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SWITCH –TROCARAM MEU SEXO!
Epílogo...
O local era considerado sagrado pelos moradores das vilas próximas. Um cemitério onde em túmulos milenares, descansavam lendários guerreiros.
A criança, cujas madeixas em um tom azulado estavam presas em duas maria chiquinhas, tinha um pouco mais que três anos de idade. Ela andava entre as lápides, recolhendo flores silvestres entre elas e segurando em suas pequeninas mãos um ramalhete improvisadamente amarrado por um dos laços cor de rosa que deveria enfeitar seus cabelos.
Os olhos azuis e vivazes olham ao redor, como se procurassem alguém. Então segue caminho até uma lápide branca, com escritos que a mente infantil ainda não havia conseguido decifrar o significado. Depositado no túmulo, várias rosas brancas e perfumadas.
A menina deposita as flores que colheu no túmulo e fica agachada olhando para a lápide.
- Achei você.- a voz do pai faz a menina se levantar e correr sorrindo até seus braços. –Por que não me esperou, Nike?
- Fui pegá flores. –respondeu a criança no colo do pai.
Kamus se abaixa e coloca a menina sentada em seu joelho, olhando a lápide.
- Colheu flores para ela? São lindas, filha. Pelo visto, tio Afrodite esteve aqui mais cedo.-sorriu e viu as diversas flores. – Pelo menos a maioria dos seus tios estiveram aqui.
- É aniversário dela. –respondeu Nike.
- Eu sei.-Kamus olhava a lápide com seriedade e depois coloca a menina no chão. – Pegue mais flores para colocar aqui, mon ange?
- Tá! –a criança sai correndo, obedecendo alegremente ao pai.
Kamus fica um tempo em silêncio, os olhos azuis fixados no túmulo ornado pelas rosas e flores e suspira, olhando os céus em seguida. Há algum tempo havia jurado que não choraria mais, mas era difícil manter esta promessa. Ainda mais ao ver na filha, os mesmos traços da mãe e sua natureza vivaz.
- Ficaria orgulhosa em saber o quanto ela é esperta e amada. Sentimos sua falta...eu sinto sua falta.
- Papai!-a menina chega com mais flores e as coloca no túmulo.
Kamus a ergue no colo e beija sua face:
- Vamos para casa, filhinha. Diz tchau para mamãe.
Inocentemente, ela acena e diz:
- Tchau. Eu te amo, mamãe.
Neste momento, Kamus se permitiu que uma lágrima lhe escapasse, e para disfarçar olhou na direção das Doze Casas e para a Casa de Escorpião, vazia. Sentiu a brisa em seu rosto, e um súbito arrepio em seu corpo, podia jurar que havia sentido o perfume dela. Mas balançou a cabeça tirando estas idéias.
- Vamos...-ele a colocou no chão e de mãos dadas saíram dali.
De um ponto além do tempo e das leis que regem este mundo, eles eram observados.
- Oh,...ela não é a coisa mais linda deste mundo!
- Admito que seja uma das Minhas criações mais belas.
- Ei, eu tive participação!
A voz que reverberava como trovão riu.
- Sim, você teve, mas ainda sim...os maiores créditos são meus.
- Você planejou isso desde o inicio não é?
- Talvez sim...talvez não. Vocês não costumam dizer que Eu escrevo certo por linhas tortas?
- Disse que uma mulher precisava me amar, mas não disse que poderia ser minha filha! Por que não me disse isso antes?
- O amor entre mãe e filho foi uma das Minhas mais sublimes bênçãos...e você não me perguntou nada.
- Ah, tudo bem. Obrigado por me deixar vê-la crescer. E por olhar por Kamus também...
- Mas Eu não te trouxe aqui só por causa disso.
- Não?
- Não.
- E para que me trouxe aqui? Se me permite perguntar?
- Milo...Milena...- Ele ri.- O que me fala sobre...reencarnação?
Fim...
Será?
Notas: correndo as pedras
Bem, agradeço a todos que acompanharam este fic do inicio ao fim. Confesso que quando comecei a escrever, não imaginava este sucesso todo. O que me deixou até com receio sobre como escrever o final e agradar a todos. Optei pelo final parecido com o do filme homônimo ao do meu fic, apesar de muitas pessoas preferirem o final feliz, optei pelo mais coerente.
Agradeço a todos que me ajudaram com este fic, com opiniões, criticas e observações.
E sim...quem sabe uma continuação para em breve.
Afinal, como dizem...o amor supera a tudo.