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Título: Onde canta o sabiá
Ficwriter: Kaline Bogard
Classificação: yaoi, comédia, RA
Pares: AyaxYohji
Resumo: A trilogia se encerra com uma viagem ao maior país da América do Sul, numa missão nada rotineira...
Aviso: essa fic faz parte de uma trilogia chamada "Viagens" e é equivalente ao episódio 03 da saga (vindo logo após Dia de los muertos). Em cada 'episódio' os Weiss estarão viajando para um país diferente. Não é preciso ler as três para entender a história, ou seja, as três são independentes. Aqui se encerra mais uma insanidade!
Onde canta o sábia
Kaline Bogard
Capitulo I
Samba, calor e hospitalidade zero...
Muito feliz da vida, Ken observou a última cliente sair da Koneko, levando um vaso nas mãos. Aquela menina fora mais difícil de agradar, e no fim a colegial resolvera ficar com a muda de uma genciana, para desgosto de Yohji, que queria porque queria, empurrar orquídeas na coitada.
(Ken) Pensei que o dia não fosse acabar nunca!
(Yohji suspirando) Eu também!
Ao ouvir a frase, e aquele longo suspiro, Ken se arrepiou todo, passou o trinco na porta e voltou-se para o playboy, que estava todo refestelado ao balcão.
(Ken) Qualé, Yohji? Você não fez porra nenhuma o dia todo! Ficou apenas se abanando e tomando suco geladinho que EU tive de fazer!
(Yohji sorrindo) Foi mal Ken Ken! É que eu to dodói, esqueceu?
E apontou para o braço engessado. O Weiss loiro havia se ferido na última missão, uma ação perigosa, em que quase perdera a vida, e que fora salvo pela eficiência de seus amigos. Ainda precisaria de mais algum tempo, antes de tirar as ataduras.
(Ken) Sei. Você está se aproveitando da sua condição de enfermo! É apenas um braço quebrado... não é o fim do mundo.
O jogador lançou uma olhada para o gesso todo pichado. As garotas que freqüentavam a loja, assim como Ken e Omi haviam deixado suas marcas no gesso que um dia fora branco. Apenas Aya não assinara, por mais que Yohji o tentasse e perturbasse nesse sentido.
(Yohji) Aya e Omi não pensam assim... he, he, he...
Santa verdade. O mais velho fora paparicado e mimado pelos companheiros desde que haviam retornado da missão no México. E é claro, todas as 'fãs' do playboy se condoíam pelo 'doentinho', querendo saber como ele quebrara o braço e se oferecendo para mil e uma coisas. Coisas que não agradavam a Aya, obviamente. O ruivo apenas assistia tudo com a mais fechada das expressões.
Mas não foi isso que chamou a atenção de Ken.
(Ken) Aya... e... Omi...?
(Yohji)... é... porque?
O ex-detetive estranhou a cara que Ken fazia. Totalmente animado, o moreninho avançou até encostar-se no balcão. Ele e Yohji estavam sozinhos a muito tempo na loja. Omi fazia as entregas do dia, e Aya fora ao hospital.
Mas havia tanto trabalho, e tanta gente por perto, que o jogador nem tivera tempo de raciocinar as implicações daquela situação.
Agora que estava sozinho com o companheiro, não ia perder a chance de tirar a dúvida que quase o fazia perder noites de sono...
(Ken baixinho) Er... Yohji...
Começou sondando o terreno.
(Yohji) Fala.
(Ken corando) Sobre... você... e... o... Aya...
Criando coragem, o moreninho fitou seu amigo, e só naquele momento, ao chegar tão perto, Ken notou algo estranho no outro. E começou a observá-lo tão intensamente que chegou a incomodar Yohji.
(Yohji) O que foi? Minha cara ta suja?
(Ken) Não... mas... tem algo sobre seus lábios...
Satisfeito por alguém finalmente ter notado (nem o Aya percebera ainda), Yohji passou a mão pelo local e sorriu muito.
(Yohji) Que bom que percebeu. É que decidi deixar o bigode crescer.
(Ken surpreso o.o) Quer dizer que esses cinco fiozinhos são um 'BIGODE'?
(Yohji -.-") Deveriam ser...
(Ken) HÁ, HÁ, HÁ, HÁ, HÁ!
O jogador começou a bater a mão fechada sobre o balcão, tamanha a sua diversão, causando assim um certo desconforto no loiro.
(Yohji) -.-
(Ken) E a quanto tempo não faz a barba?
(Yohji) Duas... semanas...
(Ken) Há, há, há, há! Duas semanas? E só cresceu essa penugenzinha aí?
(Yohji o.o") Pe... penugenzinha?
(Ken) Há, há, há! Se eu deixo de fazer a barba por dois DIAS já fico com a cara toda peluda! E você chama ISSO de bigode?
(Yohji)...
(Ken) H, há, há, há!
(Yohji) Pô... não precisa humilhar, né? Só porque meu DNA não me faz tão peludo quanto você... mereço um pouco de respeito!
(Ken) Foi mal, Yotan! Bigode... há, há, há...
(Yohji) -.-
Muito irritado, o loiro virou as costas e deu o fora dali, dirigindo-se imediatamente ao banheiro, para fazer a barba. Ele que não ia servir de chacota para o jogador abusado!
(Ken) Bigode... ai, ai, ai! MERDA!
Só então Ken lembrou-se de que não perguntara AQUILO para o companheiro, e ainda não tirara sua dúvida. Enfim, haveriam outras chances.
Quando Yohji estivesse mais calmo...
oOo
(Yohji) Droga!
O loiro ainda tinha dificuldades em dominar o hashi com a mão esquerda, mas lutava bravamente, tentando segurar os palitinhos entre os dedos vacilantes.
(Omi) Precisa de ajuda?
(Yohji) Não! Só mais alguns dias e eu tiro esse gesso maldito. Nem acredito!
(Ken) Nem eu! Finalmente você não poderá fazer mais ninguém de escravo.
(Yohji) Ih, Ken... você ta uma mala hoje. Resolveu implicar comigo e com meu bi... er, nada.
(Ken sorrindo) Raspou o rosto?
(Yohji) É.
Aya e Omi não entenderam nada. E deixaram passar daquela vez. Concordavam que Yohji tinha abusado da boa vontade deles, mas não se importavam. Mesmo Ken, não estava irritado. O moreninho sempre se dedicava bastante aos amigos. Apenas se fazia de durão.
