru disse, olhando para a porta por onde eles tinham entrado, de maneira curiosa.
– Não seja bobo. – Rin disse, rindo da idéia. – Isso seria ridículo.
– É o que acontece com crianças no primário, caso não tenha um responsável por perto, não é? – Sesshoumaru questionou, olhando-a com uma sobrancelha arqueada.
Rin encarou-o de maneira pensativa por um momento.
– Pensando bem, acho que tem razão, vamos esperar mais um pouco, só pra ter certeza. – ela disse, voltando a descansar a cabeça sobre o ombro dele.
Sesshoumaru sorriu de lado e começou a passar os dedos pelos cabelos dela, enquanto a garota apenas fechava os olhos e aproveitava o momento.
– Sabe, vai ser divertida essa festa. – Rin comentou, depois de alguns minutos em completo silêncio. – Estão todos muito empolgados.
– Creio que sim. – ele disse em resposta, aproximando o rosto do topo da cabeça dela e sentindo o aroma dos fios negros de cabelo.
– Promete… que vai ficar comigo pelo menos até a festa? – ela perguntou de uma maneira hesitante e temerosa, mesmo sabendo que Sesshoumaru não gostava daquele assunto. Encolheu-se um pouco mais perto dele quando a resposta demorou a vir.
– Prometo. – ele disse num sussurro, ainda sentindo o doce cheiro que vinha dos cabelos dela.
Ela sorriu com a resposta. Ele parecia ter finalmente respondido alguma questão diretamente, pelo menos uma questão daquele porte e sobre tal assunto.
– Arigatou. – ela sussurrou de volta.
– Bom, acho que se não escutamos o som de nada quebrando, deve ser seguro. – ele disse, depois de alguns segundos.
– Tem razão. – Rin concordou. – Vamos indo.
Eles se levantaram e seguiram para a sala de jantar, onde os outros esperavam. Juntaram-se a eles e tiveram mais uma refeição quase em família, e não tão calma quanto esperavam que fosse.
Durante aquela tarde, as mulheres continuaram discutindo sobre o que fazer com a festa de Inuyasha, e não demorou para que Rin se sentisse cansada demais para escutar as conversas. Por volta das quatro da tarde, ele as levou de volta para casa, e Kagome ainda ia se encontrar mais vezes com Kagura e Izayoi para terminar de arrumar as coisas. Nem Sesshoumaru nem Rin sabiam como Inuyasha podia agüentar aquela insistência e discussão por tanto tempo, talvez porque no final ele sempre saía comendo alguma coisa.
Com o assunto da festa, as provas na faculdade e mais algumas preocupações para pelo menos alguns deles, as semanas se passaram mais rápido do que imaginaram. Logo se viram num sábado à noite, na casa dos Taisho, comemorando a tão esperada festa.
A residência estava realmente cheia com a comemoração do aniversário de Inuyasha. Para todo lado que Rin olhava, via os outros se divertindo e conversando. Ela também estava junto com Kagome, Sango, Kagura e mais umas amigas, conversando de maneira animada e discutindo coisas diversas, assuntos de mulheres. Até mesmo os homens estavam em seu grupo particular de discussão sobre futebol ou qualquer outra coisa que lhes interessasse, enquanto bebiam alguma coisa.
– Kagura, Hakudoushi-sama não vem? – Rin perguntou, notando que o homem ainda não aparecera na festa, mesmo que esta já tivesse começado há certo tempo.
– Ah, infelizmente ele teve plantão no hospital, mas disse que ia tentar se livrar. – Kagura disse, balançando o vinho da sua taça de cristal. – Deve chegar mais tarde, ou pelo menos pra me levar pra casa. – sorriu.
– Deve ser difícil ter um noivo assim, que precisa estar sempre no trabalho de plantão. – Sango comentou.
– Eu estou acostumada, também trabalho com medicina lá nos EUA. Mas vou voltar pro Japão no final do ano. – Kagura respondeu, virando-se para observar dois homens que se dirigiam ao grupo delas. – Ahn… vejam só, o assunto dos homens acabou.
