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Doce Veneno de Sede Insensata
Author: Angelina Michelle PM
Draco estava prestes a contarlhe uma história. Ela também. Era um copo de veneno sendo virado. Mas eles tinham a noite inteira para contar isto. A noite inteira... DG Pós Hoggy
Rated: Fiction K+ - Portuguese - Draco M. & Ginny W. - Reviews: 37 - Updated: 09-07-06 - Published: 04-08-06
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N/A: God, foi difícil este prólogo. É difícil ser escritora nestas horas, pois você precisa ser fria e cruel, e ter uma face lapidada em gelo, desprovida de emoções. Doeu muito, mas escrevi e aqui está o quarto capítulo. Um grande detalhe, é que estas lembranças não são cronológicas, mas sempre situarei vocês em que época esta ocorrendo. Estou colocando-as conforme a conveniência. Obrigada á paciência de todos! A beta que estava atolada de afazeres e arranjou um tempinho para este capítulo, Rafinha M. Potter (Te dei trabalho, eu sei, eu sei...!) tanto para todos os leitores, inclusive aqueles que deixaram reviews como a Elindrah, Nathyzinha, Phillipa Nu'Cah, Miaka, Lou Malfoy, Anie, Rafinha de novoooo, rs, Bethy Potter, Donzela Potter, Srtas. Weasel, Driste e Suzi Black. Obrigada a cooperação de todos e desculpa a demora!

CAPÍTULO IV
(A guerra dos que ficaram)

Era uma madrugada fria. A copa das árvores estalavam, o vento passava numa leve corrente deixando as folhas das árvores contarem uma pequena canção de ninar. Não existia luz naquela ruazinha, quase uma viela. Os morcegos se comunicavam no depósito com cheiro de mofo ao lado, os vagalumes zuniam; mas nada disso chegava à casa seguinte. Pois o orvalho era presente e anuviava assim como a umidade que existia no ar.

E que casa era! Simples, como se dissesse: "Não quero chamar atenção!" Os cortinados passados, os andares muito nobres e silenciosos. Tão pequena por fora mas por dentro um poço de segredos. Uma casa que não era para ninguém, mas existia como ninguém.

Uma aranha gorda veio andando pela calçada, dando um bote numa mosca dorminhoca. Ela mastigou com vontade, o sulco amarronzado descendo pelo orifício da boca um tanto disforme.

Mas o jovem que olhava pelo vão do cortinado da janela fechada não podia ver isso. Não podia ver nada.

Ele se voltou para a cama do quarto, onde se deitou. Houve um pequeno rangido das tábuas abaixo do colchão e logo o silêncio. O quarto era sóbrio, os itens bem definidos e categóricos – um armário, um guarda-roupa, escrivaninha, espelho e uma cama. A decoração não existia – era de improviso. Ele não olhou mais para qualquer um destes, fitava o teto com o semblante desprovido de emoções.

Estava preocupado, e com muitas coisas.

Seu rosto não demonstrava isso, pois era uma nota muda de cansaço. Um tom cadavérico nas sombras que combinava com sua palidez. Os olhos eram dois pontos distantes, brilhantes na escuridão. Ele pensava. E os pensamentos vagavam como moscas, sentia a cabeça um pouco pesada enquanto mudava de um ponto ao outro.

Pensava no quão sua missão daquele dia fora exaustiva. Pensava no quão a próxima poderia ser. Comensal. Seus olhos pareciam até querer ficarem fechados quando pensava que... Ele interrompeu seu pensamento quando pensou ouvir algo. Passos abafados no corredor. Um intervalo. Silêncio.

Draco remexeu-se inquieto enquanto abria os olhos novamente. Ele estava alerta, os músculos enrijecidos. Alguém andava no corredor, e pelo horário, todos ali deveriam estar dormindo. Ninguém disse que os planos tinham sido mudados, o Lorde das Trevas não permitia. Vigilância apertada, tempos de guerra. Na realidade, ninguém nunca mudava-os, e não se atreveriam a mudar tão cedo...

Percebeu que alguém estava parado logo à porta de seu quarto pequeno. Não era exatamente 'seu' quarto; chamar aquilo de quarto era uma repugnância para si, mas sabia que tinha alguém ali. Eram nítidos detalhes que um ser humano compreende, seja no andar, no som, nas sombras, algo lhe dizia. Prestava atenção como se sua vida dependesse disso. A varinha estava debaixo do travesseiro. Quantos segundos levaria para agir?

A porta se abriu. Ele fechou os olhos, fingindo a complacência do sono. Nem fizera rangido, mas o barulho dos passos abafados e descalços eram nítidos. Dizem que os músculos retesados estralavam mais.

Uma luz fina e fraca saía de algum lugar.

Era a hora de agir, pensou enquanto esperava o ataque.

