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Título – Fairy Tale
Resumo: Em um mundo tomado de magia e mistérios, com guerreiros fortes, em uma terra perdida, uma lenda permaneceu. Quem vai salvar a princesa? Heero & Relena
Disclaimer: Gundam Wing não me pertence (sim, sim, é a dura realidade T.T). Quem tem todos os seus direitos é a Sunrise e blá, blá, blá...
Ah sim, não ganho nadinha com isso, só o mero prazer de escrever!
Música do Capítulo – My Fate (Anna Tsuchiya)
ATENÇÃO: As personagens Cléo e Kelly são uma criação minha, se vocês quiserem usar, me peçam e me dêem os devidos créditos!
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Capítulo006 – Descoberta da Princesa
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"There's a story inside of me
Many sadness inside my mind
I'm always thinking how should I live without all pains
I am shivaring like a child in this deep darkness
Can you see, Can you feel my feeling
But I want to know my fate
Before my every hope fades away..."
A discreta vila a qual chegavam, escondida nas profundezas da floresta, encoberta pela protuberância verde ao seu redor, ao que parecia, sofria de um incontestável ataque de crueldade, estando submetida ao horror.
O grupo permanece congelado por mais alguns instantes no lugar, a boca seca pela surpresa.
Logo na entrada, assim, como se não importasse, fétidos, na estrada, dois corpos estavam pendurados em um pedaço de madeira, algo que lembrava uma forca. Os cadáveres em um estado avançado de decomposição tinham alguns corvos em volta, e já não possuíam olhos graças aos mesmos, que, agora que já haviam devorado o prato principal, lutavam pela sobremesa, bicando a pele cinza e rígida, grudada aos ossos e aos músculos com força. De aparência quase nem mais humana, a carne exposta e pestilencial estava exposta a todos que ali passassem, deixando a cena ainda mais aterrorizante e incrivelmente atroz.
Os corpos pareciam ter sido torturados antes de mortos, e estavam sujos e ensangüentados, os pedaços de panos rasgados pelos corpos, um dia, haveriam de ter sido tecido, mas agora não passavam de trapos cobrindo carne. O todo dava ânsia, horror. Eles deveriam estar ali há alguns dias, servindo de exemplo para quem viesse ou quem tentasse sair.
A expressão de horror em suas faces era insuportável de se observar, causando em todos um sentimento estranho, possessivo e torturante.
Cléo permaneceu todo o percurso da entrada com o rosto enterrado no peito de Duo, incapaz de sequer levantar os olhos, um sentimento estranho de morbidez parecendo brigar para domina-la, ela lutando para não perder.O que faz o guerreiro afastar-se rápido, vendo a briga interna da moça que conhecia tão bem. Relena limitou-se a abaixar os olhos, tentando tampar o nariz, o estômago se revirando dentro de si. Os únicos que pareciam encarar diretamente os finados eram Heero e Kelly, como que fascinados, incapazes de desviar sua visão.
A funesta cena a sua frente tendo algo que os prendia, cativava.
A elfa olhava para as órbitas vazias, incapaz de se mover, imaginando pelo que aquelas pessoas teriam passado antes de morrer. A pele enrugada parecia queimada, o que a deixava ainda mais horrorizada. E aqueles olhos! Não conseguiria desviar sua atenção, não conseguia, sentia-se estremecer e morde o lábio.
Wufei finalmente a puxa pelos ombros, decisivo, soltando um pequeno grunhido inconformado, afastando-a do local. A moça vai sem resistência, perturbada, incapaz de reagir.
O único que permanecia a olha-los de maneira misteriosa era Heero. Algo brilhava em seu olhar, não era nojo, nem horror, nem pena. Era reconhecimento. Era um olhar duro e penetrante, algo tão intrínseco de si que parecia ser difícil de ser explicado.
Estala os lábios, só voltando a andar ao perceber que todos se distanciavam rapidamente, fugindo do que seus olhos e suas almas preferiam ignorar, incapazes de lidar com a obscura realidade.
Respira fundo. Como gostaria de poder ser como eles...
Aos poucos, mas o mais rápido que puderam, se distanciaram dos pútridos cadáveres pendurados. A necessidade individual falando mais rápido que o respeito pela morte. A dor de cada um muito maior do que a perturbação de vê-los tão expostos, a mortalidade tão efêmera e evidente. Ninguém é imortal.
Já podiam ver o topo das pequenas casas do vilarejo, a proximidade cada vez maior, quando vêem alguém se aproximando com velocidade, uma figura pequena.
