|
Author of 39 Stories |
Capítulo III
Quando eu saí do quarto, Clark estava saindo do quarto dele. Achei estranho o fato de ele estar com uns óculos escuros, afinal era noite.
"Michael, porque você está de óculos escuros?"
"Ahm... oi, Ginevra... bem, é que caiu xampu no meu olho e ficou muito vermelho, achei melhor colocar os óculos."
"Que besteira. Anda, deixa-me dar um jeito nisso..." - falei me aproximando com a varinha na mão.
"Não, acho melhor não." - ele falou com a mão no rosto.
"Ok. Vamos descer então."
Ele me seguiu e na sala já estavam todos os Weasleys mais os Potters.
Michael agradou a todos e, em poucos minutos, meus irmãos já estavam amigos dele.
No jantar todos pareciam bem felizes, menos minha mãe que parecia bastante distante, de vez em quando, olhava para Michael e balançava a cabeça negativamente.
Depois que todos foram para a sala, fiquei com minha mãe na cozinha e, sem rodeios, falei:
"Mãe, o que há de errado com o Michael?"
"Como assim, filha?"
"Por que você fica olhando para ele de maneira estranha?"
"Nada, querida... você está enganada. Mas, me diga uma coisa, ele te faz feliz?"
Aquela pergunta me surpreendeu muito.
Porque, tipo... COMO ASSIM, MAMÃE? ELE NÃO ERA MEU NAMORADO!
"Nós somos só amigos."
Ela me olhou como se não acreditasse e disse:
"Tudo bem, filha. Agora vá para a sala, leve a bandeja com os biscoitos, eu levo a bandeja com o café."
Obedeci sem falar mais nada.
Mas o que será que minha mãe estava vendo de errado?
Eu não podia ser amiga do Michael? Que mal existia nisso?
Quando todos foram se deitar, eu e Michael decidimos ir para o jardim.
"Viu, Ginevra? Nem foi tão difícil."
"É..."
"O que houve? Está triste?"
"Nada, Michael..." - disse me levantando - "Vou dormir, amanhã temos que acordar cedo."
"Espere, Ginevra." - ele disse segurando minha mão – "Eu ainda não te dei o meu presente de natal."
Ele tirou uma caixinha do bolso e me entregou.
Abri a caixinha e vi um cordão de ouro lindo com um pingente (também de ouro) em forma da letra G.
E eu devo dizer que me assustei quando vi aquilo, porque dava para ver que era bem caro.
"Eu não posso aceitar, Michael."
"Claro que pode." - ele disse pegando o cordão e ficando atrás de mim.
"O que você está fazendo?" - falei quando senti a respiração quente (dele) no meu pescoço.
Quando olhei para o meu pescoço vi o cordão...
"Ficou lindo, Ginevra." – ele disse bem perto do meu ouvido – "Linda." - completou com um sussurro.
Confesso que me arrepiei toda quando ouvi a voz dele tão perto do meu ouvido. Em seguida, senti que me virava para ele e o olhava. Lentamente nossos rostos se aproximaram e em pouco tempo unimos nossos lábios em um beijo profundo.
Desse dia em diante sempre estávamos assim, juntos. O namoro não era oficial, mas me sentia tão feliz, completa e realizada que não me importava com detalhes tão pequenos.
Pena não saber que minha felicidade ia acabar tão rapidamente.
Era uma manhã de domingo, estávamos deitados na grama do pátio da escola, eu estava pensando em como minha vida era ótima, quando ouvi o grito de uma garota que estava na minha frente:
"MALFOY!"
Assustei-me. Onde será que ela tinha visto o Malfoy?
Sentada, olhei para os lados, mas não vi ninguém.
"Malfoy! Me dá seu autógrafo?" - a garota falava para Clark, que estava ao meu lado.
"Garota, o nome dele não é Malfoy. É Michael Clark."
"Claro que não, moça. Veja." - ela disse me mostrando uma revista onde estavam Lúcio, Narcia e... CLARK! A notícia dizia que Draco, o playboy mais disputado pelas mulheres, agora mudara o visual e estava na escola de curandeiros, meio que disfarçado.
Olhei para Michael e o vi com o rosto escondido entre as mãos.
Sim...
Agora sim, eu lembrava de onde o conhecia...
Levantei da grama, entreguei a revista à menina e saí.
Eu não conseguia acreditar.
Michael Clark era Draco Malfoy.
Não conseguia crer que eu tinha beijado aqueles lábios de cobra peçonhenta e o pior de tudo... eu tinha gostado...
Fui para o meu quarto, mas antes de entrar senti o braço dele me puxando.
"Nós temos que conversar."
"Não, não temos, DRACO MALFOY."
"Eu ia te contar."
"Quando? Porque você sabe, muito bem, que quando me dissesse eu não ia ficar com você."
"E isso por que? Só pelo meu nome? Já faz tanto tempo, Weasley... nós éramos duas crianças bobas..."
"Não é por isso. Sua família é má... você é mau... e o principal... você mentiu para mim!"
"Mas eu ia te contar!"
"Quando, Malfoy? No dia de São Nunca à tarde?"
"Ginevra... eu..."
"Não, Malfoy... não quero saber de nada... saia do meu quarto, ou vou gritar..." - eu disse me virando.
Quando bati a porta deixei que as lágrimas corressem pelo meu rosto.
A verdade é que estava mais do que cansada, me sentia traída, decepcionada.
E se você quer saber se ainda sinto isso, depois de seis meses...
Sim... sinto um buraco no meu coração.
Agora falta bem pouco para a minha formatura, mas ainda me arrependo muito de ter vivido tudo isso... de estar sofrendo tudo isso...