Abriu os olhos e num movimento rápido levantou-se, pegando a varinha que estava abaixo do travesseiro. Em segundos, Draco apontou sua varinha para o intruso, antes mesmo de ver-lhe a cara. Queria encarar os olhos daquele que apontava a varinha com um feixe de luz pronto para lhe atacar, mostrar-lhe que não era qualquer um que invadia seu leito. Queria mostrar que era um Malfoy e não permitia intrusos. Só não esperava que o intruso soubesse mais do que ele sobre isso...

- Mãe?

O jovem esguio fitou-a estarrecido. À sombra que se erguia a sua frente era a mulher pálida com robe fechado com botões de madrepérola que conhecia tão bem.

- Vejo que está bem preparado. – disse Narcisa com leve tom de orgulho e um certo tremor na voz.

Não estava pronto para a imagem daquele rosto, os cabelos loiro-platinados levemente armafanhados, os olhos irritados, a boca rígida de quem queria falar.

Estava tão perturbado que baixara a varinha sem nem ao menos perguntar o porquê da visita. Quase tinha azarado a própria mãe.

O giro que dera com o próprio corpo para atacar fez estranhar a si próprio. Ficou de pé enquanto ela guardou a varinha. Narcisa fez na escuridão um gesto para a porta e depois outro de silêncio.

Draco tinha a expressão intrigada. Não entendia por que deviam ficar na escuridão e ele queria que sua mãe explicasse, tinha mais, tinha curiosidade.

Estranhou ainda mais por que ela pegou-lhe o rosto com as mãos e em seguida o abraçou. Não entendia muito bem, já que ela não era de invadir seu quarto para este tipo de demonstração de afeto. Demonstrava afeto de outras formas.

Draco de repente estremeceu. Havia algo errado... Ele tinha uma boa intuição e não gostava de sentir o que não via.

- Sua tia voltou hoje... – Disse ela depois de soltá-lo, olhando-o brevemente.

- E meu pai? Quando ele volta? – seu tom de voz imitou o dela; quase um sussurro. Sua voz traia uma certa ansiedade. Fazia tempo que não via ele.

Ela fitou os seus olhos cinzentos brevemente.

- Creio que ele não vai voltar... – murmurou baixinho.

Ele ergueu as sobrancelhas quase que inconscientemente.

- Claro que vai – sua voz era o auto-controle – Ele disse que ia. Era o combinado.

- Draco. Ele não vai. – Respondeu Narcisa mais alto com convicção.

- Por que não? – respondeu ele insistente.

- Por que não – disse ela mais firme tentando deter a vontade de chacoalhar-lhe pelos braços, igual quando ele tinha cinco anos de idade. Teimoso em suas convicções como fora o pai.

- Ele mudou o esconderijo? – perguntou Draco tentando se acalmar.

Ela não respondeu, mas deu-lhe um olhar tão penetrante, aquele olhar que uma mãe e um filho entendem, que logo ele não via mais nada. A compreensão veio e ele de repente achou que não seria capaz de sentir por uma vida inteira...

"Ele não vai voltar...".

A verdade bateu-lhe na cara em cheio, como um soco no rosto em que se estalam os dentes, batendo na gengiva, na língua e ardendo até chegar na garganta como o gosto de um xarope ruim.

Ele piscou atordoado e mesmo assim não era capaz de encarar a mãe.

Não sabia bem se devia sentir algo ou se devia falar-lhe alguma palavra. Era uma brincadeira de mau gosto, era uma irrealidade, ele tinha pai, ele está em algum lugar, e seus olhos emanavam algo que ia logo da compreensão para o desespero.

- Mas como... ? – era um fio de voz, era o sentimento de perda, de que um pedaço nosso é levado para fora e não voltava. Sentia algo engasgado na garganta realmente.

O que era a morte? Diziam que era um véu.

E que maldito véu é esse que tinha que levar o seu pai? Não era justo! Oh céus, não estava preparado para tanto...

Queria falar tantas coisas, queria perguntar tantas outras, mas ao mesmo tempo queria o silêncio. Queria fitar os olhos avermelhados de Narcisa com a firmeza de um homem e dizer-lhe que tudo vai ficar bem, que ele não vai deixar nada ocorrer. Mas ele não sabia. Era culpa dos malditos. Daqueles malditos heróizinhos de merda que diziam que iriam salvar o mundo, era culpa do maldito testa aberta, a culpa era de todos eles sim! Sentia raiva. Sentia ódio. Queria matá-los, queria arruiná-los e sentia um poder maior tomar-lhe o corpo como se a ação fosse completa e real, como se aquilo fosse possível.

- Malditos... – murmurou baixinho para si do que por qualquer outra coisa.

- Não foram eles.

Os músculos da região do rosto de Draco se petrificaram, como se em choque.

- Eu tenho suspeita de que foi a mando do Lorde das Trevas.

Dentro de seu manto negro, ele sentia cada vez mais frio.

- Mas por quê? - perguntou baixinho. Queria se sentar, pois não agüentaria muito mais tempo de pé.

