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Aries no Ma
Author of 9 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/General - Yuki S. & Kyou S. - Reviews: 36 - Updated: 09-11-08 - Published: 07-28-06 - Complete - id:3073009

Notas da autora: Fruits Basket não me pertence, blá, blá, blá, direitos reservados a Natsuki Takaya e companhia. Fiz a fic numa inspiração louca de madrugada. XD ainda não terminei, mas já estou escrevendo o segundo (e último) capítulo. Era pra ser curtinha, mas...eu não consigo escrever nada curtinho oO’ sinto muito. Ah, chega de falar...enjoy! ;

Sozinhos em Casa

Amanhece o dia. O sol entra pelas frestas da janela para beijar a face do jovem Souma, que ainda dormia. Pássaros cantam, crianças riem, despertadores tocam e...

PAF.

Yuki deu um tabefe no despertador. Por quê tinha colocado para despertar tão cedo? Era domingo!

Esfregou os olhos, e lentamente sua visão foi entrando em foco. E também seus pensamentos. Ah, claro...Honda san tinha dormido na casa de Hanajima, e não voltaria até a hora do jantar. Por isso ele teria que acordar e preparar o café. Sim, o seu café, pois nem Shigure e muito menos Kyo se dignariam a levantar e preparar café para os três.

ºoOoº

O Rato encontrava-se à mesa, terminando de tomar seu café. Já deveria passar das dez, e nem o Cão nem o Gato haviam dado as caras ainda.

O Kyo é de se entender que não levante cedo...”, pensou Yuki. “Mas pensei que Shigure já estaria de pé a essa altura.”

Mal havia pensado no Cão, e lá estava ele surgindo na porta da cozinha.

“Bom dia, Yukiii!” – bradou, sorridente.

O Rato estranhou, olhando por cima de sua xícara.

“Por quê toda essa alegria logo de manhã? Desse jeito está parecendo o Ayame.”

“Ora, não seja tão resmungão, Yuki! Não é porque você acorda de mau humor que todos aqui têm que acordar também.”

Nesse instante, ouviram uma batida forte de porta em algum lugar da casa, e a voz de Kyo berrar um palavrão.

“...”

“Bem...o Kyo não conta.” – Shigure sorriu. Foi quando Yuki percebeu que ele estava arrumado para sair. Até havia passado gel nos cabelos.

“Vai sair?”

“Sim. Já tomei café, inclusive. Por que o espanto, Yuki? Sabe...” – acrescentou, malicioso – “Também não é porque você não tem vida sexual ativa que ninguém mais nessa casa deva ter.”

E se abaixou para desviar da tigela que Yuki jogara em cima dele.

“Não fique bravo, Yuki! Bem, estou de saída. Cuide do Kyo, está bem?”

E saiu correndo para não ser atingido pela segunda tigela.

ºoOoº

Yuki soltou um suspiro e se olhou no espelho. Tudo indicava que aquele seria um domingo totalmente monótono. Olhou para o relógio: 11:14 a.m. “Acho que vou tomar um banho”, pensou, já que estava ali sem fazer nada mesmo. Um banho sempre o ajudava a ter idéias. Se bem que, fazer alguma coisa sozinho em casa com Kyo era meio difícil.

...Pobre ratinho. Como é inocente!

Pegou sua toalha e uma muda de roupa, e foi para o banheiro. Engraçado. Desde manhã não tinha topado com aquele gato idiota, só sabia que ele estava em casa por causa do berro que dera mais cedo. Aonde será que ele estava, afinal? Abriu a porta do banheiro, e então sua visão foi nublada por uma considerável quantidade de vapor que saíra de lá. Kyo estava no banho? Então por que não trancara a porta? Mas... peraí... tinha alguma coisa errada ali.

O chuveiro estava desligado, e nenhum sinal de Kyo no box. “Quanto vapor... alguém poderia sufocar aqui...”. Foi entrando, devagar, quando seu pé esbarrou em algo fofo e quente no chão.

“Kyo?”

Olhou para baixo, e lá estava o gatinho laranja, desmaiado no chão. Ao redor dele, estava caída uma toalha que provavelmente estava amarrada na cintura de Kyo.

Num impulso, deixou suas coisas em cima da pia e abaixou-se ao lado dele. “Baka neko...desmaiou durante o próprio banho. Se não fosse por mim...”, e o pegou no colo, com o intuito de levá-lo para fora.

BONF!

Uma fumaça branca se espalhou, e o gatinho ficou pesado demais para ser levado no colo. Yuki caiu de bunda no chão do banheiro.

“K’so nezumi! O que pensa que tá fazendo! Me solta!”

“Ajudaria se você saísse de cima de mim, gato idiota!”

“O que cê tá fazendo aqui!”