(Ken) Vai guardar o gesso?
(Yohji surpreso) Claro que não! Vou jogar isso no lixo. Se não queimar primeiro...
(Ken) He.
Foi nesse momento de descontração que ouviram a campainha tocando. Só podia ser Manx, que chegava bem na hora do jantar.
Omi foi abrir a porta, e retornou com a ruiva, que trazia nas mãos três pastas tipo dossiê, além de uns envelopes menores, que os assassinos reconheceram de imediato.
(Manx) Boa noite, rapazes.
(Ken) Boa noite.
(Yohji) Ruiva, fazia tempo que não a via. Pensei que a Kritiker tinha saído do ramo de 'justiçaria'...
(Manx)... olá Yohji. Como está o seu braço?
(Yohji sorrindo) Quase perfeito. Nem dá pra notar o gesso, já que ele não atrapalha nas... funções vitais.
(Ken) Ai, Yohji!
Manx também revirou os olhos ao ouvir a chacota de péssimo gosto. Resolvendo ignorar o playboy metido a garanhão, voltou sua atenção para o líder da Weiss.
(Manx) Tenho uma missão extremamente importante para vocês.
(Omi) Isso são... passagens aéreas?
Indicou os envelopes menores.
(Manx) Sim.
Os assassinos se entreolharam, mostrando grande desconforto. Na verdade viajar para outros países era coisa que estava fora dos planos dos quatro.
(Omi) Acho que... nós...
O chibi não costumava descartar nenhuma missão, no entanto talvez os riscos fossem mais do que pudessem enfrentar.
(Aya) Do que se trata? Mais uma equipe corrupta?
O ruivo cruzara os braços e permanecia muito sério. Dificilmente recusava as tarefas, mas gostaria de pensar calmamente no que teria de fazer aquela vez, e em tudo o que punha em perigo.
Sabendo como o amante se sentia, Yohji apenas silenciou. Não era momento de uma piadinha, ele tinha ciência disso.
(Manx) Fiquem tranqüilos. Essa equipe está 'limpa'. A Kritiker passou a ser mais rigorosa na seleção de suas turmas.
(Ken) Então do que se trata?
(Manx suspirando) São problemas com a equipe, mas diferente do que vocês possam achar. Formamos esse grupo a seis meses mas...
(Omi) Mas...?
(Manx) Não conseguimos fazer os integrantes agirem como um time. As missões andam falhando ultimamente, e resolvemos enviar nossa melhor equipe para treinar essas pessoas.
(Ken) Eles não agem como uma equipe?
(Manx) Não. Temos tido dificuldades em uni-las. E esperamos que vocês possam ensinar trabalho de equipe para esse novo time.
Os Weiss se entreolharam, estranhando o pedido.
(Ken) Mas... se não formam um bom grupo, porque não se livram dessas pessoas e montam outro?
A ruiva balançou a cabeça, descartando aquela idéia.
(Manx) Não. Cada uma delas possui habilidades exclusivas e importantes para a Kritiker. Não podem ser deixadas de lado tão levianamente.
(Omi) Se elas não agem como uma equipe, não vão gostar de nossa interferência. Podem se ofender.
(Manx) Vocês vão com a desculpa de ajudá-las a eliminar um grupo de vilões que apareceu nas redondezas e estão dando trabalho.
(Ken pensativo) Essa equipe deve causar muito interesse na Kritiker, para receber um treinamento tão incomum...
Então o loiro resolveu se meter logo no assunto, e tirar uma dúvida que ninguém tivera ainda.
(Yohji) E pra onde teríamos de ir?
(Manx) Brasil.
(Yohji surpreso) Brasil? País do carnaval e das praias onde o pessoal fica praticamente nu?
(Todos) !
(Yohji) Oba!
(Ken animado) País do futebol!
(Yohji) Praias nudistas!
(Aya) Hum...
(Omi) País... de terceiro mundo...? Eles estão passando por uma guerra civil por lá...?
(Manx) Omi, essa situação extrema se passa no estado do Rio de Janeiro. Nossa equipe atua no estado de São Paulo. E Yohji, não se anime. Você está ferido e não poderá participar da missão.
(Yohji surpreso) Ah, mas é só um braço quebrado! Não me atrapalha em nada!
(Manx -.-) Você consegue usar o garrote com apenas uma das mãos?
(Yohji) Er... bem... isso não vem ao caso! Eu vou tirar o gesso em poucos dias! Quero ir para o Brasil!
E o loiro mais velho se animou só de pensar em todas aquelas praias que vira na televisão, onde as mulheres desfilavam em biquínis mínimos, e não tinham pudor algum em fazer top less.
(Manx) Devo deduzir que vocês aceitam?
Ao ouvir a pergunta, e ver a expressão tarada de seu namorado, Aya quase se sentiu tentado a recusar a missão.
(Ken) Eu aceito! Nem se for pra ir sozinho! Imagina se encontro algum jogador famoso por lá? E pelo menos posso conhecer o Parque São Jorge, estádio do melhor time de futebol do Brasil! (1)
(Manx) E os outros? Yohji está fora.
(Yohji ç.ç) Aya?
O ruivo segurou um suspiro e torceu os lábios. Treinar uma equipe novata não seria tão difícil, nem perigoso assim. Principalmente porque agiriam às escondidas... sem que os brasileiros soubessem.
(Aya) Estou nessa. E me responsabilizo por Kudou.
Manx franziu as sobrancelhas, mas não replicou. Voltou-se para o chibi, que não parecia nada animado.
(Manx) Omi? Aceita a missão, ou não?
Omi olhou fixamente para seus companheiros, sustentando dúvida e receio nos grandes olhos azuis. Ouvira muitos rumores sobre aquele país de terceiro mundo violento e libertino.
Não queria expor seus amigos, que considerava como sua família, a tais perigos, e os mesmos não pareciam pequenos. Porém...
(Omi baixinho) Eu aceito.
Melhor ficar ao lado dos companheiros, e ter certeza de que nada aconteceria.
(Manx sorrindo) Ótimo! Vou deixar os dossiês detalhados sobre nossa equipe brasileira. E enviarei um mensageiro com outra passagem, afinal, Yohji não deveria participar dessa. Devem partir amanhã pela manhã.