Era uma criança, e corria com desespero, a roupa de trapos indicava sua condição social. A pequena os alcança em menos de um minuto, se chocando contra Heero, sem vê-lo, olhando para trás. Esse não sabe o que fazer, apenas encarando-a, esperando uma explicação. A criança os olha de volta, os olhos arregalados, o medo estampado no rosto tão pequeno, quebrando a inocência que parecia nunca haver existido.
A menina tenta fugir, mas Heero a segura com força pelo braço, ela não tem forças para resistir, não parecendo nem ao menos conseguir respirar, mas, com uma grande pausa, ofegante, fala com dificuldade.
-Por favor... – A voz falha – Me ajudem a sair daqui... – A figura desmaia e o grupo se entreolha, incertos sobre o que fazer. Nem ao menos tiveram tempo para entender o que ocorria.
Ouvem então o barulho de cascos. Cavalos se aproximando, rapidamente. Sem precisar de combinação, ao perceberem que estavam vindo na direção deles, apressam-se em se esconder, entrando na margem da floresta que acompanhava ambos os lados da estrada de terra vermelha que levava ao vilarejo.
-O que diabos está acontecendo por aqui? – Pergunta Duo em um tom baixo, mas os outros, tensos, nem se deram ao trabalho de responder.
Os cavalos passam por eles em alta velocidade, rápidos, um, dois, três, quatro, cinco deles. Cavaleiros de armaduras negras e brilhantes montados, lanças em punho.
Embrenhando-se mais fundo na floresta, até um ponto que parecia razoavelmente seguro, o grupo monta seu acampamento. Sentados juntos, permanecem em silêncio, por demais debruçados em seus próprios pensamentos para conseguirem manter um diálogo.
Cada um concentrado em si mesmo, incapaz de transmitir suas idéias em voz alta, agonizando solitariamente e em companhia, atormentados.
O resto do dia passa rápido, imperceptível, rasteiro. E depois de um belo crepúsculo, um que nada combinava com nenhum dos viajantes que ali estava, o mesmo se encerra, indiferente, quase esnobe aos horrores da humanidade, dando espaço para uma grande escuridão sem igual, que engoliu tudo o que estava em seu caminho, em uma noite negra e sem estrelas.
Assim sendo, a única e pequena iluminação era feita pela lua, que tentava, inutilmente refletir a potência de toda a luminosidade do poderoso sol.
Os viajantes permaneceram no escuro, cautelosos, adentrados mata adentro na densa floresta para que não fossem encontrados, mas continuaram na espreita, pois aparentemente, teriam de ter muito cuidado por ali.
A criança acorda, agitada, remexendo-se na cama improvisada, feita no chão, para que ela descansasse. Pula no lugar, sentando-se, os encarando, apavorada.
-Quem são vocês e o que vieram fazer aqui? – Sua voz era insegura, e sua pose era defensiva. Ninguém sabia ao certo o que responder, e como sempre, apenas se entreolhavam. Assim, a elfa se prontifica.
-Acalme-se pequenina, estamos aqui para ajudar... – Responde Kelly, aproximando-se, tentando chegar a garota, que se encolhe ainda mais, agora já sentada no lugar. – Não vamos lhe fazer mal... Qual o seu nome meu bem?
-Lucy... – A menina responde, encarando o colo, perdida.
-Aqui está, aceita um pouco de comida? – Oferece Cléo a pequena, e essa aceita, sem hesitação, devorando tudo na mesma hora – O que aconteceu com você e com esse vilarejo? – A criança hesita novamente, antes de começar a falar.
-Nós estávamos bem, éramos um vilarejo pequeno, e eu sei que éramos pobres... Mas éramos felizes... – Lágrimas pesadas começam a escorrer de seus olhos, enquanto narrava – Mas há cerca de cinco anos, eles chegaram aqui, começaram a mandar em tudo e a castigar todos que desobedeciam a suas ordens ou os que tentavam fugir, se não fosse por vocês, também teria sido morta...
Todos rapidamente relacionam isso a nefasta cena que haviam visto a algumas horas, pouco antes da entrada do pequeno lugar.
-E quem são eles, meu bem? – Volta a perguntar a morena, ainda com medo de assustá-lo devido a sua perceptível fragilidade.
-A Ordem dos Cavaleiros Negros é claro! Por onde vocês estiveram todos esses anos em que eles dominaram quase todos os vilarejos em que se pode ver? – A voz dela agora era um pouco esganiçada, com um toque de horror.