“Eu vim tomar banho, oras! Mas acontece que você estava bloqueando o meu caminho, e...”

“...e? E o quê! Por que tá me olhando com essa cara!”

“...”

Kyo havia se levantado. Yuki ainda estava no chão. De queixo caído. De repente, tinha sido surpreendido pela visão do Gato, totalmente nu, os cabelos molhados cobrindo-lhe a testa, gotículas de água espalhadas por toda a pele morena. Uma gota de água pingou dos cabelos e caiu em um dos ombros, escorreu pelo tórax, percorreu o abdômen, o baixo-ventre e perdeu-se em sua virilha. Yuki acompanhou-a com os olhos, acometido por uma fascinação que ele nem sabia de onde vinha.

“Yuki? Yuki! To falando com você!”

Yuki piscou.

“Ah... eu... eu vou esperar lá fora. Coloca logo a sua roupa.”

Levantou, o mais naturalmente que pôde, fechou a porta do banheiro, encostou-se à parede e escorregou de costas até o chão, soltando a respiração que havia prendido lá dentro.

Céus... o que foi aquilo? Ele nunca havia reparado no gato, e de repente Kyo estava tão... tão...

Olhou para baixo. Oh-oh. Pelo jeito, não foram só seus olhos que gostaram da visão.

Levantou-se. Era melhor dar um jeito naquilo. E rápido. Quem sabe, de ele saísse de perto daquele banheiro, fosse tomar um ar...é, isso resolveria. Decidido, foi caminhando pelo corredor até que ouviu a porta se abrir atrás dele.

Não vou olhar, não vou olhar, não vou...”

“Hey. Você não ia tomar banho?”

Yuki não respondeu. Continuou o caminho pelo corredor.

“Por que tá me ignorando agora? Cê tá muito estranho, sabia?”

“Não encha minha paciência, gato estúpido.”

“Escuta aqui, sua ratazana...!”

O Gato segurou o ombro do primo e o obrigou a voltar-se para ele. Mas nem chegou a ver os olhos violeta, pois Yuki reagiu rapidamente e desferiu-lhe um chute no queixo. Kyo voou longe e bateu de costas na parede oposta do corredor.

“K’sooo!” – resmungou o garoto de cabelos laranja, esfregando o queixo. Para o alívio de Yuki, ele já estava vestido.

Ambos os primos se encararam por alguns instantes, até que os olhos de Kyo emitiram um brilho diferente e ele sorriu, malicioso.

“Ahh... então era isso que você estava tentando esconder, ratinho?” – e apontou para o volume entre as pernas de Yuki, bem à vista graças à sua calça mais justa.

O Rato sentiu o rosto queimar, e sabia que o primo percebera, pois o vermelho logo aparecia em suas bochechas claras. Fechou os punhos e teve o impulso de bater nele, mas não conseguiu se mover. Estava paralisado. Esforçando-se muito, porém, conseguiu dar alguns passos firmes em direção ao banheiro, e bater a porta atrás de si, deixando para trás um Kyo ligeiramente confuso por sua atitude.

Uma vez sozinho no banheiro, Yuki olhou-se no espelho da pia. Estava escarlate. Abriu a torneira e lavou o rosto com água fria, sentindo seus sentidos acalmarem-se. Suspirou e ficou encarando a si mesmo, as gotas de água escorrendo pelo seu rosto. Isso lhe trouxe à mente a imagem daquela gota escorrendo pelo corpo moreno de Kyo...

Mordeu o lábio. Por que estava pensando nisso agora? Ele nunca havia reparado no Gato, quer dizer, é claro que o via sempre, mas não daquele jeito... e nunca havia parado para pensar... ah... a gota... como ele gostaria de ser aquela gota!

Sacudiu a cabeça. Não! Ele estava se sentindo atraído por Kyo? Como era possível? Sentir desejo pelo seu inimigo? Isso soava de uma forma tão... proibida... Yuki passou a língua pelos lábios. Devia ser porque tudo que é proibido sempre é mais gostoso.

Talvez... Talvez se ele levasse isso um pouquinho mais adiante... só um pouquinho... para ele ter certeza de que não estava sendo enganado pelos próprios sentimentos.

Despiu-se e entrou embaixo do chuveiro.

O toque da água morna foi tão reconfortante que o fez soltar um suspiro. Fechou os olhos... era agora ou nunca. Sem muito esforço, fez voltar à mente a imagem de Kyo que vira no banheiro ainda há pouco. Fixou-se por um momento nos olhos cor de sangue, imóveis, desafiadores, provocando-o de longe. Sentiu um arrepio percorrer todo o corpo. Desceu mais, e encontrou os lábios, carnudos, mas sem exageros, de traços firmes, e úmidos... teve uma vontade enorme de mordê-los, o que o fez morder os próprios.