Elas riram da afirmação de Kagura, quando a conversa delas foi interrompida pela chegada de Inuyasha e Miroku. Inuyasha abraçou Kagome por trás e Miroku ficou ao lado de Sango, colocando uma mão pela cintura dela.
– Vamos indo. Kaa-san está nos chamando para cantar os malditos parabéns. – Inuyasha disse parecendo entediado.
– Educado como sempre, Inuyasha. – Kagura disse, levando sua taça de vinho à boca depois do que ele falara.
– Não fale assim, Inuyasha! – Kagome logo repreendeu a atitude dele.
– Feh! Vamos indo de qualquer jeito. Antes que ela continue me irritando. São quase onze da noite. – Inuyasha disse, olhando o relógio de pulso.
– Hai, hai. – Kagome concordou e voltou-se para as amigas. – Então, vamos indo pessoal?
– Hei, onde está Sesshoumaru? Achei que estivesse com vocês. – Rin perguntou, notando que não via o namorado havia algum tempo.
– Ele estava. Mas saiu, acho que na direção do jardim. – Miroku foi quem deu a resposta.
– Deixa aquele baka pra lá, vamos cantar logo os parabéns. – Inuyasha puxava Kagome, irritado.
– Podem ir à frente, eu vou chamar o Sesshoumaru. – Rin disse, pronta para tomar a direção oposta a que eles seguiam.
– Tudo bem, vamos esperá-los na sala. – Sango disse, seguindo Kagome e Inuyasha, assim como Miroku e Kagura.
Rin sorriu em resposta e seguiu até a saída para o jardim. Como todos estavam concentrados na sala de estar, foi fácil achar a silhueta de Sesshoumaru, sozinho, perto da piscina, olhando para o céu. Ela apreciou a imagem dele de longe por alguns minutos. Depois de dois meses que estava com ele, ele nunca lhe parecera tão mal. Estava bem mais magro e pálido, agora passava mal constantemente e quase não saía da casa nem para o trabalho. Sempre precisava de remédios e ela sempre estava lá, ao lado dele, nem que fosse simplesmente para massagear sua cabeça… como continuava a fazer. Antes mesmo que ela se aproximasse o suficiente para tocar-lhe, escutou sua voz.
– Achei que devesse estar conversando com as outras dentro de casa. – ele comentou, ainda observando as estrelas.
– Achei que você deveria estar ao menos dentro de casa. – Rin comentou, aproximando-se mais dele até ficar ao seu lado.
– Odeio ocasiões sociais. – ele disse, fechando os olhos por uns segundos e abrindo-os para fitar Rin ao seu lado.
– Eu sei. – ela sorriu para ele e o silêncio prevaleceu por uns segundos. – Está frio aqui.
– Você deveria voltar para dentro, está mais quente lá. – Sesshoumaru disse, mas mesmo assim seguiu até ela e abraçou-a por trás.
– Você não vem? Vão cantar os parabéns. – Rin disse, segurando o pano da manga da camisa dele.
– Vai indo na frente. Eu vou daqui a alguns minutos. – ele virou-a para ele, inclinando-se levemente e beijando-lhe os lábios rapidamente.
– Hai. – ela meneou a cabeça dando ênfase à resposta e seguiu para dentro da casa.
Assim que ela fechou a porta, Sesshoumaru levou as duas mãos à cabeça. Agora, mais que nunca, a dor estava insuportável. Abafou um gemido de dor e fechou as mãos em punho, enterrando as unhas nas palmas dessas com toda a força, quase ferindo-as.
Rin voltou a se juntar aos amigos. Estava preocupada com Sesshoumaru, mas não queria demonstrar isso, sabia que ele não gostava. Cantaram os parabéns e ficaram a conversar, mas ela estava tão concentrada em Sesshoumaru que nem deu muita atenção ao assunto que estavam discutindo. Foi entre um comentário e outro que notou Sesshoumaru subindo as escadas lentamente. Acompanhou-o com os olhos até que alcançasse o primeiro andar e desaparecesse no corredor. Foi acordada de seus pensamentos pela insistente e conhecida voz da prima.