(Aya) Hn.
(Manx) Boa sorte Weiss! Tudo o que precisam saber sobre as meninas está nessas pastas. Divirtam-se.
(Yohji) Meninas?
(Manx) Ah, esqueci de dizer. A equipe do Brasil é formada por três garotas.
Então a ruiva suspirou longamente e levantou-se do sofá.
(Manx) Três garotas problema. Foi o que ouvi por aí.
Enquanto a secretária da Kritiker ia embora, os justiceiros se entreolharam, sem saber o que pensar daquilo. Não perderam tempo em se aproximar de Aya, querendo observar as pastas com as fichas das integrantes latinas.
A curiosidade era absoluta.
oOo
No outro dia, a equipe japonesa embarcou no avião e usufruiu a viagem em primeira classe sem maiores contratempos.
Yohji até tentou permanecer acordado e trocar impressões com seu amante sobre o país de destino, mas foi infeliz, acabou caindo no sono e dormindo pesado por mais da metade do percurso.
Aproveitando essa folga, Aya tentava reunir em sua mente todas as informações obtidas dos dossiês, e montar uma estratégia que fosse eficiente naquela missão.
Sempre se irritava muito, por ter de se afastar do Japão, e conseqüentemente de Aya chan, mas precisava do dinheiro, justamente por ela. Então, faria o seu melhor no treinamento da nova equipe, e torceria para que mais viagens como aquela fossem escassas.
Sentados nas poltronas atrás dos Weiss mais velhos, estavam Ken e Omi. Ambos tinham muitas folhas impressas nas mãos. As do jogador, traziam todas as informações mais recentes sobre seu time de futebol preferido no Brasil, enquanto as do chibi tratavam das últimas investidas mais pesadas das máfias e do tráfico no estado de São Paulo. Os números eram impressionantes, mas quando chegava nos detalhes do Rio de Janeiro... realmente as estatísticas assustavam.
Omi prometeu a si mesmo que se manteria sempre atento.
(Ken) Esse lugar é o paraíso! Veja, o sub vinte corintiano tem os melhores jovens da temporada! Um deles está na mira do Real Madri e... Omi...?
(Omi) Hn?
(Ken) Você parece preocupado...
(Omi) É que o Brasil não é apenas esse mar de futebol e mulheres seminuas, Ken. Não se esqueça do outro lado da moeda.
(Ken) Eu sei que as coisas são piores do que no Japão. E é por isso que estamos indo para lá, não é? Pra ajudá-los de alguma maneira.
(Omi sorrindo) Tem razão!
(Ken) Devia relaxar um pouco, não tanto quanto o Yohji, mas... aproveite e tente arranjar uma namorada!(2)
(Omi corando) Ken!
(Ken) Aproveite o clima... er... afrodisíaco! Nossa, está afetando até a mim! Veja como estou falando!
(Omi -.-") Nem parece você, saidinho desse jeito! Parece o Yotan...
(Ken) Acho que com todo esse clima, eu finalmente irei descobrir aquilo.
(Omi confuso) Aquilo o que?
(Ken corando) Ora, Omi... aquilo...
O chibi piscou, e tentou descobrir do que Ken falava afinal de contas. Seria alguma dúvida de futebol?
(Omi) Pensei ter imprimido bastante coisa pra você. Faltou algo?
(Ken suspirando) Ai, Omi! Não estou falando disso! É do... Aya... e do... Yohji, esqueceu? Quem é que... fica er... você sabe...
(Omi corando) Oh! Você ainda não esqueceu disso?
(Ken) Claro que não! É uma questão de honra!
(Omi corado) E porque não pergunta logo pro Yohji?
(Ken) Ah, eu até tento! Na verdade, tento a um tempão. Mas sempre tem algo que atrapalha minha descoberta. Acho que é coisa do destino.
Omi sorriu, enquanto voltava a se concentrar nos dados de sua pesquisa.
Quando o piloto anunciou a aterrissagem, os mais jovens trataram de colocar o cinto assim como os outros passageiros, enquanto Aya cuidou de acordar seu amante, que abriu os olhos meio desorientado, tateando a poltrona a frente.
(Yohji) Mulheres nuas...? Onde...? Tio Yohji ta na área!
(Aya -.-) Kudou, está me provocando?
(Yohji o.o) Ah... Aya... você está aí?
(Aya) Não... fiquei lá no Japão. Idiota.
(Yohji) Que mal humor! Eu só estava sonhando com...
(Aya -.-) Com...?
(Yohji ."") Er... freiras... e um convento... e... celibato!
(Aya ù.ú) E por isso acordou dizendo 'mulheres nuas'...?
(Yohji o.o) Era hora do banho...
(Aya Ù.Ú) E o 'tio Yohji ta na área'?
(Yohji o.o"") No meu sonho eu era um... frade...? Frei...? Er... bispo...?
(Aya) Pára, Yohji. É melhor calar a boca.
(Yohji n.n) Não tenha ciúmes. Foi só um sonho! Eu nunca me assanharia com um bando de mulheres nuas...
(Aya) Se isso é pra animar, garanto que falhou miseravelmente. E não estou com ciúmes.
(Yohji sorrindo) Ah, sei...
(Aya) Coloque logo a droga do cinto. Vamos pousar.
(Yohji animado) No Brasil?
(Aya irritado) Não... no deserto do Saara. Olha um oásis ali.
(Yohji) Onde? Onde?
(Aya O.O)...
(Yohji rindo) Brincadeira! Sei que não é um deserto! Mas você irritado e cínico é um pé no saco. Não vamos brigar por causa de tão pouco!
(Aya)...
(Yohji) Me ajuda aqui com o cinto. Não consigo fechá-lo com uma mão...
O ruivo suspirou e torceu os lábios, mas adiantou-se e socorreu o ex-detetive. Na verdade, o ruivo não sabia porque estava tão agressivo e impaciente com o amante. Yohji não agia de maneira diferente da usual. Continuava o mesmo playboy metido a garanhão...
Seria o clima exótico do país sul americano que estava deixando seus nervos tão a flor da pele...? Talvez... talvez...
Depois da aterrissagem tranqüila, os Weiss passaram pelo desembarque e pela alfândega sem maiores problemas.
(Yohji) Ah, como é bom sair daquele avião!