Outro arrepio. Aquilo estava começando a ficar sério. Imaginou aqueles lábios sobre os dele, roçando, provocando, puxando os lábios dele. Podia até sentir a respiração quente de Kyo quase colada ao seu nariz, e o calor do corpo do primo aproximando-se cada vez mais, cada vez mais até que...

Wow. Aquilo estava realmente fazendo efeito. O membro de Yuki, já despertado mais uma vez, latejava com todas aquelas suposições. E então, o Kyo imaginário, impetuoso, forçou a própria língua contra os lábios do primo, invadindo sua boca, exigente. Ao mesmo tempo, colou seu corpo nu ao dele, fazendo ambas as ereções roçarem, fazendo Yuki deixar escapar um gemido tímido dentro de sua boca.

“Hmm...”

Não havia boca, entretanto, a não ser a de Yuki no momento, e ele gemeu para o nada. Mas àquela altura o Rato já nem sabia mais onde estava, tamanho era seu desejo. Não resistindo mais, escorregou a mão pelo próprio tórax e abdômen, chegando ao baixo ventre e acariciando a si mesmo.

Na imaginação de Yuki, porém, era o Gato quem envolvera com a mão o seu membro, e agora passava o dedo levemente sobre a glande.

“Era isso que você queria esse tempo todo, não era... ratinho?” – sussurrou o fruto de sua imaginação, provocante.

“Ahh... Kyo.. p..pare...”

“Vai implorar para que eu pare, agora?”

“Hmm...”

“Responde pra mim, Yuki!” – dessa vez, pressionou mais forte, isso sendo acompanhado de uma mordida na orelha.

“Aahh... não... não pare, Kyo...”

Enquanto isso, o verdadeiro amaldiçoado pelo Gato dava a volta na casa por fora, para chegar até a janela do banheiro.

ºoOoº

Yuki estava muito estranho. O jeito que ele o olhara... por que simplesmente não batera nele quando Kyo o provocou? Bem, talvez até mesmo para Yuki aquele tipo de brincadeira fosse um pouco forte demais.

Um sorriso malvado brincou nos lábios do Gato. Isso não era motivo o suficiente para fazê-lo mudar de idéia quanto ao plano que tinha em mente. Espionaria Yuki pela janela do banheiro... o que será que o ratinho pensava para ter ficado daquele jeito? Queria saber... o que faria com essa informação, ainda não sabia. Não era do tipo que saía por aí espalhando o segredo dos outros. Mas era uma crescente, surpreendente e intrigante curiosidade sua. Dizem que a curiosidade matou o gato... mas não matou Kyo Souma.

Felina e silenciosamente, Kyo colocou um banquinho no chão embaixo da janela, que era mais alta do que as outras, subiu e olhou para dentro do box.

Não, a curiosidade realmente não matou o gato, mas sem dúvida o deixou em estado de choque. A visão que teve era a de um Yuki corado, os olhos fechados, os lábios entreabertos soltando gemidos baixinhos, uma das mãos mais embaixo manipulando a própria ereção.

Kyo congelou. Aqueles lábios róseos, o rosto afogueado, a expressão totalmente entregue, os cabelos molhados que emolduravam seu rosto... Yuki parecia um anjo. O vapor d’água que saía do chuveiro o envolvia e dava um ar ligeiramente surreal à cena. O Gato mordeu os lábios. Aquilo o estava fazendo... perder... o seu autocontrole... não. Ele tinha que prestar atenção no que o Rato estava murmurando.

Usando-se de sua audição felina, o Gato pôde ouvir melhor o que Yuki estava dizendo. E foi então que, entre um gemido e outro, ele ouviu.

“Ahh... Kyo... isso é... tão bom...”

Ele arregalou os olhos. Yuki o tinha visto? Não... ainda estava de olhos fechados. Mas então isso quer dizer que... ele estava fazendo aquilo pensando nele?

Incapaz de nem ao menos piscar, o Gato continuou ali. Yuki aumentou o ritmo em que se masturbava, os gemidos tornaram-se mais intensos, e então ele chegou ao clímax, gemendo o nome de Kyo prolongadamente, o que fez o gatinho arrepiar-se até o último fio de cabelo.

O líquido branco escorreu pela mão e pelo abdômen de Yuki, e ele suspirou, encostando-se na parede do box. Abriu os olhos, respirando rapidamente, e olhou ocasionalmente para a janela do banheiro.

Kyo deu um pulo na mesma hora em que os olhos violeta contemplaram os seus. Saiu correndo para dentro da casa, sem ao menos olhar para trás ou perceber que havia esquecido de pegar o banquinho de volta.



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