O grupo permaneceu um tempo em silêncio. É claro que todos, ou quase já haviam ouvido dos Cavaleiros Negros, mas anteriormente era raro encontrar alguém que já houvesse visto algum deles pessoalmente, ou mesmo, sequer encontrado com alguém de sua ordem, ou também visto algum sinal ou menção da destruição causada por eles.
Havia inclusive histórias de que eles controlavam todos os territórios do reino, com espiões e um grande rei o qual nunca ninguém comum havia visto.
Mas isso eram apenas histórias, nunca haviam levado-as a sério, embora a situação parecesse prestes a uma mudança.
Nisso, a princesa, que havia estado quieta até o momento, se pronuncia.
-O que são esses Cavaleiros Negros? – Todos a olham surpresos, esquecendo-se de onde ela viera, para então se lembrarem antes de começar uma sucinta explicação sobre eles.
-Dizem que eles são milenares, e que duraram tanto tempo devido a sua organização e o fato de viverem sempre nas trevas, apenas acompanhando cada desenrolar da história.
-Mas então o que fazem aqui? – Ninguém parecia saber responder sua pergunta, ficando em silêncio.
-Talvez fosse melhor retrocedermos, irmos embora daqui, sem nos envolver, para não entrar em alguma encrenca – Pondera Wufei, recebendo um aceno de resposta tanto de Heero, quanto de Duo, que pareciam compartilhar de sua opinião.
-Não, por favor! – Voltam a encarar a criança – Meus pais ainda estão no vilarejo, e serão castigados por me ajudarem a fugir! Vocês precisam me ajudar a salvá-los! Vocês são fortes não são? São guerreiros não é? Por favor, me ajudem! – A voz da criança tinha um desespero tão profundo que chegava a ser agonizante.
Ela então começa a chorar, desesperançado, de um jeito que tocaria até o mais insensível ser humano. Relena não suporta ver a situação, aproximando-se da indefesa com cuidado, sentando-se a seu lado, e afagando seus cabelos com carinho.
-É claro que ajudaremos... – Ela sorri para a menina docemente quando essa levanta o rosto para encará-la – Não queremos que nada de ruim aconteça com você ou com seus pais...
O grupo volta a se entreolhar, indeciso. Está certo de o que estava sendo feito no local era horrível, praticamente desumano, mas valeria a pena se envolver, entrar em um risco tão alto para fazer algo que não os traria nada?
Cléo foi a primeira a concordar.
-Claro que nós ajudaremos, jamais deixaremos nada acontecer com você... – Também lhe sorri, mostrando seus dentes brancos em uma face momentaneamente meiga, apagando o continuo brilho de sua força de vontade, apenas por um instante.
Kelly e Wufei suspiram ao mesmo tempo, entreolhando-se, dizendo em seguida que também ajudariam. Duo é claro não hesitou em seguir os passos de sua tão querida e determinada ruivinha.
Heero foi o que permaneceu relutante durante mais tempo, não dizendo nada, apenas mergulhando em seus próprios pensamentos.
Todos se preparam para dormir rápido, já sabendo que teriam de acordar cedo, o primeiro turno de vigilância seria feito pelo contrariado, que não reclama por isso.
Já era tarde da noite quando Relena acordou com um barulho emitido por uma coruja, e virando-se ainda sonolenta, pronta para continuar a dormir, tem seus olhos se fixando no espadachim, que estava sentado com suas costas de encontro a uma pedra, com olhos meditativos.
-Não consegue dormir? – Diz, sentando-se ao lado deste. Ele apenas levanta os olhos brevemente, antes de voltar a olhar para frente e continuar em silêncio – Seu turno já acabou não? Não seria a vez de Wufei?
-Não se preocupe, não estou cansado... – A voz era desprovida de qualquer emoção, seca, fazendo Relena se encolher um pouco, como se as palavras lhe atingissem.
-Então... Gostaria de um pouco de... Companhia? – O moreno não respondeu imediatamente, apenas suspirando, fazendo a garota assumir que seria um aceno positivo.
-Você sabia que meus pais e irmãos foram todos mortos? – Começa ele, sem aparente motivo, de repente.
-Não... Eu não sabia... – Responde simplesmente, sem saber ao certo o que falar, sentindo-se sem graça por tamanha confidência ter-lhe sido revelada.
-Por Cavaleiros Negros... – O silêncio era tenso e desconfortável.
-Eu sinto muito... – Responde Relena, sem saber o que fazer, ele não parecendo esperar nada, dizendo por dizer. Com cuidado, a moça afaga o braço de Heero, tentando passar-lhe conforto.