E o loiro se espreguiçou todo.
(Ken) Nem brinca. (3)
(Yohji) O que faremos agora?
(Omi) Manx disse que uma das garotas combinou de nos encontrar na sala de espera.
(Aya) Hn.
(Yohji) Então vamos para lá.
(Ken) Ah, to com fome. Porque não comemos algo antes? Yohji, você e eu poderíamos ir sozinhos até uma lanchonete, conversaríamos muito e compraríamos algo pra comer, o que acha?
(Yohji) Ah, eu não. To cansado. E não posso ajudar você a carregar as coisas, por causa do meu braço. Vai com o Omi.
(Ken) Merda!
Aya e Yohji olharam espantados para o jogador, que passou a mão pela cabeça e sorriu meio sem graça.
(Ken) Acho que fui afetado pela diferença de fuso horário. Vejammm é dia!
(Omi) Ken Ken!
(Aya) Vão logo.
Os mais jovens balançaram a cabeça e se afastaram. Acabou sobrando pro ruivo ajudar Yohji com as malas, já que o playboy se prontificou apenas a puxar um carrinho... apesar disso, Aya não reclamou.
Logo alcançaram a sala de espera e sentaram-se nas confortáveis cadeiras. Em pouco tempo os outros dois Weiss se aproximaram com alguns lanches tipo fast food.
Meia hora depois, os justiceiros haviam terminado de comer e se conformaram em ter que esperar mais um pouco.
Uma hora e meia depois, Aya mostrava-se extremamente impaciente.
Duas horas e meia depois, o espadachim levantou-se e anunciou que não ia esperar mais porra nenhuma. Voltaria para o Japão imediatamente.
Omi levantou os olhos da revista de palavras cruzadas que resolvia pacientemente. Ken deixou de ler o jornal de esportes, e Yohji despertou da cochilada que estava dando a alguns minutos.
(Yohji) Nhé... o que foi...? Chegaram?
(Ken) Que nada. Acho que aconteceu alguma coisa.
(Aya) Vamos embora.
(Omi) Deve ter sido um imprevisto.
(Yohji) Calma, ruivo. Naquelas fichas não tem nenhum telefone de contato?
(Aya)...
O líder da Weiss torceu os lábios, mas decidiu consultar as pastas. As pegou de dentro de uma das malas e abriu a primeira. Tinha um cartão de visitas feito em vermelho, azul e preto. As letras maiores diziam "Lucky Angels Vídeo Locadora", embaixo em letras menores estavam o endereço e um telefone de contato.
(Omi) Deixe-me tentar.
Pegou o pequeno celular e discou os números que Aya lhe ditou. Os outros Weiss observavam, enquanto o chibi aguardava ser atendido. Coisa que aconteceu ao segundo toque.
(Omi) Alô... sim... quem fala? Ah, aqui é Tsukiyono Omi, meus companheiros e eu chegamos do Japão e... isso, somos nós mesmos. O que? Oh... oh... oh! Entendo... mas ainda estamos aqui... hum... ok, vamos continuar esperando.
Mal o chibi desligou o telefone e foi assaltado com perguntas feitas por Ken e Yohji, querendo saber com quem falara, o que havia acontecido, e se viriam logo buscá-los ou teriam que voltar para casa.
(Omi sorrindo) Falei com a tal Akemi. Ela pareceu surpresa por ainda estarmos aqui. Garantiu que fecharia a locadora e viria nos buscar logo.
(Yohji) Akemi? Mas... ela vai vir como?
Os Weiss puxaram pela memória, tentando se lembrar da ficha de Akemi. A garota era descendente de família chinesa, mais especificadamente do ex-embaixador chinês no Brasil. Também era mestre em diversas artes marciais, tendo ganhado várias competições.
(Ken) Os pais dela foram assassinados pela máfia chinesa, não é?
(Yohji) É o que diz na ficha. Parece que a garota quase morreu no ataque, se salvou por pouco. Ainda acho estranho que a chamem apenas de Akemi...
(Omi) É a maneira de manter a identidade dela em segredo.
(Yohji) Mas isso não ajuda no momento. Será que ainda vamos esperar muito?
Aya suspirou irritado. Jurou a si mesmo que não esperaria mais de uma hora. Se ninguém viesse buscá-los nesse intervalo, voltaria para o Japão e nada o impediria.
Porém não foi preciso esperar tanto tempo. Menos de meia hora depois, uma jovem entrou esbaforida pela porta da sala de esperas, era evidentemente uma garota oriental.
Tinha estatura mediana e corpo atlético. Vestia uma bermuda preta larga e uma blusinha branca, onde estava escrito o logotipo da locadora e o desenho de três anjos estilizados.
Os cabelos eram longos e extremamente lisos, num tom de castanho bem escuro. Possuía olhos arredondados e brilhantes, acinzentados.
(Akemi) Ah, vocês aí!
Avançou sorrindo, irradiando energia, no auge de seus dezesseis anos.
(Omi sorrindo) Akemi?
(Akemi) Euzinha. Desculpem pelo chá de cadeira! Bem que eu estranhei vocês terem demorado tanto pra chegar...
(Aya) Uma de vocês deveria ter vindo aqui como combinado.
Akemi olhou bem para o ruivo, sem deixar de sorrir.
(Akemi) Você só pode ser o líder. Caramba, é assustador...
(Aya)...
(Akemi) Deixa pra lá. Vocês são...?
(Omi) Fujimiya Aya, Tsukiyono Omi, Hidaka Ken e Kudou Yohji.
(Akemi o.o) Acho que vou demorar um pouco pra decorar os nomes de vocês... se importam?
(Aya) Não.
(Akemi) Desculpem... vamos embora? Deixei a Angels sozinha, e se a Evil descobre... come meu fígado! E um pedaço do rim... ela está fora da cidade, volta amanhã.
Os Weiss se entreolharam. Ainda estranhavam aqueles nomes estranhos... mas de acordo com a Kritiker, era tudo para preservar as identidades da equipe.
"Evil Kitsune", era como se chamava a líder das Silber Kreuz, nome da equipe brasileira. Especialista em estratégias e em se precaver para qualquer tipo de situação.
(Yohji) Demorou, Akemi.