- Eu não sei. Mas tenho minhas suspeitas – disse Narcisa com os olhos cada vez mais brilhantes. Parecia um esforço de resistência. Não chore, não passe o desespero para seu filho, se porte... – Por isso vim aqui. Precisamos fugir.

Fugir? A pergunta ecoou no escuro do quarto como uma mensagem vazia. Ele olhou para trás desajeitado, e se sentou como se fosse uma ação complicada demais para o momento. Narcisa o acompanhou e sentou-se ao lado dele.

Não poderiam fugir, disse uma vozinha na sua mente. E então se lembrou. "Podemos dar abrigo... Podemos esconder sua Mãe... Você não é um assassino, Draco..." Merlim, quais palavras eram mesmo? Mas todas elas tinham um mesmo sentido e aquilo doía mais. Já soubera da escolha errada, mas tempo não volta, e nunca ia se rebaixar à ter proteção deles. E sentia mais ódio.

- Mas...

- Escute. Há uma missão amanhã, não é? Pois me escute que será amanha.

- É loucura – murmurou Draco agoniado, passando as mãos pelos cabelos insistentemente.

Mas escutou ela falar. Jamais negaria isso para sua mãe. Escutava como um sonho, um pesadelo mal que invadia sua vida. Eles iam morrer... Ele era jovem. Não, não estava certo! Mas escutava. E acho que poderia entender o plano, e achou que teria chances.

Depois de falar, ela o abraçou. Um abraço forte, cheio de ternura.

E nos ombros um do outro, ele chorou.

A jovem ruiva esperou a resposta, a respiração um pouco mais rápida talvez por ter deduzido algo esperto, de certo apreço. Ela cruzou os braços perto do busto e levantou o queixo, coisa que os que sabem que fazem têm costume de fazer.

Mas mesmo com tal confiança, seja do que ela fosse proeminente, ela não veio.

Fez-se alguns segundos em que o sorriso maroto, estreito, em que Draco exibira, sumiu de repente. Ela esperou, pois sabia que fitar o tapete era sinal de algo que ele estivesse pensando. E que ele não queria pensar...

Draco piscou os olhos lentamente e o encanto de sua lembrança se desfez. O tempo era uma massa condensada em uma névoa distante. A ruiva o olhou curiosa, até um pouco do que se diria preocupada, pois ele não falava nada.

Sentia um mal estar terrível. Acabara de se lembrar de quando recebeu a morte do pai...

A madrugada avançava, mas não era o tempo que lhe importava. Os pios das corujas eram alegres por levarem alimentos no bico, e o eco do silêncio na sala ao crepitar de uma lareira era um trunfo. Mas não percebia. Não escutava.

Estavam para ouvirem um ao outro, até que o encanto se desfizesse, num conto fatídico. Ele se recompôs do que achava ser seu mal-estar para encarar o par de olhos castanhos de Gina Weasley. Acabara de se lembrar da morte de seu pai e por alguns instantes achou que se sentiu desconfortável.

- Por que acha que ela esta viva? – perguntou ele brincando com o único anel de seu dedo. Ele gostava daquele anel. Tinha uma pedra bonita, que refletia uma luz esverdeada.

Ela sorriu.

- Já se denunciou, Draco.

Jogo revertido, jogo feito. Duas peças no tabuleiro, ah, ela se lembrava bem disso... Ele virou o rosto para observar as fotos, porta-retratos, achou que compreendeu o porquê.

- Eu poderia ter um ódio desenfreado pelo meu pai. – comentou ele casualmente.

Afinal, por que deveria falar logo a verdade? Deixe falar, deixe falar...

- Você não tem um ódio desenfreado pelo seu pai, Draco. – Ela falou o primeiro nome dele novamente como se quisesse ter certeza do que dizia. Sabia que apesar da leviandade de seu tom, era um assunto delicado.

- Ok, você venceu – Draco recitou a frase bebericando nos lábios uma certa ironia. Era um anúncio. Ela era a vencedora. Sarcasmo e uma doce melodia – Por que quer saber sobre isso? Você não conhece minha mãe e acredito que pouco sabe sobre ela. – comentou ele casualmente.

Gina observou lentamente o rosto pálido e pontudo de Draco adquirir um tom casual e divertido. Não era divertido por que queria se divertir. Não. Era falso. Mas casual, uma expressão estranha que parecia adquirir num rosto estranho. Era o que as pessoas que não sabem o que sentir, sentem.

Ela se inclinou com o vestido pouco pomposo e cruzou as pernas pensativa, observando e observando. Por que deveria perguntar? Ela não queria saber nada sobre Narcisa. Ou queria? Ficou inquieta diante desta perspectiva, então falou:

- Algumas pessoas sentem muito com a morte de uma pessoa. Outras não. – ponderou ela - Mas não vejo por que você iria deixar todas as fotos dela na sala se não fosse por que guardou as de seu pai, quem realmente não sobreviveu durante a guerra. Afinal. Se Narcisa esta viva, ela não iria suportar ver as fotos dele... – E sua voz ficou mais baixa, lentamente, até se silenciar por completo. Sentiu-se má por alguns instantes enquanto olhava para suas mãos, talvez um pouco cruel.

