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Srta. Almofadinhas e Srta. Pontas
Author of 10 Stories
Rated: K - Portuguese - Romance - Sirius B. & Hermione G. - Reviews: 14 - Updated: 05-04-11 - Published: 05-20-06 - id:2948565

O tempo passava lento, como um rigoroso inverno que obrigava todas as criaturas vivas à hibernarem. Meses já haviam se passado e o casal apaixonado não tinha notícias um do outro. Em tempos de guerra, parecia adequado ao amor apenas dar um passo atrás e dar lugar na primeira fila à coisas mais importantes. Mas ele ainda estava ali,presente no espetáculo da vida.

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Quando o sol fraco da manhã veio acordá-la,resistiu a abrir os sentir a presença dele com o olfato,o tato e até mesmo algum outro sentido desconhecido. Sabia que era em vão, mas esse já havia se tornado um hábito diário. Como que um ritual de sobrevivência. Como que uma tentativa de manter a sanidade.

O barulho dos passos das outras meninas, descendo em direção ao salão comunal, à impediu de continuar fantasiando. Um novo dia havia chegado afinal, não adiantava negar. E sim, era mais um dia sem ele.

Levantou-se e se demorou no banho, como se a água pudesse lavar todos aqueles sentimentos tristes que se haviam gravado em seu corpo. Impossível, ela sabia.

Os últimos meses haviam sido para Hermione um misto de angústia, raiva e impaciência. O passar dos dias em conta-gotas estava sendo brutal. Imaginar-se ao lado de Sirius já não lhe dava mais alento. Era só o que mantinha suas pernas caminhando, seu cérebro funcionando.

Olhou-se no espelho. Parecia cansada, pálida. Felizmente não há sofrimento que apague completamente o esplendor de uma pele jovem.

Dirigiu-se ao seu malão, procurando o uniforme de sua casa. Pegou um conjunto azul de algodão de calcinha e soutien, mas largou-o. Avistou algo mais bonito bem próximo. Um conjunto de lingerie na cor champagne, feito de cetim. Delicado e elegante. E sensual. Apesar de não haver nenhum motivo racional para tal,Hermione resolveu vesti-lo.Pôs também um par de brincos em forma de margaridas e um broche de F.A.L.E. (afinal, apesar de tudo ela não havia deixado de ser Hermione Granger).

Arrastou seus pés escada acima em direção à torre de astronomia quando uma voz familiar se fez ouvir.

- Granger.

- Professor Snape.

- Venha comigo.

- Para onde?

- Se você fosse uma boa agente saberia que primeiro se obedece depois se fazem as perguntas.

- Acontece que eu não sou uma boa agente. – Diz Hermione, se arrependendo logo depois pela insolência.

- Disso eu sempre soube, mas por hora você é o que temos. Agora cale-se e siga-me.É melhor para você não saber pra onde vamos e o que faremos,caso algo dê errado.

Hermione obedeceu. Num misto de resignação e curiosidade. Será que reencontraria Sirius? Só de pensar seu coração acelerava e sentia dificultada de respirar.

Snape fez seguir-se até a sala de Umbridge. A Velha bruxa não estava lá,mas as dezenas de pratos decorativos com milhares de gatos olhando-a já era o suficiente para fazer Hermione sentir enjôos.

Do aposento ela pôde ouvir barulho vindo do pátio. Pelo que pôde ouvir Fred e Jorge tinham aprontado mais alguma e Umbridge perdia a pose gritando com eles e tentando controlar a multidão de alunos que ria e zombava dela.

Severus olhou a cena deplorável pela janela e revirou os olhos. Seus tempos de comensal da morte tinham mais dignidade.

O chapéu seletor não tinha cogitado enviar Hermione Granger à Corvinal a troco de nada. A morena logo percebeu que aquilo havia sido armado. Contudo, não conseguia pensar em que estratégias o professor de poções poderia ter usado para convencer os gêmeos a cooperarem com ele.

Mas não havia tempo para se dedicar a esses passatempos mentais. Era hora de agir. Fazendo o quê,já não era mais relevante.

Snape jogou um pouco de pó de flu na lareira e agarrou o braço de Hermione com sua mão magra e fria.

Segundos depois eles se encontravam no Largo Grimmauld,casa 12.

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Ao se dar conta de onde estava Hermione ficou tão chocada que esqueceu de tirar as cinzas das vestes.

Depois de meses de dor e de saudade,ali estava,em frente a ela,como um milagre,o homem que ela amava.

Sirius a olhava com um brilho nos olhos que ela jamais havia tanto a dizer um ao outro que não sabiam por onde começ que pudessem decidir,Severus tratou de por fim ao momento romântico.

- A cena é realmente tocante mas eu não tive esse trabalho todo para ser cupido.

Tonks limpou a garganta antes de completar a fala de Snape. Por que a tarefa de dar esses recados desagradáveis sempre sobrava pra ela?

- Hermione, precisamos de ajuda. – Disse a bruxa,agora loira.

- Sim, é claro. Em que eu posso ser útil ?– Perguntou Hermione,ainda imersa em uma espécie de transe.

Tonks tomou fôlego. Sirius olhava para Hermione como uma criança se atirar em seus braços e dali não mais não teve coragem de interromper. Até o inconseqüente animago se dava conta da gravidade da situação.

- Suspeitamos que Voldemort vai invadir o ministério da magia. – Disse Tonks,cuspindo as desagradáveis palavras.

- O quê? Ele enlouqueceu? O que ele poderia querer lá? – Perguntou a morena,chocada.

- Existe no ministério da magia – Prosseguiu Tonks,com dificuldade – Uma seção destinada à profecias.