(Akemi) Pode me chamar de Kemi, se quiser. As meninas me chamam assim. Er, algum de vocês tem carteira de motorista internacional? É que eu sou menor de idade, peguei o carro da Evil escondido, e vim dirigindo torcendo pra não ser barrada por algum policial.
(Omi) Puxa, você se arriscou.
(Ken) E agora?
(Aya) Eu tenho.
(Ken)!
O ruivo decidira tirar a carteira internacional apenas por precaução. Agora tinha a prova de que fora uma iniciativa mais que acertada.
Finalmente recolheram suas coisas, e se dirigiram para o estacionamento do aeroporto internacional. Akemi caminhou agilmente até um Audi A3 1.6 quatro portas, em cor prata, novinho e brilhante.
(Ken) Uaaau!
(Yohji sorrindo) Belo carro.
(Akemi) Evil acabou de comprá-lo. Não gosta de emprestar... mas como não tenho automóvel, e não podia vir buscá-los na Bis da Angels ou de ônibus, peguei escondido!
Sem mais delongas, entraram no carro, com Aya ao volante, e Akemi sentada ao lado do carona, indicando o caminho.
(Akemi) Sinto pelo atraso. Desde que a Kritiker avisou que vocês viriam, nós combinamos que Lady viria buscá-los. Mas ela saiu ontem pela manhã, dizendo que ia comprar umas coisas... não voltou pra casa, mas eu imaginei que ela os pegaria no aeroporto.
No banco de trás, Ken, Omi e Yohji se entreolharam. Então quem deveria recepcioná-los era a tal Lady Bogard, terceira e última integrante da equipe brasileira? Essa era a que tinha a ficha mais limpa. As informações diziam se tratar de uma garota de dezenove anos, que apesar da pouca idade era especialista em armas de longo alcance e explosivos. Além de ser uma brasileira criada no Afeganistão.
(Ken) O que será que aconteceu?
(Akemi) Nya, alguma hora ela aparece. Lady é assim mesmo... pra estresse e irritação da Evil...
(Yohji) Você é bem light.
(Akemi) Você acha? Devo ser... caso contrário...
Não concluiu a frase, e os justiceiros não a questionaram. Deviam fazer uma descoberta de cada vez, tendo em mente o real motivo de estarem ali.
Dirigindo extremamente bem, por caminhos desconhecidos, Aya não encontrou obstáculos para chegar a Lucky Angels. Tratava-se de um prédio a lá Koneko, provavelmente as garotas moravam no mesmo local onde funcionava a vídeo locadora.
(Akemi sorrindo) Vou mostrar-lhes a casa.
Deu a volta, entrando pelos fundos, e os japoneses a seguiram em silêncio. A residência era bem grande, e se mostrava limpa ao extremo. Não havia nada fora do lugar na sala espaçosa e pouco mobiliada.
(Akemi) Aqui, como podem perceber, é a sala. Os quartos ficam no andar de cima, e a cozinha é naquela porta entre a estante e o sofá. A porta da esquerda leva a sala das... missões. E a da direita leva a área de serviço e a garagem. O banheiro é por ali. Pra ir até a locadora, sigam em direção a garagem. Tem uma porta de vidro insulfime.
Parou para respirar depois de fornecer tantas informações.
(Akemi) Separamos dois quartos pra vocês. Vão ter que dividi-los. Sinto muito, mas nem Evil nem Lady aceitaram abrir mão dos seus... ah, lá em cima também tem duas salas especiais: uma com o computador da Evil -território proibido para Lady-, e a outra com alguns livros, mas essa ninguém usa...
(Yohji) Casa grande.
(Akemi) Pois é. Dá um trabalho pra limpar...
(Omi) Podemos ir aos quartos, arrumar nossas coisas?
(Akemi sorrindo) Claro. Fiquem a vontade! Voltarei para a locadora. Evil costuma ligar periodicamente, para saber se está tudo bem. Podem comer algo na cozinha e... ah, a casa é de vocês também, pelo menos por um tempo. Qualquer coisa, estarei na Angels.
A garota saiu correndo, deixando os Weiss sozinhos. Os gatinhos se entreolharam, e Yohji acabou dando de ombros.
(Yohji) Parece uma boa garota.
(Omi) Sim!
(Ken sorrindo) Talvez a missão seja mais fácil do que pensávamos.
Os outros concordaram e resolveram ir verificar os quartos. Assim que chegaram ao andar superior, descobriram que seria fácil se localizar por ali. Os quartos das Silber estavam identificados com plaquinhas. "Evil" em negro fora pendurado em uma das portas, "Akemi" em verde na outra porta e "Lady Bogard" em azul numa terceira. Três estavam sem identificação. E as últimas duas estavam marcadas com"Weiss" em vermelho.
(Yohji) Dois quartos com "Weiss", como Kemi prometeu.
Omi caminhou até uma das que estavam sem marca nenhuma.
(Omi sorrindo) Aqui é o banheiro.
(Ken) Biblioteca...
(Yohji) E aqui está o computador da líder da Silber Kreuz.
(Ken) Puxa, estou mais cansado do que pensava. Vou tomar um banho e dormir um pouco. Afinal, pelo que a garota disse, a líder das Silber chegará apenas amanhã...
(Omi) Tem razão. Vamos esperá-la antes de tomar qualquer atitude.
(Ken sorrindo) E como dividiremos os quartos?
Os outros Weiss olharam para o jogador com espanto. O que ele queria dizer com aquilo, afinal de contas? Ao ser fitado com tanta intensidade, Ken se deu conta da gafe.
(Ken corando) Ah, claro que o Aya e o Yohji vão ficar no mesmo quarto... que bobeira dei agora... vem, Omi... vamos ver como é o nosso...
(Omi sorrindo) Ai, Ken... você não tem jeito...
Yohji riu um pouco também. Assim que viu os assassinos mais jovens adentrarem o aposento, segurou no braço de Aya, e o puxou com mala e tudo para dentro do deles.
O dormitório era muito agradável. Pintado de branco, com um grande guarda roupas em madeira clara, duas camas de solteiro separadas por um criado mudo onde havia um abajur, um telefone e uma agendinha. Na parede da direita, havia uma grande janela com cortinas cor de areia.
(Yohji) Bonitinho. Feminino, mas bonitinho...
Disse apontando para os lençóis estampados com delicadas flores de laranjeira. E depois para o abajur, com uma ilustração da Hello Kit.