Draco manteve-se quieto. Cutucou a garganta, olhou para os punhos da capa. Não gostava do rumo da conversa. Até que sua garota era esperta...

- Ela está bem. – murmurou ele finalmente admitindo, como se conversassem de uma criança que vai pra a escola e deixa estar.

- Por que... – a expressão dela estava confusa, perdida.

Mas ele a interrompeu.

- Foi necessário. Você acha que depois de tudo que ocorreu na guerra, ela seria capaz de continuar? – sua voz era áspera e ela achou que talvez tivesse raiva contida ali. Por que Malfoys não podem sumir, Malfoys tem orgulho e respaldo por trás de um nome. Não era justo. Por que ela soubera de uma história mais ou menos assim: Os Malfoys correram pra salvar a própria pele. Mas dela não surgir mais, dela forjar a própria morte? Não, ela não imaginava tal façanha. E Gina estava lá naquele dia, e todos achavam que ela morrera. Ela sabia que poderia ter perdido a vida mas nunca, jamais, pode imaginar o quão perto esteve disso.

- Eu continuo aqui, mas sei meu risco. Meu risco era de me envolver em outra coisa, o que realmente ocorreu. Não sei se sabe, mas às vezes acho que tenho tendência a... Utilizando uma expressão sua, 'ir para o outro lado'. – E suas últimas palavras exibiam ironia. Seu rosto jovem tinha olhos brilhantes e cinzentos e que sugeriam sutilmente um duplo sentido.

Gina estalou a língua e franziu a cara. Um pensamento estranho lhe aterrorizou, de que pudesse dar de cara com a Narcisa Malfoy à qualquer instante. Mas logo, este pensamento dispersou como mosca. Draco não era louco. Pelo menos por enquanto...

- Você não disse que recebeu cartas depois do término da guerra?

Ambos fingiram não perceber a mudança brusca de assunto.

O loiro indicou que sim.

- Inicialmente, foram cartas. Eu recebi uma marcando um encontro no qual não fui. Depois comentaram que eram negócios. Eu fui quando marcaram novamente uma data e descobri que queriam minha ajuda para colocarem um novo modo de governo para a população britânica. Achei piada, embora se fosse para ver o Ministério comer areia eu toparia. Mas não era um pensamento real, estava cansado para pensar em algo similar. Então, conforme foi minha recusa, as ameaças chegaram. Eram graves. Algumas sérias. Eles sabiam muitas coisas. Acabei aceitando para ver no que daria. As coisas começaram então. Você sabe muito sobre o modo de governo do Ministério? – perguntou Draco subitamente com um leve tom de preocupação.

- Um pouco. – respondeu ela.

Um pouco era quase nada para ela. Votava, via todos os números dos planfetos entregues por corujas, e ia sempre ao Ministério para votar, mas confessava só para seu espelho que por causa do Pai sabia mais da política trouxa do que a da bruxa mesmo.

Por que era mais fascinante quando alguém conta uma coisa que acha realmente fascinante.

No governo dos trouxas britânicos, eles tinham uma rainha. Uma rainha de verdade, e não de contos, e ela acenaria na rua para esta rainha, pois dizem que ela era uma doce velhinha. Embora ela só representasse mesmo mais um símbolo da monarquia do que de poder, ela e seu séqüito cintilante faz a leitura que informa sua política de governo, que inclusive não é feita por ela. E sim por vinte ministros do gabinete, na casa dos Lordes, onde os pares do reino, gloriosamente atariados em trajes escarlates e arminho erguem-se em saudação. Ela os convida a sentar e atendendo a uma ordem sua, o Cavalheiro introdutor do Bastão negro – a quem cabe a cerimoniosa tarefa de manter ordem na casa – dirige-se à contígua Casa dos Comuns para convocar seus membros a apresentarem-se à soberana.

E adivinhem o que ocorre lá?

Ele não é recebido! Lá, solenemente, batem-lhe a porta no nariz: a Câmara dos Comuns afirma seu direito, penosamente conquistado, de manter-se afastada da ingerência da Coroa e seus servidores. Somente depois de bater educadamente á porta por três vezes, o introdutor é admitido e transmite sua mensagem: com isso os comuns dirigem-se em grupo á Casa dos Lordes na maior boa paz onde todos ouvem.

Dizem que na história bruxa não há um ponto a partir do qual o governo constitucional – no sentido da regulamentação legal e da partilha do poder – se inaugura. A maioria das lendas diziam que foram a partir dos Witan, assembléia de notáveis que aconselharam os reis saxões, onde metade era formada por bruxos disfarçados. A evolução do poder no mundo dos trouxas foi contínua e coerente, porém, deu-se após a conquista normanda, em 1066. Já o poder no mundo bruxo além de ser instaurado definitivamente, teve início de um vínculo entre os Ministros dos dois 'mundos' até os dias da atualidade.