– Rin-chan! Acorde! O que acha da idéia? – ela perguntou e Rin notou que todos estavam olhando para ela.
– Ahn… vocês podem decidir por mim. Eu volto logo. – ela se levantou e passou pelos outros, mantendo os olhos fixos no topo das escadas. Saiu sem escutar mais nada… não sabia o porquê, mas estava apreensiva.
Ela subiu as escadas rapidamente, seguindo pelo corredor do primeiro andar até o quarto de Sesshoumaru. Abriu a porta e encontrou o homem deitado na enorme cama com a cabeça virada para a parede, de costas para a porta. Ela fechou a porta e aproximou-se lentamente, orando para que o pior não tivesse acontecido. Suspirou aliviada ao ouvir a voz dele.
– Achei que tivesse passado despercebido.
– Você nunca passa por mim despercebido. – ela andou até a cama e sentou-se no canto desta, de frente para as costas dele. – Está se sentindo bem?
– A dor… está pior. – ele disse sinceramente, fazendo o coração dela apertar.
– Não se preocupe, tudo ficará bem. – ela mesma queria acreditar nas próprias palavras, mas era difícil. Andou ajoelhada na cama até sentar-se sobre os travesseiros ao lado da cabeça dele. – Venha, deite a cabeça aqui.
Sesshoumaru fez o que ela disse e deitou a cabeça em suas pernas, sentindo as mãos delicadas dela massageando sua cabeça, como ela costumava fazer para que sua dor de cabeça passasse. Mas apenas daquela vez… não estava adiantando.
– Desde o começo… eu não queria fazê-la sofrer. – ele disse, fechando os olhos com o toque das mãos dela.
– Você não me faz sofrer…
– Eu fiz, e eu farei. – o tom de voz dele diminuía à medida que sua dor aumentava.
Rin quase não ouvia o que ele falava.
– Não diga bobagens… – ela disse, ainda mais apreensiva.
– Rin…
– Hai, Sesshoumaru? – ela perguntou, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas pelo tom fraco dele.
– Aishiteiru… – ele sussurrou, sua respiração estava quase imperceptível.
Rin sorriu, feliz por ter escutado aquelas palavras vindas dele. Sesshoumaru nunca dissera aquilo antes…
– Eu também te amo, Sesshoumaru. – ela disse, continuando a massagem, mas depois disso, não houve resposta… nenhuma.
Ela parou os movimentos e afastou a franja dele da frente do rosto. Ele estava tão pálido. Ela abaixou a cabeça lentamente até que seus lábios tocassem os dele. Ela parou por um segundo com aquele movimento e afastou o rosto apenas alguns centímetros… não conseguia… não sentia mais a respiração dele em sua pele. Levou ambas as mãos ao rosto para abafar os soluços que se seguiram, as lágrimas rolaram livremente por seu rosto, caindo sobre a roupa dele. Por quê? Por que sempre acontecia com ela? Mais uma vez… estava sozinha.
…
Aquela manhã estava nublada, o céu coberto com um escuro manto cinza, dando um ar um tanto quanto fúnebre àquela ocasião. E que ar se encaixaria melhor para aquele momento? Sim, aquela noite de sábado realmente a arrasara, mas ali, naquele instante, não derramava uma lágrima sequer ao fitar aquele corpo inerte e pálido, aquele corpo sem vida. Era como se lembrar daquele dia em que sua própria mãe se fora, mas diferente daquela vez, ela não tinha mais ninguém para abraçá-la, confortá-la… ninguém nos braços de quem chorar.
Contudo, não podia chorar, não era mesmo? Desde que descobrira sobre o destino dele, prometera para si mesma que jamais lamentaria, que seria forte para suportar o que estava decidido. Mas como era difícil fazê-lo… afinal, estava diante de uma das pessoas que mais amara em toda a sua vida, aquele pelo qual ela fizera inúmeros sacrifícios, simplesmente por amar demais.