Draco, depois do acontecido, saiu da Escola. As notícias que eu tinha dele eram através dos jornais e revistas.
Todos falavam de como ele estava cabisbaixo, alguns apontavam como motivo a descoberta do seu disfarce, outros apostavam na hipótese de um amor não correspondido. E eu apostava numa terceira hipótese, que era: ele estava querendo se fazer de coitado.
As pessoas comentavam que fazia tempo que ele não era visto com uma mulher.
Não me interessava... quem sabe ele tinha virado gay.
Ou pelo menos eu tentava me convencer de que não era do meu interesse. Porque, por mais que o tempo passe, eu não consigo apagar da minha mente os momentos que vivemos, ao contrário, às vezes tinha a sensação de que esses momentos eram bem vivos na minha mente.
Então, mesmo aqui, nessa praia deserta eu vejo Draco vindo na minha direção. E o pior é que ele parece mais bonito do que da última vez em que nos vimos.
Espera...
Vou olhar de novo, só mais uma vez, para ter a plena certeza que isso é uma alucinação.
Ah, meu Merlimzinho... não é alucinação... ele está aqui...
D/G
Certo.
Agora estou um pouco mais calma e considero que tenho condições de dizer tudo o que aconteceu.
Ok.
Lá vai:
Depois que eu parei de escrever, para minha surpresa, ele ainda estava lá: parado em frente a mim.
"Oi, Ginevra, posso falar com você?"
"Ok..." - eu consegui dizer depois de algum tempo.
"Como vai?" - ele me perguntou.
"Ótima" - respondi com um pouco de ironia e completei – "E você?"
"Péssimo, Ginevra. E então, você está perto de se formar não é?"
"Sim... daqui a dois meses..." - realmente não conseguia falar mais do que cinco palavras.
"Muito bem..." - ele disse me olhando.
Se antes me sentia incomodada por não vê-lo, agora me sentia estranha por ter aqueles olhos tão perto de mim, me observando.
"O que foi?" - perguntei desviando o olhar, embora ainda conseguisse sentir o olhar fixo dele em mim.
"Saudade, Ginny..." - ele disse, com a voz baixa quase num sussurro.
"Draco, olha..."
"Não." - ele disse colocando o dedo indicador na minha boca – "Esperei vários meses para ter coragem de vir aqui e dizer tudo o que eu não disse naquele dia..."
"Draco, não tem mais o que falar..."
"Ginny, eu menti e sei que isso foi um erro muito grave, mas entenda que eu não menti só para você. Inventei o nome Michael Clark como uma forma de fugir da popularidade do meu nome real. Eu queria estudar um pouco, sem ter fotógrafos e repórteres por todos os lados. Quando te encontrei, tive vontade de desistir de tudo, porque você era a ameaça de que eu fosse descoberto. Mas todos os dias eu conseguia que nem você e nem ninguém soubesse quem eu era... e com o tempo, o meu medo de ser descoberto era maior, não por eles, mas por você, pois eu sabia que se você soubesse que eu era Draco Malfoy, ia me deixar."
"Draco..."
"Eu não quero que você me dê outra chance. Só quero que você entenda que não te traí... nunca faria isso com você..." - ele disse enquanto acariciava meu rosto.
"Draco..." - falei baixinho, porque tinha medo que ele ouvisse e tirasse a mão do meu rosto.
Senti o rosto dele se aproximar do meu ouvido e dizer:
"Eu te amo..."
Senti um frio percorrer meu corpo...
Olhei para ele e, sem agüentar mais, deixei que ele me beijasse...
Quando o beijo terminou, ele disse:
"Ginny, você quer me namorar?"
"Claro, mas de agora em diante, só quero verdades."
"Ok. Então, vamos à primeira: meus pais me odeiam porque eu disse que preferia ficar com você do que ser herdeiro deles. Então, meu pai me mandou sair de casa e a verdade é que agora estou pobre."
"Sem problema."
"Tem algum espaço no seu quarto para mim?"
"Claro que não, Draco! Vou falar com meus pais e ver se eles te aceitam lá em casa."
Depois disso, falei com minha mãe e ela não ficou muito feliz em saber que Draco e eu estávamos namorando, mesmo assim aceitou que ele ficasse lá em casa (depois que eu deixei claro que a segunda opção dele era dormir aqui no meu quarto, mas é claro que ela não sabia que nunca isso ia acontecer, porque era proibido).
E eu acho que nem preciso dizer o quanto estou feliz...
Quando eu disse que ele mudou minha vida, foi de um jeito bom... não me arrependo de ter vindo para cá... nunca...
E agora, claramente, percebo o que faltava...
Porque todos os espaços agora estão preenchidos... desde que ganhei um Malfoy em minha vida...
FIM
Nota da Autora: Gente, terminou e eu sei que está uma merreca... mas essa fic foi um erro na minha vida...
Não atualizei antes porque meu pc deu pane e tive que comprar outro, maior confusão...
Então, pessoas que gostam das idiotices que eu escrevo, milhões de desculpas, mas fiquei afastada durante quase 7 meses por motivos de força maior... agora voltei e vou atualizar as outras fics (para quem acompanha).
Agradecimentos:
Paola Lee
Bih Malfoy
Musa-Sama
Pequena Malfoy
Kaliope S. Black
Fefa Black
Miaka
ChunLi Weasley Malfoy
Nathoca Malfoy
Lou Malfoy
Mila Potter Evans
Daph Black Potter
MUITO MUITO MUITO OBRIGADA PELAS REVIEWS, PELO APOIO, PELAS PALAVRAS DE CARINHO E FORÇA….
Beijos e até a próxima,
Manu Black