Sabia que o Ministério da Magia sempre fora mais prático em juntar todos os departamentos em um único lugar.

- Vejo que não gosta muito. – observou Draco delicadamente observando o rosto profundo de Gina - Mas tudo se resumiu ao Ministério inicialmente... Eu fui para Yorkshire. Uma casa isolada do mundo onde havia reuniões. E conheci muitas pessoas depois. Eu sabia que eles queriam não somente mudar o ministério. Eles eram 'eles', Gina. Não tinham nome. Não era igual à mim, comensal, que junto de outros éramos chamados de Comensais. Não tinham apelidos, não queriam ser nomeados. Sem propósito mesmo. Acreditavam em fazer o melhor. Por que o Ministério pegará a goles e marcou gol contra diversas vezes, mas estavam cansados disso. Então, começou. Chamaram um terço dos que serviram ao Lorde das Trevas, chamaram os mais ricos, os mais influentes, e aquilo começou a formar uma teia para quando Scrimgeour saísse do Ministério, tudo aquilo fosse diferente, segundo as palavras deles mesmo. Para mim tanto fazia por que pensava em onde estaria minha mãe, algo que não soube por muito tempo. Eu pensava em voltar pra casa e dormir na minha cama e não discutir o Ministério ou qualquer coisa do gênero. Estava me divertindo com os bastidores daquelas intriguinhas que eles tinham entre si, mas estava cansado. Primeiro por que as 'intriguinhas' evoluíram a algo bem maior depois e segundo por que o Ministério queria retê-lo no cargo quando descobriram.

Draco interrompeu-se ao ver a cara de chofre de Gina.

- Você não sabia disso? – ela não respondeu – Scrimgeour não saiu inteiro da guerra também. Não encontrei alguém que tivesse saído ileso até hoje. Teve infelicidade. Eu entrei por conta disso – disse ele intenso ao puxar a manga da capa até ser possível ver um borrão em seu braço, uma marca que nunca sairia, ele sabia. Os pêlos da nuca de Gina ficaram de pé – e eles me queriam por causa disso. Achavam que eu seria um ótimo aliado, queriam ser meus amigos, e achavam-me especial. Eles ameaçaram de morte quem não aceitasse esta conduta, e a mim chegou cartas não muito agradáveis no início, mas logo, aquilo passou pois fingi aceitar. Pensavam que eu tinha feito o que muitos fizeram – que eu era um espião duplo. Mal sabiam que eu tinha dívidas com o Ministério. Que deveria estar em prisão perpétua em um lugar fétido de Azkaban e 'Game Over', o jogo estaria perdido.

Deu uma nova pausa e como se as palavras fossem mais intensas que sua própria ação da fala, ele continuou:

- E assim começou, uma ou outro afazer de influenciação. Isto me lembra meu pai, sinceramente. Ele sabia fazer bem isso. Eu doei muitos galeões naquela época para fundações e coisas do tipo. Era um capacho onde serviria a boa vontade. Isto durou até um certo tempo, até a parte A do plano não funcionar e terem que por o B em prática. Snape me encobriu naquele último dia em que estive em Hogwarts como um aluno do sexto período – neste momento a voz de Draco ficou mais suave, cautelosa – Ele me encobriu frente ao Lorde das Trevas. Mais ainda – eu nunca tinha matado enquanto servi no exército do Lorde embora soubesse produzir dor, torturar, e lançar as maldições imperdoáveis. Era capaz, mas sempre pegava missões leves, como se fosse poupado para algo. Eu sabia que este momento um dia chegaria, porém antes disso mataram meu pai. E então, eu e minha mãe fizemos um plano, que em parte deu certo para nos camuflarmos na Europa.

O rosto da ruiva era cansado. Como se soubesse um pouco das coisas que ele contará.

A Guerra era fragmentos para ela. Jogos de diálogos. Copos turvos de conversas.

"... Ele veio para o nosso lado. Só Deus sabe o que pretende, e quem pretende caçar. E aquele outro maldito veio pra uma missão. Você não viu a cara dele? O quê? Ela ficou louca? Mas ela parecia tão sã! Foi Azkaban. Eles fugiram? Aquela outra morreu? Era uma boa aurora. Eu gostava dela. Aquela vizinha era comensal? Como? Espiã? Oh, Meu Deus..."

Diziam tanto as más línguas como as boas que Bellatrix Lestrange ficou louca. Ela sabia que o poder dos dementadores ininterruptamente exercida em um ser humano poderia levá-lo a insanidade, mas nunca achou que isto a afetaria. Por que entre os aurores, ela era mais que uma comensal. Era um demônio que sabia torturar e matar a todos que cruzassem seu caminho. E era a tia do Draco também, é claro, pensou Gina com um certo tom de ironia.