Ele não corresponde, mas não e empurra.
-Um dia simplesmente invadiram e destruíram nossa vila...São bárbaros que fazem o que bem entendem, sumindo da terra logo depois de conseguirem o que procuravam... Alguns dizem que eles possuem magia dos tempos Áureos... Acho possível, só assim conseguiriam se esconder do jeito que fazem...
No tempo que se passa a seguir, nem mesmo o som do vento podia ser ouvido, e as duas únicas pessoas acordadas, permaneciam envoltas em seus próprios pensamentos.
-Talvez fosse melhor dormir princesa, temos um longo dia amanhã – Heero comenta, suavemente, rouco, fazendo Relena encarar-lhe durante algum tempo.
-Creio que poderia dizer o mesmo... – Diz encostando-se ao ombro do cavaleiro, e soltando um longo suspiro logo em seguida. – Boa noite...
O cavaleiro não saberia dizer quanto tempo ficou ali, apenas olhando o rosto de Relena adormecida, respirando fraco em seu sono, se mexendo suavemente, como encantado por isso. Depois de muito tempo, seu corpo começou a doer devido à posição e ao cansaço, mas agora já devia se aproximar do amanhecer, então apenas permaneceu como estava, esperando.
A manhã veio fria, enevoada e estranha, como se uma densa nuvem tivesse descido dos céus, querendo bloquear a visão de todos, abandonando-os na ignorância.
Relena é a primeira a acordar, ainda apoiada contra Heero, sentindo seu calor, confortável e protetor. Abre os olhos com preguiça, remexendo-se.
Ela o encara por um instante, vendo que ele não dormira.
-O que vocês acham que estão fazendo? – Viram-se, surpresos. Um soldado, as roupas negras e levemente brilhantes, uma estrela em seu peito direito indicando a qual ordem pertencia. Segurava, firmemente em sua mão, pendurada pelo braço, Lucy, que estava com os olhos fechados de dor.
Heero põe-se em posição de batalha.
-Um movimento e ela morre – Responde um segundo soldado, aparecendo ao lado do primeiro, a roupa pesada, igual, apontando o gume da espada para o pescoço da menina.
Novamente, pegos com a guarda baixa, os prisioneiros são conduzidos sem cuidado para a vila, seguindo por essa para o castelo em seu centro, majestoso, de pedra escura, imponente.
Enquanto passavam pelos corredores, passaram em frente a uma sala comprida, a porta entreaberta. Um homem sentado em um trono encara enquanto eles passam, os olhos frios, certamente o soberano daquele local.
No topo da escada, com um pouco de dificuldade pela resistência, separam Lucy do resto do grupo, levando-a em uma direção oposta.
O majestoso que os assistira passar agora parecia agradado, sozinho em sua cadeira.
-Finalmente te achamos, preciosa Relena – O homem de cabelos negros diz, um sorriso conspurcado manchando-lhe o rosto.
O calabouço era um lugar escuro, sem janelas, que cheirava a esterco e morte, onde as pessoas eram jogadas para serem esquecidas.
Cada cela era grande, feita como uma gruta cravada na pedra, funda, com grades de metal. O lugar imundo era sinistro e as manchas de sangue ainda podiam ser vistas nas paredes, assim como alguns cadáveres ou caveiras, em suas antigas celas, agora, lares eternos.
-Por que acha que ainda não nos mataram? – Duo indaga, sentado no chão de pedra, escuro e sujo, água escorrendo suavemente pelas paredes, vindo do teto.
-Estava tentando achar uma resposta para isso também – Kelly exclama, sentando-se a seu lado, cansando de ficar em pé – Acho que tem algo a ver com... – E se cala, sabendo que todos pensavam a mesma coisa.
O único motivo possível para que ainda estivessem vivos era Relena.
Essa, muda, sentada encolhida no lado oposto, na outra parede, mantinha os joelhos junto à frente do corpo, as mãos jogadas ao lado do corpo, tal como uma boneca, a expressão perdida.
Tinha certeza, já tinha visto aquele homem antes. Mas onde? Esforçava-se para lembrar, mas não conseguia, parecia que algo bloqueava sua mente, suas memórias. O que acontecera de verdade em seu reino? Por que não conseguia se lembrar?
Franze as sobrancelhas, injuriada, a raiva tomando-a devagar.
-Agora não é hora de fazermos suposições – Heero os cala, a voz séria e autoritária como de costume, cortante – Temos de bolar um plano para sairmos daqui se não quisermos morrer, isso sim.