Fim
Agora estamos falando do fim de VERDADE! XDD
Bom, esse foi o primeiro final que eu imaginei desde o começo da fic, e o que eu mais queria fazer era aquela cena no estlo "déjà vu"... no caso, a cena do final que já aconteceu em outro capítulo, mas com o Sesshy sobrevivendo XDD E foi uma das melhores cenas que eu acho que escrevi.
E provavelmente... alguém aí está doidinho pra me matar por causa do que eu fiz, mas não tinha como mudar, embora dê pra adaptar um final feliz completamente fantasioso e conto de fadas... XDD Mas acho que não é o meu estilo e também não é o estilo da fic... adorei ela do jeito que está XD
E graças a Deus, vou passar algum tempo fora, assim, as cartas bombas não serão entregues! É por isso que estou postando hoje, pessoas... infelizmente eu vou viajar nesse carnaval e não vai dar pra eu postar no dia primeiro, que eu provavelmente já estou longe, então estou postando hoje.
E os últimos agradecimentos às reviews do penúltimo capítulo, muito obrigada a Palas Lis (você não quer me matar por esse epílogo, que eu sei 8D), manu higurashi (muito obrigada por todos os comentários, espero que tenha gostado do epílogo), Lenita Hino (obrigadinha por me acompanhar até aqui também!), Mile-chan S2 (que bom que gostou do fic! Espero que o epílogo não decepcione XD), Hinata-chan (você também, obrigada por acompanhar tudo isso, e deixe o e-mail pra eu responder dessa vez XD), queenrj (obrigada por todos os reviews, fiquei muito feliz!), Itakochan8D (todas queremos um Sesshy XD, que bom que gostou!), Bárbara (pode chamar só de Mitz XD que bom saber que sempre esteve acompanhando, fico feliz, espero que tenha gostado do epílogo), Nike-chan (bom, espero que mesmo com o final, você tenha gostado XDD), Lola Sama (obrigada pelas reviews! Obrigada por ler, espero que o epílogo tenha sido bom XD), ALINE (pois é, aqui está o epílogo, final definitivo! Espero que tenha gostado), Clarice (nossa! -corre- bom, não sei se consegui te fazer chorar com o final, mas obrigada pelo comentário! Adorei muito, e... boa sorte na sua carreira de jornalista famosa! Vou torcer por você!), Cassia-chan (amiga das reviews gigantescas! Sempre amei seus reviews enormes! Me divirto pacas com eles XDD, espero que tenha gostado desse epílogo também! Kissus!), jeh-chaN (nhaaaa! Ganhei mais uma leitora! Obrigada pela review, querida, que bom que gostou do fic!), Pâmela (não tem problema a demora no comentário, importante é que leu, espero que goste!), Dóris Bennington (taí o epílogo.. eu até ia postar amanhã, mas não sei se estarei aqui, então... PARABÉNS! Feliz aninhos! XD).
Espero que não tenha esquecido de ninguém. Se esqueci, podem mandar me bater! o.ó Ou simplesmente lembrar pra eu editar o capítulo... mas pelo menos, vocês finalmente vão se ver livre de mim! Weee!
Bom, mas também agradeço a todos que acompanharam o fic até aqui, mesmo sem comentários, acreditem, me deixaram realmente feliz! E bom, peço encarecidamente que aqueles que deixarem reviews nesse epílogo e não tiverem login, por favor, deixem os e-mails para que eu possa responder todas, já que não terá um próximo capítulo pra agradecer. XD
Bom, espero que não tenha decepcionado ninguém ao extremo, mas sempre tem alguém que não gostou e tals, afinal, não podemos agradar todo mundo ao mesmo tempo.
Acho que é tudo o que eu tinha pra dizer. E mais uma vez, MUITO OBRIGADA a todos que me acompanharam, fico imensamente feliz de chegar até aqui com a companhia de todos vocês!
Kissus, até uma próxima vez!