Será, que da mesma forma que Narcisa estava viva, Bellatrix Lestrange poderia não estar em sua cela de Azkaban, mas em algum lugar nobre da Inglaterra? Sentia que mais algumas palavras sobre este assunto e vomitaria

- E o plano B era...?

Olhou para o rosto dela, pensando no que diria. Era um semblante terno e despreocupado, porém era um alicerce de pensamentos fervorosos por trás de suas máscaras. Gostava de uma pausa momentânea em que seu ouvinte protestaria com clemência, pois teria toda a atenção voltada para si. Mas aquela não era uma simples pausa. Ela era a pausa da relutância, em que teria um xeque-mate em algum de seus medos, a pausa em que olharia no rosto dócil e sardento de Gina e pesaria o óbvio e o inevitável.

A verdade.

Por que dissera que 'eles' eram fracos? Foi uma mentira tão veemente. E o que era eles? Tinha que admitir que a crueldade não era o forte destes, mas sim a inteligência. Pessoas com sonhos e pessoas que matam. A derrota não queria dizer fraqueza. Sabiam que um dia, numa sala aquecida com chá, alguém teria que contar esta história. E um outro alguém gostaria de escutá-la.

O maior empecilho é que eles não tinham um nome. Comensal era comensal, assim Aurores eram Aurores, mas 'eles' não quiseram ter um nome comum. Então ficavam somente 'eles', e 'eles'. Ninguém nunca sabia de quem falavam realmente. Talvez fosse proposital.

E foi numa dessas pausas que ele começou para não ser mais interrompido. Gina perceberia o que ele queria dizer, mas ao final, Draco não tinha culpa. Suas ações foram precipitadas, como se quisesse protegê-la de algo. Do quê, não sabia.

Esqueceu de tudo por um momento. Quanto mais rápido começasse, mais rápido terminaria e até com um pouco de sorte poderia dar a ilusão de que ela não percebesse o que ele queria dizer. O que era sorte ou...

- Matar quem estivesse no caminho. – Murmurou baixinho.

A ruiva suspendeu a respiração levemente, como se estivesse um pouco chocada. Mas ele não deu este tempo a ela.

- A casa de Yorkshire parou de repente de se fazer reuniões. O Ministério começou a perceber a movimentação. Scrimgeour falou em uma entrevista ao rádio que iria se aposentar por motivos de saúde, mas sua decisão foi altamente outorgada, instantaneamente, no dia seguinte. As legislações começaram a ser outorgadas. Decreto 182, Decreto pra cima, Decreto pra votação. A movimentação começou, entretanto o Profeta Diário esqueceu de avisar a todos o motivo, mesmo sabendo perfeitamente o por quê. A notícia de uma conspiração começou a se formar em revistas e jornais de menos crédito, mas não levadas á sério como um todo.

- Pasquim... – Gina murmurou baixinho e debilmente para si como se lembrasse de repente de Luna.

- Tinha começado e não parecia terminar. Quem não concordasse não era mais ameaçado, era morto.

- Você... – ela não teve coragem de formular a pergunta. Não se sentia chocada de todo, mas também não podia dizer que era o mesmo que tomar um leite com chocolate. Draco parecia intenso, febril, como se discursasse as palavras e elas tomassem uma direção única. Ficou pensando se conseguiria falar de sua vida assim, tão friamente, tão sem propósito. Por que ele fingia não ligar para a vida, mas ele já dera falsos estímulos que a realidade era contrária. Não sentia pena, mas talvez um pouco de remorso. Se estivesse lá...

- Inicialmente não. – respondeu ele levemente, os punhos quase semi-abertos, a cabeça pendida para trás. – Havia tanto homens quanto mulheres trabalhando em Yorkshire. Dizem que tinha uma abadia antiga na cidade, no qual nunca fui, e o clima lá era até agradável. Eu consegui adiar ao máximo a missão. Não queria ir para Azkaban, não naquele momento pelo menos. Não falarei nomes por que não iria adiantar muito - E nisto Gina levantou as sobrancelhas levemente, uma mania que definitivamente não era sua: "Por que não adiantaria, Draco?" Só que coragem faltou para a pergunta desta. – mas consegui que ela, quem comandava as missões, mudasse até eu voltar para a Mansão novamente.

Gina ficou em silêncio, pensando. Então tomou coragem para perguntar, uma coragem que achava ser retirada de algum lugar que não era propriamente seu:

- Suborno?

Ele pendeu a cabeça para o lado levemente, em uma negativa.

- Você esteve com ela, não? – perguntou Gina curiosa, quase adivinhando. "Esteve" era um jeito estranho, quase culto, de dizer a coisa em si. Não queria adivinhar algum grau de intimidade.

- Sabe, ela tinha uma presilha igual a sua... – disse Draco baixinho fitando-a insistentemente no topo da cabeça, como se pudesse ver.

- Pode me poupar dos detalhes – murmurou ela baixinho em xeque-mate no mesmo tom de voz do Draco.