-Heero tem razão – Wufei o apóia, encostado às costas na grade de metal, a mão no queixo.
-Mas o que... – Duo volta a ser interrompido pelo outro de cabelos castanhos.
-Cléo, você acha que poderia destruir essa grade com algum encantamento de fogo, derretê-la ou algo assim?
-Posso tentar – A garota se levanta, suspirando, desanimada, aproximando-se. Nisso, passos pesados, de armadura são ouvidos e todos se calam, dando alguns passos para trás.
-E então, como estão se sentindo, agora que estão no nosso mais importante quarto de hóspedes, convidados honrados? – Um dos dois soldado que vieram, pergunta, encostando-se no metal, enquanto o outro indicava Relena, que ainda estava jogada, a expressão nula em seu rosto.
-Ele quer vê-la, princesa – O homem ri, maldoso. Relena o encara, de maneira tão fria que o cala, fazendo-o engolir em seco.
Levanta-se, os passos cambaleantes, sendo ajudada por Cléo por um momento, conseguindo se firmar no chão, cada passo parecendo um pesar, como se tivesse sendo levada para sua crucificação, pacificamente, sem resistência, um olhar íntegro.
-Então, finalmente nos reencontramos vossa majestade – Tinha um sorriso nos lábios finos, os olhos frios brilhavam, de maneira divertida e cruel – O que? Nenhum som de tambores? Sentiu minha falta?
-Eu não sei do que está falando, não sei quem você é, nunca o vi antes. – Responde, encarando-o de maneira tão gélida quanto à dele, enfrentando-o sem abaixar o rosto.
Ele faz uma cara genuinamente surpresa.
-Então é verdade? – Mas logo volta a manter sua máscara de frieza, impossível de saber o que se passava por sua mente – Que cruel, tratar as memórias de alguém assim... Mas talvez tenha sido para o melhor...
É a vez de Relena de se surpreender. Quer dizer então que ele sabia o que acontecera consigo e por que não se lembrava de nada do seu passado? Sente-se confusa, mas tenta não demonstrar. Nunca demonstraria fraqueza diante de um inimigo.
-O que quer comigo? – É direta – E o que tenho de fazer para que deixe meus amigos irem?
-Vejo que se tornou uma pessoa corajosa princesa. Mas não consigo deixar de me perguntar. Será que isso é o suficiente?
Ela não responde, permanecendo calada.
-Está tendo algum progresso? – Heero volta a apressá-la, fazendo-a impaciente.
-Quer vir tentar? – É grossa, suspirando – Nada vai mudar com o seu nervosismo Heero! – A ruiva exclama, nervosa, concentrando-se na fechadura a sua frente. De suas mãos, uma chama, a única luz do local, saía, forte, crepitando, sem machuca-la. – Não sei se a temperatura é alta o suficiente... Droga! Acalmem-se, acho que vou conseguir...
-Sabia que estivemos a sua procura por um longo tempo princesa? Gastamos séculos nessa procura... Quem diria que um belo dia você simplesmente viria até mim. Se assim soubesse, o sacrifício de seu irmão nem teria sido necessário...
Ela levanta uma sobrancelha, a conversa, pela primeira vez, interessando-a.
-O que está dizendo?
-Sobre o que acha que estou falando minha cara? - O olhar de pânico no rosto dela a denunciava.
-Você fez isso a meu irmão? - Havia ódio em sua voz. Ele nega com a cabeça.
-O seu irmão foi só um acidente, nós achamos que era você quem estava dormindo lá – O sorriso maldoso se alarga – É você, e só você a culpada pela morte de seu irmão, Relena...
-Nããããoooo! – Lágrimas lhe vêm aos olhos, violentamente, enquanto tremia – Isso não é verdade! Eu teria morrido no lugar dele, eu teria – Começa a soluçar, a dor em seu peito, insuportável, pesando-o.
Olá, faz algum tempo não? ^^
Não tanto quanto antes, claro, mas também.
Na verdade, esse capítulo foi escrito antes do anterior, acredite se quiser, mas, de qualquer forma ^^
Bem, de qualquer forma, desculpe-me, de novo e novamente a demora, mas aqui estou eu ^^
Finalmente, pedaços da história começam a aparecer. Onde será que vai dar tudo isso?
Bem, agradecendo pela nova versão do anterior, obrigada a Co-Star, porque sem ela essa história não estava aqui :P E a Scath, que sempre aparece para me dar apoio ^^
Obrigada meninas ^^
07.12.2011