(Aya) Hn.
(Yohji) Ken tem razão. Acho que devíamos descansar um pouco. Mas antes, vamos comer alguma coisa? To morto de fome.
Aya balançou a cabeça concordando. Também gostaria de comer algo, antes de banhar-se e descansar.
Os amantes dirigiram-se a cozinha. Sondaram o lugar, feito de azulejos brancos, e super moderna.
(Yohji) Melhor começar pela geladeira...
Mal o loiro disse isso, e a outra porta abriu-se, dando passagem a uma garota. A mesma era muito alta e magra. Vestia uma calça justa negra e blusa azul de mangas compridas. Os cabelos negros estavam pesos em uma longa trança semi desmanchada. Possuía olhos castanhos, levemente estreitos, e pele amorenada. Trazia uma latinha de cerveja na mão.
Por um segundo os três se entreolharam, dominados por um silêncio incômodo. Depois a recém chegada sorriu totalmente sem graça e voltou os olhos para a latinha.
(Lady) Ai... que mico! Eu sabia que um dia isso ia acontecer... entrei na casa errada!
(Yohji O.o")!
(Aya)...
(Lady) Desculpa, rapazes... desculpa de verdade! Não vai acontecer de novo, acho que passei da conta nessa farra!
Rapidamente deu meia volta e escapuliu pela porta.
(Yohji O.O") Aya... o que foi isso?
(Aya o.o")...
(Yohji) Que doideira!
Sem saber o que fazer, os dois apenas se observaram. Foi então que a porta abriu-se pela segunda vez, e a garota estranha voltou a entrar. Já não tinha a cerveja nas mãos. Ostentava uma expressão intrigada na face.
(Lady) Entrei na casa errada o caralho! Vocês é que estão na minha casa, invasores! Que alívio, isso quer dizer que eu não bebi demais... mas expliquem quem são vocês!
(Yohji) Nós...
(Lady) Ah, não importa!
A garota ergueu os olhos castanhos e apontou o dedo indicador para cima.
(Lady sorrindo) Aqui está a prova de que Deus existe! Obrigada, Senhor, por esse presente maravilhoso. Eu tinha pedido só um namorado, mas me enviastes dois monumentos desses... é pra eu escolher ou posso ficar com os dois?
(Yohji)!
(Aya irritado) Somos da Weiss Kreuz.
(Lady confusa) Weiss o que? Ah, Weiss Kreuz... os japas que viriam nos ajudar? Bem vindos! Sou Lady Bogard!
(Yohji) Prazer. Meu nome é Kudou Yohji.
(Lady sorrindo) Prazer, Ku!
(Yohji -.-) Ei...
(Lady) E esse ruivo aí? PRAZER em conhecê-lo.
(Aya) Não posso dizer o mesmo.
(Lady)!
(Yohji) Calma, Aya! Esse é Fujimiya Aya, o líder da Weiss Kreuz.
(Lady) Então é Fu.
(Aya irritado) É Fujimiya. Aya Fujimiya.
(Lady) Ah, ta. Líder ruivo e mal humorado... porque isso não me surpreende?
(Aya) Você deveria ter nos buscado hoje no aeroporto.
(Lady sorrindo) Há, há... esqueci de vocês! Esperaram muito por lá foi? Prometo que da próxima vez vou pegá-los... er... vou tentar me lembrar...
(Aya) Começo a entender os problemas dessa equipe.
Yohji não disse nada. Mas Lady parou de sorrir.
(Lady) Qualé, ruivinho? Veio do Japão cheirar o que por aqui? Devia ter ficado lá mesmo. Ah, quer saber?
A garota avançou pela cozinha e parou em frente aos dois, analisando-os bem, e sendo analisada por eles.
(Lady) Quer saber? Decidi que não gostei de você, FU. Mas do loirão eu gostei... e MUITO! He, he, he. Se a Kemi perguntar, diz que eu fui comprar alguma cerva. Joguei a minha fora, por culpa de vocês.
E sem esperar resposta, a garota de tranças saiu da cozinha.
(Yohji) Então essa é Lady Bogard, a garota que veio do Afeganistão? Como sobreviveu por lá com esse comportamento?
Aya voltou os olhos ametista para seu amante, depois para a porta por onde Lady saíra. Ignorou a pergunta do loiro. Mas enquanto torcia os lábios finos, tinha um pensamento fixo em sua mente.
Decidira que não gostara muito da garota também. Assim como ela admitira não gostar do espadachim.
Ainda mais que a morena deixara evidente um interesse, mesmo que leve ou de brincadeira, por Yohji, seu amante e namorado oficial.
(Yohji) Ei, Aya...?
(Aya) Hn?
Quando o playboy ia continuar, Akemi entrou na cozinha.
(Akemi) Mudei de idéia. Vocês acabaram de chegar, e devem ser bem recepcionados. Já basta a má impressão que passamos, por causa da Lady... se a Evil ligar, eu dou uma desculpa.
(Yohji) Ah, a gente se vira e... ei, acabou de sair uma garota daqui. Mas ela deu a volta pela outra porta.
(Akemi confusa) Hã?
(Yohji) Lady Bogard.
(Akemi) Ah, ela esteve aqui? Putz, nem pra bancar a anfitriã... mas deixa pra lá. Espero apenas que ela volte hoje. Yep, vou começar a preparar um almoço caprichado. Deixem comigo.
(Aya) Kudou te ajuda.
(Yohji O.o) EI! E o meu braço?
(Aya o.o"")...
(Akemi sorrindo) Vão arrumar as malas. Eu cuido da comida.
Os japoneses entenderam que a jovem fazia de tudo para agradá-los, e resolveram aceitar.
(Yohji) Ok, deixaremos tudo certo lá em cima. He, he, he... capricha no rango que tá todo mundo com fome.
(Akemi) Confie em mim!
Enquanto observava os dois saírem da cozinha, Akemi suspirou profunda e lentamente.
(Akemi) Isso tem que dar certo... por favor, Deus, que essa equipe nos ajude a derrotar as Freaks, porque eu... não quero voltar para a China...
oOo
O almoço se deu de forma descontraída e muito agradável. Os Weiss se sentiam a vontade na presença de Akemi, e a Silber vinha se mostrando uma garota simpática e gentil.(5)
(Yohji) Hum! Esse seu tempero é muito bom!