Mas se corroia de ciúmes, uma brasa que queima dentro e não fora. E se a Parkinson estivesse envolvida... Se sentiu mal novamente, cruzando os braços e deixando a poltrona segurar-lhe, como um consolo.

Draco a observou, quase que adivinhando o que lhe vinha na cabeça. Parecia um anjinho ruivo emburrado por que não ganhou. Meio que perdeu o ponto da meada, por que não sabia bem como explicar o que vinha depois. Ele matou, mas o que ele poderia dizer além disso? Sua vida não era a coisa mais importante para as outras pessoas, mas gostava muito dela.

E encontrara sua ex-namorada cinco anos depois, querendo que ele lembrasse das coisas que ele queria esquecer. Mas ele não negava. Aceitava por que não gostava daquela expressão dela, de quem não foi aceita, de quem não ganhou. E o impulso era sempre o mesmo, o de proteção, o que querer lhe tirar deste mundo frio e mal. Por que era a maldade impregnada que fizera ele assim. E não mudava, nunca mudava seu jeito.

Esperou ela pedir para que continuasse mesmo sabendo que a parte que se seguia não era a sua favorita. Ele observou primeiramente seu rosto com olhar perdido que via uma taça brilhante com ornamentos medievais, datados de... Ele não sabia. Mas não perdia sua importância, era uma boa taça. Talvez ela tivesse fome ou sede e sua educação a impedisse de pedir algo. Ele sentia a muito, fome de uma coisa não sabia bem o quê, mas não queria explicar.

Observou o vestido que lhe caía tão bem em seu corpo, mas que devia ser um pouco desconfortável por conta do corpete. Sempre ouvirá uma de suas tias lhe falar isso, mas embora ela agüentasse bem, com postura. E o laço lhe formava a cintura, e a pele era pontilhada de sardas. Os pés estavam no salto com pequenos brilhos, os dois bem pequeninos, como de uma criança travessa. Os cabelos não eram nem lisos nem muito cacheados, eram somente ruivos e caia-lhes pelo rosto. Seu olhar a instigava, e seu olhar já era outro, malicioso, pois o trejeito lhe domava, e sentia-se exultante.

Nesse momento ela virou o rosto, dando a encarar os olhos cinzentos fixos nela. Ela se desencostou do assento arrumando os cabelos e olhando para baixo como se não percebesse, fingindo não estar sem graça, pega tão de surpresa e súbito.

Ele sorriu para si. Ah, gostava disso...

- Estava me perguntando quando é que você ia voltar... – disse ele levianamente alisando as mãos, quase se justificando.

E continuou com pequenos detalhes, um pouco mais satisfeito. Como era, quem era, com quem falou, detalhes fúteis como que se quisesse ganhar tempo.

Depois de um tempo, ela começou sua interpretação, quase errônea, porém justificada em sua mente.

Alguma coisa estava restritamente errada ali. Ele estava calmo, calmo demais. E ele calmo demais era pedir pra ela ficar histérica. É que nunca combinavam, combinar de serem estáveis e iguais.

Draco falava com sua voz arrastada que já se acostumara, mas forte, precisa, irônica. Ela parecia já não estar escutando por alguns segundos...

Gina cruzou as pernas propositalmente, levantando um pouco a barra do vestido. Por alguns momentos sentiu-se tão mimada como ele, mas confortável com suas ações. Estava no estado em que não sabia mais o que queria, mas sabia que queria provocá-lo de alguma forma.

Draco desviou seu olhar para o par de pés femininos e pequenos de Gina

- Não quer tirar o salto? – perguntou o jovem loiro, como se indagasse se gostaria de um chá para acompanhar.

A ruiva sorriu. Agora sabia, estava lhe fazendo aquilo de propósito.

- Claro.

E as tirou, as tiras brilhantes dos calcanhares enquanto mexia os dedos aliviados.

Então continuou; com pequenos detalhes.

Mas ela sorria agora.

'Época de Guerra' era a frase escolhida. Apelido dos dias negros que lhe chegavam na memória, escolhida por companheiros.

Na 'Época de Guerra', Draco já era quase um homem feito por si só, masas pedras bruscas que retirará do caminho alcançaram algo mais dentro de si mesmo, o mesmo jovem que baixou a varinha para o ex-diretor de Hogwarts, o mesmo que soltara as asas frágeis de Narcisa de um futuro bruto e calcinário. E fora ele que soltara ou ela que soltara as dele? Acreditava mais nela do que em si mesmo...

Não que fosse herói de algo, detentos de valores que ninguém entende mas logo a compreensão percebe. Não, ele jamais seria isso.

Ele era o esgar irônico de uma boca irônica. Que nunca se cessa e todo mundo repara.

Sua vida não era miserável, como aqueles que cessaram suas vidas com uma nota curta nos jornais. De forma alguma. A vida de um Malfoy valia ouro, igual os de sua conta em Gringotes.

E sua irresponsabilidade aumentava e seus vícios o domavam por uma porta cada vez mais estreita.