Ao ouvir isso Hermione não pode conter um risinho de escárnio.

- E há nessa seção uma profecia sobre Voldemort e Harry – Disse Tonks,alheia ao deboche de Hermione.

- Por que não chamaram Trelawney?

- Ela é um alvo muito fácil. Precisávamos de alguém menos óbvio.

- E o que eu preciso fazer? – Perguntou Hermione pressentindo a tarefa inglória.

- Parece que há uma cópia dessa profecia inscrita em runas,e felizmente nós a conseguimos.

Snape torceu os lábios com desgosto. "Nós" era muita havia se arriscado para e mais ninguém.

Tonks segurou firme os pulsos de Sirius para impedi-lo de avançar no antigo inimigo.

- Precisamos que você a traduza. – Finalizou Tonks.

Hermione estendeu a mão para pegar o saco com as pedrinhas mágicas,em sinal de aceitação da missão.

Ela perdeu seus olhos demoradamente no saquinho roxo em suas mãos como se quisesse ver por através dele,mas na verdade sua mente estava longe de tudo aquilo.

- Eu começarei agora – Disse a jovem bruxa.

Sem olhar para o moreno que mendigava sua atenção,ela pediu licença e subiu para seu quarto.

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Black estava tão chocado com a indiferença de Hermione que mesmo os gritos preconceituosos de sua mão não foram ouvidos.

Ele correu escada acima em disparada,num misto de raiva e preocupaçãém ousou detê-lo.

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Ele abriu a porta sem bater. Ela sabia que ele iria segui-la.

- Por Merlin, mas que diabos deu em voc... – Ele começou, alterado, mas foi silenciado pelos dedos delicados dela em seus lábios.

- Por favor, não. - Disse ela,atirando para longe o saco com as runas que tinha em sua outra mão. – Agora eu não quero pensar. Não quero falar. Eu só quero ser amada. – E dito isto, beijou-o com ternura e profundidade.

Com a mão que antes selava os lábios de seu amado, Hermione fechou a porta do pequeno cômodo.

Foi então que,com grande alegria,ela sentiu os dedos de Sirius irem em direção aos botões de sua ça por peça de roupa caiu,até que Hermione se mostrava só em sua pele alva e nas finas peças de cetim champagne que cobriam seu sexo e seus seios.

- Você está linda. – Disse Sirius maravilhado.

Hermione sorriu e fechou os olhos, como que num sinal de avanço para Sirius.

Quando o grande corpo do homem se posicionou sobre o dela e ela pôde sentir o roçar da pele macia dele nos seus lábios, uma lágrima quente se libertou dos olhos dela. Pela primeira vez em Deus sabia quanto tempo, era uma lágrima de felicidade.

As runas jaziam espalhadas hereticamente pelo chão. Nunca a inconseqüência e a irresponsabilidade haviam dado prazer à Hermione. A exceção desta vez.

Ela era uma grifinória, afinal.

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- Foi divino. – Disse o moreno,com voz cansada.

Hermione se aninhou no peito do amado e sorriu.

- Senti tanto a sua que fosse morrer. – Disse ele

- Eu achei que eu já estivesse morta. – Respondeu ela.

- Tive medo que me esquecesse. – Disse o bruxo.

Hermione -lhe a bochecha.

- Em que mundo isso seria possível? – Perguntou ela,brincalhona.

- Quando estamos sozinhos pensamos bobagens. – Justificou ele,abraçando-a forte.

- Eu sei. – Disse ela, deixando-se cair de novo no peitoral dele,ouvindo seu coração bater.

- Você está mais linda do que nunca – Disse ele.

- Você só está sendo gentil – Disse ela, corando.

Ele esticou a mão para pegar sua varinha na mesinha de cabeceira. Sem dizer nada fez aparecer no teto um lindo céu estrelado.

O queixo de Hermione caiu. Em questão de segundos, todo seu rosto tinha recobrado vida.

Ela se perguntava por que ele jamais havia feito isso.

Como se pudesse ler os pensamentos da moça à sua frente, ele lhe segura a face e diz:

- Me faltava à inspiração.

- Vou lhe contar um segredo – Diz ela.

Ele a olha curioso e amedrontado, esperando uma má notícia.

Ela lhe acaricia os cabelos e diz:

- Você é a mais bela estrela deste céu.

O moreno fecha os olhos em pode ver seu rosto ganhar um tom deita-se sobre seus cabelos e o perfume destes os faz adormecer de vez sentindo as batidas dos corações um do outro,que palpitavam em uníssono.

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No dia seguinte Sirius desperta com Hermione analisando um livro de runas ao seu vestia apenas o incrível conjunto de lingerie champagne.O grifinório fechou seus olhos,e pôde senti-la com o olfato,o tato e todos os outros sentidos imagináveis. E pela primeira vez em meses ele soube que estava tudo bem.

Continua...

N/A: Oi! Acharam que eu nunca mais voltaria Né? Pois é,por um tempo eu também achei,então não as inspiração,faltou tempo,faltou os comentários novos que surgiram me deram ânimo pra finalmente tudo,consertei os erros,inseri partes que o fanfiction comeu e dei uma melhorado no estilo.O recheio dos capítulos anteriores não mudou.Não achei justo mudar nada,com respeito à minha obra e a vocês que que gostem desse novo vou terminar essa fic,não sei quando mas vou.Só posso prometer que não vai levar mais 5 anos #shameonme. Deixem reviews que assim vocês me dão estímulo pra continuar.

Obs: qual outra fic inacabada vocês querem que eu atualize primeiro? Fica a critério de você!

Srta Almofadinhas.

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