(Akemi) Comida brasileira, Yohji. É a melhor de todas!
(Ken) To satisfeito. Bem que se eu agüentasse comia mais!
(Yohji -.-) Ué, você comeu SÓ três vezes... já está cheio? Que coisa...
(Ken)...
(Omi) Yohji! O Ken pratica muito esporte, por isso tem que repor energias.
(Yohji) Sei. E você está defendendo muito ele, hein, moleque?
(Omi corando) Eu...
(Aya) Basta. Vá ajudar a lavar as louças, Hidaka.
(Akemi) Não precisa!
(Ken) Eu ajudo sim. E o Yohji seca!
(Yohji n.n) Como? Esqueceu do meu braço?
(Ken ó.ò) Merda! Esqueci...
(Akemi) Você se machucou durante uma missão?
(Yohji sorrindo) Ah, foi! Eu estava cercado por uns vinte... não, uns trinta inimigos... e não tinha nenhuma arma... Aya, Ken e Omi haviam sido atacados, e estavam sem sentidos. Então, além de defender a mim, tinha que protegê-los.
(Akemi surpresa) Oh!
(Ken O.O"")...
(Omi O.O"")...
(Aya -.-)...
(Yohji) Graças a minha inteligência, esperteza e força, consegui salvar a todos, mas sofri esse ferimento... você sabe, só o Superman escaparia ileso de uma luta contra quarenta inimigos.
(Akemi) Como você é corajoso!
(Ken O.o) Quarenta? Não eram trinta?
(Omi ") Yotan não tem jeito... não se esqueça que Akemi tem menos de dezoito anos...
(Akemi o.o)...?
(Yohji) Nhé!
(Aya suspirando) Céus.
(Akemi) Nossa, deve ter sido uma batalha e tanto!
(Yohji) Vou te contar...
Yohji começou a narrar detalhadamente todas as suas inacreditáveis façanhas para 'salvar' seus companheiros na 'aventura' em que quebrara o braço. Akemi ouvia tudo atentamente, acreditando nas lorotas do playboy. Omi e Ken se divertiam bastante com a situação, enquanto lavavam e secavam as louças do almoço.
No fim das contas, Aya também se entretinha. Yohji era dono de uma grande imaginação.
Depois de tudo limpo, Akemi se ofereceu para levá-los por um tour pela cidade de São Paulo, mas os Weiss recusaram o convite.
(Yohji) Quero dar uma volta por aí, mas... não hoje. To quebrado.
(Ken) Eu também. Acho que vou dormir um pouco.
(Yohji) Mas depois vamos à praia!
(Aya -.-) Kudou.
(Akemi) Daremos um jeito de ir ao litoral.
(Omi) Não se esqueçam de que estamos em missão... não podemos ficar andando por aí.
(Yohji) Não seja chato, chibi.
(Akemi) Mas Omi está certo. Vocês vieram nos ajudar com as Freaks, não é? Elas são um grande problema. Mas deixarei as explicações por conta da Evil. Descansem agora, rapazes.
(Aya) Evil Kitsune chega amanhã, não é?
(Akemi) Sim. Ela não pôde mudar a data do treinamento... Kritiker é rígida neste quesito. Depois serei eu, e Lady por último. Na verdade ela não queria fazer, mas a Evil obrigou... er... foi algo tipo... "ou vai ou recebe metade do salário esse mês..."
(Ken) Meio familiar isso...
(Omi)...
(Yohji) Ei, já fiz uma montagem dessa tal Evil. Recolhendo as informações que recebemos de Lady - líder ruiva e mau humorada - com as que Akemi nos passou - rigorosa, mandona e pão duro...
Yohji imagina Aya de saias com lacinho no cabelo e batom
(Ken) Nossa!
(Yohji) Assustador.
(Aya) -.-
(Akemi) Não quero desanimá-los, mas não vai ser fácil...
Os Weiss se entreolharam. Silenciosamente concordaram com a jovem colegial. As coisas que pareciam ser fáceis, mostravam-se pouco a pouco mais e mais complicadas.
(Omi) Vamos nos preocupar com isso amanhã.
(Akemi) Tem razão. Até amanhã, Weiss.
Depois dos boas noites de praxe, os japoneses se retiraram, deixando Akemi pensativa, sentada na cozinha.
Ainda era cedo para dormir. Ela entendia que os rapazes estivessem cansados, depois da longa viagem, e da espera no aeroporto. Os quatro precisavam descansar antes de mais nada.
Pensou seriamente em cada um deles. Gostara de todos, pois pareciam simpáticos e super gente boa. Ainda não tivera um contato mais profundo com nenhum deles, então, seu julgamento era superficial.
De uma coisa tinha certeza: Ken Hidaka era o mais bonito de todos!
(Akemi suspirando) Enfim... pena que eles vêm de tão longe. Oriente... parece soar distante. Se esses caras soubessem o que vão ter de enfrentar... teriam pensado duas vezes antes de vir até o Brasil.
Mas é claro, isso era uma coisa que não cabia a Akemi revelar...
:..:
No outro dia pela manhã, Omi foi o primeiro dos orientais a acordar. Levantou-se cedinho, porém não foi mais rápido que Akemi. A garota já estava na cozinha, preparando o café da manhã, usando seu uniforme escolar.
(Akemi) Bom dia!
(Omi) Bom dia!
(Akemi) Dormiu bem?
(Omi sorrindo) Mais ou menos. Aqui é muito quente.
(Akemi) Os verões aqui são assim mesmo.
(Ken) Bom dia!
O jogador entrou na cozinha mostrando um bom humor acima do normal. Sentia-se recuperado do desgaste do dia anterior. Os próximos a surgir foram Aya e Yohji. E os Weiss mais velhos também pareciam descansados.
(Akemi) O café está pronto.
Quando iam começar a desfrutar a primeira refeição do dia, a porta que dava acesso a garagem se abriu, e Lady Bogard entrou.
(Lady) Bom... dia...
A voz saiu arrastada e parecendo cansada.
(Akemi) Lady! Ontem você esqueceu de...
(Lady) Ah, de novo esse assunto, não. Já resolvi tudo com o Ku ali.
(Yohji -.-) Esse não é o meu nome.
(Lady suspirando) E eu tenho culpa se seu nome é difícil de guardar?