Não acreditava na vida apesar de seu orgulho aflorado.

Orgulho não era amor que um ser humano poderia sentir por si.

Ele não amava ninguém e ninguém o amaria.

Era o melhor que poderia ser, pois sua convicção chegava a ser cruel e a crueldade o corria de vez em quando.

Veria então que no fundo já era outro.

A guerra o petrificou por dentro, aprendendo os princípios básicos da frieza e dos sentimentos mais mundanos. O tempo passava e ele acreditava nos princípios que ganhará.

Uma certa vez, antes de dormir em sua cama de lençóis finos, um pensamento muito estranho se deu entre seu eu e sua mente, assim como se Draco Malfoy estivesse dividido em dois num torpor ilusório, coisa que só ocorreria á alguém antes de dormir

Que ele e Ginny talvez não tivessem dado certo por causa que eram irresponsáveis demais. A voz que lhe dizia isto foi suave e mesmo assim, ele as espantou como se espanta moscas que zumbem ao pé do ouvido.

Irresponsáveis? Eram Jovens. Não eram trágicos. Parecera que suas vidas foram cronometradas para que seus rumos fossem os opostos. Mas algo dera errado no trajeto, eles acabaram se esbarrando em um ponto da planilha.

Só que talvez, um pouco a contragosto, tinha que admitir que fora um relacionamento enfreado, impensado, quase louco. Pois ambos precisavam de algo. E nas horas de ócio em que ele fumava seu cigarro ele pensava em mais do que tudo o que seria este "algo", o que nunca lhe via.

Só que se esta era uma resposta, por que se encontraram tantos anos depois?

Ela era a vitalidade de quem queria a vida e saberia vivê-la. Ele era o caos.

Irresponsáveis.

Ela se encontraria com ele no quarto direito.

Irresponsáveis.

Seria de noite.

Irresponsáveis.

Ela queria ter certeza. Ele não sabia o que era amor. Mas amava seu cigarro de ócio.

Irresponsáveis.

Eles eram irresponsáveis demais.

- Posso te dizer algo que você não vai gostar? – perguntou ele petulante. Ela se lembrava desse tom de voz dele. Lembrava um garoto mimado. Ele era um garoto mimado realmente.

- Além dessa frase? – perguntou Gina com certo acanhamento. Não tinha medo, mas queria provocar. Se ela negasse, ele não iria falar da mesma forma? Oh, iria. Mera formalidade do acaso... - Sim, pode.

- Minha história termina aqui se você não começar a sua.

- Por quê?

- O que me garante que você vai começar a contar algo quando eu terminar?

Ela ficou muda. Confiança não era um dado conciso. Draco gostava de coisas materiais e concretas.

- Você acha que eu não contaria?

- Só por segurança...

- Tem razão, eu não gostei. – rebateu ela fazendo bico.

- Eu sei...

Mas o sorriso que Draco lhe mostrou fez a tremer levemente. Tinha um longo caminho pela frente.

- Você enrolou muito até contar sobre esta guerra – disse Gina como último argumento.

- E o que sei sobre você? Nada. Não sei se continua gostando de cavalos, se é boa ainda em feitiços...– disse Draco fazendo uma careta - ...Se continuou trabalhando pra aquele Ministério idiota, por exemplo.

Gina respirou fundo então disse:

- Eu me demiti por conta de uma mudança de cargos... Promovida pelo próprio Rufo Scrimegeour. Nunca tinham me explicado o porquê.

Draco subitamente emudeceu. O quê ele nunca imaginaria, a afetou também...

N/A – Complicadoooo. Quando fiz a pesquisa sobre o reinado britânico e todo o mais, nunca imaginei que ia ser tão difícil adaptar. Estou tentando facilitar as coisas, mas não, Angelina AMA complicar, e lá vamos nós de novo!
Sem action? Ohn, mimimimimi, eu também fiquei triste. Espero que tenham gostado do capítulo por que foi um dos mais difíceis de DVSI para se fazer... TT
Ah sim. Eu tenho um trauma. O de que o capítulo mais trabalhoso sempre dá menos reviews do que todos os outros. Tou com um medo enorme de isso ocorrer novamente. Rs... (Não deixem, por favooorr ..)

N/B: Oieeee galera! Eu estou tão emocionada com este capítulo. Podem falar, vocês prenderam a respiração quando viram o Draco desesperado com a morte do pai, não? Uma das partes mais emocionantes, devo dizer. Eu quaseee tive um treco, ok eu tive um treco. Essa fic é tão tocante, tão linda, tão bem escrita...E pelo visto, vocês já estão mandando reviews como s deve, é isso aí gente! Mandem reviews! Quem sabe, com uma caixa de entrada cheia de reviews a autora não coloque um action no próximo cap! Uma nc...Sim, eu sonho alto, rsrs. Tchucos, mandem reviews, se aí estiver frio como está aqui, vai até esquentar, sabe. Beijoos, Rafinha M. Potter

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