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Author of 14 Stories |
N/T: E cá estou eu mais uma vez com uma tradução. Da Pantz, pra variar. Porque eu amo essa moça.
Powerful é o nome original, se alguém estiver interessado.
Poderoso
Foi a muito tempo atrás.
Bem, para você, para mim e possivelmente para todos os seus amigos, foi a eras atrás, décadas atrás, antes de você ter nascido. Alguma coisa a ser lida em livros de História e ouvida entre sussurros dos seus pais quando eles pensam que você não está por perto.
Para ele, era como se tivesse sido ontem, entretanto. 31 de outubro de 1981, como ontem
Ontem, no sentido de que ele não consegue lembrar o que comeu no café da manhã ou a cor de sua gravata, mas a dor, oh, a dor, ele lembra tão vividamente, muito vividamente. A dor da perda, de todo o desespero, porque tudo o que ele conhecia, todo o seu mundo, estava de repente em pedaços e o que, o que ele poderia fazer?
Não havia nada a fazer. Nada pode ser feito quando a morte afunda as suas garras em uma pessoa e a conduz à sepultura.
Ah, é tão difícil para pessoas como eu e você entendermos o terror de cada dia quando nós nunca tivemos uma tragédia assim em nossas vidas.
Um amigo morrendo, crucialmente doloroso
Três amigos morrendo, totalmente desesperador
Três amigos morrendo nas mãos de um quarto amigo, como isso pode ao menos ser explicado?
É um milagre. Uma daquelas coisas que as pessoas se admiram e se surpreendem, porque como é possível, para ele, encontrar a força e sobreviver a mais um dia? Como ele encontrou a força de estar vivo quando as pessoas que ele queria bem morreram de uma vez tantos anos atrás?
Mas ele consegue. Ele deseja acordar cada manhã e aspirar o ar fresco de Londres. Ele deseja cozinhar crumpets e beber café e ler o jornal. Ele deseja aquela entediante existência mundana que ele acha que lera sobre em um livro ou revista quando era jovem, quando o inesperado nunca acontecia e a felicidade é chata e simples.
O mundo mágico não é tudo aquilo que os elogios dizem.
Nós, trouxas, pensamos que é apenas uma questão de truques e abanar a mãos após dizer algum feitiço ridículo. Nós achamos que é apenas uma questão de pilotar vassouras e jogar quadribol. Nós achamos que é um mundo onde a vida é bela e consertável, porque senão qual a razão da magia se você não pode consertar os seus problemas? Qual a razão da magia se cada dia você vive em uma dolorosa realidade?
Ele aprendeu a diferença, conhece a diferença. Ele sabe sobre preconceito e terrorismo, e sabe o que é ficar acordado durante as noites e chorar, porque a magia, a magia é muito dolorosa. A magia mata e a magia tortura e, se faz um pouco de bem em um dia, ainda faz muito mal, para contrapor.
E ele ainda não vê a razão. Qual a razão da magia, se ela não pode levar os seus problemas embora?
Ele era muito novo quando os perdeu. É claro que na época ele pensava ser muito velho. Ele tinha apenas vinte e um, vinte e um, e vinte e um não é muito velho, após você ter vivido uma vida inteira e perceber que ainda resta uma vida inteira mais.
Mas talvez em sua vida ele será feliz, como ele deveria ter sido.
Porque ele a tem. E o quanto clichê é que uma garota, uma criança como parece ser, pode ser a razão de sua fé e sua força? Ela é tão nova, vinte e três ou vinte e quatro, imagino, mas ela é um auror, e linda, e vívida e tão cheia de amor, de amor, por ele e por todas as pessoas. Amor por ele
Não parece possível que em uma vida de tanto terror uma única coisa boa possa fazer tudo valer a pena.
E ela faz.
Ela o faz sentir-se vivo. Ela o faz sentir-se como um garoto, como se ele tivesse vinte e um e seus amigos não tivessem sido assassinados em uma única noite. Ela o faz sentir-se como se ele pudesse viver outra vida inteira, desenhada em sonhos, e ser feliz para sempre, esquecendo a realidade que a magia criara nele. Ela o faz acreditar. Ele nunca soubera como, antes.
Ela segura a sua mão quando ele visita os seus túmulos. Ele sussurra para Lily e James e ela permanece quieta, e aperta suas mãos enquanto pequenas lágrimas descem silenciosamente por suas faces. Ela mal os conhecia, Lily e James, mas seu coração parte ao saber que ele sente dor. É o que o amor faz.
Quando eles vão para o túmulo de seu primo, ela chora pela sua própria dor, e essa machuca mais do que os túmulos anteriores, a dos seus amigos queridos, porque era esse túmulo em particular que o seu outro melhor amigo descansa e seu primo jaz, e a dor de cada um é duplicada pelos sentimentos não apenas próprios, mas do outro também.
Mas é o amor.
É o amor, e não é feito de realidade nem de magia e, você sabe algo, eles nunca iriam querer que fosse.
O amor deles é doloroso. Machuca, cicatriza e cria beleza, como o amor deve fazer e, entre a angústia e as lágrimas, ele encontrou uma razão para viver. Uma razão para estar vivo.
É ela. Sempre será.
Fim (Remus/Tonks)
Gostaram? Odiaram?
REVIEW!
N/T: Sim, ela é curta. Sim, ela é linda (ao menos eu acho). Sim, as frases sem ponto final estavam assim no original. Sim, sigam o conselho da autora e deixem reviews.
Até a próxima!
Mimi Granger.