(Akemi o.o) Não é tão difícil assim... depois que se acostuma...
(Lady sorrindo) Posso chamá-lo de Zé?
(Yohji) Meu nome é Yohji. YOH - JI.
(Lady) Tá, tá. Entendi. Hum... e esses dois aí? Surgiram do nada?
(Akemi) Esses são Ken e Omi. São Weiss também.
(Lady) Ah! Bem que eu achei estranho uma equipe de dois... He, he, he... bom, qualquer coisa eu to lá dentro.
Não fez mais caso dos garotos. Nem mesmo se preocupou em fazer uma apresentação que fosse descente. Também não passou despercebido que a recém chegada e Aya se ignoravam propositadamente.
(Akemi) Não vai tomar café?
(Lady) Depois.
Fez um gesto de indiferença com as mãos. Os assassinos japoneses se entreolharam. Aquela garota era bem estranha. Com a saída de Lady, o ambiente se descontraiu um tanto.
(Akemi) Ela é despreocupada.
(Aya) Hn... demais até.
(Akemi) Isso não nos ajuda muito com as Freaks. Geralmente Evil e eu temos de fazer as missões sozinhas. As coisas se complicam.
(Yohji) Porque a Kritiker não seleciona mais um membro para essa equipe?
(Akemi baixinho) Que equipe?
Os rapazes não entenderam o que ela murmurou, e deixaram passar daquela vez.
(Akemi) Yep. Preciso ir agora! Eu estudava a tarde, mas Evil me fez mudar o horário das aulas, para poder ajudar na Angels. Não posso perder aula hoje.
(Ken) Nós cuidamos da louça.
(Akemi sorrindo) De jeito nenhum! É dia da Lady cuidar de tudo!
(Omi) Mas...
(Yohji) Ok, a gente deixa tudo como está.
Akemi assentiu balançando a cabeça.
Os cinco levantaram-se das cadeiras e saíram na cozinha, indo para a sala. Quando chegaram no local, estacaram, surpresos. Ao mesmo tempo em que eles, como se fosse combinado, a porta da frente se abria, e uma ruiva entrava na casa. Tinha estatura mediana, e pele clara. Os olhos eram de um tom violeta um pouco mais claro que os da líder da Weiss, mas tão estreitos quanto. Possuía cabelos um tanto longos, presos em dois rabos de cavalo altos. Não sorria.
Era Evil Kitsune, líder das Silber Kreuz.
Os olhos ametistas caíram sobre os japoneses, avaliando-os detalhadamente. Os mesmos estavam parados no meio da sala, ao lado de Akemi. Depois as íris violeta voltaram-se para Lady Bogard, esticada folgadamente sobre o sofá de três lugares, impedindo assim que mais alguém sentasse ali.
(Evil) Não foi buscá-los no aeroporto?
A surpresa foi geral. Tanto pelo tom frio de voz, quanto pela líder brasileira saber daquela informação.
(Lady) Como é que você sabe disso?
(Evil) Rox me relatou.
(Lady) Ah, e como o gatinho descobriu?
(Evil) Não é da sua conta. Falhou com a missão outra vez. (6)
(Lady irritada) Puta que pariu! Voltou cedo só pra encher a porra da minha paciência? Eu não devia ter voltado hoje. Nem sei porque fiz isso... ah! Foi pra ver o Ku... digo, o Zé... er, o loirão ali. Quer saber? Fui.
A morena levantou-se de um salto e deu o fora dali, sem que ninguém a impedisse.
Ken e Omi observaram a cena com muita surpresa. Enquanto Aya e Yohji se entreolharam. Tinham o mesmo pensamento: seria um desafio e tanto unir aquela equipe...
Então Evil avançou um passo e jogou a sacola que trazia sobre a poltrona. Encarou Aya fixamente, intuindo corretamente que aquele era o líder dos assassinos japoneses.
(Evil) Não precisamos da ajuda de vocês. Não são bem vindos aqui.
Akemi mordeu os lábios, sem saber como Aya reagiria. O espadachim apenas observou a jovem ruiva, pensando seriamente no que deveria dizer sem chutar o pau da barraca de uma vez. Reuniu as informações que sabia sobre a ruiva: Evil Kitsune, vinte e um anos, ex-agente da polícia federal, graduada com todas as honras, a número um da turma. Exonerada a um ano do cargo, depois de uma traição do cara que era seu parceiro de investigações...
Os líderes se entreolharam duramente, num duelo agressivo, embora sem troca de palavras.
Nunca, desde que os Weiss haviam chegado do Japão, o clima ficara tão carregado e tenso...
Continua...
(1) Sou corintiana yaaaaaaahhhoooo? Viva o melhor time do Brasil! jogando confete para cima
(2) Vou morrer o.o Céus, não acredito que incentivei MESMO o Omi a pecar contra o yaoi... ç.ç irei atrás de Padre Evil, buscar minha punição contra esse ato abominável. Suman... aceitarei todo e qualquer e-mail bomba, assim como as ofensas, juras de morte e ameaças de tortura... i.i
(3) Antes que me esqueça: essa fic utiliza a linguagem universal dos animes. Ou seja, todo mundo se entendem, e não existe a barreira inconveniente dos idiomas diferentes -.-"""""""""""""""""""""""""""""""" ficwriter tosca que num arrumou desculpa melhor pra isso... n.n""""
(4) Num posso manter um Hidaka como sobrenome, naum eh? """"
(5) Minha escravinha coisa fofa! abraça apertado .
(6) Que coisa Heero Yui -.-"
Notas made Evil Kitsune, q fez a gentileza de bertar a fic pra mim:
1- eu tb sou corintiana /
2 - Padre Evil vai te castigar por além ed pecar contra o yaoi, você pecou contra o casal favorito -.- , não esqueça que você fez essa fic Aya x Yohji, Padre Evil ama Aya x Omi e Schul x Nagi, e gosta de Yohji x Ken
3 - essa passa, se bem que na dos mexicanos você fez o Omi aprender a língua ahahaha , tadinho do chibi
4 - Ia ser engraçado, Akemi Hidaka e Ken Hidaka, seriam um casal? Ela ia adorar isso hehehhehee
5 - Jura para mim que você tem um abajur de Hello Kitty .. ?
6 - Huahuahaua adorei isso ai / /o/